Médicos do RN fazem curso sobre morte encefálica

ASCOM/Sesap-RN

Nesta sexta-feira (12), 32 médicos de todo o estado, da rede pública e privada, participam de uma capacitação sobre morte encefálica, com base na nova Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que trata do assunto. A ação é desenvolvida pelo Hospital Albert Einstein, de São Paulo, em parceria com a Central de Transplantes do RN.
Desde o ano passado o Hospital Albert Einstein vem realizando este curso em todo o país; ao todo serão 100 cursos no Brasil. A equipe que está no RN é composta por sete profissionais, entre médicos e enfermeiros. O curso acontece até às 15h, com uma simulação realística prática, na UNP – Salgado Filho.
Os profissionais médicos que participam do curso são preferencialmente neurologistas e intensivistas que tenham experiência comprovada de no mínimo 1 ano no acompanhamento de pacientes em coma nos hospitais de referência, com leitos de UTI onde já ocorreu a abertura do protocolo de morte encefálica.
“Essa resolução vem estabelecer melhor os critérios, deixar os argumentos mais claros e detalhados para deixar o processo da definição de morte encefálica ainda mais seguro e respaldado, com a definição detalhada dos diversos passos do protocolo. Além disso, o documento também dá uma atenção especial ao processo de comunicação de más notícias, orientando o cuidado com a família”, explicou Eduardo Casaroto, médico intensivista do Hospital Albert Einstein.
O Einstein é uma das cinco Entidades de Reconhecida Excelência que integra o Programa de Desenvolvimento de Apoio Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o qual realiza projetos em parceria com o Ministério da Saúde (MS) em prol de fortalecer e aprimorar o SUS.
O PROADI-SUS é fundamentado na expertise dos Hospitais de Excelência e atua nas áreas de capacitação, incorporação de tecnologia, pesquisa e gestão em serviços de saúde.

Morte encefálica
A Resolução CFM nº 2.173/17 estabelece que os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina, após a determinação da morte encefálica e do consentimento da família, os primeiros órgãos a serem doados são os que duram menos fora do corpo, como o coração e o pulmão (entre quarto a seis horas). As córneas duram até sete dias e os ossos, até cinco anos.
Nem toda morte pode ensejar a doação de órgãos, apenas as causadas por politraumatismo, Acidente Vascular Cerebral (AVC), tumor cerebral primário, intoxicação exógena e anóxia (causada pós-afogamento). Mesmo nesses casos, são excluídos os possíveis doadores com doenças transmissíveis, neoplasia, uso de drogas injetáveis e cuja família tenha recusado a doação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *