Queixa de Fátima contra JB beira a hipocrisia

Da Redação

A queixa da governadora Fátima Bezerra contra a forma com que o presidente Jair Bolsonaro referiu-se a governadores nordestinos que o hostilizam revela uma forte dose de hipocrisia.
Claro: Além de nordestina, a governadora é paraibana.
Mas, nunca teve a menor preocupação em valorizar essas suas condições – a de ser nordestina e a de ser paraibana – na sua trajetória política.
Na primeira oportunidade em que teve de valorizar um conterrâneo – por nascimento, um paraibano; ou pela opção, um potiguar – não quis nem ouvir falar nisso, por ocasião de sua candidatura ao Senado em 2014, na escolha de um ou de outro para ser o seu suplente.
Suplente paraibano? Não, não, não, não.
Suplente potiguar? Não, não, não, não.
Da Bahia? Nem pensar.
De Sergipe?
De Alagoas?
De Pernambuco?
Do Ceará?
Do Piauí?
Do Maranhão, de Flávio Dino?
Pois é. Não relegou apenas um paraibano ou um potiguar. Do mesmo jeito, também não quis, nem nunca imaginou, poder ter um suplente de qualquer outro dos demais estados da região.
Lembro-me, então, do ditado popular que sentencia: Pimenta no olhos dos outros é refresco.
E desse outro: Faça o que eu digo: Não faça o que o faço.

Como boa paraibana, foi buscar um carioca para ser o seu suplente e, hoje, representar o Rio Grande do Norte no Senado Federal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *