JB: Efeito Argentina pode transformar RS em Roraima

Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira, em Pelotas-RS, que o resultado eleitoral na Argentina pode transformar o Rio Grande do Sul “numa Roraima” – referindo-se à invasão de venezuelanos que foge da triste realidade do seu país, em busca de melhores dias no Brasil.
Explicou esse seu temor diante do resultado das eleições primárias realizadas no vizinho país:
– A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma, que é a mesma de Chávez e a mesma de Fidel Castro deram (sic) sinal de vida ali.
E acrescentou:
– Se essa esquerdalha voltar ao poder na Argentina, nós poderemos ter aqui, no Rio Grande do Sul, um novo Estado de Roraima.
– E não queremos isso – irmãos argentinos tentando fugir do que de ruim aparecer por lá, caso essas eleições realizadas ontem se confirmem no mês de outubro.

LEALDADE
Esse discurso do presidente foi feito ao liberar para o tráfego os primeiros 47 quilômetros da Rodovia BR-116.
Ele começou afirmando que deve lealdade ao povo gaúcho, cujos votos foram fundamentais para que tivesse rebido das urnas a missãr de exercer a presidência da República do Brasil
Lamentou não ter podido estado lá na reta final da campanha, “porque um cara que foi filiado ao PSOL”, atentou contra a sua vida.
E logo em seguida,.referindo-se a um ex-combatente presente ao palanque, destacou: “Tem algo que é mais importante do que a própria vida – a liberdade”.
E advertiu:
– Tem uma turma aí que quer derrubar a nossa liberdade. E essa turma defende a Venezuela, defende Cuba… e não podemos esquecer disso – assinalou.

PREOCUPADO
Segundo o porta-voz da Ptresidência da Repúiblica, Otávio Rêgo Barros, citado em reportagem da Agência Brasil, Bolsonaro está preocupado com um possível retorno do chamado “kirchnerismo” ao país vizinho. Para ele, a volta de um presidente de esquerda pode reduzir a integração entre os dois países e ir contra a liberdade comercial pregada tanto por Macri quanto por Bolsonaro. Além disso, o presidente vê a possibilidade de retrocessos no acordo firmado entre Mercosul e União Europeia.

O presidente, no entanto, não deixará de dialogar com uma eventual Argentina comandada por Fernández e Cristina Kirchner. “É parte da nossa diplomacia o estabelecimento de diálogo com todos os nossos países-irmãos e, naturalmente, será com a Argentina em uma eventual vitória do adversário do presidente Macri”, finalizou o porta-voz.

Porta-voz: Presidente está preocupado, mas não interfere na eleição Argentina (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Porta-voz: Presidente se preocupa, mas não interfere na eleição Argentina (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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