Fátima: “Eu sou obrigada a cumprir a lei”

Paulo Tarcísio Cavalcanti

A governadora Fátima Bezerra assegurou, em postagens no twuitter, que sua proposta de reforma da previdência não é definitiva e que ainda se encontra em fase de negociação.
Quanto à decisão de não ir, nesta segunda-feira, dia 3, à reabertura da Assembleia Legsialtiva, como é de praxe regimental, por conta de mobilização dos servidores contrária à proposta que apresentou, afirmou:
– Não irei ao legislativo acirrar uma discussão que está em plena negociação.
Com isso deixa claro o entendimento de que estão misturando duas coisas diferentes. Ou seja: Uma coisa é a proposta de reforma (que ainda está em discussão). Outra coisa é a mensagel anual à Assembleia que, indo apresentar ou não, tem que encaminhar na abertura dos trabalhos legislativos.
Quanto à reforma da Previdência, postou:
– Nós lutamos no plano nacional contra a reforma da maneira como foi concebida e aprovada. Mas perdemos no Congresso, fomos derrotados. A função que ocupo hoje com muito orgulho, de governadora de todos os potiguares, não me permite escolhas.
E concluiu:
– Eu sou obrigada a cumprir a lei.

REAÇÕES
O anúncio da governadora Fátima Bezerra de que não fará nesta segunda-feira, dia 3, a leitura de sua mensagem anual perante a Assembleia Legislativa decepciona muitos dos antigos servidores. Especialmente os que estão sendo mobilizados para expressarem, publicamente, sua desaprovação à proposta de reforma da Previdência do Estado.
E não é pra menos. Substancial parcela dos servidores entende que governadora de hoje rasgou todos os compromissos em defesa do servidor público que assumia de forma até radical no seu tempo de sindicalista.
Pior pra ela, é que muitos do que nela acreditavam no passado, agora, chegam à conclusão de que a dura atuação que teve como sindicalista, na realidade, não passava de uma estratégia destinada a chegar ao poder.
Os servidores lembram do fervor com que a governadora sempre se manifestou contrária a qualquer reforma de Previdência que implicasse em perdas para os trabalhadores. Reconhecem, inclusive, que usou de toda sua força política, junto às bancadas de oposição, para impedir a aprovação da proposta apresentada ao Congresso Nacional pelo presidente da República.
Esse comportamento levou muitos a pensar que a reforma poderia até ser aprovada no âmbito nacional, como de fato o foi, mas a nível estadual, não seria sequer apresentada pois a governadora era rigidamente contrária a tal iniciativa.
Lego engano – todos sabem agora, como expressaram – com todas as letras dirigentes sindicais influentes. E vão além: “A reforma da professora Fátima é mais cruel do que a de Bolsonaro”, conforme publicação no portal do SINSP.
No mesmo portal, o professor doutor em Direito na UFERSA, Danie Araujo Valente, ressaltando sua condição de militante petista, foi enfático:
– Um governo de esquerda, de trabalhadores deveria, sem tergiversar, defender os interesses dos trabalhadores.
Se é verdade que a Previdência está em crise – o PT dizia não acreditar nessa crise quando se discutia a reforma de Bolsonaro – num “governo de trabalhadores” – como Fátima gostaria que o seu pudesse ser visto, o caminho teria que ser outro, segundo Daniel Araújo: “O governo poderia criar novos tributos, ampliar as fontes de custeio do sistema, taxar apenas altos salários”.
O professor termina o seu artigo conclamando Fátima Bezerra a uma recuo:
– O governo Fátima tem de rever imediatamente essa proposta. Já os trabalhadores e trabalhadoras, a estes só resta paralisar este Estado nesta segunda e terça. Nenhum direito a menos, menos ainda em nossos governos”.

APOIO
Nas redes sociais também são publicdas mensagens favoráveis à posição da governadora.
Num grupo denominado “somente jornalistas”, Jan Varela é taxativo:
– Tenho orgulho de defender um governo que busca diálogo com todos os setores da sociedade.
Respondendo-lhe Alex Othon completou:
– Positivo… diálogo é a melhor arma.
Outro integrante do grupo, Pedro Vitorino, referiu-se à postagem de esclarecimento feito pela governadora, disse:
– Senti sinceridade nas palavras.

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