O coronavirus, o mercado e a vacina contra o sarampo…

Enoleide Farias*
Jornalista Agecom – UFRN
enoleide@yahoo.com.br

Eu creio!

Eu creio que a extensão do coronavirus é bem maior do que o noticiário informa. A doença, que está encarcerando pessoas em todo o mundo, tem afetado bem mais do que a convivência social e provocado temores que vão além da questão sanitária.

No campo sanitário, pelos dados do fim de semana, o coronavirus já matou mais de 700 pessoas e infectou 34,5 mil, apenas na China. No Japão um navio cruzeiro, ancorado em quarentena, registrou 61 casos. Outros navios cruzeiros vagam em mar aberto, porque não recebem autorizações para atracar por causa de possíveis casos da doença. Há registros confirmados em mais de 20 países.

Como se vê, para além da questão sanitária, o coronavirus paralisou cidades e fechou fábricas no país asiático, mudou a rotina em portos e aeroportos e impôs querentena em várias partes desse nosso mundo globalizado. Os mercados, dizem os analistas, oscilam a cada nova informação sobre a doença. No Brasil o noticiário da sexta-feira informava a queda da bolsa e a alta do dólar.

Na minha parca avaliação de trabalhadora e consumidora de notícias e outros bens, arrisco dizer que o noticiário foi bastante convincente. E, a mim, deixou claro que, de alguma maneira, essas flutuações irão mexer com o meu bolso. Não deu nem pra comemorar a taxa da inflação de 0,21%, anunciada como a mais baixa em mais de 25 anos, com a justificativa, entre outras, de que o preço da carne, que disparou em dezembro, baixou.

Não creio.

Nisso eu não creio. Não vou dizer que tudo é culpa do coronavirus, mas que ele está influenciando o mercado por aqui, isso tá. O da bolsa de valores e o mercadinho perto lá de casa. Nem na Feira do Carrasco, onde vez por outra vou garimpar umas frutas mais baratas, um feijão verde mais verde ou uns caranguejos de corrida, o preço da carne baixou. Na feira da quarta-feira, o abacate estava caro e ruim, o feijão verde, mais verde uma coisinha não subiu. E caranguejo de corrida não tinha. – Tá no defeso. Foi a informação que recebi. Carne? não comprei!

Li ainda que uma universidade brasileira desenvolveu um teste rápido para detectar o coronavirus, o que é bom. Como todo mundo, torço para que os cientistas descubram logo uma forma de tratamento ou prevenção capaz de controlar a doença. Acalmaria as autoridades sanitárias e os mercados, também.

No Brasil o coronavirus preocupa, mas segundo as autoridades não temos casos confirmados. Por outro lado, os especialistas alertam para outras doenças que podem ser mais contagiosas e letais: febre amarela, dengue, zika e sarampo, que voltou a registrar mortes no país, no ano passado, e assustou a população.

Nesta segunda-feira, dia 10, o Brasil lança a nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. O ministro da Saúde, Henrique Mandeta, também anunciou que vai apresentar o balanço da doença no Brasil em 2019 e nos primeiros dias de 2020. No Rio Grande do Norte, tem ação programada.

O Dia D da Campanha contra o Sarampo será no sábado, 15 de Fevereiro. Vamos lá!

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*A autora é jornalista e publica suas crônicas aos domingos.

Para ler a crônica anterior “Fidelidade ao celular”, CLIQUE AQUI.

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