Pérolas aos porcos - um texto sobre pandemia, reflexões internas e Estoicismo, por Gustavo Guedes

Pérolas aos porcos: um texto sobre pandemia, reflexões internas e Estoicismo, por Gustavo Guedes

Por Gustavo Guedes
Para o Por Dentro do RN

A primeira versão deste texto foi publicada (em outro local) em abril de 2020, quando o Brasil registrava pouco mais de 6 mil mortos pela Covid-19. De lá pra cá, este número cresceu 100.000 vezes e muita coisa mudou, muita mesmo; mas a premissa do texto é a mesma, independentemente do contexto: é importante concentrar-se em coisas sobre as quais temos controle e tirar o foco daquelas sobre as quais não temos. Por esta razão, resolvi atualizar tudo sem abrir mão da essência do texto original.

O último rolé que dei enquanto homem livre para lugares de grandes aglomerações foi em meados de março de 2020, logo no início da pandemia do coronavírus no Brasil. Era uma quarta-feira de karaokê em um bar em Candelária, aqui em Natal. Desde então, alternei entre os momentos de ócio criativo, quando aproveitei para escrever, refletir, tocar violão, estudar e fazer alguma coisa interessante; e aqueles nos quais pareci um vegetal, com um esgotamento mental sem razão aparente, vivendo da luz que entrava pela fresta da janela do quarto e sem vontade de fazer exatamente nada, vendo aleatoriedades na Internet e dormindo.

Durante estes quase dois anos da Covid-19 no Brasil, em conversas com os amigos, quando não me deparei com quem minimiza — ou até nega — os riscos da pandemia, não era raro lidar com quem ocupava o outro extremo do espectro: com os que sofriam (ou diziam sofrer) com a insônia, a compulsão alimentar, a ansiedade e os demais efeitos colaterais inerentes ao momento delicado atravessado por todos nós.

Hoje, exatamente um ano e seis meses desde a primeira versão deste texto, ainda costumo ler e ouvir as opiniões de quem inventa qualquer argumento para meter o louco ou mergulhar em uma tristeza profunda; ainda ouço, ainda leio, mas deixei de discutir com quem não está nem aí pra nada e só pensa em si; e também deixei de expor o meu modo de enxergar a vida para quem se encontra angustiado e sufocado pelas incertezas do dia-a-dia.

A razão da minha isenção — e aparente frieza — introduz ao meu objetivo principal desde 2019: fortalecer a minha mente concentrar-me nos eventos e ações que estão sob meu controle e aceitar todas aquelas sobre as quais eu não tenho domínio; e isso envolve eventos, pessoas, alegrias e tristezas.

VIVENDO EM PAZ SOB QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA

Em se tratando de ansiedade e depressão, tenho o conhecimento da causa. Em meio às três drogas (devidamente receitadas por uma psiquiatra) que tomei entre dezembro de 2019 e agosto de 2020, estavam justamente duas daquelas utilizadas para tratar os dois transtornos citados acima. Logo, a minha experiência, mesmo que não seja a única, merece crédito e, como dizem atualmente, está no lugar de fala ao qual pertence.

A vida de quem tem ansiedade — e não procura ajuda — não é fácil e qualquer situação fora do normal, até nem tão fora do normal assim, é torturante. A gota d’água para a minha crise foi o fim de um relacionamento e o processo de retomada das rédeas da minha vida foi doloroso, angustiante e assustador. Mas, desde o início, trabalhei a minha mente para compreender que  a luta seria diária e eu não podia vacilar.

Quando a Covid-19 resolveu se meter a besta, eu já estava com a mente mais tranquila e menos vulnerável a fatores externos. Não atribuo a minha tranquilidade exclusivamente às drogas em questão, mas principalmente às escolhas que eu fiz quando tudo em minha cabeça era uma desorganização só: uma delas foi me debruçar sobre a Filosofia.

Em nenhuma ocasião se apresente como filósofo, não fale demais sobre os seus princípios em meio à multidão, apenas atue dentro deles. Ao invés de anunciá-los, permita que vejam as ações que esses princípios deram origem.
(The Enchiridion, p.36, Epicteto, 2014)

Uma vez interessado pela Filosofia, procurei fugir da visão esnobe de quem se interessa por alguma coisa simplesmente com o objetivo de tornar-se superior a alguém, por meio da imposição de teorias complicadas, termos técnicos e muitas vezes de difícil assimilação, e fui atrás de algo mais simples e aplicável ao meu conturbado cotidiano.

Em meio à busca por alguma coisa à qual eu pudesse me agarrar quando as circunstâncias não fossem tão favoráveis, conheci o Estoicismo, cujo princípio mais característico é o de concentrar-se em coisas sobre as quais temos controle e tirar o foco daquelas sobre as quais não temos.

Há coisas que estão ao nosso alcance, e há coisas que estão além do nosso poder. Dentro de nosso poder estão: a opinião, os objetivos, os desejos, a aversão e, em suma, quaisquer assuntos que sejam nossos. E, além de nosso poder estão: o nosso corpo, a propriedade, a reputação, a posição social e, em suma, tudo o que não é propriamente um assunto nosso.
(The Enchiridion, p.17, Epicteto, 2014)

Então, durante todo esse tempo, procurei internalizar a seguinte reflexão: quando decidem burlar o isolamento pelos motivos que julgam plausíveis, não importando as consequências que o ato irresponsável possa ocasionar, tenho eu, Gustavo Guedes, poder sobre isso? Quando, de maneira egoísta, não aceitam que aglomerações propiciam o contágio em massa de pessoas, dentre as quais estarão aquelas mais vulneráveis, tenho eu, Gustavo Guedes, poder para condenar quem “merece” e “não merece” ser contaminado pelo vírus?

A diferença entre o ano de 2020 e o momento no qual este texto está sendo atualizado, em outubro de 2021, é que agora nós temos vacinas e boa parte dos brasileiros tomou pelo menos uma dose. Logo, o fato novo é ouvir as seguintes justificativas, até mesmo daquelas pessoas que pregavam empatia meses atrás: ah, mas estamos vacinados!

Como se a vacina nos protegesse 100% do contágio , da transmissão e da morte. Confesso que ouço isso com frequência, mas não dou mais tanta importância e resumo minhas revoltas a tweets específicos, mas nada que me tire dos eixos por muito tempo. Minhas objeções a isso é que o brasileiro, no geral, não tem limites: no mínimo sinal de que as coisas estão melhorando, ao invés de manter a cautela e voltar a socializar com cuidado, mete o louco com tudo e, quando dá merda, inventa qualquer desculpa que o isente.

Em se tratando dos amigos e colegas que negligenciam a saúde mental: quando alguém, por não compreender que a saúde mental é importante e buscar ajuda profissional não é motivo de vergonha, se afunda em pensamentos automáticos, muitas vezes degradantes ou se entregam a prazeres baratos para preencherem seus vazios existenciais, tenho eu, Gustavo Guedes, poder para fazê-lo(a) mudar de ideia? Não se trata de ser frio, longe disso, mas de não gastar conselhos em vão.

E, no entanto, esse é precisamente o poder do estoicismo: a internalização da verdade básica de que podemos controlar nossos comportamentos, mas não os seus resultados — e muito menos os resultados dos comportamentos de outras pessoas — leva à calma aceitação do que quer que aconteça, seguro no conhecimento de que fizemos o nosso melhor, dadas as circunstâncias. (How To Be A Stoic: Ancient Wisdom for Modern Living, Capítulo III,
Massimo Pigliucci)

A minha aparente apatia diante de certos aspectos não decorre da frieza, mas da aceitação de que há coisas que não estão sob minha responsabilidade, sendo o egoísmo alheio e a incapacidade de reconhecer que precisa de ajuda apenas algumas dessas coisas. Até podemos tomar alguns cuidados para manter um corpo saudável e socialmente atraente e/ou aceitável, mas temos controle, por exemplo, sobre a nossa genética? E sobre a nossa predisposição a doenças? Entendem onde eu quero chegar?

Percebem que, tendo isso em mente, fica mais fácil raciocinar antes de tomar atitudes? Logo, se até sobre o nosso corpo, que nos acompanha até o último suspiro, não temos o total controle, por que deveríamos ter sobre as ações alheias?

Você pode ser invencível, se você nunca entrar em um combate onde a vitória não está sob o seu poder. (The Enchiridion, p.23, Epicteto, 2014)

NÃO CONFUNDAMOS ACEITAÇÃO COM NEGAÇÃO DA REALIDADE

Não sei vocês, mas eu sou do tipo de pessoa que, quando aprende sobre algo novo, gosto de debater o assunto com alguém que esteja minimamente interessado naquilo. Sem a soberba ou aquele ar de superioridade característico a alguns, apenas na tentativa de assimilar o que foi aprendido, abrindo a mente para os prováveis questionamentos que venham a surgir. É tão bom ouvir as histórias de alguém empolgado com aquilo que faz.

Uma das afirmações mais recorrentes de quem ouviu falar sobre o Estoicismo superficialmente é de que agir de maneira estoica seria negar a realidade até o ponto de se desconectar das emoções, o que está longe de ser verdade. Como um bom nietzschiano que me tornei, seria contraditório para mim adotar um comportamento negacionista da minha realidade.

Ignorar as nossas emoções e buscar no mundo externo remédios para tentar enganá-las não torna ninguém forte, tampouco nos torna estoicos. Evitar reconhecer e enfrentar os nossos problemas não é Estoicismo. Quando fazemos isso só para fingir que somos fortes, nós não estamos resolvemos nossos problemas; e isso nos faz fracos. Quando apenas fingimos ser estoicos, na verdade, perdemos o domínio sobre as poucas coisas que podemos, de fato, controlar.

Se você deseja progredir, você deve se contentar em parecer um tolo ou simplório no que concerne aos assuntos externos. Saiba que não é fácil manter a sua mente em harmonia com a natureza e ao mesmo tempo manter o controle das coisas externas. Se você dá atenção a uma, você necessariamente tem de negligenciar a outra. (The Enchiridion, p.21, Epicteto, 2014)

Ao contrário do que muitos pensam, o verdadeiro estoico não liga o foda-se para a realidade, mas age com técnica e habilidade na hora de lidar com ela. Logo, subentende-se que podemos ser mais enérgicos em alguns aspectos e mais ponderados em outros; não é simplesmente dar a outra face perante as ofensas, tampouco sair por aí querendo acabar com as injustiças do mundo brigando com tudo e todos.

E vou além: sabendo que os principais pensadores do Estoicismo da Antiguidade eram bastante ativos — social e/ou politicamente — na Roma Antiga, a afirmação de que o estoico viveria em um mundo no qual a realidade não importaria cai totalmente por terra. Colocar o Estoicismo nessa caixinha é conveniente para quem não está disposto a ir além das aparências; e eu vou explicar o porquê dessa afirmação logo no parágrafo abaixo.

Sêneca foi professor de Nero, que o condenou à morte; Marco Aurélio foi um dos cinco imperadores romanos mais bem-sucedidos da História e nunca perdeu sequer uma guerra enquanto foi imperador. Epicteto, por sua vez, embora escravizado, escreveu duas das obras mais importantes da Filosofia: Enchiridion de Epicteto e as Diatribes, cujos ensinamentos se perpetuam há séculos, mesmo que alguns coachs fuleragem tenham se apropriado deles e deturpado os seus sentidos em benefício próprio pra vender cursos no Instagram.

Como se pode observar, nenhum dos indivíduos acima ligou o foda-se para a realidade. Não só não ligaram o foda-se para a realidade como perpetuaram os seus feitos através dos séculos. Que tipo de indivíduo conformado faz isso? Até onde sei, nenhum.

O QUE É, DE FATO, SER ESTOICO?

Para fugir da visão superficial de que o Estoicismo prega uma vida cuja negação da realidade é tida como princípio, é preciso compreender como os estoicos dividem as coisas:

1 — As boas, consideradas as virtudes;

2 — As más, consideradas os vícios;

3 — As indiferentestodas as outras que não se encaixam em boas ou más.

Os nossos impulsos, juízos e desejos podem ser bons ou maus, e nós podemos controlá-los, logo, estão sob a nossa responsabilidade; Todas as demais coisas seguem suas próprias leis e a elas devemos ser indiferentes; e é aqui que todos confundem as bolas sobre o que é ser indiferente.

Os materiais são indiferentes, mas o uso que fazemos deles não é uma questão de indiferença. Como, portanto, um homem deve manter a firmeza e a paz de espírito e, ao mesmo tempo, o espírito cuidadoso, não sendo imprudente nem negligente? (Epictetus : the discourses as reported by Arrian, the manual, and fragments, p.237, Epicteto, 1956.)

Ser indiferente, de acordo com Epicteto, é aceitar a natureza das coisas que não estão sob o nosso controle e, a partir daí, agir com cuidado e sem precipitações na hora de lidar com elas. Se a situação apresentada é desagradável e não é coisa sobre a qual temos qualquer arbítrio, foquemos na técnica e na habilidade de atravessá-la impassivelmente. A técnica e a habilidade, neste caso, são coisas nossas.

Imagine um jogador de dados: para ele, os números são indiferentes, os dados são indiferentes; como ele vai saber o que vai cair? Não vai saber; mas ele deve ser cuidadoso e hábil com os números que caírem: essa é a tarefa dele. Da mesma maneira, portanto, a principal tarefa da vida é: distinguir as situações e pesá-las umas contra as outras, dizendo a si mesmo: “não posso controlar os fatores externos; mas a escolha sobre o que fazer com seus os resultados está sob meu controle”. (Epictetus : the discourses as reported by Arrian, the manual, and fragments, p.237–238, Epicteto, 1956.)

Retornando às problematizações sobre a falta de respeito de alguns com a pandemia; ou sobre quem se deixa levar pelas incertezas do futuro e não consegue manter a calma, é possível caracterizar tais opiniões e ações como indiferentes, uma vez que não tenho como fazer nada para torná-las favoráveis a mim. Portanto, qual deve ser a minha atitude diante delas? Observá-las cuidadosamente, ponderando o que me afeta e não me afeta, e agir com as técnicas e a habilidade adequadas para superá-las.

No caso específico, utilizar argumentos baseados em dados técnicos e científicos sobre os riscos de se promover aglomerações mesmo que estejamos vacinados e tentar dizer aos angustiados que tudo isso vai passar, aconselhando-os a buscarem ajuda profissional deveria ser suficiente e estaria sob a minha responsabilidade.

A maneira com a qual eles recebem essas informações e sugestões, muitas vezes negando-as e se chateando com minhas opiniões, todavia, não é coisa minha. E o fato de não ligar pra essas reações é o que me faz parecer, para alguns, alguém frio. Também não ligo. Ao perceber que o diálogo não está progredindo, portanto, o meu comportamento deve ser seguir o conselho de Epicteto sobre “não entrar em um combate em que não há chances de se sair vitorioso”.

É algo meio que preferir viver em paz a estar certo, sabe? Enquanto estive sem emprego fixo e sem salário fixo há por anos e meus amigos e conhecidos não sofriam com esse mal e todas as minhas apostas arriscadas pra vencer na vida deram errado, quais deveriam ser as minhas ações para cada uma dessas situações?

Se você imagina aquilo que, naturalmente, pertence a uma outra pessoa como propriedade sua, então você estará prejudicado. (The Enchiridion, p.17, Epicteto, 2014)

Aprendi, a duras penas, é claro, aceitar a realidade como ela se apresentava a mim. Aceitar sim, mas não simplesmente me conformar. A partir do momento que eu aceitei a minha realidade, consegui raciocinar a respeito de como iria lidar com ela e resolver as questões que tinham se aparecido no caminho.

Mas se você pensa que somente aquilo que lhe é próprio é o que lhe pertence; e aquilo que é próprio de outra pessoa pertence somente a ela, ninguém jamais irá colocar imposições ou limitações sobre você. Você não irá culpar a ninguém, não fará nada contra a sua própria vontade, não terá nenhum inimigo, pois nenhum mal pode alcançá-lo. (The Enchiridion, p.17, Epicteto, 2014)

Tinha eu, Gustavo Guedes, poder e controle sobre a condição alheia? Não. Logo, ela não me pertencia; tinha eu poder sobre o fato de eu receber diversos nãos e encontrar as portas fechadas quando procurava emprego? Não. O que estava ao meu alcance naquele momento? Continuar estudando, procurando e, por fim, avaliando maneiras de abrir por conta própria os caminhos.

AGORA EU VOU CANTAR PROS MISERÁVEIS, PRA ESSAS SEMENTES MAL PLANTADAS

Quando decidi me abraçar à Filosofia e ao Estoicismo para lidar com a minha realidade e traçar os meus objetivos de vida, é óbvio que também tive de lidar com o julgamento de terceiros no que concerne a essa escolha. Julgar é característico do ser humano e a gente nada pode fazer para mudar isso.

Se você se volta sinceramente à Filosofia, prepare-se desde o início para que zombem e riam de você: “aqui está ele novamente, se fazendo passar por filósofo. Onde é que ele adquiriu essa aparência orgulhosa? ”Agora, por sua parte, não tenha uma aparência arrogante, mas se prenda àquilo que lhe parece melhor. Lembre-se de que, se você for persistente, essas mesmas pessoas que, a princípio, te ridicularizaram irão, depois, te admirar. Mas se você for conquistado por eles, você será ridicularizado duas vezes. (The Enchiridion, p.24, Epicteto, 2014)

As opiniões alheias sobre mim não estão sob o meu controle, muito menos daquelas pessoas que ousam em me definir ou me julgar sem sequer me conhecerem minimamente. “Gustavo Guedes é isso, Gustavo Guedes é aquilo; Gustavo Guedes é um cuzão arrogante!”

Muitas pessoas tentam me definir pelo que escrevo, pelo que posto nos stories do Instagram e por conversas superficiais no WhatsApp, mesmo que essas plataformas representem quase nada de quem sou de verdade. Eu sou muitas coisas e elas não cabem no Instagram, no WhatsApp ou neste site.

A maneira como eu assimilo esses feedbacks, todavia, é de minha total responsabilidade. Depende de mim, Gustavo Guedes, — e de mais ninguém — utilizá-las ao meu favor ou simplesmente ignorá-las. Ser considerado louco, inconsequente e arrogante por terceiros, a princípio, pode ser desagradável.

Porém, qual deve ser o meu comportamento diante de tais julgamentos?

Em primeiro lugar, manter-se indiferente; em seguida, não agir feito louco, inconsequente e/ou arrogante. Dessa forma, o acusador não terá como sustentar suas teses e o cerne de suas maledicências por si só se destruirá. Eu só me preocupo com a minha reputação quando a ação nociva de terceiros faz com que eu perca oportunidades profissionais devido a calúnias e difamações. Mas, na maior parte do tempo, o que pensam de mim não paga minhas contas e eu simplesmente não ligo.

Lembre-se que más palavras ou golpes em si próprios não representam uma ofensa, mas a visão que consideramos essas coisas como tal. Quando, portanto, alguém te provocar, tenha certeza de que são as opiniões de quem está te provocando. Tente, portanto, em primeiro lugar, não ficar perplexo com as impressões que têm de você. Pois, se você ganha tempo e descansa, mais facilmente você se controlará. (The Enchiridion, p.23, Epicteto, 2014)

Manter um pensamento estoico tem sido, para mim, uma terapia melhor que qualquer outra, embora reconheça que não precisa ser a única. Considero mais válidas, todavia, quaisquer estratégias que, de maneira responsável e engrandecedora, tenham como foco a necessidade de se compreender que há coisas sobre as quais não temos qualquer poder e, consequentemente, não podemos evitar, restando a nós aceitar e agir habilidosamente para lidar com todas as situações externas às quais estamos vulneráveis.

Foto: Ilustração/Pixabay

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Sobre Gustavo Guedes, colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes escreve texto sobre o Universo Genial

Gustavo Guedes tem 29 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve quando quer, o que quer e do jeito que bem entende. Mas se interessa pela área musical, por Astronomia, por Filosofia, pela boa política, por serpentes e tem uma simpatia por aviões; e tudo mais que o ajude a sair do tédio. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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