Tag cpi da covid - Por dentro do RN

cpi da covid

CPI da Covid no RN - ALRN adia trabalhos por 15 dias após depoimento de Cipriano Maia, secretário da Saúde do RN

CPI da Covid no RN: ALRN adia trabalhos por 15 dias após depoimento de Cipriano Maia, secretário da Saúde do RN

O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia, foi ouvido e tratou sobre os contratos em apuração.

A CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte terá um prazo mais amplo para finalizar seus trabalhos. Na reunião desta quarta-feira (1º), os deputados aprovaram a prorrogação dos trabalhos por 15 dias, dando prazo de finalização até o dia 17 de dezembro. A data é considerada suficiente pelos parlamentares para a finalização dos trabalhos, incluindo as informações dos demais depoentes.

Investigado em 11 dos 12 contratos, Cipriano Maia teve a oitiva mais longa da CPI da Covid. O secretário respondeu aos questionamentos dos parlamentares, principalmente com relação às tratativas com fornecedores e à adesão a uma compra coletiva de respiradores através do Consórcio Nordeste. Segundo Cipriano Maia, ele não teve qualquer negociação com empresas para firmar contratos durante a pandemia.

“Nunca discuti ou recebi qualquer prestador de serviço para discutir contratação ou os termos de contratos. Não é uma prática minha e, quando sou contatado, encaminho para os setores responsáveis pelas contratações. As relações que tenho com fornecedores são mais no sentido de pagamentos atrasados, de tentar intermediar os pagamentos, mas não fechei contratos ou recebi ninguém para discutir contratos”, explicou Cipriano Maia.

Na oitiva, o secretário também informou que soube da possibilidade de fazer a aquisição de respiradores através do então secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, em um grupo de WhatsApp com os demais secretários de Saúde do Nordeste. Segundo Cipriano Maia, ele informou que o Estado teria interesse e, então, um ofício foi encaminhado posteriormente ao Governo do Estado para que fosse realizado o repasse dos quase R$ 5 milhões, referentes à cota do Rio Grande do Norte. O secretário informou que não chegou a ler os termos do contrato porque a compra foi realizada diretamente do Consórcio Nordeste.

“O secretário confirmou o pagamento antecipado de R$ 5 milhões sem leitura ou assinatura de contrato. Não foi conferida qual a empresa que iria fornecer os produtos, se havia cláusula de seguro, se sequer ela produzia respiradores”, criticou o presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidariedade). “O resultado dessa operação desastrada, feita pelos governadores do Nordeste, foi a perda de quase R$ 50 milhões do povo nordestino no escândalo dos respiradores”, reforçou o presidente da CPI.

Além das questões referentes à CPI, o secretário respondeu questionamentos sobre os outros contratos, tanto do relator, deputado Francisco do PT, que participou de maneira remota, quanto dos deputados Gustavo Carvalho (PSDB), Subtenente Eliabe (Solidariedade), George Soares (PL) e Isolda Dantas (PT). O deputado Getulio Rêgo (DEM) acompanhou a sessão remotamente.

Ainda na sessão, os deputados votaram e rejeitaram, por 3 votos a 2, requerimento da defesa pedindo que secretário Cipriano Maia fosse convertido à condição de testemunha ou convidado. Assim, o parlamentar segue na condição de investigado.

Cronograma

Na reunião, ficou definido que a CPI vai ter seu desfecho no dia 16 de dezembro, um dia antes do prazo final. Até lá, os deputados ainda vão ouvir, na quinta-feira (2), serão ouvidos Carlos José Cerveira de Andrade e Silva, auditor-geral da Control, na condição de convidado, Luciana Daltro de Castro Pádua Bezerra, assessora Especial do Governo do RN, também na condição de convidada, além dos investigados Fernando Galante Leite e Cleber Isaac Souza Soares, para falar sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. Ambos serão ouvidos através de videoconferência.

Para a próxima semana, está prevista para o dia 9 a leitura do relatório do deputado Francisco do PT. Para o dia 15, haverá a apresentação de sugestões, enquanto no dia 16 será votado o relatório com as modificações que forem aprovadas.

Foto: Reprodução/ALRN

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Investigado pela compra de respiradores pede sessão secreta durante reunião da CPI da Covid no RN

Investigado pela compra de respiradores pede sessão secreta durante reunião da CPI da Covid no RN

CPI da Covid no RN – A compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste, que resultou em prejuízo de quase R$ 5 milhões ao Rio Grande do Norte, voltou a ser tema de investigação na reunião da CPI da Covid da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (10). Uma das três pessoas que estavam com depoimentos agendados pediu para que uma sessão secreta fosse realizada, com a promessa de que repassaria informações importantes sobre a compra dos equipamentos.

Proprietário da BioGeoenergy, o investigado Paulo de Tarso Carlos tinha depoimento marcado para esta quarta-feira, assim como o gerente Administrativo do Consórcio Nordeste, Valderir Cláudio de Souza, e gerente de Finanças do Consórcio, Jesiel Soares da Silva, testemunhas no caso. Os dois últimos obtiveram decisões judiciais e permaneceram em silêncio na sessão, o que causou estranheza ao presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidariedade).

“Duas testemunhas, pagas pelo Consórcio Nordeste, ficaram em silêncio. Nenhum investigado e nem sequer as testemunhas, que não são investigadas, do Consórcio Nordeste quiseram falar, prestar contas à sociedade que paga seus salários. Isso só reforça nosso argumento de que o Rio Grande do Norte tem que sair do Consórcio Nordeste”, disse Kelps Lima.

No caso de Paulo de Tarso Carlos, contudo, o investigado solicitou uma sessão secreta para repassar informações. O presidente da CPI, que ouviu o investigado antes da sessão, discutiu sobre quais poderiam ser as informações e concordou com o pedido. “Vamos analisar o conteúdo e saber o que poderemos dar publicidade, mas somente após a análise”, disse Kelps.

A Bioenergy é investigada por relação com a Hempcare e possível acordo para fabricação de respiradores de baixo custo. Os equipamentos não chegaram a ser fabricados e entregues ao Consórcio Nordeste, assim como os respiradores que deveriam vir da China através da Hempcare também nunca chegaram. Ao todo, R$ 48,7 milhões dos estados do Nordeste foram recebidos e não devolvidos.

Edinho Silva

Ainda na reunião, o deputado Kelps Lima colocou em votação vários requerimentos, que foram aprovados pelos deputados Gustavo Carvalho (PSDB), George Soares (PL), Getúlio Rêgo (DEM) e pela relatora suplente Isolda Dantas (PT), que substituiu o relator Francisco do PT na sessão. Entre os requerimentos há a decisão de que os questionamentos ao prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), sejam encaminhados para que ele responda remotamente.

O prefeito ganhou na Justiça o direito de não comparecer à CPI da Covid no RN, mas a Justiça sugeriu, como alternativa, que os questionamentos fossem encaminhados por escrito para o gestor. A principal dúvida dos parlamentares é sobre o motivo pelo qual a Hempcare fez a doação de R$ 4,2 milhões em respiradores à Prefeitura de Araraquara, em momento que não repassou a aparelhos aos estados do Nordeste.

A relação do prefeito com o secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, e influência dessa relação na doação também foram questionamentos encaminhados pela CPI.

Depoimentos

Para a quinta-feira (11), a CPI da Covid no RN vai ouvir o diretor médico da Sesap, Rafael Góis Campos, sobre a ampliação de leitos de UTI na rede hospitalar do estado na pandemia. Ele será ouvido na condição de testemunha. Além dele, Luiz Antônio Marinho da Silva, procurador-Geral do Estado, vai comparecer à reunião para falar das ações adotadas pelo o Governo contra a pandemia.

Foto: Eduardo Maia/Divulgação

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

CPI da Covid na ALRN Hempcare fica em silêncio sobre não ter entregue os respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste

CPI da Covid na ALRN: Hempcare fica em silêncio sobre não ter entregue os respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste

Convocados para prestar depoimentos na CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (AL-RN), os empresários da Hempcare, empresa que não entregou respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste, ficaram em silêncio. A participação deles na CPI ocorreu na última quarta-feira (3.nov.2021). A dona da empresa e o sócio estiveram na Assembleia.

Na ocasião, os deputados queriam explicações sobre a compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste à empresa Hempcare durante a pandemia. A aquisição não chegou a ser concluída mas custou cerca de R$ 4,9 milhões ao Rio Grande do Norte, que deveria ficar com 30 respiradores. O Consórcio Nordeste pagou R$ 48 milhões por 300 equipamentos.

Foto: Eduardo Maia/Reprodução

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

In Vino Veritas O governo Bolsonaro e a banalidade do mal, por Rogério Melo

O governo Bolsonaro e a banalidade do mal, por Rogério Melo

Por Rogério Melo
Para o Por Dentro do RN

Na última quarta-feira, 20, a tão esperada leitura do relatório final, que marca a conclusão dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, foi realizada pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), onde ao longo de 1.180 páginas recomenda o indiciamento de 66 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas (Precisa Medicamentos e a VTCLog).

As investigações que fundamentam os indiciamentos revelam supostos atos de corrupção na aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde, a postura negacionista por parte do Governo Federal em relação às vacinas e ao vírus SARS-CoV-2 (coronavírus) – causador da Covid-19, e com uso de tratamentos sem qualquer respaldo científico contra a Covid-19.

O relatório e os documentos que embasaram as investigações da comissão serão encaminhados às autoridades responsáveis pela persecução criminal, que consiste em investigar o fato infringente à norma penal e pedir, em juízo, o julgamento da pretensão punitiva. Os indiciamentos se baseiam Código Penal (CP), sobretudo nos artigos relacionados à propagação da doença – 267 (epidemia com resultado morte), 268 (infração de medida sanitária preventiva) e 286 (incitação ao crime); e à corrupção na compra de vacinas – 299 (falsidade ideológica), 319 (prevaricação) e 333 (corrupção ativa); Tratado de Roma (Decreto nº 4.388, de 2002); Lei de Crimes de Responsabilidade (Lei 1.079/1950); Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992); Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013); Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013).

Caso seja dado prosseguimento pelos órgãos competentes a novas investigações, os indiciados podem ser responsabilizados por outros crimes nas esferas cível, penal e administrativa. A caracterização de crimes contra a humanidade contra o presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, exige que os documentos sejam remetidos ao Tribunal Penal Internacional, na cidade de Haia (Holanda), na costa do mar do Norte da região oeste dos Países Baixos. Jair Bolsonaro chegou a ser comparado pela ex-juíza brasileira daquele tribunal, Sylvia Steiner, com Omar al-Bashir, ex-presidente do Sudão, condenado por crimes de guerra e contra a humanidade.

O presidente encabeça a lista, indiciado pelos crimes prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), e conforme já citado, crimes contra a humanidade (nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos).

Além do presidente, também foram indiciados por outros crimes o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o ex-ministro da mesma pasta, Eduardo Pazuello (artigos 267, 315, 319 e 340 do Código Penal, e art. 7º do Tratado de Roma).

Outros três ministros também estão sendo indiciados, Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Cidadania, hoje ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República; Walter Braga Netto, ministro da Defesa e ex-ministro chefe da Casa Civil; e Wagner de Campos Rosário, ministro-chefe da Controladoria Geral da União – e dois ex-ministros, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores e Fábio Wajngarten, da Secretaria Especial de Comunicação Social.

A lista das 66 pessoas indiciadas ainda conta com deputados, empresários, parlamentares e integrantes do chamado “Gabinete Pararelo” tais como os médicos Nise Yamaguchi e Luciano Dias Azevedo, o empresário Carlos Wizard e biólogo Paolo Zanotto, bem como o presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Brito Ribeiro.

Os rastros de morte e destruição deixados pela necropolítica (pegando de empréstimo o conceito desenvolvido pelo filósofo camaronense Achille Mbembe), promovida pelo movimento bolsonarista, parecem traduzir bem esse conceito por meio do qual Mbembe questiona os limites da sobenaria de um estado, quando em nome dessa soberania, ele escolhe aqueles que devem viver ou morrer. Não é exagero lembrar dos notáveis assassinos da nossa história como o fez a jurista Sylvia Steiner comparando o nosso presidente ao ex-residente sudanês.

Talvez qualificá-lo como um genocida seja, de fato, um exagero, conforme o fez o relator Renan Calheiros, num primeiro momento em seurelatório, mas que a pedido do presidente da CPI, Omar Azis (PSD-AM), declinou da decisão, reenquadrando-o num outro tipo penal muito próximo, e homônimo ao que fora o ex-presidente Omar Al-Bashir. As estatísticas funestas trazidas à luz pelo relatório suscitam outras reflexões e ressuscitam outras tristes feridas, ainda abertas, na história da humanidade, como os holocaustos alemão, italiano e russo – países que no passado, sob o domínio dos seus regimes totalitários, submeteram suas populações às mais atrozes formas de tortura e extermínio.

E aí, peço permissão ao leitor para o resgate de um outro conceito, desta vez, desenvolvido pela filósofa política alemã de origem judaica, Hannah Arendt. Para Arendt, a “banalidade do mal” seria a mediocridade do não pensar, a força motriz por trás do gênio exterminador de vidas.

Um conceito, invariavelmente, mal compreendido por alguns especialistas, por atribui-lo a pessoas “destituídas da capacidade de pensar”, como o fez ao discutir erigir tal conceito para discutir o julgamento de Adolf Eichmann, iniciado em 1961, em Jerusalém, e que resultou na pena de morte por enforcamento, ocorrida em 1962, nas proximidades de Tel Aviv. Arendt não atribui o mal ao nazista julgado, para quem suas ações criminosas foram motivadas pela sua condição de “burocrata zeloso” e pela sua incapacidade de pensar por si.

Na minha opinião, a história já nos ensinou o suficiente para entendermos que a banalidade do mal não se trata um sentimento que preenche o vazio institucional deixado pela incapacidade de pensar. A banalidade do mal, pelo contrário, é um sentimento que se nutre justamente pela incapacidade de sensibilizar-se com a dor do semelhante, com a incapacidade de sentir empatia, remorso, medo e, sobretudo, pelo sentimento de sentir-se a tal ponto tão superior aos seus semelhantes, que jamais será penalizado pela dor provocada contra seus corpos.

A banalização do mal, portanto, é o próprio cálculo e desejo doloso de extinguir toda e qualquer dissonância contra sua própria existência.

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Sobre Rogério Melo, que escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN

Coluna de Rogério Melo para o Por Dentro do RN (In Vino Veritas)

Rogério Melo tem 51 anos, é comunicador social, cientista social e mercadólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Também é mestrando em Ciência da Informação pela mesma instituição. Além disso, Rogério Melo escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN, geralmente às sextas feiras; e comenta sobre os fatos políticos do RN e do Brasil. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.


Carla Zambelli diz que vai acionar o STF para ser ouvida na CPI da Covid

Carla Zambelli diz que vai acionar o STF para ser ouvida na CPI da Covid

No caminho contrário da maioria das testemunhas e investigados pela CPI da Covid, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fugir do interrogatório dos senadores, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse nesta terça-feira, 19, que vai entrar com habeas corpus para ser ouvida na comissão parlamentar.

“Espero que tenham a dignidade de chamar para depor”, afirma a deputada apoiadora de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os trabalhos da CPI estão se encaminhando para o final e o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) sugere o indiciamento de Carla Zambelli por incitação ao crime. Ela argumenta que Código de Processo Penal garante a todo cidadão o direito à ampla defesa. Ainda sugere que os demais possíveis indiciados também acionem o STF para prestar depoimento na comissão, o que poderia atrasar a conclusão da investigação parlamentar.

A deputada diz que, além da menção do relatório, seu nome foi citado ‘diversas vezes’ pelos membros da CPI e questiona se haveria ‘medo e receio em falar na minha cara o que pensam a meu respeito’.

Ao todo, o parecer apresentado pelo relator sugere o indiciamento de 70 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, filhos dele, ministros, empresários e médicos, além de duas empresas. O documento precisa passar pelo crivo do colegiado antes de ser encaminhado aos órgãos de controle, que poderão abrir processos com base nos achados da comissão.

Com informações do Estadão Conteúdo

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Intimado a depor sobre respiradores, Carlos Gabas fica em silêncio em sessão da CPI da Covid no RN

Intimado a depor sobre respiradores, Carlos Gabas fica em silêncio em sessão da CPI da Covid no RN

O secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, compareceu na condição de investigado à CPI da Covid no RN. O depoente compareceu à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), mas usou o seu direito de ficar calado e não respondeu as perguntas da reunião, após conseguir na Justiça do Rio Grande do Norte a concessão de um habeas corpus.

Gabas foi intimado para depor à CPI da Covid no RN sobre a compra frustrada de respiradores durante a pandemia. A aquisição, que não ocorreu, custou cerca de R$ 4,9 milhões ao RN por 30 respiradores e de R$ 48 milhões ao Consórcio Nordeste.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Médicos acusam Hapvida de pressionar os profissionais a receitarem o ‘kit Covid’

Médicos acusam Hapvida de pressionar os profissionais a receitarem o ‘kit Covid’

Médicos que trabalharam na Hapvida acusam a operadora de planos de saúde de pressionar os profissionais a receitarem o “kit Covid”, medicamentos ineficazes contra a doença. Em um áudio enviado a médicos do Hospital Medical, em Limeira, interior de São Paulo, o coordenador da unidade cobrava prescrição do “kit Covid”.

“Utilizar aí o tratamento precoce conforme preconizado aí pelo Departamento e Coordenação Nacional de Urgência e Emergência e adesão ao protocolo de Covid”. A unidade pertence à Hapvida, uma das maiores operadoras de saúde do país. A CPI da Covid passou a investigar a rede pela suspeita de pressionar médicos a prescreverem remédios ineficazes contra a Covid.

Na semana passada, o jornal O Globo publicou uma reportagem com áudios, mensagens de textos e relatos indicando uma intimidação da coordenação da Hapvida para que os médicos prescrevessem o “kit Covid”. Nesta segunda-feira (4), em entrevista ao Jornal Nacional, uma médica que não quis se identificar disse que foi demitida porque se recusou a receitar cloroquina para os pacientes.

“Todos os dias era: ‘Bom dia, lembrando do protocolo Covid’. ‘Boa tarde, lembrando da aderência ao protocolo Covid’. Uma vez, vai chamar atenção, na segunda você vai tomar uma advertência, e na terceira você está fora”, contou a médica. O médico Felipe Nobre, que trabalhou em unidade da Hapvida em fortaleza, disse que foi demitido em maio do ano passado por se recusar a prescrever o “kit Covid”.

Médicos acusam Hapvida de pressionar os profissionais a receitarem o ‘kit Covid’

“Pelo menos eu recebi quatro visitas em consultórios durante os plantões em que foi orientado que deveria seguir o protocolo da instituição, pois fazia parte do tratamento preconizado pelo plano Hapvida a prescrição de cloroquina”, diz o médico Felipe Nobre. Felipe procurou o Ministério Público do Ceará para denunciar a operadora e encaminhou aos promotores as mensagens que recebeu dos superiores em seu celular. O Ministério Público abriu procedimento para investigar o caso.

Uma das mensagens, no começo de maio de 2020, foi enviada pelo diretor Marcelo Moreira ao supervisor Yuri Assunção: “Yuri, lista dos colegas que não prescreveram já se encontra com você. Discutir com cada colega o motivo pelo qual não houve prescrição. Urgente”. Nesta outra mensagem Felipe pergunta a Yuri, seu superior imediato, se a prescrição de cloroquina era determinante para ele permanecer na empresa.

Yuri Assunção diz: “É protocolo da instituição amigo, devemos seguir”. O médico respondeu que tinha autonomia para decidir o que era mais adequado e que havia estudos na direção contrária à do uso da hidroxicloroquina. Horas depois, o supervisor mandou outra mensagem avisando que Felipe tinha sido demitido. “Imagine só eu, como medico, sou obrigado a prescrever um tratamento que não concordo, mas eu imprimo essa receita e entrego para o paciente, como vou explicar isso para ele”, diz Felipe.

O que diz a Hapvida:

Em nota, a Hapvida declarou que, no passado, havia um entendimento de que a hidroxicloroquina poderia trazer beneficios aos pacientes de Covid e que, mesmo assim, a substância nunca representou a maioria das prescrições na rede. A Hapvida afirmou que há meses não sugere e não tem observado o uso desse medicamento em suas unidades, por não haver comprovação cientifica de sua efetividade contra a doença.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar afirmou que realizou diligências na operadora e que solicitou esclarecimentos sobre as denúncias de cerceamento de exercício da atividade médica e sobre a assinatura do termo de consentimento para prescrição do “kit Covid”.


Com informações do G1/Jornal Nacional

Foto: Aurélio Alves / Reprodução/JN

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

CPI Renan Calheiros adia entrega de relatório

CPI: Renan Calheiros adia entrega de relatório da Comissão

O senador relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), adiou para a próxima semana a entrega do relatório final da comissão. A previsão inicial da entrega seria para o próximo dia 24, porém, como novas linhas de investigação ainda não foram concluídas, a entrega foi adiada.

Segundo parlamentares, há necessidade de maiores informações sobre empresas ligadas a lobistas que negociaram com o Ministério da Saúde, além de uma apuração mais aprofundada sobre a atuação da Prevent Senior com o uso de medicamentos em pacientes. A CPI também considera uma nova convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga – seria o terceiro depoimento do chefe da pasta.

Queiroga é um das autoridades formalmente investigadas pela comissão e poderá ser responsabilizado no relatório de Renan Calheiros em função da gestão à frente do ministério, e seria chamado novamente para depor pois, na semana passada, o ministro atribuiu ao presidente Jair Bolsonaro a orientação para rever a vacinação de adolescentes.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Prevent Senior testou cloroquina sem permissão e escondeu mortes de pacientes para promover estudo apoiado por Bolsonaro

O plano de saúde Prevent Senior escondeu mortes de pacientes voluntários de estudo para testar eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, no tratamento da Covid-19. A pesquisa foi apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e usada por defensores da cloroquina para justificar prescrição do medicamento. A CPI da Covid-19 recebeu um dossiê com série de denúncias de irregularidades, elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent Senior.

O documento, obtido pela GloboNews, indica que a disseminação da cloroquina e de outros medicamentos resultou de acordo entre o Governo Bolsonaro e a empresa — o estudo foi um desdobramento do acordo. A GloboNews também teve acesso a uma planilha com nomes e informações de todos os participantes da pesquisa. Nove deles morreram durante os estudos, mas só dois óbitos foram mencionados pelos autores.

Um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato próximo com diretores da companhia afirmou ao canal de TV que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. O resultado do estudo já estava pronto bem antes da conclusão, segundo o profissional. A suspeita de fraude é reforçada por áudios, conversas em aplicativos de mensagens instantâneas e dados contraditórios relativos aos testes. Estes, inclusive, foram divulgados pela própria empresa e por Bolsonaro.

O diretor-executivo da Prevent, Pedro Batista Júnior, seria ouvido nesta quinta-feira (16) pela cúpula da CPI. No entanto, ele informou que não iria comparecer ao Senado Federal, pois não teria “tempo hábil”. Em nota, a operadora de planos de saúde informou que “sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários”.

OCULTAÇÃO DE MORTES

O diretor da Prevent, Fernando Oikawa, enviou mensagem em grupos de aplicativos mencionando o estudo, iniciado em 25 de março, e orientando subordinados a não avisar pacientes e familiares sobre a medicação.

“Iremos iniciar o protocolo de HIDROXICLOROQUINA + AZITROMICINA. Por favor, NÃO INFORMAR O PACIENTE ou FAMILIAR, sobre a medicação e nem sobre o programa”, indicava Oikawa.

Dos nove pacientes mortos, seis estavam no grupo que recebeu hidroxicloroquina e azitromicina, enquanto dois estavam no grupo que não ingeriu as medicações. Há, ainda, uma pessoa cuja tabela não informa se a medicação foi ou não recebida. Dessa forma, houve pelo menos o dobro de mortes entre os participantes do estudo que tomaram cloroquina. O G1 divulgou apenas as iniciais, o sexo e a idade dos mortos.

GRUPO QUE TOMOU CLOROQUINA

  • H. S., 79 anos, sexo feminino;
  • H. M. P., 85 anos, sexo masculino;
  • J. A. L., 62 anos, sexo masculino;
  • R. A. V., 83 anos, sexo masculino;
  • M. C. O., 70 anos, sexo feminino;
  • F. S., 82 anos, sexo masculino.

GRUPO QUE NÃO TOMOU CLOROQUINA

  • H. H. K., 68 anos, sexo masculino;
  • L. F. R. A., 82 anos, sexo feminino;

SEM INFORMAÇÕES SOBRE INGESTÃO DE CLOROQUINA OU NÃO

  • D. L., 66 anos, sexo masculino.

ESTUDO CHEGOU A SER SUSPENSO

O estudo chegou a ser submetido à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e aprovado, mas foi suspenso após o órgão constatar que a investigação começou a ser feita antes de ser aprovada legalmente. No entanto, o estudo é usado pela própria Prevent Senior para justificar a prescrição da cloroquina aos seus associados até hoje.

BOLSONARO DIVULGOU ESTUDO

O presidente Bolsonaro publicou, em 18 de abril, postagem sobre o estudo no Twitter. Ao citar a Prevent Senior, ele pontua a ocorrência de cinco mortes entre os pacientes da pesquisa que não tomaram a cloroquina e a ausência de óbitos entre os que ingeriram as medicações.

A postagem, porém, foi feita três dias depois do primeiro documento relativo à pesquisa ser publicado, em 15 de abril de 2020. Àquela altura, foi publicado um pré-print — primeira versão de uma pesquisa que ainda precisa ser revisada por cientistas independentes.

SUSPEITA DE SUBNOTIFICAÇÃO DE MORTES POR COVID-19

Além das suspeitas sobre o estudo, indícios apontam haver subnotificação de mortes por Covid-19 ocorridas em unidades da Prevent. Outra médica que trabalhou na empresa disse à GloboNews que a prática ocorre desde julho de 2020.

Outro diretor da Prevent, também em mensagem enviada a grupos de aplicativos, determina que coordenadores das unidades alterem o Código de Diagnóstico (CID) de pacientes que deram entrada com a infecção causada pelo coronavírus após algumas semanas de internação.

“Após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apto) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/Leito híbrido), o CID deve ser modificado para qualquer outro exceto o B34.2 [código da Covid-19] para que possamos identificar os pacientes que já não tem mais necessidade de isolamento. Início imediato”, diz a ordem.

Embora a justificativa dada seja a viabilização de isolamento de pacientes, a médica ouvida pelo canal de TV pontua que a alteração faz o diagnóstico desaparecer de um eventual registro de óbito.

A GloboNews conseguiu comprovar dois casos em que a Covid-19 foi omitida da declaração de óbito dos pacientes. O primeiro é de um homem internado em novembro de 2020 na unidade da Prevent Senior do Itaim, Zona Sul de São Paulo (SP), cujo teste PCR positivou para a doença. O outro é de uma mulher que também morreu após ser internada na Prevent Senior para tratar um quadro de Covid-19.

O QUE A EMPRESA DIZ

A operadora de planos de saúde, em nota, negou e repudiou as denúncias. A companhia ainda afirma tomar medidas para investigar quem, segundo ela, “está tentando desgastar a imagem da Prevent Senior”. No texto, a empresa argumenta que os médicos sempre tiveram autonomia respeitada, além de que atuam com afinco para salvar vidas.

A Prevent Senior ainda reforçou que os números dispostos à CPI indicam que a taxa de mortalidade entre pacientes de Covid-19 atendidos por seus profissionais é inferior às demais.

Com informações do Diário do Nordeste

Foto: Reprodução/Adriano Machado/Reuters

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Em depoimento à CPI, motoboy Ivanildo Gonçalves confirma que sacou até R$ 400 mil em dinheiro vivo para a VTCLog; empresa é suspeita de esquema com Ministério da Saúde

Em depoimento à CPI, motoboy Ivanildo Gonçalves confirma que sacou até R$ 400 mil em dinheiro vivo para a VTCLog; empresa é suspeita de esquema com Ministério da Saúde

Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quarta-feira, 1º de setembro, o motoboy Ivanildo Gonçalves confirmou que fazia saques e pagamentos em dinheiro para a VTCLog. A empresa é suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério da Saúde.

De acordo com depoimento do entregador, o maior valor retirado de uma só vez foi de R$ 430 mil, saque ocorrido na agência da Caixa, no aeroporto de Brasília. O motoboy afirmou que, quando sobrava dinheiro após os pagamentos, ele devolvia à empresa, e segundo ele, nos últimos meses, os pagamentos que fazia em nome da empresa diminuíram. “Não lembro especificamente, mas mês passado paguei um boleto. Não estava quase tendo boleto para pagar”, afirmou.

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em posse da CPI que investiga a VTCLog, responsável por fazer a logística com contratos e transportar insumos para o Ministério da Saúde, aparece o nome do motoboy, que foi convocado pela comissão como um “aparente intermediário em esquemas duvidosos da empresa VTCLog.

Ivanildo Gonçalves foi citado em relatório do Coaf, que identificou R$ 4 milhões em saques em espécie para a VTCLog, durante o período de janeiro a julho de 2018. A transportadora entrou na mira da comissão sob suspeita de novas irregularidades depois de relatórios da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontarem o superfaturamento de R$ 16 milhões em contratos com o Ministério da Saúde.

Foto: Reprodução/Agência Senado

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Jair Renan abriu empresa com ajuda de intermediário da Precisa Medicamentos, investigada pela CPI; Folha divulgou conversas

Jair Renan abriu empresa com ajuda de intermediário da Precisa Medicamentos, investigada pela CPI; Folha divulgou conversas

A empresa de Jair Renan Bolsonaro, a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, foi aberta com a ajuda do lobista Marconny Albernaz de Faria, apontado pela CPI da Covid como um dos intermediários da Precisa Medicamentos, apontam trocas de mensagens. As informações constam de conversas no WhatsApp obtidas pela Folha entre o advogado e o filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro, após quebra judicial de sigilo do lobista a pedido do Ministério Público Federal do Pará, e de análise de documentos da Receita Federal.

Os diálogos foram enviados à CPI pela Procuradoria, depois que os investigadores daquele estado, que apuravam a influência do lobista em uma indicação para órgão público, viram que Marconny havia sido citado nas negociações da Precisa Medicamentos. A Precisa está no centro das apurações da CPI por suspeitas de irregularidades nas negociações da vacina indiana Covaxin. O Ministério da Saúde decidiu encerrar o contrato de R$ 1,6 bilhão com a empresa para a compra de 20 milhões de doses do imunizante.

De acordo com os diálogos, o lobista e Jair Renan começaram a tratar do tema no dia 17 de setembro de 2020, quando Marconny lhe escreveu: “Bora resolver as questões dos seus contratos!! Se preocupe com isso. Como te falei, eu e o William estamos a sua disposição para ajudar te ajudar”, disse. Jair Renan, segundo as transcrições, respondeu: “Show irmão. Eu vou organizar com Allan a gente se encontrar e organizar tudo”. Em seguida, o filho do presidente diz que precisa abrir um processo para registrar a marca no INPI marcas e patentes e abrir o MEI como microempreendedor.

Marconny afirmou: “Temos que marcar uma reunião para me dizer o que está precisando. bora marcar na segunda”, diz, ao que o filho do presidente responde com “Talkei” (referência a “tá ok”, expressão usada com frequência por seu pai para uma confirmação). No mesmo dia, o lobista mandou uma mensagem para o advogado William de Araújo Falcomer dos Santos, que o representa na CPI da Covid: “Posso marcar uma reunião com o Renan Bolsonaro na segunda às 16h?”, ao que o advogado diz que “pode, marcado”.

No dia 22 de setembro, Marconny pede que William lhe envie a localização de seu escritório para passar a Jair Renan —e recebe um “ja mando” como resposta. Em 11 de outubro, o lobista mandou uma reportagem sobre a inauguração da empresa de Jair Renan para William, que respondeu: “Fui lá ontem. Tava legal”. Três dias depois, William disse: “Renan veio aqui hj. Fiz o certificado. Conversamos algumas coisas”, e Marconny respondeu: “coisa boa”. Em seguida, o advogado diz: “Amanhã ele assina a abertura da 1 empresa dele”.

O telefone registrado no cadastro da Receita Federal como sendo da Bolsonaro Jr Eventos é o mesmo contato do escritório de William de Araújo Falcomer dos Santos. Nesta terça-feira (31), a Folha ligou para o local e a secretária confirmou que se tratava do escritório de William, mas que o advogado estava em viagem. Ele não respondeu os contatos feitos pela Folha por telefone, celular, e-mails e mensagens no WhatsApp, assim como Marconny e a Precisa Medicamentos também não se pronunciaram.

Jair Renan não respondeu o e-mail enviado pela Folha no endereço divulgado pelo filho do presidente, em sua conta oficial do Instagram, como sendo de sua assessoria. Frederick Wasseff, advogado de Jair Renan Bolsonaro, disse que o filho do presidente não tem nenhuma relação com o advogado William.

Segundo Wassef, William e Jair Renan se conheceram em um evento, em 2019, por intermédio de uma amiga em comum. Os dois teriam se visto poucas vezes em situações como jogos de futebol e eventos públicos. O advogado de Jair Renan frisou que não existe relação de negócio ou amizade, mas contou que o fillho do presidente foi apresentado ao lobista ​Marconny por William.

“Renan é uma pessoa pública e volta e meia está em eventos, em festas e tem muitos conhecidos, é comum que ele conheça várias pessoas. Conheceu esse advogado no começo de 2019 e não tem e nunca teve qualquer tipo de relação com ele. Não o contratou, nunca tem relação comercial, jamais fizeram qualquer negócio juntos, nada. Uma entre as centenas de pessoas que ele conhece, que viu poucas vezes de forma esporádica em eventos públicos e sociais”, disse.

A defesa não confirmou as trocas de mensagem por WhatsApp. Wasseff afirmou, ainda, que William ajudou Jair Renan em orientações verbais sobre como ele faria para abrir uma empresa. No entanto, foi um contador que abriu o negócio para o filho do presidente. Ele disse que Jair Renan colocou o número de William no cadastro da Receita por ser uma figura pública. “O Renan à época dos fatos não tinham nenhum telefone fixo e pediu para o advogado e usou o telefone dele. Tanto que não tinha nada de mais”.

A empresa de Jair Renan foi constituída oficialmente no site da Receita Federal como de serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, no dia 16 de novembro. Ele inaugurou o empreendimento junto com o seu ex-personal trainer, Allan Lucena, no camarote 311 do estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O empreendimento é investigado pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência. O inquérito foi instaurado a partir de um pedido feito pela PRDF (Procuradoria da República no Distrito Federal), no dia 8 de março.

Em dezembro, a Folha revelou que a cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração da empresa do filho 04 do presidente foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal. A empresa havia recebido R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro naquele ano.

A Folha também revelou que o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o empresário Wellington Leite​, que doou um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil para um projeto parceiro da empresa de Jair Renan. O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), chegou a afirmar que Marconny de Faria era lobista da Precisa após exibir um áudio durante uma sessão da comissão. “Esse que está falando é o depoente com o Marconny Farias, outro lobista da Precisa e de outros negócios do Ministério da Saúde”.

Em diálogos, o lobista conversava com o empresário e ex-secretário da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) José Ricardo Santana, em junho de 2020, sobre a venda de 12 milhões de testes rápidos pela Precisa ao Ministério da Saúde. A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou evidências de tentativa de interferência no processo de chamamento público para a contratação com a ajuda de Roberto Dias, ex-diretor de Logística do ministério, para beneficiar a Precisa.

Marconny também encaminhou mensagens de Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos, para Ricardo, em junho do ano passado. Ele explicava como funcionará o processo de aquisição dos testes. A CPI aprovou em 16 de agosto requerimento para que Marconny seja ouvido pelo grupo.

“As mensagens reforçam as suspeitas sobre a atuação de Roberto Dias no Ministério da Saúde e deixam claro existir de fato um mercado interno no Ministério que busca facilitar compras públicas e beneficiar empresas, assim como o poder de influência da empresa Precisa Medicamentos antes da negociação da vacina Covaxin. Diante do exposto, é imprescindível a convocação do senhor Marconny para os trabalhos desta Comissão Parlamentar de Inquérito, razão pela qual peço a aprovação do presente requerimento”, justificou o vice-presidente do grupo, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido.

Com informações da Folha de São Paulo

Foto: Reprodução/Instagram

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Senadores aprovam quebra de sigilo de envolvidos com difusão de fake news

CPI da Covid aprova a quebra de sigilo de Ricardo Barros e sites que espalham fake news sobre a Covid; advogado de Bolsonaro também está na lista

187 requerimentos foram aprovados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado Federal nesta quinta-feira (19). Entre os pedidos, está a quebra de sigilo de sites que teriam disseminado fake news, do advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef e do líder do Governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP/PR).

Na reunião desta quinta, a comissão aprovou em bloco 161 dos 187 requerimentos que estavam na pauta. Na ocasião, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) apresentou um pedido para votação em separado de 26 requerimentos que tratavam da quebra de sigilo fiscal e financeiro de responsáveis por sites que teriam disseminado fake news durante a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Os parlamentares aprovaram, durante a votação do bloco de maior número de requerimentos, a quebra de sigilos do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef. A CPI vai apurar se o advogado teve envolvimento no processo de aquisição de vacinas contra a Covid-19. Além disso, eles também aprovaram a quebra de sigilo sobre os dados referentes a possíveis empresas das quais Ricardo Barros e Wassef participaram nos últimos cinco anos, incluindo eventuais sociedades anônimas. O pedido foi encaminhado à Receita Federal.

Já na votação dos 26 requerimentos que ocorreram a parte, os senadores aprovaram a quebra de sigilo fiscal e financeiro de responsáveis por sites que teriam disseminado fake news durante a pandemia. Sites como o Instituto Força Brasil, Renova Mídia, Terça Livre, Jornal da Cidade Online, Conexão Política, Crítica Nacional, Senso Incomum, além de uma série de perfis em redes sociais, estão na lista. A votação contou com seis votos favoráveis aos requerimentos e quatro contrários.

Lista de pessoas que senadores querem informações junto à Receita Federal:

  • Ricardo Barros, deputado federal;
  • Frederick Wassef, advogado;
  • Marcelo Bento Pires, coronel da reserva e ex-assessor do Ministério da Saúde;
  • Thais Moura Amaral, assessora especial da Secretaria de Governo;
  • Danilo Cesar Fiore;
  • Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos;
  • José Carlos da Silva Paludeto;
  • Global Gestão em Saúde;
  • R.C.6 Mineração;
  • XIS Internet Fibra;
  • Instituto de Florestas do Paraná;
  • Construtora Magalhães Barros;
  • Centro de Educação Profissional Técnico Maringá;
  • AKB Magalhães Barros Locações.

Quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático:

  • José Ricardo Santana, ex-secretário executivo da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED);
  • Empresa Brasil Paralelo;
  • Márcio Luis Almeida dos Anjos;
  • Global Gestão em Saúde;
  • ML8 Serviço de Apoio Administrativo;
  • Maia e Anjos advocacia;
  • Emanuel Catori;
  • Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários);
  • FIB Bank;
  • XIS Internet Fibra;
  • Filiais da Precisa Medicamentos;
  • Primarcial Holding.

Quebra de sigilo bancário e fiscal:

  • Allan dos Santos, blogueiro;
  • Precisa Medicamentos.

Foi solicitado ao Coaf relatórios de inteligência sobre as seguintes pessoas e instituições:

  • Danilo Berndt Trento;
  • Empresa Cetest;
  • Organização Social Instituto Solidário;
  • Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Rio Grande do Sul;
  • Diretores e ex-diretores de hospitais federais do Rio de Janeiro.

Quebra do sigilo telemático de perfis em redes sociais:

  • Verdade dos Fatos;
  • Movimento Conservador;
  • Farsas do Covid-19;
  • Patriotas;
  • Brasil de Olho;
  • Alemanha Comentada

Foto: Reprodução

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Capa Superman brasileiro

VÍDEO: Jean Paul Prates questiona parceria entre presidente da Senah e homem que se diz ‘Superman brasileiro’

Aldebaran Luiz, dono de um dos selos usados pelo reverendo em documentos, se considera o Superman brasileiro e diz que os poderes do ator Christopher Reeve foram transferidos para ele.

Durante os questionamentos feitos ao reverendo Amilton Gomes de Paula, presidente da ONG Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), o senador Jean Paul Prates (PT-RN), perguntou se ele conhecia Aldebaran Luiz, dono de um dos selos usados pelo reverendo em documentos.

Aldebaran Luiz é um advogado brasileiro que luta na Justiça pelo título de Superman. O paranaense alega transferência de “poderes” de Christopher Reeve para ele após acidente que deixou astro de Hollywood tetraplégico.


A CPI retomou os trabalhos na manhã desta terça-feira (3/8) com o depoimento do reverendo. Ele é apontado por representantes da Davati Medical Supply, com sede nos Estados Unidos, como um intermediador entre o governo federal e empresas que ofertam vacinas.

“O senhor conhece Aldebaran Luiz?”, perguntou Jean Paul Prates. “Não”, respondeu o reverendo. O reverendo usou a logo de Aldebaran no documento enviado para o Ministério da Saúde. “Parece brincadeira, mas esse cara diz ser o Superman brasileiro”, disse o petista. “Nós estamos diante de falsários e estelionatários”, finaliza o senador.

Foto: Reprodução/Twitter/Metrópoles

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Jovem Pan (Jovem Clã)

Renan Calheiros protocola requerimento para quebrar sigilo bancário da rádio Jovem Pan; senador diz que emissora é ‘difusora de fake news’

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid no Senado, protocolou requerimento em que solicita a quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Ele acusa a emissora de ser grande disseminadora de fake news sobre a pandemia de Covid-19. Conforme o pedido do senador, a quebra teria efeito retroativo ao início de 2018. Renan Calheiros avalia que é preciso verificar se a Jovem Pan recebeu aportes financeiros depois da pandemia.

“Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data. (…) Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa (acima descrita), deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”, diz o pedido.

Para que o requerimento do relator seja aprovado e o sigilo bancário da Jovem Pan seja quebrado, será necessário o apoio da maioria dos 11 membros titulares da CPI da Covid no Senado Federal.

Retorno

A CPI da Covid retorna do recesso na próxima terça-feira (3), com o depoimento do pastor Amilton Gomes de Paula, apontado por representantes da Davati Medical Supply como “intermediador” entre o governo Bolsonaro e empresas que ofereciam vacinas.

Com informações da Revista Fórum

Foto: Reprodução/Jovem Pan

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Bharat Biotech

Fabricante da Covaxin rompe acordo com empresa do Brasil

A Bharat Biotech, farmacêutica indiana que produz a vacina Covaxin, anunciou a rescisão do seu acordo com a empresa Precisa Medicamentos. O motivo do rompimento não foi informado. Em comunicado, a Bharat informa que “continuará a trabalhar diligentemente” com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelo imunizante Covaxin.

Também consta, no comunicado, a negativa por parte de Bharat de ter assinado duas cartas que fazem parte do processo administrativo de compra do imunizante e foram enviadas ao Ministério da Saúde. Os documentos foram incluídos no material enviado pela Pasta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde fechou contrato de compra com a Precisa, que representava a Bharat, para a compra de 20 milhões de doses da vacina. A aquisição do imunizante é alvo de múltiplas investigações por suspeita de irregularidades e corrupção, tendo se tornado alvo da CPI da Covid, da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Ministério da Saúde havia se comprometido pagar US$ 15 por dose, sendo a vacina mais cara adquirida pelo Brasil até o momento. O contrato foi suspenso pelo Ministério da Saúde em 29 de junho, após recomendação da CGU. A Anvisa ainda não autorizou o uso emergencial ou definitivo do imunizante.

Foto: Corbis via Getty Images

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Davati

Na CPI, representante da Davati chama propina de ‘comissionamento’

Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no senado, nesta quinta-feira (15), o representante da Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho, negou ter recebido qualquer pedido de propina na compra dos imunizantes. Ele afirmou ter sido procurado pelo ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, para dar seguimento às tratativas envolvendo a venda de vacinas ao ministério da Saúde.

De acordo com Cristiano, lhe foi apresentado apenas um comissionamento que chegou até ele através do grupo do coronel Marcelo Blanco, que esteve presente em um jantar num restaurante em Brasília, onde teria ocorrido pedido de propina por doses da AstraZeneca.

Segundo Carvalho, relatando sobre o encontro do policial militar Luiz Paulo Dominghetti e de Blanco com o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, em jantar no restaurante Vasto no dia 25 de fevereiro, onde o pedido de propina teria acontecido, seus pares apenas lhe informam que o encontro tinha sido “muito bom”.

“A informação que veio a mim foi que, vale ressaltar isso, não foi o nome propina, ele usou comissionamento”, declarou. Carvalho destacou que foi procurado por Roberto Dias em 03 de fevereiro, e apresentou capturas de tela da conversa. O depoente se disse “incrédulo” com que um funcionário do ministério da Saúde estivesse lhe procurando, afirmando que o contrato, “não fazia muito sentido”. Ele leu diversas mensagens de Dias lhe pedindo contato. Carvalho afirmou que dada a insistência, ele viu os contatos como uma oportunidade.

Carvalho declarou que suas conversas com Dias foram apenas profissionais, sem menção a nenhum pedido de propina para finalizar seu contato, e que Dias lhe procurava apenas para questionar temas relacionados à chegada de vacinas no Brasil.

O líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), minimizou as conversas mostradas por Cristiano Carvalho com o ex-diretor do Ministério da Saúde. “A gente constata a falta de credenciamento, de capacidade técnica, de habilidade técnica para que essa empresa pudessem tratar com o governo brasileiro sobre a compra de vacinas. Estou realmente constrangido com os diálogos que estão sendo aqui mostrados”, declarou. Bezerra reforçou que não foram gastos recursos e o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL) rebateu dizendo que “o crime é caracterizado mesmo sem dinheiro pago”.

A Davati atuou como intermediária na venda de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca ao governo brasileiro. Negócio que está sendo investigado após denúncia de um suposto esquema de propina.

De acordo com o Dominghetti, que seria um representante autônomo da Davati, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, teria condicionado fazer negócio com a empresa em troca de propinas no valor de U$ 1 por dose de vacina.

Com informações do Estadão
Foto: Pedro França/Agência Senado

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Diretora da Precisa Medicamentos

Diretora da Precisa Medicamentos nega irregularidades na compra da Covaxin

Durante depoimento na CPI da Pandemia nesta quarta-feira (14), no Senado Federal, a executiva da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, negou que a companhia tenha ofertado a dose da vacina indiana Covaxin a US$ 10, valor bem abaixo do contratado pelo Ministério da Saúde a US$ 15.

No depoimento, Emanuela disse que nunca houve essa oferta e que as informações da ata da reunião entre o Ministério da Saúde e a Precisa sobre o assunto, em 20 de novembro, são “imprecisas”. As dúvidas sobre o valor superior da dose fechado pelo governo com a empresa foram levantadas pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) e reforçadas pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Simone Tebet (MDB-MS).

Os senadores argumentaram que a Covaxin foi o imunizante mais caro contratado pelo Ministério da Saúde em um contrato de R$ 1,6 bilhão para fornecer 20 milhões de doses. A vacina é fabricada pelo laboratório indiano Bharat Biotech, que tem a Precisa Medicamentos representante no Brasil.

Emanuela afirmou que na reunião de 20 de novembro houve uma “expectativa” de preço da dose abaixo de U$ 10 dólares, mas que até aquela data nem mesmo o laboratório tinha a estimativa do valor. Segundo ela, a empresa recebeu a primeira oferta da dose da Bharat Biotech em dezembro, a U$ 18 dólares, e que houve uma “insistente tentativa” de negociação para redução do preço, chegando ao valor final de U$ 15 por dose, já inclusos impostos, frete e riscos relacionados.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

kit covid

Ministério da Saúde reconhece ineficácia de ‘kit Covid’

O Ministério da Saúde admitiu em documentos enviados à CPI da Covid essa semana que medicamentos que compõem o chamado “kit Covid”, amplamente defendidos por Jair Bolsonaro, são ineficazes contra o vírus.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz documento.

Os medicamentos para tratamento precoce foram defendidos por apoiadores do governo e indicados pelo aplicativo do Ministério da Saúde, TrateCov, em Manaus (AM) em janeiro, no auge da crise de oxigênio no estado. A plataforma saiu do ar após a pasta alegar invasão hacker.

A CPI apura se a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde influenciou o atraso na compra das vacinas, o favorecimento de laboratórios e a compra de medicamentos do “kit Covid” sem eficácia para o tratamento da doença. Uma primeira lista de testemunhas que são investigadas pela comissão por terem composto este gabinete e insistido no uso dos medicamentos são: o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-chefe da comunicação do governo, Fábio Wajngarten, as médicas Mayra Pinheiro e Nise Yamaguchi e o ex-chanceler Ernesto Araújo.

Também constam na lista de investigados: o ex-assessor do Ministério da Saúde Elcio Franco, o conselheiro do presidente Arthur Weintraub, o empresário Carlos Wizard, Franciele Fantinato, Helio Neto, Marcellus Campelo, Paulo Marinho Zanotto, Luciano Dias Azevedo e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga.

Com informações do Congresso em Foco

Foto: Carolina Antunes/PR

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Felipe Neto

Felipe Neto xinga brigadeiro da Aeronáutica: ‘vá ameaçar a p… que pariu!’

Após o brigadeiro de Aeronáutica Carlos Almeida Baptista Junior responder o senador Omar Aziz dizendo que a nota era apenas um alerta e que “não enviaria 50 notas para o senador”, o youtuber Felipe Neto respondeu o militar nas redes sociais dizendo que não aceitaria ameaças. Confira o tweet abaixo:

A publicação, até o momento, tem 14,6 mil likes e 2,1mil comentários. O influencer digital tem, no Twitter, pouco mais de 13 milhões de seguidores e costuma comentar sobre a situação do Brasil em suas publicações na plataforma. Ultimamente, Felipe Neto também tem emitido opiniões contrárias ao governo de Jair Bolsonaro.

Veja também:

Crítico do SUS, Olavo de Carvalho desembarca no Brasil para tratamento na USP

Após passar mal em voo, Olavo de Carvalho tem quadro estável em hospital da USP

Foto: Reprodução/Twitter

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Roberto Dias

Roberto Dias paga fiança e é solto após prisão na CPI

Após ser preso pela CPI da Covid acusado de mentir à comissão na tarde de ontem, 7, o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, foi solto na noite de ontem após pagar fiança de R$ 1.100. A ordem da prisão partiu do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), que apontou falso testemunho no depoimento de Dias.

Roberto Dias foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti de pedir propina em negociação para compra de vacinas contra coronavírus. Ontem, durante depoimento na CPI, ele foi pego em contradição ao dizer que o encontro com o homem que tentava vender o imunizante havia sido “acidental”, quando conversas gravadas desmentiram a versão de Dias.

O auto de prisão elencou uma lista de 12 contradições do ex-diretor: “Os áudios que nós temos do Dominghetti são claros”, afirmou o senador Aziz.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Ex-mulher de Pazuello

Ex-mulher de Pazuello na CPI divide senadores; mulher é crítica de Bolsonaro e o chama de “Bozo”

Andrea Barbosa, ex-mulher de Pazuello, pediu ao senador Randolfe Rodrigues para ser ouvida na CPI. Antes disso, ela já tinha enviado e-mail para outros senadores.

Com o pedido de Andrea Barbosa para ser ouvida na CPI da Covid, os senadores da Comissão estão divididos. A hesitação dos senadores foi confirmada tanto pelo jornal O Globo quanto pelo Estadão. Um dos senadores que estão hesitantes com a possível convocação da ex-mulher de Pazuello para ser ouvida na CPI é Omar Aziz, do PSD do Amazonas.

Segundo o senador amazonense, Andreia falou muito sobre a vida pessoal dela e isso não seria assunto para ser abordado numa CPI. Aziz ainda afirma que o senador Alessandro Vieira também tem o mesmo entendimento. Embora não veja importância no depoimento de Andrea à CPI, Omar Aziz disse que, se for o caso, os colegas podem avaliar melhor o mérito da causa e decidir se irá chamar Andreia formalmente.

“Eu não irei conversar com ela. Se ela quiser conversar com a CPI, faz uma reunião com membros do governo, da oposição e todo mundo junto”, diz.

ex-mulher de pazuello é anti-bolsonaro
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Renan Calheiros (MDB-AL), por outro lado, diz querer ouvir o que a ex-mulher de Pazuello tem a dizer para a CPI. O relator da comissão deixa a entender que, apenas pelo e-mail, não dá para saber muita coisa. Um fato comprovado é que Andrea é crítica ferrenha ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e costuma se referir a Bolsonaro como “Bozo” em postagens em suas redes sociais.

Foto: Reprodução/Twitter

Oposição na ALRN forma maioria e Kelps e Lider

Oposição na ALRN forma maioria na CPI da Covid; Kelps é lider

Bancada da oposição na ALRN viabilizou uma espécie de “blocão” em CPI que objetiva a investigação dos contratos do governo na pandemia.

O objetivo da CPI da Covid no Rio Grande do Norte é investigar os contratos assinados pela gestão Fátima Bezerra durante a pandemia do novo coronavírus no estado. Os líderes dos partidos de oposição na ALRN assinaram memorando a Ezequiel Ferreira, do PSDB, informando os constituintes do bloco parlamentar. Kelps Lima será o líder do bloco formado pelo Solidariedade, PSDB, DEM, PSD, MDB, e PSC. A informação foi confirmada pelo próprio deputado.

A existência do tal “blocão” só foi possível devido à ação do presidente estadual do PSD, o ex-governador Robinson Faria, destituiu Vivaldo Costa da função de líder da bancada do PSD, a pedido de Galeno Torquato, que também pediu o afastamento do deputado Jacó Jácome, sob a alegação de que a “representação partidária da qual fazem parte Vivaldo e Jacó atuaram para enfraquecer a oposição na CPI da Covid”.

O pedido do deputado Galeno Torquato foi atendido prontamente e o PSD suspendeu os deputados Vivaldo Costa e Jacó Jácome das atividades parlamentares, de maneira retroativa desde o início da “postura incompatível com a orientação partidária”, de acordo com parecer do relator indicado pela executiva do PSD para analisar o processo, Pedro Lima Medeiros Dantas.

Torquato alega que Vivaldo Costa pediu ao presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, a retirada do PSD do bloco de oposição na ALRN e, por essa razão, “afetou diretamente o grau de representação dos membros da Comissão da CPI, repercutindo na fragilização da força da oposição na ALR neste âmbito”.

Vivaldo Costa
Foto:ALRN

De acordo com Galeno Torquato, as diretrizes partidárias para esses casos “são claras no sentido da postura de oposição ao governo do Estado e de total apoio e estímulo da CPI do Covid-19, o que é materializada no aumento dos parlamentares oposicionistas na Comissão com consequente ganho de representatividade e força político-parlamentar”, conclui.

Já o deputado Kelps Lima disse que os parlamentares assinantes da CPI da Covid-19 formaram um superbloco com seis partidos. De acordo com Lima, exceto o presidente Ezequiel Ferreira, o “blocão” vai contar com 14 deputados e que, embora o existam partidos nos quais a maioria dos deputados seja da base governista, “quem tem voz é o líder”. A bancada da situação ficará com nove deputados.

Foto: Reprodução/ALRN

Governo afirma que recebe CPI com serenidade

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 18 de junho, o Governo do Rio Grande do Norte afirmou que recebe com “serenidade” a decisão do presidente da Assembleia Legislativa do RN (AL-RN), deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), de acatar o requerimento de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pela bancada de oposição. O documento foi recebido com ressalvas pelo presidente da AL-RN.

Segundo o Governo do Estado, no despacho de Ezequiel, a CPI poderá ser viabilizada “desde que se observem os limites contidos nos §§ 4º e 5º do art. 70 do regimento Interno da Casa”. Na avaliação do Governo, “com essa decisão, na prática, restam apenas a apuração de dois itens objeto do requerimento apresentado”, considera.

Segundo o poder executivo estadual, o primeiro ponto diz respeito à aquisição dos respiradores pelo Consórcio Nordeste, fato que já está sob análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), com manifestação favorável do Ministério Público de Contas. O parecer do MPjTCE isenta o Estado de qualquer irregularidade e reconhece a probidade da atuação estatal no contexto da emergência.

O segundo ponto trata da edição dos decretos publicados pelo Estado com medidas sanitárias de combate à pandemia. A oposição acusa o governo de “improvisos e ausência de dados que justifiquem a adoção de medidas restritivas”, mas segundo o poder executivo, todo ato editado pelo Estado se baseou nas evidências científicas de toda a comunidade internacional, nas recomendações do Comitê de Especialistas e nas determinações da Organização Mundial de Saúde.

“O Governo do RN reafirma o seu compromisso inegociável com a vida, o respeito à ciência, e o diálogo que imprimiu desde o início com os demais Poderes do Estado e a sociedade”, finaliza a nota.

Foto: Divulgação

Wizard

Wizard será conduzido coercitivamente

Ministro Barroso também autorizou a apreensão do passaporte de Carlos Wizard, suspeito de integrar o ‘gabinete paralelo’ do Governo Federal.

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, acatou ontem (18) o pedido de condução coercitiva do empresário Carlos Wizard Martins, que é suspeito de integrar o ‘gabinete paralelo’ do Governo Federal. A autorização ocorre após o empresário faltar o depoimento à CPI do Senado, que investiga se houve omissão deliberada no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Wizard, que deveria ter se apresentado na última quinta-feira (17), faltou o depoimento e não deu qualquer justificativa. Porém, de acordo com a defesa do empresário, ele está nos Estados Unidos acompanhando uma pessoa da família em um tratamento médico. Luís Roberto Barroso também autorizou a apreensão do passaporte de Carlos Wizard.

Diante da ausência do empresário, o senador Omar Aziz, do PSD amazonense, requereu a condução coercitiva e a apreensão do passaporte de Wizard. Além disso, os integrantes da CPI da Covid aprovaram a quebra do sigilo telefônico e bancário do empresário, cuja retenção do passaporte já foi determinada pela Justiça Federal de Campinas (SP) que, ainda na sexta-feira (18), determinou a ação da Polícia Federal em endereços ligados a Wizard.

Defesa de Wizard tenta impedir condução coercitiva do empresário

A fim de evitar a condução coercitiva de Wizard, a defesa do empresário tentou, sem sucesso, a autorização para que Carlos Wizard pudesse chegar ao Brasil “sem se submeter àquelas ilegais ordens exaradas e, assim, comparecer à sessão que a autoridade vier a designar para sua oitiva, caso ainda tenha interesse”. Após o requerimento da defesa, o ministro Luís Roberto Barroso precisou avaliar o mérito da questão.

Decisão de Barroso é favorável à CPI e contrária à defesa

Ao analisar o caso, Barroso entendeu que as medidas determinadas pela CPI estão em “harmonia” com a decisão dele sobre o empresário poder ficar em silêncio. O ministro do STF frisou, no entanto, que se houver “abuso de qualquer espécie” Wizard poderá acionar o Supremo. Na prática, a decisão do ministro também permitiu a apreensão do passaporte para viabilizar o comparecimento do empresário à CPI.

“O atendimento à convocação configurava uma obrigação imposta a todo cidadão, e não uma mera faculdade jurídica”, escreveu o ministro sobre a ida do empresário à CPI.

Foto: Reprodução

Carlos Wizard e Bolsonaro

Carlos Wizard: qual o paradeiro do empresário?

Suspeito de integrar o chamado “gabinete paralelo”, Carlos Wizard não compareceu à CPI da Covid que ocorre no Senado.

Suspeito de integrar grupo de médicos e empresários que aderiram ao negacionismo do executivo federal, empresário Carlos Wizard não compareceu à CPI da Covid nesta quinta-feira; 17, onde deveria prestar depoimento ao grupo de parlamentares que constituem a comissão.

O senador Omar Aziz (PSD/AM) declarou que vai requerer à justiça a retenção do passaporte de Wizard. “Vamos tornar oficial a um juiz criminal para que requisite autoridade policial apresentação da testemunha faltosa ou determinar que seja conduzido por oficial de Justiça, o qual poderá solicitar o auxílio da força pública”, salienta o presidente da comissão.

Apesar de estar amparado judicialmente, a partir da decisão protocolada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso, a qual lhe possibilitava ficar em silêncio diante de determinadas perguntas, o empresário decidiu não ir à CPI. O presidente Aziz informou, ainda, que o advogado, por telefone, solicitou uma remarcação do depoimento de Wizard, que já teve os seus sigilos telefônicos, fiscal e bancário quebrados.

O empresário, que já tinha pedido para que o depoimento acontecesse virtualmente, será investigado pela comissão por possível financiamento da disseminação de fake news sobre a pandemia do coronavírus.

Com informações da FolhaPE

Wilson Witzel

Wilson Witzel ganha direito de faltar depoimento à CPI

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira (15) ao ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel o direito de não comparecer à CPI da Covid.

A convocação de Witzel foi aprovada em 26 de maio, e o depoimento do ex-governador está marcado para esta quarta-feira (16). À TV Globo, Wilson Witzel afirmou que irá à comissão.

Pela decisão de Nunes Marques, Wilson Witzel:

  • poderá ficar calado;
  • não precisa assumir compromisso de dizer a verdade;
  • pode ser acompanhado por um advogado.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que a CPI convocou Witzel para esclarecer fatos sobre os quais já é alvo da Justiça, o que demonstra condição de investigado.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito, dentro do poder de investigação que lhe é conferido […], poderia convocar o paciente [Witzel] em questão para contribuir com variados fatos apurados. Entretanto, […] a convocação […] limitou-se aos exatos fatos já investigados”, escreveu Nunes Marques.

Assim, acrescentou o ministro, o fato de Witzel ser investigado “impede a exigência do compromisso de dizer a verdade” e “lhe garante, ainda, o direito ao silêncio”. Com informações do G1.

Carluxo disparando fake news sobre Adélio Bispo

Adélio Bispo: Carluxo ressuscita fake news para tirar o foco da CPI da Covid

Fake news envolvendo Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro em 2018, volta à tona na conta do Twitter do vereador carioca.

Na manhã de ontem, 15, o vereador Carlos Bolsonaro, conhecido na Internet como Carluxo, voltou a divulgar fake news na qual afirma que Adélio Bispo, preso por esfaquear Bolsonaro durante a campanha de 2018, não teve o celular periciado pela Polícia Federal.

Adélio Bispo é ressuscitado por Carluxo

Ao contrário do que diz o filho perturbado do Presidente da República, os quatro celulares e um notebook de Adélio Bispo foram apreendidos e, posteriormente, periciados ainda em 2018. Ao todo, mais de 2TB de foram analisados, dentre os quais estavam 1.200 fotos, 600 documentos e 350 de arquivos em vídeo.

Na ocasião, ficou comprovado que Adélio agiu sozinho e não havia qualquer indício de que houve a participação de outras pessoas no atentado ocorrido em Juiz de Fora, em Minas Gerais, durante visita de Bolsonaro à cidade.

Caso de Adélio Bispo é arquivado sem qualquer recurso de Jair Bolsonaro

Em junho de 2019, p caso Adélio Bispo foi arquivado após o juiz do caso decidir que o agressor tem problemas mentais e é criminalmente inimputável, isto é, não tem capacidade de compreender o que está fazendo e de poder determinar se, de acordo com esse entendimento, será ou não punido.

Na decisão, o juiz também determinou que ele seja mantido na prisão, por medida de segurança, tendo em vista seu alto grau de periculosidade.

Gabinete do Ódio, liderado por Carlos Bolsonaro, tem interesse em desviar o foco da CPI da Covid

Com o avanço dos depoimentos da cúpula do governo à CPI da Covid, no Senado Federal, o Gabinete do Ódio vem trabalhando para desviar o foco das informações prestadas pelos depoentes aos senadores. Essa é uma estratégia utilizada para evitar o desgaste do Governo Federal em relação aos gravíssimos fatos apresentados durante a CPI.

Na última segunda-feira, 14, uma pesquisa divulgada pela Americas Society/Council of the Americas e Control Risks mostrou que o Brasil perdeu quatro posições no ranking de países que mais combatem à corrupção e foi ultrapassado pela Argentina.

Gabinete do Ódio ajuda a disseminar fake news sobre Adélio
Fonte: Estado de Minas

O grupo, que tem como líderes o clã Bolsonaro e ex-secretários, é constantemente desmentido por agências de checagem por causa de fake news divulgadas em suas redes de apoio na Internet, a fim de estimular a rebelião da turba de apoiadores (e robôs) contra todos aqueles que vêm buscando descobrir os responsáveis pela morte de quase 500 mil brasileiros devido à pandemia.

Guru da Cloroquina

‘Guru da Cloroquina’ tem laboratório investigado pela polícia francesa

Didier Raoult, o Guru da Cloroquina, é constantemente citado por defensores do “tratamento precoce” para a Covid-19

Em operação de busca e apreensão realizada hoje (14) no ‘L’Institut Hospitalier Universitaire Méditerranée Infection’, em Marselha, a polícia francesa coletou documentos que comprovariam a o desvio de verbas públicas da França.

Fotos de Bolsonaro exibindo cloroquina para ema viram meme na internet |  Poder360
Bolsonaro oferecendo Cloroquina a uma ema

O L’Institut Hospitalier Universitaire Méditerranée Infection é dirigido pelo Guru da Cloroquina para os principais defensores do tratamento precoce ao redor do mundo: Didier Raoult, constantemente citado pelos senadores da base governista na CPI da Covid, aqui no Brasil.

Para a defesa de Didier Raoult, que também é investigado pelo Conselho de Medicina de Bouches-du-Rhône, é claro o “conflito de interesses” na fundamentação da denúncia.

Morre Marília Mendonça após acidente aéreo; veja fotos CINCO deputados do RN votam pelo furo do teto de gastos Após rompimento de parceria com o Flow Podcast, hackers invadem iFood, trocam nome de restaurantes e dão apoio a Bolsonaro Azul mira compra da Latam Airlines e visa à criação de gigante sul-americana Homem se dá mal após tentar jogar drogas pela janela em Mossoró Adolescente de 16 anos é suspeito de matar os próprios irmãos, de 2 e 4 anos, no Rio de Janeiro Preço da gasolina sobe 47% em 2021 e já custa R$ 7,29 em Natal após novo reajuste Cidade faz ‘recall’ de vacinação após enfermeira da Cruz Vermelha injetar água e sal na população Mulher dá à luz dentro de elevador de condomínio na Grande Natal Operação Falsos Heróis: Polícia Federal deflagra 2ª fase de operação contra contrabando de cigarros; um policial foi preso e outro afastado Vulcão Cumbre Vieja em La Palma não dá sinais de abrandamento Cocaína no Ceará tem tudo, menos o princípio ativo da droga