Crianças

Adaptação escolar e o medo do novo são desafios para crianças e famílias

Todo início de ano é a mesma coisa para as famílias com crianças em idade escolar: o receio para a adaptação ao novo ambiente da escola. Esse processo envolve diferentes perspectivas – do aluno, da escola e dos pais – com o mesmo objetivo: o desenvolvimento da criança. O fato é que, para que a adaptação flua, é essencial que os pequenos se sintam seguros e acolhidos e construam relações afetivas na escola.

De acordo com a coordenadora da Educação Infantil da Casa Escola, Ramona Xavier, as crianças vão sendo inseridas no ambiente escolar aos poucos: “os primeiros momentos são de pura conquista, depois, quando se torna possível ficar na escola sem a presença da família, tudo vira diversão e aprendizado. Para isso, investimos muito no acolhimento, só assim a criança consegue superar a separação, ficando bem entre adultos e colegas de sala”, explica.

Fádyla Araújo, mãe de Letícia (2 anos), enfrentou alguns desafios na inserção da filha no ambiente escolar no ano passado. “Logo nos primeiros dias, ela teve muita resistência ao uso da farda. Mais que isso, ela não aceitou usar qualquer tipo de roupa para sair de casa. Me surpreendi, porque ela nunca havia resistido a colocar roupa para ir a outros lugares, embora nossas saídas tivessem sido bem esporádicas nos últimos meses”, comenta.

A escola teve papel fundamental no processo de adaptação de Letícia. Foram criadas estratégias específicas para a aluna. “De início, era preciso que Letícia viesse para a escola, independente da roupa que estivesse trajando. No passo a passo delicado, a escola disponibilizou uma farda para que Letícia pudesse, em casa, vestir o ursinho de pelúcia, seu brinquedo favorito. Ambos começaram a vir à escola devidamente fardados, Letícia e o ursinho Billy. Hoje em dia, o ursinho já fica em casa. Isso foi uma grande conquista realizada em parceria com os pais”, conta a Ramona.

O medo do novo e a superação individual

Durante a adaptação, a criança divide-se entre o deslumbre perante as possibilidades oferecidas neste novo ambiente e o medo do novo. “O sucesso desse momento inicial só ocorre quando o aluno consegue superar as dificuldades e se apropriar da rotina e dinâmica escolar, dominando os espaços e desenvolvendo uma relação de confiança com os profissionais da escola. É a partir daí que se abre espaço para a curiosidade, para as trocas, interações e aprendizagens”, explica Priscila Griner, diretora da Casa Escola.

Envolver os pequenos no planejamento desta empreitada é fundamental. Por isso, é ideal levá-la para conhecer a escola antes das aulas se iniciarem, apresentá-la aos espaços, brinquedos etc. As famílias também podem comprar o material escolar junto com as crianças.

Depois desses passos, chega o momento de iniciar as aulas e a presença de alguém em quem a criança confie pode ajudar e muito a adaptação. “Quando ela se apresenta mais sensível e relutante em ficar na escola, é importante, por um lado, acolher a angústia e mostrar-se empático a ela e, por outro, reforçar a sua confiança na escola, deixando claro que ele vai conseguir superar”, destaca Priscila.

Ela orienta que para fortalecer a confiança da criança, é indicado que os pais expliquem com antecedência tudo o que vai acontecer. “É importante falar sobre a escola, os professores e os colegas de turma de maneira entusiasmada. Conte sobre as coisas boas, as brincadeiras, o que ela vai ver e aprender: isso transmite segurança”, recomenda a diretora.

“As atividades escolares fornecem estrutura, ritmo e rotina à vida diária das crianças e jovens, contribuindo para estarem mais ativos”, afirma a psicóloga Elaine Eufrásio. E isso na escola, ela reforça, ocorre em várias situações tanto na companhia dos colegas, como sob o olhar atento e cuidadoso dos educadores.

Fotos: Divulgação

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Anvisa e Butantan discutem estratégias sobre vacinação em crianças

Anvisa e Butantan discutem estratégias sobre vacinação em crianças

Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniram nesta sexta-feira (5) com integrantes do Instituto Butantan para tratar sobre a vacinação em crianças e adolescentes com o imunizante desenvolvido pela instituição, a CoronaVac.

O Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, possui parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção e distribuição de doses da vacina CoronaVac no Brasil, como vem sendo feito para o combate à pandemia neste ano. Segundo a Anvisa, os integrantes do instituto apresentaram o andamento de estudos que estão sendo realizados na China sobre a segurança e a eficácia do imunizante na vacinação em crianças e adolescentes até os 17 anos.

A agência informou que indicou aos representantes do Butantan a necessidade de apresentar os resultados dos estudos sobre a imunogenicidade e que as pesquisas mostrem uma relação favorável entre risco e benefícios, sobretudo no público de três a 12 anos. Uma nova reunião está prevista para a próxima semana.

A instituição de pesquisa ainda não entrou com novo requerimento de autorização para a vacinação em crianças e a eventual inclusão desse público entre aqueles que podem receber o imunizante. O Instituto Butantan já havia entrado com pedido juntamente à Anvisa para autorização da inclusão de pessoas menores de 17 anos, mas a solicitação foi negada em agosto pela direção da agência.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pfizer aguarda da Anvisa liberação de vacinas em crianças

Pfizer aguarda da Anvisa liberação de vacinas em crianças

A Pfizer pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação da vacina contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A confirmação da farmacêutica foi feita nesta quarta-feira (27.out.2021), que afirmou que o pedido será feito em novembro, e ocorre após a empresa obter parecer favorável do conselho externo da agência reguladora nos Estados Unidos para a vacinação desta faixa etária.

“A submissão do pedido junto à Anvisa para a aprovação do uso da vacina ComiRNAty, da Pfizer/Biontech, para crianças entre 5 e 11 anos deve ocorrer ao longo do mês de novembro de 2021”, disse a empresa por meio de nota. Na terça-feira (26.out.2021), um comitê externo de aconselhamento da FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos, recomendou a aplicação da vacina da farmacêutica para a faixa etária dos 5 aos 11 anos.

A decisão não é final, e depende do aval da FDA, que costuma seguir as indicações do conselho, segundo o jornal americano The New York Times. Caso seja aprovada pela FDA, a orientação é que a vacina possa ser aplicada nas crianças estadunidenses com uma dosagem de um terço da aplicada nos adultos.

Foto: Sérgio Bernardo/Reprodução

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Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

Pfizer e BioNTech anunciaram que a vacina desenvolvida por elas é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos. Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Se o uso for aprovado, a vacina da Pfizer/BioNTech poderá ser a primeira aplicada em crianças nos Estados Unidos e, eventualmente, no Brasil. Para que isso ocorra, a própria farmacêutica precisa solicitar esse uso às agências regulatórias – no caso do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota enviada ao G1, a Anvisa informou que “a Pfizer não solicitou, até o momento, inclusão de crianças de 5 a 11 anos na bula de sua vacina contra Covid-19”. Para solicitar esse uso, o laboratório precisa apresentar “estudos e evidências que sustentem a indicação em termos de segurança e eficácia”, segundo a agência.

Em agosto, a Anvisa negou um pedido do Instituto Butantan para dar a CoronaVac a crianças a partir de 3 anos. No Chile, a vacina já começou a ser aplicada em crianças com 6 anos ou mais.


Com informações do Portal G1

Foto: Luiz Pessoa/SEI

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Crianças na bula da Pfizer

Pfizer é a única a pedir a inclusão de crianças na bula do imunizante

Em nota divulgada ontem (12), a Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa) informou que, até o momento, somente a Pfizer solicitou a inclusão em bula da indicação da vacina contra a covid-19 para crianças com 12 anos ou mais. Segundo a agência, o pedido já foi autorizado e a indicação para esta faixa etária incluída na bula da vacina Comirnaty.

“Não há solicitação do Instituto Butantan para alteração de bula da CoronaVac e inclusão de crianças e adolescentes. Portanto, não há pedido dependendo de análise da Anvisa”, disse a Anvisa por meio de nota. “A competência para solicitar a inclusão de novas indicações na bula é do laboratório, e deve ser fundamentada em estudos que sustentem a indicação pretendida tanto em relação aos aspectos de segurança como de eficácia”, concluiu a agência.

Foto: Reuters/Denis Balibouse/ Direitos Reservados

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