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Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Começamos ontem o ciclo da Lua cheia desse mês, hein, galera? Aproveitando a inspiração, que tal maratonar uma série sobrenatural? Teen Wolf, estrelado por Tyler Posey (primeiro trabalho de mais expressão) e Dylan O’Brien (o Thomas de Maze Runner), conta a história de um adolescente comum que, ao receber a mordida de um animal desconhecido numa noite de Lua cheia, começa a ter comportamento estranho e acaba por se transformar em um lobisomem.

Com a ajuda de seu melhor amigo e de outros lobisomens, ele terá que esconder sua nova condição e também descobrir a causa de uma série de mortes estranhas que estão ocorrendo na pacata cidade de Beacon Hills.

A série se inspirou num filme de 1985, de mesmo nome, estrelado por Michael J. Fox (O carinha de “De volta Para o Futuro”). Ao longo das seis temporadas, os rapazes vão se transformando de garotos assustados a machos-alfa da alcateia. A série possui cenas de impacto e a cada temporada vai se tornando mais eletrizante, pois os desafios a ser enfrentados vão aumentando, ficando cada vez mais perigosos para o jovem lobisomem.

A história é interessante, pois apesar de ter uma atmosfera sobrenatural e falar sobre lobisomens, não é um seriado muito clichê. Os personagens possuem tiradas de humor em alguns momentos, diminuindo a tensão de algumas cenas. Minha crítica é só uma: a série se perde um pouco ao longo das temporadas por começar a incluir outros personagens míticos diferentes da temática.

Deem uma chance ao nosso lobo adolescente! Tenho certeza que será uma boa diversão sob os efeitos da lua cheia desse fim de semana.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Vannick Belchior vai se apresentar em Natal com As Coisas que Aprendi nos Discos no Belch Bar

Inspirada na obra do pai, Vannick Belchior vem a Natal para show ao vivo no ‘Belch Bar’ em outubro

O local escolhido para a estreia de Vannick Belchior, filha de Belchior, foi o ‘Belch Bar’, localizado no bairro de Candelária, em Natal.

Vannick Belchior tem apenas 24 anos e é a única filha nordestina do compositor sobralense falecido em 2017. Graduada em direito, ela tem a mesma idade de Belchior quando este partiu rumo ao Sudeste com o sonho de cantar. Ela fará dois show na capital potiguar nos dias 01 e 02 de outubro.

A artista acaba de lançar o show ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’ e se apresentará com banda própria durante as duas noites que estará em Natal. Um dos integrantes do grupo, inclusive, trata-se de Tarcísio Sardinha, parceiro de longas datas do poeta cearense. Sardinha também é o diretor artístico do evento.

Antes de subir ao palco, Vannick Belchior será recepcionada pelo poeta Thiago Medeiros, que apresentará o seu ‘Insurgências Poéticas’, recitando Belchior; e também por Carlota Nogueira, responsável por uma discotecagem exclusivamente com releituras das músicas do artista. O início do evento está marcado para as 17h30 de sexta-feira (1) e para as 17h do sábado (2).

Além disso, o ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’, de Vannick Belchior, marca a estreia da artista nos palcos. E, se depender dela, será um verdadeiro passeio pelos clássicos de Belchior.

Entre as 17 faixas divulgadas do repertório, estão “Velha Roupa Colorida”, “Tudo Outra Vez”, “Apenas um rapaz latino-americano”, “Alucinação” e “Como Nossos Pais”. Em recente entrevista ao Diário do Nordeste, Vannick declarou que teve de “entender e compreender muita coisa, superar muita coisa para tocar na obra dele e em relação ao cantar. [O show] chega no momento certo da minha vida”, conclui Vannick Belchior.

Sobre o Belch Bar e show de Vannick Belchior

Localizado em Natal, o Belch Bar fica no bairro de Candelária, na Rua Marechal Rondon, número 3501. Na rua da igreja católica, seguindo no sentido Integração. O show de Vannick Belchior ocorrerá a partir das 17h30 de sexta-feira (1º de outubro de 2021) e para das 17h do sábado (2 de outubro de 2021).

Foto: Reprodução/Internet

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Abner Moabe escreve

A cultura que revela os melhores instintos

Abner Moabe escreve: longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo.

Em um artigo escrito em 29 de dezembro de 1861, Machado de Assis teceu uma crítica a uma abertura de crédito suplementar ao Ministério da Fazenda, mas o motivo que lhe levou a escrever tal artigo não é o que quero destacar e, sim, uma frase que consta neste e que considero importante trazer à tona nesse momento: “o país real, esse é bom, revela os melhores instintos, mas o país oficial, esse é caricato e burlesco”.

A frase destacada no parágrafo anterior foi evocada por Ariano Suassuna em uma de suas aulas-espetáculos, mais especificamente no momento em que ele conta o episódio em que foi questionado pela esposa de um homem rico durante um jantar se ele “naturalmente” já teria ido a Disney, e sua interpretação da frase de Machado de Assis é a que eu considero a mais precisa e que eu trago aqui: o país oficial é o dos privilegiados e o país real é o povo.

O antropólogo Darcy Ribeiro dizia que “o futebol é o único reino em que o povo sente a sua pátria” e, quando questionado sobre qual o seu clube do coração, ele se dizia “flamenguista, por demagogia, já que o povo é Flamengo”. Trago o exemplo do futebol, contudo, podemos ampliar não só para outros esportes, mas também para as mais diversas manifestações daquilo que se pode considerar como cultura popular brasileira, entendendo cultura no seu mais amplo conceito de conjunto de valores, costumes e expressões.

Temos acompanhado, nos últimos dias, as disputas esportivas nos jogos olímpicos de Tóquio e não é raro ver nas redes sociais pessoas depositarem em atletas brasileiros e brasileiras alguma esperança de alegria diante da situação caótica em que o Brasil vive, em diversos aspectos e em sua grande maioria por reflexo do catastrófico governo Bolsonaro – que não se resume apenas ao não-combate a pandemia, como também o seu total descaso para com o povo, governando exclusivamente para o benefício do que o sociólogo Jessé Souza tão bem denomina de “elite do atraso”.

Sempre tive o esporte como um “irmão-gêmeo” da arte. Ambos conseguem despertar as mais diferentes emoções no ser humano, possuem um grande potencial de transformação social e são capazes de revelar os nossos melhores instintos, como declarou Machado de Assis; ambos também ajudam a constituir a cultura que nos faz lembrar da potência solidária que é o Brasil real, como tão bem declarou Gilberto Gil quando conceituou o do-in antropológico, inspirado na técnica de automassagem oriental, para “avivar o velho e atiçar o novo”.

Longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo. Como escreveu Fernando Brant e musicou Milton Nascimento em seu Credo: “tenha fé no nosso povo que ele resiste”.

É o Brasil real, do povo, que realmente importa!

Foto: Giulia Portelinha / Comunicação Visual – Jornalismo Júnior

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Sobre Abner Moabe, colunista de Cultura no Por Dentro do RN

Abner Moabe

Abner Moabe tem 27 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Além disso, atua no projeto de educação e cultura Conexão Felipe Camarão e vem desenvolvendo projetos de pesquisa sobre a música do Rio Grande do Norte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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Twitter: @abner_moabe

Prefeito Allyson faz do Mossoró Cidade Junina 2021 um sucesso na versão virtual

Começou neste sábado (12) o Mossoró Cidade Junina 2021 Virtual. Artistas da terra se apresentaram no Pingo da Mei Dia, que levou muito forró e animação para as casas dos mossoroenses, em todos os cantos do Brasil. O maior bloco junino esse ano foi realizado on-line devido à pandemia. Até o dia 27 de junho diversas bandas e artistas da cidade vão fazer a festa virtual com lives transmitidas pelo canal oficial da Prefeitura no YouTube.

Segundo o prefeito Allyson Bezerra, “fizemos a versão online do evento para poder amenizar a saudade da tradição junina, que é patrimônio cultural dos mossoroenses, e assim curtir tudo com segurança em casa, mas sem perder a festa”. Na abertura, os shows on-line foram transmitidos diretamente do palco do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, onde acontecem as apresentações do Polo Estação das Artes. Já os shows de bandas e artistas do Polo Cidadela foram realizados a partir do palco do Teatro Lauro Monte Filho. Nilson Vianna, Beth e Jamir, André Luví, João Neto Pegadão e Gianini Alencar comandaram o Pingo.

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