Morre homem que teria sido envenenado com chumbinho pela esposa em Parnamirim; Ricardo Gonçalves Rosa tinha 40 anos

Morre homem que teria sido envenenado com chumbinho pela esposa em Parnamirim

Polícia acredita que a esposa teria envenenado o marido duas vezes com chumbinho: uma durante o almoço e outra já no hospital.

Morreu, na terça-feira (7.dez.2021), o homem que a Polícia Civil acredita ter sido envenenado pela própria esposa dentro de um hospital privado em Natal. Ricardo Gonçalves Rosa tinha 40 anos e ficou internado por mais de 100 dias. A mulher foi presa em outubro, em Parnamirim.

O registro de envenenamento ocorreu em setembro deste ano. Nesses mais de três meses, Ricardo Gonçalves seguiu em tratamento no hospital, mas acabou falecendo devido às complicações. O corpo passou pela perícia do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) e foi liberado à família, que reside em Caraguatatuba, em São Paulo. 

O caso é investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim, que suspeita de que a esposa teria envenenado o marido duas vezes: uma durante um almoço, o que provocou a internação; e outra dentro do leito de hospital, inserindo o veneno na sonda de alimentação. 

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Ricardo Gonçalves entrou em coma horas após um almoço com a esposa, sendo internado em seguida com um quadro grave e desconhecido em setembro. Dias após essa internação, em 23 de setembro, a mulher, durante uma visita, pediu para ficar reservadamente com o marido no leito do hospital para fazer uma oração. Foi neste momento que os equipamentos que mantinham o rapaz vivo começaram a alarmar.

Segundo os relatos, a equipe médica chegou ao local e verificou uma substância estranha na sonda que leva alimentação ao paciente. O material foi recolhido e entregue a Polícia Civil. O exame químico-toxicológico feito na sonda pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia do RN (Itep) identificou a substância como “chumbinho”, um inseticida de uso agrícola. Segundo a Polícia Civil, a vítima havia apresentado melhora no quadro clínico durante a internação, mas após o episódio no hospital, ele voltou a ficar em estado grave.

Ricardo e a esposa tinham 17 anos de relacionamento e dois filhos adolescentes. De acordo com o advogado de defesa, a mulher, que tem 39 anos, nega as acusações e alega que, nos exames de sangue e urina, não foram constatadas substâncias tóxicas. Após o falecimento, o corpo passa por exames complementares no Itep para verificar se realmente existiu ou não presença de veneno no corpo do homem. 

Com a confirmação da morte, a Polícia Civil vai indiciar a esposa por homicídio consumado e não mais por tentativa de homicídio.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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