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Maria Alice Fernandes

Taxa de ocupação de UTIs Covid no RN já chega a 50%; índice é de 60% na região Metropolitana

Taxa de ocupação de UTIs Covid no RN já chega a 50%; índice é de 60% na região Metropolitana

De acordo com dados da plataforma Regula RN, que monitora a situação da rede pública em todo o estado, o Rio Grande do Norte registra 63 leitos críticos para tratamento contra a covid-19 ocupados nesta quarta-feira (19.jan.2022). A consulta foi feita às 16h. O número representa 51,22% de ocupação.

Atualmente, o estado tem 33 leitos críticos disponíveis, o que corresponde a 26,83%. 24 leitos críticos não covid-19 estão ocupados, que são 19,51%, e há 3, ou 2,44%, bloqueados.

O sistema também aponta que a Região Metropolitana de Natal chegou a 63,8% de ocupação nesta quarta. A Região Oeste tem 44% e o Seridó 20%. Além disso, três hospitais registram 100% de ocupação no estado: o Hospital João Machado, o Hospital dos Pescadores, o Hospital Infantil Maria Alice Fernandes, o Hospital Rafael Fernandes e o Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade.

Foto: Sandro Menezes

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Sesap RN alerta para risco de acidentes com animais peçonhentos durante o verão

Sesap/RN alerta para risco de acidentes com animais peçonhentos durante o verão

Com a chegada do verão aumenta o número de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, serpentes e alguns animais aquáticos. A ida de muitas pessoas para as praias e a permanência maior das crianças em casa, por causa das férias escolares, faz aumentar o registro de acidentes com escorpiões, serpentes e animais aquáticos, como caravelas e águas vivas.

Por isso, é importante que nesse período sejam intensificadas as estratégias de prevenção e controle destes acidentes junto às populações expostas e de maior risco. No período de 2018 até 2021, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o RN registrou 23 óbitos por animais peçonhentos, sendo 9 por serpentes e 3 por escorpião.

Período de verão aumenta risco de acidente com escorpiões

Entre 2018 a 2020, 63,6% dos acidentes com animais peçonhentos no RN foram causados por escorpião, uma média de 418 acidentes por mês, sendo que entre os meses de dezembro a março essa média é de 482 acidentes/mês, um aumento de 15%. Já os acidentes com serpentes têm maior incidência entre os meses de maio a agosto, sendo a média anual de 58 acidentes/mês, e entre os meses de maio a agosto a média é de 83 acidentes/mês, um acréscimo de 42%.

Os acidentes escorpiônicos, apesar de serem os mais frequentes, em sua maioria apresentam manifestações locais leves, como dor de instalação imediata que pode se irradiar para o membro e ser acompanhada de formigamento ou ardência, inchaço e sudorese local. Esses sintomas costumam melhorar em algumas horas sem a necessidade da utilização de soro antiescorpiônico.

Em algumas situações os sintomas são mais graves e podem surgir em até duas ou três horas após a picada. Uma vez que seja diagnosticada a necessidade de soroterapia esta deve ser realizada o mais precocemente possível e, por isso, o tempo entre o acidente e o atendimento médico é crucial, principalmente em casos que envolvam crianças e idosos.

Medidas de prevenção diminuem o risco de acidentes

Animais peçonhentos costumam ser encontrados em locais como florestas, matas, trilhas, áreas com acúmulo de lixos, atividades de lazer, de limpeza, serviços de jardinagem, entre outros. Por isso é importante o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de couro, botas de cano alto e perneira ao frequentar esses locais.

Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Caso seja necessário mexer nestes locais, usar um pedaço de madeira, enxada ou foice.

Não mexer em colmeias e vespeiros. Caso estes estejam em áreas de risco de acidente, contatar a autoridade local competente para a remoção.

Cuidados dentro de casa evitam acidentes

Em casa é importante inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, pano de chão e tapetes, antes de usá-los. Afastar camas e berços das paredes e evitar pendurar roupas fora dos armários. Antes de dormir, inspecionar os cômodos da casa, principalmente as camas, quanto a presença de aranhas ou escorpiões, pois durante a noite estes animais são mais ativos.

É recomendada a atenção com roupas e sapatos antes do uso, afastar camas e berços das paredes, não deixar que mosquiteiros encostem no chão e não pendurar roupas nas paredes bem como utilizar, em casas e apartamentos, sistemas de vedação de ralos, consertar frestas em paredes e rodapés soltos também são cuidados importantes.

Além dos cuidados dentro de casa, há outras medidas que podem evitar o surgimento desses animais, como acondicionar o lixo domiciliar em sacos ou recipientes fechados, manter a limpeza de quintais e jardins, evitar acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção próximo às casas, evitar folhagens densas junto a paredes e muros, deve-se usar calçados e luvas de raspas de couro nas tarefas de limpeza destes ambiente.

Outra forma de evitar a proliferação de escorpiões é a preservação de seus inimigos naturais, como as aves de hábitos noturnos, como corujas e joão-bobo, lagartos e sapos.

Caso encontre um animal peçonhento, afastar com cuidado e evitar assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto. Procurar a autoridade de saúde local como o agente ambiental ou a polícia/guarda ambiental para as devidas providências.

Animais peçonhentos aquáticos também causam acidentes no verão

No verão os acidentes com animais aquáticos, como as caravelas, água viva, ouriço-do-mar, peixe bagre e arraias, ocorrem com mais frequência, por ser o período de reprodução de alguns animais marinhos e pela grande quantidade de pessoas circulando nas orlas.

Embora sejam acidentes de menor gravidade, eles causam grande incômodo, e alguns cuidados podem ser adotados. Em praias rochosas ou com pedras soltas, caminhar sempre com os pés protegido por um calçado firme, de solado antiderrapante (tênis ou sapatilha); ficar afastado das áreas com grandes populações de ouriços-do-mar; evitar colocar as mãos desprotegidas em tocas ou sob rochas e evitar banhos em praias onde aconteceram acidentes recentes por águas vivas e caravelas.

RN conta com assistência especializada na capital e no interior

É importante lembrar que as vítimas de acidentes com serpentes devem ser encaminhadas à unidade de referência para avaliação clínica e tratamento adequado, mesmo que apresentem sintomas leves. O RN conta com cinco unidades hospitalares de referência para atendimento a acidentes com animais peçonhentos, situadas em Natal, Caicó, Mossoró, Pau dos Ferros.

Em Natal as referências são o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, para pacientes de até 14 anos, e o Hospital Giselda Trigueiro para pacientes adultos. Em Mossoró, o Hospital Regional Tarcísio Maia; em Caicó, o Hospital Telecila Freitas Fontes; e, em Pau dos Ferros, os atendimentos são feitos no Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade.

Ceatox/RN orienta população e profissionais de saúde em casos de acidentes

As vítimas de acidentes com animal peçonhento, além de profissionais da rede pública ou privada de saúde, podem contar com o Ceatox/RN para orientar sobre a conduta do atendimento e, quando necessária a transferência, o fluxo da regulação para as unidades de referência.


O Ceatox/RN é um serviço da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e funciona em plantão telefônico 24h para casos de acidentes por animais peçonhentos e outras intoxicações.

Por ligação telefônica ou WhatsApp, os plantonistas prestam informações específicas, em caráter de urgência, aos profissionais de saúde e de caráter orientador, educativo e preventivo à população em geral. Os números são: 0800 281 7005 / (84) 9.8803-4140 / (84) 9.8125-1247.

Foto: Ilustração/Semdes

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Mais sobre acidentes com animais peçonhentos:

Fátima assina ordem de serviço para a reforma e ampliação do Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes

Fátima assina ordem de serviço para a reforma e ampliação do Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes

A governadora Fátima Bezerra assinou, na manhã da terça-feira (16.nov.2021), a ordem de serviço para a reforma e ampliação do Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes (HMAF), na zona norte de Natal. Será feita a ampliação da enfermaria neonatal com cinco leitos, lactário, reforma da classe hospitalar, banheiros das enfermarias, central de abastecimento farmacêutico e almoxarifado.

“Continuamos melhorando a estrutura da saúde pública em nosso Estado. Agora damos continuidade às melhorias no hospital Maria Alice Fernandes que é referência em pediatria”, afirmou a governadora no ato da assinatura quando esteve acompanhada dos secretários de Estado, Cipriano Maia, da Saúde, Gustavo Coelho, da Infraestrutura, adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista, subsecretária do GAC, Laíssa Costa, subsecretário de Gestão da Sesap, Elan Miranda, diretora do Maria Alice, Suyame Furtado e do diretor da MVP Engenharia e Construção, Marcelo Vitor Pereira.

As obras serão realizadas com recursos no valor de R$ 945.894,99 doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Rio Grande do Norte, proveniente de penalidade aplicada por multa trabalhista a uma empresa privada. O prazo para conclusão das obras é de 180 dias.

O Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes (HMAF) é uma Instituição Pública de Saúde de médio porte vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atende crianças e adolescentes de zero a 14 anos 11 meses 29 dias, que têm acesso à unidade por meio de regulação encaminhadas por outras unidades de saúde.

Dispõe de 36 leitos para atendimento clínico (inclusive leitos de psiquiatria), centro cirúrgico com duas salas e 14 leitos destinados ao atendimento de crianças com patologias cirúrgicas; 6 leitos para dependentes de ventilação mecânica e 10 leitos de unidade de terapia intensiva. Possui ainda pronto socorro com 2 leitos de estabilização e 14 leitos de observação clínica e cirúrgica.

A instituição dispõe também de atendimento ambulatorial para retorno cirúrgico e consultas especializadas em cardiologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, fonoaudiologia e gastroenterologia, este último atua em parceria com a equipe de nutricionistas e realiza trabalho direcionado ao programa de Teste de Provocação Oral (TPO).

O Maria Alice Fernandes faz parte da rede de assistência na pandemia do novo coronavírus.

Foto: Divulgação/Elisa Elsie/Governo do RN

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