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Olimpíadas

Ana Beatriz Amorim fala sobre as olimpíadas

Encerramento das Olimpíadas, por Ana Beatriz Amorim


Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Eis que a Olimpíadas de Tóquio chegaram ao fim. Foram mais de duas semanas e já começo a ter saudade das diversas modalidades, da emoção de goles impróprios para cardíacos, da beleza das melhores jogadas e desempenhos.

As Olimpíadas também foram a da festa e do luto, porque, às vezes, uma competição esportiva desse nível é uma alegria que dói, e a música que celebra alguma vitória dessas soa muito próxima do silêncio retumbante do campo/quadra/pista vazio, onde a noite/madrugada já caiu e algum derrotado continua sentado, sozinho, incapaz de se mexer, em meio às imensas arquibancadas sem ninguém devido ao momento ainda difícil que estamos vivendo.

Durante as Olimpíadas, incontáveis vezes me emocionei com a história dos atletas e técnicos, acompanhei muitos lances, fiquei nervosa, admirei a garra e gritei sozinha, putaquepariuporracaralho. Isso é o esporte, meus amigos. Não canso de repetir: o ambiente com os valores mais nobres que já vi. É reconhecimento, gratidão, disciplina, fair play e determinação.

Experiência sensacional, que eu quero repetir ainda muitas outras vezes. Obrigada, esporte. Ouvir o hino nacional, com nossos representantes no pódio olímpico, com a bandeira subindo, é das coisas mais emocionantes da vida.  A primeira medalha chegou prateada com Kelvin Hoefler e foi no skate.

Tivemos o bronze no judô com o Daniel Cargnin, a segunda prata no skate de Rayssa Leal, atleta e medalhista mais jovem da história olímpica do Brasil. O Fernando Schefer faturando o bronze nas piscinas.  O primeiro ouro do Brasil em Tóquio chegou logo com meu conterrâneo do Rio Grande do Norte, você foi um monstro no surf, Italo Ferreira. Você escreveu a historia do esporte e se emocionou ao lembrar da sua, foi demais.

Mayra Aguiar, deu show e foi a primeira mulher a ganhar três medalhas olímpicas em esporte individual. Rebeca Andrade foi prata e conquistou a primeira medalha olímpica da história da ginástica feminina do Brasil. E logo no individual geral e dias depois tornou o feito ainda mais especial com a conquista do ouro no salto. Primeira campeã olímpica da ginástica brasileira. Outras que fizeram história foram a Laura Pigossi e a Luisa Stefani que conquistaram nossa primeira medalha olímpica no tênis com o bronze, elas salvaram quatro match points seguidos.

O bronze do Bruno Fratus na natação foi emocionante do começo ao fim. Do beijo no bloco de partida até os segundos finais da prova. A conquista do bronze no atletismo com o jovem Alison Santos, foi épica. Martine Grael e Kahena Kunze têm que ser reverenciadas. Entraram para o seleto grupo de brasileiras que levaram a medalha de ouro em duas olimpíadas seguidas. Outro que entra para o seleto grupo de brasileiros com duas medalhas no atletismo,  é o Thiago Braz com seu bronze no salto com vara.

Quase duas horas de prova e a Ana Marcela conquistou o ouro na maratona aquática, fez história e transbordou emoção com mais esse triunfo brasileiro. Pedro Barros, já consagrado no mundo do skate agora também é herói olímpico com a conquista da medalha de prata. Deu show nas manobras e no alto astral. No boxe, Abner Teixeira garantiu o bronze e o feito inédito no esporte.

Isaquias Queiroz na canoagem com toda sua confiança e espontaneidade foi ouro e agora tem medalha de todas as cores. É um dos grandes heróis do esporte do Brasil. A história desse atleta e de muitos outros merece ser descoberta e lida mil vezes. A canoa que lá em Ubaitaba era o único transporte dele para ir de um lugar a outro, durante as Olimpíadas o levou para um lugar sem volta: o dos melhores atletas do mundo!

Hebert Conceição foi ouro com uma virada que era considerada praticamente impossível. Um nocaute nos últimos segundos do último round, bem estilo filme do Rocky Balboa, sensacional. Que madrugada. Fiquei elétrica por horas com esse feito. O futebol masculino teve uma final emocionante com direito a pênalti perdido e gol na prorrogação para conquista do ouro ficar ainda mais especial. A Beatriz Ferreira levou a prata no boxe e mostrou ser uma baixinha gigante.

Foi lindo acompanhar sua luta. Que raça e determinação! No vôlei feminino, as coisas não se encaixaram no jogo final e ficamos com a prata. Orgulho da trajetória desse time. Essa prata valeu muito. Tivemos a melhor campanha da história do Brasil nas Olímpiadas. Parabéns para todos os atletas que lutaram por medalha em um país que mal investe em esporte. Vocês foram gigantes, resgataram nosso orgulho e não me deixaram dormir direito.

Uma lição que aprendi durante esse período é que a gente não tem como garantir o resultado. Mas a gente tem como garantir como a gente vai se portar diante de qualquer resultado. Vocês foram maravilhosos!!

Foto: Reprodução/AFP

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Imprensa americana muda quadro de medalhas

Para não ficar atrás da China, imprensa americana muda critério do quadro de medalhas

A imprensa americana mudou a forma de exibir os países com mais pódios das Olimpíadas de Tóquio: agora a regra é mostrar a classificação pelo total de medalhas, não pelo número de ouros. A mudança ocorre para os Estados Unidos atrás da China no quadro de medalhas na competição.

A mudança está valendo nos principais jornais da imprensa americana, tanto no The New York Times e The Washington Post quanto na rede de televisão Fox News. Todas elas mostram os EUA à frente da China, apesar de os americanos estarem atrás no número de medalhas de ouro. Até a madrugada deste sábado, 7 de agosto de 2021, os chineses lideram o quadro de medalhas com 37 ouros, 27 pratas e 17 bronzes (79 no total), contra 31 ouros, 36 pratas e 31 bronzes dos americanos (98 no total).

Foto: Reprodução/Getty Images

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Casos de Covid no Japão

Após Olimpíadas, Japão tem recorde de casos de Covid; primeiro-ministro apela para que japoneses fiquem em casa

O número diário de casos de Covid-19 no Japão chegou a 10.743 nesta sexta-feira (30) e representa um recorde desde o início da pandemia.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, fez um apelo à população do país para que fique em casa durante as férias de verão o máximo possível e assista aos Jogos Olímpicos pela televisão, sem promover aglomerações em bares e restaurantes para acompanhar o evento. “O coronavírus está se espalhando a uma velocidade sem precedentes”, disse Yoshihide.

O número diário de casos de Covid-19 no país chegou a 10.743 nesta sexta-feira (30), e representa um recorde desde o início da pandemia. A escalada do vírus no país fez o governo ampliar o estado de emergência para três prefeituras vizinhas de Tóquio e Osaka até o final de agosto.

Nos dados informados, não são considerados os casos de Covid-19 relacionados a pessoas envolvidas nas Olimpíadas, onde também há aumento no número de infectados. Segundo o Comitê Organizador, nesta sexta-feira foram confirmados mais 27 casos, maior número diário desde o início dos testes, em 1 de julho. Com isso, o total acumulado subiu para 225 casos.

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

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Ítalo Ferreira

Potiguar Ítalo Ferreira conquista medalha de ouro no surfe

O brasileiro Ítalo Ferreira tirou onda, ou melhor, dominou as ondas na Praia de Tsurigasaki, onde ocorreram as disputas do surfe na Olimpíada de Tóquio (Japão). O potiguar conquistou na madrugada desta terça-feira (27) a primeira medalha de ouro do surfe, modalidade estreante nos Jogos Olímpicos. Atual campeão mundial, Ítalo dominou a final contra o japonês Kanoa Igarashi, vencendo por 15.14 a 6.6. A medalha de bronze ficou com o australiano Owen Wright, que venceu o brasileiro Gabriel Medina por 11.97 a 11.77 na disputa pelo pódio.

Moradores de Baía Formosa (RN), cidade natal do campeão, comemoraram o primeiro ouro para o país em Tóquio.

Na estreia da competição, Ítalo liderou a primeira bateria, com o somatório de pontos de 13.67. Com esta pontuação, ele ficou à frente do japonês Hiroto Ohhara (11.40), do italiano Leonardo Fioravanti (9.43) e do argentino Lele Usuna (8.27).

Classificado para as oitavas de final, o brasileiro derrotou o neozelandês Billy Stairmand por 14.54 a 9.67. Nas quartas, ele voltou a encarar o japonês Hiroto Ohhara, que esteve presente na bateria inicial. Ítalo mais uma vez levou vantagem, e derrotou o oponente por 16.3 a 11.9.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Jonne Roriz/COB/Direitos reservados

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COI

COI alerta atletas sobre ‘manifestações políticas’ nas Olimpíadas

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse nesta sexta-feira (16) que os atletas não deveriam fazer “manifestações políticas” ou expressar suas opiniões pessoais nos pódios dos Jogos de Tóquio. O Comitê afrouxou sua Regra 50 neste mês. O item proibia quaisquer protestos dos atletas, mas agora permite que eles façam gestos durante as provas, contanto que sem interrompê-las e com respeito pelos outros competidores.

Mas ainda existe uma ameaça de sanções se quaisquer protestos forem feitos nos pódios de medalha durante o evento de 23 de julho a 8 de agosto. “O pódio e as cerimônias de medalhas não são feitos… para uma manifestação política ou outra”, disse Bach ao jornal Financial Times.

“Eles são feitos para homenagear os atletas e os ganhadores de medalhas por conquistas esportivas, e não por suas (opiniões) particulares”, afirmou Bach. “A missão é ter o mundo inteiro junto em um lugar e competindo pacificamente um com o outro. Isto você nunca conseguiria se os Jogos (se tornassem) polarizadores”, complementou o presidente do COI.

Embora os protestos de atletas nas Olimpíadas sejam raros, nos Jogos do México de 1968 os velocistas negros norte-americanos Tommie Smith e John Carlos foram expulsos do evento depois de abaixarem as cabeças e erguerem os punhos com luvas negras no pódio para protestarem contra a desigualdade racial. Na Olimpíada Rio 2016, o maratonista etíope Feyisa Lilesa ergueu os braços e cruzou os pulsos ao atravessar a linha de chegada para mostrar apoio aos protestos de sua tribo Oromo contra os planos do governo para realocar terras de cultivo.

Foto: Eugene Hoshiko/Pool via Reuters/Direitos Reservados

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Fukushima

Fukushima não permitirá mais torcedores em eventos olímpicos

A prefeitura de Fukushima, no Japão, proibirá espectadores nos eventos olímpicos que sediará devido às infecções de covid-19, afirmou o governo local, recuando em uma posição anunciada anteriormente pelos organizadores. A decisão é outro golpe nas esperanças do Japão de usar a Olimpíada para mostrar a sua recuperação de um terremoto e um tsunami devastadores que atingiram a costa norte uma década atrás, destruindo uma usina nuclear em Fukushima no pior acidente nuclear desde Chernobyl.

Os organizadores disseram na quinta-feira que não haveria espectadores na cidade-sede Tóquio, depois de um pico de coronavírus forçar o primeiro-ministro Yoshihide Suga a declarar estado de emergência na capital até o fim dos Jogos, que já foram adiados em um ano por causa da pandemia.

Mas afirmaram que espectadores seriam permitidos em Fukushima e outras prefeituras fora da capital. Na sexta-feira (9), os organizadores anunciaram que partidas de futebol no norte do Japão, na ilha de Hokkaido, seriam realizadas sem torcedores.

Fukushima, sede de sete partidas de softball e beisebol, pediu que os organizadores da Olimpíada proibissem espectadores e o pedido foi aceito, afirmou o governador Masao Uchibori.

Os organizadores afirmaram que planos para públicos restritos em Miyagi, Shizuoka e Ibaraki não haviam mudado.

Com informações da Agência Brasil


Foto: Reuters/Naoki Ogura/Direitos Reservados

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