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Coreia do Norte testa com sucesso míssil hipersônico; ONU pede diplomacia

Coreia do Norte testa com sucesso míssil hipersônico; ONU pede diplomacia

A Coreia do Norte fez teste de um míssil hipersônico, informou nessa quarta-feira (5.jan.2022) a agência oficial norte-coreana KCNA, o primeiro desse tipo realizado pelo país neste ano. O míssil transportava uma “ogiva hipersônica”, que “atingiu com precisão um alvo a 700 quilômetros (km) de distância”.

É a segunda vez que a Coreia do Norte faz o lançamento de míssil hipersônico, uma arma sofisticada que mostra os avanços da indústria de defesa de Pyongyang. O teste ocorre no momento em que a Coreia do Norte passa por grave escassez de alimentos e bloqueios devido ao SARS-CoV-2.

De acordo com militares sul-coreanos, Pyongyang disparou o que “se presume ser um míssil balístico” no Mar do Japão, a leste da península coreana, incidente que os serviços de informações sul-coreanos e norte-americanos “analisam cuidadosamente”.

Este é o segundo teste de míssil hipersônico, que pode demorar mais tempo para ser detectado do que os balísticos. O lançamento aconteceu depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ter prometido, em mensagem de ano-novo, reforçar as defesas de Pyongyang. As armas hipersônicas geralmente voam em direção a alvos em atitudes mais baixas do que os mísseis balísticos e podem atingir mais de cinco vezes a velocidade do som – cerca de 6,2 mil km por hora.

Reações

O governo japonês condenou o lançamento do míssil hipersônico no Mar do Japão (conhecido como Mar Oriental nas duas Coreias) pela Coreia do Norte e disse que vai reforçar ainda mais seus sistemas de monitoramento. “É extremamente lamentável que a Coreia do Norte tenha continuado a lançar mísseis desde o ano passado. O governo vai reforçar ainda mais a vigilância”, disse o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, em entrevista.

Os Estados Unidos também condenaram o lançamento do projétil não identificado e convocaram Pyongyang para negociações. “Esse disparo viola várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e representa ameaça aos vizinhos da Coreia do Norte e à comunidade internacional”, disse um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

“Continuamos comprometidos com uma abordagem diplomática em relação à Coreia do Norte e pedimos que ela se comprometa com o diálogo”, acrescentou a mesma fonte.

O governo do presidente Joe Biden tem dito repetidamente que está aberto a negociações com a Coreia do Norte, mas Pyongyang rejeitou até agora as propostas de diálogo, acusando Washington de seguir políticas “hostis”.

ONU pede diplomacia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou à diplomacia após o lançamento do projétil, pedindo conversações entre Pyongyang e as partes envolvidas. “O envolvimento diplomático e as conversações continuam a ser o único caminho para uma paz sustentável e a desnuclearização completa e verificável da península coreana”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Reuters/Direitos Reservados

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Governadora do RN pede afastamento do cargo para participar da 26ª Conferência da ONU que ocorrerá na Escócia

Governadora do RN pede afastamento do cargo para participar da 26ª Conferência da ONU, em Glasgow, na Escócia

A governadora Fátima Bezerra (PT), pediu afastamento de 15 dias do cargo à Assembleia Legislativa (ALRN), para participar da 26ª Conferência da ONU, que acontecerá em Glasgow, na Escócia, entre os dias 1º e 12 de novembro. Com o afastamento do cargo, o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) assumirá o cargo interinamente.

A chefe do executivo informou à Assembleia, que nos dias 03 e 04 de novembro, apresentará na Conferência da ONU “as ações adotadas no âmbito do Estado sobre o tema e potencialidades do Rio Grande do Norte a empresários e autoridades mundiais”.

Até o dia 14 de novembro, a governadora deverá passar também por Copenhague, capital da Dinamarca e Oslo, capital da Noruega, para “discutir avanços na implementação de energias renováveis no país, notadamente no Rio Grande do Norte, que atualmente possui o maior parque de energia eólica do Brasil”.

Para ela, essas ações são “de suma importância para o Estado vão ao encontro das iniciativas políticas e econômicas, que estão sendo empreendidas e adotadas para obtenção de resultados positivos em nossa economia, cumprindo o papel de melhoria da vida dos potiguares”.

Foto: Reprodução/Governo do RN

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A vexaminosa presença da comitiva brasileira na 75ª Assembleia Geral da ONU, por Rogério Melo

A vexaminosa presença da comitiva brasileira na 75ª Assembleia Geral da ONU, por Rogério Melo

Por Rogério Melo
Para o Por Dentro do RN

Essa semana começou bastante tensa para o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), que desembarcou em Nova Iorque (Estados Unidos), no domingo passado (19), por volta das 17h40, no horário de Brasília, para participar dos eventos e reuniões da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde realizaria o discurso de abertura na assembleia, na terça (21). A agenda oficial também incluiria um encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (que não aconteceu).

Sua presença por aquelas bandas não foi muito bem-vinda nem pela imprensa norte-americana (por quem cultivam profunda antipatia), nem por brasileiros residentes naquela cidade, que se manifestaram contra a comitiva brasileira em pelo menos duas situações. Os motivos das muitas polêmicas nas quais nosso chefe do executivo se envolveu se devem ao fato de declarar abertamente nunca ter se vacinado, ser um defensor do tratamento precoce contra a covid-19 (cuja eficácia nunca foi comprovada cientificamente), e de também não fazer uso da máscara como medida preventiva nos espaços públicos.

A partir daí, a viagem do presidente Bolsonaro e sua comitiva aos EUA foram seguidas por muitos outros “micos”. Talvez o maior de todos, e aquele que gerou mais memes entre os internautas foi quando ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, postou em uma rede social uma foto em que aparecem o presidente comendo pizza na rua em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães; Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência; Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; e o próprio ministro do Turismo.

Bolsonaro foi hostilizado até pelo prefeito da cidade de Nova Iorque, o democrata Bill Blasio, que chegou a declarar em um pronunciamento feito na segunda (20), que caso o presidente brasileiro não quisesse se vacinar, não precisaria nem ir à cidade. Nesse mesmo dia, pela manhã, Bolsonaro e sua comitiva tomaram o café da manhã no hotel onde estavam hospedados, em uma área reservada para eles, apesar da existência de uma placa informando a obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacinação no restaurante.

O motivo é que a cidade exige, desde 16 de agosto, que as pessoas apresentem comprovante de vacinação contra a Covid-19 para ingressar em lugares fechados, como restaurantes, cinemas, teatros e academias. Apesar disso, nenhum dos funcionários locais exigiram o documento. Apenas um encontro oficial com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, estava agendado para dia. A reunião seria para tratar sobre questões ambientais, entretanto, a vacina contra a covid-19 acabou se tornando a pauta.

No fim da segunda-feira, o grupo foi alvo de protestos de brasileiros em dois momentos diferentes: um no hotel onde a comitiva estava hospedada; e outro, em frente ao prédio onde fica o escritório brasileiro que representa o país nas Nações Unidas, durante um jantar com o embaixador brasileiro na ONU, localizado num bairro ao norte de Nova York.

Ao passarem pelos manifestantes, a comitiva foi recebida aos gritos de “genocida” e “assassino” e “fora, Bolsonaro”. Após o episódio, começaram a circular nas redes sociais um vídeo em que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se levanta do banco chacoalhando as mãos incessantemente com seus dedos médios em riste. Uma atitude, no mínimo, lamentável para um representante do Executivo Federal.

Na terça (21), pouco antes de seu discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve um breve encontro com o presidente polonês de extrema-direita, Andrzej Duda, para quem “ideologia LGBT” é pior que o comunismo.

Já durante o seu discurso que durou aproximadamente 12 minutos, o presidente Bolsonaro se posicionou contra o que vem sendo chamado de passaporte sanitário para vacinados, afirmou a não existência de corrupção no seu governo, descontextualizou informações sobre o desmatamento na Amazônia, afirmou que as manifestações ocorridas durante o 7 de Setembro foram “as maiores da história” (resta saber a qual história ele queria se referir), declarou que o desempenho econômico brasileiro está entre melhores dentre os países emergentes, e, claro, defendeu a adoção do chamado tratamento precoce contra a Covid-19.

E para fechar com chave de ouro a nossa coluna semanal, após o encontro com Boris Johnson, o ministro Queiroga anunciaria por meio de suas redes sociais ter testado positivo para a covid-19. Disse ainda que ficaria de quarentena (às nossas expensas, diga-se de passagem) nos EUA, “seguindo todos os protocolos de segurança sanitária”.

Ou seja, aqueles dedos médios em riste não foram só para os manifestantes contrários ao governo Bolsonaro em Nova Iorque, eles foram apresentados para você, leitor, que paga seus impostos para que seus representantes façam suas viagens de luxo. This is Brazil!

Foto: Rogério Melo

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Sobre Rogério Melo, que escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN

Coluna de Rogério Melo para o Por Dentro do RN (In Vino Veritas)

Rogério Melo tem 51 anos, é comunicador social, cientista social e mercadólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Também é mestrando em Ciência da Informação pela mesma instituição. Além disso, Rogério Melo escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN, às sextas feiras; e comenta sobre os fatos políticos do RN e do Brasil. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Presidente Bolsonaro se reúne com primeiro-ministro britânico nos EUA

Presidente Bolsonaro se reúne com primeiro-ministro britânico nos EUA

Em encontro na véspera da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, acompanhados de ministros e auxiliares, conversaram sobre as relações comerciais entre os dois países e o fortalecimento da parceria bilateral. A reunião ocorreu nesta segunda-feira (20) pela manhã, em Nova York, nos Estados Unidos. A informação do encontro bilateral é da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

De acordo com a pasta, eles também conversaram sobre seus programas de vacinação contra a covid-19, destacando a parceria entre Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a companhia farmacêutica AstraZeneca. Outro assunto abordado pelos dois líderes foi sobre a preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), que será realizada em novembro, na cidade Glasgow, na Escócia, país que faz parte do Reino Unido.

O presidente brasileiro está nos Estado Unidos para participar, pela terceira vez como chefe de Estado, da Assembleia Geral da ONU, cuja abertura será nesta terça-feira (21) pela manhã. Bolsonaro discursou pela primeira vez em 2019, no primeiro ano de mandato. Em 2020, por causa da pandemia, a Assembleia Geral foi totalmente virtual.

Na edição deste ano, o encontro está sendo em formato híbrido, com parte dos discursos gravados e outra parte presencial. Bolsonaro optou por viajar a Nova York para discursar presencialmente. Por tradição, o presidente brasileiro é o primeiro entre todos os chefes de Estado e de governo a fazerem discurso no plenário da ONU.

Na semana passada, durante sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro comentou sobre o discurso que pretende fazer na Assembleia Geral deste ano.

“Vou fazer o discurso de abertura. Um discurso tranquilo, bastante objetivo, focando os pontos que interessam para nós. É um palanque muito bom para isso também, serve como palanque, aquilo lá. Vamos mostrar objetivamente o que é o Brasil, o que estamos fazendo na questão da pandemia — coisa que somos atacados o tempo todo não é? — bem como o agronegócio, a energia no Brasil”, disse o presidente durante a transmissão. Ele também comentou que defenderá a validade da tese do marco temporal, atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), e que limita o reconhecimento de terras indígenas.


Com informações da Agência Brasil

Foto: Alan Santos/PR

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Bolsonaro repete que "só Deus" o tira da presidência e diz que não há 'comunista' na cadeira de presidente

Bolsonaro repete que “só Deus” o tira da presidência e diz que não há ‘comunista’ na cadeira de presidente

Durante o lançamento de um projeto de revitalização de bacias hidrográficas na cidade de Arinos, em Minas Gerais, nesta sexta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar que “só Deus” o tirará da cadeira de presidente. A declaração já havia sido dada anteriormente.

Na sua fala, Bolsonaro afirmou que governos anteriores enviaram “bilhões e bilhões de dólares para atender amigos que tinham identidade ideológica”. A fala foi direcionada especialmente a ataques à esquerda. Após a fala, Bolsonaro complementou dizendo que “isso faz com que muito nos ataquem constantemente. Mas quem me colocou foi Deus, só ele me tira daqui”.

O presidente também voltou a provocar e disse que estava confortável em saber que na cadeira do presidente “não está sentado um comunista”. Ainda durante o evento, ele confirmou que estará presente na ONU para realizar o discurso de abertura da assembleia-geral da organização na próxima terça-feira (21). Apesar de não revelar o tom ou o que será dito no discurso, ele adiantou que terá “verdade e realidade sobre o que é o Brasil e o que representamos verdadeiramente para o mundo”, disse.

Foto: Alan Santos/PR

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Brasileiros no Afeganistão

Ministério das Relações Exteriores emite nota em que afirma ‘não haver brasileiros no Afeganistão’

O Ministério das Relações Exteriores emitiu nota oficial, na noite desta segunda-feira (16), em que informa não haver registro de cidadãos brasileiros no Afeganistão no momento em que o país Oriente Médio vive um momento de caos completo com a tomada do poder pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã, pouco mais de um mês após o início da retirada das forças militares dos Estados Unidos, que ocuparam o país em uma guerra que durou 20 anos.

Como não há embaixada do Brasil no país, o apoio diplomático a brasileiros que porventura estejam em solo afegão está sendo feito pela Embaixada do Paquistão, país vizinho.

“Os telefones de plantão da Embaixada do Brasil no Paquistão (+92 300 8525941), que tem a jurisdição consular sobre o território afegão e da Divisão de Assistência Consular do MRE (+55 61 98197-2284) estão disponíveis para quaisquer brasileiros no Afeganistão que necessitem urgentemente de auxílio”, informou o Itamaraty.

Na nota, o governo brasileiro expressa “profunda preocupação com a deterioração da situação no Afeganistão e as graves violações dos direitos humanos”. O Itamaraty também pediu “rápido engajamento” da Organização das Nações Unidas (ONU) para estabelecer canais de diálogo e disse esperar que o Conselho de Segurança da ONU possa atuar para assegurar a paz na região.

“O governo brasileiro conclama os atores envolvidos a proteger os civis, respeitar o Direito Internacional Humanitário, garantir o acesso desimpedido da ajuda humanitária e respeitar os direitos fundamentais do povo afegão, em especial de mulheres e meninas. É necessário preservar os ganhos obtidos nas últimas décadas em matéria de proteção de direitos humanos, fortalecimento da democracia e desenvolvimento socioeconômico no Afeganistão”, diz a nota.

Mais cedo, em pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu a decisão de retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão. A saída dos militares dos EUA precipitou a tomada de poder pelos talibãs. Milhares de civis desesperados para fugir do Afeganistão lotaram a única pista do aeroporto de Cabul nesta segunda-feira, depois que o talibã tomou a capital Cabul, o que levou os Estados Unidos a suspenderem os voos de retiradas de funcionários da diplomacia e militares.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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