Operação Bergon - Ministério Público realiza operação contra grupo neonazista no RN

Operação Bergon: Ministério Público realiza operação contra grupo neonazista no RN

De acordo com o Ministério Público, o grupo neonazista no RN foi investigado por sete meses pela Operação Bergon.

O Ministério Público realizou uma operação contra um grupo neonazista em sete estados do Brasil, incluindo o Rio Grande do Norte, na manhã desta quinta-feira (16.dez.2021). A operação contou com policiais civis e promotores do MP, contra investigados disseminavam ódio a negros e judeus nas redes sociais. A operação foi batizada de Bergon.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, a operação Bergon cumpriu 35 mandados, sendo quatro de prisão e 31 de busca e apreensão, no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

De acordo com o MP, o grupo neonazista no RN foi investigado por sete meses, período de apuração de circunstâncias ligadas a uma associação criminosa que praticava atos violentos de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional através das redes sociais. O órgão explicou que, no mês de maio, foi identificado um dos alvos, que fazia uso de um aplicativo para espalhar ódio e atrair simpatizantes, principalmente com ameaças à população negra e judia.

Na ocasião, a Dcav solicitou à Justiça o pedido de prisão cautelar temporária de um mês do participante do grupo nazista no RN, além de expedição de mandado de busca e apreensão e quebra do sigilo de dados. A partir da análise da perícia, a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público encontraram largo conteúdo racista contra negros e judeus. As investigações descobriram diálogos ameaçadores, cooptação de simpatizantes, treinamento e principalmente disseminação de ódio.

Apenas um dos membros da quadrilha mora no Rio Grande do Norte. Os outros alvos da ação vêm do Rio de Janeiro (15), de São Paulo (9), do Rio Grande do Sul (2), do Paraná (2), de Minas Gerais (1) e de Santa Catarina (1).

Foto: Reprodução

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