🦠 SUPERFUNGO NO RN: Segundo caso confirmado e falha na limpeza é investigada

Entenda como o Candida auris se espalhou dentro do Hospital da PM e o que está sendo feito para conter a ameaça.

A Secretaria de Saúde do RN (Sesap) confirmou: o Hospital da PM tem um NOVO caso do fungo Candida auris. É o segundo registro na mesma unidade em menos de um mês.

Linha do tempo

📅 22 de janeiro: 1º caso confirmado.  📅 Início de março: 2º caso confirmado.  📅 Coletiva: Sesap explica as medidas.

O primeiro caso foi isolado. Agora, um novo paciente testou positivo. O que mudou de lá pra cá? A resposta pode estar na faxina.

🕵️‍♂️ A Vigilância Epidemiológica suspeita de CONTAMINAÇÃO CRUZADA. A hipótese? Falhas na higienização feitas pela equipe de limpeza do hospital.

Primeiro, achou-se que o fungo veio de outro hospital. Essa hipótese foi DESCARTADA. A conclusão é dura: a transmissão foi de pessoa para pessoa dentro do Hospital da PM.

Medida na hora! A Sesap reforçou a equipe de limpeza: de 13 para 18 profissionais. O foco é desinfetar tudo e conter o surto.

🔴 Fake news? O governo estadual garante: o hospital NÃO VAI FECHAR. A estratégia é isolar as áreas afetadas e fazer desinfecção terminal nos locais por onde o paciente circulou.

Conheça o inimigo: Candida auris. Identificado no Japão em 2009, chegou ao Brasil em 2020. Ele não é um fungo comum. Ele é um "super" fungo.

Conheça o inimigo: Candida auris. Identificado no Japão em 2009, chegou ao Brasil em 2020. Ele não é um fungo comum. Ele é um "super" fungo. Por que "SUPER"? Porque ele é resistente à maioria dos antifúngicos. Ele cria um BIOFILME, um escudo biológico que protege o fungo e impede o tratamento.

O perigo não é só o doente. O fungo sobrevive DIAS em superfícies: maçanetas, camas, equipamentos. Se a limpeza falha, ele se espalha.  Ele não ataca todo mundo. O foco são pacientes internados, com baixa imunidade ou outras doenças graves. Para a população geral, fora do hospital, o risco é BAIXÍSSIMO.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Carlos Costa/Assecom/Ilustração