Investigação aponta queda de veículo como causa provável
A Polícia Civil finalizou o inquérito sobre a morte da vendedora Ana Carla Roque, de 35 anos, ocorrida em julho do ano passado, sem apontar culpados pelo caso. A conclusão da investigação indica que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico decorrente de uma queda de veículo em movimento, conforme depoimentos e laudos periciais.
Ana Carla foi levada ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, por seu namorado e um amigo. Ela apresentava traumas no corpo e na cabeça, mas os dois homens deixaram o local antes da chegada das autoridades. A vítima foi atendida pela equipe médica, mas não resistiu.
Segundo informações fornecidas pelo hospital, o namorado de Ana afirmou que os ferimentos ocorreram porque ela teria pulado do carro em movimento, versão rejeitada pela família. A mãe da vítima, Maria da Conceição Alves, relatou que a família só foi informada da morte horas depois.
Investigação
A investigação conduzida pela Delegacia de Nísia Floresta incluiu depoimentos de testemunhas, perícias no veículo e análises das circunstâncias do incidente. O delegado Bruno Leonardo afirmou que as lesões eram compatíveis com a queda descrita, incluindo escoriações no rosto, joelhos, pernas e costas.

Além disso, a perícia no carro não encontrou indícios de violência interna, como sinais de luta ou espalhamento de sangue. “Os peritos criminais confirmaram que não houve evidências de agressões dentro do veículo”, explicou o delegado.
Com essas conclusões, o inquérito será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, sem indiciamento dos envolvidos.
Repercussão e questionamentos
A família de Ana Carla continua questionando a versão apresentada, destacando que a vítima havia saído de uma festa na praia de Pirangi pouco antes do incidente. “Minha filha estava bem. É difícil aceitar essa explicação”, desabafou a mãe.
Com informações do portal g1 RN
Foto: Reprodução
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