Cultura

Agenda Cultural de Natal e do Rio Grande do Norte; os principais lançamentos da Música, Cultura Pop, Literatura e dos Games você encontra publicado aqui, no Por dentro do RN.

Olhar para dentro, por Ana Beatriz Amorim

Olhar para dentro, por Ana Beatriz Amorim

A melhor coisa que fiz por mim nos últimos tempos foi voltar a escrever. Dividir a angústia foi um alívio – e já me fez pensar em várias coisas, algumas novas, outras nem tanto. Escrever me tirou da inércia. Ler os comentários de vocês é a mesma coisa que receber uma injeção de adrenalina, motivação e amor.

A gente vive um momento delicado. É muito louco. Exigimos demais de nós mesmos – e o mundo ao nosso redor parece exigir mais ainda. Temos que fazer muito, ter uma vontade incessante, nos dedicar a tudo com muita determinação.

Ao receber o convite para colaborar com essa coluna, confesso que fiquei reflexiva. Gosto de ficar em dúvida. De pensar “pra quê?”. De quase desistir, ao menos por um tempo. Me senti mais gente de verdade, menos personagem nesta internet que a gente se acostumou a viver como palco.

Ao construir os textos e ver que muitos de vocês sentem as mesmas coisas, meu nível de empatia aumentou em 100%. Empatia, essa palavra de que eu tanto gosto! Entre o primeiro post e este, comecei um daqueles trabalhos que nos fazem lembrar porque escolhemos uma profissão. O que eu mais gosto no Jornalismo é de fazer entrevistas.

Gosto de dialogar com gente que dedica a vida inteira a uma ideia, a uma causa; gente que fala com paixão sobre o que faz, sobre o que ainda quer fazer – e a força incessante de cada um deles é impressionante! Não poderia haver momento melhor do que esse de entrar em contato com gente admirável, inspiradora, que todos vocês vão adorar conhecer no decorrer das próximas publicações.

Ao longo dessas conversas, que podem durar uma hora, mas geralmente duram 5, 6, 7 horas ou um dia inteiro, voltei a perceber que uma das melhores coisas do mundo é conversar ouvindo com toda atenção o que o outro tem a dizer. Ando tão fascinada por isso! Você conversa 5, 10 minutos, ok, pode saber algumas coisas sobre alguém. Passou da meia hora, não tenha dúvida que vai descobrir, ao menos um pouquinho, as nuances, o que faz aquela pessoa ser quem é.

Voltar a fazer Jornalismo me lembrou do que une tudo que fiz e faço na profissão. A vontade de compartilhar as coisas do mundo que me interessam e me emocionam. É quando mostro, faço um convite, converso sobre as coisas que elas ficam mais legais de verdade. Há momentos em que tudo que a gente precisa é olhar para dentro, né? E depois ver o tanto de mundo que existe lá fora.

Este post é para agradecer pelas palavras de vocês, que me lembraram da essência da reflexão. É muito natural para mim dividir o que me emociona. Pode ser uma foto, uma música, uma história transformadora. O mundo é tão interessante, e eu me empolgo tanto com tanta coisa que é impossível não postar por aqui com todo o amor do mundo.

Vocês são demais! Muito obrigada.

Foto: Ilustração/Duane Michals

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Ana Beatriz Amorim Por Dentro do RN novo

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

A série Atypical e suas reflexões, por Alexandre Vitor

A série Atypical e suas reflexões, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Como você se sentiria se fosse excluído simplesmente por ser diferente? Não por escolher, mas por ser diferente? Atypical é uma série estadunidense que mescla drama e comédia. Se concentra na vida de Sam Gardner, um adolescente autista que não possui muitos amigos. O garoto, além de enfrentar a solidão e outros dramas diários, passa por situações hilárias tentando encontrar uma namorada e ter suas primeiras experiências sexuais.


Por causa de Sam, também vamos conhecer as dificuldades que afetam o restante da família: sua irmã Casey e seus pais, mostrando que ninguém tem um manual de instruções de como conviver com o diferente. A série é um exercício de empatia para o expectador e de reconhecer que, mesmo com inabilidades em alguns setores, Sam, com seus esforços, consegue ter grandes momentos e ser mais verdadeiro que muitos ditos “normais”.


A série foi encerrada nesse ano após 4 temporadas de risos, lágrimas e situações bem constrangedoras. Vale a pena dar uma procurada na Netflix nesse final de semana. Tenho certeza que você vai ver os “diferentes” com um olhar ainda mais parceiro.


Dedico o texto de hoje a todos os garotos autistas, em especial a Ângelo e Augusto, que sempre encontro nos passeios pelo shopping.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Karatê kid e Cobra Kai, a ressurreição, por Alexandre Vitor

Karatê Kid e Cobra Kai, a ressurreição, por Alexandre Vitor


Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Se você, que está lendo essas linhas, é um adulto e teve sua juventude nos anos 80, tenho certeza que viu os filmes Karatê Kid, grande sucesso na época. Se você, que está lendo essas linhas é uma criança/adolescente, provavelmente já assistiu ou ouviu falar na série Cobra Kai. E se assistiu, resolveu voltar no tempo (influenciado por seus velhos) e acabou assistindo os Karatês… de qualquer forma, se você não sabe do que estou falando, é porque esteve morando em Marte nos últimos anos.


Karatê Kid é uma sequência de 4 filmes estreado em 1984, com Ralph Macchio, Pat Morita e William Zabka. Os filmes, os três primeiros pelo menos, se concentram na vida de Daniel Larusso, um adolescente solitário que acabara de se mudar para a Califórnia. O garoto encontra dificuldades em se adaptar na nova cidade, pois é frequentemente vítima de bullying dos valentões da sua escola, liderados por Johnny Lawrence. Para conseguir contornar essa situação (e sobreviver), ele se aproxima de Sr. Miyagi, um mestre no Karatê, que o ensina não só as técnicas de autodefesa, mas também vira uma figura paterna para o cara. As continuações são voltadas a outras questões, mas ainda temos uma boa pegada sobre a arte do Karatê.


Existe um remake de Karatê Kid lançado em 2010 estrelado por Jaden Smith e Jackie Chan. Só que, nesse filme, a arte marcial é o Kung Fu. Mas como assim? Então o filme deveria ter se chamado Kung Fu Kid, não?


Recentemente, em 2018, foi lançado um spin-off chamado Cobra Kai, nos streamings Netflix e YouTube Premium, em que, já adultos, as rixas entre Daniel e Johnny se tornam maiores, envolvendo também seus filhos, amigos e toda a cidade. O problema vai aumentando a cada capítulo, o que torna a série envolvente.


A série tem uma boa produção, tem boas tiradas cômicas zoando com os costumes dos anos 80, que pareceu ser uma década bem divertida. Também é bom ver na série que as coisas não são tão preto no branco como pareciam ser no filme; e o vilão pode não ser tão vilão assim. Também há os conflitos da galera jovem; e todos acabam juntos e misturados.


Vale a pena fazer a maratona completa, começando com os Karatês, mesmo com aquela pegada bem datada nos anos 80, para se situar melhor em algumas lembranças e não ficar perdido em algumas piadas da série atual. Lembrando que a série ainda está em andamento, com sua 4ª temporada esperada para dezembro de 2021 e com mais promessas de continuação.


E você, já viu Karatê Kid? Está se identificando mais com Daniel ou com Johnny? Comenta aí.

Essa coluna de hoje é em homenagem aos meus amigos do Dojo Samurai.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Buscando espaço para os encontros, por Ana Beatriz Amorim

Buscando espaço para os encontros, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Viver uma pandemia não estava nos meus planos. Me falta repertório emocional para passar por um momento histórico desse nível. Até gostava de ver filmes e de ler sobre futuros meio catastróficos, meio inevitáveis, mas ainda assim distantes. No futuro, afinal. Agora, enquanto um vírus se espalha, queria escapar para o futuro-onde-sim-vai-ficar-tudo-bem-tomara. Ou então voltar para o passado, quando podia encontrar quem quisesse no momento que estivesse a fim. Saudade dos bons encontros.

Porque na vida vivida pelas telas, alternando entre celular e computador, terminando o dia de frente para TV, vemos pedaços da gente. Estamos em uma observação constante sobre nós mesmos refletidos em lives, reuniões no Zoom, videochamadas. Ainda bem que vivemos essa pandemia em um momento em que a internet dá conta de reproduzir múltiplos espaços da nossa vida, claro.

Dá pra trabalhar, estudar, fazer doação, encontrar os amigos, buscar entretenimento e informação (essa última, quanto mais moderação, melhor para sua saúde mental). É por ela que tentamos suprir a falta do outro com uma checagem emocional constante – agora a interlocução conta com minutos iniciais para conferir se tá dando para atravessar o dia. Ainda assim, que saudade de abraçar.

Saudade de ver, encostar, ocupar o mesmo espaço, ficar na rua, dançar, passear pela cidade, ir de uma exposição a um restaurante, emendar com a sobremesa, migrar para o quintal dos amigos, apertar as crianças que estamos deixando de ver na idade que elas têm agora – e me parte o coração ir ao Parque das Dunas e não poder interagir com um menino de três anos enquanto ele se diverte com um cachorro que é seu amigo também. Tem dias que sinto falta até da conversa de elevador, quando a gente conseguia falar sobre o tempo, e não sobre a pandemia vivida no pandemônio que se tornou o Brasil desde 2020.



É no final de semana que essa saudade se intensifica. Quando a gente fazia tudo isso prolongando o dia para ficar junto, cada hora revendo mais um amigo, naquela aglomeração de afeto que era capaz de nos dar mais energia de vida. Conversando sobre diversos assuntos, lembrando do que acabou de acontecer durante a semana, da partida de futebol, dos planos, das viagens, reforçando nosso entendimento de que a gente vive bem quando vive junto. Ouvindo música, escutando o outro de corpo inteiro, experimentando até ficar em silêncio também. A conversa pela tela é focada, não deixa espaço para a pausa. E tantas vezes é no silêncio compartilhado que acontece uma conexão mais profunda.

A certa altura talvez muitos de nós vamos furar a quarentena, imagino. Porque a gente tem necessidade de afeto, de abraço, de toque, de ficar junto. E, sem previsão de quanto tempo vai durar a pandemia, vamos precisar desenhar alternativas para ver o outro com segurança, respeitando protocolos. Uma amiga me ajudou a levar o pensamento para um lugar menos rígido, falando de necessidade versus risco. “Comprar comida num supermercado é alto risco, mas grande necessidade, por isso vamos. No começo da pandemia a gente colocou os encontros como baixa necessidade. Mais de um ano depois virou alta necessidade”

A gente precisa reforçar os cuidados mesmo com a chegada e o acesso à vacina para poder entrar em contato com nossas pessoas queridas. Ao montar logística para rever alguns, confesso, primeiro senti angústia e quase um desespero. Para logo depois pensar que essa atitude de buscar espaço para os encontros pode se tornar possibilidade também.

Se é disso que vamos precisar para viver momentaneamente o presente com um pouco mais de afeto, me vem à cabeça uma figurinha de WhatsApp: já tô com roupa de ir. Porque não vejo a hora de tomar minha segunda dose da vacina e a gente se encontrar de novo com os devidos cuidados – e mais uma vez sempre com a esperança de que teremos dias melhores.

Foto: Ilustração/Getty Images

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Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

A Última Festa: mais um favoritado?, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Sabe aqueles livros que têm um assassino que te deixa louco? Que você fica a toda hora elegendo um novo suspeito? Acabou de encontrar um bom exemplar.

Olá, querido leitor do Por Dentro do RN. Hoje, iremos comentar um pouco sobre o livro de suspense “A Última Festa”, da autora britânica Lucy Foley. Sim, é aquele livro de ficar com o coração na mão e roer as unhas.

Aqui, nós vamos conhecer um grupo de nove amigos que se relacionam desde a escola e passam o réveillon juntos todos os anos, para relembrar os velhos tempos. Em uma ocasião, eles escolhem uma hospedaria afastada nas Terras Altas da Escócia, onde neva muito e cujo acesso é difícil, tanto para chegar como para sair. Hotel? Neve? Isolamento? Alguma lembrança de um filme/livro famoso com esses elementos? Vislumbrei uma suave inspiração em “O Iluminado”, clássico de Stephen King que foi adaptado, em 1980, por Stanley Kubrick.

Voltando à obra, por trás de uma aparente harmonia, todos possuem arestas antigas uns com os outros; e isso acaba culminando em um assassinato. O diferencial é que, além de não sabermos quem é o assassino (claro!), também não sabemos quem foi o assassinado. Muitos eventos estranhos e suspeitos acontecem no decorrer da estória.


O livro, além de divertido pelo mistério, também levanta questões sobre amizades que julgamos verdadeiras e que, na verdade, podem esconder muito rancor represado e mascarado que acaba vindo à tona. Falhas? Sim, temos: achei que a vítima foi um tanto previsível. Eu, que não tenho tanta experiência no gênero, descobri com pouca dificuldade.

Para alguém mais aficionado, tipo leitor de Agatha Christie, seria moleza. Já descobrir o assassino é um pouco mais complicado. Mesmo assim, vale a leitura. Particularmente, achei a proposta do livro interessante. A autora soube criar uma atmosfera de tensão, ligando o passado e o presente de forma instigante. Se você ainda não conhece, aproveite esse feriadão e vá correndo às livrarias.

E você, pretende ler o quê nesses dias de folga? Fala aí nos comentários. E valeu por estar acompanhando “O Papiro é Louco” aqui no Por Dentro do RN.

Foto: Reprodução/Coisas de Mineira

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

A gente passa a vida com medo: medo de morrer, de ficar tempo demais no emprego errado, de não ter o colo dos amigos quando a gente mais precisa, de não fazer as viagens dos sonhos, de não conseguir comprar a casa própria, de não encontrar alguém para casar e ter filhos. De todos os medos, o que mais me aflige é o de não conseguir amar.

Porque vamos combinar: depois de um, dois, três corações partidos, fica fácil pensar que nada vai dar certo, que as relações viram DRs intermináveis que culminam em mágoas quase eternas. Nos livros, nos filmes, nas músicas que a gente passa o tempo todo lendo, vendo e ouvindo, todo mundo sofre por amor; e a gente acha lindo, se identifica, quer viver aquela avalanche de paixão, de tesão, de loucura.

Quando chega a vida real, todo mundo parece querer o conto de fadas, enxergando no outro a imagem da perfeição, alguém sem um passado que diga muito, alguém que mal tenha um presente (só se for com você) e cujo futuro esteja inevitavelmente atrelado ao seu e comece a ser planejado imediatamente.

Não, pessoal, menos! Vamos com calma! É preciso entender que a gente é a soma de tudo o que nós vivemos, principalmente de tudo o que vivemos com outras pessoas. São as histórias de amor que deixam a gente do jeito que é: às vezes mais madura, às vezes mais medrosa, às vezes mais otimista para buscar de novo, mas sempre diferente e mais experiente.

O que a gente é hoje é o que importa. A gente faz o que pode e, na maioria das vezes, é de todo o coração. Afinal, por mais que o medo insista em se instalar, ainda vale mais uma paixão louca do que um coração congelado.

Foto: Reprodução/Tatiana Pezzin

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Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Falando sobre o filme americano 'Correndo Atrás' (Whatever It Takes), dos anos 2000, por Alexandre Vitor

Falando sobre o filme americano ‘Correndo Atrás’ (Whatever It Takes), dos anos 2000, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para a coluna O Papiro é Louco, no Por Dentro do RN

Hoje, irei falar (e tentar convencê-los a assistir) sobre o filme adolescente “Correndo Atrás”. Eu sei, eu sei, se trata de uma comédia romântica, coisa de ‘menininhas’, de acordo com algumas pessoas. Então, vamos fingir que não conhecemos alguns caras que adoram esse gênero, mas negam até a morte – e fazem o “grande sacrifício” de acompanhar a irmã ou a namorada no cinema.

Melhora se disser que o filme foi inspirado no clássico Cyrano de Bergerac? Soube que o filme fez sucesso à época do lançamento de sua refilmagem, com o ator Gerard Depardieu? Mas, como ainda não li nem assisti, não posso opinar nem correlacionar com “Correndo Atrás”.

Também ajuda se disser que o filme tem no elenco Shane West (Um Amor Pra Recordar), Jodi Lyn O´Keefe (Prision break, The Vampire Diaries) e James Franco (Planeta dos Macacos – A Origem e Homem aranha) , todos ainda bem no inicio das suas respectivas carreiras?

A trama trata, como muitas comédias românticas, de dois caras querendo conquistar as garotas dos seus sonhos e, para isso, fazem um acordo e muitas loucuras, no melhor sentido de “uma mão lava a outra”. Têm aqueles personagens bem clichês do cinema estadunidense: a popular, o bonitão, os CDFs, o palhaço da turma, o azarado; mas não é um besteirol.

Também podemos extrair algumas lições desse longa; como, por exemplo, valorizar as amizades verdadeiras ao invés daquelas que têm interesses incluídos, e também nunca fingir ser uma pessoa que não você mesmo.

Sinceramente, gostei desse filme. Assisti a ele pela Netflix há algumas semanas, um tempinho depois do lançamento. A cronologia foi bem construída, piadas na medida certa e personagens com boas motivações. Mas, como nem tudo são flores, é claro que teve alguns defeitinhos. O principal é o desfecho, muito abrupto e adocicado ao meu ver.

Está aí minha dica bem light para essa semana. Se você já viu ou vai entrar na minha onda, mesmo sem gostar de comédias românticas e só vai assistir para acompanhar sua irmã, comente aqui o que achou.

Foto: Ilustração

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN


Alexandre Vitor
 tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
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E fora do Story, você está bem Por Ana Beatriz Amorim

E fora do Story, você está bem? – Por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Todo mundo é feliz na internet; e que assim seja, porque se tem uma coisa que a rede mundial de computadores permite é que você edite a sua vida. Muita gente faz isso no mundo offline. A diferença é que, quando as pessoas atualizam os seus status, feed ou stories, você recebe uma avalanche de informações que não teria condições de acompanhar na vida real. É mais fácil ler toda a sua timeline do que marcar encontro com cada um que posta ali.

O Instagram vira, então, um reality show – 24 horas por dia, sete dias por semana – de pessoas compartilhando suas vidas incríveis, bem-sucedidas; de viajantes do mundo que não passam por nenhum drama. Quase sempre a vida dos outros parece melhor do que a nossa. Mas será que é possível ser feliz o tempo todo? Todo mundo sabe que não; todavia, ninguém se furta de pensar coisas do tipo: “Nossa, a vida de fulana é tão organizada. Ela, na minha idade, já tem casa, marido e filhos”. A internet é linda, mas causa uma ansiedade enorme na gente.

Talvez isso aconteça porque passar horas na internet nos faz criar um ciclo vicioso. Você está ali, sente necessidade de falar alguma coisa, de compartilhar uma música que seja. Faz isso, recebe uma curtida, alguns comentários e já sente vontade de falar e postar mais. Em paralelo a tudo isso, também acompanha a vida dos outros como se fosse um seriado, fazendo as mesmas coisas que você.

Fico aqui pensando numa solução; e acho que parte dela está numa campanha por um mundo virtual mais real, com mais gente de verdade. Afinal, nem lá nem cá, talvez só na TV, as pessoas vivem num comercial de margarina, né?

Foto: Reprodução/Coluna da Ana Beatriz Amorim

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Sai de cena a guitarra violada de Paulo Rafael, por Abner Moabe

Sai de cena a guitarra violada de Paulo Rafael, por Abner Moabe

Ter uma identidade artística única é para poucos, independente de qual seja a linguagem. Na música, ter uma sonoridade que soe original depende de vários fatores; e, se Alceu Valença teve êxito nessa empreitada, muito se deve a Paulo Rafael, guitarrista, arranjador e seu fiel escudeiro por 46 anos, falecido hoje aos 66 anos após uma batalha contra o câncer.


Tendo iniciado sua carreira na banda Ave Sangria, que já apresentava uma sonoridade ousada numa mistura de rock psicodélico e música nordestina, Paulo Rafael e Alceu se conheceram numa noitada em Olinda, curiosamente na mesma noite em que Alceu conheceu de perto uma jovem bailarina que mais tarde ele a batizaria de “a moça bonita da praia de Boa Viagem”.

Mas é apenas em 1975 que a história dos dois no palco começou de fato; quando Alceu convidou o Ave Sangria para lhe acompanhar no festival Abertura defendendo a música Vou Danado pra Catende. A banda preferiu seguir sendo base para Alceu Valença e, ao longo dos anos, os músicos foram saindo, restando apenas Paulo Rafael.


Com exceção de Molhado de Suor (1974), todos os demais discos de Alceu Valença tiveram a presença da guitarra de Paulo Rafael; e é praticamente impossível pensar no que seria da música do artista de São Bento do Una sem seu o parceiro guitarrista. Paulinho, como era carinhosamente chamado, foi o a cara e o som da guitarra nordestina e deu a sonoridade que transformaria Alceu em um ícone da música brasileira; e isso é um das coisas que mais chama a atenção. Paulo Rafael nunca foi de procurar os holofotes, preferia ficar ali do lado direito do palco com a sua guitarra fazendo o necessário para que a Alceu e a sua música fossem as estrelas. E conseguiu.


Vai ser difícil ouvir o riff inicial de Anunciação com a mesma emoção. Eu costumava dizer que, provavelmente, os dedos de Paulo Rafael já faziam esse solo automaticamente de tanto que ele tocou essa música na vida; sem contar em outras tantas linhas de guitarra e solos marcantes que absolutamente todo e qualquer brasileiro já ouviu mesmo sem querer. Como li mais cedo, quem é fã de Alceu é fã de Paulo Rafael mesmo que não saiba, pois ele entrou para o seleto rol dos que conseguiram o feito de tocar o coração de uma nação tão heterogênea como a nação brasileira.


Se tantas vezes sua guitarra anunciou a chegada numa manhã de domingo, No Romper da Aurora de uma segunda é que ele nos deixa e eu apenas agradeço cantando:


“Quando o sol beijar a lua
E a lua for embora
Entro na rua do Sol
Dobro na rua da Aurora
Meu amor eu vou chorando
É chegada a nossa hora
Meu bem já vou embora
Vou, eu vou
No romper da aurora
Vou que vou”

Ao mestre Paulo Rafael, toda a minha reverência!

Foto: Reprodução/Instagram

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Além de Paulo Rafael e Alceu Valença, Abner Moabe também fala sobre cultura brasileira, MPB e artistas potiguares no Por Dentro do RN

Abner Moabe fala sobre Paulo Rafael no Por Dentro do RN

Abner Moabe tem 27 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Além disso, atua no projeto de educação e cultura Conexão Felipe Camarão e vem desenvolvendo projetos de pesquisa sobre a música do Rio Grande do Norte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Instagram: @abnermoabe
Twitter: @abner_moabe

Cantor Zé Ramalho retira “Admirável Gado Novo” do disco de Sérgio Reis e proíbe execução da música pelo artista

Zé Ramalho retira “Admirável Gado Novo” do disco de Sérgio Reis e proíbe execução da música pelo artista

O cantor paraibano Zé Ramalho, de 71 anos, anunciou, neste sábado (21), que não vai participar do disco nem autoriza a inclusão da música “Admirável Gado Novo” pelo cantor Sérgio Reis. De acordo com o colunista Ancelmo Gois, do O Globo, a decisão de Zé Ramalho, é por entender que “sua presença já não faz sentido”. O compositor e sua editora também não liberaram a utilização da música.

Zé Ramalho participou da gravação em 2019 de Sérgio Reis como convidado, e agora se junta a outros artistas, como Maria Rita, Guilherme Arantes e Gutemberg Guarabyra (da dupla Sá e Guarabyra) que desistiram de participar da gravação do novo disco de Sérgio Reis. O sertanejo viralizou em redes sociais convocando uma greve nacional de caminhoneiros como protesto contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi alvo de busca e apreensão em sua casa na última sexta-feira (20).

Foto: Reprodução

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Ana Beatriz Amorim

A arte de registrar, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Hoje, celebramos o dia mundial da fotografia. Além de abordar o tema por ser tão apaixonada por essa arte, resolvi compartilhar alguns dilemas da profissão de fotojornalista que em diversos momentos eu me perguntava: “será que devo parar de fotografar e abaixo a câmera de vez?”.

O fotojornalismo é uma profissão muito, muito instigante. No período em que estive “na rua”, vivi situações, conheci lugares e pessoas que, muito provavelmente, eu não conheceria se não fosse jornalista. Diariamente, a gente se depara com as mais diferentes histórias, das mais bonitas às mais dolorosas.

Ser testemunha dessas histórias e poder contá-las por meio de textos e imagens é uma experiência muito rica e gratificante. Mas, como todas as coisas vêm com seus bônus e ônus, nem sempre é fácil e nem sempre é confortável vivenciar tudo isso com uma câmera nas mãos.

Uma das situações que acho mais difíceis de se fotografar são os enterros, principalmente, os relacionados à violência . O profissional está ali, de certa forma invadindo aquele espaço, aquele momento de tristeza, de dor, do sofrimento da perda, do inconformismo, da revolta. É difícil não se sentir desconfortável, é difícil buscar boas imagens sem ser notado, sem ser indelicado, porque por mais que você tome cuidado em ser sutil, a sua presença ali muitas vezes é encarada como desrespeito para os familiares e amigos do falecido.

Já perdi as contas de quantas vezes me chamaram de urubu e já perdi as contas de quantas vezes me senti como tal. Mas tenho meus limites, nem sempre consigo respirar fundo, ignorar os olhares duros e continuar fotografando. Tem hora que preciso abaixar a câmera e respeitar aquela dor. Mas aí surge o meu grande dilema: e se eu chegar no meu limite e abaixar a câmera e o fotógrafo da concorrência não fizer o mesmo?

Já vivi isso diversas vezes. E em muitas delas, tive de passar dos meus limites pra não perder “A” foto. É inevitável falar desse assunto e não lembrar dos depoimentos incríveis dos fotógrafos Greg Marinovich e João Silva, no livro O Clube do Bangue-Bangue, que relata a cobertura fotográfica dos conflitos civis que marcaram o período de transição entre o apartheid e a república democrática, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, na África do Sul.

Nunca vivi nada nem parecido com o drama de uma guerra, mas Greg Marinovich levanta uma questão que tem muito a ver com essas situações de limite que os fotógrafos vivem no dia a dia de um jornal: tragédias e violência certamente geram imagens poderosas. os registros do que vêm sendo feitos no Afeganistão é o exemplo mais atual. É para isso que somos pagos. Mas cada uma dessas fotos tem um preço: parte da emoção, da vulnerabilidade, da empatia que nos torna humanos se perde cada vez que o obturador é disparado.

Não me sinto menos humana a cada click que dou em uma pauta difícil. Pelo contrário, busco ainda mais a minha humanidade e o meu respeito pelo ser humano. E em todas as fotos que faço, tento passar isso. Lembro-me muito de uma pauta bem dolorida que fiz, o enterro de uma menina de 13 anos que tinha sido atropelada. As pessoas, principalmente crianças, estavam muito emocionadas no velório e isso mexeu bastante comigo.

Teve um momento que subi em uma sepultura, porque tinha muita gente e eu não tinha bom ângulo para fotografar de baixo, e uma senhora gritou para mim: “mas é um urubu mesmo!”. Engoli seco, continuei fotografando, depois desci da sepultura, me afastei um pouco e tentei me acalmar.

Eu estava visivelmente mal com aquilo e uns cinco minutos depois, a mesma senhora se aproximou, notou minhas lágrimas e me pediu desculpas falando: “Não é fácil para você estar aqui, não é? Estou vendo que você mesmo bem jovem tem coração, me perdoe”. Fui embora daquele cemitério pensando muito no meu papel de fotojornalista e nos meus sentimentos enquanto fotógrafa e pessoa.

As cenas fortes são extremamente fotografáveis, isso é um fato. Uma fotografia de um choro desesperado emociona, outra de alguém desmaiando também emociona. Mas existem formas e formas de se fazer essa imagem. Sem falar que não dá para passar por cima de tudo para se conseguir uma fotografia digna de prêmio.

Nós estamos lidando com pessoas, com sentimentos, e não dá para ignorar isso. Daniel Cornu, no livro Jornalismo e Verdade diz, de maneira bem dura, que “o jornalista que seja tentado em tais circunstâncias a esquecer o respeito que deve ao outro, vítima, testemunha, parente, espezinha o respeito que deve a si mesmo: não é mais que instrumento – meio! – da informação. Está reduzido à função que o sistema mediático lhe atribui. É prisioneiro de um determinismo reificante, de que seu próprio cinismo não é capaz de o libertar (…)”.

Abaixar a máquina, para mim, é antes de tudo respeitar a mim mesma. Há momentos nos quais a gente precisa recuar e pronto. A minha hora, talvez, não seja a mesma do fotógrafo ao lado e muitas vezes não é, porque cada pessoa reage de um jeito diferente diante dessas situações. E eu não quero dizer com isso que um fotógrafo seja mais sensível ou humano do que outro, de jeito nenhum. O limite de cada um é diferente, apenas isso.

Foto: Ana Beatriz Amorim

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Vannick Belchior vai se apresentar em Natal com As Coisas que Aprendi nos Discos no Belch Bar

Inspirada na obra do pai, Vannick Belchior vem a Natal para show ao vivo no ‘Belch Bar’ em outubro

O local escolhido para a estreia de Vannick Belchior, filha de Belchior, foi o ‘Belch Bar’, localizado no bairro de Candelária, em Natal.

Vannick Belchior tem apenas 24 anos e é a única filha nordestina do compositor sobralense falecido em 2017. Graduada em direito, ela tem a mesma idade de Belchior quando este partiu rumo ao Sudeste com o sonho de cantar. Ela fará dois show na capital potiguar nos dias 01 e 02 de outubro.

A artista acaba de lançar o show ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’ e se apresentará com banda própria durante as duas noites que estará em Natal. Um dos integrantes do grupo, inclusive, trata-se de Tarcísio Sardinha, parceiro de longas datas do poeta cearense. Sardinha também é o diretor artístico do evento.

Antes de subir ao palco, Vannick Belchior será recepcionada pelo poeta Thiago Medeiros, que apresentará o seu ‘Insurgências Poéticas’, recitando Belchior; e também por Carlota Nogueira, responsável por uma discotecagem exclusivamente com releituras das músicas do artista. O início do evento está marcado para as 17h30 de sexta-feira (1) e para as 17h do sábado (2).

Além disso, o ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’, de Vannick Belchior, marca a estreia da artista nos palcos. E, se depender dela, será um verdadeiro passeio pelos clássicos de Belchior.

Entre as 17 faixas divulgadas do repertório, estão “Velha Roupa Colorida”, “Tudo Outra Vez”, “Apenas um rapaz latino-americano”, “Alucinação” e “Como Nossos Pais”. Em recente entrevista ao Diário do Nordeste, Vannick declarou que teve de “entender e compreender muita coisa, superar muita coisa para tocar na obra dele e em relação ao cantar. [O show] chega no momento certo da minha vida”, conclui Vannick Belchior.

Sobre o Belch Bar e show de Vannick Belchior

Localizado em Natal, o Belch Bar fica no bairro de Candelária, na Rua Marechal Rondon, número 3501. Na rua da igreja católica, seguindo no sentido Integração. O show de Vannick Belchior ocorrerá a partir das 17h30 de sexta-feira (1º de outubro de 2021) e para das 17h do sábado (2 de outubro de 2021).

Foto: Reprodução/Internet

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Ana Beatriz Amorim fala sobre as olimpíadas

Encerramento das Olimpíadas, por Ana Beatriz Amorim


Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Eis que a Olimpíadas de Tóquio chegaram ao fim. Foram mais de duas semanas e já começo a ter saudade das diversas modalidades, da emoção de goles impróprios para cardíacos, da beleza das melhores jogadas e desempenhos.

As Olimpíadas também foram a da festa e do luto, porque, às vezes, uma competição esportiva desse nível é uma alegria que dói, e a música que celebra alguma vitória dessas soa muito próxima do silêncio retumbante do campo/quadra/pista vazio, onde a noite/madrugada já caiu e algum derrotado continua sentado, sozinho, incapaz de se mexer, em meio às imensas arquibancadas sem ninguém devido ao momento ainda difícil que estamos vivendo.

Durante as Olimpíadas, incontáveis vezes me emocionei com a história dos atletas e técnicos, acompanhei muitos lances, fiquei nervosa, admirei a garra e gritei sozinha, putaquepariuporracaralho. Isso é o esporte, meus amigos. Não canso de repetir: o ambiente com os valores mais nobres que já vi. É reconhecimento, gratidão, disciplina, fair play e determinação.

Experiência sensacional, que eu quero repetir ainda muitas outras vezes. Obrigada, esporte. Ouvir o hino nacional, com nossos representantes no pódio olímpico, com a bandeira subindo, é das coisas mais emocionantes da vida.  A primeira medalha chegou prateada com Kelvin Hoefler e foi no skate.

Tivemos o bronze no judô com o Daniel Cargnin, a segunda prata no skate de Rayssa Leal, atleta e medalhista mais jovem da história olímpica do Brasil. O Fernando Schefer faturando o bronze nas piscinas.  O primeiro ouro do Brasil em Tóquio chegou logo com meu conterrâneo do Rio Grande do Norte, você foi um monstro no surf, Italo Ferreira. Você escreveu a historia do esporte e se emocionou ao lembrar da sua, foi demais.

Mayra Aguiar, deu show e foi a primeira mulher a ganhar três medalhas olímpicas em esporte individual. Rebeca Andrade foi prata e conquistou a primeira medalha olímpica da história da ginástica feminina do Brasil. E logo no individual geral e dias depois tornou o feito ainda mais especial com a conquista do ouro no salto. Primeira campeã olímpica da ginástica brasileira. Outras que fizeram história foram a Laura Pigossi e a Luisa Stefani que conquistaram nossa primeira medalha olímpica no tênis com o bronze, elas salvaram quatro match points seguidos.

O bronze do Bruno Fratus na natação foi emocionante do começo ao fim. Do beijo no bloco de partida até os segundos finais da prova. A conquista do bronze no atletismo com o jovem Alison Santos, foi épica. Martine Grael e Kahena Kunze têm que ser reverenciadas. Entraram para o seleto grupo de brasileiras que levaram a medalha de ouro em duas olimpíadas seguidas. Outro que entra para o seleto grupo de brasileiros com duas medalhas no atletismo,  é o Thiago Braz com seu bronze no salto com vara.

Quase duas horas de prova e a Ana Marcela conquistou o ouro na maratona aquática, fez história e transbordou emoção com mais esse triunfo brasileiro. Pedro Barros, já consagrado no mundo do skate agora também é herói olímpico com a conquista da medalha de prata. Deu show nas manobras e no alto astral. No boxe, Abner Teixeira garantiu o bronze e o feito inédito no esporte.

Isaquias Queiroz na canoagem com toda sua confiança e espontaneidade foi ouro e agora tem medalha de todas as cores. É um dos grandes heróis do esporte do Brasil. A história desse atleta e de muitos outros merece ser descoberta e lida mil vezes. A canoa que lá em Ubaitaba era o único transporte dele para ir de um lugar a outro, durante as Olimpíadas o levou para um lugar sem volta: o dos melhores atletas do mundo!

Hebert Conceição foi ouro com uma virada que era considerada praticamente impossível. Um nocaute nos últimos segundos do último round, bem estilo filme do Rocky Balboa, sensacional. Que madrugada. Fiquei elétrica por horas com esse feito. O futebol masculino teve uma final emocionante com direito a pênalti perdido e gol na prorrogação para conquista do ouro ficar ainda mais especial. A Beatriz Ferreira levou a prata no boxe e mostrou ser uma baixinha gigante.

Foi lindo acompanhar sua luta. Que raça e determinação! No vôlei feminino, as coisas não se encaixaram no jogo final e ficamos com a prata. Orgulho da trajetória desse time. Essa prata valeu muito. Tivemos a melhor campanha da história do Brasil nas Olímpiadas. Parabéns para todos os atletas que lutaram por medalha em um país que mal investe em esporte. Vocês foram gigantes, resgataram nosso orgulho e não me deixaram dormir direito.

Uma lição que aprendi durante esse período é que a gente não tem como garantir o resultado. Mas a gente tem como garantir como a gente vai se portar diante de qualquer resultado. Vocês foram maravilhosos!!

Foto: Reprodução/AFP

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Ana Beatriz Amorim

Aprendendo a conviver com a saudade, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Quem sabe dizer o que dói mais: a causa pelo motivo que se partiu, a solidão que fica ou a do adeus a alguém importante na sua vida? Para mim, esse último é o mais difícil de sarar. Dói no verão, dói no inverno, dói de dia, de noite, em datas que seriam especiais. Toda morte é dolorosa, porque vem cheia de “se”, de “ah…”.

Quando ela não é natural, você pensa: onde eu estava que não pude impedir? Se é trágica, você esbraveja: por que, meu Deus, o que essa pessoa fez para merecer isso? Quando é de morte morrida, de velhice, ainda não sei dizer. Só sei que é automático pensar em tudo que a gente não disse, em tudo que poderia ter sido feito, em tudo que a gente ainda queria fazer na companhia daquela pessoa tão querida.

Minha garganta ainda fecha quando encontro as fotos do último Natal e lembro da sensação que tive ao notar sua alegria. Algo tinha mudado. Foi a mesma sensação daquela última quinta feira em que estive conversando e brincando com ela em pleno leito de UTI. Na sexta-feira, o brilho dela tinha mudado.

Estava mais fraca, se apagando. Lamento de não ter sido a primeira a dizer o orgulho que sentia em tê-la na minha vida. Que prazer eu sentia ao atender seus desejos, sempre tão singulares, tão seus. Um registro fotográfico aqui, outro texto ali e assim pude contribuir com o conhecimento que ela me proporcionou.

Que alento eu sentia ao me espremer na cama dela para assistir novela e ainda ganhar cafuné na cabeça ou até mesmo para assistirmos juntas o especial do Roberto Carlos. Quanta graça eu achava nas suas manias – ou até mesmo dela nunca ter entendido ao certo o real funcionamento do louco universo dos que trabalham com jornalismo, assessoria de comunicação e design gráfico.

Eu queria ter sido mais paciente. Ter dado mais alegrias, mais um beijo e um abraço. Queria ter dito, mais vezes, como ela era, e é importante para mim – e é tanto que até me surpreendo, descubro aos poucos. Irônica é essa vida: uma saída de casa até o plantão hospitalar tirou ela de minha convivência diária; um acidente no caminho que fizemos tantas e tantas vezes deixou a ausência dela mais dolorida, mais difícil.

Espero do fundo do meu coração que você, mainha ou para muitos que a conheceram, Conceição Amorim que, com tantos erros e acertos, será sempre meu maior exemplo. O meu exemplo de amor pela vida. Aprendi com ela que, em vez de dizermos adeus, devemos fazer com que todas as pessoas importantes de nossa vida saibam o quanto são importantes enquanto elas estão aqui.

Falta de tempo é a grande desculpa do século XXI. Todo mundo tem tempo para fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas nem sempre consegue encontrar um amigo para tomar um café ou bater um papo. Você deixa para depois, se justifica, remarca e um dia e *pluft*, aquele seu amigo ou aquele parente querido que você deixou de ver no último mês pode não estar mais ali. E você vai viver um longo período pensando em verbos no tempo condicional.

Então, meus amigos, evitem dizer adeus. E insistam em olhar para os olhos de quem vocês amam, mostrando, falando, abraçando, demonstrando de alguma forma que o seu coração só é seu coração porque tem um pedaço de cada um ali.

Ainda não aprendi a me livrar da saudade para viver tranquilamente. E desconfio que nunca vou aprender. Mas pelo menos já sei uma coisa valiosa: é impossível se livrar da memória. Você não pode se livrar daquilo que amou. Isso tudo vai estar sempre com a gente. Sempre vamos desejar recuperar o lado bom da vida e esquecer e desnutrir a memória do lado mau. Desfazer as lembranças das pessoas que nos magoaram, eliminar as tristezas e as épocas de infelicidade.

É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez, para a nossa sorte, a saudade possa se transformar, de uma coisa depressiva e triste, numa pequena faísca que nos impulsione para o novo, para nos entregar a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas será diferente. E isso é o que todos procuramos todo dia: não desperdiçar a vida na solidão, encontrar alguém, entregar-nos um pouco, evitar a rotina, desfrutar a nossa parte da festa diária que é viver.

Foto: Ilustração/Paulo Magalhães/Flickr

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Ana Beatriz Amorim

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Ana Beatriz Amorim Juvino Barreto

A modificação do olhar é essencial para a existência

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Anos atrás, ainda estudante do curso de Jornalismo, estive visitando o Instituto Juvino Barreto para participar de um projeto chamado “Me conte a sua história”, que pedia para que eu escrevesse textos a respeito das histórias para uma futura publicação. Recordo que, ao chegar ao local, fui bem recebida pelos idosos e pela administração. Estava ali para fazer uma matéria e, se não fosse assim, acredito que teria adiado mais alguns anos (ou décadas) a visita.

Os idosos, em sua maioria simpáticos, sorriam para a minha câmera; outros, por sua vez, preferiam não se manifestar e mantinham-se a uma distância imprópria para os meus closes. Ou melhor, para os closes que eu poderia fazer das marcas do tempo em seus rostos. Era um local que sempre tive a vontade de visitar.

Vontade, vontade? Não sei, mas sempre pensei que deveria ir. Fiz os registros, gravei os depoimentos e, ao retornar para o computador, nunca consegui transcrever aquilo que ouvi. Confesso que não tive preparo suficiente para colocar um ponto final nos relatos. Esse lugar sempre foi esquecido por muitos. O isolamento, as ilhas; o asilo, um lugar de asilamento.

Aquelas pessoas estão ali isoladas; estão ali em um lugar onde são colocadas para ficar onde não se conhecem e são obrigadas a conviver umas com as outras naquele cotidiano. Geralmente, são colocados ali por um filho, um tio, um parente, uma pessoa que acha que os idosos não servem mais para a sociedade. Um descarte; você está descartado da sociedade e deve ir para um asilo.

Coloquei na cabeça que ali não iria voltar tão cedo. Egoísmo da minha parte pensar assim? Talvez tenha sido. Sei que saí de lá como quem dá uma espiada no futuro, não está preparada para isso e desiste arrasada. Anos depois, agora inserida no universo das artes visuais e junto aos amigos do curso, voltei a habitar aquele mundo, não mais como quem pensa que os vinte e poucos anos duram para sempre.

Com o propósito de contribuir na prática para o desenvolvimento dos idosos, revivi a cena dos tantos sorrisos, das também caras amarradas e ainda notei uma tristeza muito forte pelo ar. Aprendi nessa vivência que o abandono também sorri. No primeiro dia do estágio, todos lanchavam juntos, alguns sentavam-se no mesmo sofá em silêncio. Vivenciei ali um grupo de amigos que não tinham mais assunto; e então concluí que tudo acaba com o tempo caso não existam estímulos.

Hoje, posso garantir que ter vivido todas essas cenas foi um grande aprendizado! A modificação desse olhar é essencial para a existência. É a humanidade se enxergando, colocando uma lupa: a arte como tábua de salvação, como queria Nietzsche. A arte conta a história da humanidade de uma maneira mais profunda e sincera, além de preencher os nossos próprios vazios.

Para que a arte serve? Ela serve para a gente preencher como Manoel de Barros fala da poesia; e a poesia é inútil. Ela não precisa servir para nada, mas ela preenche o vazio que é tão forte e todo mundo o sente de alguma maneira. Ninguém é completo. Deve ser por isso que, depois dessa vivência, saí do local todos os dias querendo voltar, tanto para lá quanto para a minha casa, pros meus agora “trinta e poucos anos”. Pesquisar, escrever e aproveitar a vida enquanto é tempo.

Foto: Graziela Kohl/Flickr/Ilustração

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Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Samira Rodrigues violoncelista

Violoncelista Samira Rodrigues, de 19 anos, vai à final do Concurso Nacional Jovens Solistas; jovem é aluna da EMUFRN

A violoncelista Samira Rodrigues, aluna da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), conseguiu o feito da avançar à final da etapa nacional do Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot 2021. O concurso é organizado pela Orquestra Sinfônica da UFRN (OSRN) por meio do Movimento Sinfônico 2021. A trajetória de Samira Rodrigues até a final começou após a jovem vencer a etapa estadual e levar o primeiro lugar da categoria Júri Oficial.

Agora, a consagração da violoncelista precisa do respaldo do público, por meio de votação que ocorre no site oficial do evento. Para votar em Samira, é necessário logar com o Facebook e clicar no coração ao lado do vídeo da violoncelista. A votação já se encerra nesta quarta-feira, 28.

Samira tem 19 anos e está cursando o segundo ano da licenciatura em Música pela UFRN; além disso, também está concluindo o curso técnico em violoncelo. “Eu me sinto ansiosa, mas feliz, feliz demais por participar desse concurso ao lado de gente tão excelente tocando o mesmo instrumento que eu”, diz Samira. “Gostaria de dizer para os outros jovens como eu que não desistam, não desistam de tentar, errem, falhem mas retomem e prossigam, a gente acerta errando e, dia após dia, continuemos a persistir porque vale a pena, vale muito a pena”, continua.

Mas os esforços não param por aí. A jovem natalense garante que vai estudar mais para os próximos concurso, focando principalmente na etapa nacional. “Como venci na etapa estadual, automaticamente fiquei como finalista da etapa nacional. Então mais do que nunca preciso de muito apoio nesse momento, pois o público é maior e mais diversificado, por se tratar não só do estado, como do Brasil todo”, concluiu a jovem.

A importância da Escola de Música da UFRN para Samira é essencial. Segundo ela, “meus professores estão sempre me apoiando e me incentivando. A EMUFRN, que já faz parte da minha vida desde que iniciei no cello, tem me dado oportunidades e experiências novas, conhecer professores de outros países através das masterclasses que acontecem anualmente e que ajudam a ter mais conexões, mais experiências”, afirmou.

Foto: Reprodução/Cedida pela violoncelista Samira Rodrigues

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Abner Moabe escreve

A cultura que revela os melhores instintos

Abner Moabe escreve: longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo.

Em um artigo escrito em 29 de dezembro de 1861, Machado de Assis teceu uma crítica a uma abertura de crédito suplementar ao Ministério da Fazenda, mas o motivo que lhe levou a escrever tal artigo não é o que quero destacar e, sim, uma frase que consta neste e que considero importante trazer à tona nesse momento: “o país real, esse é bom, revela os melhores instintos, mas o país oficial, esse é caricato e burlesco”.

A frase destacada no parágrafo anterior foi evocada por Ariano Suassuna em uma de suas aulas-espetáculos, mais especificamente no momento em que ele conta o episódio em que foi questionado pela esposa de um homem rico durante um jantar se ele “naturalmente” já teria ido a Disney, e sua interpretação da frase de Machado de Assis é a que eu considero a mais precisa e que eu trago aqui: o país oficial é o dos privilegiados e o país real é o povo.

O antropólogo Darcy Ribeiro dizia que “o futebol é o único reino em que o povo sente a sua pátria” e, quando questionado sobre qual o seu clube do coração, ele se dizia “flamenguista, por demagogia, já que o povo é Flamengo”. Trago o exemplo do futebol, contudo, podemos ampliar não só para outros esportes, mas também para as mais diversas manifestações daquilo que se pode considerar como cultura popular brasileira, entendendo cultura no seu mais amplo conceito de conjunto de valores, costumes e expressões.

Temos acompanhado, nos últimos dias, as disputas esportivas nos jogos olímpicos de Tóquio e não é raro ver nas redes sociais pessoas depositarem em atletas brasileiros e brasileiras alguma esperança de alegria diante da situação caótica em que o Brasil vive, em diversos aspectos e em sua grande maioria por reflexo do catastrófico governo Bolsonaro – que não se resume apenas ao não-combate a pandemia, como também o seu total descaso para com o povo, governando exclusivamente para o benefício do que o sociólogo Jessé Souza tão bem denomina de “elite do atraso”.

Sempre tive o esporte como um “irmão-gêmeo” da arte. Ambos conseguem despertar as mais diferentes emoções no ser humano, possuem um grande potencial de transformação social e são capazes de revelar os nossos melhores instintos, como declarou Machado de Assis; ambos também ajudam a constituir a cultura que nos faz lembrar da potência solidária que é o Brasil real, como tão bem declarou Gilberto Gil quando conceituou o do-in antropológico, inspirado na técnica de automassagem oriental, para “avivar o velho e atiçar o novo”.

Longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo. Como escreveu Fernando Brant e musicou Milton Nascimento em seu Credo: “tenha fé no nosso povo que ele resiste”.

É o Brasil real, do povo, que realmente importa!

Foto: Giulia Portelinha / Comunicação Visual – Jornalismo Júnior

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Sobre Abner Moabe, colunista de Cultura no Por Dentro do RN

Abner Moabe

Abner Moabe tem 27 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Além disso, atua no projeto de educação e cultura Conexão Felipe Camarão e vem desenvolvendo projetos de pesquisa sobre a música do Rio Grande do Norte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Instagram: @abnermoabe
Twitter: @abner_moabe

Ana Beatriz Amorim sobre amigo

Fluxo da Vida

O Dia do Amigo e Internacional da Amizade foi comemorado na última terça-feira, 20 de julho. Fiquei a pensar sobre o que escrever para homenagear a data. Várias ideias surgiram, várias ideias foram embora. Até que recordei de uma reflexão recente a respeito do fluxo da vida e as amizades: amigo é uma coisa que a gente perde ao longo da vida.

Encontramos vários, nos apegamos a alguns e, a certa altura, somos forçados a colocar o prefixo ex antes do nome daquele que enchia nosso coração de carinho e de certeza. Perder um amigo para a vida, quando não por uma fatalidade, é uma dor tão dilacerante quanto. A gente pensa que amizade é para sempre, que, quando a gente for velhinho e lembrar de tudo que aconteceu, estarão perto de nós aqueles que a gente escolheu como a família do coração.

Mas a vida tem dessas decepções. Uma hora é você que sai de cena. Em outra, a vontade é daquele que te dava toda certeza do mundo de que ficaria ali. A primeira vez em que eu tive que tornar um amigo ex-amigo, senti uma dor que acabou comigo. Fiquei sem entender, chorei, chorei. Por um tempo, foi difícil acreditar de novo na beleza, na simplicidade e nas diversas nuances de uma amizade.

Optei por deixar a amargura de lado e seguir em frente, ainda com esperança de que aquela dor eu não sentiria mais. Novas amizades vieram, as que importavam de verdade permaneceram. Prometi não sentir aquela dor de novo, não daquele jeito. Mas outras dores apareceram para mostrar que a vida é assim mesmo, por mais que a gente se pergunte se já não teve a nossa cota.

O bom é que dor ensina. E depois que a gente sente uma que parte o coração em mil pedacinhos, aprende a relativizar as outras. E, melhor ainda, renova o olhar diante dos amigos de sempre, aqueles por quem a gente sente todo o amor do mundo e em quem temos a sorte de encontrar reciprocidade.

Vi dia desses alguém mascarado nesses tempos de pandemia que outrora foi grande amigo. Na calçada oposta, num álbum antigo de fotos ou num perfil atualizado. Foi ele, mas poderia ter sido ela, ou eles. Foram tantos, já. Pessoas que passam por nossas vidas por alguns dias, às vezes anos até, e depois evaporam. Perdemos os contatos, os laços. Certas vezes mais o segundo do que o primeiro, já que, com a infinidade de meios para nos comunicarmos hoje em dia, maneiras de se achar velhos conhecidos é que não faltam. Mas nem sempre podemos, ou queremos.

As pessoas mudam, seres humanos evoluem, eu envelheço. Estranho ver alguém que, em certa época da vida, já foi confidente, de trocar segredos, de abraçar apertado, de ligar pra pedir favor e emprestar consciência. E hoje é um desconhecido. Alguém que vejo em imagens recentes e não reconheço o olhar, alguém que vejo num novo círculo de amigos e não há traço familiar. Alguém que já soube de minhas dores, risos e desamores, das minhas rimas cafonas, das inseguranças noturnas e paixões oblíquas. Mas uma pessoa que hoje nem mais o nome me soa próximo mas já fez parte de alguma história, da minha vida. De mim.

Há uns meses, estou numa onda de rever todos os meus relacionamentos, incluindo as amizades, e fico muito triste quando paro para pensar em quem antes era melhor amigo e hoje eu nem sei mais. Fico pensando o que está fazendo da vida, que caminhos está trilhando, quais escolhas teve de fazer… essas coisas. E é triste quando a gente percebe que muitos se foram para nunca mais voltar, apesar de sabermos que isso faz parte da vida, e que muitas novas amizades ainda virão. Tenho pensado nesse fluxo da vida E como tudo se torna um grande aprendizado sobre o outro e, principalmente, sobre nós mesmos. Vida que segue. 

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Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Galvão Filho

Projeto Seis & Meia: Galvão Filho e o retorno da boa música aos palcos potiguares

A abertura da nova fase do Projeto Seis & Meia fica por conta de Mônica Jucá; Galvão Filho homenageia Dominguinhos em noite especial.

Confesso que fiquei feliz ao saber do retorno do Projeto Seis & Meia à cena cultural de Natal. É certo que a pandemia do novo coronavírus, que continua a tirar de nós os nossos entes queridos sem cerimônias, ainda nos exige cautela; mas o retorno desse grande evento a Natal me fez relembrar das maravilhosas terças-feiras musicais no Teatro Alberto Maranhão, espaço este que em breve voltará para público carente do seu mais antigo equipamento cultural, em silêncio desde 2015.

O últimos shows aos quais assisti ocorreram na temporada em 2015, a derradeira antes do fechamento do nosso teatro, com os saudosos Tunai e Vander Lee; mas também me lembro da magnífica Elza Soares, que assim como outros grandes nomes da nossa música, presenteou o público natalense com seu show em 2009 pelo Projeto.

Outros tempos, é claro; e que tempos bons. Mas como diz o ditado, é pra frente que se anda. Tanto andamos que cá estamos, com a volta deste grande projeto para a capital, de onde nunca deveria ter saído; já que começou aqui e espalhou-se para o resto do Nordeste a partir daqui. Em 2021, o Projeto Seis & Meia comemora 25 de existência em solo potiguar.

Nova abordagem, essência de sempre

Sob a batuta do competente Amaury Veríssimo Júnior, a nova fase do Projeto vai dar ênfase aos artistas potiguares que já se apresentaram no Seis & Meia no passado. A ideia, de acordo com o diretor executivo da Idearte, é que os artistas da terra homenageiem os grandes ícones da MPB que também já passaram pelos palcos do Teatro Alberto Maranhão nem edições anteriores. Porém, como destaca o produtor cultural, “nada impede que sejam dadas oportunidades aos novos artistas durante os períodos de janela”, diz.

E, para dar início à nova fase do Projeto Seis & Meia em Natal, ninguém melhor que o ilustríssimo Galvão Filho homenageando Dominguinhos. Antes dele, Monica Jucá se encarrega de fazer soar, com sua voz potente, as primeiras notas na estrutura montada no Praia Shopping.

Um detalhe que ninguém nunca perguntou e eu vou dizer agora é que eu nasci e fui criado na mesma “Avenida 10” de Galvão Filho, Babal, Fernando João e Omar. Vivi 26 dos 29 anos que tenho agora. Enquanto eles se divertiam há alguns muitos anos à altura do número 1631 da rua dos Paianazes, no Alecrim, o Gustavo (este que vos escreve) criança se divertia e fazia suas artes à altura do número 1795 da mesma rua, há não tanto tempo assim.

Programação

Digressões à parte, o Projeto Seis & Meia será exibido integralmente pelo canal da Band RN no YouTube, a partir desta terça-feira, 6, às 18h30; e obedecerá a todos os critérios de biossegurança para promover um ambiente seguro e livre da Covid-19 a todos os envolvidos.

Foto: Divulgação/Projeto Seis & Meia

Já aos sábados, a exibição dos melhores momentos fica por conta da Band Natal, na TV, das 18h50 às 19h20. E eu não preciso dizer que essa eu não perco por nada porque eu não perco mesmo. Além do empenho da Idearte Produções no retorno do Seis & Meia, nada disso seria possível sem o apoio da Prefeitura de Natal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão, que permitiu à Unimed Natal e ao Grupo Dunas abraçarem a volta da boa música para os palcos da capital potiguar.

O sucesso dessa nova jornada também não seria possível sem o apoio cultural do Sistema Fecomércio/Sesc, do Instituto de Radiologia de Natal, do NatalCard e do Seturn; além do Praia Shopping, que servirá de palco para os artistas potiguares que se apresentarão no decorrer das terças-feiras a partir de hoje.

Vida longa ao Projeto Seis & Meia!

Foto: Reprodução/Tribuna do Norte

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Gustavo Guedes escreve texto sobre o Universo Genial

Gustavo Guedes tem 29 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve quando quer, o que quer e do jeito que bem entende. Mas se interessa pela área musical, Astronomia, serpentes e tem uma simpatia por aviões; e tudo mais que o ajude a sair do tédio. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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As Férias do Matuto, zé Lezin

Zé Lezin e as “As Férias do Matuto” reabrem o Teatro Riachuelo em Natal nesta sexta-feira (2)

Humorista paraibano, bastante conhecido pelo público potiguar, traz para o Teatro Riachuelo do Midway Mall o espetáculo “As Férias do Matuto”, na retomada das atividades do espaço.

A partir de amanhã, 2 de julho, o Teatro Riachuelo do Midway Mall, em Natal, reinicia as atividades. O espetáculo que reinaugura o espaço será “As Férias do Matuto, comandado pelo humorista paraibano Zé Lezin, bastante conhecido pelo público potiguar e, também, pelo público do Teatro Riachuelo. O espetáculo ocorrerá na sexta-feira, 2, e no sábado, 3.

De acordo com a organização do Teatro, o espetáculo será realizado seguindo todos os protocolos determinados pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal. O evento será realizado com capacidade reduzida, mantendo o distanciamento social por meio do bloqueio dos assentos. Além disso, os organizadores garantem que todos os espectadores terão suas temperaturas aferidas antes de entrarem na sala de espetáculos. Os bares do local também estarão fechados, a fim de evitar a retirada das máscaras.

As medidas sanitárias também se aplicarão à equipe do artista e aos funcionários que estarão trabalhando no momento do espetáculo. As equipes de trabalho estarão reduzidas.

Foto: Divulgação/Teatro Riachuelo

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Projeto Seis & Meia volta a ntal

Depois de seis anos, Projeto Seis & Meia prepara sua volta

Projeto Seis & Meia completa 25 anos no Rio Grande do Norte e foi encerrado após o fechamento do Teatro Alberto Maranhão, em 2015

O natalense que frequentava a cena cultural da cidade antes de 2015 lembra-se do Projeto Seis & Meia, responsável por trazer a Natal grandes artistas durante mais de duas décadas. Criado após a inspiração na série homônima que ocorria no Teatro João Caetano em 1976, no Rio de Janeiro, o Projeto Seis & Meia desembarcou no Nordeste começando por Natal, ainda em 1995. O responsável por trazer o Projeto Seis & Meia foi o produtor cultural William Collier.

Com o fechamento do Teatro Alberto Maranhão, o Seis e Meia também teve de ser encerrado. Os dias de nostalgia, no entanto, parecem ter chegado ao fim. Comemorando 25 anos na capital potiguar, o Projeto Seis & Meia retorna em novo formato e traz 25 shows gratuitos e coloca o artista potiguar como principal atração. A edição de 2021 será realizada de maneira híbrida.

Toda terça-feira, a partir do dia 6 de julho, com o último show previsto para o dia 6 de dezembro, o natalense (e qualquer pessoa que tiver acesso ao YouTube) poderá acompanhar ao vivo pelo canal da Band Natal no YouTube, às 18h30. Aos sábados, a emissora local irá exibir os melhores momentos em seu canal aberto, das 18h50 às 19h20.

Os debutantes dessa nova fase do Projeto Seis & Meia são o cantor Galvão Filho, que homenageia Dominguinhos; e a cantora Monica Jucá, que realizará a abertura do evento. Os artistas passarão por testagem antes dos shows e os organizadores garantem o respeito às normas de biossegurança contra o novo coronavírus.

Galvão Filho homenageia Dominguinhos no Projeto Seis & Meia
Galvão Filho e Dominguinhos
Foto: Reprodução/YouTube

Devido à pandemia da Covid-19, a edição de 2021 do evento cultural se dará de uma maneira original: os artistas potiguares que já se apresentaram no Projeto Seis & Meia irão homenagear os diversos artistas consagrados da MPB que passaram pelos palcos do projeto nessas décadas de existência. De acordo com o produtor cultural e responsável pela produção executiva do projeto, Amaury Jr., as “janelas serão preenchidas por artistas que, de preferência, nunca tenham se apresentado no projeto ainda”, diz.

O retorno do Projeto Seis & Meia à capital potiguar se dá pela Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão, da Prefeitura de Natal, com a participação da Unimed Natal e do Grupo Dunas. Além disso, Fecomércio/Sesc, Band Natal, NatalCard, Praia Shopping e Instituto de Radiologia de Natal também apoiam o projeto culturalmente.

Confira abaixo a programação de julho do Projeto Seis & Meia

6 de julhoGalvão Filho canta Dominguinhos; a abertura fica por conta de Monicá Jucá;

13 de julhoIsaque Galvão canta Ângela Maria;

20 de julhoDodora Cardoso canta Elba Ramalho;

27 de julhoIvando Monte canta Alceu Valença.

Foto: Divulgação/Projeto Seis & Meia

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Zeca Baleiro e Yrahn Barreto

Live entre Zeca Baleiro e Yrahn Barreto será mediada por jornalista potiguar

Zeca Baleiro e Yrahn Barreto discutem em live o processo de produção, gravação e composição das músicas do álbum “Som no Isolamento”, gravado por Yrahn durante a pandemia.

O cantor e compositor potiguar Yrahn Barreto realiza live com o maranhense Zeca Baleiro para dividir com o público o processo de composição e gravação das músicas do novo álbum, gravado durante a pandemia. A live ocorrerá no dia 29 de junho de 2021, às 20h.

De acordo com Yrahn, “Som no Isolamento” foi inspirado no “momento atípico em que a humanidade está vivendo”. O cantor, que se considera cronista do seu tempo, descreve sensações e sentimentos vividos em tempos pandêmicos em dez faixas. Segundo ele, é “um misto de reflexão, irreverência, ousadia, esperança, embalados nas fusão de reggae, trap, brega, funk, arroxa e baladas, não só reflexivas, mas também dançantes”, diz.

“Som no Isolamento” foi lançado nas principais plataformas de streaming em junho de 2021, saindo pelo selo DoSol e contando com a ilustre produção de Zeca Baleiro, artista maranhense bem conhecido pelo público brasileiro. Durante a live, Zeca Baleiro e Yrahn Barreto prometem falar sobre o processo de produção artística do álbum e sobre a parceria conjunta nas faixasMares Meus” e “Se Eu Fizer Uma Canção”.

Tanto Zeca Baleiro quanto Yrahn Barreto têm uma coisa em comum: são dois dos principais responsáveis por manter vivo legado do cantor e compositor de Cachoeiro de Itapemirim, Sérgio Sampaio, que nos deixou em 1994 e era considerado um dos “malditos da MPB”, título este que o fez perder muitos trabalhos enquanto era vivo. O primeiro encontro entre Zeca Baleiro e Yrahn se deu em 2020, durante o Festival Sérgio Sampaio.

A live será mediada pelo jornalista e pesquisador musical Abner Moabe, e transmitida pelos perfis oficiais de Abner (@abnermoabe), Zeca Baleiro (@zbaleiro) e Yrahn (@yrahnbarreto); e também no canal oficial de Yrahn no YouTube.

Foto: Divulgação

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Pantim lança campanha coletiva VistaArte

‘Pantim’ lança #VistaArte e quer difundir a cultura potiguar pelo mundo

Revista genuinamente potiguar, a ‘Pantim’ lança campanha de financiamento coletivo com o intuito de estampar camisas com obras de artistas potiguares e espalhá-las pelo mundo.
Por Dentro do RN

Em comemoração ao seu primeiro ano de existência, a revista potiguar ‘Pantim’ acaba de lançar uma campanha de financiamento coletivo para difundir a cultura do Rio Grande do Norte para o mundo, pela Internet.

Arte: Erre Rodrigo

Para isso, o portal Pantim.com.br se alia aos artistas potiguares com o objetivo de difundir produções artísticas locais e, ao mesmo tempo, financiar o a manutenção de sua equipe jornalística, que se dedica na tarefa de valorizar os artistas do Rio Grande do Norte.

A ideia da campanha já existe a algum tempo e vem amadurecendo desde então. Buscamos a melhor forma para criar a campanha com o foco na interação com o público do Pantim.com.br, explica John Nascimento, editor do Pantim.

Pantim apresenta primeiro artista potiguar a estampar camisas da #VistaArte

Dando início à parceria com a revista, o primeiro artista a estampar as camisas da #VistaArte é Erre Rodrigo. Erre é um artista completo e com personalidade ímpar e, com o spray do grafite, traços da caricatura ou no domínio dos pincéis, apresenta uma arte repleta de seres, cores e lugares inimagináveis.

Artista Erre Rodrigo
Foto: Reprodução/Instagram

“Muito massa ter recebido o convite do Pantim para ser o primeiro a participar da campanha #VistaArte. É muito bom ver a nossa arte estampada por aí, é como se ela ganhasse vida circulando nas ruas da cidade”, comenta o artista.

Sobre as camisas produzidas

Além de belas e voltadas para a divulgação da cultura potiguar, as camisas contam com a qualidade reconhecida da marca Reserva, gostosas como um abraço são feitas do mais puro e nobre algodão brasileiro, ideais para climas de Norte a Sul.

Criada no Brasil e feita pro mundo, todas as camisetas são feitas sob demanda para você usando tecnologia de ponta na estamparia: qualidade garantida pela Reserva INK.

Link para a compra: https://www.reserva.ink/vistaarte/product/vistaarte

Carla Fernandes 3

Autora potiguar Carla Fernandes lança o seu primeiro livro no gênero ensaio sobre feminismo 

Em sua pré-venda, livro ‘Desmistificando o feminismo: e a mulher inventada pelo machismo’ , de Carla Fernandes, já comercializou aproximadamente 200 unidades
Por Dentro do RN

Com o tema ‘Desmistificando o feminismo: e a mulher inventada pelo machismo’, a potiguar Carla Fernandes lança neste domingo(20), 16h seu primeiro livro abordando os diversos aspectos sobre feminismo – assunto que nos tempos atuais necessita ser melhor compreendido para evitar a contínua reprodução de ideias e comportamentos equivocados que contribuem para manutenção das desigualdades e violências exercidas historicamente contra as mulheres.

Carla Fernandes
Foto: Divulgação


O lançamento contará um bate-papo no instagram entre a autora (@carlafernandesbarros), a editora Débora Gil (@editoraescaleiras) e Gabriela Oliveira (@goadvocate). Ao final será feito um sorteio de um exemplar entre os participantes.

Utilizando uma linguagem simples e relacionando vivências do cotidiano com eventos históricos, os capítulos do livro- publicado pela Editora Escaleras- trazem reflexões sobre as faces do machismo, a caricatura criada sobre o feminismo e as mulheres em geral.
“A proposta do livro é possibilitar uma reflexão sobre as mentiras absurdas disseminadas na sociedade sobre as mulheres e o movimento feminista, além de desmascarar o machismo cotidiano que nos envolve com ares de comportamento natural, mas que, na verdade é uma fonte incessante de violência contra a mulher”, destacou Carla.

No período da pré-venda, Carla realizou lives nas redes sociais com diversas mulheres, entre elas a filósofa Márcia Tiburi, a pesquisadora Fernanda Abreu, Top Model Fluvia Lacerda, entre outras.

“Um livro potente e extremamente didático sobre o feminismo. Em poucas páginas, que trazem desde fatos históricos até situações cotidianas, a autora conseguiu deixar clara a necessidade premente de que cada vez mais mulheres tenham vontade de conhecer esse movimento político e social, tão importante para nossas vidas”, disse Celimari Castim, administradora do perfil Leituras e Mulheridades no Instagram.

O livro pode ser adquirido no site www.editoraescaleras.com.br ou diretamente com a autora por meio do perfil do Instagram @carlafernandesbarros. Preço do livro: R$ 55,00

Minibio de Carla Fernandes

Carla Fernandes é feminista, professora universitária (UERN), doutora em ciências jurídicas e sociais, escritora, mãe, apaixonada pela transformação que os livros provocam nos seres humanos e pela revolução social que uma educação libertária é capaz de promover.

Em 2020, publicou em co-autoria o livro Lawfare, O Calvário da Democracia Brasileira, sendo autora de outros artigos jurídicos e palestrante em temas relacionados aos direitos das mulheres, direitos humanos e direito penal.

Detalhes do livro

Origem: NACIONAL
Edição: 1
Ano: 2021
Assunto: Ensaio
Idioma: PORTUGUÊS
País de Produção: BRASIL
ISBN: 978-65-89498-06-3
Encadernação: BROCHURA
Altura: 21,00 cm
Largura: 14,00 cm
Nº de Páginas: 160
Publicado pela editora Escaleira

Novo álbum do The Killers sai em agosto

Novo álbum do The Killers sai em agosto

Novo álbum do The Killers sai um ano após o magnífico ‘Imploding the Mirage’, lançado já na pandemia do novo coronavírus. Foto: Robert Ascroft

O próximo álbum da banda americana The Killers sairá no mês de agosto de 2021, revelou o baterista Ronnie Vannucci Jr. A chegada do sucessor de “Imploding the Mirage” já havia sido confirmada para este ano, após vocalista Brandon Flowers anunciar, em abril, que a gravação do novo álbum do The Killers já tinha se encerrado.

Em uma nova entrevista para o podcast Sarah Hagan Backstage, o baterista revelou agora que o novo álbum do The Killers seria lançado, provavelmente, em agosto. “O ‘Imploding the Mirage’ foi lançado em agosto do ano passado, e agora temos outro saindo em agosto deste ano”, disse Vannucci. Além disso, o baterista ainda afirmou que algumas das músicas do novo álbum eram as que haviam ficado “órfãs” em “Imploding the Mirage”. Vannucci continuou descrevendo o novo álbum como sendo “muito diferente do material rotineiro dos Killers”.

Imploding the Mirage, lançado em agosto de 2020

“Em vez disso, fizemos outro álbum, que é um pouco um álbum conceitual e muito diferente do material normal do Killers”, disse ele sobre seu próximo trabalho. “Portanto, ainda temos aquele estoque [de músicas] sobrando e ainda estamos escrevendo mais. É sempre bom ter algumas músicas – ou até mesmo um álbum – por aí, só para garantir. ”

A banda confirmou a notícia no álbum no ano passado, com o vocalista Brandon Flowers dizendo à NME que “pode ser ainda melhor” do que ‘Imploding The Mirage’. Desde então, eles compartilharam uma lista de faixas em potencial e um trecho de música nova, bem como uma filmagem que mostra o guitarrista Dave Keuning de volta à banda depois de se ausentar das sessões de estúdio para o álbum anterior.

Novo álbum do The Killers será o sétimo gravado em estúdio

A expectativa é alta para o sétimo álbum de estúdio da banda, após ter passado grande parte do ano passado falando sobre isso – e revelando que foi influenciado pelas canções Indie que o vocalista associa com sua juventude em Utah. “Cada vez que alguém grava um disco, ele diz que tem 50 músicas e vai lançar outro.”, disse Flowers à NME após a conclusão de ‘Imploding The Mirage’, em 2020.

“Vamos lançar outro em cerca de 10 meses. Já voltamos para o estúdio com [Jonathon, produtor] Rado e Shawn [Everett, produtor]. Fizemos uma semana no norte da Califórnia. ” Flowers continuou: “Eu tinha muito tempo livre. Antes de eu normalmente estar me preparando para uma turnê, todo esse tempo foi voltado para escrever mais músicas. Tem sido muito frutífero. ”

The Killers lançou ‘Dustland’, sua nova colaboração com Bruce Springsteen, durante a noite. A faixa é uma nova versão em dueto do single de 2009 da banda ‘A Dustland Fairytale’, que apareceu em seu álbum de 2008 ‘Day & Age’

Tribo de Jah

Tribo de Jah lança disco de inéditas após cinco anos

Com dez faixas, novo álbum da Tribo de Jah, Até que o bem triunfe no final, foi lançado na última sexta-feira, 11 de junho.

Formada em 1986, na cidade de São Luís (MA), a banda de reggae Tribo de Jah completa 35 anos em cena com a edição de álbum de músicas inéditas. Com dez faixas, o álbum Até que o bem triunfe no final foi lançado na sexta-feira, 11 de junho, três meses após o single com a música-título, previamente apresentada em 14 de março.

Tribo de Jah —  capa do álbum 'Até que o bem triunfe no final'.

Como os integrantes do grupo estão espalhados pelas cidades de Atibaia (SP), São Luís (MA) e São Paulo (SP), o disco foi gravado de maneira remota, com cada músico gravando a própria parte em casa, mas a mixagem e a masterização foram feitas no 2F Sonato Studio – o mesmo estúdio maranhense em que a banda gravou em 1991 o primeiro álbum, Regueiros guerreiros, lançado em 1992.

A diferença é que, desde 2015, o cacique da Tribo de Jah, Fauzi Beydoun, divide o posto de vocalista com o filho, Pedro Beydoun. Fauzi e Pedro estão juntos com Aquiles Rabelo, João Rodrigues, Luan Richard e Netto Enes na formação atual da banda.

No álbum Até que o bem triunfe no final, o sexteto apresenta músicas como BreddaDoce é o amor de JahElevarHold that loveIdentidadeMigalhas em cada esquinaO último dos últimos e Samba reggae sim, senhor.

O álbum Até que o bem triunfe no final é o primeiro disco de músicas inéditas da Tribo de Jah desde Confissões de um velho regueiro (2016), disco comemorativo dos 30 anos de existência da banda.

Sobre a Tribo de Jah

Atualmente formada por Fauzi Beydoun, Pedro Beydoun, Aquiles Rabelo, Netto Enes, João Rodrigues e Luan Richard, a Tribo de Jah é conhecida como a precursora do reggae no Brasil. Com 17 álbuns inéditos lançados e mais de 2 milhões de cópias físicas vendidas, a banda, que tem 35 anos de carreira, ainda registra mais de 13 milhões de visualizações no YouTube. Conhecida por hits como “Uma Onda que Passou”, “Regueiros Guerreiros” e “Morena Raiz”, a Tribo de Jah iniciou os trabalhos no Centro para Cegos em São Luís-MA, e também chama muita atenção por contar com instrumentistas com cegueira parcial e total.   

Fonte: G1

Sideral

Curta-metragem potiguar “Sideral” concorrerá ao Palma de Ouro, em Cannes

“Sideral” foi produzido pela produtora potiguar “Casa da Praia”, sob a produção de Pedro Fiuza, e dirigido por Carlos Segundo; e irá concorrer ao prêmio de melhor curta na França

O curta potiguar “Sideral” ai concorrer à Palma de Ouro, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo. O filme, dirigido por Carlos Segundo, foi parcialmente financiado pela Lei Aldir Blanc da Fundação José Augusto, órgão financiador da cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. A Casa da Praia é uma produtora genuinamente potiguar e recebe incentivos para produzir seus filmes.

Image
“Sideral” concorrerá à Palma de Ouro, na França

O ator potiguar Matheus Cardoso, que faz parte do elenco, comemorou a notícia no Twitter.

A obra foi filmada no Rio Grande do Norte e fomentada com políticas públicas de incentivo à cultura local. O produtor da Casa da Praia, Pedro Fiuza, também comemorou o fato nas redes sociais e agradeceu pelo apoio à cultura potiguar.

Confira o teaser de Sideral no vídeo abaixo:

Vilão da série Loki

Vilão da série Loki pode ter sido revelado sem querer

Embora o vilão da série Loki ainda seja um mistério, os créditos finais do primeiro episódio podem ter estragado a verdadeira identidade do personagem.

ATENÇÃO: Este artigo contém grandes revelações do primeiro episódio da série da Marvel.

Ainda que a identidade do vilão no final da estreia de Loki devesse ser misteriosa, parece que a série da Disney+ já estragou a revelação. No episódio 1, “Glorious Purpose”, Loki é prontamente preso e levado para a Autoridade de Variância Temporal depois de escapar dos Vingadores em Vingadores: Endgame . De acordo com os Guardiões do Tempo da TVA, as misteriosas figuras que cuidam da Linha do Tempo Sagrada da Marvel, Loki não deveria escapar, e ele cometeu um crime contra a linha do tempo quando usou o Tesseract para fugir.

Depois de ser preso pela TVA, Loki é recrutado por Mobius de Owen Wilson para impedir uma ameaça ainda maior. Parece que há uma variante (qualquer um que saia da Linha do Tempo Sagrada) que anda por aí emboscando e matando agentes da TVA, e Mobius precisa da ajuda de Loki. Claro, o TVA tem um poder incrível que torna as Infinity Stones inúteis dentro de seus limites, então Loki está compreensivelmente curioso por que Mobius precisa dele. O personagem de Wilson então revela que a variante que está matando os agentes é Loki ou pelo menos uma versão dele.

Foto: Reprodução/Disney+

Embora a variante assassina de Loki seja um mistério até agora na série, a série pode já ter revelado sutilmente sua identidade. No final da estreia de Loki , vários agentes da TVA são emboscados e mortos por uma figura encapuzada, considerada a variante de Loki que a TVA está perseguindo. Embora o episódio não revele quem é o personagem, os créditos finais listam um “Variant Double”, que é interpretado pela dublê Sarah Irwin.

De acordo com a mídia social da atriz de Loki, Sophia Di Martino (via Instagram ), Irwin é seu dublê. Então, para resumir tudo, a aparição de Irwin nos créditos como um “Variant Double” parece revelar que a misteriosa variante de Loki, aquela que está matando todos aqueles agentes da TVA, é o personagem de Di Martino.

E as revelações parecem não acabam por aí. Além da figura encapuzada provavelmente ser uma variante feminina de Loki, os créditos também podem finalmente confirmar a identidade do personagem de Di Martino. Até agora, o papel do ator em Loki tem sido um mistério.

Embora os primeiros relatos tenham Di Martino interpretando Lady Loki, uma versão feminina do personagem de Tom Hiddleston, rumores também afirmavam que o ator poderia estar interpretando outra pessoa, como a Enchantress, conhecida Magia em Português. Os créditos parecem sugerir o primeiro. A TVA é provavelmente após uma variante de Loki na forma de Lady Loki de Di Martino.

Possível vilão da série Loki
Foto: Reprodução/Marvel Fandom

Embora os créditos não confirmem oficialmente que Di Martino está interpretando Lady Loki, a série já definiu o fato de que versões diferentes de Loki apareceriam. Logo no início da estreia de Loki , um vislumbre do arquivo de Loki na TVA mostra que o personagem é fluido de gênero.

Essa fluidez deixa claro que o Loki no Universo Cinematográfico Marvel não é a única versão que existe. Além de Lady Loki, rumores também afirmam que Kid Loki, uma versão mais jovem do personagem, e Classic Loki, um mais velho, farão aparições. Quaisquer que sejam as versões de Loki que apareçam, parece que a série as está preparando para um propósito glorioso.

Lançamento do Disco de Marisa Monte

Lançamento do disco de Marisa Monte será em 1º de julho

Finalmente, temos a resposta para a pergunta ‘qual a data do lançamento do disco de Marisa Monte?’; 1º de julho, nos 54 anos da cantora.

O lançamento do single Calma, em parceria com Chico Brown, atenuou um pouco a ansiedade dos fãs de Marisa Monte pelo novo álbum da cantora, que já tem data para chegar às plataformas digitais. O lançamento do disco de Marisa Monte será no dia 1º de julho – aniversário de 54 anos da cantora. O álbum Portas será disponibilizado nas plataformas digitais.

O disco foi inteiramente gravado na pandemia da Covid-19, após a carioca adiar os planos de entrar em estúdio em março de 2020. Meses depois, no entanto, ela foi convencida por um amigo que deveria, sim, se cercar de cuidados, chamar poucos e bons músicos, e gravar as inéditas.

Participaram das gravações músicos que são parceiros de longa data da artista, a exemplo de Carlinhos Brown, Dadi, Pedro Baby, Davi Moraes e Pretinho da Serrinha, além de Silva e Marcelo Camelo.

Assista ao clipe de Calma, que alcançou mais de um milhão de visualizações no YouTube em menos de uma semana.