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Agenda Cultural de Natal e do Rio Grande do Norte; os principais lançamentos da Música, Cultura Pop, Literatura e dos Games você encontra publicado aqui, no Por dentro do RN.

Espetáculo Oratório de Santa Luzia, em Mossoró, é patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte

Espetáculo Oratório de Santa Luzia, em Mossoró, é patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte

No ano em que completa 21 anos de existência, o espetáculo Oratório de Santa Luzia, encenado em Mossoró durante os festejos da festa da padroeira, é reconhecido pelo Governo do Estado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, através da Lei Estadual Nº 11.027.

Sancionada pela governadora Fátima Bezerra, nesta segunda-feira (29), a lei foi proposta pela deputada estadual Isolda Dantas e será publicada na edição desta terça-feira (30), do Diário Oficial do RN (DOE).

O espetáculo, que relata a história do martírio da virgem de Siracusa, cauteriza-se por reunir pessoas da comunidade e artistas locais na encenação. A produção é assinada pela Paróquia de Santa Luzia e conta com patrocínio do Governo do Estado através do Programa de Incentivo à Cultura, por meio da Lei Câmara Cascudo.

Além de ser um dos pontos altos da tradicional Festa de Santa Luzia, que ocorre há mais de 250 anos, o Oratório confirma a vocação teatral da cidade de Mossoró.

Foto: Ilustração/Luciano Lellys

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Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor

Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

De tantos lugares incríveis no mundo, a autora Jennifer Niven escolheu as maravilhas do Estado de Indiana (EUA) para contar a história de Violet e Finch, dois jovens depressivos que se ajudam para enfrentar os desafios da vida.

Violet é uma jovem adolescente com uma vida perfeita, até que um acontecimento trágico na família serve de gatilho para que ela perca a alegria de viver. Finch é aparentemente um jovem feliz e sem grandes problemas, mas que na verdade encobre grandes mágoas e traumas do passado. Para a jovem, se envolver com o cara acaba sendo sua tábua de salvação, pois ela começa a valorizar coisas anteriormente desprezadas e que dão um novo sabor à sua vida; mas, de acordo com a evolução do relacionamento, começam a vir à tona as complicações de Finch, que são tão ou piores que as dela.

Aprovei a forma como a autora criou esses personagens, ambos complexos e com passados nebulosos, que nos faz refém da leitura, e a cada página a história nos surpreende com reviravoltas, nos deixando mais empáticos com as situações que os personagens enfrentam, coisas atuais que podem ocorrer na vida de qualquer um. O livro é narrado em primeira pessoa, alternando o ponto de vista dos protagonistas, ou seja, a autora nos possibilita entrar na cabeça dos personagens, mostrando-nos como pode ser duro e cruel alguns modos de viver.

Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor
Foto: Ilustração/Garotas Devorando Livros

O livro ganhou uma adaptação em 2020, de mesmo título, protagonizado por Ellie Fanning (a princesa Aurora de Malévola) e Justice Smith (Jurassic World: Reino ameaçado). Apesar de também comovente e com boas interpretações, a adaptação, como de praxe, não segue o livro fielmente, cancelando personagens importantes na trama e abandonando alguns detalhes pertinentes, tornando alguns momentos vazios se comparados ao livro. Aconselho que veja o filme após a leitura do livro, para que você tire suas próprias conclusões.

Apesar de ser uma leitura nada complicada, para algumas pessoas mais sensíveis podem haver gatilhos depressivos. Não recomendaria o livro para a galera com menos de 14 anos. Como reforço, mesmo não sendo uma história verídica, nos traz algumas lições marcantes. Vale muito a leitura. E tenho certeza que a turminha que adora romances vai se desmanchar em lágrimas.

Bom final de semana!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Governo Fátima Bezerra apoia a 8ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que começa hoje (26)

Governo Fátima Bezerra apoia a 8ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que começa hoje (26)

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Turismo (Setur/RN) e da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), apoia mais uma edição da Mostra de Cinema de Gostoso. Entre os dias 26 e 30 de novembro, a praia do Maceió se transformará em uma sala de cinema à beira mar onde serão exibidos longas, curtas e também produções locais.

O evento é gratuito e conta com ampla participação da comunidade local. Na programação, Mostra Competitiva, Sessões Especiais, Mostra Coletivo Nós do Audiovisual, Debates e Seminários.

“A Mostra de Cinema de Gostoso é um evento consolidado no calendário do Estado, que atrai um público de diferentes regiões do país, movimentando a economia local e divulgando nosso destino nacional e internacionalmente”, destaca o presidente da Emprotur, Bruno Reis.

Este ano, a Mostra recebeu número recorde de filmes, totalizando 650 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Já o Troféu da Crítica é escolhido por jornalistas e críticos de cinema presentes. Também na programação, debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos, e um seminário sobre a recente produção audiovisual brasileira.

Foto: Divulgação

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Confira a programação da 8ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso

Governo do RN reconhece legado cultural do compositor potiguar Mirabô Dantas e autoriza pensão vitalícia

Governo do RN reconhece legado cultural do compositor potiguar Mirabô Dantas e autoriza pensão vitalícia

No intuito de reconhecer e valorizar em vida o legado cultural que representa a obra do compositor areia-branquense Mirabô Dantas, a governadora Fátima Bezerra assinou nesta terça-feira (23.nov.2021) a concessão de pensão especial ao artista, que tem 75 anos de idade, dos quais 55 são dedicados à vida artística como músico, escritor, compositor, poeta e produtor cultural.

“Humanizar a vida é preciso e estamos aqui para celebrar a vida. Para mim, conceder sua pensão vitalícia, na condição de governadora, e também de sua amiga e fã, é motivo de muito orgulho. Faço questão de deixar bem claro que não é nenhum favor. É um reconhecimento a tudo o que você representa para a cultura do Rio Grande do Norte”, declarou a chefe do Executivo.

O ato foi realizado na Governadoria, em Natal, na presença do vice-governador Antenor Roberto, do presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto, e de Iaperi Araújo, presidente do Conselho de Cultura do RN, órgão consultivo que aprovou entre seus membros e encaminhou ao Governo do Estado o pedido para a concessão de pensão vitalícia a Mirabô Dantas.

Governo do RN reconhece legado cultural do compositor potiguar Mirabô Dantas e autoriza pensão vitalícia
Foto: Sandro Menezes/Assecom

“Muito me honra contar com a presença ilustre de todos vocês aqui para formalizar essa solicitação, que foi feita ainda em 2018, antes de eu assumir o governo”, completou Fátima Bezerra.

A governadora aproveitou a ocasião e convidou a pequena e representativa plateia de pessoas ligadas ao movimento cultural do Rio Grande do Norte para participar dos eventos de inauguração da Pinacoteca do Estado, do Teatro Alberto Maranhão e da Biblioteca Pública Câmara Cascudo, previstas para o mês de dezembro. Presidente da FJA, Crispiano Neto informou que os equipamentos culturais recebidos pela atual gestão, fechados há vários anos, serão inaugurados com ampla programação cultural.

Governo do RN reconhece legado cultural do compositor potiguar Mirabô Dantas e autoriza pensão vitalícia
Foto: Sandro Menezes/Assecom

Sobre a pensão concedida a Mirabô Dantas, Crispiniano contextualizou que a solicitação do Conselho de Cultura atende ao disposto da Lei Complementar Nº 7, de 1974, que agraciou a cantora Glorinha Oliveira, falecida aos 95 anos em fevereiro deste ano, e a viúva do compositor Tico da Costa. “A pensão especial e o registro do patrimônio vivo são dispositivos oficiais do Governo do Estado para valorizar pessoas físicas e jurídicas que militam na cultura potiguar!”, disse o diretor da FJA.

COM EMOÇÃO

Autor gravado por diversas cantoras como Terezinha de Jesus, Camila Masiso, Elba Ramalho e Lecy Brandão, parceiro de compositores como Capinam, Maurício Tapajós e Fagner, Mirabô Dantas atualmente vive de modo simples, com um benefício equivalente a um salário mínimo, numa casa cedida por um amigo na Cidade Alta.

Visivelmente emocionado, ele agradeceu à governadora pela concessão da pensão vitalícia, a qual considera de extrema necessidade nessa altura da sua carreira, que o permitirá viver de forma mais confortável. O valor a ser recebido mensalmente será equivalente a cinco vezes o menor vencimento pago pelo Estado ao pessoal da Administração Direta.

Governo do RN reconhece legado cultural do compositor potiguar Mirabô Dantas e autoriza pensão vitalícia
Foto: Sandro Menezes/Assecom

“Sou de uma família de músicos, meu pai passou a vida inteira ensinando as pessoas a tocar instrumentos. Ele era estivador, foi do sindicato, e eu aprendi muito com ela essa coisa do socialismo, do humanismo, de lutar por um mundo melhor. Quando saí de Areia Branca, minha mãe disse para eu me juntar a pessoa boas e eu me juntei a Newton Navarro, Lalinha Barros, Iaperi Araújo e tantas outras pessoas que me deram apoio e até hoje confiam no meu trabalho”, disse Mirabô Dantas.

“Eu jamais iria reclamar da vida que eu levo, mas reconheço que preciso de um pouco mais de recursos para viver com mais dignidade”, concluiu o autor do CD Mares Potiguares e do livro “Umas histórias, Outras Canções”.

O médico, escritor e artista plástico Iaperi Araújo declarou que é dever do poder público olhar para os desamparados e para todas as pessoas que trabalharam pelo estado, mesmo sem ter vínculo como servidor. “A sua sensibilidade fez renascer o nosso pedido [do Conselho], pelo qual nós agradecemos a sua presteza e a sua sensibilidade conosco. Muito obrigado. Que o Rio Grande do Norte tenha gente da sua sensibilidade para servir ao povo potiguar”, afirmou.

Foto: Sandro Menezes/Assecom

Membro do Conselho de Cultura, a professora Lalinha Barros também destacou o ato do Governo do Estado como de estrema grandeza. “Essa mesa que aqui formamos hoje tem o sentido de gratidão e homenagens. Desejo que esse gesto e essa fé depositada na pessoa de Mirabô Dantas venha a lhe acompanhar na sua trajetória e na sua vida”, disse.

Também estavam presentes o diretor da FJA, Fábio Lima, a conselheira Sônia Fernandes, os conselheiros Valério Mesquita e Francisco Martins, o juiz federal Ivan lira e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico, Ormuz Simonetti.

Foto: Divulgação/Sandro Menezes/Assecom

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Museu Câmara Cascudo comemora 61 anos e divulga programação especial; confira

Museu Câmara Cascudo comemora 61 anos e divulga programação especial; confira

Nesta segunda-feira, 22 de novembro, o Museu Câmara Cascudo (MCC), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), celebra seus 61 anos com uma série de atividades pela internet para todos os públicos. Serão oficinas, debates e uma apresentação musical distribuídos entre os dias 22 e 27 de novembro. 

Hoje, às 19h30, os convidados Reginaldo Kanindé (Museu Indigena Kanindé),  Marília Xavier (Museu de Arqueologia e Etnologia — USP) e Juliana Siqueira (Prefeitura de Campinas — SP) discutem a decolonialidade e as novas perspectivas em museus. A mediação ficará por conta de Everardo Ramos (MCC/UFRN).

No dia 23, a partir das 10h, grandes mestres da Paleontologia apresentam detalhes da descoberta das primeiras pegadas de dinossauros no Rio Grande do Norte. A live “Eles estiveram aqui: no rastro dos dinossauros do RN” terá a participação do professor Giuseppe Leonardi (Instituto Cavanis, Itália), da professora Maria de Fátima dos Santos (MCC/UFRN), do professor Fernando Barbosa (UERJ) e de Claude Aguilar (MCC/UFRN), com mediação de Kleberson Porpino (UERN).

Já no dia 25, às 20h, o show fica por conta de Patrícia Leal, que traz a estreia do seu mais novo trabalho: Improcesso 5 — Continua. São composições inéditas seguidas de uma live com os músicos que participaram do projeto, como Eduardo Taufic, Ezequias Lira e Fábio Presgrave, entre outros. 

No dia 26, a partir das 19h, haverá um bate-papo com ilustradores, quadrinistas e divulgadores de ciência sobre o tema “Quando a arte dá vida à ciência”, que propõe apresentar como a arte contribui para divulgar e explicar o conhecimento científico. 

Para fechar com chave de ouro, o encerramento fica por conta do ilustrador Felipe A. Elias, do Paleozoo Brasil, que traz uma oficina de desenho para crianças e adolescentes, com mediação de Cristiana Moreira, a partir das 16h. A ideia é explicar como montar o quebra-cabeça dos fósseis na hora de recriar as ilustrações da vida de milhares de anos atrás.

Para participar, é simples: acompanhe o canal do Museu Câmara Cascudo no YouTube e siga as redes sociais do MCC no Instagram e no Facebook. 

Foto: Divulgação/Cícero Oliveira/Agecom

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Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Começamos ontem o ciclo da Lua cheia desse mês, hein, galera? Aproveitando a inspiração, que tal maratonar uma série sobrenatural? Teen Wolf, estrelado por Tyler Posey (primeiro trabalho de mais expressão) e Dylan O’Brien (o Thomas de Maze Runner), conta a história de um adolescente comum que, ao receber a mordida de um animal desconhecido numa noite de Lua cheia, começa a ter comportamento estranho e acaba por se transformar em um lobisomem.

Com a ajuda de seu melhor amigo e de outros lobisomens, ele terá que esconder sua nova condição e também descobrir a causa de uma série de mortes estranhas que estão ocorrendo na pacata cidade de Beacon Hills.

A série se inspirou num filme de 1985, de mesmo nome, estrelado por Michael J. Fox (O carinha de “De volta Para o Futuro”). Ao longo das seis temporadas, os rapazes vão se transformando de garotos assustados a machos-alfa da alcateia. A série possui cenas de impacto e a cada temporada vai se tornando mais eletrizante, pois os desafios a ser enfrentados vão aumentando, ficando cada vez mais perigosos para o jovem lobisomem.

A história é interessante, pois apesar de ter uma atmosfera sobrenatural e falar sobre lobisomens, não é um seriado muito clichê. Os personagens possuem tiradas de humor em alguns momentos, diminuindo a tensão de algumas cenas. Minha crítica é só uma: a série se perde um pouco ao longo das temporadas por começar a incluir outros personagens míticos diferentes da temática.

Deem uma chance ao nosso lobo adolescente! Tenho certeza que será uma boa diversão sob os efeitos da lua cheia desse fim de semana.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Confira a programação da a 8ª Mostra de Cinema de Gostoso, que começa na próxima sexta-feira (26)

Confira a programação da 8ª Mostra de Cinema de Gostoso, que começa na próxima sexta-feira (26)

De 26 a 30 de novembro, São Miguel do Gostoso recebe a 8ª Mostra de Cinema de Gostoso, proporcionando de volta a experiência de um cinema a céu aberto e na praia, além de atividades diversas e vivências da mostra. O evento é gratuito e conta com ampla participação da comunidade local. De acordo com a organização, todas as medidas de segurança para adequação às restrições sanitárias devido à pandemia da covid-19 serão providenciadas.

Na programação, Mostra Coletivo Nós do Audiovisual, Sessão Especial, Mostra Competitiva, Debates e Seminários. O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem a Mostra Competitiva e as Sessões Especiais, com o melhor do cinema atual. Cadeiras espreguiçadeiras acomodam o público para apreciar uma projeção 2K e som 5.1 em uma tela de 12m x 5m proporcionando uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia.

Este ano, a Mostra recebeu número recorde de filmes, totalizando 650 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Já o Troféu da Crítica é escolhido por jornalistas e críticos de cinema presentes. Também na programação, debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos, e um seminário sobre a recente produção audiovisual brasileira.

A Mostra de Cinema de Gostoso tem lugar notável no calendário cultural do Nordeste e é uma importante referência de difusão audiovisual, atraindo público de diversas regiões do país, além de mobilizar moradores da cidade, que participam ativamente do evento e estreitam contatos com a produção cultural de outras localidades.

A 8ª Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções e do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC). Tem patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto e Lei Câmara Cascudo; Sprite e Interjato Soluções; patrocínio institucional da BAT Brasil.

Apoio institucional da Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso. Apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur/Emprotur); Potiporã; Laces; Itograss; Pousada dos Ponteiros; Restaurante Balica; Serveng; Marcenaria SMG; Sebrae/RN e uZeh.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

26 NOV – SEX | PRAIA DO MACEIÓ

21h – Cerimônia de Abertura

Mostra Coletivo Nós do Audiovisual
Papa Jerimum
Documentário, 15min, RN, 2021, Livre
Direção / Clara Leal, Harcan Costa

Sessão Especial
Marighella
Ficção, 155min, SP, 2019, 16 anos
Direção / Wagner Moura

27 NOV – SÁB| POUSADA DOS PONTEIROS

11h – Debate com os realizadores (Praia do Maceió)

21h – Mostra Competitiva

Sideral
Ficção, 15min, RN, 2021, 10 anos
Direção / Carlos Segundo

Portugal Pequeno

Ficção, 19min, RJ, 2020, 14 anos
Direção / Victor Quintanilha

Cabeça de Nêgo

Ficção, 86min, CE, 2020, 14 anos
Direção / Déo Cardoso

28 NOV – DOM | POUSADA DOS PONTEIROS

11h – Debate com os realizadores

16h – Seminário (Praia do Maceió)

Do desenvolvimento à distribuição – O caso de Cabeça de Nêgo
Mediação: Rafael Sampaio
Convidado: Déo Cardoso

21h – Mostra Competitiva

Vale do Vento Eterno
Ficção, 21min, RN, 2021, Livre
Direção / Pedro Medeiros

Tereza Josefa de Jesus
Ficção, 8min, SP, 2021, Livre
Direção / Samuel Costa

Rolê – História dos Rolêzinhos
Documentário, 83min, RJ, 2021, 14 anos
Direção / Vladimir Seixas

29 NOV – SEG | POUSADA DOS PONTEIROS

11h – Debate com os realizadores

16h – Seminário (Praia do Maceió)

Diretoras em diálogo – Laís Bodanzky e Thais Fujinaga
Mediação: Rafael Sampaio
Convidadas: Laís Bodanzky e Thais Fujinaga

21h – Mostra Competitiva

Céu de Agosto
Ficção, 17min, SP, 2021, 10 anos
Direção / Jasmin Tenucci

Fole
Ficção, 20min, RN, 2021, 16 anos
Direção / Lourival Andrade

A Felicidade das Coisas
Ficção, 87min, SP/MG, 2021, 14 anos
Direção / Thais Fujinaga

30 NOV – TERÇA | POUSADA DOS PONTEIROS

11h – Debate com os realizadores (Praia do Maceió)

21h – Cerimônia de Encerramento e Premiação

Mostra Coletivo Nós do Audiovisual

Mestre Marciano
Documentário, 10min, RN, 2020, Livre
Direção / Igor Ribeiro, Rubens dos Anjos

Sessão Especial

A Viagem de Pedro
Ficção, 96min, SP, 2021, 14 anos
Direção / Laís Bodanzky

Foto: Reprodução/Mostra de Cinema de Gostoso

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Som da Mata retoma apresentações presenciais e recebe o grupo Fuxico de Feira neste domingo (14)

Som da Mata retoma apresentações presenciais e recebe o grupo Fuxico de Feira neste domingo (14)

Além do grupo Fuxico de Feira no domingo, Shaman Tribal Company apresenta espetáculo Híbrida neste sábado (13), de maneira virtual.

O Dançando nas Dunas virtual acontece no próximo sábado, 13 de novembro, às 16h30, e recebe o espetáculo Híbrida, da Shaman Tribal Company, companhia de dança com núcleos em Natal/RN e Piracicaba/SP que há 15 anos trabalha com pesquisa, fruição artística, ensino, fomento e formação de público em Fusão Étnica Contemporânea (Tribal Fusion), com apresentações realizadas em diversos estados brasileiros, além de Argentina, Chile, Colômbia e Estados Unidos.

Este espetáculo reúne em sua montagem pesquisas e laboratórios que vem sendo desenvolvidos desde a fundação da companhia. O roteiro abrange coreografias criadas pelo próprio corpo de baile sob a direção de Cibelle Souza. A atmosfera cênica é toda construída sob o olhar da fusão étnica contemporânea, com base na dança do ventre, dança indiana, flamenco e danças folclóricas do norte da África.

O Dançando nas Dunas acontece graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Nata, por meio da Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro da Arena das Dunas, além do apoio do Governo do Estado através do Idema/RN e da Padaria Hora do Pão.

Já na tarde do domingo, 14 de novembro, às 16h30, o projeto Som da Mata retorna às apresentações presenciais recebendo a banda Fuxico de Feira, composta pelos músicos Fernandinho Régis (rabeca, 7 cordas e cavaco), Felipe Erick (sanfona e 7 cordas), Abner Moabe (percussão) e Valério Felipe (percussão).

O grupo deu início em 2018, a partir de uma sugestão de Carlinhos Zens de montar uma banda cujo repertório passeasse pela música brasileira, em especial a nordestina, mas que também explorasse o cancioneiro popular. Para este show, o Fuxico traz um repertório que contempla composições de grandes nomes como Dominguinhos, Sivuca e o mestre Luiz Paixão.

O projeto Som da Mata também ocorre graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal, por meio da Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro da Unimed Natal e da Uniodonto RN, além do apoio do Governo do Estado através do Idema/RN e da Padaria Hora do Pão.

Informações:

Projeto Dançando nas Dunas (virtual)

O espetáculo Híbrida fica por conta da Companhia Shaman Tribal Company, com produção da Praieira Filmes. A exibição online ocorrerá no Instagram (@dancandonasdunas), no Facebook (Dançando nas Dunas) e no YouTube (Dançando nas Dunas). O evento ocorre neste sábado, 13 de novembro, às 16h30 e será realizado pela Sá de Paula Produções.

Projeto Som da Mata (presencial)

O show com o grupo Fuxico de Feira no Parque das Dunas dá boas vindas à retomada do Projeto Som da Mata, no Anfiteatro Pau-Brasil do Parque das Dunas, localizado na Avenida Alexandrino de Alencar, S/Nº, bairro Tirol. O evento ocorre no próximo domingo, 14 de novembro, a partir das 16h30. O acesso ao parque custa R$ 1,00 e o espetáculo é gratuito. Para mais informações, (84) 3201-3985 | (84) 3201- 4440

Foto: Divulgação/Fuxico de Feira

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Marisa Monte retorna a Natal para show em abril de 2022

Marisa Monte retorna a Natal para show em abril de 2022

A cantora Marisa Monte já tem data para retornar a Natal: 26 de abril de 2022. Ela apresentará seu show da turnê “Portas” na Arena das Dunas. A venda de ingressos será anunciada em breve. Segundo a cantora, além das canções do novo álbum, o repertório do show destacará os momentos importantes da sua carreira de mais de três décadas.

A turnê terá início no dia 19 de janeiro, com show no Rio de Janeiro, e seguirá por várias cidades como São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal.

No palco, Marisa Monte será acompanhada por Dadi (baixo, violões e piano), Davi Moraes (guitarra), Pupillo (bateria), Pretinho da Serrinha (percussão e cavaquinho), Chico Brown (violões e piano), Antonio Neves (arranjo dos metais e trombone), Eduardo Santana (trompete) e Oswaldo Lessa (saxofone e flauta).

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Mobydick comemora 20 anos de estrada neste sábado (13)

Mobydick comemora 20 anos de estrada neste sábado (13)

A baleia mais roqueira de Natal, a Mobydick, completa nesse sábado duas décadas de muito rock n’ roll. Depois de algumas formações e de muito esforço para manter a chama acessa, a banda se orgulha do seu legado de muitos shows, composições e acima de tudo muita energia nos palcos da cidade.

Apesar de tantos anos de estrada, a Mobydick permanece mais ativa do que nunca. Há pouco tempo, lançou um novo trabalho autoral com composições inéditas e dois DVDs que refletem parte de toda sua trajetória. O palco escolhido para essa celebração dos 20 anos de carreira será a cervejaria Black Sheep, em Candelária.

O show contará com as participações de Cleo Lima trio e o Dj Magão, além de muitos ex-integrantes e amigos que subirão ao palco para festejar essa importante data. A festa será em forma de open bar e os amantes do Rock poderão desfrutar de deliciosas cervejas artesanais regadas a muita música durante sete horas de festa.

Os portões serão abertos às 15h do próximo sábado, (13.nov.2021).

Mais informações sobre o Mobydick 20 anos

  • Data: 13 de novembro
  • Horário: 15h
  • Atrações: Mobydick, Cleo Lima trio e Dj Magão
  • Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500 – Candelária, Natal – RN, 59066-040)
  • Valor da entrada: R$ 100,00 (open bar)
  • Vendas de ingresso e informações: (84) 9.8835-7043

Foto: Divulgação

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Traiu ou não traiu Por Alexandre Vitor

Traiu ou não traiu? Por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Traiu ou não traiu? Eis a dúvida que sempre há de existir para os leitores do consagrado Machado de Assis, um dos mais célebres escritores da Literatura brasileira, na sua obra mais polêmica: Dom Casmurro.

Na história, vamos ser apresentados a Bentinho, que, agora velho e conhecido como Dom Casmurro, nos conta sobre a sua vida. O frustrado jovem sonhava em se formar em Direito, mas dona Glória, sua mãe, tinha outros planos e decide que ele deve seguir para o seminário, ameaçando seus objetivos e também seu romance com Capitolina, a Capitu. No seminário, ele conquista uma grande amizade com Escobar, que também não tinha planos de ser padre.

A história é um romance de formação, isto é, acompanha Bentinho desde a adolescência até a terceira idade. Durante esse período, acompanhamos seu modo de encarar os problemas (ou fugir deles) e seu gradativo crescimento moral, como também sua relação com a família, com Capitu e também com Escobar.

Eu sei, nem todos gostam de ler clássicos, ainda mais aqueles que contém expressões antigas ou praticamente extintas do nosso vocabulário atual. Mas como eu gosto de ser advogado do diabo e de mostrar os dois lados da moeda, vamos para a sua defesa: Esse livro tem uma grande importância para a nossa Literatura, tornando-se um marco da nossa história. Sua compreensão e interpretação não é difícil.

Também já foi tema de várias teses e estudos. Importante destacar a beleza que o autor expressa no texto, minucioso, prezando por uma excelente construção do cenário, além do desenvolvimento dos personagens de forma profunda e ambígua.

E a cereja do bolo: Houve ou não houve a famosa traição? A maestria do escritor é tão grande que, mesmo escrito em 1899, até hoje esse mistério continua. E eu começo a desconfiar que cada leitor acredita e defende uma versão, de acordo com sua vivência pessoal e maturidade. E até mesmo quem ler esse livro por duas vezes, se passado um intervalo de tempo, pode achar o contrário do que achava antes. Saber fazer um livro assim é para poucos.

Se você ainda não leu um clássico, começará com um dos principais, pode acreditar; e me conte aqui se houve ou não houve traição.

Foto: Reprodução/YouTube/Livraria Família Cristã

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Velório de Marília Mendonça será realizado no Ginásio Goiânia Arena

O velório da cantora Marília Mendonça, morta nesta sexta-feira (05.nov.2021) em um acidente de avião, será no ginásio Goiânia Arena. A confirmação foi do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). A cerimônia deve ser aberta ao público das 13h às 16h, no Cemitério Parque Memorial de Goiânia.. A Secretaria de Educação de Lazer de Goiás informou que um campeonato de basquete para pessoas cadeirantes que ocorreria no ginásio foi cancelado e, o espaço está sendo preparado para que a cerimônia seja realizada.

De acordo com Caiado, a previsão é que cerca de 100 mil pessoas estejam presentes no enterro da cantora. O governador decretou luto oficial de três dias pela morte de Marília Mendonça.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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A hora do lobisomem - um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

A Hora do Lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Auuuuuuu! Sabe o que significa isso? Que em breve mais uma pessoa será vítima da besta que assombra a pequena cidade de Tarker’s Mills. Vai me dizer que nunca ouviu falar dessa cidade? Então, você ainda não conheceu A Hora do Lobisomem, clássico escrito por ninguém menos que Stephen King, o famoso rei do terror. A obra é composta por uma coletânea de 12 contos e cada um deles ocorre em um mês do ano, sempre na lua cheia. Ao longo dos 12 meses, assassinatos suspeitos acontecem na cidade.

A hora do lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

Muitos habitantes consideram ser um serial killer, mas estão enganados. Enquanto as autoridades tentam controlar a situação, o ser misterioso continua fazendo mais vítimas. Stephen King, propositalmente, deixa as histórias em aberto ao final de cada capítulo, a fim de deixar os leitores curiosos e ávidos pelas histórias seguintes. É importante lembrar que todos os contos estão interligados.

No final das contas, acabamos devorando o livreto todo de uma vez. Exatamente por ser mais curta, a obra se diferencia de qualquer outro volume do autor. Ele sabe desenvolver os personagens de forma rápida, mas não necessariamente artificial. A escrita é fluida e ele preza muito pelos detalhes dos acontecimentos, o que nos deixa imersos na trama.

Após um tempo de lançamento (esse livro foi escrito em 1983), A Hora do Lobisomem foi adaptado para as telonas , com o título Bala de Prata. Não é totalmente fiel à obra, não segue a linha cronológica do livro e subtrai alguns dos contos, mas mesmo assim é razoável. Contudo, em sua defesa, venho falar que é difícil adaptar um livro de contos fielmente a um filme. Por via das dúvidas, aconselho que prefira o livro.

A hora do lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor


Se você nunca leu nada do autor, é uma boa pedida começar por esse. Logo nas primeiras páginas, King consegue nos conquistar facilmente. E esse pode ser um bom volume para se iniciar nesse gênero. Com essa indicação, encerro o soturno mês de outubro, às vésperas das comemorações de Halloween e do Dia de Los Muertos. Aproveite em grande estilo, fazendo jus às datas sombrias.

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Halloween, a noite do terror, por Alexandre Vitor

Halloween, a noite do terror, por Alexandre Vitor

Nada como passar o Halloween de forma tradicional, não é mesmo? Então, para que você aproveite bem o 31 de Outubro, separei o mais clássico filme de terror referente à data e um dos mais influentes de todos os tempos: “Halloween”, de 1978.

Dirigido por John Carpenter, Halloween traz a história de Michael Myers, um garoto de apenas 06 anos que, no Dia das Bruxas de 1963, assassina a sua irmã mais velha. Após o feito, ele acaba sendo internado em um hospital psiquiátrico. 15 anos depois, o maníaco retorna à sua cidade natal, e passa a perseguir um grupo de jovens.

Por mais que seja um filme simples e de baixo orçamento, Halloween se tornou um grande sucesso na época, conquistando novos fãs até hoje. A fama foi tão grande que gerou inumeráveis sequências, além de ter se consolidado como um dos primeiros e mais influentes slashers, tendo inspirado outros famosos filmes, como a série de filmes pânico, por exemplo.

Outro feito importante é que graças a esse longa, a comemoração do dia do Halloween acabou se popularizando em todo o mundo, rompendo as barreiras dos países Anglo-saxônicos.

Mesmo sendo um filme das antigas, na época que foi rodado ele se mostrou muito original. Naquele tempo não era comum que os filmes de terror tivessem um serial killer tão bem elaborado como Michael Myers. Um outro diferencial para a época é que, a maioria dos personagens de filmes de terror eram sempre idiotas que só sabiam correr e gritar, mas esse filme trouxe a protagonista Laurie Strode, cativante e inteligente.

Apesar de ter sido uma boa produção no ano de lançamento, algumas pessoas não irão se agradar muito, por causa da narrativa mais lenta (estamos muito acostumados com a agilidade e fluidez nos filmes da atualidade) e principalmente porque naquele tempo não haviam recursos tecnológicos para comparar aos filmes de terror de hoje, podendo até mesmo não ser tão assustador para alguns expectadores.

Essa é a minha recomendação para que você termine outubro de cabelo em pé. E lembrando que está em cartaz hoje nos cinemas mais uma das sequências desse filme: “Halloween Kills”, sinal que esse título ainda dá muito pano para as mangas.

Feliz Halloween, capriche na sua fantasia e deixe aqui a sua sugestão de filme ou livro de terror para essa data.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

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O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar, por Alexandre Vitor (CAPA)

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar?, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Sem ideias do que fazer no dia do Halloween? (lembre-se, é no dia 31 de outubro). Bom, a minha primeira dica é que você junte uma turma e saia por aí fantasiado. Se não for a sua vibe, vou dar então duas dicas de filmes para que você não passe em branco nesta data assustadora.

Para fugir um pouco dos filmes de terror durante o Halloween, que só servem para ficar com o coração na mão e com medo da própria sombra, por que não ver algo mais leve, hein? Então prepare sua pipoca e seus doces e veja essas indicações de filmes leves e divertidos.

HALLOWEENTOWN

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar, por Alexandre Vitor no Papiro É Louco

O filme se concentra na família Cromwell, em especial Marnie, uma adolescente que recebe a ilustre visita de sua avó na noite do Halloween. A garota descobre pertencer a uma linhagem antiga de bruxas e que precisa começar o seu treinamento a partir daquele instante, ou então perderá seus poderes para sempre. Para isso, ela e seus irmãos vão parar numa cidade muito diferente de onde vivem: Halloweentown.

Esse universo abriga monstros e seres mágicos, onde os doces ou travessuras nunca têm fim. Marnie também descobre que esse não foi o único motivo para ter sido recrutada, pois uma presença maligna promete tornar os dias na estranha cidade (e no mundo mortal) mais sombrios. Essa quadrilogia (sim, são quatro filmes, mas só indico o primeiro) tem todos os personagens conhecidos do imaginário fantástico: bruxas, vampiros, monstros e outros seres, e é um filme bem divertido e leve.

ABRACADABRA

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar?, por Alexandre Vitor

Um dos maiores clássicos do Halloween, este filme gira em torno do frustrado adolescente Max Dennison que, sem querer, acaba libertando um trio de bruxas na noite do Halloween. Para consertar a burrada e impedir que elas virem imortais, ele vai contar com a ajuda de sua crush Allisson e sua irmãzinha Dani.

Apesar de ser um filme bem clichê, é uma boa diversão em família. E conta com com duas atrizes bem conhecidas do público adulto: Bette Midler e Sarah Jessica Parker.

Caros seguidores do Por Dentro do RN, nestas semanas que antecedem o Halloween, pretendo falar um pouquinho mais sobre o assunto. Vejo vocês na próxima.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Feliz dia e muito obrigada, professores; por Ana Beatriz Amorim

Feliz dia e muito obrigada, professores; por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Sem dúvida, minha mãe foi minha primeira professora, motivo de inspiração e confiança. Nos meus primeiros anos, me repassou as informações iniciais de uma vida que estava apenas começando. Conforme fui crescendo, outras pessoas passaram a fazer parte de minha vida, novas relações surgiram e hoje escrevo aqui para homenagear essas pessoas de fundamental importância durante minha formação, meus professores.

Professores estes que me auxiliaram na construção de minha imagem externa, diante do mundo, e interna, perante eu mesma. O professor é aquele que nos deixa crescer com nossos próprios passos, porém sempre pronto a nos oferecer auxílio.

O ensino do professor de forma alguma está restrito as quatro paredes. Pelo contrário, algumas lições são lembradas por toda uma vida. E esta mesma vida não deixa de ser uma escola, na qual, somos mutuamente, professores e alunos, pois mesmo quando ensinamos, aprendemos. Chegar à conclusão de uma graduação/pós-graduação é algo recompensador e gratificante, pois vários degraus foram percorridos nesta escadaria.

Durante a minha caminhada acadêmica, as dificuldades não foram poucas, os desafios foram muitos. Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. Muitas vezes me senti só, e, assim estive. Algumas vezes o desânimo quis contagiar, porém a garra e a força de vontade foram mais fortes, sobrepondo esse sentimento, fazendo-me seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho.

Agora ao olhar para trás, a sensação de dever cumprido se faz presente e posso constatar que as noites de sono perdidas, os longos tempos de leitura, a apuração da pauta, o correr para cumprir o deadline, a digitação, renderização, vetorização, discussão, a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não o conseguir, não foram em vão.

Ao corpo docente dos cursos de Jornalismo, Design Gráfico, Assessoria de Comunicação da Universidade Potiguar, e também aos professores do curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o meu parabéns e muito obrigada. Todos, juntos, formaram um time imbatível no momento de compreender, ter paciência e de mostrar os caminhos corretos da profissão.

Feliz dia e obrigada, professores. Hoje estou aqui como sobrevivente de uma longa batalha, porém, muito mais forte e confiante, com coragem suficiente para enfrentar todos os obstáculos que ainda estarão por aparecer, tendo em vista que atualmente continuo qualificando-me para exercer as profissões que tanto amo e às quais venho me dedicando.

Foto: Ilustração/Quino

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim coluna Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.

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Padre Tiago Theisen, o sacerdote que plantou flores de esperança no coração do futuro, por Edivan Martins

Padre Tiago Theisen, o sacerdote que plantou flores de esperança no coração do futuro, por Edivan Martins

O jornalista e ex-vereador de Natal, Edivan Martins, fala sobre o padre Tiago Theisen, que faleceu no último dia 9 de outubro após 66 anos de sacerdócio.

“Um dia em minha vida, coloquei meu sonho em um navio. Deixei minha amada cidade, segui a luz do farol do Senhor e cruzei o oceano com saudade. O maior tesouro que carreguei foi a mais doce lembrança da família e das verdadeiras amizades”. No porto de Antuérpia, em Flandres, o maior da Bélgica, um navio cargueiro apita chamando os últimos passageiros. Com uma bagagem de 40 malas cheias de livros, remédios, lembranças e saudades, o jovem padre Jacques Theisen, vai deixando sua terra natal Namur, vendo se misturar no encontro das águas dos rios Sambre e Mense a lágrima saudosa da família.

Era 8 de março de 1968. A Europa se derretia em protestos. O concílio vaticano II, sob a batuta do Papa João XXIII, trilhava numa nova teologia. No Brasil, a censura batia até às portas dos seminários, muitos fechados pelo regime militar. Por isso o Arcebispo de Natal, Dom Nivaldo Monte, foi a Roma solicitar padres que pudessem se incorporar aos 35 sacerdotes da época. Ao primeiro convite do bispo, o jovem padre colocou o dedo no mapa e disse: “vou pra Natal”.

O navio holandês cortou os mares durante 14 dias até o porto de Recife. A poeira encobria a estrada de barro. Da janela do ônibus, ele observava a paisagem árida, a terra seca e a vida dura do sertanejo. Ao pisar o solo de uma Natal de 200 mil habitantes, ganhou o nome de Padre Tiago.

Embalado pela brisa suave que descia pela ponta do morcego, celebrou a primeira missa na Praia do Meio. Vendo as dunas correrem para abraçar o Forte dos Reis Magos, construído sob arrecifes, logo comparou com a cidadela de sua Namur, uma das mais poderosas fortalezas da Europa, erguida sobre rochas.

As igrejas de estilo barroco ornadas por arenitos esculpidos e colunas de mármores coloridos, ele trocou por capelas modestas. A simplicidade vivida nos tempos de seminaristas, quando se deslocava 11 quilômetros de bicicleta, para um aposento com uma cama, guarda-roupa e uma jarra d’água para asseio, ele continuou em Natal ao escolher um velho casarão no bairro do Bom Pastor, um dos grotões mais humildes da zona oeste da capital.

Assume a mais populosa paróquia da diocese de Natal. Área dos maiores índices de violência, desemprego, problemas sociais e maior concentração de favelas.

Do tradicional de histórico bairro das Quintas seu raio de atuação rumava em direção do Bom Pastor, Km 6, Felipe Camarão até o Guarapes. A outra rota seguia os caminhos do Rio Potengi com boa visão do alto nordeste. Cruzava a velha ponte de ferro de Igapó, aldeia velha da cidade, até o vilarejo de Regomoleiro, já nos prados de São Gonçalo do Amarante.

Foi visionário e enxergava a zona norte como uma área promissora. Quando a bandeira da ponte velha sinalizou sua primeira passagem, deparou-se com uma região de 7 mil habitantes, espalhados principalmente por Igapó e a Praia da Redinha. O fim de sua paróquia era Pitangui, uma simples vila de pescadores em Extemoz, catequisada por Jesuítas nos idos do século XVII.

A década de 70 representou um marco no processo de urbanização da zona norte e 44 conjuntos habitacionais foram construídos, muitos deles batizados pelo padre Tiago que ergueu a primeira igreja no Soledade I, em 1977, dedicada a São João Evangelista e só parou em 1998 com a edificação da igreja de São Pedro e São Paulo no Conjunto Alvorada.

Foi uma travessia mosaica passar do sotaque francês para o nordestino e amoldar os intestinos, já fragilizados por cirurgias, às feijoadas e carnes de sol, porém, sua fome maior era nutrir o povo com alimentos pro corpo e pra alma.

Na primeira missa celebrada nas Quintas já foi identificando as aptidões das pessoas e distribuindo tarefas na formação da equipe: Severina ficou com a secretaria, Dona Filó com as tapiocas e confeitos, numa pequena quitanda ao lado das escadas; no catecismo: Seu João Mariano e João Alfredo; a zeladora, Dona Terceira; no canto, Socorro; na organização dos bancos e pra controlar o silêncio das crianças, meu avô Vicente Terto, que me levou àquela celebração.

Estávamos na porta lateral da igreja quando vimos o padre de olhos azulados, descer de uma rural, apagar o cigarro acoplado numa piteira, olhar pro relógio e começar a missa pontualmente na hora marcada. O português que treinou no navio não foi suficiente para que os fiéis entendessem a homilia. Compreensível mesmo somente o rito da elevação da hóstia.

Fui crescendo em meio aquela dinâmica efervescente da paróquia. Doentes fazendo filas à procura dos remédios do padre que curavam feito os milagres de Cristo. Beladonas, arsênicos e perfuliatuns aliados a fitoterápicos eram manipulados no casarão por acadêmicos de medicina, entre eles: Dr. Boucinhas, Assis, Dras Regina Koote, Celeste, Helena, Vera, Ana, Lúcia, Goretri, Ilani e Nelly. Assim, vi nascer, de forma pioneira, a homeopatia no Rio Grande do Norte, com jovens acadêmicos de medicina e farmácia, consultando nos ambulatórios e manuseando “beladonas, arsênicos e perfuliatuns”, sob a égide do inscrito na Organização Mundial de Medicina, sob o número 4.05.0176.

Adolescente, ingressei no grupo de jovens TUDIFA (Turma que diz e faz) e passei a conhecer o pensamento, as ideias e a grande figura humana de um sacerdote que inseria no trabalho pastoral, leituras especializadas em psicologia, pedagogia, sociologia, medicina, parábolas e o evangelho. Com ele despertamos para as questões sociais, para a desigualdade, injustiças.

Em suas manias de documentações e estatísticas estão arquivados os nomes de Edivan Martins, Delmir Ferreira, júnior, Roberto, Olavo Ataíde, Adelma, Kátia, Rosa Maria, Eris, Aldo, Carlos Segundo, João Maria Alves, os irmãos Jonas e Gerson de Castro, Carlinhos Peixoto… Integrávamos o trabalho com a juventude, realizando missões evangelizadoras, peças teatrais, missas e projetos.

Recordo quando fomos a Fortaleza em duas kombis para comprar ternos de futebol, instrumentos para bandas musicais, flautas, e ele fez questão de coroar a viagem com a celebração de uma missa numa capelinha a beira mar e altar em forma de barco, de uma comunidade carente do conterrâneo belga, padre Caetano.

Fui monitor do Projeto Elo na antiga Favela do Japão, que ele sobrevoou, pilotando um helicóptero, para apresentar às autoridades o formato de habitação popular que mudaria o nome da localidade para Novo Horizonte. Lá também participei do programa nutricional do INAN, que distribuía 30 mil quilos de alimentos por mês à 5.000 famílias carentes.

Teve dois batismos: um na catedral Saint Aubain e o outro a bordo de um avião Fokker, que ele pilotou sozinho como prova final para ter o diploma de piloto civil. Sua roupa preferida sempre foi a do trabalho. Desprovido de vaidades, nunca mudou seu modo de vestir: calça de tergal, camisa de manga curta e chinelão com meias.

Horas ele queria voar para chegar rápido às soluções. Mas o senso pedagógico sugeria uma aterrisagem no conhecimento da geografia humana por um céu de ideias e ações, cujo destino era formar, mudar tendo como guia os ensinamentos cristãos. Ideias também foram ouvidas pelos órgãos de informação da época, e que culminaram com um chamado do padre Tiago à Polícia Federal, juntamente com a cantora da missa, Socorro, Moisés Domingos e outros.

Padre Tiago não abria mão da formação dos grupos de trabalho. Planejava reuniões, era um exímio criador de siglas, resumia ideia para uma melhor compreensão e assim para cada segmento aplicava uma didática simples. Toda quarta-feira, às 22 horas, a coordenação jovem tinha reunião de aprofundamento no casarão e ao término, sob sua direção, a kombi saia entrecortando a noite nos devolvendo aos nossos lares. A ele sou grato. Por aceitar ser meu padrinho de crisma e ter aprendido no altar de sua sabedoria credenciais de solidariedade, amizade fraterna, a arte de servir e ensinamentos cristãos, essenciais à família e ao exercício da atividade pública.

A maior lição foi sua própria lição de vida. Lição de ser padre na simplicidade e humildade que exige o evangelho. Da capacidade de unir ciência, fé e obra como prega Tiago, o apóstolo. Sua obra tem a história e a raiz do pau brasil, plantado ao lado de sua janela. Árvore protegida por lei, semelhante aos direitos das crianças e adolescentes, encartadas na constituinte, que teve o padre Tiago como relator de um grupo.

Se priorizava a nutrição do povo é porque o farelo foi o sustento principal de sua família durante a segunda guerra; pregava a paz pra não voltar a presenciar a decapitação de um padre amigo e o fuzilamento de pessoas em sua cidade; criou jardins com nome de flores, pela consciência de que o conhecimento transforma e forma cidadãos e cidadãs.

Agora o senhor já pode contemplar o abraço dos rios de sua terra com o nosso Potengi que banha suas queridas paróquias. Se já não estão mais aqui os que derramavam lágrimas ao vê-lo partir naquele março de 68, receba, pois, as lágrimas dos que lhe fizeram filho desta terra dos Reis Magos.

Sua entrada nos portões celestiais terá a luz divina do lampião que rasgava a escuridão de suas noites no Bom Pastor. Voltarás a saborear a água da cacimba que matou sua sede durante os primeiros anos no seu humilde casarão. As flautas tocarão hinos infantis e o aroma da vida eterna exalará no colorido corredor de lírios, tulipas, girassóis e orquídeas, dos jardins que tanto o senhor plantou, regou e amou.

Edivan Martins – jornalista e ex-vereador de Natal

Foto: Reprodução

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Livros físicos ou e-books, o que você prefere? – Por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Hoje eu trago essa pergunta a vocês. O que você prefere: ler, sentindo a textura do papel em suas mãos e o cheiro inconfundível do livro novo (ou velho, se preferir), ou acha melhor ler olhando para uma tela, de forma mais prática e moderna? Qual é o melhor, afinal?

Quando se aborda esse assunto, a maioria das pessoas ficam divididas; até porque ambos possuem vantagens e desvantagens, como tudo na vida, mas vamos lá. O livro físico é bom exatamente porque, convenhamos, o contato com o papel é bem mais prazeroso que tocar numa tela, e isso faz imensa diferença para leitores assíduos. Também tem a questão de ser possível fazer marcações, seja grifando ou colando post-its, ainda mais quando se fala em livros técnicos e voltados a estudos. Quem nunca grifou uma frase marcante em um livro inesquecível?

Além de tudo, ao terminar a leitura, você ainda terá mais um troféu para expor na sua estante! Mas é claro, o livro possui suas desvantagens: o peso pode ser grande, impedindo algumas pessoas de poder levá-lo na bolsa. Sem contar no preço, muito salgado no Brasil. Assim como previram o fim do cinema quando surgiu o medieval videocassete, muitos já previram o fim do livro, o que acho improvável. Enquanto houver leitores, existirão sempre os amantes do livro de papel.

E os e-books? Bem, são práticos e leves, ou seja, eles podem ser carregados sem o menor incômodo. Os preços costumam ser mais reduzidos, chegando às vezes a metade do valor do seu concorrente tradicional. Também existe a vantagem de você poder carregar uma verdadeira biblioteca debaixo do braço, devido à tamanha capacidade de armazenamento.

Isso é bom para quem lê vários livros ao mesmo tempo, ou para levar em alguma viagem. Mas, como os outros formatos, também apresentam problemas, como a necessidade de carregar a bateria, limitando o tempo de leitura às vezes. Um outro problema é o cansaço na vista, que sempre aparece, mesmo com a tela especial do objeto.

Afinal, na dúvida, o interessante mesmo seria não optar de início. Caso você tenha acesso, tente as duas formas de leitura. Com o tempo, você vai descobrir qual a sua preferida, mas a outra não será abandonada. O importante é o conteúdo lido e não a forma que você está utilizando.

Espero que você tenha gostado e continue acompanhando a coluna “O Papiro é Louco”.

Foto: Reprodução/Pixabay

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

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Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Lei Municipal transforma Os Cão da Redinha em patrimônio imaterial cultural de Natal

Lei Municipal transforma Os Cão da Redinha em patrimônio imaterial e cultural de Natal

O tradicional bloco carnavalesco Os Cão da Redinha agora é patrimônio imaterial e cultural de Natal. A Lei n° 7.192/2021, aprovada pela Câmara Municipal do Natal (CMN) e sancionada pelo prefeito Álvaro Dias, foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM), na edição de 04 de outubro deste ano. 

Para que um bem seja considerado patrimônio imaterial, é necessário, primeiramente, que a população conheça e se envolva diretamente com a prática popular-cultural, e além disso reconheça que tal manifestação é um fragmento da memória do seu povo. De acordo com Lima Júnior e Maia (2006), patrimônio imaterial “é tudo aquilo que se refere à memória e tradição de um povo, que se mantém vivas por meio dos seus modos de saber e ofício, manifestações populares e formas de expressão”.

Há duas versões para o surgimento d’Os Cão da Redinha. A mais plausível contada pelos brincantes do bloco é que os fundadores são Francisco Ribamar de Brito (Dodô), seu irmão Armando Ferreira de Brito (o Gago), Francisco Clemente da Silva (Chico Baé), Francisco Valdécio (Chico do Cabo) e Djalma de Andrade (Uá), além de José Gabriel de Góes (Zé Lambreta). O ano era 1962.

Em um momento de bebedeira, o grupo teve a ideia de se “vestir” de lama e sair pelas principais ruas da praia da Redinha. O entrudo foi batizado pelas próprias pessoas do bairro, que ao verem Zé Lambreta, Dodô e seus amigos lambuzados de lama no meio da rua, gritavam “olha os cão!”.

O tempo passou e o bloco Os Cão da Redinha tomou uma grande dimensão nos carnavais contemporâneos, dando o ar da graça na terça-feira gorda, com milhares de seguidores que se lambuzam de lama no manguezal próximo à ponte Newton Navarro para sair brincando pelas ruas da praia da Redinha e Redinha Nova, ao som de marchinhas de carnaval, orquestra de frevo e percussão de pau e lata. Com o passar do tempo, novos acessórios foram acrescentados às “fantasias”, como chifres, rabos, colares, e outros badulaques.

Foto: Reprodução/Adriano Abreu

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Últimas conversas, por Ana Beatriz Amorim (Foto de Sara Recondo)

Últimas conversas: sobre a angústia do silêncio da ausência, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

É impossível superar uma vida interrompida. Com morte por infarto ou velhice, a gente aprende a lidar. Com uma tragédia, criamos um espaço doído e intocável que se força e se esforça para encontrar paz de vez em quando – e que entende que nunca vai conseguir sentir isso para sempre de novo.

A minha mãe morreu há mais de dez anos e nunca pode ver quem eu me tornei. A casa que sonho transformar no melhor lugar do mundo, a profissão em que me formei, depois a que inventei. Não soube das minhas histórias de amor, das viagens que fiz, das que sonho fazer. Nunca ganhou o presente de Salvador, nem sabe das músicas que eu ouço hoje, dos filmes que vejo, quais livros já li daquela minha estante infinita.

Aprendi a disfarçar a dor. E tenho uma tristeza que me acompanha sempre desde o dia em que tudo acabou. Sei que ela não ia querer saber que eu sinto essas coisas e talvez seja por isso eu tento viver tão bem.

Tem dia que é mais complicado.

Geralmente, acontece quando alguém ou alguma coisa te lembra que não tem jeito, que aquela pessoa que você amava profundamente não vai viver de novo, por mais que a medicina, a ciência e a tecnologia avancem tanto. Acabou, finito, já era, zerou. O mundo dela nunca mais vai encontrar o seu.

Minha mãe deixou de presente um grande ensinamento. Ela ouvia o que qualquer pessoa tivesse a dizer e extraía de cada uma sua melhor parte, ou a mais comovente. E ela ouvia seus pacientes com tanto interesse e tanto cuidado, sem preconceito ou julgamento. Tão raro, né?

E ela conduzia diálogos fantásticos, com suas perguntas lógicas e também com as absurdas. Foi ela quem me ensinou saber escutar com interesse e paciência. Aprendi que devemos respeitar os silêncios – que tantas vezes faz jorrar histórias e sentimentos de onde menos se espera. E que através do questionamento podemos captar histórias comoventes.

Acompanhar algumas notícias ultimamente é um exercício gigante de empatia. É sentir a dor do outro, se colocar no lugar, querer entrar na tela e dar um abraço na maioria deles! É se ver em gente que não tem nada a ver com você. O ouvir em alguns momentos universaliza a angústia e a dor, nos coloca todos no mesmo lugar, transforma a tragédia em algo que faz com que a gente se entenda um pouco mais. Nos envolve na intimidade e na fragilidade do outro e nos faz melhor ao refletirmos diante de cada situação vivenciada.

Viver é um aprendizado diário. Vale ainda mais a pena quando somos privilegiados e encontramos pessoas que criam um legado fascinante sobre a vida de gente comum ou quando você assisti um filme e fica pensando em vida e morte, lembra da música que você cantava para sua mãe e acabava arrancando risadas deliciosas dela.

Disfarçar a dor é daquelas verdades que acompanha sempre quem perdeu alguém que amamos. É esperar pela próxima lembrança para sentir aquela saudade boa e isso faz a gente seguir em frente. O silêncio do ausência chega a ser angustiante. Tem dia que é mais complicado e bate uma saudade absurda de nossas últimas conversas.

Foto: Reprodução/Sara Recondo

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Ana Beatriz Amorim Por Dentro do RN novo

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Desventuras em Série desventurados em filme, em livros e em série, por Alexandre Vitor

Desventuras em Série: desventurados em filme, em livros e em série, por Alexandre Vitor

De Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Quando as pessoas pedirem para que não reclamemos da vida, é melhor seguirmos essa linha de raciocínio, pois as coisas sempre podem ser piores. Por isso, apresento a vocês hoje as Desventuras em Série, uma saga literária composta por 13 livros, escritos por Lemony Snicket, em que conhecemos a vida desafortunada de três irmãos. Quando seus pais morrem em incêndio suspeito, os órfãos vão morar com um parente distante, que tem o único interesse de se apossar da imensa fortuna deixada pelos pais aos irmãos.


O vil Conde Olaf está disposto a qualquer coisa; e não é à toa que são 13 livros cheios de mistérios, incêndios, organizações suspeitas e tensão, além de muita falta de sorte. O que tem de dar errado, dará. Uma verdadeira sucessão de infortúnios e humor de caráter duvidoso.


Falando sobre a adaptação para as telas, o filme, lançado em 2004, foi estrelado por Jim Carrey (como Conde Olaf) e participação de Meryl Streep; e a série, produzida entre 2017 e 2019, foi estrelada por Neil Patrick Harris (aquele dos Smurfs) e Malina Weissman (de Supergirl).


O filme se baseou nos três primeiros livros, mas mesmo assim foi razoavelmente bem na fidelidade à estória. A atmosfera meio gótica (lembrando muito os filmes do Tim Burton), se adequou bem ao clima apresentado nos livros. Contudo, como sempre, algumas partes interessantes foram cortadas e alguns eventos foram postos fora da cronologia da obra. A série melhora nesses quesitos, até por ter mais tempo de duração.


Minha indicação para esse final de semana é você dar uma olhada nessa série/filme. É um pouco diferente dos padrões americanos aos quais estamos acostumados. Se você gostar, arrisque começar a saga literária. Como sempre, livros são sempre superiores.

Foto: Reprodução/Netflix

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O Corpo da Tua Palavra: Álvaro Dantas e Thiago Medeiros lançam vídeos-saudade nesta quinta-feira (30)

O Corpo da Tua Palavra: Álvaro Dantas e Thiago Medeiros lançam vídeos-saudade nesta quinta-feira (30)

Criado em meio a pandemia da Covid-19, os três vídeos-poemas tratam do tema saudade entre o materno, a rua e a casa, com direção de arte e edição de Rita Machado e Jonhkat, os artistas revisitam seus corpos em busca de palavra, afago e força para o mundo, entre poemas de Thiago Medeiros, Iara Carvalho, Priscilla Rosa e depoimentos pessoais, O corpo da tua palavra será lançado nessa quinta-feira, 30 de setembro, às 17 horas, no Instagram do projeto @corpodapalavra.

“O projeto é um respiro em meio a saudade de um tempo que, talvez, não exista mais. Tempo de saudade e distância, trazendo a arte como abraço, palavra e corpo, até onde ele pode suportar uma saudade”, afirma Thiago.

Esse projeto foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Foto: Divulgação/O Corpo da Tua Palavra

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As coisas que não podemos explicar, por Ana Beatriz Amorim

As coisas que não podemos explicar, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Um dia uma amiga querida perguntou o que me encanta. Descobri que o encanto vem de coincidências que eu nem sei dizer, só sentir. Não tem regra, nem padrão, não tem roteiro, vivência anterior que dê a dica. É só um encanto. Encanto pelo encanto, essa coisa meio parnasiana.

Encanto é aquilo que enche o coração quando você menos espera. É aquilo que faz os olhos saltarem, se encherem de alegria ou de lágrimas. Lágrimas boas, não aquelas que lavam o desespero e a dor, mas as que transbordam o que o coração já não consegue dar conta.

Encanto, apesar do jogo de palavras, não se encontra em qualquer esquina, em qualquer canto. Mas aparece no diálogo mais banal, na surpresa que você nunca imaginaria, mas que vai lembrar pro resto da vida. Leva tempo para que duas pessoas descubram seus encantos. O dia a dia tem essa dureza de massacrar a gente, às vezes.

Leva tempo para que elas saibam o que enche o coração e transborda pelos olhos até se transformar em um beijo, um abraço ou na frase mais simples que diz a maior coisa do mundo, com todo o amor que isso carrega. Mas, às vezes, o encanto se perde de repente. E resta esperar que ele surpreenda de novo.

Foto: Reprodução/Ana Echebarria

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Ana Beatriz Amorim Por Dentro do RN novo

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Legendtopia, um universo mágico infanto-juvenil, por Alexandre Vitor

Legendtopia, um universo mágico infanto-juvenil, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Que segredos será que um restaurante temático fajuto pode esconder? Simples: uma passagem secreta para um universo fantástico.


Legendtopia, A batalha de Terr, é um livro infanto-juvenil escrito por Lee Bacon e lançado em 2018. Os livros são uma duologia, mas apenas o primeiro foi traduzido para o português até agora. Nessa história, vamos conhecer Kara, uma garotinha convencida e cética que descobre acidentalmente uma abertura para um reino fantástico e medieval, o Reino de Heldstone. Lá ela conhece Frederico XIV (Fred para os íntimos), um jovem príncipe que sonha em assumir o reinado e ser um herói, assim como seus ancestrais.


Quando os dois mundos se chocam, irão desencadear problemas para ambos os universos e personagens. Outras criaturas também virão a descobrir essa passagem e forças malignas tentarão dominar ambos os mundos. Fred e Kara precisam salvar seus dois lares. O livro é narrado em 1ª pessoa, sempre alternando o ponto de vista dos dois protagonistas, o que torna a estória mais dinâmica, onde o autor cria momentos engraçados e sarcásticos que contrastam com momentos de tensão.


Para quem se identificou com Nárnia, clássico do C.S. Lewis, há muita chance de gostar também dessa aventura, mas lembrando que ela é direcionada à galera pré-adolescente. Essa é minha indicação para esse final de semana, e é um bom livro para quem deseja se iniciar no hábito da leitura, sobretudo àquela turma que ainda não chegou à adolescência.

Foto: Reprodução

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Banda Catedral volta a Natal em outubro com o show 'Depois Dessa Ventania, o Reencontro'

Banda Catedral volta a Natal em outubro com o show ‘Depois Dessa Ventania, o Reencontro’

A banda Catedral está de volta a Natal em clima de reencontro. O show “Depois Dessa Ventania, o Reencontro” acontece no dia 08 de outubro, no Teatro Riachuelo. Será um show totalmente diferenciado, com muita interação com o público, pois “estamos de partida, todo dia pode ser uma despedida”. O setlist especial contará com os grandes sucessos que marcaram toda a trajetória da Banda e promete agradar aos fãs catedráticos.

“Depois dessa ventania, o reencontro” será um show já com o clima especial de final de ano, feito com muita emoção e esperança em dias melhores! Tudo isso regado, é claro, pela poesia das letras da banda Catedral. Um show imperdível pra quem é catedrático de coração!

Ingressos e mais informações:

Banda Catedral – “Depois Dessa Ventania, o Reencontro”
Dia 08 de outubro, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Riachuelo
Ingressos na bilheteria do teatro ou no site uhuu.com
Classificação: 18 anos

Foto: Divulgação

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Olhar para dentro, por Ana Beatriz Amorim

Olhar para dentro, por Ana Beatriz Amorim

A melhor coisa que fiz por mim nos últimos tempos foi voltar a escrever. Dividir a angústia foi um alívio – e já me fez pensar em várias coisas, algumas novas, outras nem tanto. Escrever me tirou da inércia. Ler os comentários de vocês é a mesma coisa que receber uma injeção de adrenalina, motivação e amor.

A gente vive um momento delicado. É muito louco. Exigimos demais de nós mesmos – e o mundo ao nosso redor parece exigir mais ainda. Temos que fazer muito, ter uma vontade incessante, nos dedicar a tudo com muita determinação.

Ao receber o convite para colaborar com essa coluna, confesso que fiquei reflexiva. Gosto de ficar em dúvida. De pensar “pra quê?”. De quase desistir, ao menos por um tempo. Me senti mais gente de verdade, menos personagem nesta internet que a gente se acostumou a viver como palco.

Ao construir os textos e ver que muitos de vocês sentem as mesmas coisas, meu nível de empatia aumentou em 100%. Empatia, essa palavra de que eu tanto gosto! Entre o primeiro post e este, comecei um daqueles trabalhos que nos fazem lembrar porque escolhemos uma profissão. O que eu mais gosto no Jornalismo é de fazer entrevistas.

Gosto de dialogar com gente que dedica a vida inteira a uma ideia, a uma causa; gente que fala com paixão sobre o que faz, sobre o que ainda quer fazer – e a força incessante de cada um deles é impressionante! Não poderia haver momento melhor do que esse de entrar em contato com gente admirável, inspiradora, que todos vocês vão adorar conhecer no decorrer das próximas publicações.

Ao longo dessas conversas, que podem durar uma hora, mas geralmente duram 5, 6, 7 horas ou um dia inteiro, voltei a perceber que uma das melhores coisas do mundo é conversar ouvindo com toda atenção o que o outro tem a dizer. Ando tão fascinada por isso! Você conversa 5, 10 minutos, ok, pode saber algumas coisas sobre alguém. Passou da meia hora, não tenha dúvida que vai descobrir, ao menos um pouquinho, as nuances, o que faz aquela pessoa ser quem é.

Voltar a fazer Jornalismo me lembrou do que une tudo que fiz e faço na profissão. A vontade de compartilhar as coisas do mundo que me interessam e me emocionam. É quando mostro, faço um convite, converso sobre as coisas que elas ficam mais legais de verdade. Há momentos em que tudo que a gente precisa é olhar para dentro, né? E depois ver o tanto de mundo que existe lá fora.

Este post é para agradecer pelas palavras de vocês, que me lembraram da essência da reflexão. É muito natural para mim dividir o que me emociona. Pode ser uma foto, uma música, uma história transformadora. O mundo é tão interessante, e eu me empolgo tanto com tanta coisa que é impossível não postar por aqui com todo o amor do mundo.

Vocês são demais! Muito obrigada.

Foto: Ilustração/Duane Michals

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Ana Beatriz Amorim Por Dentro do RN novo

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

A série Atypical e suas reflexões, por Alexandre Vitor

A série Atypical e suas reflexões, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Como você se sentiria se fosse excluído simplesmente por ser diferente? Não por escolher, mas por ser diferente? Atypical é uma série estadunidense que mescla drama e comédia. Se concentra na vida de Sam Gardner, um adolescente autista que não possui muitos amigos. O garoto, além de enfrentar a solidão e outros dramas diários, passa por situações hilárias tentando encontrar uma namorada e ter suas primeiras experiências sexuais.


Por causa de Sam, também vamos conhecer as dificuldades que afetam o restante da família: sua irmã Casey e seus pais, mostrando que ninguém tem um manual de instruções de como conviver com o diferente. A série é um exercício de empatia para o expectador e de reconhecer que, mesmo com inabilidades em alguns setores, Sam, com seus esforços, consegue ter grandes momentos e ser mais verdadeiro que muitos ditos “normais”.


A série foi encerrada nesse ano após 4 temporadas de risos, lágrimas e situações bem constrangedoras. Vale a pena dar uma procurada na Netflix nesse final de semana. Tenho certeza que você vai ver os “diferentes” com um olhar ainda mais parceiro.


Dedico o texto de hoje a todos os garotos autistas, em especial a Ângelo e Augusto, que sempre encontro nos passeios pelo shopping.

Foto: Reprodução

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Karatê kid e Cobra Kai, a ressurreição, por Alexandre Vitor

Karatê Kid e Cobra Kai, a ressurreição, por Alexandre Vitor


Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Se você, que está lendo essas linhas, é um adulto e teve sua juventude nos anos 80, tenho certeza que viu os filmes Karatê Kid, grande sucesso na época. Se você, que está lendo essas linhas é uma criança/adolescente, provavelmente já assistiu ou ouviu falar na série Cobra Kai. E se assistiu, resolveu voltar no tempo (influenciado por seus velhos) e acabou assistindo os Karatês… de qualquer forma, se você não sabe do que estou falando, é porque esteve morando em Marte nos últimos anos.


Karatê Kid é uma sequência de 4 filmes estreado em 1984, com Ralph Macchio, Pat Morita e William Zabka. Os filmes, os três primeiros pelo menos, se concentram na vida de Daniel Larusso, um adolescente solitário que acabara de se mudar para a Califórnia. O garoto encontra dificuldades em se adaptar na nova cidade, pois é frequentemente vítima de bullying dos valentões da sua escola, liderados por Johnny Lawrence. Para conseguir contornar essa situação (e sobreviver), ele se aproxima de Sr. Miyagi, um mestre no Karatê, que o ensina não só as técnicas de autodefesa, mas também vira uma figura paterna para o cara. As continuações são voltadas a outras questões, mas ainda temos uma boa pegada sobre a arte do Karatê.


Existe um remake de Karatê Kid lançado em 2010 estrelado por Jaden Smith e Jackie Chan. Só que, nesse filme, a arte marcial é o Kung Fu. Mas como assim? Então o filme deveria ter se chamado Kung Fu Kid, não?


Recentemente, em 2018, foi lançado um spin-off chamado Cobra Kai, nos streamings Netflix e YouTube Premium, em que, já adultos, as rixas entre Daniel e Johnny se tornam maiores, envolvendo também seus filhos, amigos e toda a cidade. O problema vai aumentando a cada capítulo, o que torna a série envolvente.


A série tem uma boa produção, tem boas tiradas cômicas zoando com os costumes dos anos 80, que pareceu ser uma década bem divertida. Também é bom ver na série que as coisas não são tão preto no branco como pareciam ser no filme; e o vilão pode não ser tão vilão assim. Também há os conflitos da galera jovem; e todos acabam juntos e misturados.


Vale a pena fazer a maratona completa, começando com os Karatês, mesmo com aquela pegada bem datada nos anos 80, para se situar melhor em algumas lembranças e não ficar perdido em algumas piadas da série atual. Lembrando que a série ainda está em andamento, com sua 4ª temporada esperada para dezembro de 2021 e com mais promessas de continuação.


E você, já viu Karatê Kid? Está se identificando mais com Daniel ou com Johnny? Comenta aí.

Essa coluna de hoje é em homenagem aos meus amigos do Dojo Samurai.

Foto: Reprodução

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

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O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Buscando espaço para os encontros, por Ana Beatriz Amorim

Buscando espaço para os encontros, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Viver uma pandemia não estava nos meus planos. Me falta repertório emocional para passar por um momento histórico desse nível. Até gostava de ver filmes e de ler sobre futuros meio catastróficos, meio inevitáveis, mas ainda assim distantes. No futuro, afinal. Agora, enquanto um vírus se espalha, queria escapar para o futuro-onde-sim-vai-ficar-tudo-bem-tomara. Ou então voltar para o passado, quando podia encontrar quem quisesse no momento que estivesse a fim. Saudade dos bons encontros.

Porque na vida vivida pelas telas, alternando entre celular e computador, terminando o dia de frente para TV, vemos pedaços da gente. Estamos em uma observação constante sobre nós mesmos refletidos em lives, reuniões no Zoom, videochamadas. Ainda bem que vivemos essa pandemia em um momento em que a internet dá conta de reproduzir múltiplos espaços da nossa vida, claro.

Dá pra trabalhar, estudar, fazer doação, encontrar os amigos, buscar entretenimento e informação (essa última, quanto mais moderação, melhor para sua saúde mental). É por ela que tentamos suprir a falta do outro com uma checagem emocional constante – agora a interlocução conta com minutos iniciais para conferir se tá dando para atravessar o dia. Ainda assim, que saudade de abraçar.

Saudade de ver, encostar, ocupar o mesmo espaço, ficar na rua, dançar, passear pela cidade, ir de uma exposição a um restaurante, emendar com a sobremesa, migrar para o quintal dos amigos, apertar as crianças que estamos deixando de ver na idade que elas têm agora – e me parte o coração ir ao Parque das Dunas e não poder interagir com um menino de três anos enquanto ele se diverte com um cachorro que é seu amigo também. Tem dias que sinto falta até da conversa de elevador, quando a gente conseguia falar sobre o tempo, e não sobre a pandemia vivida no pandemônio que se tornou o Brasil desde 2020.



É no final de semana que essa saudade se intensifica. Quando a gente fazia tudo isso prolongando o dia para ficar junto, cada hora revendo mais um amigo, naquela aglomeração de afeto que era capaz de nos dar mais energia de vida. Conversando sobre diversos assuntos, lembrando do que acabou de acontecer durante a semana, da partida de futebol, dos planos, das viagens, reforçando nosso entendimento de que a gente vive bem quando vive junto. Ouvindo música, escutando o outro de corpo inteiro, experimentando até ficar em silêncio também. A conversa pela tela é focada, não deixa espaço para a pausa. E tantas vezes é no silêncio compartilhado que acontece uma conexão mais profunda.

A certa altura talvez muitos de nós vamos furar a quarentena, imagino. Porque a gente tem necessidade de afeto, de abraço, de toque, de ficar junto. E, sem previsão de quanto tempo vai durar a pandemia, vamos precisar desenhar alternativas para ver o outro com segurança, respeitando protocolos. Uma amiga me ajudou a levar o pensamento para um lugar menos rígido, falando de necessidade versus risco. “Comprar comida num supermercado é alto risco, mas grande necessidade, por isso vamos. No começo da pandemia a gente colocou os encontros como baixa necessidade. Mais de um ano depois virou alta necessidade”

A gente precisa reforçar os cuidados mesmo com a chegada e o acesso à vacina para poder entrar em contato com nossas pessoas queridas. Ao montar logística para rever alguns, confesso, primeiro senti angústia e quase um desespero. Para logo depois pensar que essa atitude de buscar espaço para os encontros pode se tornar possibilidade também.

Se é disso que vamos precisar para viver momentaneamente o presente com um pouco mais de afeto, me vem à cabeça uma figurinha de WhatsApp: já tô com roupa de ir. Porque não vejo a hora de tomar minha segunda dose da vacina e a gente se encontrar de novo com os devidos cuidados – e mais uma vez sempre com a esperança de que teremos dias melhores.

Foto: Ilustração/Getty Images

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A Última Festa: mais um favoritado?, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Sabe aqueles livros que têm um assassino que te deixa louco? Que você fica a toda hora elegendo um novo suspeito? Acabou de encontrar um bom exemplar.

Olá, querido leitor do Por Dentro do RN. Hoje, iremos comentar um pouco sobre o livro de suspense “A Última Festa”, da autora britânica Lucy Foley. Sim, é aquele livro de ficar com o coração na mão e roer as unhas.

Aqui, nós vamos conhecer um grupo de nove amigos que se relacionam desde a escola e passam o réveillon juntos todos os anos, para relembrar os velhos tempos. Em uma ocasião, eles escolhem uma hospedaria afastada nas Terras Altas da Escócia, onde neva muito e cujo acesso é difícil, tanto para chegar como para sair. Hotel? Neve? Isolamento? Alguma lembrança de um filme/livro famoso com esses elementos? Vislumbrei uma suave inspiração em “O Iluminado”, clássico de Stephen King que foi adaptado, em 1980, por Stanley Kubrick.

Voltando à obra, por trás de uma aparente harmonia, todos possuem arestas antigas uns com os outros; e isso acaba culminando em um assassinato. O diferencial é que, além de não sabermos quem é o assassino (claro!), também não sabemos quem foi o assassinado. Muitos eventos estranhos e suspeitos acontecem no decorrer da estória.


O livro, além de divertido pelo mistério, também levanta questões sobre amizades que julgamos verdadeiras e que, na verdade, podem esconder muito rancor represado e mascarado que acaba vindo à tona. Falhas? Sim, temos: achei que a vítima foi um tanto previsível. Eu, que não tenho tanta experiência no gênero, descobri com pouca dificuldade.

Para alguém mais aficionado, tipo leitor de Agatha Christie, seria moleza. Já descobrir o assassino é um pouco mais complicado. Mesmo assim, vale a leitura. Particularmente, achei a proposta do livro interessante. A autora soube criar uma atmosfera de tensão, ligando o passado e o presente de forma instigante. Se você ainda não conhece, aproveite esse feriadão e vá correndo às livrarias.

E você, pretende ler o quê nesses dias de folga? Fala aí nos comentários. E valeu por estar acompanhando “O Papiro é Louco” aqui no Por Dentro do RN.

Foto: Reprodução/Coisas de Mineira

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Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
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O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

A gente passa a vida com medo: medo de morrer, de ficar tempo demais no emprego errado, de não ter o colo dos amigos quando a gente mais precisa, de não fazer as viagens dos sonhos, de não conseguir comprar a casa própria, de não encontrar alguém para casar e ter filhos. De todos os medos, o que mais me aflige é o de não conseguir amar.

Porque vamos combinar: depois de um, dois, três corações partidos, fica fácil pensar que nada vai dar certo, que as relações viram DRs intermináveis que culminam em mágoas quase eternas. Nos livros, nos filmes, nas músicas que a gente passa o tempo todo lendo, vendo e ouvindo, todo mundo sofre por amor; e a gente acha lindo, se identifica, quer viver aquela avalanche de paixão, de tesão, de loucura.

Quando chega a vida real, todo mundo parece querer o conto de fadas, enxergando no outro a imagem da perfeição, alguém sem um passado que diga muito, alguém que mal tenha um presente (só se for com você) e cujo futuro esteja inevitavelmente atrelado ao seu e comece a ser planejado imediatamente.

Não, pessoal, menos! Vamos com calma! É preciso entender que a gente é a soma de tudo o que nós vivemos, principalmente de tudo o que vivemos com outras pessoas. São as histórias de amor que deixam a gente do jeito que é: às vezes mais madura, às vezes mais medrosa, às vezes mais otimista para buscar de novo, mas sempre diferente e mais experiente.

O que a gente é hoje é o que importa. A gente faz o que pode e, na maioria das vezes, é de todo o coração. Afinal, por mais que o medo insista em se instalar, ainda vale mais uma paixão louca do que um coração congelado.

Foto: Reprodução/Tatiana Pezzin

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Falando sobre o filme americano 'Correndo Atrás' (Whatever It Takes), dos anos 2000, por Alexandre Vitor

Falando sobre o filme americano ‘Correndo Atrás’ (Whatever It Takes), dos anos 2000, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para a coluna O Papiro é Louco, no Por Dentro do RN

Hoje, irei falar (e tentar convencê-los a assistir) sobre o filme adolescente “Correndo Atrás”. Eu sei, eu sei, se trata de uma comédia romântica, coisa de ‘menininhas’, de acordo com algumas pessoas. Então, vamos fingir que não conhecemos alguns caras que adoram esse gênero, mas negam até a morte – e fazem o “grande sacrifício” de acompanhar a irmã ou a namorada no cinema.

Melhora se disser que o filme foi inspirado no clássico Cyrano de Bergerac? Soube que o filme fez sucesso à época do lançamento de sua refilmagem, com o ator Gerard Depardieu? Mas, como ainda não li nem assisti, não posso opinar nem correlacionar com “Correndo Atrás”.

Também ajuda se disser que o filme tem no elenco Shane West (Um Amor Pra Recordar), Jodi Lyn O´Keefe (Prision break, The Vampire Diaries) e James Franco (Planeta dos Macacos – A Origem e Homem aranha) , todos ainda bem no inicio das suas respectivas carreiras?

A trama trata, como muitas comédias românticas, de dois caras querendo conquistar as garotas dos seus sonhos e, para isso, fazem um acordo e muitas loucuras, no melhor sentido de “uma mão lava a outra”. Têm aqueles personagens bem clichês do cinema estadunidense: a popular, o bonitão, os CDFs, o palhaço da turma, o azarado; mas não é um besteirol.

Também podemos extrair algumas lições desse longa; como, por exemplo, valorizar as amizades verdadeiras ao invés daquelas que têm interesses incluídos, e também nunca fingir ser uma pessoa que não você mesmo.

Sinceramente, gostei desse filme. Assisti a ele pela Netflix há algumas semanas, um tempinho depois do lançamento. A cronologia foi bem construída, piadas na medida certa e personagens com boas motivações. Mas, como nem tudo são flores, é claro que teve alguns defeitinhos. O principal é o desfecho, muito abrupto e adocicado ao meu ver.

Está aí minha dica bem light para essa semana. Se você já viu ou vai entrar na minha onda, mesmo sem gostar de comédias românticas e só vai assistir para acompanhar sua irmã, comente aqui o que achou.

Foto: Ilustração

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN


Alexandre Vitor
 tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

E fora do Story, você está bem Por Ana Beatriz Amorim

E fora do Story, você está bem? – Por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Todo mundo é feliz na internet; e que assim seja, porque se tem uma coisa que a rede mundial de computadores permite é que você edite a sua vida. Muita gente faz isso no mundo offline. A diferença é que, quando as pessoas atualizam os seus status, feed ou stories, você recebe uma avalanche de informações que não teria condições de acompanhar na vida real. É mais fácil ler toda a sua timeline do que marcar encontro com cada um que posta ali.

O Instagram vira, então, um reality show – 24 horas por dia, sete dias por semana – de pessoas compartilhando suas vidas incríveis, bem-sucedidas; de viajantes do mundo que não passam por nenhum drama. Quase sempre a vida dos outros parece melhor do que a nossa. Mas será que é possível ser feliz o tempo todo? Todo mundo sabe que não; todavia, ninguém se furta de pensar coisas do tipo: “Nossa, a vida de fulana é tão organizada. Ela, na minha idade, já tem casa, marido e filhos”. A internet é linda, mas causa uma ansiedade enorme na gente.

Talvez isso aconteça porque passar horas na internet nos faz criar um ciclo vicioso. Você está ali, sente necessidade de falar alguma coisa, de compartilhar uma música que seja. Faz isso, recebe uma curtida, alguns comentários e já sente vontade de falar e postar mais. Em paralelo a tudo isso, também acompanha a vida dos outros como se fosse um seriado, fazendo as mesmas coisas que você.

Fico aqui pensando numa solução; e acho que parte dela está numa campanha por um mundo virtual mais real, com mais gente de verdade. Afinal, nem lá nem cá, talvez só na TV, as pessoas vivem num comercial de margarina, né?

Foto: Reprodução/Coluna da Ana Beatriz Amorim

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Sai de cena a guitarra violada de Paulo Rafael, por Abner Moabe

Sai de cena a guitarra violada de Paulo Rafael, por Abner Moabe

Ter uma identidade artística única é para poucos, independente de qual seja a linguagem. Na música, ter uma sonoridade que soe original depende de vários fatores; e, se Alceu Valença teve êxito nessa empreitada, muito se deve a Paulo Rafael, guitarrista, arranjador e seu fiel escudeiro por 46 anos, falecido hoje aos 66 anos após uma batalha contra o câncer.


Tendo iniciado sua carreira na banda Ave Sangria, que já apresentava uma sonoridade ousada numa mistura de rock psicodélico e música nordestina, Paulo Rafael e Alceu se conheceram numa noitada em Olinda, curiosamente na mesma noite em que Alceu conheceu de perto uma jovem bailarina que mais tarde ele a batizaria de “a moça bonita da praia de Boa Viagem”.

Mas é apenas em 1975 que a história dos dois no palco começou de fato; quando Alceu convidou o Ave Sangria para lhe acompanhar no festival Abertura defendendo a música Vou Danado pra Catende. A banda preferiu seguir sendo base para Alceu Valença e, ao longo dos anos, os músicos foram saindo, restando apenas Paulo Rafael.


Com exceção de Molhado de Suor (1974), todos os demais discos de Alceu Valença tiveram a presença da guitarra de Paulo Rafael; e é praticamente impossível pensar no que seria da música do artista de São Bento do Una sem seu o parceiro guitarrista. Paulinho, como era carinhosamente chamado, foi o a cara e o som da guitarra nordestina e deu a sonoridade que transformaria Alceu em um ícone da música brasileira; e isso é um das coisas que mais chama a atenção. Paulo Rafael nunca foi de procurar os holofotes, preferia ficar ali do lado direito do palco com a sua guitarra fazendo o necessário para que a Alceu e a sua música fossem as estrelas. E conseguiu.


Vai ser difícil ouvir o riff inicial de Anunciação com a mesma emoção. Eu costumava dizer que, provavelmente, os dedos de Paulo Rafael já faziam esse solo automaticamente de tanto que ele tocou essa música na vida; sem contar em outras tantas linhas de guitarra e solos marcantes que absolutamente todo e qualquer brasileiro já ouviu mesmo sem querer. Como li mais cedo, quem é fã de Alceu é fã de Paulo Rafael mesmo que não saiba, pois ele entrou para o seleto rol dos que conseguiram o feito de tocar o coração de uma nação tão heterogênea como a nação brasileira.


Se tantas vezes sua guitarra anunciou a chegada numa manhã de domingo, No Romper da Aurora de uma segunda é que ele nos deixa e eu apenas agradeço cantando:


“Quando o sol beijar a lua
E a lua for embora
Entro na rua do Sol
Dobro na rua da Aurora
Meu amor eu vou chorando
É chegada a nossa hora
Meu bem já vou embora
Vou, eu vou
No romper da aurora
Vou que vou”

Ao mestre Paulo Rafael, toda a minha reverência!

Foto: Reprodução/Instagram

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Além de Paulo Rafael e Alceu Valença, Abner Moabe também fala sobre cultura brasileira, MPB e artistas potiguares no Por Dentro do RN

Abner Moabe fala sobre Paulo Rafael no Por Dentro do RN

Abner Moabe tem 27 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Além disso, atua no projeto de educação e cultura Conexão Felipe Camarão e vem desenvolvendo projetos de pesquisa sobre a música do Rio Grande do Norte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Instagram: @abnermoabe
Twitter: @abner_moabe

Cantor Zé Ramalho retira “Admirável Gado Novo” do disco de Sérgio Reis e proíbe execução da música pelo artista

Zé Ramalho retira “Admirável Gado Novo” do disco de Sérgio Reis e proíbe execução da música pelo artista

O cantor paraibano Zé Ramalho, de 71 anos, anunciou, neste sábado (21), que não vai participar do disco nem autoriza a inclusão da música “Admirável Gado Novo” pelo cantor Sérgio Reis. De acordo com o colunista Ancelmo Gois, do O Globo, a decisão de Zé Ramalho, é por entender que “sua presença já não faz sentido”. O compositor e sua editora também não liberaram a utilização da música.

Zé Ramalho participou da gravação em 2019 de Sérgio Reis como convidado, e agora se junta a outros artistas, como Maria Rita, Guilherme Arantes e Gutemberg Guarabyra (da dupla Sá e Guarabyra) que desistiram de participar da gravação do novo disco de Sérgio Reis. O sertanejo viralizou em redes sociais convocando uma greve nacional de caminhoneiros como protesto contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi alvo de busca e apreensão em sua casa na última sexta-feira (20).

Foto: Reprodução

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Ana Beatriz Amorim

A arte de registrar, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Hoje, celebramos o dia mundial da fotografia. Além de abordar o tema por ser tão apaixonada por essa arte, resolvi compartilhar alguns dilemas da profissão de fotojornalista que em diversos momentos eu me perguntava: “será que devo parar de fotografar e abaixo a câmera de vez?”.

O fotojornalismo é uma profissão muito, muito instigante. No período em que estive “na rua”, vivi situações, conheci lugares e pessoas que, muito provavelmente, eu não conheceria se não fosse jornalista. Diariamente, a gente se depara com as mais diferentes histórias, das mais bonitas às mais dolorosas.

Ser testemunha dessas histórias e poder contá-las por meio de textos e imagens é uma experiência muito rica e gratificante. Mas, como todas as coisas vêm com seus bônus e ônus, nem sempre é fácil e nem sempre é confortável vivenciar tudo isso com uma câmera nas mãos.

Uma das situações que acho mais difíceis de se fotografar são os enterros, principalmente, os relacionados à violência . O profissional está ali, de certa forma invadindo aquele espaço, aquele momento de tristeza, de dor, do sofrimento da perda, do inconformismo, da revolta. É difícil não se sentir desconfortável, é difícil buscar boas imagens sem ser notado, sem ser indelicado, porque por mais que você tome cuidado em ser sutil, a sua presença ali muitas vezes é encarada como desrespeito para os familiares e amigos do falecido.

Já perdi as contas de quantas vezes me chamaram de urubu e já perdi as contas de quantas vezes me senti como tal. Mas tenho meus limites, nem sempre consigo respirar fundo, ignorar os olhares duros e continuar fotografando. Tem hora que preciso abaixar a câmera e respeitar aquela dor. Mas aí surge o meu grande dilema: e se eu chegar no meu limite e abaixar a câmera e o fotógrafo da concorrência não fizer o mesmo?

Já vivi isso diversas vezes. E em muitas delas, tive de passar dos meus limites pra não perder “A” foto. É inevitável falar desse assunto e não lembrar dos depoimentos incríveis dos fotógrafos Greg Marinovich e João Silva, no livro O Clube do Bangue-Bangue, que relata a cobertura fotográfica dos conflitos civis que marcaram o período de transição entre o apartheid e a república democrática, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, na África do Sul.

Nunca vivi nada nem parecido com o drama de uma guerra, mas Greg Marinovich levanta uma questão que tem muito a ver com essas situações de limite que os fotógrafos vivem no dia a dia de um jornal: tragédias e violência certamente geram imagens poderosas. os registros do que vêm sendo feitos no Afeganistão é o exemplo mais atual. É para isso que somos pagos. Mas cada uma dessas fotos tem um preço: parte da emoção, da vulnerabilidade, da empatia que nos torna humanos se perde cada vez que o obturador é disparado.

Não me sinto menos humana a cada click que dou em uma pauta difícil. Pelo contrário, busco ainda mais a minha humanidade e o meu respeito pelo ser humano. E em todas as fotos que faço, tento passar isso. Lembro-me muito de uma pauta bem dolorida que fiz, o enterro de uma menina de 13 anos que tinha sido atropelada. As pessoas, principalmente crianças, estavam muito emocionadas no velório e isso mexeu bastante comigo.

Teve um momento que subi em uma sepultura, porque tinha muita gente e eu não tinha bom ângulo para fotografar de baixo, e uma senhora gritou para mim: “mas é um urubu mesmo!”. Engoli seco, continuei fotografando, depois desci da sepultura, me afastei um pouco e tentei me acalmar.

Eu estava visivelmente mal com aquilo e uns cinco minutos depois, a mesma senhora se aproximou, notou minhas lágrimas e me pediu desculpas falando: “Não é fácil para você estar aqui, não é? Estou vendo que você mesmo bem jovem tem coração, me perdoe”. Fui embora daquele cemitério pensando muito no meu papel de fotojornalista e nos meus sentimentos enquanto fotógrafa e pessoa.

As cenas fortes são extremamente fotografáveis, isso é um fato. Uma fotografia de um choro desesperado emociona, outra de alguém desmaiando também emociona. Mas existem formas e formas de se fazer essa imagem. Sem falar que não dá para passar por cima de tudo para se conseguir uma fotografia digna de prêmio.

Nós estamos lidando com pessoas, com sentimentos, e não dá para ignorar isso. Daniel Cornu, no livro Jornalismo e Verdade diz, de maneira bem dura, que “o jornalista que seja tentado em tais circunstâncias a esquecer o respeito que deve ao outro, vítima, testemunha, parente, espezinha o respeito que deve a si mesmo: não é mais que instrumento – meio! – da informação. Está reduzido à função que o sistema mediático lhe atribui. É prisioneiro de um determinismo reificante, de que seu próprio cinismo não é capaz de o libertar (…)”.

Abaixar a máquina, para mim, é antes de tudo respeitar a mim mesma. Há momentos nos quais a gente precisa recuar e pronto. A minha hora, talvez, não seja a mesma do fotógrafo ao lado e muitas vezes não é, porque cada pessoa reage de um jeito diferente diante dessas situações. E eu não quero dizer com isso que um fotógrafo seja mais sensível ou humano do que outro, de jeito nenhum. O limite de cada um é diferente, apenas isso.

Foto: Ana Beatriz Amorim

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Vannick Belchior vai se apresentar em Natal com As Coisas que Aprendi nos Discos no Belch Bar

Inspirada na obra do pai, Vannick Belchior vem a Natal para show ao vivo no ‘Belch Bar’ em outubro

O local escolhido para a estreia de Vannick Belchior, filha de Belchior, foi o ‘Belch Bar’, localizado no bairro de Candelária, em Natal.

Vannick Belchior tem apenas 24 anos e é a única filha nordestina do compositor sobralense falecido em 2017. Graduada em direito, ela tem a mesma idade de Belchior quando este partiu rumo ao Sudeste com o sonho de cantar. Ela fará dois show na capital potiguar nos dias 01 e 02 de outubro.

A artista acaba de lançar o show ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’ e se apresentará com banda própria durante as duas noites que estará em Natal. Um dos integrantes do grupo, inclusive, trata-se de Tarcísio Sardinha, parceiro de longas datas do poeta cearense. Sardinha também é o diretor artístico do evento.

Antes de subir ao palco, Vannick Belchior será recepcionada pelo poeta Thiago Medeiros, que apresentará o seu ‘Insurgências Poéticas’, recitando Belchior; e também por Carlota Nogueira, responsável por uma discotecagem exclusivamente com releituras das músicas do artista. O início do evento está marcado para as 17h30 de sexta-feira (1) e para as 17h do sábado (2).

Além disso, o ‘As Coisas Que Aprendi nos Discos’, de Vannick Belchior, marca a estreia da artista nos palcos. E, se depender dela, será um verdadeiro passeio pelos clássicos de Belchior.

Entre as 17 faixas divulgadas do repertório, estão “Velha Roupa Colorida”, “Tudo Outra Vez”, “Apenas um rapaz latino-americano”, “Alucinação” e “Como Nossos Pais”. Em recente entrevista ao Diário do Nordeste, Vannick declarou que teve de “entender e compreender muita coisa, superar muita coisa para tocar na obra dele e em relação ao cantar. [O show] chega no momento certo da minha vida”, conclui Vannick Belchior.

Sobre o Belch Bar e show de Vannick Belchior

Localizado em Natal, o Belch Bar fica no bairro de Candelária, na Rua Marechal Rondon, número 3501. Na rua da igreja católica, seguindo no sentido Integração. O show de Vannick Belchior ocorrerá a partir das 17h30 de sexta-feira (1º de outubro de 2021) e para das 17h do sábado (2 de outubro de 2021).

Foto: Reprodução/Internet

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Ana Beatriz Amorim fala sobre as olimpíadas

Encerramento das Olimpíadas, por Ana Beatriz Amorim


Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Eis que a Olimpíadas de Tóquio chegaram ao fim. Foram mais de duas semanas e já começo a ter saudade das diversas modalidades, da emoção de goles impróprios para cardíacos, da beleza das melhores jogadas e desempenhos.

As Olimpíadas também foram a da festa e do luto, porque, às vezes, uma competição esportiva desse nível é uma alegria que dói, e a música que celebra alguma vitória dessas soa muito próxima do silêncio retumbante do campo/quadra/pista vazio, onde a noite/madrugada já caiu e algum derrotado continua sentado, sozinho, incapaz de se mexer, em meio às imensas arquibancadas sem ninguém devido ao momento ainda difícil que estamos vivendo.

Durante as Olimpíadas, incontáveis vezes me emocionei com a história dos atletas e técnicos, acompanhei muitos lances, fiquei nervosa, admirei a garra e gritei sozinha, putaquepariuporracaralho. Isso é o esporte, meus amigos. Não canso de repetir: o ambiente com os valores mais nobres que já vi. É reconhecimento, gratidão, disciplina, fair play e determinação.

Experiência sensacional, que eu quero repetir ainda muitas outras vezes. Obrigada, esporte. Ouvir o hino nacional, com nossos representantes no pódio olímpico, com a bandeira subindo, é das coisas mais emocionantes da vida.  A primeira medalha chegou prateada com Kelvin Hoefler e foi no skate.

Tivemos o bronze no judô com o Daniel Cargnin, a segunda prata no skate de Rayssa Leal, atleta e medalhista mais jovem da história olímpica do Brasil. O Fernando Schefer faturando o bronze nas piscinas.  O primeiro ouro do Brasil em Tóquio chegou logo com meu conterrâneo do Rio Grande do Norte, você foi um monstro no surf, Italo Ferreira. Você escreveu a historia do esporte e se emocionou ao lembrar da sua, foi demais.

Mayra Aguiar, deu show e foi a primeira mulher a ganhar três medalhas olímpicas em esporte individual. Rebeca Andrade foi prata e conquistou a primeira medalha olímpica da história da ginástica feminina do Brasil. E logo no individual geral e dias depois tornou o feito ainda mais especial com a conquista do ouro no salto. Primeira campeã olímpica da ginástica brasileira. Outras que fizeram história foram a Laura Pigossi e a Luisa Stefani que conquistaram nossa primeira medalha olímpica no tênis com o bronze, elas salvaram quatro match points seguidos.

O bronze do Bruno Fratus na natação foi emocionante do começo ao fim. Do beijo no bloco de partida até os segundos finais da prova. A conquista do bronze no atletismo com o jovem Alison Santos, foi épica. Martine Grael e Kahena Kunze têm que ser reverenciadas. Entraram para o seleto grupo de brasileiras que levaram a medalha de ouro em duas olimpíadas seguidas. Outro que entra para o seleto grupo de brasileiros com duas medalhas no atletismo,  é o Thiago Braz com seu bronze no salto com vara.

Quase duas horas de prova e a Ana Marcela conquistou o ouro na maratona aquática, fez história e transbordou emoção com mais esse triunfo brasileiro. Pedro Barros, já consagrado no mundo do skate agora também é herói olímpico com a conquista da medalha de prata. Deu show nas manobras e no alto astral. No boxe, Abner Teixeira garantiu o bronze e o feito inédito no esporte.

Isaquias Queiroz na canoagem com toda sua confiança e espontaneidade foi ouro e agora tem medalha de todas as cores. É um dos grandes heróis do esporte do Brasil. A história desse atleta e de muitos outros merece ser descoberta e lida mil vezes. A canoa que lá em Ubaitaba era o único transporte dele para ir de um lugar a outro, durante as Olimpíadas o levou para um lugar sem volta: o dos melhores atletas do mundo!

Hebert Conceição foi ouro com uma virada que era considerada praticamente impossível. Um nocaute nos últimos segundos do último round, bem estilo filme do Rocky Balboa, sensacional. Que madrugada. Fiquei elétrica por horas com esse feito. O futebol masculino teve uma final emocionante com direito a pênalti perdido e gol na prorrogação para conquista do ouro ficar ainda mais especial. A Beatriz Ferreira levou a prata no boxe e mostrou ser uma baixinha gigante.

Foi lindo acompanhar sua luta. Que raça e determinação! No vôlei feminino, as coisas não se encaixaram no jogo final e ficamos com a prata. Orgulho da trajetória desse time. Essa prata valeu muito. Tivemos a melhor campanha da história do Brasil nas Olímpiadas. Parabéns para todos os atletas que lutaram por medalha em um país que mal investe em esporte. Vocês foram gigantes, resgataram nosso orgulho e não me deixaram dormir direito.

Uma lição que aprendi durante esse período é que a gente não tem como garantir o resultado. Mas a gente tem como garantir como a gente vai se portar diante de qualquer resultado. Vocês foram maravilhosos!!

Foto: Reprodução/AFP

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Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Ana Beatriz Amorim

Aprendendo a conviver com a saudade, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Quem sabe dizer o que dói mais: a causa pelo motivo que se partiu, a solidão que fica ou a do adeus a alguém importante na sua vida? Para mim, esse último é o mais difícil de sarar. Dói no verão, dói no inverno, dói de dia, de noite, em datas que seriam especiais. Toda morte é dolorosa, porque vem cheia de “se”, de “ah…”.

Quando ela não é natural, você pensa: onde eu estava que não pude impedir? Se é trágica, você esbraveja: por que, meu Deus, o que essa pessoa fez para merecer isso? Quando é de morte morrida, de velhice, ainda não sei dizer. Só sei que é automático pensar em tudo que a gente não disse, em tudo que poderia ter sido feito, em tudo que a gente ainda queria fazer na companhia daquela pessoa tão querida.

Minha garganta ainda fecha quando encontro as fotos do último Natal e lembro da sensação que tive ao notar sua alegria. Algo tinha mudado. Foi a mesma sensação daquela última quinta feira em que estive conversando e brincando com ela em pleno leito de UTI. Na sexta-feira, o brilho dela tinha mudado.

Estava mais fraca, se apagando. Lamento de não ter sido a primeira a dizer o orgulho que sentia em tê-la na minha vida. Que prazer eu sentia ao atender seus desejos, sempre tão singulares, tão seus. Um registro fotográfico aqui, outro texto ali e assim pude contribuir com o conhecimento que ela me proporcionou.

Que alento eu sentia ao me espremer na cama dela para assistir novela e ainda ganhar cafuné na cabeça ou até mesmo para assistirmos juntas o especial do Roberto Carlos. Quanta graça eu achava nas suas manias – ou até mesmo dela nunca ter entendido ao certo o real funcionamento do louco universo dos que trabalham com jornalismo, assessoria de comunicação e design gráfico.

Eu queria ter sido mais paciente. Ter dado mais alegrias, mais um beijo e um abraço. Queria ter dito, mais vezes, como ela era, e é importante para mim – e é tanto que até me surpreendo, descubro aos poucos. Irônica é essa vida: uma saída de casa até o plantão hospitalar tirou ela de minha convivência diária; um acidente no caminho que fizemos tantas e tantas vezes deixou a ausência dela mais dolorida, mais difícil.

Espero do fundo do meu coração que você, mainha ou para muitos que a conheceram, Conceição Amorim que, com tantos erros e acertos, será sempre meu maior exemplo. O meu exemplo de amor pela vida. Aprendi com ela que, em vez de dizermos adeus, devemos fazer com que todas as pessoas importantes de nossa vida saibam o quanto são importantes enquanto elas estão aqui.

Falta de tempo é a grande desculpa do século XXI. Todo mundo tem tempo para fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas nem sempre consegue encontrar um amigo para tomar um café ou bater um papo. Você deixa para depois, se justifica, remarca e um dia e *pluft*, aquele seu amigo ou aquele parente querido que você deixou de ver no último mês pode não estar mais ali. E você vai viver um longo período pensando em verbos no tempo condicional.

Então, meus amigos, evitem dizer adeus. E insistam em olhar para os olhos de quem vocês amam, mostrando, falando, abraçando, demonstrando de alguma forma que o seu coração só é seu coração porque tem um pedaço de cada um ali.

Ainda não aprendi a me livrar da saudade para viver tranquilamente. E desconfio que nunca vou aprender. Mas pelo menos já sei uma coisa valiosa: é impossível se livrar da memória. Você não pode se livrar daquilo que amou. Isso tudo vai estar sempre com a gente. Sempre vamos desejar recuperar o lado bom da vida e esquecer e desnutrir a memória do lado mau. Desfazer as lembranças das pessoas que nos magoaram, eliminar as tristezas e as épocas de infelicidade.

É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez, para a nossa sorte, a saudade possa se transformar, de uma coisa depressiva e triste, numa pequena faísca que nos impulsione para o novo, para nos entregar a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas será diferente. E isso é o que todos procuramos todo dia: não desperdiçar a vida na solidão, encontrar alguém, entregar-nos um pouco, evitar a rotina, desfrutar a nossa parte da festa diária que é viver.

Foto: Ilustração/Paulo Magalhães/Flickr

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Ana Beatriz Amorim Juvino Barreto

A modificação do olhar é essencial para a existência

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Anos atrás, ainda estudante do curso de Jornalismo, estive visitando o Instituto Juvino Barreto para participar de um projeto chamado “Me conte a sua história”, que pedia para que eu escrevesse textos a respeito das histórias para uma futura publicação. Recordo que, ao chegar ao local, fui bem recebida pelos idosos e pela administração. Estava ali para fazer uma matéria e, se não fosse assim, acredito que teria adiado mais alguns anos (ou décadas) a visita.

Os idosos, em sua maioria simpáticos, sorriam para a minha câmera; outros, por sua vez, preferiam não se manifestar e mantinham-se a uma distância imprópria para os meus closes. Ou melhor, para os closes que eu poderia fazer das marcas do tempo em seus rostos. Era um local que sempre tive a vontade de visitar.

Vontade, vontade? Não sei, mas sempre pensei que deveria ir. Fiz os registros, gravei os depoimentos e, ao retornar para o computador, nunca consegui transcrever aquilo que ouvi. Confesso que não tive preparo suficiente para colocar um ponto final nos relatos. Esse lugar sempre foi esquecido por muitos. O isolamento, as ilhas; o asilo, um lugar de asilamento.

Aquelas pessoas estão ali isoladas; estão ali em um lugar onde são colocadas para ficar onde não se conhecem e são obrigadas a conviver umas com as outras naquele cotidiano. Geralmente, são colocados ali por um filho, um tio, um parente, uma pessoa que acha que os idosos não servem mais para a sociedade. Um descarte; você está descartado da sociedade e deve ir para um asilo.

Coloquei na cabeça que ali não iria voltar tão cedo. Egoísmo da minha parte pensar assim? Talvez tenha sido. Sei que saí de lá como quem dá uma espiada no futuro, não está preparada para isso e desiste arrasada. Anos depois, agora inserida no universo das artes visuais e junto aos amigos do curso, voltei a habitar aquele mundo, não mais como quem pensa que os vinte e poucos anos duram para sempre.

Com o propósito de contribuir na prática para o desenvolvimento dos idosos, revivi a cena dos tantos sorrisos, das também caras amarradas e ainda notei uma tristeza muito forte pelo ar. Aprendi nessa vivência que o abandono também sorri. No primeiro dia do estágio, todos lanchavam juntos, alguns sentavam-se no mesmo sofá em silêncio. Vivenciei ali um grupo de amigos que não tinham mais assunto; e então concluí que tudo acaba com o tempo caso não existam estímulos.

Hoje, posso garantir que ter vivido todas essas cenas foi um grande aprendizado! A modificação desse olhar é essencial para a existência. É a humanidade se enxergando, colocando uma lupa: a arte como tábua de salvação, como queria Nietzsche. A arte conta a história da humanidade de uma maneira mais profunda e sincera, além de preencher os nossos próprios vazios.

Para que a arte serve? Ela serve para a gente preencher como Manoel de Barros fala da poesia; e a poesia é inútil. Ela não precisa servir para nada, mas ela preenche o vazio que é tão forte e todo mundo o sente de alguma maneira. Ninguém é completo. Deve ser por isso que, depois dessa vivência, saí do local todos os dias querendo voltar, tanto para lá quanto para a minha casa, pros meus agora “trinta e poucos anos”. Pesquisar, escrever e aproveitar a vida enquanto é tempo.

Foto: Graziela Kohl/Flickr/Ilustração

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Samira Rodrigues violoncelista

Violoncelista Samira Rodrigues, de 19 anos, vai à final do Concurso Nacional Jovens Solistas; jovem é aluna da EMUFRN

A violoncelista Samira Rodrigues, aluna da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), conseguiu o feito da avançar à final da etapa nacional do Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot 2021. O concurso é organizado pela Orquestra Sinfônica da UFRN (OSRN) por meio do Movimento Sinfônico 2021. A trajetória de Samira Rodrigues até a final começou após a jovem vencer a etapa estadual e levar o primeiro lugar da categoria Júri Oficial.

Agora, a consagração da violoncelista precisa do respaldo do público, por meio de votação que ocorre no site oficial do evento. Para votar em Samira, é necessário logar com o Facebook e clicar no coração ao lado do vídeo da violoncelista. A votação já se encerra nesta quarta-feira, 28.

Samira tem 19 anos e está cursando o segundo ano da licenciatura em Música pela UFRN; além disso, também está concluindo o curso técnico em violoncelo. “Eu me sinto ansiosa, mas feliz, feliz demais por participar desse concurso ao lado de gente tão excelente tocando o mesmo instrumento que eu”, diz Samira. “Gostaria de dizer para os outros jovens como eu que não desistam, não desistam de tentar, errem, falhem mas retomem e prossigam, a gente acerta errando e, dia após dia, continuemos a persistir porque vale a pena, vale muito a pena”, continua.

Mas os esforços não param por aí. A jovem natalense garante que vai estudar mais para os próximos concurso, focando principalmente na etapa nacional. “Como venci na etapa estadual, automaticamente fiquei como finalista da etapa nacional. Então mais do que nunca preciso de muito apoio nesse momento, pois o público é maior e mais diversificado, por se tratar não só do estado, como do Brasil todo”, concluiu a jovem.

A importância da Escola de Música da UFRN para Samira é essencial. Segundo ela, “meus professores estão sempre me apoiando e me incentivando. A EMUFRN, que já faz parte da minha vida desde que iniciei no cello, tem me dado oportunidades e experiências novas, conhecer professores de outros países através das masterclasses que acontecem anualmente e que ajudam a ter mais conexões, mais experiências”, afirmou.

Foto: Reprodução/Cedida pela violoncelista Samira Rodrigues

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Abner Moabe escreve

A cultura que revela os melhores instintos

Abner Moabe escreve: longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo.

Em um artigo escrito em 29 de dezembro de 1861, Machado de Assis teceu uma crítica a uma abertura de crédito suplementar ao Ministério da Fazenda, mas o motivo que lhe levou a escrever tal artigo não é o que quero destacar e, sim, uma frase que consta neste e que considero importante trazer à tona nesse momento: “o país real, esse é bom, revela os melhores instintos, mas o país oficial, esse é caricato e burlesco”.

A frase destacada no parágrafo anterior foi evocada por Ariano Suassuna em uma de suas aulas-espetáculos, mais especificamente no momento em que ele conta o episódio em que foi questionado pela esposa de um homem rico durante um jantar se ele “naturalmente” já teria ido a Disney, e sua interpretação da frase de Machado de Assis é a que eu considero a mais precisa e que eu trago aqui: o país oficial é o dos privilegiados e o país real é o povo.

O antropólogo Darcy Ribeiro dizia que “o futebol é o único reino em que o povo sente a sua pátria” e, quando questionado sobre qual o seu clube do coração, ele se dizia “flamenguista, por demagogia, já que o povo é Flamengo”. Trago o exemplo do futebol, contudo, podemos ampliar não só para outros esportes, mas também para as mais diversas manifestações daquilo que se pode considerar como cultura popular brasileira, entendendo cultura no seu mais amplo conceito de conjunto de valores, costumes e expressões.

Temos acompanhado, nos últimos dias, as disputas esportivas nos jogos olímpicos de Tóquio e não é raro ver nas redes sociais pessoas depositarem em atletas brasileiros e brasileiras alguma esperança de alegria diante da situação caótica em que o Brasil vive, em diversos aspectos e em sua grande maioria por reflexo do catastrófico governo Bolsonaro – que não se resume apenas ao não-combate a pandemia, como também o seu total descaso para com o povo, governando exclusivamente para o benefício do que o sociólogo Jessé Souza tão bem denomina de “elite do atraso”.

Sempre tive o esporte como um “irmão-gêmeo” da arte. Ambos conseguem despertar as mais diferentes emoções no ser humano, possuem um grande potencial de transformação social e são capazes de revelar os nossos melhores instintos, como declarou Machado de Assis; ambos também ajudam a constituir a cultura que nos faz lembrar da potência solidária que é o Brasil real, como tão bem declarou Gilberto Gil quando conceituou o do-in antropológico, inspirado na técnica de automassagem oriental, para “avivar o velho e atiçar o novo”.

Longe de qualquer romantização dos velhos clichês do “sou brasileiro e não desisto nunca”, é preciso sempre ter em mente que a cultura é o que nós temos de mais valioso e é ela que mantém esse país vivo e de pé, apesar de tudo. Como escreveu Fernando Brant e musicou Milton Nascimento em seu Credo: “tenha fé no nosso povo que ele resiste”.

É o Brasil real, do povo, que realmente importa!

Foto: Giulia Portelinha / Comunicação Visual – Jornalismo Júnior

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Sobre Abner Moabe, colunista de Cultura no Por Dentro do RN

Abner Moabe

Abner Moabe tem 27 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Além disso, atua no projeto de educação e cultura Conexão Felipe Camarão e vem desenvolvendo projetos de pesquisa sobre a música do Rio Grande do Norte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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Ana Beatriz Amorim sobre amigo

Fluxo da Vida

O Dia do Amigo e Internacional da Amizade foi comemorado na última terça-feira, 20 de julho. Fiquei a pensar sobre o que escrever para homenagear a data. Várias ideias surgiram, várias ideias foram embora. Até que recordei de uma reflexão recente a respeito do fluxo da vida e as amizades: amigo é uma coisa que a gente perde ao longo da vida.

Encontramos vários, nos apegamos a alguns e, a certa altura, somos forçados a colocar o prefixo ex antes do nome daquele que enchia nosso coração de carinho e de certeza. Perder um amigo para a vida, quando não por uma fatalidade, é uma dor tão dilacerante quanto. A gente pensa que amizade é para sempre, que, quando a gente for velhinho e lembrar de tudo que aconteceu, estarão perto de nós aqueles que a gente escolheu como a família do coração.

Mas a vida tem dessas decepções. Uma hora é você que sai de cena. Em outra, a vontade é daquele que te dava toda certeza do mundo de que ficaria ali. A primeira vez em que eu tive que tornar um amigo ex-amigo, senti uma dor que acabou comigo. Fiquei sem entender, chorei, chorei. Por um tempo, foi difícil acreditar de novo na beleza, na simplicidade e nas diversas nuances de uma amizade.

Optei por deixar a amargura de lado e seguir em frente, ainda com esperança de que aquela dor eu não sentiria mais. Novas amizades vieram, as que importavam de verdade permaneceram. Prometi não sentir aquela dor de novo, não daquele jeito. Mas outras dores apareceram para mostrar que a vida é assim mesmo, por mais que a gente se pergunte se já não teve a nossa cota.

O bom é que dor ensina. E depois que a gente sente uma que parte o coração em mil pedacinhos, aprende a relativizar as outras. E, melhor ainda, renova o olhar diante dos amigos de sempre, aqueles por quem a gente sente todo o amor do mundo e em quem temos a sorte de encontrar reciprocidade.

Vi dia desses alguém mascarado nesses tempos de pandemia que outrora foi grande amigo. Na calçada oposta, num álbum antigo de fotos ou num perfil atualizado. Foi ele, mas poderia ter sido ela, ou eles. Foram tantos, já. Pessoas que passam por nossas vidas por alguns dias, às vezes anos até, e depois evaporam. Perdemos os contatos, os laços. Certas vezes mais o segundo do que o primeiro, já que, com a infinidade de meios para nos comunicarmos hoje em dia, maneiras de se achar velhos conhecidos é que não faltam. Mas nem sempre podemos, ou queremos.

As pessoas mudam, seres humanos evoluem, eu envelheço. Estranho ver alguém que, em certa época da vida, já foi confidente, de trocar segredos, de abraçar apertado, de ligar pra pedir favor e emprestar consciência. E hoje é um desconhecido. Alguém que vejo em imagens recentes e não reconheço o olhar, alguém que vejo num novo círculo de amigos e não há traço familiar. Alguém que já soube de minhas dores, risos e desamores, das minhas rimas cafonas, das inseguranças noturnas e paixões oblíquas. Mas uma pessoa que hoje nem mais o nome me soa próximo mas já fez parte de alguma história, da minha vida. De mim.

Há uns meses, estou numa onda de rever todos os meus relacionamentos, incluindo as amizades, e fico muito triste quando paro para pensar em quem antes era melhor amigo e hoje eu nem sei mais. Fico pensando o que está fazendo da vida, que caminhos está trilhando, quais escolhas teve de fazer… essas coisas. E é triste quando a gente percebe que muitos se foram para nunca mais voltar, apesar de sabermos que isso faz parte da vida, e que muitas novas amizades ainda virão. Tenho pensado nesse fluxo da vida E como tudo se torna um grande aprendizado sobre o outro e, principalmente, sobre nós mesmos. Vida que segue. 

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 34 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Galvão Filho

Projeto Seis & Meia: Galvão Filho e o retorno da boa música aos palcos potiguares

A abertura da nova fase do Projeto Seis & Meia fica por conta de Mônica Jucá; Galvão Filho homenageia Dominguinhos em noite especial.

Confesso que fiquei feliz ao saber do retorno do Projeto Seis & Meia à cena cultural de Natal. É certo que a pandemia do novo coronavírus, que continua a tirar de nós os nossos entes queridos sem cerimônias, ainda nos exige cautela; mas o retorno desse grande evento a Natal me fez relembrar das maravilhosas terças-feiras musicais no Teatro Alberto Maranhão, espaço este que em breve voltará para público carente do seu mais antigo equipamento cultural, em silêncio desde 2015.

O últimos shows aos quais assisti ocorreram na temporada em 2015, a derradeira antes do fechamento do nosso teatro, com os saudosos Tunai e Vander Lee; mas também me lembro da magnífica Elza Soares, que assim como outros grandes nomes da nossa música, presenteou o público natalense com seu show em 2009 pelo Projeto.

Outros tempos, é claro; e que tempos bons. Mas como diz o ditado, é pra frente que se anda. Tanto andamos que cá estamos, com a volta deste grande projeto para a capital, de onde nunca deveria ter saído; já que começou aqui e espalhou-se para o resto do Nordeste a partir daqui. Em 2021, o Projeto Seis & Meia comemora 25 de existência em solo potiguar.

Nova abordagem, essência de sempre

Sob a batuta do competente Amaury Veríssimo Júnior, a nova fase do Projeto vai dar ênfase aos artistas potiguares que já se apresentaram no Seis & Meia no passado. A ideia, de acordo com o diretor executivo da Idearte, é que os artistas da terra homenageiem os grandes ícones da MPB que também já passaram pelos palcos do Teatro Alberto Maranhão nem edições anteriores. Porém, como destaca o produtor cultural, “nada impede que sejam dadas oportunidades aos novos artistas durante os períodos de janela”, diz.

E, para dar início à nova fase do Projeto Seis & Meia em Natal, ninguém melhor que o ilustríssimo Galvão Filho homenageando Dominguinhos. Antes dele, Monica Jucá se encarrega de fazer soar, com sua voz potente, as primeiras notas na estrutura montada no Praia Shopping.

Um detalhe que ninguém nunca perguntou e eu vou dizer agora é que eu nasci e fui criado na mesma “Avenida 10” de Galvão Filho, Babal, Fernando João e Omar. Vivi 26 dos 29 anos que tenho agora. Enquanto eles se divertiam há alguns muitos anos à altura do número 1631 da rua dos Paianazes, no Alecrim, o Gustavo (este que vos escreve) criança se divertia e fazia suas artes à altura do número 1795 da mesma rua, há não tanto tempo assim.

Programação

Digressões à parte, o Projeto Seis & Meia será exibido integralmente pelo canal da Band RN no YouTube, a partir desta terça-feira, 6, às 18h30; e obedecerá a todos os critérios de biossegurança para promover um ambiente seguro e livre da Covid-19 a todos os envolvidos.

Foto: Divulgação/Projeto Seis & Meia

Já aos sábados, a exibição dos melhores momentos fica por conta da Band Natal, na TV, das 18h50 às 19h20. E eu não preciso dizer que essa eu não perco por nada porque eu não perco mesmo. Além do empenho da Idearte Produções no retorno do Seis & Meia, nada disso seria possível sem o apoio da Prefeitura de Natal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão, que permitiu à Unimed Natal e ao Grupo Dunas abraçarem a volta da boa música para os palcos da capital potiguar.

O sucesso dessa nova jornada também não seria possível sem o apoio cultural do Sistema Fecomércio/Sesc, do Instituto de Radiologia de Natal, do NatalCard e do Seturn; além do Praia Shopping, que servirá de palco para os artistas potiguares que se apresentarão no decorrer das terças-feiras a partir de hoje.

Vida longa ao Projeto Seis & Meia!

Foto: Reprodução/Tribuna do Norte

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Sobre Gustavo Guedes, colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes escreve texto sobre o Universo Genial

Gustavo Guedes tem 29 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve quando quer, o que quer e do jeito que bem entende. Mas se interessa pela área musical, Astronomia, serpentes e tem uma simpatia por aviões; e tudo mais que o ajude a sair do tédio. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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As Férias do Matuto, zé Lezin

Zé Lezin e as “As Férias do Matuto” reabrem o Teatro Riachuelo em Natal nesta sexta-feira (2)

Humorista paraibano, bastante conhecido pelo público potiguar, traz para o Teatro Riachuelo do Midway Mall o espetáculo “As Férias do Matuto”, na retomada das atividades do espaço.

A partir de amanhã, 2 de julho, o Teatro Riachuelo do Midway Mall, em Natal, reinicia as atividades. O espetáculo que reinaugura o espaço será “As Férias do Matuto, comandado pelo humorista paraibano Zé Lezin, bastante conhecido pelo público potiguar e, também, pelo público do Teatro Riachuelo. O espetáculo ocorrerá na sexta-feira, 2, e no sábado, 3.

De acordo com a organização do Teatro, o espetáculo será realizado seguindo todos os protocolos determinados pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal. O evento será realizado com capacidade reduzida, mantendo o distanciamento social por meio do bloqueio dos assentos. Além disso, os organizadores garantem que todos os espectadores terão suas temperaturas aferidas antes de entrarem na sala de espetáculos. Os bares do local também estarão fechados, a fim de evitar a retirada das máscaras.

As medidas sanitárias também se aplicarão à equipe do artista e aos funcionários que estarão trabalhando no momento do espetáculo. As equipes de trabalho estarão reduzidas.

Foto: Divulgação/Teatro Riachuelo

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Gustavo Guedes escreve texto sobre o Universo Genial

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Projeto Seis & Meia volta a ntal

Depois de seis anos, Projeto Seis & Meia prepara sua volta

Projeto Seis & Meia completa 25 anos no Rio Grande do Norte e foi encerrado após o fechamento do Teatro Alberto Maranhão, em 2015

O natalense que frequentava a cena cultural da cidade antes de 2015 lembra-se do Projeto Seis & Meia, responsável por trazer a Natal grandes artistas durante mais de duas décadas. Criado após a inspiração na série homônima que ocorria no Teatro João Caetano em 1976, no Rio de Janeiro, o Projeto Seis & Meia desembarcou no Nordeste começando por Natal, ainda em 1995. O responsável por trazer o Projeto Seis & Meia foi o produtor cultural William Collier.

Com o fechamento do Teatro Alberto Maranhão, o Seis e Meia também teve de ser encerrado. Os dias de nostalgia, no entanto, parecem ter chegado ao fim. Comemorando 25 anos na capital potiguar, o Projeto Seis & Meia retorna em novo formato e traz 25 shows gratuitos e coloca o artista potiguar como principal atração. A edição de 2021 será realizada de maneira híbrida.

Toda terça-feira, a partir do dia 6 de julho, com o último show previsto para o dia 6 de dezembro, o natalense (e qualquer pessoa que tiver acesso ao YouTube) poderá acompanhar ao vivo pelo canal da Band Natal no YouTube, às 18h30. Aos sábados, a emissora local irá exibir os melhores momentos em seu canal aberto, das 18h50 às 19h20.

Os debutantes dessa nova fase do Projeto Seis & Meia são o cantor Galvão Filho, que homenageia Dominguinhos; e a cantora Monica Jucá, que realizará a abertura do evento. Os artistas passarão por testagem antes dos shows e os organizadores garantem o respeito às normas de biossegurança contra o novo coronavírus.

Galvão Filho homenageia Dominguinhos no Projeto Seis & Meia
Galvão Filho e Dominguinhos
Foto: Reprodução/YouTube

Devido à pandemia da Covid-19, a edição de 2021 do evento cultural se dará de uma maneira original: os artistas potiguares que já se apresentaram no Projeto Seis & Meia irão homenagear os diversos artistas consagrados da MPB que passaram pelos palcos do projeto nessas décadas de existência. De acordo com o produtor cultural e responsável pela produção executiva do projeto, Amaury Jr., as “janelas serão preenchidas por artistas que, de preferência, nunca tenham se apresentado no projeto ainda”, diz.

O retorno do Projeto Seis & Meia à capital potiguar se dá pela Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão, da Prefeitura de Natal, com a participação da Unimed Natal e do Grupo Dunas. Além disso, Fecomércio/Sesc, Band Natal, NatalCard, Praia Shopping e Instituto de Radiologia de Natal também apoiam o projeto culturalmente.

Confira abaixo a programação de julho do Projeto Seis & Meia

6 de julhoGalvão Filho canta Dominguinhos; a abertura fica por conta de Monicá Jucá;

13 de julhoIsaque Galvão canta Ângela Maria;

20 de julhoDodora Cardoso canta Elba Ramalho;

27 de julhoIvando Monte canta Alceu Valença.

Foto: Divulgação/Projeto Seis & Meia

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Zeca Baleiro e Yrahn Barreto

Live entre Zeca Baleiro e Yrahn Barreto será mediada por jornalista potiguar

Zeca Baleiro e Yrahn Barreto discutem em live o processo de produção, gravação e composição das músicas do álbum “Som no Isolamento”, gravado por Yrahn durante a pandemia.

O cantor e compositor potiguar Yrahn Barreto realiza live com o maranhense Zeca Baleiro para dividir com o público o processo de composição e gravação das músicas do novo álbum, gravado durante a pandemia. A live ocorrerá no dia 29 de junho de 2021, às 20h.

De acordo com Yrahn, “Som no Isolamento” foi inspirado no “momento atípico em que a humanidade está vivendo”. O cantor, que se considera cronista do seu tempo, descreve sensações e sentimentos vividos em tempos pandêmicos em dez faixas. Segundo ele, é “um misto de reflexão, irreverência, ousadia, esperança, embalados nas fusão de reggae, trap, brega, funk, arroxa e baladas, não só reflexivas, mas também dançantes”, diz.

“Som no Isolamento” foi lançado nas principais plataformas de streaming em junho de 2021, saindo pelo selo DoSol e contando com a ilustre produção de Zeca Baleiro, artista maranhense bem conhecido pelo público brasileiro. Durante a live, Zeca Baleiro e Yrahn Barreto prometem falar sobre o processo de produção artística do álbum e sobre a parceria conjunta nas faixasMares Meus” e “Se Eu Fizer Uma Canção”.

Tanto Zeca Baleiro quanto Yrahn Barreto têm uma coisa em comum: são dois dos principais responsáveis por manter vivo legado do cantor e compositor de Cachoeiro de Itapemirim, Sérgio Sampaio, que nos deixou em 1994 e era considerado um dos “malditos da MPB”, título este que o fez perder muitos trabalhos enquanto era vivo. O primeiro encontro entre Zeca Baleiro e Yrahn se deu em 2020, durante o Festival Sérgio Sampaio.

A live será mediada pelo jornalista e pesquisador musical Abner Moabe, e transmitida pelos perfis oficiais de Abner (@abnermoabe), Zeca Baleiro (@zbaleiro) e Yrahn (@yrahnbarreto); e também no canal oficial de Yrahn no YouTube.

Foto: Divulgação

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Pantim lança campanha coletiva VistaArte

‘Pantim’ lança #VistaArte e quer difundir a cultura potiguar pelo mundo

Revista genuinamente potiguar, a ‘Pantim’ lança campanha de financiamento coletivo com o intuito de estampar camisas com obras de artistas potiguares e espalhá-las pelo mundo.
Por Dentro do RN

Em comemoração ao seu primeiro ano de existência, a revista potiguar ‘Pantim’ acaba de lançar uma campanha de financiamento coletivo para difundir a cultura do Rio Grande do Norte para o mundo, pela Internet.

Arte: Erre Rodrigo

Para isso, o portal Pantim.com.br se alia aos artistas potiguares com o objetivo de difundir produções artísticas locais e, ao mesmo tempo, financiar o a manutenção de sua equipe jornalística, que se dedica na tarefa de valorizar os artistas do Rio Grande do Norte.

A ideia da campanha já existe a algum tempo e vem amadurecendo desde então. Buscamos a melhor forma para criar a campanha com o foco na interação com o público do Pantim.com.br, explica John Nascimento, editor do Pantim.

Pantim apresenta primeiro artista potiguar a estampar camisas da #VistaArte

Dando início à parceria com a revista, o primeiro artista a estampar as camisas da #VistaArte é Erre Rodrigo. Erre é um artista completo e com personalidade ímpar e, com o spray do grafite, traços da caricatura ou no domínio dos pincéis, apresenta uma arte repleta de seres, cores e lugares inimagináveis.

Artista Erre Rodrigo
Foto: Reprodução/Instagram

“Muito massa ter recebido o convite do Pantim para ser o primeiro a participar da campanha #VistaArte. É muito bom ver a nossa arte estampada por aí, é como se ela ganhasse vida circulando nas ruas da cidade”, comenta o artista.

Sobre as camisas produzidas

Além de belas e voltadas para a divulgação da cultura potiguar, as camisas contam com a qualidade reconhecida da marca Reserva, gostosas como um abraço são feitas do mais puro e nobre algodão brasileiro, ideais para climas de Norte a Sul.

Criada no Brasil e feita pro mundo, todas as camisetas são feitas sob demanda para você usando tecnologia de ponta na estamparia: qualidade garantida pela Reserva INK.

Link para a compra: https://www.reserva.ink/vistaarte/product/vistaarte

Carla Fernandes 3

Autora potiguar Carla Fernandes lança o seu primeiro livro no gênero ensaio sobre feminismo 

Em sua pré-venda, livro ‘Desmistificando o feminismo: e a mulher inventada pelo machismo’ , de Carla Fernandes, já comercializou aproximadamente 200 unidades
Por Dentro do RN

Com o tema ‘Desmistificando o feminismo: e a mulher inventada pelo machismo’, a potiguar Carla Fernandes lança neste domingo(20), 16h seu primeiro livro abordando os diversos aspectos sobre feminismo – assunto que nos tempos atuais necessita ser melhor compreendido para evitar a contínua reprodução de ideias e comportamentos equivocados que contribuem para manutenção das desigualdades e violências exercidas historicamente contra as mulheres.

Carla Fernandes
Foto: Divulgação


O lançamento contará um bate-papo no instagram entre a autora (@carlafernandesbarros), a editora Débora Gil (@editoraescaleiras) e Gabriela Oliveira (@goadvocate). Ao final será feito um sorteio de um exemplar entre os participantes.

Utilizando uma linguagem simples e relacionando vivências do cotidiano com eventos históricos, os capítulos do livro- publicado pela Editora Escaleras- trazem reflexões sobre as faces do machismo, a caricatura criada sobre o feminismo e as mulheres em geral.
“A proposta do livro é possibilitar uma reflexão sobre as mentiras absurdas disseminadas na sociedade sobre as mulheres e o movimento feminista, além de desmascarar o machismo cotidiano que nos envolve com ares de comportamento natural, mas que, na verdade é uma fonte incessante de violência contra a mulher”, destacou Carla.

No período da pré-venda, Carla realizou lives nas redes sociais com diversas mulheres, entre elas a filósofa Márcia Tiburi, a pesquisadora Fernanda Abreu, Top Model Fluvia Lacerda, entre outras.

“Um livro potente e extremamente didático sobre o feminismo. Em poucas páginas, que trazem desde fatos históricos até situações cotidianas, a autora conseguiu deixar clara a necessidade premente de que cada vez mais mulheres tenham vontade de conhecer esse movimento político e social, tão importante para nossas vidas”, disse Celimari Castim, administradora do perfil Leituras e Mulheridades no Instagram.

O livro pode ser adquirido no site www.editoraescaleras.com.br ou diretamente com a autora por meio do perfil do Instagram @carlafernandesbarros. Preço do livro: R$ 55,00

Minibio de Carla Fernandes

Carla Fernandes é feminista, professora universitária (UERN), doutora em ciências jurídicas e sociais, escritora, mãe, apaixonada pela transformação que os livros provocam nos seres humanos e pela revolução social que uma educação libertária é capaz de promover.

Em 2020, publicou em co-autoria o livro Lawfare, O Calvário da Democracia Brasileira, sendo autora de outros artigos jurídicos e palestrante em temas relacionados aos direitos das mulheres, direitos humanos e direito penal.

Detalhes do livro

Origem: NACIONAL
Edição: 1
Ano: 2021
Assunto: Ensaio
Idioma: PORTUGUÊS
País de Produção: BRASIL
ISBN: 978-65-89498-06-3
Encadernação: BROCHURA
Altura: 21,00 cm
Largura: 14,00 cm
Nº de Páginas: 160
Publicado pela editora Escaleira

Novo álbum do The Killers sai em agosto

Novo álbum do The Killers sai em agosto

Novo álbum do The Killers sai um ano após o magnífico ‘Imploding the Mirage’, lançado já na pandemia do novo coronavírus. Foto: Robert Ascroft

O próximo álbum da banda americana The Killers sairá no mês de agosto de 2021, revelou o baterista Ronnie Vannucci Jr. A chegada do sucessor de “Imploding the Mirage” já havia sido confirmada para este ano, após vocalista Brandon Flowers anunciar, em abril, que a gravação do novo álbum do The Killers já tinha se encerrado.

Em uma nova entrevista para o podcast Sarah Hagan Backstage, o baterista revelou agora que o novo álbum do The Killers seria lançado, provavelmente, em agosto. “O ‘Imploding the Mirage’ foi lançado em agosto do ano passado, e agora temos outro saindo em agosto deste ano”, disse Vannucci. Além disso, o baterista ainda afirmou que algumas das músicas do novo álbum eram as que haviam ficado “órfãs” em “Imploding the Mirage”. Vannucci continuou descrevendo o novo álbum como sendo “muito diferente do material rotineiro dos Killers”.

Imploding the Mirage, lançado em agosto de 2020

“Em vez disso, fizemos outro álbum, que é um pouco um álbum conceitual e muito diferente do material normal do Killers”, disse ele sobre seu próximo trabalho. “Portanto, ainda temos aquele estoque [de músicas] sobrando e ainda estamos escrevendo mais. É sempre bom ter algumas músicas – ou até mesmo um álbum – por aí, só para garantir. ”

A banda confirmou a notícia no álbum no ano passado, com o vocalista Brandon Flowers dizendo à NME que “pode ser ainda melhor” do que ‘Imploding The Mirage’. Desde então, eles compartilharam uma lista de faixas em potencial e um trecho de música nova, bem como uma filmagem que mostra o guitarrista Dave Keuning de volta à banda depois de se ausentar das sessões de estúdio para o álbum anterior.

Novo álbum do The Killers será o sétimo gravado em estúdio

A expectativa é alta para o sétimo álbum de estúdio da banda, após ter passado grande parte do ano passado falando sobre isso – e revelando que foi influenciado pelas canções Indie que o vocalista associa com sua juventude em Utah. “Cada vez que alguém grava um disco, ele diz que tem 50 músicas e vai lançar outro.”, disse Flowers à NME após a conclusão de ‘Imploding The Mirage’, em 2020.

“Vamos lançar outro em cerca de 10 meses. Já voltamos para o estúdio com [Jonathon, produtor] Rado e Shawn [Everett, produtor]. Fizemos uma semana no norte da Califórnia. ” Flowers continuou: “Eu tinha muito tempo livre. Antes de eu normalmente estar me preparando para uma turnê, todo esse tempo foi voltado para escrever mais músicas. Tem sido muito frutífero. ”

The Killers lançou ‘Dustland’, sua nova colaboração com Bruce Springsteen, durante a noite. A faixa é uma nova versão em dueto do single de 2009 da banda ‘A Dustland Fairytale’, que apareceu em seu álbum de 2008 ‘Day & Age’

Tribo de Jah

Tribo de Jah lança disco de inéditas após cinco anos

Com dez faixas, novo álbum da Tribo de Jah, Até que o bem triunfe no final, foi lançado na última sexta-feira, 11 de junho.

Formada em 1986, na cidade de São Luís (MA), a banda de reggae Tribo de Jah completa 35 anos em cena com a edição de álbum de músicas inéditas. Com dez faixas, o álbum Até que o bem triunfe no final foi lançado na sexta-feira, 11 de junho, três meses após o single com a música-título, previamente apresentada em 14 de março.

Tribo de Jah —  capa do álbum 'Até que o bem triunfe no final'.

Como os integrantes do grupo estão espalhados pelas cidades de Atibaia (SP), São Luís (MA) e São Paulo (SP), o disco foi gravado de maneira remota, com cada músico gravando a própria parte em casa, mas a mixagem e a masterização foram feitas no 2F Sonato Studio – o mesmo estúdio maranhense em que a banda gravou em 1991 o primeiro álbum, Regueiros guerreiros, lançado em 1992.

A diferença é que, desde 2015, o cacique da Tribo de Jah, Fauzi Beydoun, divide o posto de vocalista com o filho, Pedro Beydoun. Fauzi e Pedro estão juntos com Aquiles Rabelo, João Rodrigues, Luan Richard e Netto Enes na formação atual da banda.

No álbum Até que o bem triunfe no final, o sexteto apresenta músicas como BreddaDoce é o amor de JahElevarHold that loveIdentidadeMigalhas em cada esquinaO último dos últimos e Samba reggae sim, senhor.

O álbum Até que o bem triunfe no final é o primeiro disco de músicas inéditas da Tribo de Jah desde Confissões de um velho regueiro (2016), disco comemorativo dos 30 anos de existência da banda.

Sobre a Tribo de Jah

Atualmente formada por Fauzi Beydoun, Pedro Beydoun, Aquiles Rabelo, Netto Enes, João Rodrigues e Luan Richard, a Tribo de Jah é conhecida como a precursora do reggae no Brasil. Com 17 álbuns inéditos lançados e mais de 2 milhões de cópias físicas vendidas, a banda, que tem 35 anos de carreira, ainda registra mais de 13 milhões de visualizações no YouTube. Conhecida por hits como “Uma Onda que Passou”, “Regueiros Guerreiros” e “Morena Raiz”, a Tribo de Jah iniciou os trabalhos no Centro para Cegos em São Luís-MA, e também chama muita atenção por contar com instrumentistas com cegueira parcial e total.   

Fonte: G1

Sideral

Curta-metragem potiguar “Sideral” concorrerá ao Palma de Ouro, em Cannes

“Sideral” foi produzido pela produtora potiguar “Casa da Praia”, sob a produção de Pedro Fiuza, e dirigido por Carlos Segundo; e irá concorrer ao prêmio de melhor curta na França

O curta potiguar “Sideral” ai concorrer à Palma de Ouro, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo. O filme, dirigido por Carlos Segundo, foi parcialmente financiado pela Lei Aldir Blanc da Fundação José Augusto, órgão financiador da cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. A Casa da Praia é uma produtora genuinamente potiguar e recebe incentivos para produzir seus filmes.

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“Sideral” concorrerá à Palma de Ouro, na França

O ator potiguar Matheus Cardoso, que faz parte do elenco, comemorou a notícia no Twitter.

A obra foi filmada no Rio Grande do Norte e fomentada com políticas públicas de incentivo à cultura local. O produtor da Casa da Praia, Pedro Fiuza, também comemorou o fato nas redes sociais e agradeceu pelo apoio à cultura potiguar.

Confira o teaser de Sideral no vídeo abaixo:

Vilão da série Loki

Vilão da série Loki pode ter sido revelado sem querer

Embora o vilão da série Loki ainda seja um mistério, os créditos finais do primeiro episódio podem ter estragado a verdadeira identidade do personagem.

ATENÇÃO: Este artigo contém grandes revelações do primeiro episódio da série da Marvel.

Ainda que a identidade do vilão no final da estreia de Loki devesse ser misteriosa, parece que a série da Disney+ já estragou a revelação. No episódio 1, “Glorious Purpose”, Loki é prontamente preso e levado para a Autoridade de Variância Temporal depois de escapar dos Vingadores em Vingadores: Endgame . De acordo com os Guardiões do Tempo da TVA, as misteriosas figuras que cuidam da Linha do Tempo Sagrada da Marvel, Loki não deveria escapar, e ele cometeu um crime contra a linha do tempo quando usou o Tesseract para fugir.

Depois de ser preso pela TVA, Loki é recrutado por Mobius de Owen Wilson para impedir uma ameaça ainda maior. Parece que há uma variante (qualquer um que saia da Linha do Tempo Sagrada) que anda por aí emboscando e matando agentes da TVA, e Mobius precisa da ajuda de Loki. Claro, o TVA tem um poder incrível que torna as Infinity Stones inúteis dentro de seus limites, então Loki está compreensivelmente curioso por que Mobius precisa dele. O personagem de Wilson então revela que a variante que está matando os agentes é Loki ou pelo menos uma versão dele.

Foto: Reprodução/Disney+

Embora a variante assassina de Loki seja um mistério até agora na série, a série pode já ter revelado sutilmente sua identidade. No final da estreia de Loki , vários agentes da TVA são emboscados e mortos por uma figura encapuzada, considerada a variante de Loki que a TVA está perseguindo. Embora o episódio não revele quem é o personagem, os créditos finais listam um “Variant Double”, que é interpretado pela dublê Sarah Irwin.

De acordo com a mídia social da atriz de Loki, Sophia Di Martino (via Instagram ), Irwin é seu dublê. Então, para resumir tudo, a aparição de Irwin nos créditos como um “Variant Double” parece revelar que a misteriosa variante de Loki, aquela que está matando todos aqueles agentes da TVA, é o personagem de Di Martino.

E as revelações parecem não acabam por aí. Além da figura encapuzada provavelmente ser uma variante feminina de Loki, os créditos também podem finalmente confirmar a identidade do personagem de Di Martino. Até agora, o papel do ator em Loki tem sido um mistério.

Embora os primeiros relatos tenham Di Martino interpretando Lady Loki, uma versão feminina do personagem de Tom Hiddleston, rumores também afirmavam que o ator poderia estar interpretando outra pessoa, como a Enchantress, conhecida Magia em Português. Os créditos parecem sugerir o primeiro. A TVA é provavelmente após uma variante de Loki na forma de Lady Loki de Di Martino.

Possível vilão da série Loki
Foto: Reprodução/Marvel Fandom

Embora os créditos não confirmem oficialmente que Di Martino está interpretando Lady Loki, a série já definiu o fato de que versões diferentes de Loki apareceriam. Logo no início da estreia de Loki , um vislumbre do arquivo de Loki na TVA mostra que o personagem é fluido de gênero.

Essa fluidez deixa claro que o Loki no Universo Cinematográfico Marvel não é a única versão que existe. Além de Lady Loki, rumores também afirmam que Kid Loki, uma versão mais jovem do personagem, e Classic Loki, um mais velho, farão aparições. Quaisquer que sejam as versões de Loki que apareçam, parece que a série as está preparando para um propósito glorioso.

Lançamento do Disco de Marisa Monte

Lançamento do disco de Marisa Monte será em 1º de julho

Finalmente, temos a resposta para a pergunta ‘qual a data do lançamento do disco de Marisa Monte?’; 1º de julho, nos 54 anos da cantora.

O lançamento do single Calma, em parceria com Chico Brown, atenuou um pouco a ansiedade dos fãs de Marisa Monte pelo novo álbum da cantora, que já tem data para chegar às plataformas digitais. O lançamento do disco de Marisa Monte será no dia 1º de julho – aniversário de 54 anos da cantora. O álbum Portas será disponibilizado nas plataformas digitais.

O disco foi inteiramente gravado na pandemia da Covid-19, após a carioca adiar os planos de entrar em estúdio em março de 2020. Meses depois, no entanto, ela foi convencida por um amigo que deveria, sim, se cercar de cuidados, chamar poucos e bons músicos, e gravar as inéditas.

Participaram das gravações músicos que são parceiros de longa data da artista, a exemplo de Carlinhos Brown, Dadi, Pedro Baby, Davi Moraes e Pretinho da Serrinha, além de Silva e Marcelo Camelo.

Assista ao clipe de Calma, que alcançou mais de um milhão de visualizações no YouTube em menos de uma semana.

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