Thiago Martins - Leia agora no Por dentro do RN

Thiago Martins

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema.

Paulinho Freire presta contas na FECAM RN, por Thiago Martins

Paulinho Freire presta contas na FECAM/RN, por Thiago Martins

Por Thiago Martins
Para o Por Dentro do RN

O presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN) realizou uma prestação de contas da entidade junto aos filiados na sexta-feira (19 de novembro) em Natal. Presidentes de Câmaras de todo o estado acompanharam as informações prestadas por Paulinho, além da análise das ações da entidade. Ponto positivo e um exemplo a ser seguido por todas as federações.

1ª prova: chegar a UFRN

Neste domingo, 21, foram aplicadas as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2021). Diferente dos anos anteriores, quando dezenas de linhas de ônibus iam até a UFRN para o garantir o transporte dos estudantes que realizam a prova no local, neste ano, a STTU determinou que apenas duas linhas adentrem a Universidade. Para quem utiliza o transporte público de Natal, a primeira prova deste Enem foi, sem dúvidas, chegar à UFRN em meio a uma frota tão escassa.

Petigorando

Nem mesmo a linha Circular do Campus, que funciona de forma gratuita saindo do Via Direta até a Universidade, circulou. Isso por que as empresas de ônibus de Natal resolveram “entregar” a linha. Há meses a UFRN ‘petigora’ (por que não dizer “implora”?) pelo retorno do transporte na Universidade, em diversas reuniões não apenas com a Prefeitura, mas com órgãos de fiscalização. Até agora, sem qualquer ação que determine o retorno da linha.

Incêndio controlado?

O governo Fátima Bezerra (PT) passou pelas suas piores semanas, com uma sucessão de crises complicadas que afetaram muito a imagem do executivo estadual. A morte de um senhor que teve o atendimento recusado na porta do Hospital Walfredo Gurgel, a greve dos anestesistas (e consequentemente os hospitais lotados), a CPI da Covid na Assembleia com sessão secreta e um show a parte, ameaça da suspensão das atividades no Aeroporto de Mossoró e ainda a prisão do coordenador da Segurança Pública, Ivênio Hermes.

Em meio a tudo isso, a governadora estava na Dinamarca, participando de eventos estratégicos para o Estado. Não deu outra… foi um prato cheio diante de um período tão conturbado. A fumaça permaneceu, com a associação do governo ao cancelamento dos shows da Festa do Boi – erro gravíssimo da Anorc, associação responsável pela feira, na escolha da empresa responsável pelas apresentações. O incêndio ainda não foi totalmente controlado.

Mudanças

De toda forma, o governo Fátima iniciou as mudanças no secretariado, através da troca no comando da comunicação, com a saída de Guia Dantas, que passa a ser responsável pela assessoria da governadora, e o ingresso de Daniel Cabral para a pasta, estratégica no trato com a sociedade e apresentação das ações do governo. Segundo fontes ligadas à Governadoria, foi a primeira de uma reforma administrativa que vai acontecer na gestão estadual.

Escolham seus lados

Outro quadro que deixou o governo – este em definitivo – foi o secretário adjunto da Infraestrutura, Haroldo Azevedo Filho. Haroldinho entregou o cargo que ocupava desde o início da gestão de Fátima para acompanhar o pai, empresário Haroldo Azevedo, que trocou a pré-candidatura ao Senado por uma disputa pelo Governo do Estado, sendo um dos nomes que vai rivalizar com a governadora. Haroldo foi suplente do senador Geraldo Melo na década de 1990 e, entre outras áreas, é dono das rádio 94 e 97 FM de Natal.

PSDB dividido

As assessorias dos deputados até que tentam mostrar a unidade do PSDB potiguar em torno do nome do governador paulista João Doria, em sua disputa à vaga no Planalto, mas o sentimento forte nas bases é pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

E Moro, hein?!

De volta ao Brasil e já inserido no cenário político nacional, o ex-juiz da operação Lava Jato já está dando trabalho a quem estava no jogo. Entre os três mais bem colocados – Bolsonaro, Lula e Ciro – há sinal de luz amarela com os próximos passos de Moro, e a tendência é um combate dos três – mesmo que de forma independente – para desidratar o candidato desde já.

Me diz com quem tu andas…

No RN, o aliado de Moro é o senador Styvenson, do mesmo partido ao qual o ex-juiz se filiou, o Podemos.

Foto: Reprodução

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Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Com união das três pré-candidatas, eleição da OAB RN caminha para a polarização, por Thiago Martins

Com união das três pré-candidatas, eleição da OAB/RN caminha para a polarização, por Thiago Martins

Por Thiago Martins
Para o Por Dentro do RN

As advogadas e até então pré-candidatas à presidência da OAB do Rio Grande do Norte, Marisa Almeida e Rossana Fonseca anunciaram que retirarão suas pré-candidaturas para apoiar Magna Letícia. O anúncio foi feito na sexta-feira, dia 10 de setembro. No jogo do poder cabe tudo; e a união das três ocorre mesmo em meio a divergências, acordos não cumpridos, além forte intolerância entre alguns integrantes dos três grupos aos quais fazem parte.

Por um histórico e tanto do trio, é possível afirmar que se trata da união entre as desunidas, a qual agora parte para a polarização de uma chapa forçada com o intuito de desbancar o atual presidente da ordem, Aldo Medeiros. Atualmente, as pesquisas indicam vantagem da atual gestão, mesmo sendo afetada pela pandemia da Covid-19. A conferir os novos episódios.

Missa de 7º dia

Foi cremado em Brasília, na última semana, o corpo do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o potiguar José Augusto Delgado, que faleceu aos 83 anos, em decorrência de um AVC. Em Natal, haverá uma missa de 7º dia, que deverá reunir familiares, amigos, ex-alunos e admiradores do ex-ministro.

A missa será realizada nesta segunda-feira (14), às 19h, na Igreja Bom Jesus das Dores, na Ribeira.

O inferno astral de Álvaro

Na véspera do seu aniversário, comemorado em 4 de setembro, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), talvez tenha vivido o auge do seu inferno astral, com o anúncio de que sua líder na Câmara, a vereadora Nina Souza (PDT), deixaria o cargo. Não teve bolo, salgadinho, nem docinho que desse jeito. O prefeito segue sem líder, inclusive, afetando e travando as discussões dos projetos na Câmara.

É hora de apagar as velinhas

Na semana seguinte, a surpresa foi a manifestação de vereadores – tanto da base, como os oposicionistas – contra os graves problemas do transportes que impera em Natal, especialmente a retirada de linhas que ocorreram desde o início da pandemia e até hoje não foram retomadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU).

O prefeito Álvaro Dias colocou uma pessoa de sua confiança na pasta, o secretário Paulo César, que é um homem sério e dedicado à coisa pública, com bom currículo político, mesmo não sendo técnico em transportes. Apesar disso, a pasta tem excelentes nomes técnicos, como a secretária adjunta Daliana Bandeira e Newton Filho, além de uma boa comunicação, feita por Tárcio Cavalcante.

Vamos cantar aquela musiquinha

Esse tema do transportes merece uma atenção especial. Há muito o prefeito Álvaro Dias vem tentando sim uma definição sobre a licitação e ações que garantam a melhoria do sistema de transportes de Natal, mas, sem sucesso.

Curiosamente, assistia hoje ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), realizando a entrega de 160 novos ônibus à capital baiana, todos com ar-condicionado, ao mesmo tempo em que o próprio prefeito admitia que o transporte era o maior problema da cidade – assim como ocorre em todo Brasil e em várias cidades do mundo.

A questão é: como enfrentar isso? Em Salvador, que já licitou seu sistema, um dos consórcios teve o contrato rompido com a gestão. Então, faltam ações mais efetivas em Natal, e não é só para agradar os vereadores, mas para que as melhorias ocorram, de fato.

O efeito Lula está em campo

A governadora Fátima Bezerra segue com o ‘efeito Lula’ ligado, especialmente após a visita do ex-presidente a Natal, durante a caravana que realizou em estados do Nordeste. Se apoia no líder para ampliar a boa avaliação que seu governo tem tido e ganhar tempo em uma decisão crucial para o próximo ano: a escolha do vice.

Fátima e parte do grupo querem manter o atual nome de Antenor Roberto (PCdoB). Jaime Calado corre por fora. MDB se lança a todo momento – sendo recebido com espinhos pela deputada Natália Bonavides. Tempestade perfeita para o surgimento de um nome que alavanque, já que nem isso a oposição ainda conseguiu fazer.

Domingo ela não vai

A propósito, o PT anunciou que não participaria das manifestações do domingo (12) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o evento teve presença confirmada de outros partidos de centro esquerda, como PSDB, PDT e Solidariedade.

Avaliação positiva

Para os apoiadores do grupo do presidente Jair Bolsonaro e até mesmo para observadores do cenário político, as manifestações favoráveis ao presidente no feriado de terça-feira, 7 de setembro, foi positiva.

De acordo com o nosso serviço secreto, que inclusive acompanhou tudo de cima de uma árvore na Prudente de Morais, à altura da Praça Cívica, a chegada das caravanas no interior demonstrou organização e é um fator importante na garantia de nomes de apoiadores do presidente para as eleições do próximo ano, tanto no parlamento estadual, quanto na Câmara Federal.

Foto: Reprodução/Instagram

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Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Jogo dos sete erros, por Thiago Martins

Dias de luta, dias de glória; por Thiago Martins

De Thiago Martins
Para o Por Dentro do RN

Jogo dos sete erros

Você sabe quem desse mosaico da conta do Instagram @pensandoaoab pediu para excluir a foto desta arte que foi publicada e a apagada depois do pedido?

Dias de luta

Foi uma semana tensa para a bancada governista na Câmara Municipal de Natal. Na quarta-feira (18), discussão do vereador Robson Carvalho com a própria líder do governo, Nina Souza, ambos do PDT, por conta de um projeto de Robson que a líder orientou voto contrário. Ambos saíram chateados.

No dia seguinte, foi a vez dos estreantes Nivaldo Bacurau e Hermes Câmara se desentenderem, pela concessão de um “pela ordem” numa sessão que já estava atrasada. Nina e Robson selaram a paz e buscam acordo para o projeto; Já no caso de Bacurau e Hermes, o petebista até se aproximou para buscar diálogo, mas foi visível que o pessebista saiu #chateado da sessão.

Dias de glória

Pode-se dizer que a glória de Nina é permanente. É uma excelente vereadora, consegue conduzir extremamente bem a liderança do governo, mesmo em meio a várias crises. Robson tem crescido, se destacado, bateu na trave na eleição para deputado federal em 2018 e já tem viajado o estado, podendo surpreender próximo ano, caso busque a vaga de deputado estadual (ou até federal).

Quanto a Hermes, coube ao experiente vereador Raniere Barbosa (Avante) rasgar elogios ao seu favor na sessão da quarta-feira, afirmando que Hermes tem atuado como um estadista, em referência à reunião ocorrida na prefeitura, ocasião na qual defendeu os vendedores ambulantes das praias de Natal. Bom… a união e boa relação de Hermes com Álvaro e com Fátima, campos opostos, mostra isso muito bem. Trata-se de alguém bem articulado.

Se for, vá na paz

Se for vá na paz jogo dos sete erros Thiago Martins
Foto: Reprodução

Já em relação ao vereador Nivaldo Bacurau, é importante destacar a boa atuação que ele tem tido, especialmente na resolução de problemas comunitários da Zona Norte de Natal, e sua participação em projetos e ações sociais. Mas, como destaca o premiado filme Bacurau, do pernambucano Kleber Mendonça Filho: se for, vá na paz. Digo isso porque, no primeiro semestre, Bacurau já teve situação semelhante de “estresse” com o vereador Robério Paulino (PSOL), quando reclamou que o colega só ‘falava a mesma a coisa’ em toda sessão – de fato, Robério, diariamente, alertava para os índices de transmissão e morte de covid-19.

Enquanto isso, na Assembleia…

Assistimos (literalmente, já que o regimento da Casa foi atualizando, permitindo a exibição das CPIs pela TV Assembleia) às CPIs da Covid e da Arena das Dunas. O que se ouve pelas ruas é que não vai dar em nada. Será?

Cada vez mais Humana

Kehrle Júnior Jogo dos Sete Erros Por Thiago Martins
Foto: Reprodução

Mudanças na comunicação da Humana Saúde. A operadora que atua no Rio Grande do Norte tem crescido consideravelmente e passa a ter o então assessor de comunicação, o jornalista e colega Kehrle Júnior, promovido a coordenador regional de Comunicação e Marketing. A assessoria, pro sua vez, passa para a jornalista Salvina Miranda, que, com sua experiência, chega para agregar mais conhecimento e valor a Humana. Parabéns, caros amigos!

Foto: Reprodução

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Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Jean Paul se fortalece para o Senado

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Paulinho Freire sobre a reforma política

Paulinho Freire ‘manda a real’ sobre a reforma política

Nome cotado para ser candidato a deputado federal nas eleições do próximo ano, o presidente da Câmara Municipal de Natal (CNM) e da Federação das Câmaras do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), Paulinho Freire (PDT) ‘mandou a real’ sobre a reforma política que caminha na Câmara dos Deputados, em Brasília, já aprovada em 1º turno, que prevê a volta das coligações.

Paulinho iniciou sua fala, no pequeno expediente da CMN da última quinta-feira (12), comentando a votação ocorrida na Câmara dos Deputados no dia anterior, e atribuiu a votações como aquela o fato de cada vez mais pessoas estarem descrentes com o nosso sistema político. De fato! Estamos vivenciando uma reforma eleitoral para cada pleito no Brasil, e agora o retorno das coligações representa um enorme retrocesso, explicado por uma questão apenas: ser a forma mais fácil dos atuais deputados conseguirem se reeleger.

Muitas figurinhas carimbadas – não só do Rio Grande do Norte, mas de todos os estados – teriam imensas dificuldades de renovarem os seus mandatos. Ver votações – como a da semana passada na Câmara – que determinam a mudança ao modo que permita uma reeleição ao modo ‘melhor para eles’ é assustador e ridículo.

Ora! Com raras exceções, são três anos sem qualquer trabalho de base, sem consulta popular e, por que não dizer, sem nada que agregue, verdadeiramente, a vida do povo? Para, simplesmente, faltando 1 ano para as eleições, ser ‘lançada’ uma nova legislação que os façam renovar seus mandatos. A maior e melhor das reformas políticas deve ser a mudança em muito dos eleitos – mesmo que seja com coligação!

Sentir na pele

Em sua fala, Paulinho destacou que a palhaçada (em referência à sessão da Câmara) para a volta das coligações ocorre pelo medo dos deputados em ter que montar as próprias nominatas. É verdade! Eles teriam de sentir na pele o que os vereadores sentiram na eleição de 2020, com a mudança da legislação que entrou em vigor, e que resultou numa significativa mudança nos quadros da Câmara de Natal, afetando, especialmente, políticos mais ligados à polarização – tanto do lado A quanto do lado B – que perderam seus mandatos.

E agora?

A volta das coligações ainda será votada em 2º turno na Câmara dos Deputados, votação que deverá ocorrer nesta semana. De acordo com a imprensa especializada, tem poucas chances de passar no Senado. Ainda assim, no desejo individual (e ao mesmo tempo coletivo) dos atuais deputado, é esperado um acordo que faça com que a coisa aconteça, ou, claro, afete o sucesso de novos nomes em detrimento dos seus. Já trabalho que é bom…

Democrata

Por falar em Paulinho Freire, ele deverá mudar de sigla. Ele, que já foi do PMDB, PP, PSDB e, atualmente, está no PDT, deverá se filiar ao DEM, inclusive assumindo o diretório estadual, e dando um novo momento ao histórico partido do ex-senador José Agripino e seus aliados. Vai concorrer à vaga de federal pelo partido comandado nacionalmente por ACM Neto.

Curioso

O DEM não lançou candidato a vereador em Natal. Agora, todavia, deverá ter o presidente da Câmara, Paulinho Freire, em seu quadro. Ainda é incerto quantos outros edis também vão acompanhá-lo na nova legenda. Seu grupo, além do PDT, é forte.

Seresta na Câmara dos Deputados

Quem anunciou que recebeu o convite pelo Secretário de Desenvolvimento do Estado, Jaime Calado, para ser candidato a deputado federal pelo PROS, foi o ex-vereador de Natal e ex-deputado estadual Luiz Almir.

O “velho” comunicador, que quase foi prefeito de Natal em 2004 numa eleição super acirrada com Carlos Eduardo (na época no PSB), disse que iria pensar. Homem das serestas, Luiz Almir hoje apresenta programas jornalísticos no rádio e na televisão. É sempre lembrado nas pesquisas e desponta com boas chances, caso aceite encarar a parada. Caso diga “não” e opte pelo caminho de deputado estadual, as chances de êxito são ainda maiores.

Foto: Elpídio Júnior/Câmara Municipal de Natal/Ilustração

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Jean Paul se fortalece para o Senado

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Jean Paul Prates Senador

Senado: reeleição de Jean é possível

Enquanto os entusiastas da política local ligam os holofotes para a sucessão do governo estadual e focam a briga dos ministros Rogério e Fábio pelo senado, o atual dono da vaga, Jean Paul (PT) tem se fortalecido, começando a andar pelo Rio Grande do Norte. Ainda falta muito até que a popularidade (no sentido literal mesmo, de ser popular, conhecido) do francês que ficou no lugar de Fátima quando ela se elegeu governadora cresça, e o histórico de ‘não-político’ dele não colabora em nada com isso. E isso é muito complicado.

Vejam: recentemente, Jean estava na companhia de três políticos de Natal em um mesmo restaurante na hora do almoço, todos alinhados – ou sem qualquer restrição – ao governo Fátima. Mas o senador não interagiu com nenhum deles. Considerando a boa índole das pessoas, vamos pensar que tal situação não foi por má vontade dele, mas por esse seu estilo muito mais administrativo do que político. Se há essa “trava” no próprio meio político, a situação para com o externo – neste caso, a população – é ainda mais difícil… mas não é impossível.

Prova disso está no fato de que ele terminou as eleições municipais do ano passado em 2º lugar na disputa da prefeitura do Natal, com 14,38%, superando nomes já conhecidos do público local, como os deputados Kelps (Solidariedade) e Hermano (PSB), e também Sérgio Leocádio (PSL), que tinha muito tempo de TV.

Especialmente no auge das especulações da mudança do partido de Jean, que poderia sair do PT para o PDT, uma das possibilidades seria ele não sair candidato a senador por lá – vaga que seria do presidente da legenda, o ex-prefeito Carlos Eduardo – enquanto Jean tentaria uma vaga na Câmara Federal, mudança já protagonizada por políticos como Lídice da Mata (PSB), da Bahia, Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, e da própria presidente do PT Gleisi Hoffmann, do Paraná. Todos “trocaram” o senado pela câmara.

A possibilidade de mudança na legenda de Jean, neste caso, aconteceria pelo seu possível entendimento com o PDT nacional – fato que, aliás, não foi negado por ele – e por ser improvável que o PT conquiste até três vagas de deputados federais nas eleições do próximo ano – se considerarmos a reeleição de Natália Bonavides e a eleição do quase-deputado Mineiro que até ganhou, mas não levou, e segue como secretário estadual.

Mas o alinhamento com o PDT não veio – nem com a mudança do partido de Jean, nem com uma união da legenda com o PT a nível local. Aliás! O presidente do partido, Carlos Eduardo, também já tem viajado o estado, e, bolsonaristas a parte, talvez seja o maior nome na oposição a Jean, que precisa se estabelecer ainda mais até as eleições, caso queira mesmo “bater a parada” e se reeleger para o senado no próximo ano.

As andanças ao lado de Fátima pelo interior são fundamentais, bem como a união com a governadora que detém bons índices de aprovação. Mas é óbvio que ele também precisa fazer sua parte. Se a eleição para Natal foi um “test-drive” – o deixando em segundo lugar – a concorrência para o Senado no próximo ano será algo ainda mais grandioso, que, caso perca, fará com que ele tenha grandes dificuldades de voltar a vida política, especialmente por sua natural assinatura de “não-político”.

Inclusive – I

O presidenciável Ciro Gomes afirmou em entrevista que a população vai “se surpreender” com as alianças que seu partido, o PDT, está articulando nos estados com foco nas eleições do próximo ano, e afirmou que o PT não tem candidato “viável” porque peca na articulação. Faz sentido, inclusive ao nível local.

Os quadros são bons, mas, vejamos: nos momentos de protagonismo do PT estadual, na última década, resultaram na eleição de Fátima como senadora na chapa com Robinson (PSD) governador, em 2014 – articulação que foi resultado do “chapão” do então PMDB que naufragou, e hoje é motivo de imensa tristeza entre muitos do ninho bacurau.

Naquele momento, a chapa eleita apenas passava a ideia de ser menos pior que a chapa derrotada (Robinson e Fátima versus Henrique e Vilma). Posteriormente, também tivemos a eleição de Fátima para governadora, em 2018, desta vez numa união com apenas dois partidos, respeitosamente, sem tanta expressão – o PCdoB e o PHS. De fato, o PT peca, e precisa ajustar isso.

Inclusive – II

O próprio PDT local já segue na busca de alianças. E é importante considerar que, na mesma entrevista, Ciro Gomes se coloca como o nome viável fugindo da polarização. No que Bolsonaro derrete, – como mostram as pesquisas – alguém pode subir. A cereja do bolo está no marqueteiro contratado por ele, um velho conhecido dos petistas, João Santana; que fez as campanhas presidenciais vitoriosas de Lula e Dilma. João tem uma forma única de conseguir expressar ideias, e deverá contribuir para o crescimento de Ciro.

Ou seja: vai ser ainda mais fácil para o ex-prefeito Carlos Eduardo se articular – como já tem feito, por exemplo, conversando com o ministro Fábio Faria – , abrindo assim portas com o PP e o PSD (partido do pai, Robinson), que tem uma boa base no interior e podem lhe garantir dobradinhas com candidatos a deputados federais e apoios mútuos, ao mesmo tempo que também se sustenta no discurso nacional da terceira via, defendendo Ciro. Carlos também já pegou a estrada, e tem “passeado” por muitas cidades do interior.

Em qual momento o GPS irá indicar que Jean e Carlos Eduardo estão no mesmo lugar?

Foto: Reprodução/Instagram

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Jean Paul se fortalece para o Senado

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Senador Styvenson Valentim

E o que nós fizemos para merecer o senador Styvenson?

O senador Styvenson trava uma luta permanente contra tudo e contra todos. Permanente mesmo, talvez possamos classificar até mesmo como “eterna”. Usou seu sucesso na polícia, a fama de durão, incorruptível no comando das blitzen da “Lei Seca” para se lançar na política, se elegendo senador em 2018. Segue lutando, a todo instante, para que o país deixe de fazer a política através da política, a transformando em sabe Deus o quê, de uma maneira defendida por ele diariamente, com discurso fácil de pegar bandido, diminuir o tamanho do estado, etc etc etc.

Tudo isso são pautas extremamente louváveis e necessárias, mas se tornou o único “falatório” do senador, e até agora sem resultados práticos – infelizmente. Falta resultado prático também em ações firmes, na defesa de uma bandeira, de um grande projeto, de uma ação de contribuição para o Rio Grande do Norte. Nesses dois anos e meio, o que é possível destacar por parte do senador? O projeto da reforma de uma escola estadual. É claro que escolas estaduais merecem (e precisam) ser reformadas, ampliadas, melhoradas em todos os aspectos. Mas estamos falando da atuação de um senador da República.

Mas chegamos num ponto tão lamentável da inércia política do senador Styvenson e de grosserias desmedidas que é impossível crer que só ele esteja certo e todos estejam errados até mesmo em uma situação dessas. A violência contra as mulheres precisa ser combatida, não devendo ser relativizada em qualquer ocasião. Não existe isso de a mulher ter feito alguma coisa para “merecer” os tapas, como dito, tão tranquilamente, pelo senador, se referindo ao episódio ocorrido em Santo Antônio, quando um policial agrediu uma mulher. A maioria das atitudes do senador Styvenson, ainda que defendendo pautas importantes (não é o caso do “apoio” a violência contra mulher!) são lamentáveis e nos leva a essa reflexão: o que nós fizemos para merecer um senador desses?

Não custa lembrar

Tínhamos tantos nomes para o Senado nas eleições de 2018. Queriam experiência e uma visão mais conservadora? Geraldo Melo, Garibaldi Alves e Antônio Jácome, por exemplo. Preferiam alguém mais próximo a esquerda? Alexandre Motta. Ou, talvez, aquela com o mesmo perfil “independente” de Styvenson mas que certamente estaria vencendo o jogo, que era a ex-atleta Magnólia. Todos candidatos viáveis. Mas o discurso fácil, bonito, o bom exemplo do policial na caça aos bandidos prevaleceu. Agora, nem prende mais os bandidos, e ainda “aceita” mulheres apanhando.

A propósito I

Pensemos bem! Superior ao bem e ao mal, à esquerda e à direita, à política, a todos nós seres humanos, o senador Styvenson é categórico ao criticar tanto Lula quanto Bolsonaro. Tem ações muito bem orquestradas para isso, nos discursos de defesa da coisa pública. Assim sendo, em quem você acha que o cidadão potiguar verdadeiramente de direita, que também compactua com a defesa da moralidade e tem um perfil mais conservador, vai preferir votar para governo no próximo ano? No(s) candidato(s) ligados a Bolsonaro (leia-se Benes, Júlio César, quem sabe até o prefeito Álvaro) ou em Styvenson? Resultado prático: ainda mais divisão na oposição.

A propósito II

Enquete do atento Blog do Barreto na semana passada perguntou aos leitores do ilustre blog se entre os nomes atualmente especulados na oposição, quem seria o mais forte para enfrentar a governadora Fátima Bezerra em 2022? A resposta foi que todos os nomes colocados são considerados “fracos”. Nesse caso, Styvenson lidera com 19%; seguido por Benes, com 5%, e pelo ex-prefeito do Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), lembrado por apenas 1%. Menos de 1% afirmaram que qualquer um vence Fátima. A conferir.

Seja solidário

A direção do Solidariedade em Natal aprovou a advertência ao vereador Klaus Araújo para que ele assine na Câmara Municipal o requerimento que pede a abertura de uma investigação sobre a compra de respiradores pulmonares pela Prefeitura do Natal durante a pandemia de Covid-19.

O requerimento é de iniciativa da bancada de oposição na CMN, e já conta com assinatura do colega de partido de Klaus, o vereador Anderson Lopes, além de Pedro Gorki (PCdoB), Professor Robério Paulino (PSOL), e das vereadoras Ana Paula (PL), Brisa Bracchi (PT) e Divaneide Basílio (PT). Klaus é atualmente o 1º vice-presidente da Casa legislativa de Natal.

Negociação

Excelente entrevista da deputada Eudiane Macedo ao Novo Notícias, na edição impressa do último sábado (24) e que está no site, onde explica e reitera sua fala a respeito de que “a governadora Fátima (PT) não aceitou negociar, não aceitou se sentar com nenhum deputado da oposição” e isso levou a abertura da CPI da Covid no RN.

Convido a quem quiser ir olhar o significado da palavra negociar no dicionário. Não há nada de negativo na palavra. Agora, a palavra negociar pode ser interpretada conforme a cabeça de quem escuta”. De fato. A oposição segue procurando fazer barulho, fazendo um estardalhaço por qualquer coisa. Para eles, é necessário, com vistas a 2022.

Calma, deputado!

Mas o que mais me chamou atenção na entrevista de Eudiane foi a seguinte fala: “Desde o momento em que cheguei na Assembleia Legislativa, é que existem alguns deputados que não aceitam a presença de uma parlamentar com meu perfil, popular, de comunidade, mulher, que não é política profissional e nem de família tradicional. Um perfil mais comum na Câmara Municipal de Natal, por exemplo, mas não na Assembleia”. É a mais pura verdade, que, felizmente, tem sido derrubada, e com projeções para que se modifique ainda mais a partir do próximo ano. O fim da obrigatoriedade do sobrenome político tem caminhado apressadamente.

Foto: Reprodução

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Benes Leocádio

Pré-candidatura de Benes começa a se fortalecer

A oposição potiguar começa a se fortalecer com a pré-candidatura de Benes Leocádio (Republicanos) ao governo no próximo ano. De perfil tranquilo e bem adepto às conversas e as alianças políticas, Benes tem conquistado não apenas vários setores da oposição, mas também já começa a sentir uma boa aceitação dos cidadãos. A união ao presidente Jair Bolsonaro – que não tem tanta aceitação no estado – será um fator que, segundo afirmam seus apoiadores, será superado pelo pré-candidato.

Ao que a equipe de Benes escuta, a questão nacional não será fator negativo no ponto de vista local. Os últimos dias foram marcantes – positivamente – para o grupo de Benes, onde o ex-prefeito de Lajes recebeu inúmeras mensagens de apoio, tanto de políticos, quanto de cidadãos. Por enquanto, o destaque fica por conta do ataque ao consórcio Nordeste pelo rival de Fátima; de acordo com o pré-candidato, ele “não vê resultado para ninguém”.

Que a força esteja com você

O grupo governista, por sua vez, tem utilizado a estratégia do silêncio. Com exceção do comentário do secretário Mineiro, que sugeriu o “chega logo, 2022”, pouco tem se falado por lá no primeiro pré-candidato oficial.

Formigueiro I

Esta coluna já chamou atenção para a ironia de a oposição, que não tinha nem um candidato para a disputa com Fátima Bezerra até dias atrás, e agora conta com Benes e ainda com a possibilidade do prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César, do PSD, que é ligado ao grupo do ministro Fábio Faria.

A questão é que, ao sair do hospital ontem, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reforçou indiretamente o apoio à candidatura de Rogério Marinho ao senado, afetando o grupo de Fábio: “ele é reconhecido no seu estado”, disse Bolsonaro sobre Marinho. A fala foi interpretada por muitos como apoio a Rogério, deixando Fábio de lado. Isso afetaria a manutenção do nome de Júlio César na disputa?

Formigueiro II

Numa rádio em Jardim do Seridó, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, do PDT, afirmou que é pré-candidato a governo, mas aceita conversar sobre a candidatura ao senado.

Formiga rainha

E ninguém duvide do senador Styvenson. Sem nada a perder e buscando reforçar suas estratégias para se reeleger em 2026, deverá sim sair candidato ao governo no próximo ano. Contra tudo e contra todos, e no estilo “único” de fazer campanha, vai de interior em interior, sentando nos bancos das praças, e conversando com as pessoas reforçando seus discursos de moralidade política e etc. Um marketing e tanto!

No caminho do açúcar

Só ai já vão quatro candidatos – Benes, Júlio César, Carlos Eduardo e Styvenson – e mais a atual chefe do executivo, Fátima, para a disputa estadual do próximo ano. Quem vai levar? Aguardemos!

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Benes

O plano (B)enes: a oposição segue lançando um candidato por semana

A oposição segue lançando um candidato ao Governo por semana para a disputa com a atual chefe do executivo potiguar Fátima Bezerra (PT). O nome da vez, agora, é o do ex-prefeito de Lajes, município da região central, Benes Leocádio (Republicanos). Deputado federal mais votado nas eleições de 2018, Leocádio é um bom nome, aparece bem na maioria das pesquisas, e já admitiu ao jornal Agora RN que ‘topa a parada’: “Meu nome está sendo muito bem visto nos quatro cantos do estado. Temos apoio em todos os municípios, situação que me fortalece”, disse à reportagem do Agora.

Ninguém duvide do perfil conservador de Benes – inclusive por isso mesmo ele integra tão bem a base de apoio do presidente Bolsonaro na Câmara Federal. Mas, em meio a esse jogo político, é fundamental lembrarmos que Benes perdeu a prefeitura da sua própria cidade, Lajes, quando o jovem opositor Felipe Menezes derrotou o prefeito Marcão, que foi vice de Benes e era apoiado por ele nas eleições do ano passado.

Os holofotes se destacam muito mais por sobre a atuação municipalista do deputado, sua verdadeira bandeira. Benes é hoje o 1º lugar no ranking dos deputados municipalistas da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com 444 pontos. Numa disputa para o governo, mesmo não se elegendo, se fortalece ainda mais contra Felipe no comando de Lajes em 2024.

Até lá, segue o jogo, fortalecido desde já pelo racha dos ministros/grupos Bolsonaristas, enquanto a governadora Fátima come sua pipoca Bokus e faz seu trabalho, alcançando bons índices de aprovação no estado.

E o plano “E”

A deputada Eudiane Macêdo (Republicanos) que fez dobradinha com Benes em 2018 deverá continuar na base do governo Fátima. Ela e seu marido, o articulador político Tácio, sabem o melhor caminho a seguir. Os riscos dos planos do colega republicano Leocádio podem não valer a pena no caso de Eudiane, que tem feito boa articulação e conta com importantes apoios.

Imperador

Esta coluna já havia alertado sobre o nome do prefeito Júlio César, de Ceará-Mirim, despontar como candidato ao governo. O que não se cogitava era o racha no grupo de ministros de Bolsonaro. Vejam a ironia: para quem não tinha nem um candidato, agora são logo dois – e bons nomes, eis a realidade. Benes, do grupo do ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho, tem um excelente currículo. Júlio, do grupo do ministro das comunicações, também. Ambos já foram gestores, experientes.

Soldados e plebeus

Na história, Júlio César fixou uma nova fase na história política romana. Liderou uma guerra civil que obrigou os senadores romanos e o então imperador romano Pompeu a fugirem de Roma para a Grécia. Por aqui não chegará a tanto – ao menos torcemos – mas acredito que o prefeito de Ceará-Mirim terá uma facilidade muito maior em falar com os eleitores do que Benes. Apesar da ligação com Fábio Faria, Júlio vai demonstrar independência e, com um bom marketing, conseguirá focar muito em obras e ações que pretende realizar, mostrar os feitos recentes de sua gestão como prefeito de Ceará-Mirim, enquanto o destaque da união de Benes e Bolsonaro tende a ficar mais escancarado – e ser algo ruim para o republicano municipalista.

Conquistas romanas

Júlio tem tudo para ir a guerra, inclusive, mais uma ironia, é atualmente primeiro vice-presidente da FEMURN, entidade já presidida por Benes.

Pontífice Máximo

Por fim, para quem se pergunta onde entra o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) no jogo político do próximo ano, saibam que ele poderá estar ai: na chapa de Júlio César. Os desdobramentos desse “racha” é ainda maior, com o atual prefeito Álvaro Dias – forte na capital – ligado ao grupo de Rogério/Benes -, e o grupo de Carlos Eduardo – também forte na capital – ligado a Fábio Faria/Júlio.

Foto: Reprodução/Facebook

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Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atuante do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Fátima Bezerra

Fátima anda com fé; e a fé não costuma faiá

Publicação nas redes sociais da governadora Fátima Bezerra (PT) mostra hoje a caminhada da gestora, ao som de “Andar Com Fé”, composição do baiano Gilberto Gil, ex-ministro de Lula; época na qual a atual governadora era eleita deputada federal pelo Rio Grande do Norte. Mas isso são só coincidências, porque, de fato, a fé não costuma falhar.

Na luz

Com boa aprovação e liderando todas as pesquisas para o pleito do próximo ano, a governadora segue se movimentando bem, inclusive em meio à CPI da pandemia estadual instalada na Assembleia Legislativa. Fátima mostra que está muito mais na luz que nas trevas; e, por esse fato, segue plenamente as suas atividades – administrativas e políticas – e ainda tem tempo para dar suas caminhadas.

Na escuridão

O que ainda anda meio indefinido são questões como vice e candidatura que apoiará ao Senado – apesar de, particularmente, eu acreditar que Jean Paul vai encarar a disputa.

Na cobra coral

Analistas políticos destacam o quanto a CPI deverá dar uma viabilidade política ao deputado estadual Kelps Lima (SD), que, segundo falam, deverá ser candidato a deputado federal no pleito do próximo ano. Para os demais integrantes que compõem a oposição ao governo, a dificuldade permanece.

Na lâmina de um punhal

Será que toda a oposição dos deputados estaduais de hoje, apoiadora do presidente e automaticamente associada a Bolsonaro, encontrará tantos votos assim? Ainda mais diante de um quadro de rejeição ao chefe do Planalto no Rio Grande do Norte e de aceitação à governadora Fátima? Isso é o que veremos ano que vem.

Na maré

Por falar na oposição estadual, inclusive, o destaque negativo vai para a lamentável fala do deputado estadual Tomba Farias (PSDB) contra a possibilidade de greve dos professores no Estado. “E agora vem a greve dos professores. Greve de quê? Estão em férias há 1 ano e 9 meses. Há um ano 1 nove meses que não tem aula no Rio Grande do Norte”, disse Tomba. As aulas permaneceram acontecendo neste período de pandemia, no formato remoto, com professores dando aulas diretamente de suas próprias casas.

Viva e sã

Seguem as articulações do ingresso do MDB no governo estadual. O tema tem sido tocado pelo deputado federal Walter Alves. Hoje, Túlio Lemos, em seu blog, divulgou o nome do ex-senador Garibaldi como vice de Fátima para o pleito do próximo ano. É possível. Este blog já antecipou a possibilidade do prefeito de Apodi, Alan Silveira, também como possibilidade. Aguardemos por 2022.

Triste na solidão

Para encerrar, destaque para a frase de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal: “Temos de tratar Napoleão como Napoleão. Suspeitas de fraude? Traga as provas e vamos discutir isso publicamente. Essa gente dialoga com aqueles que dizem que o homem não foi à Lua, a Terra é plana e a cloroquina salva”, disparou o ministro em comentário sobre quem desconfia da lisura das eleições.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Deputada Carla Dickson

Deputada Carla Dickson: a mais atuante do RN

Quando se cogitou o nome da deputada federal Carla Dickson (PROS) para a disputada do governo do estado nas eleições do próximo ano – algo que ela própria já negou o interesse, se dedicando a renovar seu mandato como deputada federal –, foi levado em consideração o contexto além da polarização política com a governadora Fátima Bezerra (PT), já que Carla faz parte do grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O nome de Carla era defendido – ainda é, entre muitos bolsonaristas locais – pelo fato de ser mulher, médica, carismática, ter uma boa atuação política anterior (foi vereadora antes de ser deputada) etc. Todavia, Carla difere, em muito, dos nomes forçados a todo custo pelo grupo, como é o caso do nome do ministro Rogério Marinho ou do ex-comunista Fábio Dantas.

Ou ainda dos que estão “comendo pelas beiradas” para, na hora certa, serem apresentados como grandes gestores, nomes perfeitos para um novo momento no governo, alinhados com a proposta de Bolsonaro e que, na estratégia de marketing deles, trarão o “avanço para o RN”, como é caso do prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César (PSD); ou ainda do prefeito de Maxaranguape, o empresário Luís Eduardo (PSDB), que tem cumprido agenda em todo estado, dando entrevistas em que constantemente fala sobre o combate à Covid no município e do empenho em relação ao turismo.

Voltando para a situação de Carla Dickson, também já escrevi aqui que a deputada ‘bateu na trave’ na eleição passada, e tem tudo para fazer o gol no próximo ano: os atributos – mulher, médica, carismática, bom histórico político – aliados à estrutura familiar (com seu marido, Albert, deputado estadual; e a cunhada Margarete Régia, vereadora de Natal, ambos do PROS) são pontos importantíssimos e aliados à excelente atuação que a deputada tem tido no interior do estado, com prefeitos, vereadoras e lideranças, atendendo aos pleitos e se destacando como nenhum outro.

É muito interessante como Carla tem conseguido fortalecer sua imagem trazendo recursos para o RN, falando diretamente à ponta, coisa que se esperava muito mais do deputado General Girão (PSL), por exemplo, pela proximidade com o presidente Bolsonaro.

Girão tinha a oportunidade de ser “o homem de Bolsonaro”, mas tem usado seu prestígio apenas para fazer barulho na defesa do presidente ou contra o governo do estado, e isso faz com que ele ganhe muito mais destaque para si do que para qualquer outra boa ação em prol do estado.

Aliás, verdade seja dita, todos os atributos de Bolsonaro para o RN caem no colo muito mais dos ministros potiguares Fábio e Rogério, que no colo dos deputados como Girão, Benes, João Maia ou Beto. Enquanto isso, Carla vai tocando a bola e com boas chances de fazer o gol no próximo ano.

Time oponente

Situação semelhante à de Carla, porém pela esquerda, é de Rafael Motta. Ao lado de Natália Bonavides (PT) na oposição federal, ele segue com uma agenda e um discurso muito viável para o eleitor e de fortalecimento com as lideranças. Natália se atenta muito mais às pautas do partido – que automaticamente ganham o contexto político pessoal dela enquanto parlamentar; já Rafael vai tocando a bola, mesmo em meio as dificuldades em ser oposição e ter que comandar, além de tudo, o discurso contra o presidente.

No ataque

Ou seja, enquanto Natália segue com a firme defesa do seu partido e de suas ações endereçadas a Bolsonaro, Rafael programa suas críticas a Bolsonaro, mas segue mostrando ao eleitor do RN que está presente. São oposições diferentes: Natália trabalha no macro, nas lutas e ideais do partido; e Rafael faz a política do dia a dia.

Resultado do jogo

Ainda falta um ano para o pleito, mas, pela direita, eu apostaria na deputada Carla Dickson, bem como em Natália e também em Rafael pela esquerda. Já no meio termo, com certeza, João Maia. Já as outras quatro vagas… Só aguardando pra ver!

Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

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Walter Alves

Walter Alves fortalece o agronegócio do RN

Em reunião ocorrida ontem (5) com o presidente da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (ANORC), Marcelo Passos, e o diretor Alexandre Chaves, o deputado federal Walter Alves (MDB) anunciou a destinação de uma emenda para a Associação, voltada para a Prova de Ganho de Peso em Confinamento (PGP). O propósito é contribuir com a continuidade do calendário de provas, de maneira que o setor agropecuário possa alcançar a excelência do rebanho.

Agro é pop

Walter Alves tem se destacado como um nome de defesa do agronegócio local – e até nacional – setor que tem carregado o Brasil inteiro nas costas, diante da desindustrialização que contamina nossa nação. E apesar da seca e das dificuldades que assolam o interior do Estado, há um importante destaque no plantio do gado no RN e para a contribuição que o setor dá a economia local, regional e até mesmo nacional.

Agro é Tech

Destaque também para a atual diretoria da Anorc, comandada pelo experiente Marcelo Passos. Em meio à própria pandemia e com a impossibilidade da realização presencial dos eventos agropecuários – como a famosa Festa do Boi, que movimentou cerca de R$ 60 milhões em negócios e foi visitada por 240 mil pessoas em 2019 – a associação tem sido bem conduzida com a defesa do setor agro ainda mais consolidada.

Agro é – quase – tudo

Entre os políticos federais que apoiam e têm uma visão mais voltada para o agro, o destaque é, sem dúvida alguma, de Walter Alves, com a destinação de emendas, visitas as associações ligadas ao setor, etc, seguido de modo mais discreto por Benes Leocádio (Republicanos). Este último, um grande entusiasta da ExpoLajes, evento realizado na sua querida cidade localizada na região central, mas que desde os tempos de presidente da Femurn não perde a oportunidade de prestigiar e apoiar a Festa do Boi. Uma maior divulgação e associação entre Benes e o segmento seria importante.

O arco-íris encobriu João Doria

Política nacional: o anúncio em rede nacional de televisão de que é gay, feito pelo do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), encobriu seu oponente do próprio partido, o presidenciável João Doria, também governador – este de São Paulo. Analistas classificam como uma ação estratégica de Eduardo, que sonha em disputar a presidência da república em 2022.

Deu certo

Eduardo Leite ganhou grande visibilidade nacional desde o anúncio, e tem feito um discurso procurando se posicionar entre o PT e Jair Bolsonaro. Apesar de ter votado no presidente em 2018, alega que foi um erro, mas também não votaria no PT. E tem feito isso de uma maneira muito mais sutil do que as críticas do ex-aliado petista Ciro Gomes (PDT), que recebeu a resposta sendo chamado de coronel pela loira sulista Gleisi Hoffmann, presidente do PT. Veja que ironia: uma paranaense, estado de uma região que tem se destacado por seu conservadorismo, chamando um nordestino de coronel. A cereja do bolo: centro-esquerda versus centro-esquerda.

Com a bandeira na mão

Leite inicia o debate com a bandeira do arco-íris na mão, conseguindo se projetar no cenário nacional, como já dito, encobrindo o próprio colega de partido João Doria – odiado pelo grupo de Bolsonaro, mas que também seria difícil de ser aceito pelo voto de centro-esquerda. A partir de ter colocado seu bloco na rua, Eduardo Leite segue agora tentando reforçar sua imagem de bom gestor e tentar figurar lá na quebra da polarização “Bolsonaro X PT” para 2022, quem sabe até levando o pleito.

Parabéns

Quem parabenizou publicamente o governador Eduardo Leite pelo anúncio feito de ter se assumido gay e pela “excelente gestão”, foi o deputado Kelps Lima. “Em um país cheio de preconceitos você se torna um farol para quem acredita em um país mais tolerante e racional”, escreveu. Há anos, ele e seu grupo político tentam quebrar a polarização local, tanto nas eleições municipais de Natal, quanto na estadual. Sem sucesso, até então.

Respeito

E por falar em João Doria, em entrevista na semana passada a Rádio 98 FM, quando questionado a comentar sobre a aliança que ocorre no RN, unindo PT e PSDB desde 2018, o governador se limitou a dizer que respeita, apesar de as duas siglas serem adversárias no plano nacional. Ok!

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Voto impresso já era

Voto impresso: cédulas rasgadas

Com uma forte artilharia de diversos partidos contra a proposta do voto impresso, o relator da proposta, deputado federal da ala bolsonarista Filipe Barros, do PSL do Paraná, já admite adotar um meio-termo em seu parecer, em busca de consenso para aprovar a proposta na Casa. As informações são do colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles.

Com a rejeição da proposta por 11 siglas, Filipe intensificou conversas com lideranças partidárias em busca de consenso para aprovar proposta na Câmara. O relatório já foi lido na semana passada, e deverá ser votado pelos parlamentares.

A atuação contra o voto impresso contou com um forte aparato dos próprios membros do Supremo Tribunal Federal, como destacado pelo portal Por Dentro do RN em matéria recente, quando noticiamos o acordo firmado entre ministros e presidentes de partidos.

Além disso, quem também saiu em defesa do atual sistema, foi o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do DEM de Minas Gerais. Pacheco disparou: “A minha posição é de plena confiança na Justiça eleitoral brasileira. Não identifico indício algum de fraude nos resultados eleitorais. Essa é uma opinião que tenho, que o sistema eleitoral deve continuar pelo sistema eletrônico”.

De olho na urna

A defesa de algumas teses ligadas ao chamado “bolsonarismo” é, no mínimo, estranha. É o caso das urnas eletrônicas, que elegem Bolsonaro, seus familiares e aliados há décadas, mas agora entram no rol de inimigos da nação, chave de fraudes, etc. Ainda bem que os deputados – pelo menos em sua maioria – e os presidentes das legendas não compraram tal ideia e rechaçam a proposta do voto impresso. E tomaram que mantenham o posicionamento.

Abram-se as cortinas de fumaça

Excelente artigo de André Petry, na Revista Piauí, questiona “Quando será o golpe?”. É exatamente isso: é notório, pelo rumo que as coisas vão, que Bolsonaro perdendo, não irá passar a faixa para ninguém – seja Lula, Ciro, Dória, Eduardo Leite ou qualquer outro sonho do centro.

“Quem pensa que bastará juntar o conjunto dos democratas no segundo turno, formando uma aliança de ocasião, talvez esteja acreditando que o elefante de Krylov foi passear na Cornualha. Não foi. Ele está aqui, robusto como uma montanha. Sentado aí do seu lado e debochando de políticos do tamanho da cabeça de um alfinete”, diz trecho do texto.

De olho no relógio

A propósito: o horário de verão, extinto pelo governo Bolsonaro e tendo sido o primeiro de uma série de temas anterior a pandemia em que o presidente iria lutar pela derrubada – a qual incluía a urna eletrônica e as campanhas das chamadas vacinas de rotina (aquelas disponíveis nos postos de saúde e que constam no cartão de vacinação) – já volta a figurar até mesmo entre aliados do presidente. É o caso do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, que aderiu neste fim de semana ao movimento de empresários que pedem a volta do horário de verão, segundo matéria do IG. A adesão de Hang é encarada como um grande passo para o movimento, já que se trata de um dos empresários mais próximos de Bolsonaro.

No mais

As urnas eletrônicas são confiáveis, vacinas salvam vidas há anos e, de quebra, a terra não é plana.

Parada não solicitada

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), sancionou projeto de lei do vereador Milklei Leite (PV), com substitutivo da vereadora Nina Souza (PDT), impedindo a idade máxima para a frota de transportes alternativos que circulam na capital. O projeto suspende, até a realização da licitação do sistema de transporte coletivo, a exigência da idade máxima para a frota de veículos opcionais em circulação na cidade. Contudo, os veículos em idade acima do estabelecido – 10 anos – deverão ser submetidos e aprovados em inspeção técnica.

Na defesa

Milklei tem se destacado pela defesa do segmento do transporte opcional na Câmara de Natal. O vereador do PV morador da Zona Norte de Natal, foi motorista de alternativo, conhecendo muito bem a difícil realidade do segmento. A própria lei aprovada, com inclusão do texto de Nina, demonstra bem isso: hoje, a maioria dos micro-ônibus que circulam em Natal já têm mais de 10 anos de uso, e necessitam de um amparo do poder público. Poucos foram comprados novos, zero quilômetro. A maioria são veículos usados, principalmente da cidade de São Paulo.

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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Igor Costa

Comunicação – ainda mais – fortalecida no RN com novo projeto de Igor Costa

O talentosíssimo e sempre bem informado Igor Costa, do blog Território Livre de Verdade, está prestes a lançar um novo produto jornalístico no Rio Grande do Norte. Trata-se do “Portal 84”, que foi idealizado por Igor Costa e tem o objetivo de ampliar a atuação do jornalismo no RN. Com a mudança, o TL passará a integrar o Portal 84, e será transformado em coluna especializada na abordagem dos temas referentes à política local e regional.

Parceria forte

Igor Costa tem uma trajetória singular de sucesso na comunicação local. Circula muito bem no meio político, conhece vereadores, deputados, secretários etc. de todas as correntes políticas. É um cara atento, ligado, e certamente fará da unificação dos seus blogs – Território Livre de Verdade e Portal 84 – algo inovador e de muito sucesso.

Não é de hoje

Importante registrar que a atuação de Igor com seu blog começou em 2009. São mais de 10 anos na cobertura de temas ligados especialmente a política, mas que agora se fortalece. Inclusive, Igor foi um grande incentivador da criação do nosso Portal, o Por Dentro do RN, e seu novo site estará em consonância com este portal, do qual um dos dirigentes é este jornalista que vos escreve.

Inclusive

Entre as novidades destacadas por Igor, ele anunciou, neste final de semana, que a ex-prefeita Micarla de Sousa pretende voltar à vida pública. Vai ser candidata a deputada estadual nas eleições do ano que vem, cargo que ocupou em 2006, eleita com 43.936. Para as eleições do próximo ano, Micarla tem circulado pelo Rio Grande do Norte e tem no segmento evangélico sua principal base eleitoral.

Retrovisor

Micarla vai precisar apagar (ou seria embaçar?) do retrovisor a má fama de ex-prefeita (ocasionado, em muito, pelo boicote de lideranças estaduais), e certamente nem procure focar tanto na busca do voto de Natal. Usará seu carisma, fortalecerá a boa comunicação com quem hoje já a escuta – ela comanda a rádio 95 FM, com um programa diário na emissora, e a TV Ponta Negra, líder de audiência no Estado. Além disso, usará o currículo do que fez de bom a seu favor, como a implantação de UPAs e CMEIs. Áreas importantes: saúde e educação.

Voto evangélico

Caso se concretize a candidatura de Micarla para uma vaga na Assembleia nas eleições do próximo ano, sem dúvida alguma, a ex-prefeita se unirá aos parlamentares que já se destacam na busca pelo voto evangélico: o atual deputado Albert Dickson (PROS), que troca receita de remédios ineficazes por likes no YouTube; e ainda conta com a dupla formada por sua esposa, Carla Dickson, para deputada federal, e da irmã, Margarete Régia, vereadora de Natal.

Fora do clã dos Dickson, há o deputado Jacó Jácome, que tem se destacado na luta contra os desmandos do próprio partido, o PSD, e conta com o apoio dos trabalhos sociais do pai, ex-deputado federal Antônio Jácome, no atendimento médico, tendo também o vereador Érico Jácome (MDB) na sua estrutura; e agora Micarla, esbanjando carisma e simpatia para os ouvintes. Muita oração até 2022!

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

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Thiago Martins

Bandeira vermelha: segundo bolsonaristas, Dilma é a culpada pelo aumento na taxa extra da conta de luz

Na coluna de Thiago Martins: Dilma Rousseff é a culpada pelo aumento na bandeira vermelha, que entra hoje em vigor no Brasil, de acordo com bolsonaristas.

Mesmo não sendo mais presidente do Brasil, Dilma Rousseff é a culpada pelo aumento na bandeira vermelha da conta de luz, aprovado recentemente e que já entra em vigor hoje. “Escolhas erradas” da época em que ela presidia o país fazem com que tenhamos que pagar os altos valores da energia hoje, justificam blogueiros governistas, em repetidas matérias nas quais tentam livrar a imagem do governo Bolsonaro da culpa pelo aumento.

Aliás

A narrativa é quase a mesma quando o assunto é o absurdo e exorbitante preço dos combustíveis. Neste caso, a culpa recai sobre os governadores e os impostos estaduais.

É fato

Ninguém gosta de pagar impostos, e há uma alta carga. Mas a ridícula política de preços associada ao dólar não tem qualquer cabimento. Em Natal, o litro da gasolina custa R$ 6,29.

De toda forma

Retirando todos os impostos (inclusive os estaduais), a política de preços tende a deixar os combustíveis caros. Mas a culpa não é do presidente, ‘taoquei’?!

Orar é essencial em Mossoró…

Li no bem informado Blog do amigo Saulo Valle, de Mossoró, que a Câmara Municipal da capital do oeste aprovou, na terça-feira (29), o Projeto de Lei 54/2021, de autoria do vereador Lamarque Oliveira (PSC), que estabelece igrejas, templos e cultos de qualquer denominação religiosa como atividade de caráter essencial em períodos de calamidade pública na cidade.

… E também em Natal

Tivemos lei semelhante em Natal, apresentada logo no início da atual legislatura, pela vereadora Camila Araújo (PSD), nome que tem se destacado entre os parlamentares da capital. A matéria foi aprovada no dia 25 de fevereiro.

… Na verdade, em todo RN

O estado também tem lei que considera as igrejas como atividade essencial, devendo os templos permanecerem abertos. Coube ao deputado Albert Dickson apresentar o projeto, também aprovado e já sancionado, até mesmo com direto a outdoor. Não são só seus vídeos indicando remédios sem comprovação contra Covid-19 que o marido da deputada federal Carla Dickson divulga! Que bom!

No aquecimento

Quem começa a se destacar, especialmente pelas críticas feitas ao Governo do Estado, é o prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César (PSD). O gestor tem feito uma administração excelente no município, e é também o primeiro vice-presidente da FEMURN. Eleito inicialmente para um mandato “tampão” de um ano, em dezembro de 2019, Júlio não pretendia nem mesmo ir para a reeleição, em novembro de 2020. Mas, a boa administração lhe rendeu tanta aceitação, que foi reeleito com 81,40% no ano passado.

Por que não?

Para quem não pretendia nem ser candidato a reeleição, Júlio tem conquistado grandes feitos – com o mérito de sua boa administração, que fique registrado – e muita articulação política, como na ocasião em que fez questão de ser 1º vice-presidente da FEMURN, ou inviabilizaria a chapa. Por que, então, não concorrer ao governo no próximo ano? Terá o recall de uma boa administração, de ter sido gestor de uma cidade grande, e a vaga que o grupo opositor a Fátima tanto precisa, mas que está difícil de decolar.

Até lá…

O grupo de oposição ao governo estadual segue tampando o sol com a peneira na definição do nome. A determinação da vez é afirmar Rogério Marinho como candidato a governo, defesa que tem sido feita pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), como na entrevista de ontem a rádio 97 FM, quando considerou que foi tirado do contexto na possibilidade de apoiar Fátima (PT), declaração dada ao programa “12 em Ponto 98”, da rádio 98 FM.

Foto: Isac Nóbrega/PR

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Álvaro e Fátima Igreja

Milagre de São Pedro? Fátima e Álvaro unidos pelo santo

Tinha que ser São Pedro, o pescador de almas, para unir a governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito de Natal Álvaro Dias (PSDB). Eles estiveram juntos na noite da terça-feira (29), durante a missa de encerramento das comemorações do santo, no bairro do Alecrim, em Natal, celebrada pelo arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha. Presença também do secretário de assistência social de Natal e filho do prefeito Álvaro, Adjuto Dias, e do vereador de Natal Hermes Câmara (PTB). Mas a política não entrou em pauta por lá, somente a devoção ao santo e a celebração de uma das paróquias mais tradicionais de Natal.

Nada é por acaso
O encontro ocorreu justamente quando aumentam os burburinhos a respeito do possível apoio de Álvaro a Fátima nas eleições do próximo ano. Independente do apoio do prefeito a Fátima ou não, Álvaro tem diminuído os ataques a governadora e a gestão estadual, e nas últimas semanas tem se dedicado muito mais a exaltar obras e ações da prefeitura.

Vai apoiar!
Nessa terça-feira (29), em entrevista ao programa “12 em Ponto 98”, da rádio 98 FM, Álvaro disse que, apesar de divergências recentes com a governadora, ele tem “boa relação” com Fátima e que “não há obstáculo intransponível” para que os dois estejam no mesmo projeto político nas eleições do ano que vem.

Não vai apoiar!
Já ao Blog de Thaísa Galvão após a repercussão da entrevista, Álvaro disse que seu candidato a governador do RN é Rogério Marinho (atual ministro de Bolsonaro), justificando que Marinho tem viabilizado obras no Rio Grande do Norte, como a conclusão da barragem Oiticica.

Talvez apoie!
Um observador da política local afirma que é real a possibilidade do apoio de Álvaro a Fátima, independente Rogério Marinho. Principalmente porque o Ministro disputa, na verdade, o cargo de Senador, inclusive, concorrendo pela mesma chapa com Fábio Faria – eles ainda não definiriam qual dos dois será o candidato. Há uma imensa dificuldade do grupo bolsonarista na definição de um nome para concorrer ao Governo do Estado.

É provável que apoie!
Nessa equação política, é preciso observar, principalmente, a candidatura de Adjuto Dias a deputado estadual. Adjuto concorreu pelo MDB em 2018, mesmo partido em que seu pai, Álvaro, estava filiado, ficando na primeira suplência. Ainda não se sabe se o atual secretário de assistência social de Natal fica no MDB ou muda de legenda. Caso permaneça, vale considerar que o MDB caminha para o apoio a Fátima, através da articulação do deputado federal Walter Alves.

E por que isso deve ser levado em consideração?
O MDB hoje está dividido em relação ao apoio a Fátima na Assembleia Legislativa. O partido tem dois deputados: Nelter Queiroz e Dr. Bernardo. Nelter é considerado “independente” – apesar de ter assinado a CPI da pandemia estadual – e Dr. Bernardo apoia a governadora. A questão é que ambos têm uma significativa estrutura, e é provável que sejam reeleitos sem grandes dificuldades. Já Adjuto está chegando agora, tentando ser eleito. Percorrer o estado carregando a bandeira de Bolsonaro – ou, na melhor das hipóteses, ser associado a ele – vai ser algo complicado, por mais que tenha um número bom de votos em Natal, onde há um público mais conservador e, tecnicamente, mais opositor a Fátima.

Não vai ser milagre
Se o apoio de Álvaro a Fátima se concretizar, não será nenhum milagre de São Pedro. Ao contrário: será muita estratégia política. Já correm as apostas que a vaga a candidato ao senado pelo grupo bolsonarista será de Rogério Marinho. O grupo de Fábio Faria vai viabilizar a eleição do ex-governador Robinson Faria a deputado federal.

Uma chapa “Robinson deputado federal + Fábio Faria senador” é pesada de tal modo que afunda profundamente já na saída. Já Rogério, verdade seja dita, tem obras e ações para mostrar pelo Estado. Isso reforça a dificuldade de um nome ao governo pelo grupo de Bolsonaro no RN, confirmando, portanto, que “não há obstáculo intransponível” para que o prefeito e a governadora possam se aliar no próximo ano.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins fala sobre Álvaro

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atuante do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema.

É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Carla Dickson

Menos uma: Carla Dickson descarta candidatura ao Governo

A deputada federal Carla Dickson, do PROS, descartou sua candidatura ao pleito de 2022, no qual enfrentaria a governadora Fátima Bezerra. Com isso, está realmente difícil para a oposição achar um nome que queira ir para a disputa com a atual governadora do Rio Grande do Norte. Ela foi lembrada pelo grupo bolsonarista, que compõe a oposição a Fátima nas últimas semanas, mas segundo o Blog do Túlio Lemos, a esposa do deputado estadual Albert Dickson (PROS) descartou a possibilidade.

“Meu objetivo é a reeleição de Federal. Não tenho esses planos de candidatura ao Governo agora não. Agradeço a lembrança ao meu nome, mas agora não tenho esse projeto”, disse Carla Dickson ao blog de Túlio Lemos. A deputada federal teve mais de 60 mil votos em sua primeira candidatura ao Congresso em 2018. Ela ficou na primeira suplência e assumiu o mandato com a posse de Fábio Faria no Ministério das Comunicações.

Carla Dickson e Albert Dickson são do segmento evangélico. Atualmente, ela tem se destacado na busca de recursos para o Estado e no apoio a demandas de prefeitos. Anteriormente, era vereadora em Natal. Mulher, evangélica e médica, foi uma boa possibilidade para o embate com Fátima, dentro do grupo do presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte, comandado pelos ministros Fábio Faria e Rogério Marinho. Ambos querem disputar o Senado e procuram um nome para o Governo. Fábio e Rogério, porém, ainda não se decidiram sobre qual dos dois será o candidato.

Certíssima

Carla já se destacou desde a eleição passada, quando era vereadora em Natal e ficou na primeira suplência da coligação para federal. Ela superou o aliado Rogério Marinho, que ficou na segunda suplência (com 59 mil votos). E apesar do pouco tempo em que faz parte da bancada federal, já se destaca muito mais na união com prefeitos, vereadores e lideranças (principalmente do interior) do que outros bolsonaristas, como General Girão (PSL) e Benes Leocádio (Republicanos). Ela está certíssima!

Casos de família

Importante destacar que Carla tem uma estrutura e tanto, com seu marido, Albert, deputado estadual, e sua cunhada, Margart Régia, vereadora de Natal.

Meta

Daniel Menezes, do blog “O Potiguar”, destacou em seu blog que parece ser uma meta da oposição lançar um candidato por semana ao governo. Aparentemente, isso está deixando de ser uma ironia e se tornando realidade.

Um porre de cachaça

Isso porque não foi considerado o super articulador Fábio Dantas, o homem crítico das próprias obras – como a da reforma do papódromo, iniciada sob sua gestão (quando era vice de Robinson e estava filiado ao PCdoB), e feita com recursos do Banco Mundial – que também foi ventilado como candidato. Hoje responsável por uma cachaçaria em São José de Mipibu, sua base eleitoral, talvez seja necessário um porre de cachaça muito grande no povo potiguar para esse voto.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atuante do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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