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Maior São João do Bairro das Quintas celebra retorno das festas juninas com diversas atrações para a comunidade

Maior São João do Bairro das Quintas celebra retorno das festas juninas com diversas atrações para a comunidade

O Maior São João do Bairro das Quintas (antigo Arraiá das Quatro Bocas) ocorrerá na sexta-feira, 24, e no sábado, 25 de junho.

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Após dois anos de suspensão da realização das festas juninas em decorrência da pandemia da covid-19, a tradicional festa de São João está de volta de forma presencial no calendário do bairro das Quintas. O evento ocorre no cruzamento das ruas Marcos Cavalcanti e Luiz Sampaio e traz como atrações: Milionários do Forró, Aleijadinho de Pombal, Whadi Gama, Carlinhos dos teclados e Edivanilson Paixão, trazendo muita alegria para a comunidade e movimentando a economia local e o entorno.

A festa terá um palco armado com toda infraestrutura para os músicos no já famoso cruzamento Quatro Bocas e ficará voltado para o corredor de importantes pontos comerciais, como o Dukas Bar e Restaurante, Confraria do Lourival, Pizzaria Boa da Peste e o Espetinho Altas Horas. Haverá sinalização e o apoio das forças de segurança da Prefeitura e do Estado.

Maior São João do Bairro das Quintas celebra retorno das festas juninas com diversas atrações para a comunidade
Divulgação

Segundo o morador e líder comunitário Marcílio Ribeiro Baracho, um dos principais organizadores do evento, o importante da festa é resgatar a tradição dos festejos e proporcionar à comunidade o reencontro dos amigos neste momento de pós-pandemia.

Para todo o bairro é de suma importância a realização dessa festa. Muitas crianças e jovens do bairro não viveram o período do famoso Arraiá das Quatro Bocas, que foi durante muito tempo uma das maiores festividades juninas do bairro. Algumas pessoas já nem lembram mais como era”, disse. “Mas agora vivemos momentos de alegria, de festa e de reencontro com as famílias e com os amigos. Por isso, retomar as atividades culturais no bairro é muito valioso para todos nós“.

Maior São João do Bairro das Quintas celebra retorno das festas juninas com diversas atrações para a comunidade III
Divulgação

Marcílio Baracho destaca a expectativa de aumento das vendas dos comerciantes locais representados por restaurantes, bares, conveniência e demais estabelecimentos situados no local e até no entorno da festa, que estarão oferecendo uma farta variedade de comidas e bebidas para o público do bairro e frequentadores e visitantes de outras comunidades.

De acordo com o proprietário da Confraria do Lourival, o comerciante Lourival Cavalcante, o retorno das festividades na rua Marcos Cavalcanti vai impactar diretamente o comércio do bairro. O seu estabelecimento, acrescentou, já sente os efeitos positivos do retorno dessas festas juninas.

Este ano, o período junino está bem melhor. Neste mês, as vendas aumentam e esperamos que cresçam ainda mais após dois anos [de pandemia]. Os clientes estão voltando e as pessoas precisam se alegrar. O retorno das festas tem sido ótimo para nós, depois de tanto tempo parado. O comércio estava precisando”, disse. 

Maior São João do Bairro das Quintas celebra retorno das festas juninas com diversas atrações para a comunidade III
Divulgação

Ainda segundo Lourival, a expectativa é a de um bom público prestigiando a Confraria. “Aqui em nosso ambiente até a tristeza pula de alegria”, brincou o comerciante, repetindo um adágio afixado na parede do seu estabelecimento. “Torço para que as vendas continuem aumentando nos meses seguintes em todos os estabelecimentos comerciais que englobam e movimentam o comércio da rua Marcos Cavalcanti, local da festa, assim como em todo o bairro das Quintas“, acrescentou.

Quando é o Maior São João do Bairro das Quintas

Dias: 24 e 25 de Junho;

Horário: a partir das 18h.

Atrações

Dia 24 de junho: Milionários do Forró, Aleijadinho de Pombal, Whadi Gama.

Dia 25 de junho: Carlinhos dos Teclados, Edivanilson Paixão

Organização: Funcarte, Secult e Marcílio Ribeiro

Foto: Divulgação/Roberto César

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim coluna Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.

É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

A dimensão do tamanho das nossas saudades, por Ana Beatriz Amorim

A dimensão do tamanho das nossas saudades, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Faz um tempo que não escrevo nada por aqui, e esse não é um texto explicando ou pedindo desculpas, tampouco perguntando “o que vocês querem ver aqui?” (mas se quiser dizer, pode, rs). Momentos assim acontecem, geralmente, quando eu estou trabalhando demais ou com alguma questão emocional que pede recolhimento. Agora que estou com o fluxo um pouco mais leve e com bom estado de espírito – me causou estranheza ficar “longe” daqui.

Se está tudo bem, gosto de falar, escrever, dividir, conversar, compartilhar. Às vezes, tento organizar os posts que quero fazer por aqui. Escrevo um, dois, penso nas fotos para acompanhar. Até posto o primeiro, só para ver que o segundo ficou na gaveta e o terceiro também. Não adianta: só posto quando vem uma vontade mais forte.

Fico pensando que poderia ser mais organizada, ter uma agenda, mais frequência. Mais pela vontade de dividir um monte de coisa que penso, leio, vejo mesmo. Mas tem algo na minha relação com a Internet que tá muito ligado a como estou me sentindo. E há momentos em que quero dividir; em outros, fico mais na minha, olhando para dentro.

Nesses últimos meses, parei um pouco para cuidar de mim. Foi importante. Não sei quando a gente se perdeu da gente para tratar auto cuidado/descanso como algo de luxo, ou algo que fazemos uma vez por ano nas férias. Precisamos reconfigurar esse pensamento para ontem.

Voltar a participar dos cafés/almoços/jantares especiais na casa de amigos. Frequentar jogos no estádio e ir a alguns eventos culturais e esportivos que sempre gostei sem tanto medo. Ver pessoalmente os filhos dos amigos que nasceram durante a pandemia. Ir a um show, mas não qualquer show. Retornei em grande estilo, ainda no mês de abril, apreciando no teatro a bela apresentação de Roberta Sá, uma artista potiguar que, quem me conhece bem, sabe que sou fã.

O ingresso para o show foi presente de uma amiga bem especial. Obrigada, Roberta Sá e Samara Líbano, pela catarse coletiva; e por terem cantado e dedilhado tão divinamente a canção “Aperto de Saudade”, que eu ouvia inúmeras vezes na voz de Clara Nunes ainda na companhia de minha mãe.

Deixei vir um choro de muito tempo de privações e perdas; um choro de alegria também por continuar aqui. E poder ver arte e música. De sentir a vibração de um teatro inteiro cantando junto várias músicas que marcaram fases de minha vida e remetem a maravilhosas memórias afetivas. 

Precisamos lembrar de viver bem e viver muito, todos os dias. Não pudemos fazer isso por dois anos. Vivemos um trauma coletivo. E não somos bons em olhar para as feridas. O confinamento não foi só físico, foi também mental. A pandemia foi me tirando vontades, inclusive de coisas que sempre me fizeram bem. 

Achei que estava distante de muitos dos meus amigos e que o tempo tinha esgarçado um pouco as relações. Mas é só estar junto que lembro que eles também são casa. Que bom que chegamos a esse novo momento, agora protegidos por doses de vacina e de esperança.

Eu estava com muita saudade de lembrar de quem eu sou e do que gosto. Parece que estou voltando para mim.

Ao sentar para produzir esse texto, me peguei escutando o que considero um hino da pandemia que sempre ouvia em casa: “erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora / basta acreditar que um novo dia vai raiar / sua hora vai chegar”. É, parece que está raiando.

Aproveito para perguntar: o que você fez recentemente que te deu dimensão do tamanho das saudades que você carregou nesses últimos meses?

Foto: Ilustração/Liidy Souza

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim coluna Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.

É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Arrecadação de ICMS no RN supera os R$ 3 bilhões no mês de maio

Arrecadação de ICMS no RN supera os R$ 3 bilhões no mês de maio

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Tributação, arrecadação de ICMS no RN é 30% maior no acumulado entre 2018 e 2022.

O Rio Grande do Norte bateu mais um recorde de arrecadação de ICMS no mês de maio. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Tributação, entraram nos cofres públicos 30% no crescimento acumulado entre 2018 e 2022. Esse foi o mês com maior arrecadação do imposto no ano.

Os dados da SET apontam que a arrecadação de ICMS no RN foi de R$ 653 milhões no mês de maio. Na comparação com maio de 2021, que teve arrecadação de R$ 496 milhões, o incremento foi de 30,9%. No ano, a arrecadação com o imposto chegou a R$ 3,03 bilhões. O carro-chefe da arrecadação foi o setor terciário, com R$ 1,423 bilhão, seguido pelos combustíveis, com R$ 712 milhões acumulados no ano, e energia elétrica, com R$ 377 milhões.

Em meio à polêmica com a limitação do ICMS incidente nos combustíveis aprovada pelo Congresso Nacional, os impostos arrecadados na área tiveram o maior incremento de um ano para o outro. No comparativo com o acumulado entre janeiro e maio de 2021, foram arrecadados pelos cofres públicos R$ 148 milhões.

Com informações da Tribuna do Norte
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O indomável Top Gun, por Alexandre Vitor

O céu é o limite, especialmente quando falamos de máquinas voadoras e do filme Top Gun – Ases Indomáveis.

Quando o astro Tom Cruise estourou no seu primeiro grande papel no cinema em 1986, passamos a conhecer Pete Mitchel (codinome Maverick), um habilidoso mas inconsequente piloto, que é enviado para Top Gun, a nata dos aviadores militares dos Estados Unidos.

Seu mal comportamento destoa do restante dos colegas, porém ele consegue se livrar de algumas punições por ser extremamente competente. Contudo, suas atitudes não deixam de provocar tensão entre seus companheiros, em particular com seu rival Iceman.

Na época de lançamento, Top Gun foi um grande sucesso mundial, com fãs que perduram até os dias de hoje. Falam até que houve injustiça por só ter conquistado um Oscar, o de melhor música (bom, isso me foi dito pela ótica de alguns fãs…). “Take my Breath Away” embala o romance de Maverick com Charlie (Kelly McGillis), sua instrutora de voo. E embalou romances pelo mundo afora.

Então, como não poderia deixar de ser, surge uma sequência esse ano: Top Gun: Maverick. Esse se passa com Maverick , agora um piloto bastante experiente – e ainda capitão- que volta à Top Gun três décadas depois para ser instrutor. Só que seus métodos ainda são à moda antiga, o que vai novamente trazer problemas.

A sequência traz de volta alguns personagens antigos, como Iceman (Val Kilmer), além de conseguir resgatar o calor do primeiro filme. Uma curiosidade é que nos dois filmes não há efeitos especiais, as cenas de vôo foram feitas por pilotos de verdade (exigência feita pelo próprio Tom Cruise).

Recomendo que, se você não viu o primeiro filme, veja antes de ir aos cinemas. A sequência traz à tona muitas histórias e referências, que você pode não entender se for direto para o segundo. Não impede, mas fica menos divertido. E não perca a oportunidade de ver esse filmaço nas telonas, ainda em cartaz.

Até mais e boa diversão!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 15 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

É ruim ser divergente? Por Alexandre Vitor para o Por Dentro do RN

É ruim ser divergente? Por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

É sempre difícil lidar com os pensamentos diferentes dos seus. Pode-se até tolerar, mas muitas vezes não aceitamos a divergência de opiniões. Essa é uma das mais pertinentes discussões na trilogia de livros Divergente. Escrito pela autora Verônica Roth, a história reflete um mundo futurista em que a população é dividida em cinco facções (grupos), onde cada um deles exerce funções predeterminadas para o funcionamento da sociedade.

Nesse meio, encontra-se Beatrice Prior, que se descobre Divergente, condição rara em que o indivíduo não se encaixa em apenas uma facção. Isso é tido como uma ameaça para a população, podendo comprometer o todo o sistema. Por esse motivo, Beatrice precisa manter sigilo e não pode confiar em ninguém para seguir sua jornada.

A obra nos mostra que o diferente nem sempre é bem aceito.  também discute sobre a imposição para que você “faça parte” e se adeque ao que é socialmente aceitável, deixando de lado alguns aspectos da própria identidade para poder se encaixar em grupos. Esse assunto é discutido há milhares de anos e sempre continua atual: a intolerância com o diferente e a necessidade de pertencer.

Os livros formam em conjunto uma trilogia, as quais possuem um bom enredo. Os dois primeiros livros realmente são muito bons, contudo, o terceiro possui uma narrativa diferente e por isso não agrada muitos aos fãs. Nela, há um conflito nada convincente e que muitas vezes parece encher linguiça.

Fora da história original, ainda há um quarto livro, que tem acontecimentos dois anos antes dos originais, com o ponto de vista de Tobias, um dos principais personagens da série, também muito bom e que resgata um pouco do ânimo da franquia depois do terceiro livro.

Os três foram baseados para suas respectivas adaptações cinematográficas. O primeiro (Divergente) consegue seguir fielmente a trama, embora haja erros frequentes na ordem cronológica dos acontecimentos. O segundo (Insurgente) começa a desandar em algumas questões de fidelidade a obra original, e por vezes corta personagens importantes da história. O terceiro (Convergente) em que o livro já não é tão bom assim, sai dos trilhos completamente, principalmente em relação ao final.

Por mais que não tão bem adaptados de modo geral, vale a pena dar uma analisada para tirar suas próprias conclusões. O livro vale muito a pena. A leitura é leve, descomplicada e envolvente.

Fica a dica e uma boa semana.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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A trilogia Maze Runner, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

O futuro é sempre algo que nos faz pensar. Todos nós já imaginamos alguma vez na vida como estaremos daqui a 30, 50 anos. Será uma realidade drástica como os livros de ficção cientifica Maze Runner mostra?

Essa famosa trilogia do autor James Dashner nos traz o jovem Thomas, um estranho rapaz que, sem aviso prévio, acorda dentro de um elevador que o leva a Clareira, uma aldeia onde vivem outros meninos. Todos eles têm em comum não lembrar de absolutamente nada até aquele momento, apenas de seus nomes.

Limitando a Clareira há um muro intransponível e numa das extremidades existe um sombrio e misterioso labirinto, a única chave para sair desse lugar e descobrir o que ocorreu com eles e com o resto da civilização. E eles mal sabem que esse é só o primeiro desafio a superar…

O primeiro livro da série foi lançado em 2009 e a obra distópica conquistou uma grande quantidade de fãs em todo o globo, trazendo mais dois livros sequenciando a história e também mais dois paralelos (mas dentro do mesmo universo) e ainda um outro livro. A leitura é bem agradável e estimulante, a cada final de capítulo existe um gancho que prende o leitor ao seguinte.

Mesmo sendo uma boa estória, o autor peca no rumo que foi tomando ao longo da trilogia. A série perde um pouco a essência e o foco principal (não completamente, mas perde), podendo fazer com que a avidez com que o leitor devorou o primeiro livro acabe diminuindo nos seguintes.

As obras ganharam suas respectivas adaptações nos cinemas a partir de 2014, estrelada por Dylan O’Brien (Teen Wolf) e Thomas Brodie Sangster (Nanny Mcphee). Apesar dos filmes também terem alcançado sucesso de bilheterias e ter agradado muitos, os leitores prévios vão encontrar grandes falhas, gerando controvérsias. Parece em alguns momentos que o filme apenas se INSPIROU no livro e não se BASEOU nele.

Apesar disso, a adaptação é até divertida e vale a pena experimentar. Sendo o livro ou o filme que prefira, pode mergulhar na estória. Seu enredo é muito bom, uma boa diversão!

Até a próxima!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O homem invisível, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Acredito que alguma vez na vida você já tenha pensado no que faria se pudesse ter a capacidade de se tornar invisível. Seria uma benção ou uma maldição para você? Essa ideia é explorada em “O Homem Invisível”. Vamos a ela.

O clássico do séc. XIX, escrito pelo aclamado H.G. Wells, fala sobre a chegada de um estranho forasteiro em uma pequena cidade inglesa fictícia chamada Iping. O homem, além de vestir roupas estranhas e ataduras que o cobrem da cabeça aos pés, carrega consigo um laboratório portátil. O personagem causa estranheza aos habitantes locais, principalmente porque uma série de roubos e crimes começam a ocorrer na cidade, levantando ainda mais suspeitas sobre o homem.

O livro, além da parte cientifica e ficcional, discute temas como ambição, falta de limites e solidão, fazendo em alguns momentos nos sentirmos na pele dos personagens e refletirmos sobre suas condições e escolhas. O desfecho é bem emocionante e reflexivo a respeito da condição humana.

A obra fez sucesso por ser pioneira no tema invisibilidade e acarretou algumas discussões. Wells costumava ser notável em seus livros, por mexer em temas sensíveis, mesmo que como ficção cientifica. Seu trabalho gerou adaptações para o cinema e inspirou outros livros. A versão de adaptação mais notável foi uma produção de 1933. Mais recente, serviu de inspiração para “O homem sem Sombra”, de 2000, com Kevin Bacon (de Footloose- ritmo louco), e ainda mais novo há um filme de 2020, também inspirado no tema.

Aqui vai uma leitura boa, curiosa, misteriosa e de gelar a espinha para seu começo de semana! Até a próxima!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Surfando Karmas & DNA, por Gustavo Guedes

Surfando Karmas & DNA, por Gustavo Guedes

Por Gustavo Guedes
Para o Por Dentro do RN

Dificilmente, alguém me verá tomando a atitude de iniciar uma conversa sobre a minha vida pessoal com quem eu conheço pouco; a não ser que o interesse parta da outra parte e seja sincero, obviamente. Ainda que isso não seja problema para mim, tenho em mente que não são todas as pessoas que estão dispostas a ouvir o próximo, a não ser pela curiosidade pelo que é insólito e sensacionalista; a minha vida, todavia, não deve ser novela para essas pessoas.

Diante disso, afirmo: este espaço é o único local onde, dentre outras coisas, eu despejo tudo aquilo o que acumulo no intervalo de tempo entre um texto e outro, goste você ou não, caro leitor; interprete você o que eu digo corretamente ou não.

Como já falei antes, para mim, aqui é o melhor lugar para colocar as ideias no lugar sem ocupar os ouvidos das pessoas que me cercam; para elas, ofereço assuntos melhores e mais interessantes. Nada é repetitivonada é mais do mesmo e sempre há uma camada a mais para abordar determinados assuntos; e tudo faz parte de algo que eu, ainda, não sei como nomear. Há quem diga que é autoconhecimento, mas eu acho que vai além.

Me dirijo diretamente aos que dispensam alguns minutos lendo o que escrevo porque sei que estou vulnerável a todo o tipo de valorações, sejam elas positivas ou negativas. Mesmo existindo os que aparecem por aqui buscando, de maneira sincera, saber como estou e o que ando fazendo; há, também, os que vêm checar se eu já pulei de uma ponte ou se já me afoguei em minhas certezas.

Aos primeiros, agradeço pela preocupação; aos últimos, todavia, achei que vocês tinham mais o que fazer em suas vidas medíocres, que aparentam ser interessantes nos locais onde vocês gostam de exibi-las.

POR ONDE ANDEI ENQUANTO NINGUÉM ME PROCURAVA?

No mesmo canto de sempre; fazendo, primordialmente, as mesmas coisas de sempre; com pequenas, mas cada vez maiores, novidades.

Já se foram alguns meses desde o meu último texto e eu continuo aqui no meu canto, fazendo o que está ao alcance, ainda que tenha dado uma escapadas algumas vezes, dada a situação atual da pandemia neste mês de abril de 2022, mas com responsabilidade.

O fato é que, no que se refere a redes sociais, digamos que eu estou mais na minha, embora deixe escapar alguns posicionamentos pontuais por aí; além das passagens filosóficas que eu ainda posto nos destaques do Instagram. Para evitar embates inúteis e nada produtivos, resolvi me fechar no meu mundinho e esperar o tempo passar. O que não quer dizer, todavia, que ando desocupado.

Se você ainda está em home office ou trabalha essencialmente de casa desde sempre, sabe que é possível ficar — muito — ocupado; e, graças ao acaso, tenho o privilégio de me manter atarefado e produtivo; seja com trabalho, estudos, música ou leituras.

E eu consigo ser grato a essas pequenas novidades que quebram um pouco da monotonia e dos momentos turbulentos dos últimos dois anos. De certa forma, essa é a razão pela qual demoro a aparecer por aqui, embora nunca tenha parado de escrever: o processo é lento, mas contínuo.

UM PÁLIDO PONTO AZUL PERDIDO NA VASTIDÃO DO ESPAÇO

Peço com licença, aqui, para fazer uma pequena digressão. Durante muito tempo, olhei bastante para o céu; não com uma visão metafísica da existência, tampouco tentando justificar as minhas desgraças atribuindo culpa aos astros e aos planetas.

Há quem pense, arrogantemente, que o Universo e sua infinitude giram e se expande em torno de nossos dramas minúsculos; mas eu não sou um desses. O meu interesse nisso segue o caminho oposto: cada vez que olho para o céu, tenho mais certeza de que somos nós, apenas nós, os responsáveis pelos nossos atos; não é Marte, Vênus, muito menos Mercúrio retrógrado.

Além do mais, seria uma puta de uma arrogância achar que a espécie humana existe porque é superior a outras espécies, visto que estamos todos dentro de um sistema. Sendo bem honesto, sequer tenho certeza de que somos únicos nisso tudo.

Buscar compreender a minha posição em tamanha grandiosidade não significa viver a vida sem propósito, uma vez que ela existe para ser vivida, tampouco pregar uma falsa humildade em prol de um ascetismo hipócrita, pautado em ideais antinaturais.

O objetivo é perseguir propósitos pelos quais valham a pena viver, não me prendendo aos ideais acima. Uma vez que você conhece o jogo, fica mais fácil de jogá-lo.

HUMANO, DEMASIADO HUMANO

Em minhas aventuras pela Filosofia, tirei os últimos anos para ler Nietzsche, um dos filósofos mais compartilhados pela galera no Instagram e sobre o qual eu não sabia quase nada, a não ser pelos poucos textos isolados que havia lido logo no início da faculdade de Jornalismo, ainda em 2012, quando a tarefa de ler grandes clássicos, infelizmente, tinha o objetivo de ganhar uma nota no final do semestre.

Como quase toda citação que se compartilha na Internet, há uma tendência de se tirar frases de contexto, de uma maneira que fiquem mais adequadas às nossas realidades, digamos. Longe de ser um grande especialista nos escritos do filósofo alemão, mas dá para perceber que é justamente contra essa realidade que ele empreende sua luta.

Toda essa realidade na qual a raça humana é especial e tem um propósito para existir, ou que é guiada por valores nobres (muitos impostos pelo Cristianismo) pelos quais vale a pena morrer. Nietzsche é contra toda a moralidade idealizada e difundida pelos valores cristãos; e, ao dizer que “Deus está morto”, a provocação é contra o Cristianismo, uma criação de seres humanos, não contra Deus exatamente.

Para o autor, quando o indivíduo se satisfaz com explicações metafísicas que justifiquem a complexidade das coisas, no fundo, é como se esse indivíduo estivesse preso a um mundo que criaram para ele, no qual ele não pode pensar.

Sou muito curioso, muito incrédulo e muito insolente para ficar satisfeito com justificativas grosseiras para situações palpavelmente complexas. Para mim, Deus é uma dessas soluções grosseiras; uma solução que mostra falta de respeito para com nós, os pensadores. No fundo, é apenas uma grosseira proibição criada por nós mesmos, na qual a regra é: você não deve pensar!

Ecce Homo — “Why Am I So Clever?”
Friedrich Nietzsche
Pág. 29

Segundo Nietzsche, portanto, ao atribuir nossas condutas a uma razão nobre da nossa existência, esta a qual nos priva de nossa capacidade de pensar e de nossas vontades mais básicas, estaríamos vivendo de maneira errada, como um escravo de nós mesmos.

Todas aquelas coisas que a humanidade valorizou com tanto zelo até agora nem mesmo são reais; eles são meras criações da fantasia ou, mais estritamente falando, mentiras provenientes dos instintos maus de naturezas doentes, perniciosas no sentido mais profundo.

Todos os conceitos de «Deus», «alma», «virtude», «pecado», «além», «verdade», «vida eterna» são criações humanas para lidar com a natureza hostil à qual a própria humanidade está vulnerável; mas foi nelas em que procuramos a grandeza da natureza humana, a sua «divindade».

Ecce Homo — “Why Am I So Clever?”
Friedrich Nietzsche
Pág. 52

No caso do Cristianismo, por exemplo, nós só poderíamos acessar o mundo ideal — o céu — após a nossa morte física; isto é, até morrer fisicamente, deveríamos nos privar dos nossos instintos, nos castrando do prazer de se viver integralmente. Neste aspecto, o Cristianismo se assemelha à filosofia de Platão, uma vez que ambos defendem a ideia de que vivemos em um mundo “de aparências”, e que existe outro mundo superior, mais importante, um mundo real, ideal.

O soco no estômago vem quando Nietzsche diz que não existe esse tal mundo ideal, real. O mundo real é o mundo no qual vivemos, com todas as coisas que nele habita, aquele mundo que os nossos sentidos podem tocar; e muita gente só faz o bem porque tem medo de ser castigado caso não o faça.

Tendo em mente que a religião é responsável por punir com o inferno quem fizer mal ao próximo, o filósofo é categórico ao dizer que a benevolência de muitos, na verdade, só existe porque essas pessoas foram ensinadas, por meio da moral cristã, que a recompensa para quem faz o bem é ir para o céu.

Mas e os ateus? Você, leitor, pode perguntar. Não importa.

Se partirmos da ideia de que nós, seres humanos, tendemos sempre a atribuir um sentido nobre à vida, qualquer indivíduo— do mais insignificante ao mais avançado — buscará justificativas igualmente nobres que tragam esse sentido para suas ações.

Cada um desses heróis grita: ‘atenção, há algo significativo nesta vida, há um sentido por trás dela!’

Esse é o impulso que age igualmente em todos os indivíduos: dos mais elevados aos mais insignificantes; o impulso à conservação da espécie, que surge de tempo em tempo como razão e paixão do espírito.

Com esse impulso, vem uma série de motivos ao redor; e a qualquer custo querem fazer esquecer que, no fundo, tudo é impulso, instinto, tolice e ausência de motivo.

The Joyful Wisdom — Book I
Friedrich Nietzsche
Pág. 74

Para Nietzsche, a vida existe por existir, não havendo qualquer sentido nobre por trás dela. E esse é mais um soco no estômago: quantos de nós tomamos atitudes que consideramos corretas de maneira racional, não atribuindo qualquer ideal nobre ou religioso a elas?

Quantos não defendem a ideia de que o “universo nos devolve, em dobro, tudo o que fazemos” ou coisas do tipo? A crítica de Nietzsche vai diretamente contra essa visão transcendental da existência humana. Não existe universo ou recompensas divinas por nada que façamos, sejam essas ações boas ou más: tudo é apenas ação e reação. C’est fini.

Gradualmente, o homem tornou-se um animal fantástico, que mais que qualquer outro tem de preencher uma condição existencial: ele tem de acreditar e saber, de vez em quando, por que existe; sua raça não pode florescer sem uma confiança periódica na vida — sem fé na razão da vida.

The Joyful Wisdom — Book I
Friedrich Nietzsche
Pág. 75

Como percebem, Nietzsche utiliza todo o seu raciocínio para, basicamente, nos chamar de hipócritas.

Afinal, quem nunca esperou ser reconhecido apenas porque fez o bem ou o correto? Uma vez que a gente faz uma ação positiva esperando o reconhecimento ou recompensas, a ação em si não é sincera; e acabamos sugerindo que não a faríamos caso não acreditássemos ser recompensados por realizá-las.

UM TÓPICO PARA ESPÍRITOS LIVRES

Quem ouve falar sobre Nietzsche superficialmente, não perde tempo antes de encaixá-lo na caixinha do niilismo, sem atentar para toda a carga semântica que a palavra pode carregar, dependendo do contexto.

Geralmente, as pessoas conceituam niilismo comparando-o com o verbete equivalente a pessimismo no dicionário, como se fosse a tendência para ver e julgar as coisas pelo lado mais desfavorável; ou a disposição que determinado indivíduo tem para esperar sempre pelo pior, de negar a existência.

Eu, que já pensei assim, respondo: o conceito não está errado, porém, incompleto. Filosoficamente falando, Schopenhauer e Nietzsche, talvez, sejam os dois principais nomes que vêm à mente quando falamos de niilismo. A ideia, aqui, é diferenciar o pensamento de ambos no que se refere ao termo, focando na visão nietzschiana de niilismo.

Schopenhauer defende a negação máxima à vida, negativamente, fazendo com que o indivíduo se conforme com a sua existência, acreditando que tudo é e/ou foi em vão. Para ele, não há deuses, valores, tampouco um lugar para o qual o indivíduo possa ir. Não há qualquer energia vital que o faça lutar por coisa alguma.

Mas há também o niilista reativo, este o qual, mesmo entendendo a “morte do deus” do Cristianismo, se agarra a outros ideais que, no fundo, também o escravizam. Nietzsche condena o niilismo reativo porque este apenas mudou o deus — ou a causa — pelo qual o indivíduo deve clamar, o que o impede de criar seus próprios valores e de exercer a sua vontade de poder.

Logo, de acordo com esse conceito, até mesmo um ateu que “matou deus” acabou criando uma realidade na qual exista um sentido superior e metafísico, em que o indivíduo se enxerga como parte de uma causa pela qual deva vive e morrer, incapacitando-o de ser o personagem principal de sua própria existência, uma vez que o faz buscar sentido lógico para a vida e para os infortúnios que o afligem em idealismos metafísicos, ou platônicos.

O terceiro tipo de niilismo proposto por Nietzsche, porém, supera esses comportamentos, os quais o filósofo considera dignos de indivíduos fracos e ressentidos. Definindo-se como o primeiro filósofo trágico, isto é, aquele que pratica o niilismo em seu alto nível: o niilismo ativo, no qual o indivíduo diz sim à vida mesmo sabendo dos golpes do destino que não há nada além dela.

Imagine o quão chocante deve ser para aqueles que buscam sentido para a vida e para as tragédias pessoais em remédios transcendentais saber que há quem opte por viver a vida intensamente, com tudo o que ela tem a oferecer, mas sem quaisquer muletas para lidar com o sofrimento, quando ele bate à porta. Por pensar assim, Nietzsche foi e é, até hoje, considerado louco.

O dizer sim à vida e até mesmo aos seus problemas mais estranhos e difíceis: a vontade de viver regozijando-se com sua vitalidade infinita no sacrifício de seus tipos mais elevados — isso é o que chamei de dionisíaco, é o que eu quis dizer como a ponte para a psicologia do filósofo trágico.

Ecce Homo — “Why Do I Write Such Excellent Books?”
Friedrich Nietzsche
Pág. 71

Logo, a oposição entre o niilismo o schopenhaueriano e o nietzschiano está aqui: o primeiro é caracterizado pela revolta contra a existência, de maneira passiva e conformada.

O segundo, por sua vez, vai no caminho oposto, uma vez que o indivíduo aceita a inexistência de sentido para a vida, mas age ativamente e encara as dificuldades apenas pelo amor ao conflito, colocando a sua vontade de poder e a sua capacidade de criar novos valores acima de tudo.

Ele pratica o duplo sim e nega o niilismo totalmente, pois afirma a si próprio e à sua vontade de poder, aceitando a vida como ela é e abomina qualquer valor platônico, ideal e fora da realidade.

O idealismo não me apetece: onde tu vês coisas ideais, eu vejo coisas humanas, infelizmente; coisas demasiado humanas. A palavra espírito livre, neste caso, não deve ser entendida como outra coisa senão um espírito que se tornou livre; que, de novo, tomou o controle de si próprio.

Ecce Homo — “Why Do I Write Such Excellent Books?”
Friedrich Nietzsche
Págs. 82 e 83

O conflito seria o exercício pleno da vivência humana, pois o indivíduo aceita os golpes do acaso e não se ressente por nada. O ressentimento é a arma para indivíduos fracos, que não conseguem se afirmar diante de quaisquer amarras morais ou metafísicas que possam fazê-los abdicar da existência e da vontade de criar novos sentidos para as coisas.

Ser feliz, portanto, é estar apto e consciente para lutar contra tudo o que possa ser uma ameaça a essa liberdade e à capacidade que ele tem de afirmar a sua vontade de poder.

VICIADO EM CAOS, NA BEIRA DO CAIS

Ultimamente, venho buscando esse tal niilismo ativo que norteia toda a obra do filósofo alemão. Mas esse é um tema para ser melhor desenvolvido em textos futuros, quando eu estiver mais familiarizado com essa complexidade de conceitos.

Todavia, diante de minhas tragédias pessoais, aprendi a aceitá-las e deixei de procurar justificativas transcendentais para não enfrentá-las adequadamente; ou ainda de me prender a comportamentos que me faziam me colocar em uma posição de injustiçado, de alguém que precisava ter sua redenção ou coisa do tipo: simplesmente, não penso mais assim.

A mudança de pensamento se deu apenas pela consciência de que, segundo Nietzsche, o indivíduo é feito de vontades; e, quando amarras morais não conseguem mais aprisioná-las, ele irá encontrar caminhos para satisfazê-las, não pensando em quaisquer consequências.

Entenda você, caro leitor, que eu não estou dizendo que tenhamos de, inescrupulosamente, dar vazão a todas as nossas vontades porque essa é a natureza humana. A ideia, aqui, é apenas ter a consciência de que não importa o que façamos, os resultados dessas ações terão consequências terrenas, não sobrenaturais; logo, não esqueçamos há uma ou várias reações para cada uma de nossas ações.

E tais consequências, todavia, não estão sob nossa responsabilidade. Também não convém mais atribuí-las a uma entidade superior, ao Universo, a Deus ou ao Diabo. A Filosofia fez para mim o que ela se propõe a fazer para todos que a buscam: me pensar, refletir e agir de acordo com essas reflexões; e, assim, ela também me ajudou a sair do poço sem fundo no qual eu me encontrava.

E nem precisou me prometer uma vida eterna para isso. No Estoicismo, aprendi a não me afetar tanto por situações alheias a mim e as quais não posso controlar ou mudar.

Por outro lado, estudando Nietzsche, venho aprendendo a compreender a natureza humana além dos valores considerados ideais; e a não me deixar dominar pelo ressentimento desencadeado pelas ações nocivas daqueles que quase me fizeram tirar a vida, e quem me conhece sabe sobre o que estou falando bem; ou dos ditos amigos que me deram as costas porque eu não aceitei suas omissões e sequer me procuraram para saber como eu estava.

Em meus momentos de decadência, proibi-me de tolerar o ressentimento porque ele era prejudicial. Assim que recuperei o controle da minha vida suficientemente, porém, mantive-o proibido, mas dessa vez porque estava abaixo de mim.

Ecce Homo — “Why Am I So Wise?”
Friedrich Nietzsche
Págs. 21 e 22

Estando solteiro desde o final de 2019, é normal que eu ainda lide com os efeitos psicológicos causados pelo contexto no qual eu passei boa parte da minha vida; e longe daqueles que, um dia, chamei de amigos. A vida é assim, meus caros e minhas caras; a maneira como enfrentamos essas desventuras é mais importante que a gravidade destas; e as nossas atitudes, estas sim, permitem que nos definamos enquanto seres humanos.

Mas lido com tudo isso com a serenidade que, mais de dois anos atrás, seria impossível imaginar que eu teria um dia. Serenidade essa a qual me permitiu passar a maior parte dessa pandemia isolado sem esmorecer.

O fatalismo manifestou-se em mim de tal maneira que, durante anos, me apeguei ferozmente a condições, lugares, habitações e companheiros quase insuportáveis, uma vez que o acaso colocou-os em meu caminho: era melhor que mudá-los, que enganar-se de que eles poderiam ser mudados e que revoltar-se contra eles.

A tarefa não é vencer os oponentes em geral, mas apenas aqueles oponentes contra os quais se deve reunir toda a sua força, habilidade e precisão. Não podemos guerrear contra aquilo que desprezamos.

Ecce Homo — “Why Am I So Wise?”
Friedrich Nietzsche
Págs. 22 e 23

SOBRE VIAJAR COMO CURA PARA O DESCONTENTAMENTO

Sêneca, em seus escritos, dizia que um indivíduo só será um escravo se a mente dele estiver escravizada. Para o filósofo, alguém que possui a mente livre estará sempre livre, independentemente de onde estiver o seu corpo: seja gozando da plena liberdade física, seja isolado em um cubículo.

Passado um tempo considerável, notei que os meus pensamentos iniciais, de logo quando fui diagnosticado com depressão e tudo ainda estava meio turvo na minha cabeça, envolviam sair de casa, sair do país: essa era a minha muleta para negar e não enfrentar a realidade.

A vontade era tão grande que o meu pai cogitou me dar uma forcinha para que isso acontecesse, chegando a ir em agências de intercâmbio, pesquisar países, o valor do dólar etc.

Você está surpreso que, após uma viagem tão longa e após tantas mudanças de paisagens, não tenha conseguido se livrar da escuridão e do peso da sua mente? Você precisa de uma mudança de alma, não de ares.

Ainda que você atravesse terras, cidades e mares, os seus problemas o seguirão a qualquer lugar que você viaje, pois serão como âncoras presas aos seus pés.

Epistulae morales ad Lucilium
Sêneca
Carta XXVIII
Capítulo I

Com o tempo, fui observando que, caso fizesse aquilo, estaria apenas fugindo dos problemas, não os enfrentando adequadamente; com o esforço e a força de vontade que eles exigem. Até o dia que eu perderia o fôlego de tanto fugir eeles me alcançariam novamente.

Aqui, dou um certo crédito aos antidepressivos; não para endeusá-los, mas para reconhecer que cumpriram o seu papel adequadamente, o de desacelerar pensamentos e permitir que a gente viva uma vida normal, menos precipitada. Hoje, constato que teria sido apenas jogar fora tempo e dinheiro, uma vez que eu não iria conseguir usufruir as coisas boas que esses lugares, na teoria, me trariam.

Imagine o que é ir para o Canadá, para os Estados Unidos ou para Dublin e não estar bem o suficiente para aproveitar esses lugares têm de melhor?

O plano ainda existe, só está aguardando o momento minimamente ideal para ser posto em prática. Digo minimamente porque, no fundo, nunca haverá o momento perfeito para se fazer nada; é o medo do incerto que sempre trabalha para nos fazer recuar.

Tal fuga não ajuda porque você deve abandonar os fardos que pesam sobre a sua mente; e, até que você faça isso, nenhum lugar irá satisfazê-lo. Você perambula para cá e para acolá, a fim de livrar-se do fardo que pesa sobre você, embora este se torne mais problemático por causa da inquietação que reside dentro de você próprio.

Epistulae morales ad Lucilium
Sêneca
Carta XXVIII
Capítulo II e IV

SOBRE A TRANQUILIDADE DA ALMA

Se me perguntarem o que será daqui para frente, continuarei com a mesma resposta de textos anteriores: não faço a mínima ideia; e isso não parece me assustar.

Só posso fazer conjecturas das coisas que estão por vir, me baseando no caminho que venho trilhando até então. Ainda assim, nada me garante que as coisas sairão da maneira que tais conjecturas sugerem; então eu prefiro não ficar muito preso ao futuro.

Nunca se esqueça: quanto mais alto voamos, menores parecemos para aqueles que não podem voar.

The Dawn of Day
Friedrich Nietzsche
Aforismo 574

Em contrapartida, posso fazer uma análise positiva e, de certa forma, orgulhosa de todo o processo árduo de mudança de postura diante de tudo; mas um orgulho positivo, não arrogante e dotado daquela superioridade tola. Quando Nietzsche fala sobre voos mais altos, não se trata de bens materiais, de ter um emprego bom ou de se hospedar em bons hotéis: tudo isso está fora do indivíduo e vai e vem; além de sofrer influência do acaso.

Tais voos relacionam-se à libertação do indivíduo de valores morais cujos objetivos consistem em impedi-lo de pensar e de agir corretamente, de acordo com a sua natureza e sem qualquer medo de castigos divinos ou golpes do destino. Alçar novos voos é se permitir evoluir em meio ao caos e às incertezas, agindo da maneira que considera correta.

Geralmente, aqueles que olham para o alto e nos observam minúsculos, fazem isso porque se mantêm presos a ideais que os impedem de enxergar além e de maneira mais clara; então acham sempre que estão certos, não compreendendo bem os que não se dobram a determinadas imposições ou se comportam de uma maneira determinada.

Uma vez libertos dessas amarras, também nos libertamos da ideia de que somos importantes a ponto de não podermos rir de nós mesmos e de nossa insignificância, das nossas tragédias. Por fim, também nos libertamos totalmente da visão errônea que têm da gente: cada um fala o que quer e eu aceito se quiser aceitar.

Você nunca achará quem possa zombar de você no que você tem de melhor, fazendo com que você perceba a sua ilimitada miséria de rã, de mosca. Rir de si próprio em sua completude: para isso, nem os melhores tiveram coragem; e até os mais talentosos tiveram pouco gênio!

The Joyful Wisdom — Book I
Friedrich Nietzsche
Pág. 74

Ao rirmos de nós mesmos, a vida se torna mais leve de ser vivida, ainda que estejamos cercados de problemas. Para o filósofo alemão, quando alguém diz que está bem apenas porque é privilegiado por várias circunstâncias favoráveis, no fundo, ele não pode chamar isso de felicidade, mas de um estado ideal de preguiça, no qual o indivíduo vive uma vida sem quaisquer dificuldades.

Os que buscam sentidos metafísicos para a vida não permitem que riamos da existência, de nós mesmos, tampouco deles. Para eles, o indivíduo é sempre o indivíduo, algo primordial à existência, o princípio e o fim. Também não há outras espécies; por mais tolas e entusiasmadas que sejam suas invenções e avaliações, por mais que ele julgue erradamente o curso da natureza e negue suas condições.

The Joyful Wisdom — Book I
Friedrich Nietzsche
Pág. 75

Logo, como já falei em algum tópico mais para cima: a capacidade de aceitar e atravessar turbulências, muitas vezes por meio do bom humor, é um requisito básico para a felicidade e deve ser o objetivo de um pessimista trágico; ainda que a vida não faça sentido.

A morte de um tio e as rasteiras de algumas pessoas me fizeram reforçar mais ainda esse tal pessimismo trágico em mim. Embora a tristeza tenha se apossado de minha alma por uns dias, depois de um tempo, foquei nas lições e aprendizados que esses episódios sempre deixam.

O problema do jovem, hoje em dia, é achar que a felicidade se encontra em quaisquer artifícios que estejam fora dele mesmo; e isso envolve álcool, cigarro, sexo, drogas ilícitas e qualquer outra coisa que o ajude a fugir da realidade inescrupulosamente, apenas por fugir.

Um dia a conta chega e, dificilmente, quem nos incentivou a viver uma vida desregrada vai estar ao nosso lado quando tudo desmoronar. Quando o baque ocorre, é cada um por si e salve-se quem puder. E eu, que já caí e me levantei várias vezes, sei o que é sentir na pele o abandono.

Foto: Ilustração

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Sobre Gustavo Guedes, colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes tem 29 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve quando quer, o que quer e do jeito que bem entende. Mas se interessa pela área musical, por Astronomia, por Filosofia, pela boa política, por serpentes e tem uma simpatia por aviões; e tudo mais que o ajude a sair do tédio. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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“De volta aos 15”. Vamos reescrever o passado? por Alexandre Vitor

Adolescência, como é boa essa fase! Mas também tem suas complicações, que não são poucas… Então que tal dar uma olhada na nova série da Netflix: De volta aos 15?

Protagonizada por Camila Queiroz na versão adulta e pela queridinha da galera Maísa Silva na versão adolescente, que vão dar vida à personagem Anita, uma mulher à beira dos 30 anos que está vendo sua vida dar errado em todos os sentidos, até que descobre uma forma mágica de retornar aos 15. Porém, mesmo podendo ter essa segunda chance, ela logo percebe que reiniciar uma nova história pode ser bem mais complicado do que ela achava.

A série estreada no começo deste ano apresenta muitas referências icônicas à adolescência dos anos 2000, mostrando muitos costumes dos jovens da época, tais como moda e gírias, tornando interessante e realista a produção. Quem assistiu o filme “De Repente 30”, vai perceber a vibe bem parecida, porém de forma abrasileirada. Muitas risadas esperam por você, meu amigo!

Podemos retirar alguns aprendizados da série, como a ansiedade em logo crescer e partir para a vida adulta e depois lamentar que poderia ter aproveitado melhor a juventude. Ou ainda a velha estória de querer voltar no tempo para corrigir alguns erros, ficando preso ao passado ou se preocupando com o futuro, deixando de viver o agora. Coisas que todos nós já escutamos e não damos importância, até um dia que a ficha cai.

Uma série divertida, engraçada e bem leve, que mostra para nós, jovens, como essa pode ser uma das melhores fases de nossas vidas e que temos que aproveitar e viver cada minuto. Uma boa semana, meu caro leitor!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Os órfãos de Crepúsculo: Diários de um Vampiro, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Para os fãs de histórias românticas e sobrenaturais, bem ao estilo Crepúsculo, trago hoje a também famosa série vampiresca iniciada em 2009, Diários de um vampiro.

Baseada no livro de L. J. Smith, a série foca em Elena Gilbert, uma jovem triste e nada confiante que conhece Stefan Salvatore, um aluno novo e estranho. Os dois começam a sentir algo mais do que amizade, mas o que Elena não sabe ainda é que seu escolhido é um vampiro. Para completar a situação, à medida que a menina é exposta a sérios perigos envolvendo outros vampiros, Stefan precisa fazer de tudo para manter sua amada à salvo. Faz lembrar algum outro filme? Pois é, mas os livros que inspiraram essa série foram lançados nos anos 90, enquanto as obras literárias de Crepúsculo chegaram às livrarias somente em 2005.

Assim que estreou na tv, Diários de um Vampiro fez um imenso sucesso entre os jovens, pois a Era Crepúsculo já havia nascido 01 ano antes. E quem aí dos Millenials não lembra das torcidas organizadas para Edward ou para Jacob, que rendiam muitas discussões?

Para quem gosta dessa temática sombria e romântica, até um pouco açucarada demais, vai se agradar muito. Porém, acredito que pelo fato de ter durado oito temporadas, acaba perdendo um pouco o foco inicial. Ela começa com aquele manjado clima vampiresco e meio gótico, mas o enredo começa a se perder à medida que vai adicionando coisas irrelevantes à trama. Também aparecem outros seres míticos e que não possuem qualquer relação com os bebedores de sangue. Outro ponto que não agrada são as cenas melosas e dramáticas, que em alguns momentos lembra uma novela mexicana. Apesar dos pesares, se você ainda não assistiu, é um bom divertimento para seus próximos dias!

Uma boa e sossegada semana, caro leitor. Até a próxima!

Foto: Reprodução

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Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
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A lista de convidados, por Alexandre Vitor

A lista de convidados, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Ciúmes, traições, segredos, drogas, mentiras, crimes e lendas: todos os ingredientes de um bom thriller estão presentes em “A Lista de Convidados”, da autora Lucy Foley. O livro trata de um casal apaixonado às vésperas do casamento, que ocorrerá em uma ilha distante e isolada na costa da Irlanda.

O clima de euforia logo é desfeito quando, durante a festa, um corpo é encontrado. O leitor não saberá quem é a vítima, muito menos o assassino, e o clima de desconfiança torna todos suspeitos. Enfim, uma clássica receita de livros policiais, mas isso não torna a história menos interessante.

A obra apresenta a narrativa em primeira pessoa, que alterna os personagens a cada capítulo, e mescla flashbacks com o momento presente do crime, nos dando a chance (e pistas) de conhecer cada potencial assassino, fazendo o livro exalar um clima de suspense.

A lista de convidados, por Alexandre Vitor
Foto: Reprodução


As revelações vão se tornando cada vez mais sérias e culminam em um desfecho surpreendente e inesperado. Assim que os fatos são revelados ao leitor, a surpresa pode pegar de jeito até o mais experiente no gênero.

Em seu livro anterior, “A Última Festa”, Foley deixa o mesmo clima, porém o mistério é bem mais previsível (você pode consultar essa resenha aqui no site). Contudo podemos ver que a escrita e a narrativa amadureceram de uma história para a outra. Cada capítulo que se passa torna a trama mais envolvente. A história é fluida, conflitante, curiosa e bem intrigante.

Logo nas primeiras páginas já somos fisgados pelo mistério. Diferente dos clássicos policiais antigos, como por exemplo as obras da Rainha do Crime, em que a narrativa demora para engrenar, nos mais atuais a ação inicia logo nas primeiras páginas.

E qual a falha dessa obra? Bom, ela peca pelo excesso de informações no desfecho, que acabam se atropelando e pode ser complicado para o leitor processar. Parece aquele final de novela em que o autor deixa tudo para o último dia. Um pecado perdoável.

Aqui está mais uma recomendação para o seu divertimento. Um bom final de semana para você, meu querido leitor! Até a próxima.

Foto: Ilustração/Estação Imaginária

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Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

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Orgulho e preconceito, um grande clássico, por Alexandre Vitor

Para esse início de março, trago um clássico romance no estilo “os opostos se atraem”. Orgulho e preconceito, da escritora Jane Austen.

A obra do séc. XIX nos apresenta a sociedade e seus costumes naquela época, se concentrando na família Bennet, em especial Elizabeth, que, contrariando o habitual, não pensa em se casar tão cedo, apesar da pressão frequente dos pais. Num certo momento, ela conhece o Sr. Darcy, um cara muito reservado. Numa primeira impressão, as coisas não dão muito certo para ambos os lados. Aos poucos, vão se conhecendo e ficando mais próximos.

Os fãs de romance adoram esse livro. É de uma leitura agradável, leve e muuuito romântica. Apenas o desenvolvimento inicial se torna um pouco confuso, porque a autora apresenta muitos personagens de uma só vez, fazendo uma bagunça na nossa cabeça. Mas não se preocupe: aos poucos as ideias vão clareando e vamos nos apaixonando pela trama.  Os personagens foram muito bem planejados e construídos. E é claro, sempre lembrar que estamos tratando de um livro de 1813, ou seja, textos mais rebuscados.

Em 2005 a adaptação cinematográfica finalmente chega aos cinemas, estrelada por Keira Knightley (Piratas do caribe) e Matthew Macfadyen (Os três mosqueteiros). A dupla foi muito bem escolhida, pois Keira conseguiu incorporar perfeitamente a personalidade convencida e voluntariosa de Elizabeth e Mathew agrada o público como o misterioso Darcy.

Assistindo o longa, é surpreendente saber que quase toda a estória do livro foi retratada, o que o torna uma adaptação de respeito. Sem licenças poéticas e sem o diretor viajar na maionese, torço por mais adaptações assim!

Seja lendo ou assistindo, até a pessoa mais insensível a romances vai se encontrar nessa aventura. Boa semana e continue acompanhando o Por Dentro do RN!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
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Prefeito de Caraúbas declara apoio à pré-candidatura de Dr. Kerginaldo, por Glaucione Farias

Por Glaucione Farias
Para o Por Dentro do RN

Dentre os vários apoios já conquistados para a sua pré-candidatura a deputado estadual, Dr. Kerginaldo, foi recebido neste sábado (5) pelo Prefeito Juninho de Caraúbas, na qual o mesmo também declarou apoio ao seu projeto político.

Vale salientar que no sábado foi comemorado os 154 anos de emancipação política do município. “Fico feliz em poder contar com o apoio do prefeito Juninho e de seu grupo político em nosso projeto como pré-candidato. A cada dia temos a certeza que estamos no caminho certo“, comentou Kerginaldo.

Foto: Divulgação

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Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.

Escreve no Por Dentro RN sobre tudo o que acontece na política local e no dia a dia da Região do Potengi.

Não olhe para cima. Ou melhor, olhe sim!!!! por Alexandre Vitor

O que você faria se soubesse que a humanidade só tem mais 06 meses de existência? Dá pra pensar em algo? Bom, como uma pessoa normal, você provavelmente pensou em duas possibilidades: ou “chutar o pau da barraca” ou ficar com sua família e amigos e se preparar para a catástrofe. Então, para essa semana indico um filme recente da Netflix, que discute a temática: “Não olhe para cima”.

Estrelado por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, o filme fala sobre uma dupla de cientistas que acabam por descobrir um cometa em rota de colisão com a Terra. Com um prazo de apenas 06 meses para encontrar uma solução, eles vão em busca de autoridades e de outros cientistas que, para sua infelicidade, estão mais preocupados com outros assuntos.

Nesse meio-tempo, a sociedade começa a se preparar para o que possa vir a ser o fim do mundo.

Apesar de parecer um clichê da ficção cientifica, o filme se torna diferenciado não só pela história aparentemente comum, mas por ser uma sátira de como nos tornamos superficiais e vazios.

O filme critica o cinismo e a ganância do homem, que está olhando apenas para seu próprio umbigo e que pode, por muitas vezes, se pôr em uma situação drástica com tais ações. Ocorrem várias cenas no filme que são reconhecíveis atualmente, e de tão absurdas fazem a gente rir e lamentar. Deixa uma boa lição para nossa sociedade contemporânea. Além disso, o desfecho planta na nossa mente a pergunta “-Até onde o ser humano é capaz de ir para atingir seus objetivos, sem se importar com as consequências?”

Não temos apenas a Jennifer e o Leonardo como únicas estrelas, pois o longa também conta com um bom elenco. Nomes como Meryl Streep, Ariana Grande e Timothee Chalamet. Não à toa, pela excelente atuação e produção, o filme promete um Oscar em 2022.

Fica aí a dica de um filme critico, irônico, reflexivo e com um toque de comédia para curtir no feriadão. Um bom Carnaval pra vocês.

Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Na vida, você não é mais uma coisa; você está sendo alguma coisa, por Mariana Pires

Na vida, você não é mais uma coisa; você está sendo alguma coisa, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Lembro-me de quando eu era criança e, durante as minhas brincadeiras, eu dizia que seria uma aeromoça. Eu falava isso com muita convicção, mesmo não entendendo muito bem o que uma aeromoça exercia, além do fato de que ela viajava por vários lugares em um único dia, tendo contato com muitas culturas e conhecendo pessoas diferentes o tempo todo; além de se vestir de um jeito único e elegante, esboçando sempre um bonito sorriso. Esse contexto todo me encantava.

No começo, eu não entendia muito bem por que essa visão de aeromoça me encantava tanto. O tempo foi passando, fui evoluindo no jardim de infância, no Fundamental e no tenebroso Ensino Médio. Sim, tenebroso mesmo: o ano no qual eu deveria definir o que queria ser pelo resto de toda a minha vida. Nesse momento, você espera que eu diga: aviação, comissária de bordo e está tudo resolvido. Mas não, a essa altura eu nem me recordava mais do sonho de criança.

Eu só pensava no seguinte: escolher um curso bom (leia-se, na época, um curso que “dava” dinheiro), fazer a faculdade, conseguir um bom emprego que me proporcionasse a tranquilidade de uma estabilidade; em seguida, casar, constituir uma família e aproveitar o que o meu emprego feliz e a minha família pudessem me proporcionar. Isso era o sinônimo da definição de sucesso ou, em outro caso, prestar um concurso. Essas eram as opções apresentadas para se ter uma “vida tranquila”.

Não acredito que essa visão esteja errada, pelo contrário, ela funciona muito bem para alguns e é possível construir uma carreira e realizar os sonhos de vida por meio dela. Só que ela não é a única opção de crescimento, há outros caminhos; caminhos os quais proporcionam uma maior liberdade de escolhas e experiências. E foi nesse momento que eu entendi o meu desejo de ser uma aeromoça: eu simplesmente não me encaixava nos padrões normais que geralmente definem o que é sucesso.

Embora eu não tivesse considerado seguir a profissão, ela significava liberdade pra mim. A facilidade de ter contato com a maior quantidade de experiências possíveis, de poder absorver muito mais conhecimento por meio de pessoas diferentes e de culturas igualmente diferentes. Eu não precisaria ser uma aeromoça pra viver essa experiência, precisava apenas encontrar uma forma diferente de construir a minha carreira sem me encaixar em um padrão específico ou ter uma profissão para a vida inteira.

Esse modelo tradicionalista de construção de carreira teve solo fértil por muito tempo, uma vez que é um aspecto cultural dos nossos tempos; mas, a medida que as inovações avançam, esse formato de vida se redesenha. Com o tempo, percebemos que não era nada daquilo que queríamos de verdade e, no meio da jornada, fazemos uma transição de carreira.

Hoje, as nossas carreiras não são mais definidas apenas por nossas competências e cargos, mas por ciclos constantes de aprendizados, experiências e desenvolvimento de novas habilidades, que nos fazem ter contato com mais áreas, mais pessoas e mais culturas.

Essas experiências ampliam o nosso leque de referências, criam novos julgamentos, nos apresenta a novas perspectivas, a novas ferramentas, abrindo espaço para conectá-las com assuntos diferentes das nossas competências e criando novas oportunidades, novas necessidades, e, por fim, nos fazendo pensar fora da caixa.

As contínuas transformações exigem de nós uma capacidade de adaptabilidade maior. O desenvolvimento pessoal e profissional se tornaram um só, indissociáveis. Não podemos falar das nossas competências profissionais sem considerar a nossa marca pessoal como grande aliada da nossa percepção de valor. É uma via de mão dupla que se retroalimenta a todo momento.

“A faculdade te dá um diploma, não uma carreira”. Ouvi essa frase recentemente e ela faz muito sentido. Continuamos a escolher o curso que vai nos dá uma profissão com o mesmo afinco de antes; só que, diferente daquela época, passamos a escolher o que faz mais sentido pra nós, o que abre um oceano de possibilidades diante de nossos olhos. Não optamos apenas pelo dinheiro ou pela estabilidade, mas pelas oportunidades que podem ser geradas e pelas conexões que podemos fazer.

O fato é que podemos começar atuando fielmente ao que é proposto pela profissão, mas, a medida que vamos evoluindo em nossas habilidades, abrimos espaços para novas atuações. Me citando como exemplo novamente, comecei atuando em setores de RH em empresas, onde ainda permaneço; mas abri o meu leque e usei a minha bagagem para expandir, levar o conhecimento para mais longe por meio da consultoria. Eu, Mariana Pires, tenho muitos outros planos que abrem ainda mais esse leque, usando todas as ferramentas e competências adquiridas pelo caminho, sem deixar de me conectar a novas necessidades.

Meu ponto com você é: na vida, você não é mais uma coisa, você está sendo alguma coisa.

Com o dinamismo e a velocidade que as coisas evoluem, nossas aptidões também se defasam mais rápido. Se, antes, nós precisávamos apenas fazer um curso de 5 anos para exercer as nossas profissões, hoje precisamos nos manter em constante processo de aprendizagem além dos métodos tradicionais. O conhecimento, mais do que nunca, é uma necessidade vitalícia. Não apenas para nos manter em competitividade, mas também para nos manter conscientes das nossas evoluções enquanto indivíduo que vive em sociedade.

Hoje posso estar no escritório, amanhã em uma sala de aula. Hoje, posso está nas redes sociais e, amanhã, ministrando uma palestra. Percebe? Nada é fixo ou permanente.

É como dançar conforme a música: nós vamos abraçando os novos formatos de aprender e de executar, vamos explorando as nossas habilidades e quebrando barreiras que, antes, nos limitavam e, agora, nos impulsionam a crescer ainda mais. Isso é autoconhecimento na prática, a forma prática de sair da zona de conforto. Tudo é mutável, transitório e escalável.

É possível dividir o espaço do novo com a previsibilidade do que encontraremos ao final da jornada. Nem 8, nem 80. Sem impulsividade ou paralisia, mas com a convicção suficiente para atender os nossos desejos e nos sentir motivados a ser mais exploradores, e não apenas pessoas que buscam estabilidade.

Por fim, a única certeza de estabilidade que temos é a instabilidade. Baixar as barreiras de resistência sobre as mudanças é a forma mais inteligente de crescer e se sentir livre. Experimente!

Foto: Reprodução/Mathisa/Shutterstock

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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Cidade Invisível: uma série dando visibilidade à nossa cultura, por Alexandre Vitor

Cidade Invisível: uma série dando visibilidade à nossa cultura, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Sempre me pego pensando que, às vezes, privilegiamos muitas produções norte-americanas. Então, hoje trago um bom título para se aventurar nas produções brasileiras, que estão ficando cada vez mais bem-cuidadas e interessantes. Vamos falar sobre a série Cidade Invisível.

Estrelado pelos atores Marco Pigossi e Alessandra Negrini, vamos conhecer Eric, um detetive que perdeu a esposa recente e tragicamente. Ele investiga um caso que inicialmente parecia simples de resolver, porém, a investigação traz à tona a existência de criaturas fantásticas, se tornando cada vez mais curiosa e perigosa à medida que ele vai se aprofundando no caso. Além do risco que ele e sua família correm, também começam a ocorrer flashbacks de sua vida e consequentemente de seus traumas, deixando-o bem perturbado.

A grande sacada dessa série é a presença de criaturas do nosso folclore, como o Curupira, o Boto cor-de-rosa e muitos outros, além de apresentar o modo de vida e costumes dos brasileiros. Mas não vá pensando que é uma estória boba e para crianças. É quase um Sitio do Picapau Amarelo para adultos… A série foi lançada no ano passado e se tornou um grande sucesso dentro e fora do país, quebrando as fronteiras e espalhando um pouco da nossa rica cultura pelo mundo.

Acredito que Cidade Invisível conseguiu muito sucesso também pelo teor misterioso e sobrenatural, diferente do que normalmente encontramos nas produções daqui. Também pode ser pelo fato de dar vida a criaturas folclóricas que nós já ouvíamos as lendas desde criancinhas, que foram incorporados em carne e osso por excelentes atores. Já está prevista uma segunda temporada, e provavelmente será ainda mais elaborada, uma vez que teve muita aceitação do público.

Te desejo um bom entretenimento para essa semana, em companhia do Saci e da Cuca!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O livro mais famoso da “Rainha do Crime”, por Alexandre Vitor

O livro mais famoso da “Rainha do Crime”, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Se você gosta de histórias policiais e investigativas, por que não ler “o assassinato no Expresso do Oriente”? Livro de Agatha Christie, uma das maiores referências do gênero, não à toa conhecida como ‘A Rainha do Crime’.

Aqui você vai se deparar com Hercule Poirot, um detetive belga, personagem marcante e recorrente na maioria dos livros da autora. Numa viagem no Expresso do Oriente, ele encontra em um dos vagões um corpo apunhalado com doze facadas. Todos são suspeitos. E ele precisa solucionar o crime antes que o trem chegue ao seu destino e o assassino consiga escapar. Ou que ocorram mais mortes.

Esse é um dos casos mais célebres da Sra. Christie. Esta obra se consolidou como uma das referências do gênero policial, além de ser um livro atemporal. Um bom livro para quem quer começar a ler a autora. Ela é mestra em nos fazer ficar cada vez mais ansiosos pela resolução do crime. A solução para o assassinato é engenhosa, rica em plot-twists (reviravoltas). Só fiquei um pouco decepcionado por ter apostado errado no criminoso.

Foram lançadas duas adaptações para as telas. Uma em 1974 e outra em 2017, este com um elenco de peso: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Judi Dench, entre outros. O filme se mantém bem parecido ao livro, com suas pequenas diferenças aqui e ali, mas o importante é que não há grandes mudanças na história original, embora considere que algumas cenas acrescentadas são totalmente desnecessárias. O trabalho desse elenco estrelado é impecável e a ambientação tem aquele ar meio noir.

Bom queridos leitores, essa é minha indicação para seu divertimento deste fim de semana. Aposto que você vai gostar!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Não se sobrecarregue com o peso do "é só pensar positivo", por Mariana Pires

Não se sobrecarregue com o peso do “é só pensar positivo”, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

“É só pensar positivo que as coisas vão acontecer”. Quem nunca ouviu isso em um momento que nada parecia fazer muito sentido na vida, né? Eu já; e você, como se sentiu? Me recordo de ter ficado bem chateada, por dois motivos:

  1. Eu não conseguia pensar positivo no momento em que tudo estava fora dos trilhos e sentia que estava cometendo um erro, já que bastava me manter positiva para as coisas darem certo;

  2. Parecia que eu tinha uma visão limitada de tudo e era a única pessoa que não conseguia enxergar além do contexto, ao mesmo tempo que eu não me sentia autorizada a sentir o desconforto que o momento trazia.

Sou uma pessoa naturalmente muito positiva, não apenas no ser, mas também no fazer. Ser positiva é a soma das possibilidades de acertos que tenho à disposição junto à autoconfiança e à clareza de que, se a execução do plano não sair conforme o roteiro planejamento, terei entendimento o suficiente para sentar, recalcular a rota e buscar novas perspectivas de soluções.

Ter uma postura positiva vai além de apenas dizer para si mesmo: “vai dar tudo certo” quando tudo parece dar errado. Manter-se positiva, para mim, é acreditar que, apesar das circunstâncias não estarem alinhadas à minha visão do que é ideal e de não terem atendido as minhas expectativas, tenho a consciência de que tudo é apenas uma fase com começo, meio e fim; fase esta da qual irei sair cedo ou tarde. Um olhar confiante para o que vem depois, sem atropelar as minhas emoções e sem segurar a pressão dentro de mim só para parecer ser bem resolvida.

O problema não é ser positivo, nunca foi, é importante alimentar-se dessa positividade. O que pode estar nos sobrecarregando é a forma como lidamos com ela e internalizamos como sendo fator determinante para as coisas darem certo. Positividade é importante, mas não é premissa para a resolução de problemas.

Talvez essa postura de positividade esteja sendo mantida para não transparecer medo e vulnerabilidade para as pessoas, na tentativa de mostrar que está “tudo sob controle” quando, na verdade, nada faz muito sentido. Ou podemos pensar que se manter positivo vai aumentar a nossa motivação para não parar no meio do dia cansados, deixar tudo pela metade e não “fazer nada”.

Onde termina o pensamento positivo e começa a alienação?

Além de sustentar uma falsa alegria espontânea, é chato ouvir que “é só pensar positivo” para que tudo se conserte. Essa é uma manobra que sobrecarrega as nossas emoções e nos condiciona a manter essa postura em 100% dos nossos momentos, sem perceber gastamos uma energia absurda para nos manter firmes e receptivos.

Esse hábito que adotamos nos impede de sentir as emoções como elas realmente são, nos impende de enxergar as situações como elas realmente são; e, ao invés de, verdadeiramente, pensar positivo quando necessário, pegamos um “bode” por parecer que é uma obrigação.

E até onde esse comportamento não é uma forma de colocar os nossos óculos lentes de cor rosa para não encarar a realidade?

Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento. Evitar a dificuldade é uma dificuldade. Negar o fracasso é fracassar. A ideia de fugir das merdas é que é. Quanto mais evitamos sentir algo ou viver determinadas situações, mais isso nos assombra, mais nos causa ansiedade, volta no meio da noite e puxa nosso pé. Encarar a realidade de frente é encontrar a forma mais confortável de lidar com o desconforto.

Não resista ao que sente, permita que esses estados emocionais apenas passem pelo seu corpo e libere-os, despressurize. Nosso corpo é um canal, logo, sejamos um canal de manifestação e de expressão desse desconforto. Ao não resistir ao que sente, você se verá livre de cada sensação sem fazer esforço.

Esse é o poder da aceitação e de não lutar contra aquilo que nós somos. Desconecte de tudo que vem consumindo a sua vitalidade e mantenha a atenção apenas em você mesmo.

Pense positivo, mas seja realista com as circunstâncias; pense positivo, mas seja realista com as próprias expectativas. Pense positivo, mas acolha as próprias emoções. Pense positivo, mas reconheça o momento de parar e redesenhar a rota.

Pense positivo, mas não anule a realidade. O que é mais importante pra você do que você mesmo?

Foto: Reprodução

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Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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Vontade de ser invisível, quem nunca Por Alexandre Vitor

Vontade de ser invisível, quem nunca? Por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Você é muito tímido e introvertido? Vive no seu mundinho, na sua bolha? Se a sua resposta for negativa, você já parou para pensar no que se passa na cabeça de pessoas tímidas e solitárias? Bom, se você já se colocou no lugar delas deve saber que algumas vezes elas sofrem muito. Por isso, trago hoje o livro “As vantagens de ser invisível” para apresentar a vocês.

A obra, narrada em primeira pessoa e curiosamente de forma epistolar (ou seja, escrita a partir de cartas), nos mostra o cotidiano do solitário Charlie, um garoto depressivo que nunca conseguiu ser o melhor em fazer amigos.

Por causa dessa dificuldade, ele dá vida a um amigo imaginário e conversa com ele através de cartas sobre o seu dia-a-dia. Até que eventos inesperados começam a acontecer, mudando completamente sua rotina vazia. Cada vez que nos aprofundamos mais na história, começamos a entender melhor como o protagonista se sente acerca das dificuldades da sua vida: amizades, amores, drogas, traumas, entre outras questões.

A escrita, apesar de simples, é atrativa e encantadora; tem fluidez e não é muito arrastada. Não espere grandes eventos no enredo, mas mesmo assim pode ser uma história que o conquiste.

Em 2013 foi lançado uma adaptação para os cinemas, contando com Logan Lerman (Percy Jackson), Ezra Miller (Animais Fantásticos) e Emma Watson (essa nem precisa de apresentações, mas vou lembrar que é de Harry Potter para os lunáticos). Apesar de sempre haver um corte aqui e outro ali, o filme agrada por seguir bem o livro, se mantendo firme à estória na maior parte do tempo. Vale a pena conferir.

Como sempre digo aos leitores do Papiro é Louco, boa diversão com o filme para os ansiosos e apressados; e uma boa leitura para os que apreciam o cheiro de livro novo. Ou ambos, para os ecléticos. A história vai conquistar você, não importa o meio que prefira!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

São Paulo do Potengi cancelamento do Carnaval de rua só atinge o pobre, por Glaucione Farias e Silvério Alves

São Paulo do Potengi: cancelamento do Carnaval de rua só atinge o pobre, por Glaucione Farias e Silvério Alves

Por Glaucione Farias e Silvério Alves
Para o Por Dentro do RN

Sabemos dos males da covid-19 e sempre defendemos a vacinação e as medidas de prevenção. Além disso, também respeitamos o cancelamento do Carnaval de rua em decorrência da situação atual da pandemia no Rio Grande do Norte, mas convidamos todos a uma breve reflexão: de fato, em tese, a realização do Carnaval de rua poderia levar ao aumento de casos de covid-19 e H3N2, motivo pelo qual, num primeiro momento, seu cancelamento seria aconselhável.

Porém, além da tese, devemos levar em conta a prática. Na prática, aqueles que têm um pouco mais de condições alugarão “sedes” com seus blocos, irão para festas privadas, dentro e fora do município, participarão de aglomerações e poderão trazer o vírus para quem, por não ter condições financeiras, não participou das referidas festividades.

Desse modo, para a efetividade da prevenção pretendida, pouco adiantaria proibir as aglomerações públicas se permanecessem permitidas as privadas. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração. Grande parte da população já tomou duas doses da vacina, as internações por covid-19 reduziram bastante e a nova gripe geralmente não causa internações muito menos mortes.

Para proibir o Carnaval de rua sob o fundamento de prevenção contra o vírus deveriam ser apresentados claramente os riscos, com previsões e estudos. Em São Paulo do Potengi, por exemplo, tivemos festas em praça pública no fim do ano, as quais não ocasionaram maiores transtornos em casos de transmissão do vírus. Se ocasionaram, não foi dado publicidade pelas autoridades de saúde. Passaram-se 7 dias sem sequer ser divulgado o boletim da covid-19, publicado ontem apenas devido a críticas nas redes sociais.

Como se não bastasse, além do comércio em geral, o poder público não pode desconsiderar a situação dos ambulantes que não têm emprego formal nem no setor privado, nem na prefeitura; e dependem de festividades como estas para ter renda.

Com todo respeito à opinião contrária, diante desse contexto, entendemos que o cancelamento do Carnaval de rua, sem maiores esclarecimentos e estudos, não é garantia de prevenção contra o vírus, sendo evidente apenas de que o maior afetado, sem dúvidas, é o pobre.

Foto: Glaucione Farias

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Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.

Escreve no Por Dentro RN sobre tudo o que acontece na política local e no dia a dia da Região do Potengi.

Não há progresso sem autoperdão, por Mariana Pires II

Não há progresso sem autoperdão, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Compartilhar a minha história e os meus sentimentos têm me dado a oportunidade de conhecer outras histórias que se conectam com as minhas; e até outras histórias de vida que me ensinam mais do que já pude viver. Nessa troca de experiências e energia, observei o quanto possuímos o potencial para nos transformar e criar algo maior por nós mesmos e, ao mesmo tempo que sentimos essa força, é perceptível o quanto estamos dispostos a andar com um chicotinho na mão para nos punir sempre que temos oportunidade.

Deixe eu explicar melhor: você já parou pra se atentar a esse sentimento? Se sentir capaz de conquistar o mundo inteiro, seguir aquele chamado que vem de dentro de nós e afirma que somos capazes de fazer coisas difíceis, mas, ao mesmo tempo que alimentamos o sentimento de “quero muito realizar algo positivo e construtivo” e o vendemos de forma muito verdadeira para o mundo, também nos paralisamos por acreditar, lá em nosso íntimo, que somos merecedores da realidade em que estamos hoje, de estar no exato lugar em que estamos. É como se estivéssemos nos punindo por erros cometidos e decisões ruins que tomamos no passado; e, na verdade, nós estamos fazendo isso.

Notei que esse autojulgamento, além de ser muito comum entre nossas histórias, acaba sendo o principal fator paralisante das nossas ações hoje; e ele nos impede de abraçar a nossa versão do passado e aceitá-la como ela realmente é. Com isso, ficamos presos ao sentimento de culpa por não ter tido a maturidade suficiente para ser mais assertivo em determinada época ou até mesmo no presente. Inconscientemente, alimentamos esse sentimento diariamente; e ele acaba por fazer parte desde as pequenas até as grandes decisões de nossas vidas.

Alimentar esse autojulgamento é como contratar uma prestação de serviços que você não precisava, ter uma experiência ruim e se punir como forma de recompensa. E esse comportamento rapidamente se torna um hábito que aos poucos vai minando as nossas ações e o nosso senso de merecimento. Louco isso, né?

Isso tudo só me confirmou algo que já vinha observando no decorrer das nossas trocas: não há mudanças externas legítimas sem que antes a gente faça as pazes com o nosso interior, com a nossa biografia, de forma intencional e cirúrgica.

Não há ferramentas de gestão de tempo e planejamento que promovam resultados se não estivermos livres para promover mudanças. Precisamos deixar a nossa antiga versão apenas como um instrumento de consulta de aprendizados; e não há progressos sem autoperdão.

Podemos considerar esse o primeiro grande passo para o nosso crescimento: o autoperdão chega pra fazer morada quando entendemos que, por mais difícil que seja aceitar nossas antigas versões, nada seríamos hoje se não tivéssemos passado por elas. Ter o hábito de remoer situações passadas não muda o presente, pelo contrário, nos transforma em uma âncora.

É preciso dar um desconto e evitar esse perfeccionismo nocivo e aceitar o fato de que não há refinamento ou excelência sem que antes a gente caia e arranque a tampa do joelho várias vezes. Faz parte da capacidade natural do corpo humano regenerar tecidos, então porque ser tão insensíveis com nós mesmos?

Perdoar-se pela imaturidade das versões passadas, decisões ruins e comportamentos tóxicos é uma forma de regenerar o amor e a gentileza por nós mesmos. Só conseguimos doar aquilo que aceitamos como parte positiva de nós; e qualquer coisa de diferente disso é apenas uma idealização criada para vender algo que a gente não é.

Liberamos espaço para criar uma nova perspectiva de vida, nos colocamos no lugar de merecimento, nos responsabilizamos por nossas escolhas e unimos esse repertório como recurso para abrirmos caminhos que antes não conseguíamos enxergar. Não é sobre romper, é sobre andar de mãos dadas.

Foto: Ilustração

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Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

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O que eu quero sentir em 2022 Um novo olhar sobre sua criação de metas, por Mariana Pires

O que eu quero sentir em 2022? Um novo olhar sobre sua criação de metas, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Esperança: esse é o sentimento que povoa nosso coração quando começamos um novo ano. Aquela vontade ardente de deixar no ano anterior todas as frustações, todos os erros e até a nossa falta de comprometimento em muitos momentos. Viramos o ciclo, festejamos, e, de repente, é dia 2 de janeiro e tudo retoma seu devido lugar – as rotinas, as metas, as cobranças, o trabalho, os projetos, as realizações.

Nesse intervalinho de alguns dias de festejos e descanso, idealizamos uma realidade diferente da que já temos, prometemos a nós mesmos que haverá uma virada de chave e que agora ninguém nos tira do foco das nossas metas. Mas, que metas?

Aquelas que nós deixamos apenas no campo das ideias, não organizamos, não planejamos, não criamos micro metas e pensamos internamente “- Ah, planejar pra quê? Se tudo irá permanecer do mesmo jeito?”. Carregamos só a esperança e desejo de ter uma realidade diferente, porém, sem as ações necessárias. É um sentimento bem comum que, automaticamente, nos sabota. Não colocamos a devida fé em nossa capacidade de construir coisas maiores.

Sabemos que podemos, mas não alimentamos esse potencial por acreditar que, no fundo, não somos merecedores de tantas realizações. Mas estou aqui para te dizer que sim, você não é apenas merecedora de grandes realizações como também é muito capaz de construir tudo o que esse desejo ardente do teu coração fala todos os dias, baixinho, só pra você.

Antes mesmo de começar a colocar milhões de metas no papel para realizar em 2022, eu te convido a pensar junto comigo; quero te propor uma reflexão antes de, definitivamente, darmos o start; um exercício de visão, bora? Quero que você pare o que está fazendo nesse momento. Onde você estiver, fique numa posição confortável, feche os olhos e respire fundo algumas vezes até se sentir o corpo relaxado.

Quero que olhe pra si, como se estivesse sentada na sua frente e se pergunte: “O que desejo sentir esse ano?” Em seguida, comece a visualizar como se sente ao praticar cada hábito que quer implementar na sua rotina e visualize como se sente vivendo esse processo de mudanças.

Visualize como está cuidando da sua saúde, como está trabalhando e como está sendo sua relação com a família. Crie a imaginação de tudo o que você estará fazendo e vai perceber o quanto se aproxima do que deseja ser. Não imagine apenas imagens estáticas, imagine as ações. Tente sentir os movimentos, ouvir as palavras que fala e que ouve.

Qual transformação sente que está acontecendo com você?

Visualize a sua nova versão sendo atualizada diariamente, sem neuras, sem cobranças excessivas, praticando cada tarefa sem sentir pressa, consciente de que aquele ato é uma parcela importante para o seu crescimento. Nem devagar, nem rápido, mas no seu tempo. Como se sente agora que se visualizou vivendo diariamente uma versão mais presente e mais focada do que você é hoje?

Quero te propor um compromisso no momento que for sentar, refletir e transferir seus objetivos e metas para o papel. Vamos substituir o “o que eu quero ter” por “o que eu quero sentir” ao viver o processo de conquista dos seus objetivos. Qual a vida que você quer ter?

Antes de começar a criação metas altas e implementar todas elas na sua rotina de forma engessada, por que não refletir sobre qual vida você deseja ter e direcionar a construção da sua rotina baseada nessa reflexão?

Antes de se comprometer com números, se comprometa com o que deseja sentir no percurso da sua trajetória de realização, não apenas focar na sensação da conquista. Rotina é sobre construção diária e não há linha de chegada sem o compromisso de realizar um esforço todos os dias. Se a meta está na rotina, é porque se faz necessário e tem uma motivação maior. Sendo assim, por que não tornar a rotina mais prazerosa e conseguir se manter presente nas sensações que ela provoca?

Afinal, são os sentimentos cultivados e transformados dentro de si que irão proporcionar os aprendizados dos desafios, impulsionar as novas mudanças e te lembrar de mantê-los firmes mesmo nos dias em que a motivação não vem.

Foque em construir rotinas significativas e não só apenas no alcance de metas em números. Quem é você na linha de chegada do seu destino? O que mudou em você? É hora de se pergunta: qual é o meu ‘para quê’? Vai além da visão do que você deseja ter.

De onde vêm os seus objetivos e seus projetos? Cuidado para não ser aquela pessoa que sonha o sonho dos outros. Tem muita gente que vai no automático e segue a maioria, ou simplesmente quer o que o outro quer sem pensar se aquilo está alinhado com o seu propósito. Se comprometa a se ouvir, a se entender e ao que verdadeiramente deseja.

Quando extraímos esse néctar, passamos a ter mais clareza do que faz sentido para nós, mais encorajadas de começar mudanças sem medo de parar no caminho e mais focadas em se manter firme ao compromisso. Lembre-se: planejamento importa, mas é ferramenta. Não é ponto de partida. Comece sendo fiel a si mesma.

Foto: Ilustração

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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Fahreinheit 451 - O sci-fi que até hoje levanta discussões, por Alexandre Vitor

Fahrenheit 451: O sci-fi que até hoje levanta discussões, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Aconselho àqueles que não têm o hábito da leitura a tentarem iniciar 2022 de uma forma diferente. Enquanto curte o verão na sombra e água fresca, tire um tempinho para ler esse clássico dos anos 50, mas que continua atualíssimo: Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury. Para os leitores contumazes , vai aqui uma boa dica para contrabalancear com a leveza das férias.

Aqui temos um mundo distópico em que a sociedade censura a leitura, não importa de que tipo seja, e os bombeiros (que anteriormente tinham o trabalho de apagar incêndios), agora se ocupam em tocar fogo nas obras de autores renomados.

O livro vai focar na vida do bombeiro Guy Montag , que é insatisfeito com sua vida vazia até conhecer a menina Clarisse e começar a ver o mundo sob uma ótica diferente. Um dia a garota desaparece e Guy começa a levar a sério alguns questionamentos que ela fazia. A partir daí, o personagem começa a esconder livros na sua própria casa e também começa a se rebelar contra o sistema atual.

O autor ganhou inspiração para essa obra vivendo o contexto da Guerra Fria e também o surgimento dos televisores. Curiosamente, pôs o nome do livro fazendo jus à temperatura em que o papel queima na escala Fahrenheit.

O livro traz discussões extremamente atuais e necessárias envolvendo a sociedade. Considero uma leitura obrigatória para qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico que queira um pouco de bagagem para iniciar um bom papo-reto (ou papo-cabeça, como diz minha mãe).

O livro rendeu duas adaptações para as telas, uma em 1966 e outra bem mais atual, em 2018. Ambas com o mesmo título do livro. Peço que tentem dar uma lida nesse clássico, uma boa estória que diverte e faz pensar!

Feliz ano-novo e continuem acompanhando o Por Dentro do RN e O Papiro é Louco em 2022.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Alexandre Vitor Papiro é Louco Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O fim é, sobretudo, ir, por Mariana Pires

O fim é, sobretudo, ir, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Eu sempre tive dificuldade de entender o que significava ter ciclos na vida. Por qual razão precisávamos estar nesse movimento de entrar e sair, de ir e vir. Por qual motivo precisávamos mudar o que parecia está em perfeito funcionamento. Mudar as amizades. Mudar a profissão. Mudar os ambientes. Mudar os parceiros. Mudar as etapas.

Embora eu tivesse dificuldade de entender, sempre aceitei da forma como tudo isso era imposto e não forçava a barra para permanecer; aceitava, mas não me contentava em apenas aceitar.

Nunca fui uma pessoa conformista, gosto de ir a fundo pra entender o porquê de certos acontecimentos em minha vida. Acredito que há um motivo real e significativo por trás de tudo que nos move; e finalizar ciclos importantes tinha uma atenção maior nos meus questionamentos.

O engraçado é que passei quase uma vida inteira me questionando pelos motivos errados. Eu tentava entender o que havia faltado acrescentar, o que eu havia deixado de fazer, como se essa fosse a única justificativa. Procurar erros em mim era a minha forma de lidar com a impermanência das coisas. Mas a vida, desde o seu nascimento, é cíclica.

Quando nascemos e aprendemos a falar, vamos para a escola. Fazemos amizades, aprendemos o princípio de tudo e, quando já observemos tudo que havia de importante naquele lugar, somos chamados a ir adiante. Entramos na faculdade. Novas amizades, novos conteúdos, novas visões.

Saímos da faculdade e começamos nossa trajetória profissional, onde já não temos mais a certeza de habitar em apenas um lugar, somos convidados a desapegar-se dos fim dos ciclos e viver o que eles proporcionam em sua curta (ou não) estadia. Da mesma forma são com as amizades, são com os relacionamentos amorosos e com tudo que compõe as fases da vida.

A vida é finita por si só. Ela sabe exatamente onde começar e onde concluir as suas fases e essa é a moradia da sua grandiosidade. Depois de despertar para a finitude como algo natural da vida, passei a entender a impermanência das coisas como uma oportunidade de construir algo maior para mim.

Ora, se tudo tem o seu momento de encerrar, o que vou fazer para tornar o tempo vivido em uma experiência transformadora para mim e para quem compartilha desse ciclo? Entende? Não é sobre evitar viver por saber que terá um fim. É por se permitir viver e construir algo significativo pra você justamente por saber que terá um fim.

Umas das sensações mais libertadoras que existem é quando perdemos o medo de perder, isso faz com que nos entreguemos por completo aquele momento, aquela fase.

Isso não significa que não será doloroso e que será mais fácil. Permita sentir tristeza pelo fechamento de um ciclo sem que isso signifique que foi uma escolha errada ou que não deu certo o que viveu. Fazer escolhas coerentes com os nossos valores e com as nossas visões também não são fáceis, vamos senti-las da mesma forma, não deixa de ter novas adaptações.

O luto faz parte desse processo e vivê-lo de forma genuína o deixará mais leve para seguir, mesmo não achando que está pronto. É ressignificar os momentos e abstrair o aprendizado que levará consigo para a próxima fase. O nosso medo mora no desconhecido, no que vem depois do fim. Tememos em perder o controle, onde alimentamos uma falsa sensação de segurança e estabilidade. Preferimos o que é previsível.

E quando os ciclos são especiais, que criaram lindas memórias, seu fim também será sentido na mesma intensidade e abrir mão deles também não significa que fez a escolha errada, mas que deseja viver novas experiências, sentir novas sensações, construir algo maior que aquele espaço já não proporcionava mais.

Nada é fixo ou permanente: a vida não é linear.

Entendi que os altos e baixos são sinais que nos mostram onde precisamos colocar nossa atenção, como um gerador de mudanças. Os finais acontecerão independentemente das nossas escolhas, independentemente do quanto estamos apegados e enraizados em determinados lugares. A vida segue seu fluxo, flui naturalmente e fornece formas de você acompanhá-la.

É muito mais sobre (re)começos: o final é apenas um ritual de passagem que materializa o nascimento de algo maior que está por vir e por vezes, é algo que você já havia desejado e manifestado. Além de cíclica, a vida é feita de trocas. É preciso abrir mão da gostosa sensação de sentir no controle e dançar conforme a música.

As finalizações de um ciclo é um chamado para sair da inércia. Quase que um empurrão que a vida te dá impulsionando a experimentar sensações mais intensas e completas, até mesmo de construir algo que sua capacidade de realizar ainda não havia sido testada.

É preciso estar aberto às mudanças. Está confiante de que o novo trás consigo uma experiência mais transformadora do que a que se encerrou. Confiar em si, confiar na vida. É possível dividir o medo do novo com a esperança de mudanças positivas. Essa dualidade aguça a percepção, nos mantém atentos a sentir com presença e clareza tudo que ela nos provoca.

Há beleza nas disrupturas. É quando você é apresentado a versões de si mesmo que não teria acesso se não tivesse passado pelos encerramentos. É quando você se transforma e conhece potencialidades que estavam guardadas esperando o momento de se manifestarem.

Você pode não está entendendo tudo, mas abrace seus ciclos. Acredite que está tudo bem em ser provocada – você está crescendo, se conhecendo, ampliando seus tetos.

Faça sua parte: ceda a necessidade de ter controle e usufrua da liberdade de sentir e criar sua própria realidade. O novo só chegará a quem está aberto para recebê-lo. Permita que a vida atue na sua especialidade: transmutar.

Ao final, nunca foi sobre o fim, e sim sobre o (re)começo.

Foto: Reprodução

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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Tudo ou nada, por Mariana Pires

Tudo ou nada, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

“Querer é poder, basta ter força de vontade”… Se você já ouviu isso, com certeza se perguntou onde estava errando na hora de tirar os seus planos do papel ou de manter a constância necessária para colocar em prática aquilo que você planeja, não foi? Se você quer ter uma vida abundante e prospera em qualquer âmbito, basta querer e se empenhar para que os seus desejos se tornem tangíveis.

Não considero que essa visão esteja errada, mas você já se perguntou o que existe entre “o basta querer” e a “concretização das suas metas”? Qual o caminho será percorrido? O que será preciso ser feito e o que deve ser priorizado? Por último, mas não menos importante: como tudo isso será realizado?

Quando, finalmente, nos conectamos a um objetivo maior de crescimento pessoal e profissional, tendemos a traçar metas muito robustas e tentamos implementá-las a qualquer custo, com aquela ideia de que você está promovendo mudanças positivas e significativas na sua vida. A impressão de que fazer o “o muito, o grandioso” transmite a sensação de dever cumprido.

Você embarca nessa jornada esperançoso de que a constância será sua nova e mais forte parceira de caminhada, mas, em curto prazo, você começa a sentir o peso de mantê-la no mesmo ritmo acelerado com as metas que determinou lá no começo, não é mesmo?

Sabe por quê?

Porque nos cobramos excessivamente para provar a nós mesmos ou aos outros que somos capazes de realizar. Saímos de um estilo de vida que foi o nosso padrão de comportamento por anos e queremos mudá-lo em poucas semanas, poucos dias. No final das contas, o anseio pelo resultado final é muito mais intenso e evita que desfrutemos o que o processo de aprendizagem tem a oferecer.

Não consideramos que temos uma cultura que nos acompanhou a vida inteira, não consideramos que oscilamos diariamente, que teremos dias com mais energia e dias com menos energia, não consideramos que esse é um processo de mudanças e, como o próprio nome define, é a transição de um ciclo antigo para um ciclo novo.

Há um tempo necessário para maturação desse processo até que você consiga abraçá-lo com total aceitação e e torná-lo parte natural da sua rotina. O problema está em impor para si mesmo, engolindo no seco que deve realizar e ponto.

Essa atitude tira de cena todo o contexto significativo que te levou a promover a sua mudança e passa a se tornar um corrida contra você mesmo; quando, na verdade, deveria ser uma parceria movida pela gentileza.

Que tal fazermos um exercício?

  1. Você nunca foi pra academia ou foi praticante de exercícios físicos. Decide mudar e começar. Logo de cara, coloca uma meta de ir a academia todos os dias, pelo menos 1h por dia.
  2. Você não tem o hábito da leitura e coloca como meta essa prática. Inicia a meta para ler um ou dois livros por mês, pelo menos 10 páginas por dia.

Nesses dois exemplos, você acredita que foram metas realistas? Você acredita que uma pessoa que nunca teve esses dois hábitos inseridos na sua rotina, consegue realizá-los na primeira tentativa e mantêm sua constância?

Vivemos nos tempos do “Tudo ou Nada”

  • Se for para fazer apenas 20 minutos de exercício, melhor não fazer nada.
  • Se for para ler apenas duas páginas do livro por dia, melhor nem começar.

Percebe que nós queremos o muito, o resultado final, sem nem ao menos nos expor ao começo do processo e se comprometer em honrar o essencial? E é experimentando várias formas de executar a mesma tarefa que você vai entender como melhor funciona o seu tempo e o seu melhor momento de produzir.

O excesso de expectativa na realização das metas gera um excesso de autocobrança; e, como resultado, vai te deixar paralisado ou paralisada. Você deseja promover grandes mudanças, mas não entende e respeita a própria constância.

Constância é algo individual e tem mais a ver com manter o nosso ritmo, em nosso tempo: devagar e sempre; e ela é diferente para cada pessoa. Para mim, Mariana Pires, 30 minutos de academia é me manter constante; para você, isso pode significar ir duas ou três vezes na semana. Não há um padrão homogêneo.

Comprometa-se com a velocidade com a qual você consegue caminhar e de acordo com a sua realidade, velocidade esta que você consiga manter. Você não tem de seguir o ritmo de outras pessoas a ponto de se comparar com elas ou sentir-se atrasada diante de um progresso que não é o seu: tenha propósito e mantenha-se constante, independentemente da velocidade.

Lembre-se: o nosso maior gasto de energia está no início do processo de mudanças. Desistir em poucas tentativas faz com que gastemos mais energia na hora de recomeçá-lo. Inicie as suas metas de forma realista e experimente outras formas de realizá-las. Além disso, esteja atento à maneira com a qual você produz cada tarefa. É experimentando as novas abordagens de executar suas tarefas que você entenderá qual o seu ritmo produtivo.

Saia dos extremos sobre “produzir demais” ou “viver procrastinando” e busque o meio termo, o equilíbrio necessário para que mudanças significativas apareçam sem que você fique sobrecarregada de autocobrança. Lembre-se também de que grandes progressos começam com a execução eficiente daquilo que é essencial. O diferencial vem quando alcançamos a excelência de fazer aquilo que é básico.

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

Um grande conto para ler no Natal, por Alexandre Vitor

Um grande conto para ler no Natal, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Quando chega o final do ano, leitores mais ávidos costumam procurar textos e filmes referentes à época, desde que sejam livros curtos e filmes leves, que não comprometam muito o tempo, tão corrido entre compras e confraternizações. Por isso trago a recomendação de um grande clássico natalino, que pode ser lido em apenas três horinhas e vai lhe render muitas reflexões, pode crer.


“Um conto de Natal”, do aclamado Charles Dickens, é uma história bem conhecida, mas muitos vão lembrar dela por causa dos filmes produzidos: “Um conto de Natal” (1984) e “Os fantasmas de Scrooge”( 2009), com o manjado Jim Carrey. Aos que nunca ouviram falar de nada disso, aconselho que pouse no planeta e leia minha sugestão.

Um grande conto para ler no Natal, por Alexandre Vitor


Trata-se do velho solitário Ebenézer Scrooge, um homem irascível , avarento e amargurado, que na madrugada de Natal recebe a visita de três espíritos que fazem uma reviravolta em sua vida, fazendo-o dar valor às pessoas ao seu redor e a ver a vida com outros olhos.

O clássico escrito em 1843 é atemporal, sendo um queridinho para os leitores e também para cinéfilos, uma vez que a adaptação feita para os cinemas em 2009 é muito fiel à obra. Após a leitura, fiquei muito satisfeito em perceber que o longa conseguiu seguir a história quase à risca. Então, caso você não seja muito fã dos papiros e prefira as películas, nesse caso, tá valendo.

Mesmo sendo uma obra escrita no século XlX, ela traz grandes discussões e aprendizados para a atualidade, como por exemplo o velho apego ao dinheiro e coisas materiais, coisa muito pertinente nos dias de hoje. Por isso, Dickens é mais um dos grandes ocupantes do Olimpo da literatura mundial.

A escrita é fluida e bonita, digna de um mestre. Pessoas de todas as idades se identificam com algum aspecto levantado nessa obra, em especial os adultos, que levam alguns puxões de orelhas (necessários). A indicação literária para a semana que antecede o Natal é essa, mas se você for dos mais preguiçosos, tenha uma boa diversão com o filme, também excelente.

Feliz Natal a todos!

E, como o pequeno Tiny Tim diz, “que Deus abençoe a todos, que Deus abençoe a todos nós”.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Cavaleiros do Forró, Mara Pavanelly e Henry Freitas são as atrações da Festa de Emancipação de Riachuelo, por Glaucione Farias

Cavaleiros do Forró, Mara Pavanelly e Henry Freitas são as atrações da Festa de Emancipação de Riachuelo, por Glaucione Farias

Por Glaucione Farias
Para o Por Dentro do RN

A Prefeitura de Riachuelo realizará na próxima segunda, dia 20, a Festa de Emancipação de Riachuelo, em alusão aos 58 anos do município. Cavaleiros do Forró, Mara Pavanelly e Henry Freitas são as atrações que animarão a todos em praça pública.

Para ter acesso à Festa de Emancipação de Riachuelo, será obrigatório estar com a carteira de vacinação em dia e apresentá-la na entrada do evento.

Foto: Reprodução

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Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.

Escreve no Por Dentro RN sobre tudo o que acontece na política local e no dia a dia da Região do Potengi.

Uma conversa real sobre a cultura do bem estar, por Mariana Pires

Uma conversa real sobre a cultura do bem estar, por Mariana Pires

O bem estar legítimo parte da eliminação daquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você e que são ditadas por terceiros.

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Há uma cultura enraizada de que, se você faz muitas coisas ao longo do seu dia, você é ‘produtivo’ e tem resultados significativos; mas o que muitos não entendem é que há uma linha bem tênue entre o ‘posso fazer tudo’ e o ‘posso fazer DE tudo’.

Entender essa distinção é a chave para ter uma vida saudável. Para quem nunca praticou hábitos saudáveis, como esta que vos escreve, ou até mesmo não entendeu o quão importante são para alcançar resultados, sente que é um objetivo quase impossível de atingir. Ter uma rotina saudável e equilibrada parece coisa de outro mundo.

Confesso que sempre achei muito bonito aquelas pessoas que tinham uma rotina cheias de atividades. Lembro-me até de achá-los mais importantes porque aparentavam ter uma vida mais ocupada que a minha. E eu, que sempre fui tão desorganizada, olhava para tudo aquilo e via uma realidade distante de mim, uma realidade tão impossível de acontecer.

Eu não tinha visão, não tinha minhas próprias opiniões sobre determinados assuntos. Andava com pessoas que tinham hábitos tão ruins quanto os meus e a mesma visão de rotina que a minha. Sempre sonhei alto, no fundo eu queria ser uma daquelas pessoas que tinham a vida bem ocupada, preenchidas de atividades importantes.

Com o passar dos anos, me distanciei de algumas pessoas, busquei novas oportunidades de trabalho, foquei na construção de uma carreira, busquei crescimento profissional, que naturalmente é o campo que mais colocamos atenção nas nossas vidas. Sempre tive uma postura muito proativa e ousada, mas embora tivesse certa facilidade para tomar iniciativas sobre mudanças e melhorias no meu trabalho, a minha falta de organização pessoal e até mesmo a negligência que coloquei em outros campos da minha vida não me deram os resultados que tanto idealizei.

Demorei muito tempo para entender isso; e precisei passar por diversas situações de fracasso até parar e decidir voltar o olhar para mim e buscar entender o que estava deixando de fazer e onde eu precisaria mudar e melhorar. Para uma pessoa centralizadora, admitir que parte do não sucesso provém da falta de organização e de uma vida de hábitos ruins não é exatamente a coisa mais fácil de aceitar. Mas cá estamos, fazendo a necessária autocrítica.

Quando se quer muito conquistar um objetivo maior, é preciso olhar para as situações com um olhar muito transparente e franco sobre si e sobre as circunstâncias, aceitar o que precisa ser mudado e se comprometer com isso; e é aí que começa todo o processo de autodesenvolvimento. Quando, finalmente, temos o mínimo de clareza do que precisamos promover mudanças, começamos a buscar conhecimento e a melhorar os nossos hábitos: é um mergulho profundo e legítimo na mudança de estilo de vida.

O bem estar legítimo parte da mudança de mentalidade

O início de todo processo de autoconhecimento e desenvolvimento do nosso bem estar traz consigo um misto de sentimentos entusiasmados, cheio de grandes expectativas e uma sede ferrenha por resultados rápidos. Mas paremos para raciocinar: ora, se estou fazendo uma mudança radical na minha vida, não seria justo cobrar por resultados imediatos a curto prazo?

Nessa sede por esses resultados, a gente mergulha na busca por conteúdos de profissionais de diversas áreas, compra livros e cursos, faz imersões e desafios, inicia um casamento firme e forte com a vida fitness, faz meditação todos os dias, faz yoga, lê algumas páginas de um livro diariamente, estuda uma hora, faz a própria comida saudável, tem um momento com a família, cuida dos filhos, confere e reorganiza o planejamento para o outro dia, organiza todas as demandas da casa para começar o dia mais livre, é ativa nas redes sociais, se faz presente nas amizades, tem os momentos de lazer; e, não menos importante, ainda temos de ter os nossos momentos de autocuidado.

A gente inicia essa transição de estilo de vida enchendo nossas agendas de atividades que estão ‘na moda’ e que todo mundo que tenta se mostrar bem resolvido e feliz diz fazer. E não para por aí, a gente encaixa todas elas de uma única vez para serem feitas no dia e ainda se compromete a mantê-las a qualquer custo no cronograma, ainda que isso deixe tudo mecânico.

Chega o final do dia e temos duas sensações:

  1. Estou cansada, mas consegui fazer tudo e estou realizada;
  2. Estou cansada, não consegui fazer tudo e me sinto culpada por não cumprir o que planejei.

Você já se viu em alguma dessas situações?

Você não tem a sensação de que as práticas que nos ajudariam a criar hábitos saudáveis e uma vida mais leve e com mais significados acaba se transformando em uma exaustiva competição de quem é mais produtivo, de quem tem um estilo de vida mais atrativo que o outro?

A consequência disso é que chegamos em um momento em que a gente passa a realizar tudo no piloto automático. O que antes eram práticas que ajudavam no autodesenvolvimento, na conexão com nós mesmos, no aumento da performance e dos resultados, passam a ser uma obrigação diária de manter o mesmo ritmo dos outros dias. Quando não conseguimos cumprir tal agenda, é inevitável o sentimento de fracasso.

Ficamos para ‘trás’ em comparação com a rotina ‘perfeita’ das pessoas que idealizamos perfeitas. Com isso, é inevitável que não nos perguntemos: E vem a pergunta mais cobiçada dos últimos tempos: ‘como dar conta de tudo isso?’.

Com a mudança obrigatória que foi preciso promover em nossos estilos de vida, nos fizeram acreditar que deveríamos cumprir listas enormes de afazeres ‘saudáveis’ se quiséssemos acreditar que estávamos fazendo de algo importante por nós mesmos, nos cuidando de verdade.

A realidade é que criamos uma performance a ser realizada sem considerar as nossas emoções e nos forçamos a cumprir tudo mesmo sem estar nos sentindo bem. Fixamos nessa ideia de ter uma rotina saudável a qualquer custo e nem percebemos que mantê-la dessa forma pode está sendo tóxico pra nós.

Bem estar baseado no faça menos, mas faça por você

O conceito de ter uma vida saudável e produtiva está diretamente ligada ao significado e qualidade do que promovemos, não da quantidade de afazeres que realizamos. Não precisamos criar uma lista infinita de tarefas a serem feitas no dia e desafiar nossos próprios limites saudáveis para ter a satisfação de ter uma vida saudável e chegar ao final do dia completamente esgotado.

Para ter uma rotina saudável e mais leve, elimine aquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você. Escolha um ou dois rituais para serem feitos diariamente e dedique-se a eles com intenção. Viva esses momentos com presença e sinta como pequenos gestos podem fazer uma grande diferença no seu dia.

Pare de tentar fazer tudo com a ilusão de ser produtivo e passe a fazer o necessário com intenção e presença. Você vai perceber que o pouco feito com qualidade te proporcionará muito mais benefícios e bem estar. Você não precisa cumprir milhares de tarefas que não gosta para se sentir bem consigo mesmo; e isso não te faz inferior ou melhor do que ninguém, além de resguardar a sua saúde mental e a sua energia para o que realmente importa.

Faça menos, mas faça por você!
Seu desenvolvimento é uma caminhada e crescer demanda tempo e consistência.

Foto: Ilustração/Pinterest

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

Quem não gosta dos Ghostbusters Caça-fantasmas Por Alexandre VItor

Quem não gosta dos Ghostbusters? Por Alexandre VItor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Vamos começar bem o final de semana com os Ghostbusters? Se você não sabe, não se trata de só um, mas de uma série de filmes iniciados em 1984.

Ghostbusters fala de alguns cientistas que tentam descobrir o motivo de aparições suspeitas na Nova Yorque dos anos 80. Ao se unirem, eles formam o grupo Caça-fantasmas, uma corporação destinada a capturar os estranhos seres, que pouco a pouco estão dominando e aterrorizando a cidade.

Apesar da galerinha da geração Z não gostar de filmes antigos, devido aos efeitos especiais serem ultrapassados e o ritmo ser mais lento que atualmente, Ghostbusters se tornou uma produção atemporal, conquistando novos fãs diariamente e sendo citado em outros trabalhos. O sucesso Stranger Things, inclusive, também faz referência ao filme na sua segunda temporada.

Quem não gosta dos Ghostbusters Caça-fantasmas Por Alexandre VItor
Foto: Reprodução

A vibe do filme é misteriosa, o que o torna atraente. Também tenta esclarecer de forma sucinta a origem dos fantasmas (embora a explicação seja coisa para a cabeça de nerds… e eu não sou um). O filme é divertido, engraçado e, na época em que foi lançado, foi parâmetro para os outros filmes de ficção produzidos.

A série conta com quatro filmes: dois nos anos 80 (com o elenco original), um do ano 2016, que troca OS Caça-fantasmas por AS Caça-fantasmas, e recentemente, o lançamento de 2021: “Ghostbusters mais além”, que ainda está em cartaz nos cinemas. Nesse, vamos acompanhar os netos de um dos personagens, que acabam descobrindo o passado de caçador do seu falecido avô.

A sequência é bem feita, a nova geração conseguiu deixar uma bela homenagem ao legado, fazendo inúmeras referências aos anteriores. Caso você ainda não tenha visto os antigos, aconselho ao menos assistir o primeiro antes de ir ao cinema, pois ajudará na compreensão e consequentemente no divertimento.

E, se à noite sentir alguém puxando seu pé, deixe sua mochila de prótons a postos!

Foto: Reprodução

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Por Dentro do Potengi Tomba Farias visita festa de Nossa Senhora da Conceição em Lagoa de Velhos RN, por Glaucione Farias

Tomba Farias visita festa de Nossa Senhora da Conceição em Lagoa de Velhos/RN, por Glaucione Farias

Por Glaucione Farias
Para o Por Dentro do RN

Por ocasião da festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Lagoa de Velhos/RN, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) visitou nesta quarta-feira (8) o município.

Por Dentro do Potengi Tomba Farias visita festa de Nossa Senhora da Conceição em Lagoa de Velhos RN, por Glaucione Farias

Na oportunidade, além de reencontrar a população, Tomba também conversou com sua base política que é composta pela prefeita Sonyara Ribeiro, o vice-prefeito Nildo Galdino, os exs prefeitos Severino Ribeiro e Washington ítalo, e de sete vereadores: Hélio Júnior, Ivanaldo Lotério, Marcelo Samuel, Aldemir Paulino, Eliana Carla, Leandro Malhada e Amilton Soares.

Foto: Reprodução

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Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi

Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.

Escreve no Por Dentro RN sobre a política local da Região do Potengi.

A mágica história do Pequeno Príncipe, por Alexandre Vitor

A mágica história do Pequeno Príncipe, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

“Os homens não têm tempo de conhecer nada. Compram coisas já prontas nos mercados. Mas como não existe um mercado de amigos, os homens não têm mais amigos”.

Com esta frase marcante, hoje falaremos sobre a fábula “O Pequeno Príncipe”, escrita por Antoine de Saint Exupery. A história é uma das mais conhecidas e amadas no mundo. Nela, conhecemos um garotinho curioso e ingênuo que vive no pequeno asteroide B612, no qual leva uma vida tranquila com sua pequena rosa.

Certo dia, ele decide fazer uma jornada por outros planetas e, durante a viagem, ele conhece muitas pessoas e seres animados, com quem passa a trocar ideia. Chegando à Terra, o menininho encontra um azarado aviador que está perdido no deserto do Saara (na verdade, um alter ego do autor), e começa a lhe contar sobre suas grandes aventuras.

Apesar do teor infantil da obra, o livro também foi escrito para adultos, talvez principalmente para eles, uma vez que retrata lições e ensinamentos importantes que, por sua sutileza, só são compreendidos pela galera mais madura. Mesmo sendo uma obra dos anos 40, as lições permanecem atuais.

Por ser uma obra de aparência simples, sem grandes detalhes no enredo, o autor criou um universo que nos diverte e adverte com sensibilidade e delicadeza, tocando o coração dos leitores dos 8 aos 80 anos, coisa bem difícil de conseguir. Infelizmente, por preconceito e achar que se trata de um livro bobo, alguns deixam de lê-lo e se privam de uma obra memorável.

O livro é muito bem escrito, organizado e, claro, acima de tudo, é uma obra leve e fácil até para as crianças menores. O sucesso é tão grande que todo mundo, mesmo quem não o leu, sabe citar alguma frase conhecida. O livreto já rendeu inúmeros filhotes, como musicais, peças de teatro e filme. Sobre o filme, vale uma pequena análise: ele foi um lançamento de 2015, de mesmo nome, porém a licença poética empregada foi longe demais.

Há a introdução de personagens inexistentes, a adaptação não é fiel, criando até mesmo uma história paralela para complementar a original. Pelo menos para mim, um humilde e voraz leitor adolescente, não funcionou. Mas tem uma coisa que se salva: a bela música de Lily Allen, “Somewhere only we know”. Procure o clipe com a tradução no YouTube, vale a pena assistir.

“se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”

Bom, por hoje ficamos por aqui. Um bom final de semana para os amigos do Papiro e do Por dentro do RN.

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor

Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

De tantos lugares incríveis no mundo, a autora Jennifer Niven escolheu as maravilhas do Estado de Indiana (EUA) para contar a história de Violet e Finch, dois jovens depressivos que se ajudam para enfrentar os desafios da vida.

Violet é uma jovem adolescente com uma vida perfeita, até que um acontecimento trágico na família serve de gatilho para que ela perca a alegria de viver. Finch é aparentemente um jovem feliz e sem grandes problemas, mas que na verdade encobre grandes mágoas e traumas do passado. Para a jovem, se envolver com o cara acaba sendo sua tábua de salvação, pois ela começa a valorizar coisas anteriormente desprezadas e que dão um novo sabor à sua vida; mas, de acordo com a evolução do relacionamento, começam a vir à tona as complicações de Finch, que são tão ou piores que as dela.

Aprovei a forma como a autora criou esses personagens, ambos complexos e com passados nebulosos, que nos faz refém da leitura, e a cada página a história nos surpreende com reviravoltas, nos deixando mais empáticos com as situações que os personagens enfrentam, coisas atuais que podem ocorrer na vida de qualquer um. O livro é narrado em primeira pessoa, alternando o ponto de vista dos protagonistas, ou seja, a autora nos possibilita entrar na cabeça dos personagens, mostrando-nos como pode ser duro e cruel alguns modos de viver.

Em defesa dos lugares incríveis, por Alexandre Vitor
Foto: Ilustração/Garotas Devorando Livros

O livro ganhou uma adaptação em 2020, de mesmo título, protagonizado por Ellie Fanning (a princesa Aurora de Malévola) e Justice Smith (Jurassic World: Reino ameaçado). Apesar de também comovente e com boas interpretações, a adaptação, como de praxe, não segue o livro fielmente, cancelando personagens importantes na trama e abandonando alguns detalhes pertinentes, tornando alguns momentos vazios se comparados ao livro. Aconselho que veja o filme após a leitura do livro, para que você tire suas próprias conclusões.

Apesar de ser uma leitura nada complicada, para algumas pessoas mais sensíveis podem haver gatilhos depressivos. Não recomendaria o livro para a galera com menos de 14 anos. Como reforço, mesmo não sendo uma história verídica, nos traz algumas lições marcantes. Vale muito a leitura. E tenho certeza que a turminha que adora romances vai se desmanchar em lágrimas.

Bom final de semana!

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Paulinho Freire presta contas na FECAM RN, por Thiago Martins

Paulinho Freire presta contas na FECAM/RN, por Thiago Martins

Por Thiago Martins
Para o Por Dentro do RN

O presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN) realizou uma prestação de contas da entidade junto aos filiados na sexta-feira (19 de novembro) em Natal. Presidentes de Câmaras de todo o estado acompanharam as informações prestadas por Paulinho, além da análise das ações da entidade. Ponto positivo e um exemplo a ser seguido por todas as federações.

1ª prova: chegar a UFRN

Neste domingo, 21, foram aplicadas as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2021). Diferente dos anos anteriores, quando dezenas de linhas de ônibus iam até a UFRN para o garantir o transporte dos estudantes que realizam a prova no local, neste ano, a STTU determinou que apenas duas linhas adentrem a Universidade. Para quem utiliza o transporte público de Natal, a primeira prova deste Enem foi, sem dúvidas, chegar à UFRN em meio a uma frota tão escassa.

Petigorando

Nem mesmo a linha Circular do Campus, que funciona de forma gratuita saindo do Via Direta até a Universidade, circulou. Isso por que as empresas de ônibus de Natal resolveram “entregar” a linha. Há meses a UFRN ‘petigora’ (por que não dizer “implora”?) pelo retorno do transporte na Universidade, em diversas reuniões não apenas com a Prefeitura, mas com órgãos de fiscalização. Até agora, sem qualquer ação que determine o retorno da linha.

Incêndio controlado?

O governo Fátima Bezerra (PT) passou pelas suas piores semanas, com uma sucessão de crises complicadas que afetaram muito a imagem do executivo estadual. A morte de um senhor que teve o atendimento recusado na porta do Hospital Walfredo Gurgel, a greve dos anestesistas (e consequentemente os hospitais lotados), a CPI da Covid na Assembleia com sessão secreta e um show a parte, ameaça da suspensão das atividades no Aeroporto de Mossoró e ainda a prisão do coordenador da Segurança Pública, Ivênio Hermes.

Em meio a tudo isso, a governadora estava na Dinamarca, participando de eventos estratégicos para o Estado. Não deu outra… foi um prato cheio diante de um período tão conturbado. A fumaça permaneceu, com a associação do governo ao cancelamento dos shows da Festa do Boi – erro gravíssimo da Anorc, associação responsável pela feira, na escolha da empresa responsável pelas apresentações. O incêndio ainda não foi totalmente controlado.

Mudanças

De toda forma, o governo Fátima iniciou as mudanças no secretariado, através da troca no comando da comunicação, com a saída de Guia Dantas, que passa a ser responsável pela assessoria da governadora, e o ingresso de Daniel Cabral para a pasta, estratégica no trato com a sociedade e apresentação das ações do governo. Segundo fontes ligadas à Governadoria, foi a primeira de uma reforma administrativa que vai acontecer na gestão estadual.

Escolham seus lados

Outro quadro que deixou o governo – este em definitivo – foi o secretário adjunto da Infraestrutura, Haroldo Azevedo Filho. Haroldinho entregou o cargo que ocupava desde o início da gestão de Fátima para acompanhar o pai, empresário Haroldo Azevedo, que trocou a pré-candidatura ao Senado por uma disputa pelo Governo do Estado, sendo um dos nomes que vai rivalizar com a governadora. Haroldo foi suplente do senador Geraldo Melo na década de 1990 e, entre outras áreas, é dono das rádio 94 e 97 FM de Natal.

PSDB dividido

As assessorias dos deputados até que tentam mostrar a unidade do PSDB potiguar em torno do nome do governador paulista João Doria, em sua disputa à vaga no Planalto, mas o sentimento forte nas bases é pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

E Moro, hein?!

De volta ao Brasil e já inserido no cenário político nacional, o ex-juiz da operação Lava Jato já está dando trabalho a quem estava no jogo. Entre os três mais bem colocados – Bolsonaro, Lula e Ciro – há sinal de luz amarela com os próximos passos de Moro, e a tendência é um combate dos três – mesmo que de forma independente – para desidratar o candidato desde já.

Me diz com quem tu andas…

No RN, o aliado de Moro é o senador Styvenson, do mesmo partido ao qual o ex-juiz se filiou, o Podemos.

Foto: Reprodução

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Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins

Thiago Martins tem 28 anos, é jornalista formado pela UFRN e atua do jornalismo político no Estado. Apesar de sua maior dedicação ser na área de Assessoria de Comunicação, observa e acompanha as principais ações políticas do Rio Grande do Norte, do Brasil, e do mundo, e escreve nesta coluna a respeito do tema. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Teen Wolf, mais uma história de lobisomem, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Começamos ontem o ciclo da Lua cheia desse mês, hein, galera? Aproveitando a inspiração, que tal maratonar uma série sobrenatural? Teen Wolf, estrelado por Tyler Posey (primeiro trabalho de mais expressão) e Dylan O’Brien (o Thomas de Maze Runner), conta a história de um adolescente comum que, ao receber a mordida de um animal desconhecido numa noite de Lua cheia, começa a ter comportamento estranho e acaba por se transformar em um lobisomem.

Com a ajuda de seu melhor amigo e de outros lobisomens, ele terá que esconder sua nova condição e também descobrir a causa de uma série de mortes estranhas que estão ocorrendo na pacata cidade de Beacon Hills.

A série se inspirou num filme de 1985, de mesmo nome, estrelado por Michael J. Fox (O carinha de “De volta Para o Futuro”). Ao longo das seis temporadas, os rapazes vão se transformando de garotos assustados a machos-alfa da alcateia. A série possui cenas de impacto e a cada temporada vai se tornando mais eletrizante, pois os desafios a ser enfrentados vão aumentando, ficando cada vez mais perigosos para o jovem lobisomem.

A história é interessante, pois apesar de ter uma atmosfera sobrenatural e falar sobre lobisomens, não é um seriado muito clichê. Os personagens possuem tiradas de humor em alguns momentos, diminuindo a tensão de algumas cenas. Minha crítica é só uma: a série se perde um pouco ao longo das temporadas por começar a incluir outros personagens míticos diferentes da temática.

Deem uma chance ao nosso lobo adolescente! Tenho certeza que será uma boa diversão sob os efeitos da lua cheia desse fim de semana.

Foto: Reprodução

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Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
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Traiu ou não traiu Por Alexandre Vitor

Traiu ou não traiu? Por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Traiu ou não traiu? Eis a dúvida que sempre há de existir para os leitores do consagrado Machado de Assis, um dos mais célebres escritores da Literatura brasileira, na sua obra mais polêmica: Dom Casmurro.

Na história, vamos ser apresentados a Bentinho, que, agora velho e conhecido como Dom Casmurro, nos conta sobre a sua vida. O frustrado jovem sonhava em se formar em Direito, mas dona Glória, sua mãe, tinha outros planos e decide que ele deve seguir para o seminário, ameaçando seus objetivos e também seu romance com Capitolina, a Capitu. No seminário, ele conquista uma grande amizade com Escobar, que também não tinha planos de ser padre.

A história é um romance de formação, isto é, acompanha Bentinho desde a adolescência até a terceira idade. Durante esse período, acompanhamos seu modo de encarar os problemas (ou fugir deles) e seu gradativo crescimento moral, como também sua relação com a família, com Capitu e também com Escobar.

Eu sei, nem todos gostam de ler clássicos, ainda mais aqueles que contém expressões antigas ou praticamente extintas do nosso vocabulário atual. Mas como eu gosto de ser advogado do diabo e de mostrar os dois lados da moeda, vamos para a sua defesa: Esse livro tem uma grande importância para a nossa Literatura, tornando-se um marco da nossa história. Sua compreensão e interpretação não é difícil.

Também já foi tema de várias teses e estudos. Importante destacar a beleza que o autor expressa no texto, minucioso, prezando por uma excelente construção do cenário, além do desenvolvimento dos personagens de forma profunda e ambígua.

E a cereja do bolo: Houve ou não houve a famosa traição? A maestria do escritor é tão grande que, mesmo escrito em 1899, até hoje esse mistério continua. E eu começo a desconfiar que cada leitor acredita e defende uma versão, de acordo com sua vivência pessoal e maturidade. E até mesmo quem ler esse livro por duas vezes, se passado um intervalo de tempo, pode achar o contrário do que achava antes. Saber fazer um livro assim é para poucos.

Se você ainda não leu um clássico, começará com um dos principais, pode acreditar; e me conte aqui se houve ou não houve traição.

Foto: Reprodução/YouTube/Livraria Família Cristã

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

A hora do lobisomem - um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

A Hora do Lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Auuuuuuu! Sabe o que significa isso? Que em breve mais uma pessoa será vítima da besta que assombra a pequena cidade de Tarker’s Mills. Vai me dizer que nunca ouviu falar dessa cidade? Então, você ainda não conheceu A Hora do Lobisomem, clássico escrito por ninguém menos que Stephen King, o famoso rei do terror. A obra é composta por uma coletânea de 12 contos e cada um deles ocorre em um mês do ano, sempre na lua cheia. Ao longo dos 12 meses, assassinatos suspeitos acontecem na cidade.

A hora do lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor

Muitos habitantes consideram ser um serial killer, mas estão enganados. Enquanto as autoridades tentam controlar a situação, o ser misterioso continua fazendo mais vítimas. Stephen King, propositalmente, deixa as histórias em aberto ao final de cada capítulo, a fim de deixar os leitores curiosos e ávidos pelas histórias seguintes. É importante lembrar que todos os contos estão interligados.

No final das contas, acabamos devorando o livreto todo de uma vez. Exatamente por ser mais curta, a obra se diferencia de qualquer outro volume do autor. Ele sabe desenvolver os personagens de forma rápida, mas não necessariamente artificial. A escrita é fluida e ele preza muito pelos detalhes dos acontecimentos, o que nos deixa imersos na trama.

Após um tempo de lançamento (esse livro foi escrito em 1983), A Hora do Lobisomem foi adaptado para as telonas , com o título Bala de Prata. Não é totalmente fiel à obra, não segue a linha cronológica do livro e subtrai alguns dos contos, mas mesmo assim é razoável. Contudo, em sua defesa, venho falar que é difícil adaptar um livro de contos fielmente a um filme. Por via das dúvidas, aconselho que prefira o livro.

A hora do lobisomem: um livro de contos de terror, por Alexandre Vitor


Se você nunca leu nada do autor, é uma boa pedida começar por esse. Logo nas primeiras páginas, King consegue nos conquistar facilmente. E esse pode ser um bom volume para se iniciar nesse gênero. Com essa indicação, encerro o soturno mês de outubro, às vésperas das comemorações de Halloween e do Dia de Los Muertos. Aproveite em grande estilo, fazendo jus às datas sombrias.

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Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

In Vino Veritas O governo Bolsonaro e a banalidade do mal, por Rogério Melo

O governo Bolsonaro e a banalidade do mal, por Rogério Melo

Por Rogério Melo
Para o Por Dentro do RN

Na última quarta-feira, 20, a tão esperada leitura do relatório final, que marca a conclusão dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, foi realizada pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), onde ao longo de 1.180 páginas recomenda o indiciamento de 66 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas (Precisa Medicamentos e a VTCLog).

As investigações que fundamentam os indiciamentos revelam supostos atos de corrupção na aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde, a postura negacionista por parte do Governo Federal em relação às vacinas e ao vírus SARS-CoV-2 (coronavírus) – causador da Covid-19, e com uso de tratamentos sem qualquer respaldo científico contra a Covid-19.

O relatório e os documentos que embasaram as investigações da comissão serão encaminhados às autoridades responsáveis pela persecução criminal, que consiste em investigar o fato infringente à norma penal e pedir, em juízo, o julgamento da pretensão punitiva. Os indiciamentos se baseiam Código Penal (CP), sobretudo nos artigos relacionados à propagação da doença – 267 (epidemia com resultado morte), 268 (infração de medida sanitária preventiva) e 286 (incitação ao crime); e à corrupção na compra de vacinas – 299 (falsidade ideológica), 319 (prevaricação) e 333 (corrupção ativa); Tratado de Roma (Decreto nº 4.388, de 2002); Lei de Crimes de Responsabilidade (Lei 1.079/1950); Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992); Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013); Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013).

Caso seja dado prosseguimento pelos órgãos competentes a novas investigações, os indiciados podem ser responsabilizados por outros crimes nas esferas cível, penal e administrativa. A caracterização de crimes contra a humanidade contra o presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, exige que os documentos sejam remetidos ao Tribunal Penal Internacional, na cidade de Haia (Holanda), na costa do mar do Norte da região oeste dos Países Baixos. Jair Bolsonaro chegou a ser comparado pela ex-juíza brasileira daquele tribunal, Sylvia Steiner, com Omar al-Bashir, ex-presidente do Sudão, condenado por crimes de guerra e contra a humanidade.

O presidente encabeça a lista, indiciado pelos crimes prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), e conforme já citado, crimes contra a humanidade (nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos).

Além do presidente, também foram indiciados por outros crimes o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o ex-ministro da mesma pasta, Eduardo Pazuello (artigos 267, 315, 319 e 340 do Código Penal, e art. 7º do Tratado de Roma).

Outros três ministros também estão sendo indiciados, Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Cidadania, hoje ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República; Walter Braga Netto, ministro da Defesa e ex-ministro chefe da Casa Civil; e Wagner de Campos Rosário, ministro-chefe da Controladoria Geral da União – e dois ex-ministros, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores e Fábio Wajngarten, da Secretaria Especial de Comunicação Social.

A lista das 66 pessoas indiciadas ainda conta com deputados, empresários, parlamentares e integrantes do chamado “Gabinete Pararelo” tais como os médicos Nise Yamaguchi e Luciano Dias Azevedo, o empresário Carlos Wizard e biólogo Paolo Zanotto, bem como o presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Brito Ribeiro.

Os rastros de morte e destruição deixados pela necropolítica (pegando de empréstimo o conceito desenvolvido pelo filósofo camaronense Achille Mbembe), promovida pelo movimento bolsonarista, parecem traduzir bem esse conceito por meio do qual Mbembe questiona os limites da sobenaria de um estado, quando em nome dessa soberania, ele escolhe aqueles que devem viver ou morrer. Não é exagero lembrar dos notáveis assassinos da nossa história como o fez a jurista Sylvia Steiner comparando o nosso presidente ao ex-residente sudanês.

Talvez qualificá-lo como um genocida seja, de fato, um exagero, conforme o fez o relator Renan Calheiros, num primeiro momento em seurelatório, mas que a pedido do presidente da CPI, Omar Azis (PSD-AM), declinou da decisão, reenquadrando-o num outro tipo penal muito próximo, e homônimo ao que fora o ex-presidente Omar Al-Bashir. As estatísticas funestas trazidas à luz pelo relatório suscitam outras reflexões e ressuscitam outras tristes feridas, ainda abertas, na história da humanidade, como os holocaustos alemão, italiano e russo – países que no passado, sob o domínio dos seus regimes totalitários, submeteram suas populações às mais atrozes formas de tortura e extermínio.

E aí, peço permissão ao leitor para o resgate de um outro conceito, desta vez, desenvolvido pela filósofa política alemã de origem judaica, Hannah Arendt. Para Arendt, a “banalidade do mal” seria a mediocridade do não pensar, a força motriz por trás do gênio exterminador de vidas.

Um conceito, invariavelmente, mal compreendido por alguns especialistas, por atribui-lo a pessoas “destituídas da capacidade de pensar”, como o fez ao discutir erigir tal conceito para discutir o julgamento de Adolf Eichmann, iniciado em 1961, em Jerusalém, e que resultou na pena de morte por enforcamento, ocorrida em 1962, nas proximidades de Tel Aviv. Arendt não atribui o mal ao nazista julgado, para quem suas ações criminosas foram motivadas pela sua condição de “burocrata zeloso” e pela sua incapacidade de pensar por si.

Na minha opinião, a história já nos ensinou o suficiente para entendermos que a banalidade do mal não se trata um sentimento que preenche o vazio institucional deixado pela incapacidade de pensar. A banalidade do mal, pelo contrário, é um sentimento que se nutre justamente pela incapacidade de sensibilizar-se com a dor do semelhante, com a incapacidade de sentir empatia, remorso, medo e, sobretudo, pelo sentimento de sentir-se a tal ponto tão superior aos seus semelhantes, que jamais será penalizado pela dor provocada contra seus corpos.

A banalização do mal, portanto, é o próprio cálculo e desejo doloso de extinguir toda e qualquer dissonância contra sua própria existência.

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Sobre Rogério Melo, que escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN

Coluna de Rogério Melo para o Por Dentro do RN (In Vino Veritas)

Rogério Melo tem 51 anos, é comunicador social, cientista social e mercadólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Também é mestrando em Ciência da Informação pela mesma instituição. Além disso, Rogério Melo escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN, geralmente às sextas feiras; e comenta sobre os fatos políticos do RN e do Brasil. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.


Halloween, a noite do terror, por Alexandre Vitor

Halloween, a noite do terror, por Alexandre Vitor

Nada como passar o Halloween de forma tradicional, não é mesmo? Então, para que você aproveite bem o 31 de Outubro, separei o mais clássico filme de terror referente à data e um dos mais influentes de todos os tempos: “Halloween”, de 1978.

Dirigido por John Carpenter, Halloween traz a história de Michael Myers, um garoto de apenas 06 anos que, no Dia das Bruxas de 1963, assassina a sua irmã mais velha. Após o feito, ele acaba sendo internado em um hospital psiquiátrico. 15 anos depois, o maníaco retorna à sua cidade natal, e passa a perseguir um grupo de jovens.

Por mais que seja um filme simples e de baixo orçamento, Halloween se tornou um grande sucesso na época, conquistando novos fãs até hoje. A fama foi tão grande que gerou inumeráveis sequências, além de ter se consolidado como um dos primeiros e mais influentes slashers, tendo inspirado outros famosos filmes, como a série de filmes pânico, por exemplo.

Outro feito importante é que graças a esse longa, a comemoração do dia do Halloween acabou se popularizando em todo o mundo, rompendo as barreiras dos países Anglo-saxônicos.

Mesmo sendo um filme das antigas, na época que foi rodado ele se mostrou muito original. Naquele tempo não era comum que os filmes de terror tivessem um serial killer tão bem elaborado como Michael Myers. Um outro diferencial para a época é que, a maioria dos personagens de filmes de terror eram sempre idiotas que só sabiam correr e gritar, mas esse filme trouxe a protagonista Laurie Strode, cativante e inteligente.

Apesar de ter sido uma boa produção no ano de lançamento, algumas pessoas não irão se agradar muito, por causa da narrativa mais lenta (estamos muito acostumados com a agilidade e fluidez nos filmes da atualidade) e principalmente porque naquele tempo não haviam recursos tecnológicos para comparar aos filmes de terror de hoje, podendo até mesmo não ser tão assustador para alguns expectadores.

Essa é a minha recomendação para que você termine outubro de cabelo em pé. E lembrando que está em cartaz hoje nos cinemas mais uma das sequências desse filme: “Halloween Kills”, sinal que esse título ainda dá muito pano para as mangas.

Feliz Halloween, capriche na sua fantasia e deixe aqui a sua sugestão de filme ou livro de terror para essa data.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Sobre viver de migalhas e a equivocada necessidade de pertencer por pertencer, por Gustavo Guedes

Sobre viver de migalhas e a equivocada necessidade de pertencer por pertencer, por Gustavo Guedes

Por Gustavo Guedes
Para o Por Dentro do RN

Em uma realidade cada vez mais individualista, há quem se iluda com qualquer migalha de atenção, de falsa empatia, e se adapte a qualquer situação inferior à merecida. Neste contínuo processo de autoconhecimento, é seguro dizer que este que vos escreve, assim como vários outros indivíduos, foi uma dessas pessoas.

E, para chegar a essa conclusão, foi preciso sair da caverna da arrogância, do autoengano e aceitar a realidade como ela se apresentou a mim. Foi preciso analisar tudo criticamente, cada um dos momentos nos quais as minhas entregas pessoais a causas e pessoas ficaram no lado mais pesado da balança, sem contrapartidas ou sinal de companheirismo: apenas migalhas, sobras, restos do que se poderia ter.

É óbvio que não se trata de fazer e agir esperando recompensas em troca, não se trata disso. Porém, não nos deixemos levar pela linha tênue entre agir sem esperar nada em troca e desperdiçar nossa energia e dedicação com aqueles que , oportuna e pretensiosamente, se aproveitarão disso e da nossa boa vontade; e também se voltarão contra nós quando por alguma razão “subvertermos as expectativas” que eles próprios definiram como ideais.


Migalhas daquele patrão que não valoriza o nosso trabalho porque “não é nada mais além que a nossa obrigação”, que nos elogiam para nos ter em seus pés, mas nos descem o malho quando não correspondemos aos seus anseios. Migalhas daqueles amigos que recusam os nossos convites porque o trabalho e “as obrigações burocráticas” os impedem de qualquer coisa ou que só nos procuram quando precisam de algo. Ou ainda migalhas daquele amor que, um dia, já transbordou e hoje sobrevive de um passado distante, com a falsa esperança de que tudo voltará a ser como antes. Não volta.

A gente tende a aceitar essas situações porque temos medo de não encontrar outro emprego “devido à crise e aos boletos que batem à porta”, ou porque, presos às lembranças desse passado que não existe mais, não queremos romper laços com aqueles que pelos quais nutríamos um carinho ou mantínhamos um relacionamento amoroso/fraterno porque, simplesmente, temos medo de ficar sozinho devido à dificuldade de se encontrar alguém “de futuro” hoje em dia. Repare nas aspas no termo “de futuro”, pois eu abomino esse adjetivo, uma vez que não creio que exista isso.


Esse tipo de queixa é compartilhada aos montes em textões no Facebook, em tweets sarcásticos no Twitter ou em frases de efeito nos stories do Instagram. O problema existe, é conhecido, mas quantos de nós vamos além da superfície de likes nas redes sociais e nos aprofundamos nestes temas de maneira crítica, em prol de uma mudança de dentro pra fora, para que nos blindemos dos efeitos nocivos disso tudo que foi exposto acima? Falar o óbvio, sentar e reclamar resolve?

Ninguém pode ser feliz entregando-se a fantasias tolas; pois nada traz felicidade a menos que, também, traga calma; e não vive bem aquele que desperdiça a sua vida apreensivo e preocupado.

Sêneca, em Cartas de Sêneca a Lucílio


É certo que, em uma realidade como a nossa, quaisquer lampejos de carinho, de afeto e de consideração já são vistos como sinais de que encontramos o grande amigo ou amor das nossas vidas, mas as coisas não funcionam bem assim: buscar no outro a nossa (inexistente) metade “perdida” é a receita ideal para a frustração. O que precisamos para ser feliz não está no outro e triste o indivíduo que acredita que está. E eu já acreditei, por oito anos, que as coisas funcionavam assim.

Em primeiro lugar, a gente só lida melhor com as decepções que certas jornadas nos trazem quando a gente olha pra frente e aprende que o que passou não volta mais: ficar preso ao passado nos faz sofrer duas vezes. Em segundo lugar, quando a gente deixa de achar que o mundo nos odeia ou que a gente nasceu para viver das migalhas alheias, colocando em mente as pessoas são feitas de erros, acertos, sacanagens e boas ações: tudo isso junto em um só ser.

Em terceiro lugar, sem querer valorar o que é “certo” ou “errado”, é preciso ter em mente pessoas decepcionam umas as outras. Umas mais, outras menos, mas todo mundo decepciona ou já decepcionou alguém. Brigar contra isso é em vão. O que a gente faz com o que fazem com a gente é que nos diferencia dos demais.

Em vez de procurar definir o que é certo ou errado, acho mais inteligente tentar ter em mente que as nossas ações têm consequências e elas podem ser, individualmente, boas ou ruins. Que tenhamos liberdade para fazer tudo o que queremos fazer, mas sempre prontos para, cedo ou tarde, “sentar à mesa do banquete de consequências”.

A independência é algo para pouquíssimos: é a prerrogativa dos fortes. Quem procura sê-lo sem ter a obrigação, demonstra que, provavelmente, não apenas é forte; mas também possuidor de uma audácia imensa.

É inevitável — e justo — que os nossos mais altos anseios pareçam bobagens, em algumas circunstâncias delitos, quando chegam indevidamente aos ouvidos daqueles que não foram feitos para eles.

O que serve de alimento para o espírito de uma classe de indivíduos, deve ser como veneno para outras.

Nietzsche, em Além do Bem e do Mal

Quando mergulhamos de cabeça nesta missão de aprender com as nossas tragédias pessoais e começamos a traçar os nossos limites, definindo até onde devemos ir e até onde as pessoas que nos cercam devem ir, fica mais fácil perceber em que ponto o nosso senso de comunidade deixa de sê-lo e se transforma em “aceitar qualquer coisa para ser aceito, amado e pertencer a um lugar qualquer que nos caiba”. Isso está sob nosso poder.

Eu, que já pensei em tirar a minha própria vida por coisas que me fizeram em um passado não tão distante, passei a ganhar mais qualidade de vida e saúde mental quando comecei a pensar e, principalmente, a agir assim. E é isso que me diferencia de quem vive de postar frases de motivação na Internet e não procura, de fato, agir como tenta mostrar.

Acima de tudo, quando você se ofender pela deslealdade ou ingratidão de alguém, volte-se para dentro de si próprio: a culpa é exclusivamente sua se você confiou que uma pessoa com essas características seria fiel a você.


Marco Aurélio, em Meditações

Em minhas aventuras filosóficas do último ano, sempre retorno ao aforismo do abismo de Nietzsche: quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E, se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.

Todos nós temos os nossos abismos e, de acordo com a mensagem que o filósofo alemão nos passa, mesmo quando somos desafiados por esses abismos, é possível tirar o máximo valor das nossas tragédias pessoais. E ele fala isso sem romantizar o sofrimento; é algo mais como, já que eu não pude nem posso evitar isso, como posso tirar vantagem disso?

Para ele, a quantidade exata de tempo que uma pessoa deve olhar para o abismo consiste no período necessário para que ela consiga reconhecer e aceitar a realidade de sua dor, compreendendo-a e tirando as lições que devem ser tiradas. Em seguida, o indivíduo deve abandoná-la antes que ela o engula integralmente e o faça viver uma vida de ressentimento.

O ressentimento, quando nascido da fraqueza, não é mais prejudicial para ninguém que para o próprio indivíduo fraco; ao contrário daqueles fortes em espírito, para os quais o ressentimento é um sentimento supérfluo.

Os meus leitores que conhecem sabem a seriedade com que a minha Filosofia trava guerra contra os sentimentos de vingança e rancor.

Em meus momentos de decadência, proibi-me de tolerar os sentimentos acima porque eram prejudiciais; assim que recuperei o controle da minha vida suficientemente, porém, mantive-os proibidos, mas desta vez porque estavam abaixo de mim.

Nietzsche, em Ecce Homo


O ressentimento nos envenena e nos faz perder a chance de exercer a nossa vontade de potência, a nossa capacidade de fazer chover quando tudo parece árido. É preciso resistir em meio ao caos e ser corajoso para, mesmo diante das dificuldades e das incertezas, não aceitar qualquer coisa senão o quinhão que é nosso por direito.

Foto: Ilustração/Pixabay

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Sobre Gustavo Guedes, colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes colunista do Por Dentro do RN

Gustavo Guedes tem 29 anos, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve quando quer, o que quer e do jeito que bem entende. Mas se interessa pela área musical, por Astronomia, por Filosofia, pela boa política, por serpentes e tem uma simpatia por aviões; e tudo mais que o ajude a sair do tédio. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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O ouro negro na economia liberal e o olho gordo nas eleições de 2022, por Rogério Melo

O ouro negro na economia liberal e o olho gordo nas eleições de 2022, por Rogério Melo

Por Rogério Melo
Para o Por Dentro do RN

Após 95 dias de estabilidade nos preços no GLP (gás liquefeito de petróleo), na semana passada (8/10), a Petrobras anunciou reajuste de 7,8% no combustível que sai das refinarias. No caso da gasolina, a estabilidade dos preços foi de apenas 58 dias. Segundo a companhia petrolífera, os altos preços nos combustíveis refletem a elevação nos preços no mercado internacional, pressionados pelo crescimento da demanda mundial mediante uma oferta limitada, bem como da taxa de câmbio, em função da valorização do dólar no mercado global.

A partir do último sábado (9/10), o GLP da Petrobras sofreu um reajuste médio de R$ 0,26 por kg. Já a gasolina do tipo “A”, sofreu um reajuste médio de R$ 0,20 por litro, equivalente a 7,2% para suas distribuidoras. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acumulado dos últimos 12 meses até setembro, já alcançou o patamar dos 39,6%.

Desde 2016, a Petrobras acompanha a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional e do dólar. A decisão em alterar a política dos preços dos combustíveis no Brasil à época, baseada na política de paridade internacional (PPI), se deu por duas razões básicas: se desvencilhar da dependência do seu acionista majoritário, a União; e a perda de mercado no Brasil, em razão dos preços baixos dos combustíveis praticados no exterior.

A adoção da PPI também veio acompanhada do anúncio da redução dos preços dos combustíveis nas suas refinarias, o que não ocorria desde 2009 – ano em que a Petrobras reduziu os preços da gasolina e do diesel em 4,5% e 15%, respectivamente. Esperava-se que com tal decisão, seu impacto incidisse diretamente na redução de preços para o consumidor final, caso fosse repassada integralmente, puxando para baixo a inflação e elevando as expectativas de melhora da economia, segundo especialistas.

Mas, afinal, por que os preços dos combustíveis são tão altos no Brasil?

Primeiramente, é importante lembrar que o então presidente da Petrobras à época, Pedro Parente, deixou muito claro em uma coletiva de imprensa que a decisão da petroleira não levara em conta os impactos sobre a inflação nem sobre a economia brasileiras, e sim os interesses da própria companhia.

Em segundo lugar, a composição dos preços dos combustíveis que utilizamos todos os dias no país é resultante de uma longa e complexa cadeia produtiva que se inicia com a extração do óleo em águas profundas (até 7 mil metros de profundidade), passando pelas refinarias (dando origem aos seus derivados, diesel, gasolina e GLP), até chegar nas distribuidoras (que revendem aos consumidores por meio dos postos de distribuição).

De acordo com dados colhidos no período compreendido entre 3 e 9 de outubro de 2021, segundo o site da própria companhia, no caso da gasolina tipo “A”, a legislação brasileira prevê que a gasolina vendida (73%) nos postos deve ser misturada com Etanol Anidro (27%). Esse custo (R$ 1,04), que é definido livremente pelos seus produtores, se soma ainda a o preço de realização da Petrobras (R$ 2,05), aos custos e às margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores (R$ 0,63) e aos impostos devidos, ICMS (R$ 1,71), CIDE e PIS/PASEP e COFINS (R$ o PIS/PASEP 0,69) e o COFINS.

Excetuando o CIDE, todos os demais componentes do preço da gasolina sofrem variações em cada estado onde a Petrobras vende gasolina a distribuidores. O alto preço praticado nas bombas do Rio Grande do Norte só perde para o estado do Rio de Janeiro, onde os custos de ICMS e de realização da Petrobras são sensivelmente mais elevados.

Em se tratando do diesel automotivo vendido no Brasil (89%), este deve ser misturado com biodiesel (11%) – um combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, formando o óleo diesel “B”, que é revendido nos postos. A sua composição de preços segue o mesmo raciocínio da composição de preços da gasolina.

Ou seja, o custo de aquisição do biodiesel (R$ 0,66), se soma ainda o preço de realização da Petrobras (R$ 2,71), aos custos e às margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores (R$ 0,54) e aos impostos devidos, ICMS (R$ 0,77), CIDE e PIS/PASEP e COFINS (R$ 0,33). Excetuando o CIDE, o PIS/PASEP e o CONFINS, todos os demais componentes do preço da gasolina sofrem variações em cada estado onde a Petrobras vende gasolina a distribuidores, dentre os quais o RN não figura entre eles. O preço do diesel mais caro do país é o do estado do Pará (R$ 5,24), seguido pelo estado do Goiás (R$ 5,11).

Finalmente, em relação ao gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás de cozinha, No preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda estão incluídos os custos de realização da Petrobras (R$ 47,33), aos custos e às margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores (R$ 36,45) e o ICMS (R$ 14,89). Mais uma vez, o Rio Grande do Norte figura entre os preços mais caros (R$ 103,13), perdendo apenas para o estado do Pará (R$ 103,18).

Concluindo, poderíamos inferir que o grande problema que faz o combustível ficar caro é ter seu preço indexado ao valor do dólar. Como a política de preços internacionais impacta em 36% sobre o valor dos combustíveis, ou seja, parte do que o consumidor paga na bomba é em Dólar. A alta ou a baixa produção de petróleo tem estrita relação com sua oferta no mercado, bem como com a pressão sofrida pela alta ou baixa demanda pelos combustíveis, incidindo diretamente nos seus preços de mercado.

O fato é que o consumidor brasileiro além da sua baixa renda per capita, recebe seu salário numa moeda já demasiado desvalorizada em relação ao dólar, contribuindo de sobremaneira para redução do seu poder de compra e elevação descontrolada da inflação. Até onde isso vai parar? Aguardemos, em breve, o lançamento de um novo pacote econômico milagroso de cunho populista, haja vista que o próximo ano é de eleições presidenciais, e que está em poder do osso gordo, jamais quererá larga-lo, não é mesmo?

Foto: Ilustração/Pixabay

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Sobre Rogério Melo, que escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN

Coluna de Rogério Melo para o Por Dentro do RN (In Vino Veritas)

Rogério Melo tem 51 anos, é comunicador social, cientista social e mercadólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Também é mestrando em Ciência da Informação pela mesma instituição. Além disso, Rogério Melo escreve na coluna In vino veritas, no Por Dentro do RN, geralmente às sextas feiras; e comenta sobre os fatos políticos do RN e do Brasil. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar, por Alexandre Vitor (CAPA)

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar?, por Alexandre Vitor

Por Alexandre Vitor
Para o Por Dentro do RN

Sem ideias do que fazer no dia do Halloween? (lembre-se, é no dia 31 de outubro). Bom, a minha primeira dica é que você junte uma turma e saia por aí fantasiado. Se não for a sua vibe, vou dar então duas dicas de filmes para que você não passe em branco nesta data assustadora.

Para fugir um pouco dos filmes de terror durante o Halloween, que só servem para ficar com o coração na mão e com medo da própria sombra, por que não ver algo mais leve, hein? Então prepare sua pipoca e seus doces e veja essas indicações de filmes leves e divertidos.

HALLOWEENTOWN

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar, por Alexandre Vitor no Papiro É Louco

O filme se concentra na família Cromwell, em especial Marnie, uma adolescente que recebe a ilustre visita de sua avó na noite do Halloween. A garota descobre pertencer a uma linhagem antiga de bruxas e que precisa começar o seu treinamento a partir daquele instante, ou então perderá seus poderes para sempre. Para isso, ela e seus irmãos vão parar numa cidade muito diferente de onde vivem: Halloweentown.

Esse universo abriga monstros e seres mágicos, onde os doces ou travessuras nunca têm fim. Marnie também descobre que esse não foi o único motivo para ter sido recrutada, pois uma presença maligna promete tornar os dias na estranha cidade (e no mundo mortal) mais sombrios. Essa quadrilogia (sim, são quatro filmes, mas só indico o primeiro) tem todos os personagens conhecidos do imaginário fantástico: bruxas, vampiros, monstros e outros seres, e é um filme bem divertido e leve.

ABRACADABRA

O Halloween se aproxima. Vamos nos preparar?, por Alexandre Vitor

Um dos maiores clássicos do Halloween, este filme gira em torno do frustrado adolescente Max Dennison que, sem querer, acaba libertando um trio de bruxas na noite do Halloween. Para consertar a burrada e impedir que elas virem imortais, ele vai contar com a ajuda de sua crush Allisson e sua irmãzinha Dani.

Apesar de ser um filme bem clichê, é uma boa diversão em família. E conta com com duas atrizes bem conhecidas do público adulto: Bette Midler e Sarah Jessica Parker.

Caros seguidores do Por Dentro do RN, nestas semanas que antecedem o Halloween, pretendo falar um pouquinho mais sobre o assunto. Vejo vocês na próxima.

Foto: Reprodução

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Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN

Coluna de Alexandre Vitor no Por Dentro do RN

Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante.
O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RNconsidera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Feliz dia e muito obrigada, professores; por Ana Beatriz Amorim

Feliz dia e muito obrigada, professores; por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

Sem dúvida, minha mãe foi minha primeira professora, motivo de inspiração e confiança. Nos meus primeiros anos, me repassou as informações iniciais de uma vida que estava apenas começando. Conforme fui crescendo, outras pessoas passaram a fazer parte de minha vida, novas relações surgiram e hoje escrevo aqui para homenagear essas pessoas de fundamental importância durante minha formação, meus professores.

Professores estes que me auxiliaram na construção de minha imagem externa, diante do mundo, e interna, perante eu mesma. O professor é aquele que nos deixa crescer com nossos próprios passos, porém sempre pronto a nos oferecer auxílio.

O ensino do professor de forma alguma está restrito as quatro paredes. Pelo contrário, algumas lições são lembradas por toda uma vida. E esta mesma vida não deixa de ser uma escola, na qual, somos mutuamente, professores e alunos, pois mesmo quando ensinamos, aprendemos. Chegar à conclusão de uma graduação/pós-graduação é algo recompensador e gratificante, pois vários degraus foram percorridos nesta escadaria.

Durante a minha caminhada acadêmica, as dificuldades não foram poucas, os desafios foram muitos. Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. Muitas vezes me senti só, e, assim estive. Algumas vezes o desânimo quis contagiar, porém a garra e a força de vontade foram mais fortes, sobrepondo esse sentimento, fazendo-me seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho.

Agora ao olhar para trás, a sensação de dever cumprido se faz presente e posso constatar que as noites de sono perdidas, os longos tempos de leitura, a apuração da pauta, o correr para cumprir o deadline, a digitação, renderização, vetorização, discussão, a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não o conseguir, não foram em vão.

Ao corpo docente dos cursos de Jornalismo, Design Gráfico, Assessoria de Comunicação da Universidade Potiguar, e também aos professores do curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o meu parabéns e muito obrigada. Todos, juntos, formaram um time imbatível no momento de compreender, ter paciência e de mostrar os caminhos corretos da profissão.

Feliz dia e obrigada, professores. Hoje estou aqui como sobrevivente de uma long