O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

O que a gente é hoje é o que importa, por Ana Beatriz Amorim

Por Ana Beatriz Amorim
Para o Por Dentro do RN

A gente passa a vida com medo: medo de morrer, de ficar tempo demais no emprego errado, de não ter o colo dos amigos quando a gente mais precisa, de não fazer as viagens dos sonhos, de não conseguir comprar a casa própria, de não encontrar alguém para casar e ter filhos. De todos os medos, o que mais me aflige é o de não conseguir amar.

Porque vamos combinar: depois de um, dois, três corações partidos, fica fácil pensar que nada vai dar certo, que as relações viram DRs intermináveis que culminam em mágoas quase eternas. Nos livros, nos filmes, nas músicas que a gente passa o tempo todo lendo, vendo e ouvindo, todo mundo sofre por amor; e a gente acha lindo, se identifica, quer viver aquela avalanche de paixão, de tesão, de loucura.

Quando chega a vida real, todo mundo parece querer o conto de fadas, enxergando no outro a imagem da perfeição, alguém sem um passado que diga muito, alguém que mal tenha um presente (só se for com você) e cujo futuro esteja inevitavelmente atrelado ao seu e comece a ser planejado imediatamente.

Não, pessoal, menos! Vamos com calma! É preciso entender que a gente é a soma de tudo o que nós vivemos, principalmente de tudo o que vivemos com outras pessoas. São as histórias de amor que deixam a gente do jeito que é: às vezes mais madura, às vezes mais medrosa, às vezes mais otimista para buscar de novo, mas sempre diferente e mais experiente.

O que a gente é hoje é o que importa. A gente faz o que pode e, na maioria das vezes, é de todo o coração. Afinal, por mais que o medo insista em se instalar, ainda vale mais uma paixão louca do que um coração congelado.

Foto: Reprodução/Tatiana Pezzin

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Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN

Ana Beatriz Amorim

Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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