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Mulheres adultas ainda carregam feridas da infância, e isso pode estar afetando seus relacionamentos e autoestima

Mulheres adultas ainda carregam feridas da infância, e isso pode estar afetando seus relacionamentos e autoestima

Especialista explica como experiências emocionais da infância podem influenciar comportamentos comuns entre mulheres; a psicóloga e neuropsicóloga Candice Galvão analisa sinais como dificuldade em dizer não e medo de rejeição.

Mulheres adultas ainda carregam feridas da infância, e isso pode estar afetando seus relacionamentos e autoestima

Dificuldade em dizer não, medo de desagradar e necessidade constante de aprovação são comportamentos comuns entre muitas mulheres adultas, mas nem sempre são apenas traços de personalidade. Estudos científicos indicam que esses padrões podem ter origem em experiências emocionais vividas ainda na infância.

Pesquisas internacionais, como o estudo Adverse Childhood Experiences (ACEs), conduzido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), mostram que vivências negativas nos primeiros anos de vida podem aumentar o risco de ansiedade, baixa autoestima e dificuldades emocionais na vida adulta.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Candice Galvão, especialista em desenvolvimento emocional, muitas mulheres foram ensinadas desde cedo a priorizar as necessidades dos outros, deixando suas próprias emoções em segundo plano.

“Muitas mulheres cresceram ouvindo que precisavam ser fortes, compreensivas e agradáveis o tempo todo. Candice Galvão explica que isso faz com que, na vida adulta, sintam dificuldade em impor limites e se posicionar”, afirma.

Mulheres adultas ainda carregam feridas da infância, e isso pode estar afetando seus relacionamentos e autoestima
Mulheres adultas ainda carregam feridas da infância, e isso pode estar afetando seus relacionamentos e autoestima

Segundo Candice Galvão, um dos sinais mais comuns de feridas emocionais não resolvidas é a dificuldade em estabelecer limites saudáveis, especialmente em relacionamentos pessoais e profissionais.

“Muitas mulheres sentem culpa ao dizer ‘não’ ou ao se colocar em primeiro lugar. Candice Galvão destaca que esse comportamento costuma ter raízes em experiências da infância, quando suas emoções não foram ouvidas ou respeitadas”, explica.

Outro sinal frequente é o medo de rejeição. Estudos da área da psicologia indicam que experiências precoces de rejeição emocional podem gerar insegurança e ansiedade nos relacionamentos ao longo da vida.

“Quando a criança aprende que o amor pode ser retirado ou condicionado, ela cresce tentando agradar o tempo todo para não ser rejeitada. Candice Galvão alerta que isso pode levar a relações desgastantes e desequilibradas”, destaca.

A autocrítica exagerada também aparece como um dos reflexos mais comuns dessas experiências. Muitas mulheres adultas convivem com uma sensação constante de inadequação, mesmo diante de conquistas importantes.

“Muitas mulheres são extremamente exigentes consigo mesmas e têm dificuldade em reconhecer suas próprias conquistas. Candice Galvão explica que isso acontece porque aprenderam, ainda na infância, que precisavam ser perfeitas para serem valorizadas”, pontua.

Apesar dos impactos emocionais, Candice Galvão reforça que é possível transformar esses padrões ao longo da vida. O primeiro passo é reconhecer os sinais e compreender que comportamentos atuais podem estar ligados ao passado.

“O passado influencia, mas não precisa definir o futuro. Candice Galvão destaca que, quando a mulher entende sua própria história emocional, ela passa a se posicionar com mais segurança e constrói relações mais saudáveis”, conclui.

Para mais conteúdos, dicas e informações, acesse o perfil no Instagram: @candicegalvaopsicologia

Foto: Divulgação

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Hospital Infantil Varela Santiago fortalece cuidado à obesidade infantil em parceria com a UFRN

Hospital Infantil Varela Santiago fortalece cuidado à obesidade infantil em parceria com a UFRN

Parceria com a UFRN integra assistência, pesquisa e formação para aprimorar o cuidado à obesidade infantil.

Hospital Infantil Varela Santiago fortalece cuidado à obesidade infantil em parceria com a UFRN

O Hospital Infantil Varela Santiago tem ampliado a qualidade da assistência oferecida a crianças com obesidade por meio da integração entre o Núcleo de Tratamento da Obesidade Infantil (NTOI/HIVS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A iniciativa fortalece um modelo de cuidado que alia atendimento clínico, pesquisa científica e formação profissional, promovendo abordagens mais completas, atualizadas e eficazes.

A parceria permite que as práticas assistenciais adotadas pelo hospital sejam constantemente aprimoradas com base em evidências científicas recentes. Com isso, a instituição reforça o compromisso com um atendimento qualificado, seguro e alinhado às diretrizes mais atuais da saúde infantil.

Hospital Infantil Varela Santiago fortalece cuidado à obesidade infantil em parceria com a UFRN
Hospital Infantil Varela Santiago fortalece cuidado à obesidade infantil em parceria com a UFRN

O projeto conta com a atuação do MoVa – Grupo de Estudos em Movimento Humano e Saúde Vascular, da UFRN, envolvendo pesquisadores da pós-graduação e estudantes de iniciação científica. Eles participam diretamente das atividades do núcleo, desenvolvendo pesquisas a partir da vivência prática com os pacientes. Esse processo gera benefícios concretos no tratamento e possibilita que os resultados acadêmicos retornem à população assistida.

Além de contribuir para a melhoria da assistência, a iniciativa também impacta na formação de profissionais mais preparados para lidar com a complexidade da obesidade infantil. O contato direto com a realidade dos pacientes favorece o desenvolvimento de um olhar mais humanizado, interdisciplinar e comprometido com a promoção integral da saúde.

Para o Hospital Infantil Varela Santiago, a aproximação entre assistência e pesquisa representa um investimento estratégico. Ao integrar excelência clínica, produção de conhecimento e qualificação profissional, a instituição amplia sua contribuição no enfrentamento da obesidade infantil, beneficiando não apenas os pacientes atendidos pelo núcleo, mas toda a sociedade.

Foto: Divulgação

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Governo do RN corrige publicação e informa que contrato da Sesap é para serviços no Samu

Governo do RN corrige publicação e informa que contrato da Sesap é para serviços no Samu

Sesap informa que contrato de R$ 16,9 milhões não é para compra de eletrodomésticos, mas para serviços de mão de obra médica no Samu

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte informou que o contrato de R$ 16.973.880,00 firmado com a empresa Proseg Consultoria e Serviços Especializados não se refere à aquisição de eletrodomésticos, conforme havia sido publicado inicialmente no Diário Oficial do Estado.

De acordo com a pasta, a informação divulgada anteriormente decorreu de um erro no conteúdo do extrato oficial, que já foi identificado internamente e está em processo de correção. A secretaria afirmou que o contrato trata, na realidade, de uma licitação para contratação de serviços de mão de obra médica voltados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A publicação inicial indicava a contratação por inexigibilidade de licitação para aquisição de eletrodomésticos destinados ao atendimento das demandas de órgãos e entidades da administração pública estadual, com vigência de 12 meses, entre maio de 2026 e abril de 2027. O documento também informava que os recursos seriam provenientes do Sistema Único de Saúde e de impostos estaduais não vinculados.

Segundo a Sesap, no entanto, não há processo de aquisição de eletrodomésticos vinculado ao contrato firmado com a empresa mencionada. A secretaria esclareceu que a natureza do objeto contratual está relacionada à prestação de serviços médicos no âmbito do Samu.

Erro em publicação no Diário Oficial

A Sesap informou que o equívoco teve origem na publicação do Diário Oficial do Estado e que a correção já está sendo providenciada para garantir a precisão das informações divulgadas à população.

Na versão inicial do extrato, constava que a contratação havia sido realizada por inexigibilidade de licitação, modalidade prevista na Lei nº 14.133/2021 para situações em que não há possibilidade de competição entre fornecedores, como nos casos de fornecedor exclusivo ou objeto de natureza singular.

A mesma publicação indicava que o contrato teria como finalidade o fornecimento de eletrodomésticos por meio de sistema de registro de preços, além de apontar que a fiscalização ficaria a cargo de servidores vinculados ao Samu 192 do estado.

Com a retificação, a secretaria esclarece que o objeto do contrato não corresponde à aquisição de bens, mas à prestação de serviços, conforme descrito no processo licitatório relacionado à contratação de profissionais para atuação no atendimento de urgência e emergência.

Contrato e vinculação ao SAMU

De acordo com a nota oficial, o contrato firmado está vinculado à estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, com foco na disponibilização de mão de obra médica para atuação nas unidades do serviço no estado.

A Sesap informou que a contratação ocorreu por meio de processo licitatório regular, em conformidade com as normas vigentes para contratações públicas, diferentemente da informação inicialmente divulgada, que mencionava inexigibilidade de licitação para aquisição de produtos.

O valor do contrato, de R$ 16.973.880,00, permanece o mesmo informado anteriormente, sendo destinado à execução dos serviços previstos ao longo do período de vigência estabelecido no documento.

Esclarecimento oficial da Sesap

Em nota, a secretaria afirmou que o erro foi identificado pela equipe responsável e que as medidas necessárias foram adotadas para corrigir a publicação oficial. A pasta também destacou que permanece disponível para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Segundo o comunicado, não há relação entre o contrato em questão e aquisição de eletrodomésticos, reforçando que a finalidade da contratação está restrita aos serviços médicos no âmbito do Samu.

A Sesap informou ainda que a correção da publicação no Diário Oficial busca assegurar a transparência das informações e a adequada compreensão dos atos administrativos divulgados pelo governo estadual.

O caso segue com a atualização das informações oficiais, conforme indicado pela secretaria responsável pela gestão da saúde pública no estado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Criança sofre queimaduras após panela cair em casa na Zona Oeste de Natal

Criança sofre queimaduras após panela cair em casa na Zona Oeste de Natal

Menina de 2 anos sofre queimaduras após acidente com cuscuzeira em residência na Zona Oeste de Natal

Uma criança de dois anos sofreu queimaduras após um acidente doméstico ocorrido em uma residência no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. O caso aconteceu no último sábado (4) e passou a ter maior repercussão nesta sexta-feira (10), após atualização sobre o estado de saúde da paciente.

De acordo com as informações do caso, a criança foi atingida por uma cuscuzeira que caiu durante o preparo de alimentos na cozinha. O recipiente continha água aquecida, o que provocou lesões em diferentes partes do corpo. O acidente ocorreu enquanto a responsável pela criança realizava atividades domésticas e não percebeu a aproximação da menina ao ambiente.

A dinâmica registrada aponta que a criança teria acessado a cozinha e aberto a porta do forno do fogão, o que ocasionou o desequilíbrio da panela posicionada na parte superior. Com isso, o conteúdo aquecido caiu sobre a criança, resultando em queimaduras.

Atendimento médico e internação em unidade hospitalar

Após o ocorrido, a criança foi levada para atendimento em uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, transferida para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, referência no atendimento a casos de trauma no estado. Ela permaneceu internada em unidade de terapia intensiva por um período de seis dias.

Segundo as informações médicas, a paciente apresentou queimaduras de segundo grau no couro cabeludo e na face, além de lesões no tórax, dorso, membros superiores e membro inferior esquerdo. Após evolução do quadro clínico, a criança foi transferida da UTI para a enfermaria da unidade hospitalar, onde segue em acompanhamento.

O atendimento foi conduzido pelo Centro de Tratamento de Queimados da unidade, que acompanha casos de média e alta complexidade envolvendo lesões térmicas.

Circunstâncias do acidente doméstico

O acidente ocorreu dentro da residência da família, no momento em que a criança estava em outro ambiente da casa e se deslocou até a cozinha. A ausência de barreiras físicas entre os cômodos permitiu o acesso ao local onde estavam sendo preparados alimentos.

A sequência de ações que resultou no acidente envolveu a abertura do forno do fogão e a queda da panela com líquido aquecido. A situação resultou em queimaduras em várias regiões do corpo da criança, exigindo atendimento médico imediato.

Após o acidente, familiares realizaram os primeiros cuidados antes de buscar atendimento médico em unidade de saúde. Em seguida, houve encaminhamento para hospital de referência, onde a criança passou por avaliação especializada e acompanhamento contínuo.

Continuidade do tratamento e acompanhamento

Até a última atualização, a criança permanecia internada na enfermaria do Hospital Walfredo Gurgel, sem previsão definida de alta hospitalar. O tratamento segue com acompanhamento da equipe médica, incluindo cuidados com as lesões e monitoramento da evolução clínica.

A família informou necessidade de itens para continuidade do tratamento após a alta, incluindo materiais de uso diário relacionados aos cuidados com a paciente. As doações podem ser realizadas diretamente no Centro de Tratamento de Queimados da unidade hospitalar ou por meio de contato informado pelos responsáveis.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Por que a drenagem linfática virou tendência além da estética e ganhou espaço na saúde e no bem-estar

Por que a drenagem linfática virou tendência além da estética e ganhou espaço na saúde e no bem-estar

Com mais de três décadas de atuação, a especialista Rebeca Lemos explica por que a técnica deixou de ser apenas estética e passou a integrar protocolos de qualidade de vida.

Por que a drenagem linfática virou tendência além da estética e ganhou espaço na saúde e no bem-estar

A busca por procedimentos que vão além da estética e promovem bem-estar real tem crescido no Brasil. Nos últimos anos, aumentou a procura por técnicas que aliam estética e saúde, especialmente entre pessoas que buscam reduzir inchaço, retenção de líquido e desconfortos corporais do dia a dia. Entre elas, a drenagem linfática se destaca como uma das mais procuradas, não apenas pelos efeitos visuais, mas pelos benefícios diretos no organismo. Para a especialista Rebeca Lemos, esse movimento representa uma mudança clara no comportamento do público.

Antes associada quase exclusivamente a tratamentos estéticos, a drenagem passou a ocupar espaço também em protocolos de recuperação, relaxamento e equilíbrio corporal. De acordo com Rebeca Lemos, que atua há mais de 31 anos no setor, a técnica evoluiu acompanhando uma demanda crescente por resultados mais completos e personalizados.

“As pessoas não querem mais apenas resultados imediatos. Elas buscam algo que realmente traga benefício para o corpo como um todo, que ajude no inchaço, na retenção de líquido, na sensação de peso e até no estresse do dia a dia”, explica.

Com uma trajetória que inclui atuação no Rio de Janeiro, experiência internacional e formação de profissionais na área, Rebeca Lemos destaca que a drenagem ganhou força justamente por sua versatilidade. Hoje, pode ser adaptada para diferentes perfis, incluindo gestantes, pessoas em pós-operatório e pacientes com dores corporais recorrentes.

“A drenagem deixou de ser um procedimento isolado. Ela passou a ser integrada a outros cuidados, com uma abordagem mais completa. É possível direcionar a técnica conforme a necessidade de cada pessoa, seja para relaxamento, recuperação ou melhora estética”, afirma.

Esse olhar mais amplo sobre o corpo também tem impulsionado a evolução das técnicas. Profissionais da área vêm desenvolvendo métodos que combinam diferentes abordagens dentro de uma mesma sessão, potencializando os resultados e ampliando os benefícios da drenagem linfática.

Nesse contexto, ganha destaque o Método Rebeca Lemos, técnica autoral que integra drenagem linfática, manobras modeladoras e terapias relaxantes, associadas a recursos como bambuterapia, ventosas e pedras quentes. A proposta é tratar o corpo de forma global, respeitando suas particularidades e promovendo uma experiência mais completa.

Além dos benefícios físicos, outro fator que contribui para o crescimento da técnica é o impacto no bem-estar emocional. A rotina acelerada, o estresse e o aumento de queixas relacionadas à saúde mental têm levado mais pessoas a buscarem terapias que promovam relaxamento e reconexão com o próprio corpo.

Esse cenário também impulsiona a valorização de profissionais qualificados e de métodos estruturados, capazes de oferecer segurança e resultados consistentes.

Segundo Rebeca Lemos, esse é um caminho sem volta. “A tendência é que a estética continue caminhando junto com a saúde. Não existe mais essa separação tão rígida. O cuidado com o corpo passa, cada vez mais, por entender o organismo como um todo”, conclui.

Para mais informações, conteúdos e dicas, siga o perfil no Instagram: @rebecalemosclinica

Foto: Divulgação

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Natal registra aumento de SRAG e entra em nível de alerta, aponta Fiocruz

Natal registra aumento de SRAG e entra em nível de alerta, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta crescimento de SRAG em Natal e no Rio Grande do Norte

A cidade de Natal apresenta nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A informação consta no boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz.

De acordo com o levantamento, a capital potiguar está entre 11 cidades do país que se encontram nessa condição, o que indica aumento recente na circulação de vírus respiratórios. O cenário acompanha a tendência observada em nível estadual, onde o Rio Grande do Norte também aparece entre as unidades da federação com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento no longo prazo.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por quadros em que uma infecção respiratória evolui e compromete os pulmões, podendo levar à insuficiência respiratória. Entre os principais sinais estão febre alta, dificuldade para respirar e sensação de aperto no peito. Os dados do boletim indicam que a incidência da doença varia de moderada a muito alta entre diferentes faixas etárias.

Segundo a análise, há maior impacto em crianças de até dois anos de idade, enquanto os casos com desfecho mais grave são registrados com maior frequência entre idosos. O relatório também aponta que, no cenário nacional, 13 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta.

Estados da região Nordeste aparecem entre os destaques do levantamento, incluindo o Rio Grande do Norte, que apresenta probabilidade de crescimento dos casos acima de 75% nas últimas duas semanas. O dado reforça a tendência de aumento da circulação de vírus respiratórios no estado.

No detalhamento dos agentes associados aos casos de SRAG, o boletim indica comportamentos distintos. No estado potiguar, os casos relacionados à Influenza A já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda. Por outro lado, as ocorrências associadas ao Vírus Sincicial Respiratório seguem em elevação, especialmente entre crianças pequenas.

O levantamento reforça que a dinâmica de circulação dos vírus pode variar conforme a faixa etária e o período analisado, com impactos distintos na rede de saúde. A evolução dos casos é monitorada por meio de indicadores epidemiológicos que acompanham internações e registros hospitalares relacionados a síndromes respiratórias.

Entre as orientações para prevenção, estão a manutenção de hábitos relacionados à alimentação, atualização do calendário vacinal, além de medidas de proteção em situações de risco. A recomendação inclui evitar contato com pessoas com sintomas gripais, utilizar máscara quando necessário e manter a higienização frequente das mãos.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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CREF16/RN promove curso gratuito de Primeiros Socorros em Mossoró

CREF16/RN promove curso gratuito de Primeiros Socorros em Mossoró

A capacitação acontecerá no Centro Estadual de Educação Profissional Professor Francisco de Assis Pedrosa, das 08h30 às 14h30

O Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região (CREF16/RN), em parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Prefeitura Municipal de Mossoró, realizará nesta sexta-feira (17) o curso “Primeiros Socorros Aplicados à Educação Física”.

A capacitação acontecerá no Centro Estadual de Educação Profissional Professor Francisco de Assis Pedrosa, das 08h30 às 14h30, e será ministrada pelo professor Carlos Eduardo Rocha (CREF 000745-G/AL), graduado e mestre em Educação Física, com atuação no ensino superior e em equipe multiprofissional de reabilitação física funcional.

A iniciativa tem como objetivo capacitar profissionais e estudantes de Educação Física para atuação em situações de emergência, reforçando a importância do conhecimento técnico em primeiros socorros no contexto das práticas corporais e esportivas.

A inscrição será solidária, mediante a doação de um pacote de leite em pó, a ser entregue no dia do evento e pode ser realizada no https://shre.ink/Mossoró. A ação reforça o compromisso do CREF16/RN com a qualificação profissional e a promoção da segurança nas atividades físicas, contribuindo diretamente para a proteção da saúde da população.

Foto: Divulgação

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Zona Norte de Natal deve receber hospital veterinário com atendimento 24h

Zona Norte de Natal deve receber hospital veterinário com atendimento 24h

Hospital veterinário na Zona Norte de Natal terá atendimento 24 horas e gestão por organização social

A Prefeitura de Natal iniciou os preparativos para a implantação de um novo hospital veterinário público na Zona Norte da cidade. A iniciativa tem como objetivo ampliar o atendimento e estruturar ações voltadas ao bem-estar animal.

Para conduzir o processo, foi criada uma comissão multissetorial composta por servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. O grupo será responsável pela elaboração do edital de chamamento público que definirá a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela gestão da unidade.

O hospital veterinário será estruturado para funcionamento em regime de 24 horas, com atendimento voltado a casos de urgência e emergência. A proposta busca ampliar a oferta de serviços atualmente disponíveis no hospital veterinário da Ribeira, que opera em horário reduzido.

Hospital veterinário na Zona Norte terá gestão definida por edital

De acordo com o planejamento inicial, o edital de chamamento público deverá ser publicado ainda no mês de abril. O documento irá estabelecer critérios, prazos e exigências para participação das organizações interessadas na gestão do hospital.

Após a seleção da entidade, será firmado um termo de colaboração entre a organização escolhida e o município. Esse modelo define responsabilidades para a execução dos serviços e a operação da unidade.

A comissão responsável pelo processo terá atribuição de conduzir as etapas de elaboração do edital, análise das propostas e definição da entidade que ficará à frente da gestão do hospital veterinário.

Novo equipamento busca ampliar atendimento veterinário em Natal

A implantação do hospital veterinário na Zona Norte tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços veterinários gratuitos na cidade. A proposta considera a demanda existente por atendimento e a necessidade de descentralizar os serviços atualmente concentrados em outras regiões.

Com a nova unidade, a Prefeitura pretende ampliar a cobertura de atendimento, incluindo casos de urgência e emergência, e facilitar o acesso da população residente na Zona Norte.

A iniciativa integra ações voltadas à ampliação dos serviços públicos na área de proteção e cuidado com animais, com previsão de funcionamento contínuo e estrutura voltada ao atendimento veterinário.

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

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Lote de dipirona é suspenso pela Anvisa após desvio de qualidade

Lote de dipirona é suspenso pela Anvisa após desvio de qualidade

Anvisa determina recolhimento de dipirona após identificar material particulado em lote específico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml, apresentada em caixa com 100 ampolas de 2 ml de solução, produzido pela Hypofarma. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (8).

Além do recolhimento, a resolução também estabelece a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso do lote 24112378 do medicamento. A decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade relacionado à presença de material particulado não dissolvido, considerado estranho à formulação do produto.

De acordo com o texto publicado, a identificação desse tipo de irregularidade implica a retirada imediata do lote do mercado, como forma de cumprimento das normas sanitárias vigentes. A medida abrange todas as etapas da cadeia de fornecimento, incluindo a interrupção da venda e da utilização do produto pelos estabelecimentos que o adquiriram.

Lote de dipirona é suspenso após identificação de desvio de qualidade

A dipirona monoidratada 500 mg/ml é um medicamento utilizado em diferentes contextos clínicos, e a apresentação em ampolas é voltada para uso injetável. A presença de material particulado em soluções injetáveis é considerada uma não conformidade, conforme os padrões estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

A resolução da Anvisa especifica que o problema foi identificado em um lote específico do produto, sem indicação de extensão para outras produções. A determinação de recolhimento segue protocolos técnicos que exigem a retirada de produtos que apresentem qualquer desvio em relação às especificações de qualidade.

As medidas adotadas incluem o acompanhamento do recolhimento por parte da empresa responsável, além da comunicação aos estabelecimentos que possam ter recebido o lote afetado. O objetivo é garantir que o produto não permaneça em circulação.

Empresa informa que ocorrência é restrita a um lote

Em nota, a Hypofarma informou que a ocorrência apontada pela resolução está restrita a um único lote do medicamento. A empresa destacou que os demais produtos seguem os padrões técnicos e regulatórios exigidos pelas autoridades sanitárias.

Segundo o comunicado, a fabricante afirma que seus processos de produção atendem às exigências estabelecidas pelos órgãos competentes. A empresa também informou que mantém investimentos na modernização de seus processos produtivos e na incorporação de tecnologias industriais.

Ainda de acordo com a nota, essas iniciativas têm como foco o aprimoramento dos controles de qualidade e o acompanhamento das etapas de fabricação dos medicamentos.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Sesap nega retenção de macas como motivo para demora no socorro a motociclista na Roberto Freire

Pasta afirma que alegação de indisponibilidade por retenção de macas não corresponde à realidade registrada oficialmente

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) se pronunciou sobre o caso do motociclista que morreu após um acidente na Avenida Roberto Freire, em Natal, e contestou informações divulgadas durante a ocorrência sobre a suposta falta de macas no sistema de atendimento.

O que diz a Sesap sobre as macas

Segundo a pasta, não procede a justificativa de que o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estaria com macas retidas a ponto de impedir o atendimento por parte do Samu. De acordo com a verificação feita pela própria secretaria, havia quatro macas disponíveis na unidade no momento do ocorrido — duas vinculadas ao Samu Natal e duas ao Samu RN.

A Sesap informou que os dados foram confirmados por meio do sistema do plantão administrativo e também junto à direção do hospital. Com isso, o órgão afirma que a alegação de indisponibilidade por retenção de macas não corresponde à realidade registrada oficialmente.

Repercussão do caso

O caso ganhou repercussão após relatos de demora no socorro e de dificuldades operacionais no atendimento de urgência. A morte do motociclista levantou questionamentos sobre a capacidade de resposta do sistema, especialmente diante de denúncias de sobrecarga e limitações estruturais.

Nota de esclarecimento da Sesap

Em nota, a Sesap esclareceu que, ao contrário do que foi informado durante a ocorrência registrada na noite anterior, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel contava com apenas duas macas do Samu na unidade pertencentes ao Samu Natal (responsabilidade do município de Natal) e duas ao Samu RN (responsabilidade do Governo do Estado do RN).

A informação foi devidamente verificada por meio do sistema do plantão administrativo e confirmada junto à direção da unidade, não correspondendo, portanto, à justificativa apresentada de indisponibilidade de macas por retenção no Hospital Walfredo Gurgel como motivo para o não atendimento da ocorrência por parte do Samu Natal.

Posicionamento final da secretaria

Por fim, a secretaria lamentou o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares da vítima, reiterando o compromisso dos profissionais da rede pública de saúde com o atendimento à população. O Governo do RN e a Sesap se solidarizaram com familiares e amigos neste momento de dor. A secretaria permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Foto: Breno Esaki/Agência Saude

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Com macas do SAMU retidas no Walfredo Gurgel, motociclista morre em acidente em Natal por demora no socorro

Com macas do SAMU retidas no Walfredo Gurgel, motociclista morre em acidente em Natal por demora no socorro

Relatos indicam que ambulância não foi enviada inicialmente devido à retenção de macas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, comprometendo o atendimento ao motociclista na avenida Engenheiro Roberto Freire

Um acidente de trânsito registrado na avenida Engenheiro Roberto Freire, na zona sul de Natal, na noite desta terça-feira (7), resultou na morte de um motociclista e trouxe à tona a retenção de macas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel como fator que impactou diretamente o atendimento de urgência. O caso foi divulgado pelo VIA CERTA NATAL.

De acordo com relatos colhidos no local, a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não foi enviada inicialmente porque não havia maca disponível. A indisponibilidade ocorreu em razão da permanência das macas das viaturas no Hospital Walfredo Gurgel, o que impede o retorno das ambulâncias às ruas para novos atendimentos.

Testemunhas descreveram um cenário de espera prolongada por suporte médico avançado. Um familiar da vítima relatou a situação no momento do acidente e associou diretamente a demora ao bloqueio de macas no hospital.

“O SAMU não vinha porque não tinha maca. O Walfredo Gurgel está com as macas todas presas. Meu irmão morreu aqui no chão esperando por uma maca que estava presa no hospital”, afirmou.

Policiais militares que atenderam a ocorrência realizaram o isolamento da área e controlaram o fluxo de veículos na via, considerada uma das principais da zona sul da capital. Durante o atendimento, houve tentativas de acionamento do SAMU, mas a liberação da ambulância foi condicionada à disponibilidade de maca.

Profissionais que acompanharam a ocorrência relataram que a central de regulação enfrenta dificuldades frequentes relacionadas à retenção de macas. Segundo um dos relatos, a resposta recebida ao solicitar a ambulância foi direta.

“A gente liga e a resposta é sempre a mesma: não tem viatura disponível porque as macas estão presas com pacientes no Walfredo. Enquanto isso, as pessoas morrem na rua esperando”, disse uma testemunha.

A retenção de macas ocorre quando o Hospital Walfredo Gurgel, operando acima da capacidade, utiliza as macas das ambulâncias para acomodar pacientes nos corredores. Com isso, as viaturas permanecem impossibilitadas de retornar ao atendimento externo, reduzindo a disponibilidade de unidades móveis em circulação.

Após a liberação de uma equipe de suporte avançado, o motociclista foi colocado na ambulância e recebeu atendimento. Foram realizadas manobras de reanimação, mas o óbito foi confirmado ainda dentro do veículo de emergência.

Um popular que participou do isolamento inicial descreveu a condição da vítima durante a espera pelo atendimento.

“Ele ainda estava vivo, estava respirando. Demorou muito. Se a ambulância tivesse chegado 15 minutos antes, talvez ele tivesse uma chance. É um absurdo a pessoa morrer porque o hospital não devolve a maca do SAMU.”

De acordo com a equipe médica, o estado clínico era considerado crítico, e o tempo de resposta é um fator determinante em ocorrências envolvendo traumas graves. A ausência de intervenção em tempo adequado compromete as chances de sobrevivência em casos dessa natureza.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia para a realização dos exames necroscópicos. A dinâmica do acidente ainda será analisada por meio de perícia.

Familiares da vítima informaram que buscarão esclarecimentos sobre a demora no atendimento. “Isso não pode ficar assim. Não foi só o acidente, foi o descaso. Meu irmão foi vítima de um sistema que não funciona”, declarou.

Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades de saúde sobre a quantidade de ambulâncias com macas retidas no Hospital Walfredo Gurgel no período da ocorrência. O trânsito na região foi normalizado após a retirada do corpo e do veículo envolvido.

Foto: Reprodução

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Gestão Nilda: Moradores relatam falta de remédios em Parnamirim

Gestão Nilda: Moradores relatam falta de remédios em Parnamirim

Postagem reúne relatos sobre falta de medicamentos e dificuldades de acesso a serviços de saúde no município

Uma publicação em rede social trouxe à tona relatos sobre a falta de medicamentos no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O conteúdo foi divulgado por meio de um perfil local e apresenta uma denúncia atribuída a uma moradora, que questiona a ausência de remédios na rede pública de saúde e menciona dificuldades enfrentadas para dar continuidade a tratamentos.

Na imagem compartilhada, a autora da denúncia relata que necessita de remédios e afirma não saber como proceder diante da situação. O texto também faz referência ao secretário municipal de Saúde e à prefeita do município, Nilda Cruz (Solidariedade), apontando insatisfação com a gestão e mencionando a falta de assistência no acesso aos insumos. A publicação indica ainda que outras pessoas estariam enfrentando dificuldades semelhantes.

Após a divulgação, o conteúdo passou a receber comentários de outros usuários, que também relataram experiências relacionadas ao tema. Entre as manifestações, há menções a gastos mensais com medicamentos adquiridos de forma particular, em razão da indisponibilidade na rede pública. Usuários citam condições de saúde que exigem uso contínuo de remédios e destacam dificuldades para obtenção pelo Sistema Único de Saúde.

Outros comentários abordam a ausência de determinados serviços especializados no município, incluindo atendimentos nas áreas de psicologia, psiquiatria e terapias ocupacionais. Há também referências à necessidade de acompanhamento para casos específicos, com menção à busca por atendimento em outras localidades ou à dificuldade de acesso na própria rede municipal.

A denúncia apresentada na publicação não detalha quais medicamentos estariam em falta nem especifica unidades de saúde envolvidas. Ainda assim, os relatos reunidos nos comentários indicam a percepção de usuários sobre dificuldades no acesso a insumos e serviços no município.

Até o momento da publicação do conteúdo, não há informação de posicionamento oficial apresentado no material compartilhado na rede social em relação às situações relatadas pelos usuários.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Hospital Severino Lopes retoma atendimentos psiquiátricos pelo SUS em Natal

Hospital Severino Lopes retoma atendimentos psiquiátricos pelo SUS em Natal

Retomada ocorre após reunião com a Secretaria de Saúde e previsão de novo contrato para manutenção dos serviços

O Complexo de Saúde Professor Severino Lopes retomou, nesta terça-feira, dia 7, os atendimentos psiquiátricos para novos pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde em Natal. A unidade havia suspendido a admissão de novos casos na semana anterior em razão da ausência de repasses financeiros por parte da prefeitura, situação que se estendia desde outubro de 2025.

A retomada dos atendimentos ocorreu após reunião realizada na segunda-feira, dia 6, entre a direção da unidade e a Secretaria Municipal de Saúde. No encontro, ficou definida a previsão de assinatura de um novo contrato entre as partes, com expectativa de formalização até a sexta-feira, dia 11.

Durante o período de suspensão, os leitos destinados a novos pacientes permaneceram bloqueados, afetando pessoas que aguardavam por internação em unidades de pronto atendimento da capital e também de outras regiões do estado. O hospital mantém 120 leitos voltados exclusivamente ao atendimento pelo SUS.

A interrupção na admissão de novos pacientes ocorreu devido à ausência de contrato vigente entre a unidade e o município. O vínculo anterior não foi renovado dentro do prazo, o que resultou na impossibilidade de continuidade formal da prestação de serviços para novos atendimentos.

Mesmo sem a formalização contratual, a unidade manteve o funcionamento por cerca de seis meses, período em que continuou prestando atendimento aos pacientes já internados. Nesse intervalo, não houve interrupção no tratamento dos casos em acompanhamento.

A ausência de repasses financeiros impactou a manutenção das atividades, especialmente no que se refere à estrutura necessária para o funcionamento do hospital. O custo mensal da unidade é estimado em R$ 500 mil, valor que cobre despesas com equipe médica, aquisição de medicamentos e serviços relacionados ao funcionamento hospitalar.

Com o avanço das tratativas entre a direção da unidade e a Secretaria Municipal de Saúde, foi iniciado processo administrativo com o objetivo de viabilizar a celebração de um novo contrato. A proposta apresentada pela instituição contempla a manutenção dos 120 leitos destinados ao SUS.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que não havia recebido comunicação formal sobre a suspensão dos atendimentos psiquiátricos. O órgão também apontou que a não renovação do contrato anterior ocorreu em razão de questões relacionadas à documentação da entidade contratada.

Ainda segundo a Secretaria, os serviços prestados após o término do contrato passaram a ser passíveis de pagamento por meio de processo indenizatório. Foram realizados pagamentos parciais referentes ao mês de outubro de 2025, além da abertura de processos administrativos para quitação de serviços prestados nos meses de novembro e dezembro de 2025, bem como janeiro de 2026.

O processo em andamento também inclui a análise de proposta encaminhada pela unidade para continuidade da prestação dos serviços. A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue em diálogo com a instituição para viabilizar a formalização do novo contrato, respeitando os trâmites administrativos necessários.

A retomada dos atendimentos para novos pacientes ocorre enquanto o processo de contratação segue em andamento, com previsão de definição formal nos dias seguintes à reunião entre as partes.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN registra 858 acidentes com escorpiões em 2026 e Sesap orienta população

RN registra 858 acidentes com escorpiões em 2026 e Sesap orienta população

Dados do Ciatox apontam ocorrências no início de 2026 e reforçam medidas de prevenção, sinais de alerta e procedimentos em caso de picada

O Rio Grande do Norte registrou 858 acidentes com escorpiões entre janeiro e o início de março de 2026, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública. Ao longo de todo o ano de 2025, foram contabilizadas 5.756 ocorrências no estado.

Diante desse cenário, a Sesap, por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte, divulgou orientações à população sobre prevenção, identificação de sintomas e procedimentos a serem adotados em caso de acidentes com escorpiões.

Segundo as orientações, o atendimento inicial deve ser realizado em unidades de pronto atendimento. Nos casos em que houver indicação do uso de soro antiescorpiônico, o paciente é encaminhado para uma unidade de referência.

Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor no local, ardência e dormência. Com a evolução do quadro, podem surgir manifestações como dor abdominal, náuseas, vômitos, sudorese e agitação. Crianças com até 10 anos e pessoas idosas estão entre os grupos considerados de maior risco para complicações.

A recomendação é que, após o acidente, a vítima procure atendimento médico imediato. Também é orientado o contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica, por meio dos telefones disponibilizados, para receber orientações da equipe de plantão.

Entre as medidas indicadas após a picada estão a lavagem do local com água e sabão, a manutenção da calma da vítima e a busca por atendimento médico. Caso seja possível, a orientação é obter uma imagem do escorpião para auxiliar na identificação do animal.

Por outro lado, a Sesap destaca práticas que não devem ser adotadas. Não é recomendado sugar o veneno, realizar torniquete, manusear o escorpião ou aplicar substâncias sobre a lesão, pois essas ações podem agravar o quadro clínico.

No campo da prevenção, as orientações incluem examinar calçados e roupas antes do uso, fechar frestas e buracos em paredes e evitar o acúmulo de lixo e entulhos em ambientes domésticos. A redução da presença de insetos, como baratas e cupins, também é indicada, uma vez que esses animais servem de alimento para escorpiões.

Outra medida recomendada é a preservação de predadores naturais, como corujas, sapos, lagartixas e galinhas, que contribuem para o controle da população de escorpiões.

As orientações divulgadas pelo Ciatox integram as ações de monitoramento e prevenção desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, com o objetivo de reduzir a ocorrência de acidentes e orientar a população sobre os procedimentos adequados em situações envolvendo escorpiões.

Foto: Marcelo Soares

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Operação heavy pen: PF e Anvisa cumprem mandados no RN contra medicamentos falsos para emagrecer

RN tem mandados em operação que cumpre 45 buscas em 11 estados

A Polícia Federal, com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen. O Rio Grande do Norte está entre os 11 estados que recebem ações da investigação, que visa reprimir a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além da realização de 24 ações de fiscalização. Além do Rio Grande do Norte, as diligências ocorrem nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e comercialização irregular de substâncias de uso injetável.

Operação no RN e nos demais estados mira semaglutida e tirzepatida

As ações concentram-se, especialmente, em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.

Durante as diligências no RN e nos demais estados, também são fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

Os elementos colhidos subsidiarão investigações em curso. As condutas investigadas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.

Foto: Divulgação/PF

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Problemas em Parnamirim incluem superlotação na UPA, falta de medicamentos e falhas na educação

Problemas em Parnamirim incluem superlotação na UPA, falta de medicamentos e falhas na educação

Relatos apontam dificuldades no acesso à saúde, escassez de remédios e atrasos na rede municipal de ensino

Problemas em Parnamirim vêm sendo relatados por moradores em diferentes áreas dos serviços públicos, com destaque para saúde e educação. As denúncias apontam falhas no atendimento em unidades de saúde, escassez de medicamentos e atrasos na entrega de itens escolares, afetando diretamente famílias que dependem da rede municipal.

Os relatos envolvem situações recorrentes enfrentadas por moradores, incluindo dificuldades de acesso a atendimento especializado e interrupções no fornecimento de insumos essenciais para tratamentos contínuos.

Superlotação na UPA e dificuldades no atendimento especializado

A Unidade de Pronto Atendimento de Parnamirim é apontada como um dos principais pontos de dificuldade. Segundo relatos, a unidade opera com capacidade acima do limite, o que impacta o acolhimento de pacientes que necessitam de atendimento imediato.

A situação é considerada ainda mais complexa em casos de crianças com necessidades específicas, como transtornos psicológicos ou neurológicos. Famílias relatam dificuldades para acessar profissionais especializados, como neuropediatras, o que leva à busca por atendimento na rede privada.

Esse cenário gera custos adicionais para as famílias, que passam a arcar com consultas particulares e aquisição de medicamentos. Em alguns casos, responsáveis relatam preocupação com o risco de contaminação em ambientes com grande circulação de pessoas, especialmente para pacientes com imunidade reduzida.

Falta de medicamentos compromete tratamentos contínuos

Outro ponto recorrente nas denúncias é a escassez de medicamentos na rede pública municipal. Moradores relatam que remédios utilizados para controle de quadros clínicos não estão disponíveis nas farmácias das unidades de saúde.

A ausência desses medicamentos leva à interrupção de tratamentos ou à necessidade de compra por conta própria. Em alguns casos, famílias recorrem a empréstimos financeiros para manter o tratamento, diante da indisponibilidade dos itens na rede pública.

O problema atinge diferentes bairros do município, impactando pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde para acompanhamento regular.

Atrasos na entrega de fardamento e material escolar

Na área da educação, os relatos indicam atrasos na distribuição de fardamento e material escolar. Em diversas unidades da rede municipal, os alunos ainda não receberam os uniformes completos, mesmo após o início do ano letivo.

O cronograma de entrega de materiais e do benefício via cartão educativo também apresenta atraso. Em muitos casos, os responsáveis adquiriram os itens com recursos próprios para evitar prejuízos ao início das aulas.

A situação tem sido associada a falhas na organização logística da distribuição, o que impacta o planejamento das famílias e o funcionamento das atividades escolares.

Atendimento no CAPS e falta de suporte multidisciplinar

O atendimento no Centro de Atenção Psicossocial também é citado nas denúncias. Usuários do serviço relatam falta de profissionais e dificuldades no acesso ao acompanhamento adequado.

A ausência de suporte multidisciplinar compromete o atendimento a crianças e adolescentes que necessitam de acompanhamento contínuo. As queixas incluem limitações no número de profissionais disponíveis e dificuldades no atendimento aos usuários.

Os relatos apresentados por moradores indicam um conjunto de problemas que afetam o acesso a serviços públicos essenciais em Parnamirim.

Foto: Reprodução

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Ex-BBB volta a trabalhar no interior do RN após eliminação

Ex-BBB volta a trabalhar no interior do RN após eliminação

Participante do BBB26 retoma atendimentos em Jucurutu e compartilha rotina nas redes sociais

O ex-participante do BBB26, Marcelinho, retomou a rotina profissional como médico no Rio Grande do Norte após a eliminação do programa. O retorno aos atendimentos foi registrado em publicações feitas nas redes sociais na quarta-feira (1º).

Nas imagens divulgadas, ele aparece se preparando para o trabalho e comentando sobre o deslocamento até o município de Jucurutu, onde realiza atendimentos. O médico destacou o trajeto e a organização para cumprir os horários de atendimento.

Atendimentos são realizados em Jucurutu

Marcelinho voltou a atuar no interior do estado, realizando atendimentos médicos na cidade de Jucurutu. O profissional compartilhou momentos da rotina, incluindo o início do dia de trabalho e o deslocamento até o local de atendimento.

Durante as publicações, ele mencionou a importância de manter a pontualidade nos atendimentos e registrou o retorno às atividades após a participação no reality show.

Ex-participante relata reconhecimento após o programa

Após encerrar a agenda de atendimentos, o médico voltou a utilizar as redes sociais para comentar sobre a repercussão da participação no programa. Segundo ele, o reconhecimento do público tem ocorrido em diferentes locais.

O ex-participante relatou que tem recebido manifestações de apoio e mensagens de seguidores, incluindo relatos de pessoas que afirmam ter se identificado com sua trajetória.

Participação no BBB e repercussão nas redes

Marcelinho também comentou sobre a experiência no reality show e a visibilidade obtida durante o período no programa. Ele afirmou que gostaria de ter apresentado mais aspectos de sua personalidade durante a participação.

O médico destacou que representar sua cidade e o estado durante o programa fez parte de sua experiência. Após a saída do reality, ele segue compartilhando conteúdos sobre a rotina profissional e a interação com o público.

Foto: Reprodução

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Serviço de hemodiálise é retomado no Vale do Açu após fechamento de clínica em Mossoró

Serviço de hemodiálise é retomado no Vale do Açu após fechamento de clínica em Mossoró

Mais de 130 pacientes passam a ser atendidos em Assú após mudanças no serviço regional

O atendimento de hemodiálise no Vale do Açu foi retomado com a operação de uma nova clínica localizada no município de Assú. A medida atende mais de 130 pacientes da região, que passaram a ser direcionados para a nova unidade após mudanças no funcionamento do serviço em Mossoró.

A reorganização do atendimento ocorre em caráter emergencial, com o objetivo de garantir continuidade no tratamento dos pacientes que dependem da hemodiálise.

Mudança ocorre após ocorrência registrada em Mossoró

A alteração no fluxo de atendimento foi adotada após a ocorrência registrada no dia 24 de março, quando duas pacientes residentes em Assú morreram durante procedimento realizado no Centro de Diálise de Mossoró (CDM). Os óbitos ocorreram após a paralisação de equipamentos durante o atendimento.

Equipes de fiscalização estiveram na unidade e iniciaram análise preliminar para apurar as circunstâncias. Entre as hipóteses levantadas está a possibilidade de contaminação da água utilizada no processo de hemodiálise. A qualidade da água está sendo submetida à análise laboratorial.

Nova unidade em Assú recebe pacientes da região

A nova clínica em Assú passou por processos de regularização antes do início das atividades. A unidade recebeu alvarás do município e do estado, além de habilitação junto ao Ministério da Saúde.

Com a retomada do serviço na cidade, pacientes do Vale do Açu deixam de realizar deslocamentos para Mossoró e, em alguns casos, para outros municípios, como Caicó, onde vinham sendo atendidos após a ocorrência registrada no mês anterior.

Histórico do serviço de hemodiálise em Assú

O atendimento de hemodiálise em Assú havia sido interrompido há pouco mais de dois anos, após um incêndio na antiga clínica no final de 2023. Desde então, os pacientes da região passaram a ser atendidos em outras cidades.

A reativação do serviço ocorre com a nova estrutura, que passa a concentrar o atendimento dos pacientes da região do Vale do Açu.

Atendimento passa a ser realizado na própria região

Com a nova organização, os pacientes passam a contar com atendimento mais próximo de suas residências, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras cidades. A medida altera a logística de atendimento na região, com concentração dos procedimentos na unidade instalada em Assú.

O fluxo de pacientes foi reorganizado para atender a demanda regional, com base na capacidade da nova clínica.

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília/Ilustração

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Complexo de saúde Severino Lopes interrompe serviços do SUS por atraso de pagamentos da prefeitura de Natal

Complexo de saúde Severino Lopes interrompe serviços do SUS por atraso de pagamentos da prefeitura de Natal

Suspensão de atendimentos psiquiátricos em Natal ocorre por ausência de contrato e atraso nos repasses públicos

O Complexo de Saúde Professor Severino Lopes, unidade de referência em saúde mental no Rio Grande do Norte, voltou a suspender os atendimentos psiquiátricos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na manhã desta quinta-feira (2). A unidade está localizada no bairro de Barro Vermelho, em Natal.

A paralisação dos serviços ocorre em razão da ausência de contrato vigente com o poder público e da falta de pagamentos por parte da Prefeitura de Natal, com débitos em aberto desde outubro de 2025.

Falta de contrato e atraso nos pagamentos motivam suspensão

De acordo com a Sociedade Professor Heitor Carrilho, responsável pela unidade, a situação tornou inviável a continuidade da assistência sob os pontos de vista jurídico, financeiro e operacional.

A instituição informou que, sem respaldo contratual e sem a regularização dos repasses, não há condições de manter o funcionamento pleno dos serviços prestados à população.

Ainda segundo a unidade, houve sinalizações por parte da gestão municipal quanto à regularização dos valores em atraso e à formalização de um novo contrato. No entanto, até o momento, as medidas não foram efetivadas e os débitos seguem em aberto.

Impacto na equipe médica e no atendimento aos pacientes

A suspensão também está relacionada às dificuldades na manutenção das equipes médicas. A incerteza quanto aos pagamentos tem impactado diretamente a composição das escalas de profissionais, comprometendo a continuidade do atendimento.

A instituição destacou que a decisão não possui caráter de pressão, sendo consequência direta da impossibilidade de manter os serviços nas condições atuais.

Unidade é referência em saúde mental no estado

O Complexo de Saúde Professor Severino Lopes é considerado uma das principais referências em psiquiatria no Rio Grande do Norte, atendendo pacientes de diversas regiões por meio do SUS.

Até o momento, não há previsão para a retomada dos atendimentos psiquiátricos na unidade.

Secretaria de saúde ainda não se manifestou

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal ainda não prestou esclarecimentos sobre a situação. O espaço segue aberto para posicionamento oficial sobre o caso.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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ABRIL AZUL: Projeto TEAmar leva ações de conscientização sobre o autismo a instituições de Mossoró

ABRIL AZUL: Projeto TEAmar leva ações de conscientização sobre o autismo a instituições de Mossoró

Estão previstas atividades lúdicas, além de orientações psicológicas e nutricionais, na APAE e no CER

ABRIL AZUL: Projeto TEAmar leva ações de conscientização sobre o autismo a instituições de Mossoró

O projeto “TEAmar” realiza uma programação especial durante o Abril Azul, campanha de conscientização sobre o autismo, com atividades lúdicas e orientações psicológicas e nutricionais voltadas a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus responsáveis. A iniciativa é da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima.

O TEAmar oferece apoio multidisciplinar a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo estímulos motores, atividades pedagógicas, orientações nutricionais e suporte psicológico para os participantes e seus responsáveis.

As ações terão início nesta quarta-feira (1º), a partir das 7h30, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em celebração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Já na quarta-feira (8), a partir das 8h, os alunos e docentes envolvidos no projeto TEAmar participam de uma celebração de Páscoa no Centro Especializado em Reabilitação (CER).

Nesta edição, o projeto conta com a participação de alunos e professores dos cursos de Nutrição, Enfermagem, Fisioterapia, Educação Física, Biomedicina, Direito e Psicologia. “Com o crescimento do projeto, ampliamos sua atuação e fortalecemos o papel social da universidade, levando conscientização sobre o autismo e promovendo ações que unem conhecimento acadêmico e cuidado com a comunidade”, destaca a professora e coordenadora do TEAmar, Mayara Martins.

Foto: Divulgação

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Greve em hospitais universitários do RN afeta consultas e cirurgia

Greve em hospitais universitários do RN afeta consultas e cirurgia

Consultas e exames são afetados por greve em hospitais universitários

A greve de servidores vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) já provoca impactos no atendimento em hospitais universitários do Rio Grande do Norte. A paralisação foi iniciada na última segunda-feira (30) e afeta consultas, exames e cirurgias eletivas, que passaram a funcionar de forma parcial.

No estado, o movimento atinge unidades como o Hospital Universitário Onofre Lopes, a Maternidade Escola Januário Cicco e o Hospital Universitário Ana Bezerra. Apesar da paralisação, os trabalhadores mantêm equipes mínimas para assegurar o funcionamento de serviços considerados essenciais, como unidades de terapia intensiva.

A greve tem caráter nacional e foi aprovada em assembleias realizadas em mais de 45 hospitais da rede administrada pela Ebserh. Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão o reajuste salarial e a reposição de perdas acumuladas, estimadas em cerca de 25%, além de melhorias em benefícios, como o vale-alimentação.

Com a redução das atividades, pacientes já enfrentam alterações no atendimento. Consultas e exames estão sendo remarcados, em alguns casos com previsão de realização em prazos mais longos. Usuários do Sistema Único de Saúde relatam dificuldades para dar continuidade a tratamentos, especialmente aqueles que dependem exclusivamente da rede pública.

De acordo com representantes do movimento, a paralisação ocorre após um período de dois anos de negociações sem avanços. A categoria informou que rejeitou proposta apresentada com base na inflação e mantém a reivindicação por medidas que contemplem as demandas apresentadas.

Enquanto a greve segue em andamento, não há previsão para a retomada integral dos atendimentos nas unidades afetadas.

Foto: Cícero Oliveira/AgecomUFRN

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Serviços de saúde em Natal têm mudanças na Semana Santa 2026; veja horários

Serviços de saúde em Natal têm mudanças na Semana Santa 2026; veja horários

Funcionamento da saúde em Natal na Semana Santa 2026 mantém urgência e suspende atendimentos eletivos

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) divulgou o funcionamento dos serviços de saúde durante a Semana Santa 2026, considerando o ponto facultativo da quinta-feira (2), conforme o Decreto nº 13.687, e o feriado da Sexta-feira da Paixão, no dia 3 de abril. A organização dos atendimentos prevê a manutenção dos serviços essenciais e a suspensão temporária de unidades voltadas a atendimentos eletivos e administrativos.

Durante o período, a rede municipal assegura o funcionamento contínuo das unidades de urgência e emergência, enquanto outros serviços terão as atividades interrompidas, com retorno programado para a segunda-feira (6).

Serviços de urgência funcionam normalmente na Semana Santa em Natal

Os serviços essenciais de saúde em Natal manterão atendimento regular durante toda a Semana Santa 2026. Estão incluídas as maternidades, hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU Natal), a Unidade Mista de Mãe Luiza e o Pronto-Socorro Infantil de Brasília Teimosa.

O atendimento às urgências odontológicas também seguirá sem interrupção no Centro de Referência Odontológica Dr. Morton Mariz (CRO), garantindo assistência à população durante os dias de ponto facultativo e feriado.

A manutenção desses serviços segue o modelo de funcionamento contínuo, com equipes organizadas em regime de plantão para atender demandas de urgência e emergência.

Unidades básicas e serviços especializados suspendem atendimento

Os serviços considerados eletivos e administrativos não funcionarão na quinta-feira (2) e na sexta-feira (3). A suspensão inclui os setores administrativos do nível central da Secretaria Municipal de Saúde, os Distritos Sanitários e as Unidades Básicas de Saúde.

Também estarão fechados os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o Ambulatório Transexual e Travesti de Natal (TT), o Centro de Convivência e Cultura (CECCO), as Academias da Saúde e as Policlínicas. Esses serviços retomam o atendimento ao público na segunda-feira (6), seguindo o horário habitual.

A medida segue o calendário oficial do município para o período da Semana Santa, com ajustes no funcionamento dos serviços não essenciais.

Vacinação tem horários alterados durante a Semana Santa em Natal

Os pontos extras de vacinação instalados em centros comerciais também terão alterações no funcionamento durante a Semana Santa 2026. As unidades localizadas no Midway Mall e no Partage Norte Shopping não funcionarão na quinta-feira (2) e na sexta-feira (3).

O atendimento nesses locais será retomado no sábado (4), no horário das 10h às 15h, conforme programação da Secretaria Municipal de Saúde.

Já o ponto de vacinação localizado na SESI Clínica Natal terá funcionamento normal na quinta-feira (2), estará fechado na sexta-feira (3) e retomará as atividades na segunda-feira (6), das 7h às 16h.

As mudanças seguem a organização dos serviços para o período de ponto facultativo e feriado, mantendo a oferta de vacinação em dias específicos dentro da programação estabelecida.

Foto: Divulgação/SMS

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Sesap convoca 158 profissionais de saúde para hospitais no RN

Sesap convoca 158 profissionais de saúde para hospitais no RN

Convocação da Sesap reforça equipes em Natal e Mossoró após concurso público de 2025

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), convocou nesta terça-feira (31) mais 158 profissionais de saúde aprovados no concurso público de 2025. A convocação da Sesap foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).

Os profissionais convocados serão destinados a duas unidades da rede estadual de saúde: o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal, e o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. A medida integra o processo de recomposição das equipes assistenciais nas unidades hospitalares.

No Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal, foram convocados 46 profissionais. Entre eles estão técnicos em enfermagem (14), fonoaudiólogos (3), fisioterapeutas (7), enfermeiros (8), além de médicos nas especialidades de pediatria (7), neonatologia (3), intensivista neonatal (2) e intensivista pediátrico (2).

Já para o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, foram chamados 112 profissionais. A convocação inclui fisioterapeutas (10), enfermeiros (15), técnicos em farmácia (24), técnicos em enfermagem (56) e técnicos em dietética e nutrição (7).

De acordo com a Sesap, a convocação dos profissionais tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento nas unidades de referência e fortalecer a assistência prestada à população. A recomposição das equipes assistenciais é apontada como medida necessária para garantir o funcionamento adequado dos serviços de saúde.

Com a nova convocação, o total de profissionais chamados desde a homologação do concurso, em agosto de 2025, chega a 2.046. O maior volume de convocações ocorreu em dezembro do ano passado, quando 1.888 profissionais foram chamados para atuar na rede estadual.

A convocação da Sesap 2025 integra o planejamento do Governo do Estado para reforçar o quadro de servidores da saúde pública. As chamadas seguem cronograma definido pela secretaria, conforme a necessidade das unidades hospitalares e a disponibilidade de vagas.

Foto: Carmem Félix/Governo do RN/Ilustração

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Preço dos medicamentos terá reajuste a partir desta quarta-feira (1°)

Preço dos medicamentos terá reajuste a partir desta quarta-feira (1°)

CMED define índices de aumento para remédios em 2026; veja as taxas

O mercado farmacêutico brasileiro passará por uma atualização de preços a partir desta quarta-feira, 1º de abril. A Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (Cmed) estabeleceu que o reajuste anual variará entre 1,13% e 3,81%. O aumento médio projetado pelo órgão regulador é de 1,95%. Este índice situa-se abaixo da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou 3,81% no período.

A aplicação dos novos valores depende da validação formal do governo federal. É importante ressaltar que, após a entrada em vigor dos índices, a alteração nos preços praticados ao consumidor final não ocorre de forma automática ou imediata nos pontos de venda.

Categorias de medicamentos e percentuais de aumento

A variação do reajuste é segmentada conforme o nível de concorrência dos produtos no mercado nacional. Estimativas elaboradas por entidades do setor e sindicatos da categoria indicam a seguinte divisão para a aplicação das altas:

Nível 1 (Alta concorrência): Medicamentos com maior oferta de fabricantes poderão ter elevação de até 3,81%.
Nível 2 (Concorrência média): Produtos classificados como intermediários têm autorização para aplicar alta de até 2,47%.
Nível 3 (Baixa concorrência): Remédios com menor número de concorrentes no mercado terão ajuste limitado a 1,13%.

A regulamentação dos preços é uma atribuição da CMED, que utiliza fórmulas baseadas na inflação, produtividade das empresas e custos de insumos para determinar o teto máximo permitido para a indústria.

Exceções à regra de reajuste anual da CMED

Nem todos os produtos farmacêuticos estão sujeitos ao teto definido pela resolução anual. De acordo com os dispositivos da Lei nº 10.742, de 2003, certas categorias possuem liberdade de preço ou regras distintas. Estão isentos deste reajuste obrigatório os medicamentos fitoterápicos, os fármacos homeopáticos e os medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) que apresentem alta concorrência no mercado.

A resolução oficial da CMED, contendo o detalhamento técnico de todos os percentuais e categorias, tem publicação prevista no Diário Oficial da União até esta terça-feira, 31 de março.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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RN está entre os estados do Nordeste com aumento de SRAG por gripe

RN está entre os estados do Nordeste com aumento de SRAG por gripe

Brasil soma 24.281 casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026; Rinovírus impacta crianças de 2 a 14 anos; VSR afeta menores de 2 anos

O Brasil já registrou 24.281 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, e o avanço de vírus respiratórios colocou 22 estados, incluindo o Rio Grande do Norte, em nível de alerta, risco ou alto risco. Os dados constam no boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta semana.

O aumento das hospitalizações está ligado principalmente à circulação de influenza A (gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), conforme o levantamento da Fiocruz. Do total de registros no país, 9.443 casos (38,9%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, indicando maior circulação dessas infecções em diferentes regiões.

RN está entre estados do Nordeste com crescimento de influenza A

O boletim aponta aumento de casos graves associados ao vírus influenza A, responsável pela gripe. No Nordeste, a tendência de crescimento foi identificada em estados como Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, o que mantém a região sob monitoramento das autoridades de saúde.

A situação coloca o Rio Grande do Norte entre os estados nordestinos com maior circulação do vírus da gripe, exigindo atenção redobrada para medidas de prevenção e controle da transmissão.

Rinovírus impacta crianças de 2 a 14 anos; VSR afeta menores de 2 anos

Entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, o crescimento dos casos está associado principalmente ao rinovírus. Esse vírus é responsável pelo aumento de internações em estados como Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Maranhão e Bahia.

Já entre crianças menores de 2 anos, o destaque é o vírus sincicial respiratório (VSR), que tem impulsionado casos graves principalmente em estados do Norte, parte do Nordeste e do Centro-Oeste. O metapneumovírus também tem contribuído para o crescimento de casos respiratórios em algumas regiões do país, conforme o monitoramento da Fiocruz.

Pesquisadora da Fiocruz orienta vacinação e uso de máscara para grupos de risco

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade devem participar da campanha de vacinação contra a gripe, que começou neste sábado (28).

A recomendação para regiões com maior circulação de vírus respiratórios inclui uso de máscara em ambientes fechados ou com grande concentração de pessoas, principalmente para quem faz parte dos grupos de risco.

Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, a orientação é evitar contato com outras pessoas e permanecer em casa sempre que possível, para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Médicos do Walfredo Gurgel dão prazo de 48 horas para pagamento de salários e ameaçam paralisação

Médicos do Walfredo Gurgel dão prazo de 48 horas para pagamento de salários e ameaçam paralisação

Último pagamento recebido foi referente a setembro de 2025; Médicos relatam atrasos repetidos e classificam situação como “intolerável”

Médicos clínicos que atuam no Time de Resposta Rápida (TRR) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, deram prazo até segunda-feira (30) para que os salários atrasados sejam regularizados. Caso o pagamento não seja feito, a categoria ameaça paralisar atendimentos que não sejam de urgência.

A decisão foi tomada durante assembleia realizada na manhã deste sábado (28), convocada pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN). A possível paralisação pode impactar o funcionamento da maior unidade hospitalar de urgência do estado, que atende casos graves de Natal e de toda a Região Metropolitana.

Último pagamento recebido foi referente a setembro de 2025

Segundo os profissionais, o último pagamento recebido foi referente a setembro de 2025. Durante a assembleia, os médicos relataram que os atrasos nos repasses vêm se repetindo e classificaram a situação como “intolerável”.

De acordo com a categoria, o mês de outubro de 2025 ainda não foi quitado, mesmo com outros setores ligados a unidades de saúde já tendo recebido valores do mesmo período. Os profissionais afirmam que a falta de regularidade nos pagamentos tem gerado insegurança e dificuldades para quem trabalha no atendimento direto aos pacientes.

Médicos relatam atrasos repetidos e classificam situação como “intolerável”

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel é a principal unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte, recebendo pacientes de Natal e de cidades como Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Extremoz. Qualquer impacto no funcionamento do hospital pode afetar o atendimento à população de toda a Região Metropolitana.

Acordo judicial que limitava atrasos a 120 dias não vem sendo cumprido

O Sinmed informou que já houve reuniões anteriores com o Conselho Regional de Medicina (CRM), secretarias estadual e municipal de Saúde e empresas terceirizadas responsáveis pela contratação dos médicos, com mediação do Judiciário.

Nesses encontros, foi firmado um acordo que estabelecia limite máximo de 120 dias para atraso nos pagamentos. Segundo o sindicato, no entanto, o compromisso não vem sendo cumprido, e os atrasos têm se intensificado nos últimos meses.

A assembleia deliberou que, caso os salários não sejam regularizados até segunda-feira (30), os médicos poderão suspender atividades que não sejam de urgência. O movimento é acompanhado pelo Sinmed, que afirma continuar cobrando soluções para garantir regularidade nos pagamentos e manutenção do atendimento à população do Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Natal realiza bloqueio vacinal após morcego com raiva ser identificado na Zona Norte

Natal realiza bloqueio vacinal após morcego com raiva ser identificado na Zona Norte

Equipes percorrem imóveis próximos à Avenida das Fronteiras

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), iniciou um bloqueio vacinal e ações de orientação na Zona Norte da cidade. A medida foi deflagrada após a identificação de um morcego positivo para o vírus da raiva no bairro Potengi.

Agentes de Combate às Endemias (ACE) da UVZ estão percorrendo áreas da Zona Norte para oferecer imunização contra a raiva para cães e gatos. As ações ocorrem nesta quinta-feira (26) e sexta-feira (27), abrangendo 37 quarteirões e 1.246 imóveis nas proximidades da Avenida das Fronteiras, no Conjunto Santa Catarina.

Dados apontam aumento de casos positivos em morcegos

De acordo com dados da Vigilância de Epizootias (UVZ/DVS/SMS), ao longo de 2025 foram notificados 135 morcegos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desse total, 128 foram coletados e sete apresentaram diagnóstico positivo para infecção pelo vírus da raiva. Em 2026, já foram registrados dois casos positivos em morcegos.

Orientação é não tocar em morcegos caídos ou mortos

A UVZ reforça que os morcegos desempenham um papel importante para o equilíbrio ambiental, atuando na dispersão de sementes, no controle de pragas e na polinização. Nem todos os exemplares estão contaminados pela doença e, por isso, não devem ser mortos. No entanto, é essencial redobrar a atenção ao encontrar animais com comportamento anormal ou mortos.

Caso um morcego caído, morto ou agonizante seja encontrado próximo a uma residência ou em outro local, a orientação é:

  • não tocar no animal;
  • isolá-lo utilizando um recipiente, como balde ou caixa;
  • entrar em contato com a UVZ pelo WhatsApp (84) 3232-8235 ou pelo aplicativo Natal Digital, para que a equipe realize o recolhimento.

Saiba como proceder em caso de acidente com raiva

A transmissão da raiva ocorre por meio de arranhadura, mordedura ou lambedura de animal infectado. Em casos de contato com humanos, a recomendação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em situações envolvendo animais domésticos, a orientação é notificar a UVZ para realização do reforço vacinal ou buscar atendimento em uma clínica veterinária.

Foto: Ivan Feitosa/SMCS

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UPA de Parnamirim registra superlotação e demora de mais de 11 horas em atendimento

UPA de Parnamirim registra superlotação e demora de mais de 11 horas em atendimento

Paciente aguarda mais de 11 horas para atendimento completo

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Parnamirim enfrentou mais uma noite de superlotação e longas esperas para atendimento. Um caso registrado na unidade teve duração superior a 11 horas entre a chegada da paciente e o retorno médico.

De acordo com informações, uma cidadã chegou à UPA às 10h, recebeu medicação às 14h e só passou pelo retorno médico às 21h43 do mesmo dia. O caso foi levado ao conhecimento de um mandato parlamentar, que divulgou a situação.

Recursos destinados para a unidade não foram utilizados

A publicação feita pelo mandato aponta que todos os vereadores destinaram uma emenda no valor de R$ 10 milhões para a unidade, mas a prefeita vetou o recurso. Além disso, o deputado Sargento Gonçalves destinou uma emenda de R$ 3 milhões, que não foi movimentada pela prefeitura até o momento.

A informação questiona se a situação enfrentada pela população na UPA se deve à falta de dinheiro ou à falta de gestão, uma vez que os recursos estão disponíveis e não foram aplicados.

Foto: Arquivo

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Jair Bolsonaro tem alta hospitalar prevista para esta sexta-feira (27)

Jair Bolsonaro tem alta hospitalar prevista para esta sexta-feira (27)

Evolução clínica do ex-presidente é considerada boa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua com a previsão de alta hospitalar para esta sexta-feira (27), conforme informou o boletim médico divulgado nesta quinta-feira (26). A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

O boletino médico do Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado, informa que ele não apresenta mais sinais de infecção aguda. “No momento, encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica. Deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março”, diz o documento.

Na quarta-feira (25), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, já havia adiantado que a alta estava programada para a sexta-feira, destacando que o quadro de Bolsonaro era “estável”.

Internação foi decorrente de pneumonia bacteriana

Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital no último dia 13. Ele deu entrada na unidade após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O diagnóstico foi de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido do estômago.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Eriko Jácome celebra 76 anos da Liga Contra o Câncer em sessão solene

Eriko Jácome celebra 76 anos da Liga Contra o Câncer em sessão solene

A solenidade também foi marcada por homenagens a profissionais e personalidades que fazem parte da história da Liga

O presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, realizou, nesta terça-feira (24), uma Sessão Solene em homenagem aos 76 anos da Liga Contra o Câncer, destacando a relevância da instituição no atendimento e acolhimento de pacientes em todo o Rio Grande do Norte. A solenidade também foi marcada por homenagens a profissionais e personalidades que fazem parte da história da Liga.

Durante a solenidade, o parlamentar ressaltou que a luta contra o câncer é uma das principais bandeiras do seu mandato, motivada também por uma experiência pessoal, a perda da mãe para o câncer de mama. Segundo ele, o acontecimento reforçou ainda mais a importância de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

Entre ações recentes pela causa, Eriko articulou junto ao senador Styvenson Valentim a destinação de uma emenda de R$ 800 mil para o Grupo Reviver, recurso que permitirá a aquisição de uma nova carreta de mamografia, expandindo o atendimento e fortalecendo o diagnóstico precoce no RN.

Fotos: Verônica Macêdo

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Ministério Público pede R$ 1 milhão em ação contra Amil por limitação de atendimento a crianças com TEA

Ministério Público pede R$ 1 milhão em ação contra Amil por limitação de atendimento a crianças com TEA

Operadora tem reduzido carga horária de terapias multidisciplinares como ABA, fonoaudiologia e terapia ocupacional. MPRN requer tutela de urgência para proibir liminares e instalação de unidade presencial em Natal

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 24ª Promotoria de Justiça de Natal, ingressou na Justiça com uma ação civil pública (ACP) com pedido de tutela de urgência contra a operadora de saúde por limitação e redução indevidas de atendimentos terapêuticos a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Natal. O MPRN requer ainda que a empresa Amil Assistência Médica Internacional seja condenada ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Em investigação, o MPRN constatou que a operadora tem reduzido a carga horária de terapias multidisciplinares, como o método de Análise do Comportamento Aplicada (ABA), fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional. Na ação, a liminar requer que a Justiça proíba o plano de reduzir cargas horárias prescritas e instale uma unidade de atendimento presencial humanizado em Natal.

Relatos

De acordo com os relatos colhidos, a operadora de saúde tem glosado faturamentos de clínicas credenciadas sob justificativas de excesso de sessões ou falta de justificativa técnica, mesmo diante de pedidos médicos expressos. Isso tem resultado em interrupção de tratamentos e na regressão do quadro clínico de crianças e adolescentes.

O MPRN verificou que a operadora utiliza juntas médicas e auditorias para restringir o número de sessões autorizadas sem realizar avaliações presenciais nos beneficiários. Em alguns casos citados na ação, a indicação médica de 22 horas semanais de terapia foi reduzida administrativamente para apenas 7 horas.

Essa conduta viola a Resolução Normativa 539/2022 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que veda a limitação de sessões para pacientes com transtornos do desenvolvimento. A ação reforça que a definição da intensidade do tratamento cabe ao médico assistente que acompanha o paciente, e não à operadora de saúde.

Atendimento Presencial

Outro ponto abordado pelo MPRN na ação civil é a inexistência de uma sede física ou ponto de atendimento presencial da Amil em Natal, o que obriga os consumidores a resolverem demandas complexas exclusivamente por aplicativos ou telefone. A ausência de canal presencial em uma capital com elevada concentração de beneficiários contraria a regulamentação da ANS e dificulta o exercício dos direitos dos usuários.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Duas mortes levam à interdição de clínica de diálise em Mossoró pela Sesap

Transferência de pacientes já foi iniciada; investigação apura possível falha na qualidade da água

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) interditou cautelarmente, nesta quarta-feira (25), o Centro de Diálise de Mossoró. A decisão foi motivada pela morte de duas pacientes que realizavam sessões de hemodiálise na unidade, sendo adotada sob orientação da Vigilância Sanitária estadual.

A medida impede o funcionamento da clínica até que as apurações sejam concluídas e haja garantia de segurança para os atendimentos. Paralelamente, equipes técnicas da Sesap já organizam a transferência dos pacientes para outras unidades contratadas no município, assegurando a continuidade dos tratamentos.

As duas mortes ocorreram no mesmo dia, durante procedimentos de diálise. Uma das vítimas foi Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 53 anos. Conforme relato do filho, Misael Ferreira da Silva, ele foi comunicado pela clínica por volta das 7h40 de que a mãe havia passado mal. Ela sofreu uma parada e não resistiu.

Familiares de outros pacientes relataram que houve sintomas semelhantes entre os presentes no mesmo período, além de interrupções no funcionamento das máquinas, o que gerou um cenário de instabilidade e pedidos de socorro na unidade.

Investigação aponta análise de água e estrutura

A Vigilância Sanitária de Mossoró realizou inspeção no local. A coordenadora Keila Brandão Moreira informou que foram verificados documentos, fluxos de operação e as condições estruturais. Ainda não há uma conclusão sobre as causas dos óbitos. Um dos pontos sob análise é a qualidade da água utilizada no processo de diálise, que depende de resultados laboratoriais.

Durante a vistoria, os fiscais observaram que o prédio passa por reformas em áreas de circulação, sem intervenção nas salas de diálise. Os equipamentos contam com sistemas automáticos de alerta que interrompem os procedimentos em caso de falhas. A apuração também investiga o funcionamento das máquinas e a atuação da equipe técnica.

A unidade permanecerá fechada até que as condições de operação sejam consideradas seguras, sem data prevista para reabertura.

Em nota, o Centro de Diálise de Mossoró afirmou que uma intercorrência técnica no sistema de osmose comprometeu as atividades, o que levou à paralisação preventiva. A clínica disse ainda que realiza análises laboratoriais diárias da água e mantém monitoramento mensal por terceiros, seguindo as normas do setor.

A Sesap segue acompanhando o caso. Caso irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder na esfera sanitária.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Secretário de Saúde de Natal é internado após dor torácica e passa por cateterismo

Secretário de Saúde de Natal é internado após dor torácica e passa por cateterismo

Exame não identificou lesões coronarianas agudas ou crônicas; paciente permanece em observação

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, foi internado no Hospital Rio Grande nesta segunda-feira (23). O quadro teve início por volta das 12h, quando ele relatou dor torácica de moderada intensidade com irradiação, conforme boletim oficial divulgado pela unidade hospitalar.

De acordo com o hospital, alterações no eletrocardiograma e elevação de marcadores de necrose miocárdica motivaram a internação imediata para investigação médica. Diante dos achados iniciais, o secretário foi submetido a um cateterismo cardíaco.

O procedimento não identificou lesões coronarianas agudas ou crônicas que necessitassem intervenção, segundo informações do Hospital Rio Grande.

Paciente está consciente e estável, sem necessidade de uso de drogas vasoativas

Conforme a nota divulgada pela unidade hospitalar, Geraldo Pinho encontra-se consciente, orientado e hemodinamicamente estável. O secretário não necessita de uso de drogas vasoativas no momento.

Ele permanece internado para realização de exames complementares e acompanhamento clínico. O hospital reforçou que novas informações sobre o quadro serão divulgadas oficialmente conforme a evolução do paciente.

Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde de Natal, não há previsão de alta para o secretário, e o acompanhamento segue sob supervisão médica especializada.

Foto: Elpídio Júnior/Câmara de Natal/Ilustração

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Bolsonaro tem alta da UTI e aguarda prisão domiciliar após parecer da PGR; Michelle se reúne com Moraes

Ex-presidente foi transferido para quarto em Brasília e segue tratamento com antibióticos; procurador-geral defendeu medida para garantir acompanhamento médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite desta segunda-feira (23) e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília. Segundo informações da equipe médica, ele seguirá internado para continuar o tratamento com antibióticos até pelo menos quarta-feira (25).

De acordo com boletim médico, o ex-presidente apresenta quadro estável e sem complicações. O hospital segue acompanhando a evolução do tratamento e monitorando sinais vitais. A expectativa é de que Bolsonaro permaneça no quarto hospitalar até o término do ciclo de antibióticos, conforme orientação médica, mantendo repouso e acompanhamento clínico diário.

A transferência ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro. O procurador-geral Paulo Gonet apontou a necessidade da medida para garantir acompanhamento médico contínuo, diante do risco de agravamento do quadro de saúde.

Aliados do ex-mandatário aguardam que o ministro do STF Alexandre de Moraes analise o pedido e autorize a prisão domiciliar ainda nesta semana.

Michelle Bolsonaro se reúne com Alexandre de Moraes no STF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. O encontro ocorreu após a Procuradoria-Geral da República se manifestar, pela primeira vez, a favor da prisão domiciliar do ex-presidente.

A reunião aconteceu em meio às articulações da defesa de Bolsonaro para que o ministro autorize a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. A medida foi solicitada com base no estado de saúde de Bolsonaro, que está internado desde 13 de março.

Internação ocorreu após mal-estar na prisão no Papudinha

Bolsonaro está internado desde 13 de março na UTI em um hospital de Brasília, após passar mal na prisão, onde cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O episódio motivou a defesa a solicitar a prisão domiciliar como forma de garantir o acompanhamento médico adequado.

O parecer da PGR, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, representou uma mudança na posição do órgão em relação ao caso. Gonet argumentou que a continuidade do tratamento de saúde e o risco de complicações justificam a adoção da prisão domiciliar como medida cautelar.

Decisão sobre prisão domiciliar pode sair ainda nesta semana

Aliados do ex-presidente demonstraram expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes decida sobre o pedido de prisão domiciliar nos próximos dias. A avaliação entre apoiadores e integrantes da defesa é de que o parecer da PGR fortalece a argumentação para a concessão do benefício.

Caso a prisão domiciliar seja autorizada, Bolsonaro poderá cumprir o restante da pena em sua residência, com uso de tornozeleira eletrônica e demais medidas cautelares que venham a ser estabelecidas pela Justiça.

O quadro de saúde do ex-presidente segue sendo monitorado pela equipe médica do Hospital DF Star. A expectativa é que, após a conclusão do tratamento com antibióticos, seja avaliada a possibilidade de alta hospitalar, que poderá ser seguida pela definição sobre o regime de cumprimento da pena.

Cenário político acompanha desdobramentos judiciais e de saúde

Os desdobramentos envolvendo o ex-presidente têm mobilizado aliados e opositores. A reunião de Michelle Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes ocorreu em meio à tramitação do pedido de prisão domiciliar e foi acompanhada de perto por lideranças políticas.

A manifestação da PGR favorável à medida foi interpretada por defensores de Bolsonaro como um sinal de que as condições de saúde do ex-presidente são um fator determinante para a decisão judicial. A expectativa agora se concentra na análise do ministro Alexandre de Moraes, que deve definir o futuro do regime de cumprimento da pena do ex-mandatário.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL

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RN retoma residência médica em Ortopedia e Traumatologia

RN retoma residência médica em Ortopedia e Traumatologia

Novidade fortalece a formação médica potiguar e consolida o estado como um polo de produção de conhecimento na área

RN retoma residência médica em Ortopedia e Traumatologia

O Rio Grande do Norte volta a contar com um programa de residência médica em Ortopedia e Traumatologia, após anos sem formação estruturada na área. A iniciativa, liderada pela diretoria médica do Hospital Memorial São Francisco, é resultado de uma articulação entre instituições públicas e privadas, entre elas a Universidade Potiguar (UnP), por meio do curso de Medicina, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.

A ação fortalece a qualificação de especialistas e amplia as oportunidades de formação prática e científica no estado. O programa, credenciado pelo Ministério da Educação (MEC), ofertou duas vagas nesta primeira turma. A procura foi expressiva, refletindo a relevância da iniciativa para a região.

“Tivemos cerca de 50 candidatos concorrendo às duas vagas disponíveis. Os dez primeiros classificados passaram por entrevistas e análise de currículo, seguindo critérios objetivos definidos pelo MEC”, explica Tábata Alcântara, docente da UnP/Inspirali, além de médica no Hospital Memorial e coordenadora da Comissão de Residência Médica (COREME).

Foram selecionados os médicos Everton Moura e Mariana Faraco, que se destacaram em todas as etapas do processo seletivo. “Estamos confiantes de que teremos dois profissionais altamente capacitados entrando no mercado”, afirma Tábata.

Fortalecimento da formação médica no RN


A retomada da residência em Ortopedia e Traumatologia representa um avanço significativo para o estado, que há anos não contava com um programa estruturado para formar especialistas na área.

O diretor médico do Hospital Memorial São Francisco, Dr. Ivan Cardoso, lembra que a instituição mantém parceria com a universidade desde 2023. “Esse elo agora se fortalece ainda mais com o início da Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia, a única do estado com chancela do MEC. Enquanto os graduandos vivenciam a prática clínica real no hospital, os residentes ampliam sua formação com acesso ao Laboratório de Simulação Realística da UnP, à biblioteca virtual e a uma bolsa integral de pós-graduação em área de sua escolha. Essa sinergia entre a tradição hospitalar e a infraestrutura tecnológica da universidade garante um ciclo completo de excelência acadêmica e profissional, elevando o padrão da assistência ortopédica regional. Além disso, possibilita a retenção de talentos em nosso estado”, destaca.

O novo programa contribui para consolidar o Rio Grande do Norte como um polo de produção de conhecimento na área da saúde e reforça o papel da UnP como uma instituição comprometida com a formação de profissionais qualificados. “Essa parceria é estratégica para a qualidade da educação médica no Brasil e demonstra o compromisso da UnP com a formação de especialistas preparados para atender às demandas do estado e do país”, conclui a coordenadora.

Foto: Divulgação

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Vacinação contra gripe começa no RN com Dia D neste sábado (28)

Vacinação contra gripe começa no RN com Dia D neste sábado (28)

Campanha tem como meta imunizar mais de 1,4 milhão de pessoas no RN

A campanha de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Norte tem início marcado para este sábado (28) em todo o estado. A abertura será marcada pelo Dia “D” de mobilização, com funcionamento ampliado dos postos de saúde para facilitar o acesso do imunizante à população.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap), a campanha tem como meta imunizar mais de 1,4 milhão de pessoas no RN, com objetivo de reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus da gripe. A campanha acontecerá até o dia 30 de maio, tendo como foco principal a proteção dos grupos mais vulneráveis e profissionais de serviços essenciais.

RN já registra 154 casos de Influenza em 2026

Em 2026, o Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) já confirmou 154 casos de Influenza A e B, com dois óbitos registrados. Atualmente, 27 pessoas estão internadas na rede pública de saúde com síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus Influenza.

Grupos prioritários e público-alvo da campanha

Podem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; e idosos com 60 anos ou mais, além de grupos especiais e profissionais:

  • puérperas;
  • povos indígenas e quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • trabalhadores da saúde e professores (ensino básico e superior);
  • forças de Segurança, Salvamento e Forças Armadas;
  • pessoas com deficiência permanente;
  • caminhoneiros, trabalhadores portuários e dos Correios;
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (urbano e longo curso);
  • população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas (12 a 21 anos);
  • pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.

A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários, o que no RN representa um público total estimado em 1.424.963 pessoas.

Sesap destaca segurança e eficácia da vacina contra gripe

A Sesap pontua que a vacina é segura e considerada a estratégia mais eficaz de prevenção contra a gripe. O imunizante possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.

Fotos: Arquivo / Assecom / Elisa Elsie

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Terceirizados da saúde no RN paralisam atividades por atraso salarial

Terceirizados da saúde no RN paralisam atividades por atraso salarial

A paralisação tem impactado serviços em unidades hospitalares da rede estadual de saúde

Profissionais terceirizados da saúde estadual promovem uma paralisação nesta terça-feira (17) e fazem um protesto em frente ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), o movimento ocorre após atrasos salariais.

A paralisação tem impactado serviços em unidades hospitalares da rede estadual de saúde, de acordo com a entidade sindical.

Paralisação atinge unidades em Natal e região metropolitana

De acordo com nota divulgada pelo sindicato, a paralisação atinge trabalhadores vinculados a contratos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Os serviços são comprometidos em hospitais como o próprio Walfredo Gurgel, além do Hospital Giselda Trigueiro, Hospital Regional Deoclécio Marques e Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho.

A reportagem procurou a Sesap para repercutir a paralisação e os impactos nas unidades hospitalares citadas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Alimentação de pacientes é afetada no Hospital Walfredo Gurgel

A entidade sindical informa que no Walfredo Gurgel, funcionários terceirizados da empresa JMT suspenderam parcialmente a oferta de alimentação. Segundo comunicado interno citado pelo sindicato, as refeições estão sendo servidas apenas para pacientes e acompanhantes da pediatria.

Ainda na unidade, há relatos de falta de insumos básicos, como água para limpeza, álcool, lençóis e luvas de procedimento.

Serviços de alimentação e limpeza são restritos em outras unidades

Em outras unidades, os impactos também atingem serviços essenciais. No Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho e no Hospital Regional Deoclécio Marques, a alimentação está restrita a pacientes internados.

Já no Hospital Giselda Trigueiro, trabalhadores das áreas de higienização e cozinha aderiram à paralisação, o que levou à adoção de um esquema de priorização da limpeza em áreas consideradas mais críticas.

Sindsaúde cobra regularização de salários de terceirizados

A entidade sindical afirma que a situação de atrasos salariais para trabalhadores terceirizados da saúde tem se repetido com frequência. Em nota, o sindicato expressou solidariedade aos trabalhadores que lutam pela regularização dos salários.

O Sindsaúde destacou que serviços de alimentação e limpeza paralisados prejudicam pacientes e acompanhantes, situação que tem sido denunciada pela entidade de forma recorrente.

Fotos: Reprodução

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Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões e reforça diagnóstico oncológico

Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões e reforça diagnóstico oncológico

Equipamento de 64 canais amplia precisão dos exames de imagem e fortalece a assistência a crianças atendidas pelo SUS

Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões e reforça diagnóstico oncológico

 O Hospital Infantil Varela Santiago acaba de receber um importante reforço para a área de diagnóstico por imagem. A instituição foi contemplada com a doação de um tomógrafo Philips Incisive CT, avaliado em R$ 2,5 milhões. O equipamento foi doado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, do estado do Rio Grande do Sul, e representa um avanço significativo na capacidade tecnológica do hospital.

Com tecnologia de 64 canais, o novo tomógrafo substitui o equipamento anterior de 16 canais e proporciona ganhos expressivos em velocidade de aquisição de imagens, qualidade diagnóstica e precisão na identificação de doenças. O avanço é especialmente relevante no diagnóstico de casos complexos, como o câncer infantojuvenil, permitindo identificar tumores, microlesões e nódulos muito pequenos com maior nitidez e segurança.

Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões
Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões

A tecnologia de múltiplos detectores permite captar um volume maior de informações a cada rotação do aparelho, resultando em imagens mais detalhadas e de alta definição. Esse nível de precisão contribui para diagnósticos mais rápidos e confiáveis, além de favorecer o acompanhamento da evolução dos tratamentos.

Entre os principais benefícios do novo equipamento estão a detecção mais precoce de lesões, maior precisão na caracterização dos tumores e redução de artefatos de movimento durante os exames. A aquisição das imagens ocorre de forma mais rápida, o que reduz interferências provocadas por movimentos respiratórios ou batimentos cardíacos — fator especialmente importante em exames de tórax e abdômen.

O tomógrafo também amplia a capacidade do hospital para a realização de estudos vasculares de alta precisão, como angiotomografias, fundamentais para o planejamento de cirurgias e para a avaliação detalhada da vascularização tumoral.

Outro benefício importante está no conforto e na segurança dos pacientes. Como os exames são realizados em menos tempo, crianças e adolescentes em estado de maior fragilidade precisam permanecer menos tempo em apneia ou imobilidade, tornando o procedimento mais ágil e humanizado. O equipamento também permite otimizar protocolos de exame, contribuindo para maior eficiência e melhor controle das doses de radiação.

A doação reforça a importância das parcerias e da solidariedade para fortalecer a assistência prestada pelo Hospital Infantil Varela Santiago, instituição filantrópica e centenária que é referência no atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte. Com a chegada do novo tomógrafo, o hospital amplia sua capacidade de oferecer exames de imagem com ainda mais qualidade e resolutividade, beneficiando diretamente milhares de crianças e adolescentes atendidos exclusivamente pelo SUS.

Sobre o Hospital Infantil Varela Santiago

Fundado há mais de um século, o Hospital Infantil Varela Santiago é uma instituição filantrópica referência no atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte. O hospital atende crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de todo o estado, realizando cerca de 15 mil procedimentos mensais, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição conta com 110 leitos e dispõe ainda da Casa de Apoio Nazinha Lamartine, que oferece acolhimento, alimentação e itens de higiene aos acompanhantes durante o período de internação dos pacientes.

Foto: Divulgação

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Aumento de mortes violentas reforça necessidade de preparo profissional para lidar com luto de crianças e adolescentes

Aumento de mortes violentas reforça necessidade de preparo profissional para lidar com luto de crianças e adolescentes

Curso do Núcleo Apego e Perdas discute impactos emocionais das perdas e estratégias de acolhimento

Aumento de mortes violentas reforça necessidade de preparo profissional para lidar com luto de crianças e adolescentes

O aumento de mortes violentas no Brasil — como homicídios, feminicídios, suicídios e acidentes — tem ampliado a preocupação com os impactos emocionais dessas perdas sobre crianças e adolescentes. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que o país registrou mais de 47 mil mortes violentas intencionais em 2023, um cenário que atinge diretamente milhares de famílias e deixa marcas profundas no desenvolvimento emocional de jovens.

Especialistas alertam que, quando a perda ocorre de forma abrupta ou traumática, os efeitos podem ser ainda mais intensos. Em crianças e adolescentes, o sofrimento muitas vezes não se manifesta apenas pela tristeza, mas também por mudanças de comportamento, dificuldades escolares, isolamento, irritabilidade ou sintomas associados à ansiedade e depressão.

Nesse contexto, cresce a necessidade de profissionais preparados para identificar sinais de sofrimento emocional e oferecer acolhimento adequado. Psicólogos, educadores, assistentes sociais e profissionais da saúde costumam ser os primeiros a perceber mudanças no comportamento de crianças e adolescentes que enfrentam processos de luto.

Com o objetivo de ampliar esse debate e oferecer ferramentas práticas de atuação, o Núcleo Apego e Perdas promoverá o curso “Luto na infância e na adolescência”, que será realizado nos dias 18 e 25 de março, das 19h às 21h30, em formato online, pela plataforma Zoom.

A formação abordará temas como tipos de perdas, processos de luto, luto infantil e adolescente, sinais de alerta para adoecimento psíquico e estratégias de acompanhamento emocional.

De acordo com a psicóloga Kátia Bezerra, especialista em luto e uma das professoras do curso, compreender o luto infantil é essencial para evitar que o sofrimento seja ignorado ou mal interpretado. “Durante muito tempo se acreditou que crianças não compreendiam plenamente a morte ou que superariam rapidamente uma perda. Hoje sabemos que o luto infantil existe e pode se manifestar de várias formas. Por isso, profissionais precisam estar preparados para reconhecer esses sinais e oferecer um acolhimento adequado”, afirma.

Para a psicóloga Millena Câmara, também integrante do Núcleo Apego e Perdas, perdas repentinas costumam gerar impactos emocionais ainda mais complexos. “Quando uma perda acontece de forma inesperada, como em situações de violência ou suicídio, o impacto emocional pode ser muito intenso. Crianças e adolescentes podem apresentar retraimento, alterações no comportamento ou quadros de ansiedade e depressão. O olhar atento dos profissionais é fundamental para identificar esses sinais”, explica.

A psicóloga Débora Sampaio destaca que o preparo profissional precisa ir além dos espaços tradicionalmente ligados ao luto. “Muitas vezes os primeiros sinais de sofrimento aparecem em ambientes como a escola ou a universidade. Por isso, educadores e profissionais da área educacional também precisam estar preparados para acolher e orientar crianças e adolescentes que enfrentam processos de perda”, ressalta.

Além de profissionais da psicologia, o curso é voltado para educadores, profissionais da saúde, assistência social e outras áreas que atuam diretamente com crianças e adolescentes no cotidiano — não apenas em hospitais ou empresas funerárias, mas principalmente em escolas, faculdades e instituições educacionais, onde o impacto emocional dessas perdas muitas vezes se torna mais visível.

Para os organizadores, ampliar a discussão sobre o tema é uma forma de fortalecer redes de cuidado e atenção à saúde mental de jovens. A preocupação, segundo o Núcleo Apego e Perdas, vai além do presente e envolve o impacto dessas experiências no desenvolvimento emocional e no futuro de toda uma geração.

Profissionais que atuam em instituições públicas e filantrópicas terão 40% de desconto na inscrição. O curso também oferece certificação aos participantes, como forma de fortalecer a qualificação profissional na área.

Sobre o Núcleo Apego e Perdas

O Núcleo Apego e Perdas é um grupo que atua no Rio Grande do Norte dedicado ao estudo e à prática clínica voltados à compreensão das relações entre vínculos afetivos, perdas e processos de luto. A iniciativa reúne psicólogas e profissionais especializados no tema e desenvolve atividades de formação, supervisão clínica e difusão de conhecimento para profissionais e estudantes.

Serviço

Curso: Luto na infância e na adolescência/ Núcleo Apego e Perdas
Datas: 18 e 25 de março de 2026
Horário: 19h às 21h30
Formato: Online (Zoom)
Desconto: 40% para profissionais de instituições públicas e filantrópicas
Certificação incluída
Informações e inscrições:
www.apegoeperdas.com
Instagram: @apegoeperdas

Foto: Divulgação

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Sesap confirma dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026

Sesap confirma dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026

Pacientes de Natal e São Gonçalo do Amarante testaram positivo para a doença entre 15 de fevereiro e 7 de março; ambos não necessitaram de internação

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) os dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026.

De acordo com a pasta, os casos foram registrados em pacientes de Natal e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Os pacientes não precisaram de internação hospitalar.

A pasta informou que os registros dos casos aconteceram entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março. Não foram divulgados detalhes sobre o perfil dos pacientes, como idade e sexo, nem sobre o estado de saúde atual deles.

Caso em investigação

A Sesap informou que investiga um outro caso da doença também em São Gonçalo do Amarante. A pasta não informou o estado de saúde do paciente nem detalhes sobre o quadro clínico.

Em fevereiro, uma paciente em Mossoró chegou a ser isolada durante a internação por suspeita de mpox, mas exames laboratoriais descartaram a doença.

Cenário nacional da mpox

No Brasil, o Ministério da Saúde monitora a doença desde o ano de 2022, quando o país registrou mais de 10 mil casos. No ano passado, foram 1.094 casos em todo o território nacional.

Segundo o painel de monitoramento da mpox do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte registrou:

131 casos em 2022
11 casos em 2023
5 casos em 2024
2 casos em 2025

O que é a mpox

A mpox é uma doença viral que causa febre e lesões na pele que evoluem para bolhas e feridas, transmitida principalmente pelo contato direto com essas lesões ou com objetos contaminados.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas da doença são:

Lesões na pele
Aumento de ínguas (linfonodos)
Febre
Dor de cabeça
Dor no corpo
Calafrios
Fraqueza

Transmissão e tratamento

A transmissão da mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

O tratamento da doença é feito com suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para o tratamento da mpox no Brasil.

A Sesap não informou se os pacientes confirmados tiveram contato com casos importados ou se há investigação sobre a cadeia de transmissão no estado.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / NIAID/NIH

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Jair Bolsonaro é hospitalizado em Brasília após calafrios e queda na saturação de oxigênio

Jair Bolsonaro é hospitalizado em Brasília após calafrios e queda na saturação de oxigênio

Ex-presidente foi levado ao hospital DF Star na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar mal-estar na unidade prisional da Papuda; transferência foi realizada por equipe do Samu

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital em Brasília na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar calafrios e episódios de vômito, enquanto cumpre pena no Distrito Federal. A transferência ocorreu após avaliação de uma equipe médica de plantão, que identificou necessidade de atendimento especializado.

O caso mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ocorre enquanto o ex-chefe do Executivo permanece sob custódia no sistema prisional.

Sintomas e transferência

Segundo informações divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, o mal-estar começou ainda durante a madrugada, quando ele acordou com sintomas intensos. Pouco antes das 8h, foi informado nas redes sociais que Bolsonaro estava a caminho da unidade de saúde.

De acordo com os relatos, houve registro de queda na saturação de oxigênio, o que motivou a decisão de encaminhamento ao hospital DF Star, localizado na região central de Brasília. A transferência foi realizada por equipe do Samu, sob supervisão das autoridades de saúde do Distrito Federal.

Unidade de saúde

O hospital DF Star, para onde Bolsonaro foi encaminhado, é uma unidade de saúde particular localizada na região central de Brasília. Não há informações oficiais sobre quais exames foram realizados ou se o ex-presidente permanecerá internado para observação.

A defesa de Bolsonaro e a Polícia Federal foram procuradas para detalhar o estado clínico e as circunstâncias da internação, mas ainda não houve confirmação oficial adicional até o momento da publicação.

Cumprimento de pena

Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro e cumpre pena de 27 anos e 3 meses na unidade conhecida como Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O ex-presidente está em regime fechado e ocupa uma sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, espaço reservado para autoridades com prerrogativa de função. O episódio de saúde ocorre enquanto ele permanece sob custódia no sistema prisional.

Acompanhamento médico

O estado clínico e eventuais atualizações sobre exames ou permanência no hospital devem ser acompanhados ao longo do dia pelas autoridades responsáveis. Não há informações oficiais sobre o quadro atual de saúde do ex-presidente nem previsão de alta hospitalar.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal não se manifestou sobre o caso até o momento. A Polícia Federal, responsável pela custódia de Bolsonaro, também não divulgou nota oficial sobre a transferência ou as condições de saúde do ex-presidente.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Semurb assume gestão do Hospital Veterinário Municipal de Natal e retoma atendimentos

Semurb assume gestão do Hospital Veterinário Municipal de Natal e retoma atendimentos

Transferência de gestão foi formalizada em termo aditivo; Atendimentos à população são retomados integralmente

A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) de Natal assumiu oficialmente a gestão do Hospital Público Municipal Veterinário. A transferência da responsabilidade administrativa foi formalizada por meio de um termo aditivo assinado na terça-feira (10) entre a pasta e a Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), entidade responsável pela prestação dos serviços.

Antes sob a alçada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o hospital passa agora a ser administrado pela Semurb. A mudança foi comunicada oficialmente pela pasta nesta quarta-feira (11), que também anunciou a retomada integral dos atendimentos à população na mesma data.

Transferência de gestão foi formalizada em termo aditivo

De acordo com a nota divulgada pela Semurb, a assinatura do Termo Aditivo estabelece a alteração da responsabilidade administrativa da unidade. Com isso, cabe à Semurb, a partir de agora, a execução, o acompanhamento, a fiscalização e a gestão do Termo de Colaboração firmado em 2024 com a SPMV.

A mudança visa adequar a estrutura administrativa do serviço, transferindo-o para uma pasta cujas atribuições têm maior interface com as questões de bem-estar animal e gestão de políticas públicas voltadas à fauna. A SMS, que anteriormente respondia pelo contrato, deixa de ter envolvimento direto na administração diária do hospital.

Atendimentos à população são retomados integralmente

A Semurb informou que, paralelamente à conclusão do processo de transição, os serviços prestados pelo Hospital Público Municipal Veterinário de Natal foram normalizados. A partir desta quarta-feira (11), a unidade voltou a funcionar com sua capacidade total de atendimento à população que necessita de cuidados veterinários para seus animais.

A retomada integral ocorre após um breve período de adaptação para a mudança de gestão, garantindo que não haja solução de continuidade na assistência prestada. A unidade é referência para o atendimento de cães e gatos de tutores que não dispõem de recursos para arcar com serviços veterinários particulares.

Semurb passa a fiscalizar execução do contrato

Com a assinatura do aditivo contratual, a Semurb assume o papel de gestora e fiscalizadora do contrato com a SPMV. A pasta será responsável por monitorar a qualidade dos serviços oferecidos, garantir o cumprimento das metas estabelecidas e assegurar a manutenção dos padrões de atendimento à população.

A medida, segundo a secretaria, tem como objetivo garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população de Natal, assegurando que o hospital cumpra sua função de oferecer assistência veterinária pública à comunidade.

Fotos: Emanuel Amaral/Prefeitura do Natal/Ilustração/Arquivo

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Em 10 anos, casos de sífilis congênita crescem 63% no RN

Em 10 anos, casos de sífilis congênita crescem 63% no RN

Atualmente, quase metade das gestantes diagnosticadas ainda passam a infecção para o bebê; especialista em saúde feminina destaca falhas que podem facilitar essa transmissão

Apesar de ser uma infecção prevenível e com tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a sífilis cresce silenciosamente no Rio Grande do Norte nos últimos 10 anos. Segundo dados do último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), de 2014 a 2024, foram registrados aumentos de 604,1% nos casos de sífilis adquirida e de 360,4% nos registros da doença entre gestantes, além de um aumento de 63,5% nos casos de sífilis congênita, passada de mãe para filho.

A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, causada pela bactéria Treponema pallidum, que sem tratamento pode evoluir para estágios mais graves e provocar complicações que incluem danos neurológicos e cardiovasculares. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais desprotegidas, mas também pode acontecer por contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de seringas, durante a gestação ou no momento do parto.

De acordo com o médico ginecologista Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), a prevenção ainda é a principal estratégia para conter o avanço da doença, mas o pré-natal também é uma ferramenta importante de controle.

“Assim como outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a sífilis pode ser evitada com o uso de preservativos durante as relações sexuais. No caso da congênita, é fundamental que a mulher grávida realize a testagem durante o pré-natal e, se necessário, inicie o tratamento o quanto antes para evitar transmitir para o bebê”, explica.

Desafios do combate da transmissão vertical

A transmissão vertical, de mãe para filho, é considerada um dos principais desafios para o controle da doença. Quando não há diagnóstico ou tratamento adequado, as chances de o bebê nascer infectado aumentam significativamente.

Em 2024, o Rio Grande do Norte registrou quase mil casos de sífilis em gestantes e 479 diagnósticos de sífilis congênita. Apesar de uma leve redução no número absoluto de ocorrências em relação ao ano anterior, a proporção de transmissão da doença da mãe para o bebê aumentou de 47,5% para 49,1%, indicando que quase metade das grávidas infectadas ainda transmitem a infecção durante a gestação ou no momento do parto.

“Quando uma gestante não tem acesso ao diagnóstico ou ao tratamento correto, existe a possibilidade de termos mais um caso. Isso potencializa o avanço da doença e pode trazer consequências graves, como malformações, aborto espontâneo ou até a morte do bebê”, alerta Robinson Dias.

Diante desse cenário, o especialista reforça que a redução desses índices passa por fortalecer o cuidado desde o início da gravidez. “Ampliar a qualidade do pré-natal, especialmente na rede pública, garantir acesso facilitado aos exames laboratoriais, assegurar o tratamento adequado — inclusive para os parceiros — e manter a disponibilidade do medicamento são medidas essenciais para interromper o ciclo de transmissão da doença”, reforça Robinson Dias.

Por fim, o ginecologista destaca a importância da combinação de fatores para a redução dos números. “Combater a sífilis não pede descobertas extraordinárias da ciência. Exige, sobretudo, o acesso aos serviços de saúde, à informação e a continuidade no cuidado. Quando esses três elementos falham, a doença encontra espaço para seguir circulando, discreta, mas persistente”, finaliza.

Foto: Divulgação

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Superfungo Candida auris em Natal: hospital bloqueia área de internação após casos

Superfungo Candida auris em Natal: hospital bloqueia área de internação após casos

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que o governo descartou a possibilidade de interditar totalmente o hospital

A confirmação de dois casos de contaminação pelo superfungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, localizado em Natal, levou a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) a adotar medidas de contenção. Parte da área de internação da unidade foi bloqueada para conter o avanço do microorganismo, conhecido pela alta resistência a medicamentos e facilidade de propagação em ambientes hospitalares.

De acordo com a Sesap, a direção do Hospital Pedro Germano, em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde, monitora a situação e avalia a possibilidade de desbloquear a área de internação cirúrgica na próxima semana. A estratégia adotada pela pasta é isolar as áreas afetadas e intensificar os processos de desinfecção, evitando a disseminação do fungo para outros setores da unidade.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que o governo descartou a possibilidade de interditar totalmente o hospital. A medida, segundo ele, seria desproporcional à situação atual. Paralelamente, a Sesap abriu uma investigação para apurar possíveis falhas nos processos de limpeza e higienização do hospital que possam ter contribuído para a propagação do superfungo.

Dois casos confirmados e pacientes em isolamento

Até o momento, dois casos de contaminação pela Candida auris foram confirmados no Hospital Pedro Germano. De acordo com a secretaria, o primeiro paciente já chegou à unidade colonizado pelo fungo, ou seja, ele já era portador do microorganismo antes da internação. No segundo caso, a contaminação teria ocorrido dentro do próprio hospital, o que acendeu o alerta para a contaminação cruzada.

Ambos os pacientes seguem internados em áreas de isolamento e, segundo a Sesap, não apresentam sintomas relacionados ao fungo. A ausência de sintomas é comum em pacientes colonizados, que podem carregar o fungo sem desenvolver infecção, mas ainda assim representam risco de transmissão para outros internos, especialmente aqueles com sistema imunológico comprometido.

Impacto nas cirurgias e funcionamento da unidade

Questionada sobre a suspensão de cirurgias na unidade, a Sesap informou que a demanda está sendo absorvida por outros hospitais da rede estadual, dependendo da complexidade de cada caso clínico. A pasta não detalhou quantos procedimentos foram impactados nem por quanto tempo essa redistribuição deve ocorrer.

As internações seguem normalmente na área de cuidado vascular, setor em que o Hospital Pedro Germano é referência no estado. O bloqueio se restringe à área de internação cirúrgica, onde os casos foram identificados e as medidas de contenção estão sendo aplicadas.

O que é o superfungo Candida auris

A Candida auris é um fungo considerado uma ameaça séria à saúde pública por especialistas e órgãos de vigilância sanitária em todo o mundo. Conhecido como “superfungo”, ele é resistente a múltiplas classes de antifúngicos, o que torna o tratamento de infecções invasivas extremamente difícil.

Além da resistência medicamentosa, a Candida auris se destaca pela facilidade com que se propaga em ambientes hospitalares e pela dificuldade de erradicação com métodos convencionais de limpeza. O fungo pode sobreviver por longos períodos em superfícies e equipamentos, o que exige protocolos rigorosos de desinfecção e isolamento de pacientes contaminados ou colonizados para conter surtos.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Carlos Costa/Governo do RN/Ilustração

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Hospital da PM em Natal detecta dois casos do superfungo Candida auris e reforça medidas de contenção

Hospital da PM em Natal detecta dois casos do superfungo Candida auris e reforça medidas de contenção

Pacientes colonizados estão estáveis e em isolamento; Dois contactantes diretos são monitorados após exposição

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte divulgou, nesta sexta-feira (6), um balanço das ações de controle epidemiológico adotadas no Hospital Central Coronel Pedro Germano (HCCPG), o Hospital da PM, localizado em Natal. A mobilização da unidade de saúde ocorre após a identificação de dois pacientes colonizados pelo microrganismo Candida auris, popularmente conhecido como “superfungo”.

De acordo com a nota oficial da corporação, os dois pacientes confirmados apresentam quadro clínico estável e não manifestam sintomas ou complicações decorrentes da presença do fungo. A informação é crucial para diferenciar a colonização — quando o microrganismo está presente no corpo sem causar doença — de uma infecção ativa.

Dois pacientes são monitorados após contato com casos confirmados

Como parte dos protocolos de bloqueio e contenção, a direção do hospital informou que outros dois pacientes que tiveram contato direto com os casos confirmados estão em regime de vigilância estrita. Eles permanecem aguardando a divulgação dos resultados de exames laboratoriais para determinar se também foram colonizados.

Todos os quatro pacientes envolvidos no protocolo estão em isolamento, acomodados em quartos individuais, medida que segue as normas de segurança hospitalar para evitar a disseminação do patógeno dentro da unidade de saúde.

Monitoramento semanal e parceria com LACEN, UFRN e Anvisa

A nota da Polícia Militar destaca que a capacidade de resposta do HCCPG foi ampliada por meio de um monitoramento semanal abrangente em toda a unidade. Este trabalho é realizado em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública do RN (LACEN-RN), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A iniciativa visa rastrear precocemente a presença do fungo no ambiente hospitalar e em outros pacientes, permitindo uma ação rápida caso novos focos sejam identificados.

Desinfecção com peróxido e hipoclorito é intensificada

Para garantir a segurança ambiental e eliminar qualquer resquício do fungo nas superfícies, o hospital intensificou os processos de desinfecção. Segundo a PM, passaram a ser utilizados produtos como peróxido de hidrogênio e hipoclorito de sódio, substâncias reconhecidas pela eficácia na eliminação do Candida auris.

Além do reforço nos produtos, a equipe de higienização foi ampliada e passou por capacitação específica para atuar neste cenário. O objetivo é assegurar o cumprimento integral dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e evitar falhas no processo de limpeza.

Estoques de EPIs e situação dos profissionais de saúde

A corporação também tranquilizou a população e os servidores quanto à estrutura de proteção individual. O estoque de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) do hospital está regular e, segundo a nota, encontra-se em processo de reforço junto à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Um ponto importante destacado no comunicado é que, até o momento, não há registro de profissionais de saúde colonizados ou afastados em decorrência do surto. A direção do HCCPG enalteceu o trabalho das equipes técnicas e de apoio, que atuam para manter o ambiente seguro para pacientes, servidores e visitantes. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) foi mencionado como peça-chave na execução das medidas de prevenção e no cumprimento das diretrizes para evitar a disseminação do patógeno.

Fotos: Assecom/RN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Quaresma e proximidade da Páscoa acendem alerta para aumento de casos de ciguatera no RN

Quaresma e proximidade da Páscoa acendem alerta para aumento de casos de ciguatera no RN

Infectologista e professor de Medicina da UnP/Inspirali, Igor Queiroz orienta sobre riscos, sintomas e cuidados no consumo de pescado durante o período.

Quaresma e proximidade da Páscoa acendem alerta para aumento de casos de ciguatera no RN

Com a chegada da Quaresma e a proximidade da Páscoa, período em que tradicionalmente aumenta o consumo de pescado, autoridades de saúde reforçam o alerta após registros recentes de intoxicação alimentar associados ao consumo de peixes de grande porte no Rio Grande do Norte.

Os episódios são compatíveis com ciguatera, intoxicação provocada pela ciguatoxina, substância produzida por microalgas presentes em regiões tropicais com recifes de corais. A doença está relacionada exclusivamente a peixes marinhos de água salgada, especialmente aqueles que vivem em áreas de recifes. Peixes de água doce não estão associados à ciguatera.

O infectologista Igor Queiroz, professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, Ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, explica que a contaminação ocorre ao longo da cadeia alimentar. “Peixes pequenos se alimentam dessas algas e, quando são predados por peixes maiores, a toxina vai se acumulando. Assim, quando uma pessoa consome um peixe de grande porte contaminado, pode desenvolver o quadro de intoxicação”, destaca.

A ciguatera é considerada a forma mais comum de intoxicação não bacteriana relacionada ao consumo de peixes marinhos. Entre 2022 e 2025, foram identificados no RN surtos e casos isolados envolvendo espécies como barracuda (bicuda), cioba, guarajuba, arabaiana e dourado, que são peixes marinhos de maior porte e mais associados ao risco, principalmente por serem predadores no topo da cadeia alimentar.

Um dos principais desafios é que o peixe contaminado não apresenta alterações perceptíveis. “Ele não muda a cor, o cheiro ou o sabor. Além disso, o congelamento e o cozimento não inativam a toxina”, alerta o professor.

Quais peixes são mais indicados para a Páscoa?

Segundo o especialista, a recomendação é priorizar peixes de menor porte e espécies que não sejam grandes predadores marinhos. Entre as opções mais seguras estão:

  • Tilápia (água doce);
  • Tambaqui (água doce);
  • Pescada;
  • Merluza;
  • Sardinha;
  • Corvina;
  • Pangasius.

Peixes de cultivo (aquicultura), especialmente os de água doce, tendem a apresentar menor risco, já que não participam da cadeia alimentar marinha associada à ciguatoxina.

Quanto ao bacalhau, alimento tradicional da Páscoa, ele não está associado à ciguatera. O bacalhau verdadeiro é um peixe de águas frias do Atlântico Norte, fora das regiões tropicais com recifes onde ocorre a toxina. Portanto, do ponto de vista da ciguatera, é considerado uma opção segura. Ainda assim, é importante verificar a procedência e as condições de conservação do produto.

Independentemente da espécie escolhida, é fundamental observar as condições de armazenamento, refrigeração adequada, higiene do local de venda e origem confiável do pescado.

Sintomas e quando procurar ajuda

Os primeiros sintomas costumam surgir poucas horas após a ingestão e incluem dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. Diferentemente de uma intoxicação alimentar comum, o quadro pode ser mais intenso e prolongado.

“Em alguns casos, há manifestações neurológicas, como dormência nos lábios, alteração na percepção de quente e frio e sensação de choque nas extremidades. Em situações mais graves, pode ocorrer queda da pressão arterial e alterações cardíacas, exigindo atendimento hospitalar. Diante de qualquer sintoma após o consumo de peixe, a orientação é procurar assistência médica imediatamente”, lembra o docente da UnP/Inspirali, Igor Queiroz.

Em uma região com forte tradição no consumo de pescado, especialmente neste período que antecede a Páscoa, o alerta é claro: “a população deve redobrar a atenção na escolha do peixe, evitar grandes predadores marinhos de origem duvidosa e buscar atendimento rápido em caso de suspeita. Informação e cautela são fundamentais para garantir uma celebração segura”, pontua o especialista.

Foto: Divulgação

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Sesap investiga falha em limpeza após 2º caso de superfungo em hospital de Natal

Sesap investiga falha em limpeza após 2º caso de superfungo em hospital de Natal

Contaminação cruzada é a principal suspeita; Reforço na equipe de limpeza e medidas de contenção

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) instaurou uma investigação para apurar possíveis falhas nos protocolos de limpeza e higienização do Hospital Central Coronel Pedro Germano, localizado em Natal. A medida foi tomada após a confirmação do segundo caso de infecção pelo fungo Candida auris, popularmente conhecido como “superfungo”, na unidade hospitalar.

O primeiro caso de contaminação pelo fungo no hospital havia sido registrado em 22 de janeiro. Agora, um novo paciente, que está internado na unidade desde dezembro, testou positivo para o microrganismo. Segundo informações da pasta, o paciente havia sido submetido a três testes para detecção do fungo. Os dois primeiros exames apresentaram resultados negativos, enquanto o terceiro confirmou a presença do patógeno.

Contaminação cruzada é a principal suspeita

A partir da análise do caso, a vigilância epidemiológica da Sesap passou a trabalhar com a hipótese de “contaminação cruzada”. A suspeita é de que a infecção tenha ocorrido dentro do próprio ambiente hospitalar, e não sido trazida de outra unidade de saúde. A principal linha de investigação aponta para falhas nos processos de higienização conduzidos pela equipe de apoio do hospital.

A avaliação inicial considerou a possibilidade de transmissão a partir de um paciente proveniente de outro hospital, mas essa hipótese foi descartada após a análise do histórico do segundo paciente infectado. A conclusão preliminar é de que o fungo foi transmitido de pessoa para pessoa dentro do Hospital Pedro Germano, o que indica uma quebra na cadeia de limpeza e desinfecção.

Reforço na equipe de limpeza e medidas de contenção

Diante da confirmação do novo caso, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN determinou o reforço da equipe responsável pela limpeza hospitalar. O efetivo foi ampliado de 13 para 18 profissionais, com o objetivo de intensificar a desinfecção dos ambientes e conter o avanço do fungo.

Apesar da gravidade da situação, o governo estadual descartou a possibilidade de interdição total do hospital. A estratégia adotada para o controle do surto será o isolamento de áreas específicas. A medida considera que uma interdição completa exigiria a paralisação total das atividades e a limpeza rigorosa de toda a unidade, o que não é considerado o procedimento mais eficaz no momento.

O protocolo em andamento prevê o isolamento do paciente contaminado, a delimitação das áreas por onde ele circulou e a realização de desinfecções terminais nesses locais. A orientação das autoridades de saúde é para que a população não entre em pânico, uma vez que a transmissão do fungo Candida auris ocorre, predominantemente, em ambientes hospitalares e exige contato próximo com pessoas ou superfícies contaminadas.

O que é o fungo Candida auris

O Candida auris é um fungo identificado pela primeira vez no Japão em 2009. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 2020. Desde então, o microrganismo tem se tornado um desafio para as instituições de saúde em todo o mundo devido à sua alta capacidade de resistência a medicamentos antifúngicos.

Especialistas apontam que uma das principais características do fungo é a capacidade de formar biofilmes. Essas estruturas funcionam como um escudo protetor, dificultando a ação dos medicamentos e complicando tanto o tratamento do paciente quanto a eliminação do fungo do ambiente hospitalar. Essa característica exige a adoção de protocolos de limpeza extremamente rigorosos.

Além disso, o C. auris tem a capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies inanimadas, como equipamentos médicos, mobiliário e objetos de uso hospitalar. Essa persistência no ambiente facilita a transmissão indireta e aumenta a preocupação das autoridades sanitárias, que buscam evitar que o fungo se espalhe dentro da unidade ou seja levado para outros hospitais do estado.

O termo “superfungo” está diretamente relacionado à resistência que o Candida auris apresenta aos antifúngicos disponíveis atualmente. Existem três grandes grupos de medicamentos utilizados para tratar infecções fúngicas: os azóis, os polienos e as equinocandinas. O C. auris geralmente é resistente a pelo menos um desses grupos, e em alguns casos, pode apresentar resistência a mais de um, o que torna o tratamento complexo e demanda vigilância constante.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Carlos Costa/Assecom/Ilustração

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Sesap confirma segundo caso do fungo Candida auris no Hospital da PM em Natal

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, unidade conhecida como Hospital da PM, localizada em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar, após o primeiro caso ter sido confirmado no dia 22 de janeiro.

Até o momento, a pasta estadual não divulgou detalhes sobre o paciente ou as circunstâncias que envolveram a nova contaminação. Diante da confirmação do segundo caso, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da secretaria, para apresentar informações oficiais sobre o caso e as medidas adotadas.

Superfungo Candida auris tem segundo caso confirmado no Hospital da PM

O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi confirmado após exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, a Sesap informou que o paciente estava em isolamento e recebia tratamento por outra enfermidade, enquanto equipes do hospital e da vigilância epidemiológica realizavam monitoramento e rastreamento de contatos para evitar a disseminação do fungo.

A nova confirmação acende o alerta das autoridades sanitárias quanto à capacidade de propagação do microrganismo em ambientes hospitalares. O Hospital da PM segue com as medidas de contenção e os protocolos de prevenção estabelecidos pela vigilância em saúde.

Candida auris é considerado ameaça à saúde pública global

O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global devido às suas características. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas que já estejam hospitalizados.

Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também preocupa especialistas por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos disponíveis no mercado. Outro fator de preocupação é a capacidade do fungo de sobreviver por longos períodos em superfícies e ambientes hospitalares, o que aumenta significativamente o risco de surtos em unidades de saúde.

A Sesap deve detalhar, durante a coletiva de imprensa, as ações que estão sendo implementadas para conter a disseminação do fungo na unidade hospitalar e o estado de saúde do paciente mais recente. O Lacen-RN segue realizando a vigilância laboratorial para identificar possíveis novos casos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Novo Centro Médico Veterinário da UnP amplia serviços de saúde animal em Mossoró

Novo Centro Médico Veterinário da UnP amplia serviços de saúde animal em Mossoró

Com inauguração no dia 5 de março, estrutura fortalece a formação prática e oferece atendimentos veterinários à comunidade

Novo Centro Médico Veterinário da UnP amplia serviços de saúde animal em Mossoró

Como parte das comemorações dos seus 45 anos, a Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, inaugura, no próximo dia 5 de março, às 19h, o seu novo Centro Médico Veterinário (CMV), em Mossoró. A inauguração contará com recepção de convidados e apresentação musical da cantora Bia Gurgel, marcando oficialmente a entrega da nova estrutura à comunidade acadêmica e à sociedade mossoroense.

Localizado no campus Mossoró da UnP, na Avenida João da Escóssia, 1561, no bairro Nova Betânia, o CMV conta com dois consultórios clínicos, farmácia, sala de raio X e ultrassonografia, centro cirúrgico com salas de pré e pós-operatório, área de esterilização e laboratório de análises clínicas. O espaço dispõe ainda de dois laboratórios destinados às aulas práticas do curso de Medicina Veterinária, com integração direta ao centro cirúrgico.

Os atendimentos incluem clínica geral para cães e gatos, realização de exames de imagem e coleta para exames laboratoriais, estes em parceria com o Infinity LabVet. O médico-veterinário Patrick Sales é responsável pelos exames de imagem e procedimentos diagnósticos, enquanto a médica-veterinária Lívia Gomes, pós-graduada em clínica cirúrgica de cães e gatos, atua como responsável técnica pelos atendimentos clínicos e cirúrgicos.

Além de fortalecer a assistência à saúde animal em Mossoró, o CMV funciona como Clínica-Escola, promovendo a formação prática dos estudantes. Estagiários e alunos de ligas acadêmicas participam da rotina de atendimentos, sempre sob supervisão profissional, vivenciando, na prática, a realidade da atuação veterinária.

O Centro Médico Veterinário é uma estrutura acadêmica vinculada às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnP e atende às Diretrizes Curriculares do curso de Medicina Veterinária, estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), que preveem a existência de espaço próprio para a formação prática dos alunos.

Para a reitora da UnP, Bárbara Azevedo, a entrega do novo equipamento reforça o compromisso institucional com a excelência acadêmica e com o desenvolvimento regional. “O Centro Médico Veterinário simboliza a nossa dedicação em oferecer uma formação cada vez mais completa, conectada às demandas da sociedade e às melhores práticas do mercado. Ao mesmo tempo, ampliamos a contribuição da Universidade para a comunidade, fortalecendo o cuidado com a saúde animal e a responsabilidade social”, destaca.

Para o gerente do Campus Mossoró da UnP, Helder Sabino, a entrega do Centro Médico Veterinário representa um marco para a instituição no ano em que celebra 45 anos de história. “Estamos fortalecendo a qualidade da formação dos nossos alunos com uma estrutura moderna, completa e alinhada às Diretrizes do MEC, ao mesmo tempo em que ampliamos o acesso da população aos serviços de saúde animal em Mossoró. É uma conquista para a Universidade e para a comunidade”, comemora.

Serviço

Inauguração do Centro Médico Veterinário da UnP
Data: 5 de março
Horário: 19h
Local: Avenida João da Escóssia, 1561, Nova Betânia – Mossoró

Atendimentos veterinários
Clínica geral para cães e gatos
Segunda a quinta-feira
9h às 15h
Agendamentos: (84) 3323-8212 (WhatsApp)

Foto: Divulgação

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RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

Taxa de obesidade no RN supera média nacional em 11 pontos percentuais; Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no ranking nacional de obesidade entre adultos, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde. O levantamento, realizado com base em atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, aponta que 42% dos potiguares adultos atendidos apresentam algum grau de obesidade.

Os dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de obesidade entre adultos no Rio Grande do Norte é significativamente superior à média brasileira. Enquanto no país 31% da população adulta atendida pelo SUS tem obesidade, no estado potiguar o percentual chega a 42%.

O Rio Grande do Norte fica atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking de estados com maior incidência de obesidade entre adultos. O levantamento também revela que quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, condição que antecede a obesidade e já representa um fator de risco para outras doenças.

Doenças associadas à obesidade e impacto na saúde pública

Especialistas apontam que a obesidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento de outras condições crônicas de saúde. Entre as principais doenças associadas ao excesso de peso estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e apneia do sono.

Publicações científicas na área da saúde catalogam mais de 200 condições clínicas associadas à obesidade. A presença de múltiplas comorbidades em pacientes com obesidade aumenta a complexidade do tratamento e a demanda por serviços de saúde, impactando diretamente o sistema público.

Tratamento da obesidade no SUS e limitações na oferta de medicamentos

Embora o Ministério da Saúde classifique a obesidade como doença crônica, especialistas apontam uma lacuna na oferta de tratamentos medicamentosos pelo SUS. Atualmente, não há medicamentos específicos para o tratamento da obesidade disponibilizados pela rede pública, apesar de a condição ser reconhecida como doença crônica que, em tese, daria direito a esse tipo de intervenção.

A ausência de medicamentos no SUS para o tratamento da obesidade contrasta com a política de fornecimento de fármacos para outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Especialistas consideram que a falta de acesso a medicamentos para obesidade limita as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que necessitam desse tipo de intervenção.

Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

Diante das limitações no acesso a tratamentos medicamentosos, a mudança de hábitos tem sido a principal estratégia adotada por pacientes para controle de peso e redução de riscos à saúde. O acompanhamento médico aliado à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas tem apresentado resultados positivos.

Pacientes que buscaram orientação médica e modificaram seus hábitos alimentares e comportamentais conseguiram reduções significativas de peso. Casos registrados mostram perdas de 16 quilos a 40 quilos a partir da adoção de novos padrões alimentares e da incorporação de exercícios físicos à rotina.

O controle de doenças associadas à obesidade, como diabetes, também é beneficiado pela mudança de hábitos. Pacientes que reduziram o peso relatam melhora nos índices glicêmicos e menor necessidade de intervenções medicamentosas para controle de condições associadas.

Acompanhamento médico e construção de novos hábitos

Especialistas destacam que a construção de novos padrões alimentares e comportamentais é fundamental para a obtenção de resultados duradouros no combate à obesidade. O acompanhamento profissional permite que as mudanças sejam implementadas de forma gradual e sustentável, aumentando as chances de manutenção do peso saudável a longo prazo.

A abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e profissionais de educação física, é apontada como a mais eficaz para o tratamento da obesidade. A combinação de orientação médica, reeducação alimentar e atividade física regular contribui não apenas para a redução de peso, mas também para a prevenção de doenças associadas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Fotos: Alexander Grey/Pexels / Joel Rodrigues / Agência Brasília / Toninho Tavares/Agência Brasília

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Justiça bloqueia R$ 3,7 milhões do Estado e de Natal para cirurgias de escoliose em crianças

Justiça bloqueia R$ 3,7 milhões do Estado e de Natal para cirurgias de escoliose em crianças

Governo e prefeitura descumpriram prazos para cirurgias; MP aponta risco de agravamento irreversível em pacientes

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou o bloqueio de R$ 3,7 milhões nas contas do governo do Estado e da prefeitura de Natal para custear 27 cirurgias de correção de escoliose em crianças e adolescentes de até 14 anos. A decisão, proferida pela 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, atende a uma ação movida pelo Ministério Público do RN (MPRN).

O valor bloqueado será destinado à realização dos procedimentos cirúrgicos em pacientes que aguardam na fila da rede pública. De acordo com a sentença, o governo estadual deve arcar com 60% do montante, enquanto o município de Natal responde pelos 40% restantes.

A imprensa local procurou as secretarias estadual e municipal de Saúde para comentar a decisão, mas não obteve retorno até a atualização mais recente desta reportagem.

Descumprimento de prazos motivou bloqueio judicial

O bloqueio foi efetuado após o descumprimento de prazos anteriores para a realização dos procedimentos na rede pública. Segundo o Ministério Público, algumas das crianças e adolescentes chegaram a completar 14 anos aguardando a cirurgia, mesmo com decisões judiciais anteriores garantindo o tratamento.

“Convém reforçar que esse tratamento já havia sido assegurado anteriormente por via judicial. Alguns dos adolescentes tinham 13 anos quando foi proferida a decisão original e hoje completaram 14 anos aguardando o procedimento”, informou o MPRN.

A demora no atendimento, de acordo com a ação, pode levar ao agravamento irreversível do quadro clínico dos pacientes. O crescimento ósseo contínuo durante a infância e adolescência tende a piorar a curvatura da coluna, o que pode comprometer funções respiratórias e cardíacas.

Prioridade absoluta a crianças e adolescentes

A decisão judicial reforça a aplicação do princípio da prioridade absoluta, previsto no artigo 227 da Constituição Federal, que determina que crianças e adolescentes tenham tratamento prioritário em políticas públicas e no acesso à saúde.

“Não se justifica a distinção etária entre pacientes de 13 e 14 anos, quando ambos se encontram em fase de crescimento e desenvolvimento, o que torna urgente a correção cirúrgica”, citou o MP na ação.

O princípio constitucional impõe ao Estado e aos municípios a obrigação de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos fundamentais desse grupo, incluindo o direito à vida e à saúde.

Hospital do Coração inicia internações imediatamente

Conforme determinado nos autos, o Hospital do Coração de Natal está autorizado a iniciar imediatamente as internações e as avaliações pré-operatórias dos pacientes. O custo unitário por procedimento foi fixado em R$ 139.480.

O magistrado autorizou o levantamento imediato de 40% do valor total bloqueado para que a unidade hospitalar possa adquirir materiais e dar início aos trabalhos. Essa liberação, no entanto, está condicionada à apresentação de um plano de trabalho detalhado.

Cronograma e liberação progressiva dos recursos

O hospital terá um prazo de 15 dias para apresentar o cronograma de execução das cirurgias, que deve incluir a ordem de prioridade baseada em critérios clínicos e etários dos pacientes. O planejamento deverá detalhar como os procedimentos serão realizados ao longo do tempo.

Já os 60% restantes do valor bloqueado serão liberados de forma progressiva, conforme a efetiva realização das cirurgias for comprovada. A unidade de saúde deverá apresentar relatórios mensais de execução para ter acesso às parcelas seguintes do montante.

O modelo de liberação condicionada visa garantir que os recursos sejam efetivamente utilizados nos procedimentos cirúrgicos, permitindo o acompanhamento e a fiscalização por parte do Judiciário e do Ministério Público.

Fotos: Marcello Casal Jr. ABr/Ilustração / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Justiça determina que Governo do RN estruture linha de cuidado do AVC no Walfredo Gurgel em 90 dias

Justiça determina que Governo do RN estruture linha de cuidado do AVC no Walfredo Gurgel em 90 dias

Decisão atende a ação do MPRN que apontou falta de equipe multiprofissional; Dados apontam que AVC mata 16% no RN, acima das médias mundial e nacional

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Governo do Estado estruture integralmente a linha de cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, localizado em Natal. A decisão estabelece o prazo de 90 dias para que seja garantida uma equipe multiprofissional completa no local e para que o serviço seja regularizado junto ao Ministério da Saúde.

A sentença atende a uma ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que apontou a falta de profissionais em quantidade suficiente para assegurar a continuidade do atendimento a pacientes com diagnóstico de AVC. Embora o hospital disponha de espaço físico e leitos neurológicos, a ausência de uma equipe permanente vinha comprometendo a regularidade do serviço.

Dados mostram que AVC mata acima das médias mundial e nacional no RN

De acordo com dados epidemiológicos apresentados no processo, o AVC responde por aproximadamente 16% das causas de morte no Rio Grande do Norte entre 2018 e março de 2024. O percentual é superior à média mundial, de 11%, e também à média nacional, de 12,5%.

O estado ocupa a sétima posição entre as unidades da federação com as maiores taxas de mortalidade pela doença. Apesar disso, há registro de tendência de redução nos últimos dois anos, atribuída à implementação de linhas de cuidado voltadas ao Infarto Agudo do Miocárdio. A expectativa é que a consolidação da rede específica para AVC tenha impacto semelhante.

Equipe multiprofissional e habilitação junto ao Ministério da Saúde

A decisão judicial determina que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) adote as providências administrativas necessárias para habilitar formalmente o serviço junto ao Ministério da Saúde. A habilitação permitirá a captação de recursos federais destinados ao custeio da assistência especializada.

A fiscalização do MPRN identificou que a estrutura atual carece de enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos clínicos em número suficiente. A sentença exige a composição de equipe exclusiva, com os quantitativos previstos nas normas do Sistema Único de Saúde (SUS) e na Portaria nº 665/2012 do Ministério da Saúde.

Na decisão, o Judiciário afastou a alegação de limitações orçamentárias como justificativa para a não implementação do serviço. O entendimento é que restrições fiscais não podem se sobrepor ao direito fundamental à saúde, especialmente em se tratando de atendimento de alta complexidade.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Secretaria de Saúde investiga suspeita de mpox em jovem de 19 anos internada em Mossoró

Secretaria de Saúde investiga suspeita de mpox em jovem de 19 anos internada em Mossoró

Paciente de 19 anos estava internada na UPA do Alto de São Manoel desde o dia 20 de fevereiro e foi transferida para o Hospital Rafael Fernandes na noite desta terça-feira (24). Exame deve ser concluído até o fim de semana

A Secretaria de Saúde de Mossoró investiga um caso suspeito de mpox em uma jovem de 19 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel no dia 20 de fevereiro. A paciente apresentava sintomas virais e lesões na pele, o que levou a equipe médica a suspeitar de infecção pelo vírus.

Na noite desta terça-feira (24), a jovem foi transferida para o Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas em Mossoró. De acordo com o hospital, a paciente está isolada e apresenta quadro de saúde estável, consciente e se alimentando bem.

Até esta quarta-feira (25), não há nenhum caso confirmado de mpox no Rio Grande do Norte em 2026. O exame para confirmação ou descarte da doença foi solicitado e deve ter o resultado divulgado até o fim desta semana.

Investigação e monitoramento do caso

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a jovem procurou atendimento na UPA após apresentar sintomas virais acompanhados de lesões na pele, características que podem estar associadas à mpox. Diante do quadro clínico apresentado, a equipe médica adotou os protocolos de isolamento e notificação.

A coordenadora de enfermagem da UPA do Alto do São Manoel informou que a jovem voltou de uma viagem para João Pessoa já com os sintomas. A informação sobre o deslocamento recente da paciente é um dos elementos considerados na investigação, uma vez que há registros de casos da doença em outros estados, como na Bahia.

Apesar da suspeita de mpox, outras doenças não foram descartadas pela equipe médica. A coordenadora explicou que o quadro apresenta similaridades com outras patologias, como a herpes zoster, o que mantém a necessidade de investigação diferenciada até a confirmação laboratorial.

Transferência para hospital de referência

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que a paciente estava na regulação aguardando vaga para transferência ao Hospital Rafael Fernandes. Segundo a pasta, não havia leitos disponíveis na unidade no momento inicial da internação, o que motivou a permanência temporária na UPA.

Uma equipe do Hospital Rafael Fernandes monitorou a paciente durante o período em que ela esteve na UPA do Alto de São Manoel, garantindo que o atendimento seguisse os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para casos suspeitos de mpox.

A transferência foi concluída na noite de terça-feira (24), e a jovem permanece isolada na unidade de referência aguardando o resultado do exame que confirmará ou descartará a infecção.

O que é a mpox

De acordo com o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença viral. Os principais sinais e sintomas da doença incluem lesões na pele, aumento de ínguas (linfonodos), febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios e fraqueza.

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios compartilhados com pessoas infectadas.

O tratamento da doença é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para o tratamento da mpox no Brasil, conforme informações do Ministério da Saúde.

Protocolos adotados no Rio Grande do Norte

A Sesap informou que tem acompanhado o caso em Mossoró e que todas as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde estão sendo adotadas. O Hospital Rafael Fernandes, para onde a paciente foi transferida, é a unidade de referência para doenças infectocontagiosas na região Oeste do estado e possui estrutura para isolamento e monitoramento de pacientes com suspeita de doenças de notificação compulsória.

O resultado do exame laboratorial, que deve sair até o fim de semana, será determinante para a confirmação ou descarte do caso e para a definição dos próximos passos do protocolo de vigilância epidemiológica no estado.

Até a conclusão deste artigo, o Rio Grande do Norte não registrava casos confirmados de mpox em 2026, permanecendo em situação de monitoramento quanto à circulação da doença em território potiguar.

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM) / NIAID/NIH

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Governo do RN anuncia novas barreiras ortopédicas em Assu e Caicó para ampliar atendimento no interior

Governo do RN anuncia novas barreiras ortopédicas em Assu e Caicó para ampliar atendimento no interior

Anúncio foi feito durante a comemoração de um ano do serviço em Macaíba, que já realizou mais de 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias, reduzindo a pressão sobre o Hospital Walfredo Gurgel

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) vai instalar mais dois serviços de ortopedia de baixa e média complexidade no interior do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra durante visita ao Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, na programação que celebrou o primeiro ano de funcionamento da primeira barreira ortopédica do estado.

A unidade de Macaíba, inaugurada em fevereiro de 2025, tornou-se referência no atendimento ortopédico para seis municípios da Região Metropolitana: Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim e Ceará-Mirim. Neste período, o serviço realizou 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias, números que comprovam a efetividade da iniciativa.

“O mais importante de tudo isso é, após um ano, voltar aqui e ver de perto, ouvir a população reconhecendo a importância que foi instalar esse serviço em Macaíba. São lembranças que vou levar para sempre”, afirmou a governadora.

Novas unidades em Assu e Caicó

A segunda barreira ortopédica do estado será instalada no Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, localizado no município de Assu, na região do Vale do Açu. De acordo com a programação da Sesap, o serviço deverá iniciar os atendimentos já no mês de março.

A unidade será coordenada pelo Consórcio de Saúde do Vale do Açu e tem como objetivo principal reduzir a demanda reprimida no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, que atualmente absorve grande parte dos casos ortopédicos da região Oeste. A equipe que atuará no novo serviço já passou por treinamentos na barreira de Macaíba, garantindo a padronização do atendimento.

No Seridó, o governo também planeja montar um serviço semelhante com base no Consórcio de Saúde da região. O novo polo ortopédico funcionará no Hospital Regional de Caicó e deverá melhorar o fluxo de pacientes não apenas daquela unidade, mas também desafogar o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, que concentra os casos de trauma e alta complexidade em ortopedia.

“A barreira ortopédica em Assu deverá começar os atendimentos em março. No Seridó também vamos montar o serviço com base no Consórcio de Saúde da região, que vai ajudar a melhorar o fluxo não só do Hospital de Caicó, mas até do Walfredo Gurgel”, completou o secretário de Saúde Pública, Alexandre Motta.

Investimentos e infraestrutura

Durante a solenidade comemorativa em Macaíba, foi destacada a importância da barreira ortopédica para diminuir a histórica sobrecarga do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal unidade de trauma-ortopedia do estado. A parceria com o Ministério da Saúde foi fundamental para viabilizar o projeto.

O custeio do serviço de ortopedia conta com investimento superior a R$ 10 milhões garantido pelo Ministério da Saúde, em uma iniciativa inédita a nível nacional, a partir do projeto técnico apresentado pela Sesap. Apenas para a instalação da unidade de Macaíba, o Governo do Estado investiu R$ 1,5 milhão em melhorias na infraestrutura do hospital.

As reformas incluíram a modernização das enfermarias, ampliação do refeitório e climatização dos ambientes. O serviço de ortopedia de Macaíba conta atualmente com centro cirúrgico, oito leitos de enfermaria, dois consultórios, além de estrutura específica para suturas, colocação de gesso, realização de exames e outros procedimentos.

O modelo de atendimento é focado no acolhimento e humanização dos pacientes, características que deverão ser replicadas nas novas unidades de Assu e Caicó, ampliando o acesso da população do interior aos serviços ortopédicos de baixa e média complexidade.

Fotos: Carmem Félix/Governo do RN

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Por que bate o desânimo depois do Carnaval? Entenda o esgotamento emocional que trava o cérebro na volta à rotina

Por que bate o desânimo depois do Carnaval? Entenda o esgotamento emocional que trava o cérebro na volta à rotina

Irritação, cansaço extremo, desânimo e dificuldade de concentração após dias de festa não são preguiça. Segundo a psicóloga Candice Galvão, o excesso de estímulos altera a química cerebral e dificulta a retomada do ritmo normal

Por que bate o desânimo depois do Carnaval? Entenda o esgotamento emocional que trava o cérebro na volta à rotina

Depois de dias intensos de festa, pouco sono, álcool, excesso de estímulos e quebra total da rotina, muita gente volta ao trabalho com a sensação de mente lenta, corpo pesado e irritação constante. O que costuma ser chamado de preguiça pode, na verdade, ser um quadro de esgotamento emocional pós-Carnaval.

Do ponto de vista psicológico e neurobiológico, o cérebro passa por uma espécie de ressaca neuroquímica após períodos de alta excitação.

Durante a folia, há aumento de dopamina e adrenalina, substâncias ligadas ao prazer, energia e euforia. Ao mesmo tempo, o descanso diminui e a previsibilidade desaparece. Quando esse ritmo termina de forma abrupta, ocorre uma queda desses neurotransmissores, o que pode gerar desânimo, dificuldade de concentração, oscilação de humor e sensação de vazio.

Estudos sobre privação de sono mostram que poucas noites mal dormidas já reduzem atenção e memória em até 30%, ajudando a explicar a dificuldade de retomar a produtividade na semana seguinte.

Para Candice Galvão, especialista em saúde mental, neuropsicologia e regulação emocional, essa resposta é esperada porque o sistema nervoso precisa de tempo para se reorganizar depois de dias de estímulo intenso.

“O sistema nervoso entra em modo de excitação constante durante a folia. Quando a rotina volta de repente, o cérebro sente a queda. Essa transição pode provocar irritabilidade, cansaço extremo e falta de foco. Não é preguiça, é uma resposta emocional do organismo”, explica.

Segundo a psicóloga, a psicoterapia atua não apenas depois do desconforto, mas também de forma preventiva, fortalecendo autoconhecimento, limites e estratégias de regulação emocional.

“A psicoterapia ajuda antes, durante e depois. Antes, fortalecendo autoconhecimento e limites. Durante, promovendo consciência das escolhas. E depois, auxiliando o cérebro a reorganizar emoções e rotina sem sobrecarga. Saúde mental não é emergencial, é construção contínua”, afirma.

Candice ressalta ainda que buscar acompanhamento psicológico não deve ser visto apenas como solução para crises.

“Psicoterapia é cuidado preventivo. É o que sustenta o equilíbrio ao longo do ano.”

Com atendimento online para pacientes de todo o Brasil, a profissional observa aumento na procura por apoio psicológico após feriados prolongados e datas de grande intensidade social, como Carnaval, festas de fim de ano e grandes eventos.

“Não é preguiça. É um sistema emocional pedindo regulação. Quando entendemos isso, paramos de nos culpar e começamos a nos cuidar.”

Para mais informações e conteúdos, acesse o perfil no Instagram: @candicegalvaopsicologia

Foto: Divulgação

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UnP inicia triagem gratuita para atendimentos odontológicos de adultos e crianças da Grande Natal

UnP inicia triagem gratuita para atendimentos odontológicos de adultos e crianças da Grande Natal

Iniciativa começa na próxima terça-feira (24)

UnP inicia triagem gratuita para atendimentos odontológicos de adultos e crianças da Grande Natal

O curso de Odontologia da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, inicia o período de triagem gratuita para crianças e adultos. A ação é realizada por meio do Centro Integrado de Saúde (CIS) da UnP Salgado Filho, na Zona Sul de Natal, com atendimentos a partir da próxima terça-feira (24).

Aberta à comunidade, a triagem requer inscrição prévia por meio de formulário on-line, no qual o usuário pode escolher o melhor dia e horário. As triagens para adultos acontecem nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro, enquanto as infantis serão realizadas em 3, 5 e 6 de março.

A triagem corresponde à avaliação da saúde bucal e é realizada por professores especializados da universidade. Após essa etapa, os pacientes serão encaminhados para tratamento, quando necessário. A partir da primeira sessão, será cobrada uma taxa social de R$ 20, com exceção dos procedimentos relacionados a próteses dentárias.

Somente no último ano, as clínicas registraram alta procura, com mais de 1.600 usuários atendidos, número que reforça a relevância social da iniciativa. Para a supervisora das clínicas-escola da UnP, Jesiane Nascimento, a iniciativa cumpre um papel estratégico ao ampliar o acesso da população aos serviços odontológicos.

“A triagem permite identificar as necessidades reais da comunidade, organizar o fluxo de atendimento e garantir que os pacientes sejam direcionados de forma adequada e segura para os tratamentos necessários. Isso fortalece o compromisso da UnP com a promoção da saúde bucal, a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida da população”, explica Jesiane.

O Centro Integrado de Saúde (CIS) está localizado na entrada lateral da UnP Salgado Filho, na Rua General Francisco Monteiro, 371, em Lagoa Nova, Zona Sul de Natal.

Confira abaixo os horários de triagem e o link de inscrição:

Triagem odontológica para adultos

Terça-feira (24/02)
9h às 12h
14h às 17h
15h às 18h
18h às 20h30

Quarta-feira (25/02)
14h às 17h
18h às 20h30

Quinta-feira (26/02)
18h às 20h30

Inscrições através do link: http://forms.office.com/r/SBW2CbM9m1

Triagem odontopediátrica

Terça-feira (03/03)
18h às 20h30

Quinta-feira (05/03)
9h às 12h
18h às 20h30

Sexta-feira (06/03)
9h às 12h
14h às 17h

Inscrições através do link: https://forms.office.com/r/0r2HPR2jnv

Foto: Divulgação

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Inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval? Veja o que fazer para curtir a folia sem desconforto

Inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval? Veja o que fazer para curtir a folia sem desconforto

Longas horas em pé, consumo de álcool e desidratação podem comprometer a circulação durante a festa; a cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros explica por que os sintomas aumentam nesse período e orienta como evitar inchaço e sensação de peso nas pernas.

Inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval? Veja o que fazer para curtir a folia sem desconforto

Depois de horas em blocos, filas e festas, muita gente só percebe o impacto no fim do dia. As pernas ficam pesadas, inchadas e doloridas. O Carnaval exige resistência física e impõe uma combinação que desafia a circulação: calor intenso, permanência prolongada em pé, ingestão de álcool e pouca hidratação.

A explicação é fisiológica. A temperatura elevada provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse mecanismo natural dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração e favorece o acúmulo de líquidos nos tecidos, aumentando o inchaço.

Estudos clínicos reforçam esse cenário. Em uma pesquisa com mais de 1.600 pacientes com edema em membros inferiores, 56,6% relataram piora significativa dos sintomas em temperaturas mais altas, evidenciando a influência direta do calor sobre a circulação.

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular apontam ainda que as queixas relacionadas à sensação de peso e inchaço nas pernas podem aumentar até 30% em períodos de calor intenso, um contexto que se intensifica em eventos prolongados como o Carnaval.

“A circulação das pernas depende muito do movimento. Quando a pessoa permanece muito tempo parada, o sangue encontra mais dificuldade para retornar ao coração. Se isso se soma à desidratação e ao álcool, o desconforto tende a ser maior”, explica a cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros.

Segundo a especialista, mesmo pessoas que não têm histórico de varizes podem apresentar sintomas temporários durante a folia.

“O Carnaval funciona como um teste de estresse para a circulação. O corpo é submetido a uma sobrecarga que foge da rotina, e isso pode revelar ou intensificar sinais que antes eram discretos”, afirma.

O que fazer para evitar inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval?

Movimente-se sempre que possível
A musculatura da panturrilha atua como uma bomba natural que ajuda o sangue a subir de volta ao coração. Pequenas caminhadas e mudanças de posição já fazem diferença.

Hidrate-se além do habitual
Intercalar bebidas alcoólicas com água ou água de coco ajuda a reduzir a retenção de líquidos e melhora o funcionamento da circulação.

Prefira calçados estáveis e confortáveis
Sapatos com bom suporte diminuem a sobrecarga muscular e reduzem a fadiga ao longo do dia.

Evite permanecer imóvel por longos períodos
Mesmo em shows ou filas, movimentar os pés e contrair a panturrilha estimula o fluxo sanguíneo.

Eleve as pernas ao chegar em casa
Manter as pernas elevadas por 15 a 20 minutos facilita o retorno venoso e ajuda a diminuir o inchaço acumulado.

Avalie o uso de meias de compressão, se houver indicação médica
Pessoas com histórico de insuficiência venosa devem buscar orientação profissional antes do uso.

Quando o inchaço deixa de ser apenas cansaço?

Embora o desconforto leve seja comum após muitas horas em pé, alguns sinais merecem atenção: dor persistente, inchaço em apenas uma perna, vermelhidão localizada ou sensação intensa de calor na região.

“Nem todo inchaço é apenas resultado da festa. Se houver dor forte ou diferença visível entre as pernas, é fundamental procurar avaliação médica”, alerta Dra. Ilana Barros.

Com essas orientações, é possível curtir o Carnaval com mais disposição e sem comprometer a saúde das pernas.

Para mais dicas, informações e conteúdos, acesse o perfil no Instagram: @drailanabarros

Sobre Drª Ilana Barros:
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA, e com Residência Médica em Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife-PE. Além de sua formação inicial e residências, a Dra. é especializada em Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular na ANGIORAD, em Recife-PE, e Pós-graduada em Laser, Cosmiatria e Procedimentos no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo-SP.

Foto: Divulgação

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Frizz e queda após o Carnaval? Dermatologista explica como proteger o cabelo do sol e do suor

Frizz e queda após o Carnaval? Dermatologista explica como proteger o cabelo do sol e do suor

Com temperaturas acima de 30 °C em grande parte do Brasil e alta incidência de radiação ultravioleta no verão, a dermatologista e tricologista Dra. Ingrid Tavares explica como cuidar dos cabelos no Carnaval e evitar frizz, quebra e danos ao couro cabeludo.

Frizz e queda após o Carnaval? Dermatologista explica como proteger o cabelo do sol e do suor

O Carnaval mal termina e muita gente começa a perceber os efeitos nos fios. Frizz mais intenso, pontas duplas, cabelo opaco e, em alguns casos, aumento da queda nos meses seguintes. A combinação de sol forte, suor constante, vento, sal do mar, cloro da piscina e excesso de produtos cria um ambiente agressivo para o cabelo durante a folia.

No verão brasileiro, quando os índices de radiação ultravioleta frequentemente atingem níveis muito altos, a fibra capilar sofre degradação das proteínas estruturais. O calor dilata as cutículas, favorece a perda de água e aumenta a absorção da umidade do ar, o que explica o frizz e o aspecto arrepiado após longos dias de exposição.

A dermatologista e tricologista Dra. Ingrid Tavares destaca que não é apenas o comprimento do fio que sofre. O couro cabeludo também é impactado pelo excesso de suor e acúmulo de fixadores e glitter, o que pode desencadear coceira, descamação e inflamação. Em alguns casos, esse estresse funciona como gatilho para um eflúvio telógeno, condição que pode levar ao aumento da queda de cabelo cerca de três meses após o Carnaval.

Para proteger o cabelo do sol e reduzir danos, os cuidados devem começar antes mesmo do primeiro bloco.

Reforçar hidratação e nutrição alguns dias antes ajuda a melhorar a integridade da fibra capilar, reduzir a porosidade e tornar os fios mais resistentes ao ressecamento e às agressões externas. Evitar procedimentos químicos muito próximos à festa e diminuir o uso excessivo de chapinha, babyliss e secador em alta temperatura também reduz o risco de quebra, especialmente em um cenário de calor e exposição intensa.

Durante os dias de folia, a proteção deve ser contínua. O uso de chapéus, bonés ou viseiras ajuda a reduzir a radiação direta no couro cabeludo e nos fios. Produtos com filtro UV contribuem para minimizar os danos solares e preservar a cor, principalmente em cabelos tingidos. Após praia ou piscina, enxaguar os fios com água doce reduz o impacto do sal e do cloro, que aceleram o ressecamento.

Os penteados de Carnaval também exigem atenção. Estilos muito apertados, com elásticos rígidos, tranças excessivamente tensionadas ou rabos de cavalo muito puxados podem aumentar a tração nos fios e no couro cabeludo, favorecendo quebra e até agravando quadros de queda, especialmente em quem já tem predisposição. Optar por versões mais soltas, que reduzam a tensão e o atrito, é uma forma simples de preservar a saúde capilar durante a folia.

No retorno à rotina, a atenção deve se voltar ao couro cabeludo. A limpeza deve remover resíduos de glitter, poluição e produtos acumulados sem agredir a região. Caso haja dor, descamação intensa ou aumento perceptível da queda, a avaliação dermatológica é recomendada.

Ignorar a proteção capilar nesta época pode significar semanas — ou até meses — de recuperação. Em um país com alta exposição solar no verão, preservar a saúde da fibra e do couro cabeludo é uma decisão preventiva que evita danos prolongados.

Para mais dicas, informações e conteúdos, acesse o perfil no Instagram: @dra.ingridrtavares

Sobre a especialista

A dermatologista Dra. Ingrid Tavares possui título pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, com atuação em Dermatologia Estética e Tricologia. Tem pós-graduação em Cosmiatria e Tricologia pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, no Rio de Janeiro, e é membro da International Trichoscopy Society. Realizou residência médica no Centro de Dermatologia Dona Libânia, onde recebeu o prêmio Residente que fez a diferença. Atualmente, atende no Instituto Regina Jales, unindo ciência, tecnologia e cuidado humanizado para resultados naturais.

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CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

Sífilis, gonorreia, herpes, hepatites virais e HIV são as mais comuns

CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

Com a chegada do Carnaval, especialistas alertam que a saúde não deve ficar em segundo plano. O período, marcado por grandes aglomerações, viagens e intensificação da vida social, pode aumentar o risco de exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia, herpes, hepatites virais e HIV.

Igor Queiroz, médico infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, Ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, reforça que informação, prevenção e acesso rápido aos serviços de saúde são fundamentais para reduzir a transmissão nesse período.

Segundo o especialista, um dos principais desafios no controle das ISTs é o fato de muitas delas não apresentarem sintomas, especialmente nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão sem que a pessoa perceba. “A melhor forma de identificar essas infecções é por meio de exames sorológicos, seja com testes rápidos, disponíveis nas unidades básicas de saúde, ou com exames de sangue realizados em laboratório”, explica.

O infectologista também chama atenção para fatores comportamentais comuns durante a folia. O consumo excessivo de álcool e outras substâncias pode reduzir a percepção de risco e favorecer decisões impulsivas, como relações sexuais sem proteção, aumentando a vulnerabilidade às infecções.

Na prevenção, o uso do preservativo em todas as relações sexuais continua sendo a principal medida de proteção. As camisinhas são distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades básicas e, em muitos municípios, durante ações educativas no período carnavalesco. “São medidas simples, mas que reduzem significativamente o risco de infecção”, reforça.

Outras estratégias preventivas

Além disso, a vacinação é uma importante aliada, especialmente contra a hepatite B e o HPV. Manter o esquema vacinal atualizado, associado à realização periódica de testes, faz parte das estratégias de prevenção combinada recomendadas pelos serviços de saúde.

Para quem passou por uma situação de risco, como rompimento do preservativo ou relação sexual desprotegida, o especialista destaca a profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP). “O atendimento deve ser procurado o quanto antes. Após avaliação, o médico prescreve antirretrovirais por 28 dias, o que reduz de forma significativa a chance de infecção”, explica. A PEP está disponível gratuitamente na rede pública de saúde, especialmente em hospitais de referência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Serviços de Atendimento Especializado (SAE).

Outra estratégia de prevenção é a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao vírus. O médico também orienta que quem teve alguma situação de risco durante o Carnaval procure testagem nas semanas seguintes e fique atento a sinais como feridas, corrimentos ou dor ao urinar, buscando avaliação médica sempre que necessário.

O infectologista reforça que é possível aproveitar o Carnaval com responsabilidade e cuidado com a própria saúde e a do outro. “Use preservativo, mantenha a vacinação em dia, faça testagem regularmente e, diante de qualquer situação de risco, procure atendimento de saúde o quanto antes. Informação e prevenção são as melhores formas de cuidado”, conclui o docente da UnP/Inspirali.

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Carnaval exige atenção à alimentação para garantir energia durante a folia, orienta professora de Nutrição

Carnaval exige atenção à alimentação para garantir energia durante a folia, orienta professora de Nutrição

Cuidados simples ajudam a manter a disposição e evitar desconfortos ao longo dos dias de festa

Carnaval exige atenção à alimentação para garantir energia durante a folia, orienta professora de Nutrição

Tontura, náusea, cãibras, queda brusca de energia, desidratação, indisposição no dia seguinte e até piora da ressaca estão entre os problemas mais comuns enfrentados por quem descuida da alimentação e da hidratação durante o Carnaval.

Para garantir disposição e bem-estar ao longo dos dias de festa, “cuidados simples com o que se come e se bebe fazem toda a diferença”, destaca a nutricionista Mayara Martins, professora do curso de Nutrição da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.

A preparação começa ainda no período que antecede o Carnaval. Segundo a especialista, apostar em alimentos que garantam energia de forma gradual e fortaleçam o organismo é essencial para enfrentar a maratona de blocos e eventos.

“Carboidratos complexos, como arroz integral, batata-doce e pães integrais, são fundamentais para garantir resistência, enquanto as proteínas, presentes em carnes magras, ovos e leguminosas, auxiliam na recuperação muscular. Além disso, minerais como potássio e magnésio, encontrados em bananas, abacates e espinafre, ajudam a evitar cãibras e mantêm o bom funcionamento do organismo”, explica Mayara.

Já durante os dias de folia, a orientação é optar por refeições leves e práticas, que ajudem a manter a disposição sem causar desconfortos digestivos. “Opções leves e nutritivas, como frutas frescas, sanduíches integrais e proteínas magras, são indicadas para manter o equilíbrio sem sobrecarregar o organismo”, diz a docente de Nutrição da UnP.

Alimentos processados

Outro ponto de atenção é o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, frituras e doces, bastante comuns durante o Carnaval. Esses produtos, além de pobres em nutrientes, podem provocar sensação de cansaço, inchaço e dificuldades digestivas. O consumo de doces e refrigerantes, por exemplo, costuma gerar um pico de energia rápido, seguido de queda acentuada, o que resulta em fadiga. “O excesso de frituras e industrializados sobrecarrega o sistema digestivo e pode causar desconfortos como azia e indigestão”, orienta Mayara.

Hidratação e o consumo de álcool

A hidratação também merece cuidado especial, principalmente devido às altas temperaturas e ao aumento da atividade física típica do período. Além da água, frutas como melancia, laranja e abacaxi ajudam a repor líquidos e fornecem vitaminas importantes. A água de coco é outra aliada, pois ajuda a recuperar eletrólitos perdidos pelo suor, favorecendo a manutenção da energia ao longo do dia.

O consumo de bebidas alcoólicas, comum nas festas, exige moderação. Alternar as bebidas alcoólicas com água e manter uma alimentação equilibrada antes e depois da ingestão são medidas que ajudam a reduzir os impactos no organismo e a evitar a desidratação. “Manter o corpo hidratado e bem nutrido é essencial para atravessar os dias de folia com mais disposição e bem-estar”, reforça a professora.

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Higiene íntima e prevenção são aliadas da saúde feminina no Carnaval

Higiene íntima e prevenção são aliadas da saúde feminina no Carnaval

Calor, umidade e uso prolongado de biquíni molhado aumentam o risco de infecções ginecológicas, alerta presidente da Sogorn

Higiene íntima e prevenção são aliadas da saúde feminina no Carnaval

Entre os potiguares, o Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, especialmente para as mulheres que aproveitam a folia nas praias e polos turísticos do litoral. Nesse contexto, fatores como calor intenso, suor excessivo, uso prolongado de biquínis molhados e o acesso limitado a banheiros adequados aumentam o risco de problemas ginecológicos, como infecções íntimas e irritações na região genital.

O cenário reforça a importância do autocuidado, sobretudo diante de dados divulgados no último ano: um estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aponta que 72,5% das mulheres brasileiras jovens já apresentam sintomas vulvovaginais, como coceira, corrimento e dor, que tendem a se intensificar em períodos como o Carnaval.

De acordo com o ginecologista e obstetra Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), o ambiente típico da folia favorece o desequilíbrio da saúde íntima feminina. “O uso frequente de tecidos sintéticos que dificultam a ventilação da região podem favorecer o desequilíbrio da flora vaginal, criando condições favoráveis para o aparecimento de infecções como candidíase e vaginose bacteriana”, alerta.

Um dos principais cuidados recomendados é a higiene adequada que, de acordo com o especialista, deve ser feita apenas com água e sabonete neutro, evitando duchas vaginais e produtos perfumados. “O canal vaginal possui uma flora natural de proteção. O uso inadequado de produtos pode alterar esse equilíbrio e favorecer infecções”, esclarece.

Higiene íntima e prevenção são aliadas da saúde feminina no Carnaval
Higiene íntima e prevenção são aliadas da saúde feminina no Carnaval

Outro ponto de atenção é o uso prolongado de biquíni ou short molhado, hábito comum entre quem passa longos períodos na praia ou nas piscinas. “Permanecer com roupas úmidas por muito tempo aumenta significativamente o risco de sintomas vulvovaginais. Sempre que possível, é importante levar uma muda de roupa seca e realizar a troca”, orienta.

O especialista alerta ainda que, no pós-folia, a atenção deve continuar. “Ao perceber sintomas como coceira, ardor, corrimento com odor ou alteração na coloração, a mulher deve procurar um ginecologista e evitar a automedicação”, reforça o presidente da Sogorn. 

O acompanhamento médico garante diagnóstico correto e tratamento adequado, prevenindo complicações. “Com informação e atitudes simples, é possível curtir a festa sem abrir mão da saúde íntima e do bem-estar”, conclui Robinson Dias.

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Casos suspeitos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras crescem no Brasil

Casos suspeitos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras crescem no Brasil

Anvisa contabiliza aumento de notificações de suspeita de pancreatite associadas a canetas emagrecedoras

O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem aumentando no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações constam no sistema VigiMed, utilizado para o monitoramento de eventos adversos relacionados a medicamentos em uso no país.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações envolvendo medicamentos utilizados no tratamento de obesidade e diabetes, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados oriundos de estudos clínicos, o total de registros chega a 225 notificações no período analisado.

Série histórica mostra crescimento contínuo desde 2020

Os dados consolidados pela Anvisa apontam crescimento progressivo no número de notificações ao longo dos anos. Em 2020, foi registrada apenas uma notificação de suspeita de pancreatite associada a esses medicamentos. Em 2021, o número subiu para 21 registros.

Em 2022, a agência recebeu 23 notificações, enquanto em 2023 foram contabilizados 27 casos. No ano de 2024, o total chegou a 28 registros. Já em 2025, houve um salto para 45 notificações, o que representa um aumento de 60,7% em relação ao ano anterior.

Registros incluem desfechos suspeitos de morte

Entre as notificações registradas no período analisado, seis tiveram desfecho suspeito de morte, de acordo com os dados da Anvisa. A agência ressalta que os números se referem a notificações de suspeita e não configuram, por si só, confirmação de relação causal entre o uso dos medicamentos e os eventos relatados.

O sistema VigiMed é alimentado por profissionais de saúde, empresas e cidadãos, reunindo relatos de eventos adversos que ocorrem após o uso de medicamentos aprovados no país.

Medicamentos monitorados pela Anvisa

As notificações de suspeita de pancreatite envolvem medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, substâncias utilizadas principalmente no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Segundo a Anvisa, o risco de pancreatite já está descrito nas bulas desses medicamentos, aprovadas para uso no Brasil.

A agência reforça que o registro de eventos adversos é parte do processo de farmacovigilância, que visa acompanhar a segurança dos medicamentos após a sua liberação para o mercado.

Uso crescente e alerta para prescrição responsável

De acordo com a Anvisa, o aumento das notificações ocorre em paralelo ao crescimento do uso dessas canetas no país. A agência observa que parte desse consumo acontece fora das indicações aprovadas e, em alguns casos, por meio do mercado ilegal.

Diante desse cenário, a Anvisa destaca a importância da prescrição responsável e do acompanhamento médico no uso desses medicamentos, conforme previsto nas normas sanitárias vigentes.

Alerta internacional sobre risco de pancreatite

Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta relacionado ao risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos indicados para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro. Segundo o comunicado, embora os casos sejam considerados raros, alguns registros apresentaram quadros severos.

O alerta internacional reforça o monitoramento contínuo desses medicamentos por autoridades sanitárias em diferentes países, com base em notificações e dados de estudos clínicos.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Sesap confirma caso do superfungo Candida auris em hospital do RN

Sesap confirma caso do superfungo Candida auris em hospital do RN

Paciente estrangeiro segue internado e isolado; Sesap informa que não há outros casos em investigação

O Rio Grande do Norte confirmou o primeiro caso da presença do fungo Candida auris em um paciente internado no estado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

O paciente é um espanhol de 58 anos, que permanece internado e isolado, com quadro clínico estável, segundo a pasta.

Identificação ocorreu após alerta do Lacen

A presença do fungo foi inicialmente identificada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) no dia 20 de janeiro. A confirmação ocorreu após testes de genotipagem realizados em laboratório especializado em São Paulo.

A Sesap informou que o caso é supervisionado pelo Ministério da Saúde e que, até o momento, não há outros casos em investigação no estado.

Paciente apresenta colonização, não infecção

De acordo com o médico infectologista Eduardo Teodoro, o paciente não apresenta infecção ativa pelo fungo, mas sim colonização.

Segundo o especialista, a colonização ocorre quando o micro-organismo está presente na pele ou em partes do corpo sem causar doença, diferentemente da infecção, que exige tratamento antifúngico.

Paciente foi internado por insuficiência cardíaca

O paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 16 de janeiro, com diagnóstico de insuficiência cardíaca. Durante a internação, foram coletadas amostras de rotina, que resultaram na identificação do fungo.

Após o alerta do laboratório, o hospital informou que adotou todas as medidas de vigilância e prevenção recomendadas pela Anvisa.

Medidas de prevenção incluem isolamento e reforço de higiene

Entre as ações adotadas estão o isolamento de contato, o reforço das orientações de higiene e a comunicação às equipes de saúde envolvidas no atendimento ao paciente.

Essas medidas visam evitar a disseminação do fungo no ambiente hospitalar.

Candida auris é considerada fungo raro e resistente

A Candida auris é classificada como um fungo emergente, com registros em poucos estados brasileiros, como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. O micro-organismo gera preocupação por apresentar resistência a medicamentos antifúngicos.

A infecção pode ocorrer principalmente em pacientes com sistema imunológico enfraquecido.

Histórico do superfungo no Brasil

O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão. No Brasil, o primeiro caso foi notificado à Anvisa em dezembro de 2020, na Bahia.

Desde então, o país registrou surtos em diferentes unidades hospitalares, segundo dados das autoridades sanitárias.

Fatores de risco associados ao Candida auris

De acordo com alerta da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, publicado em 2023, os principais fatores de risco incluem internação em UTIs, hospitalização prolongada, uso de dispositivos invasivos, tratamento prévio com antifúngicos, cirurgias recentes, imunossupressão e diabetes.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Defesa de Bolsonaro relata piora na saúde e cobra laudo da PF sobre prisão domiciliar

Defesa de Bolsonaro relata piora na saúde e cobra laudo da PF sobre prisão domiciliar

Advogados afirmam que ex-presidente apresentou vômitos e crises de soluço enquanto aguarda perícia médica no processo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve piora no estado de saúde do réu nos últimos dias. A manifestação foi apresentada em petição no processo de execução penal em que Bolsonaro é parte.

Segundo os advogados, Bolsonaro passou a apresentar episódios eméticos, caracterizados por vômitos, além de crises de soluço acentuadas. Diante do quadro relatado, a defesa cobra a entrega do laudo da perícia médica realizada pela Polícia Federal para avaliar a necessidade de concessão de prisão domiciliar.

Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da PM do DF

Jair Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde o dia 15 de janeiro. No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, determinou a realização de uma nova avaliação médica por uma junta da Polícia Federal.

A decisão fixou o prazo de 10 dias para que o laudo pericial fosse apresentado nos autos do processo. Antes da transferência para o batalhão da PM, Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Perícia médica foi realizada por três profissionais da PF

De acordo com a defesa, a perícia foi realizada no dia 20 de janeiro por uma equipe da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal. A junta médica foi composta por três médicos, que visitaram Bolsonaro no local de detenção para avaliação clínica.

A análise teve como objetivo subsidiar a decisão judicial sobre a eventual necessidade de substituição da prisão por regime domiciliar, conforme determinado pelo relator do processo.

Defesa aponta atraso na juntada do laudo aos autos

Na petição encaminhada ao STF, os advogados afirmam que, mesmo após o transcurso de mais de 10 dias desde a realização da perícia, o laudo médico ainda não foi anexado ao processo.

“Ocorre que, transcorridos mais de 10 dias da realização da perícia, verifica-se que, até o presente momento, não foi juntado aos autos o laudo elaborado pela referida junta médica”, afirma a defesa no documento.

Diante disso, os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes determine a intimação da Superintendência da Polícia Federal para que o laudo seja apresentado “com a máxima urgência”.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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UnP realiza mais de 35 mil atendimentos à população em Natal e Mossoró ao longo de 2025

UnP realiza mais de 35 mil atendimentos à população em Natal e Mossoró ao longo de 2025

Dados reforçam a presença e a relevância da UnP, que alia formação acadêmica de qualidade à prestação de serviços essenciais à comunidade

UnP realiza mais de 35 mil atendimentos à população em Natal e Mossoró ao longo de 2025

A Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, realizou mais de 35 mil atendimentos à população, em Natal e Mossoró, ao longo de 2025. Os serviços, entre gratuitos e de baixo custo, são feitos por alunos de graduação, supervisionados por professores e profissionais experientes.

Os dados são referentes a quatro importantes serviços de extensão universitária: o Centro Integrado de Saúde (CIS), Centro Médico Veterinário (CMV), Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) e o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). Os números reforçam o impacto social gerado pela instituição ao aliar formação acadêmica e prestação de serviços essenciais à comunidade.

“Acreditamos que a educação vai muito além da sala de aula. Nossa missão é devolver à sociedade o conhecimento que produz, transformando vidas, fortalecendo comunidades e formando profissionais capacitados para fazer a diferença no mundo”, afirma a reitora Bárbara Azevedo.

Natal

Somente o CIS contabilizou 27.307 atendimentos em 2025, um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 23.823 atendimentos. Desde o início das atividades, em 2016, o CIS já ultrapassou a marca de 242 mil atendimentos, beneficiando diretamente a população potiguar em diversas áreas da saúde.

Os atendimentos envolvem cursos como Medicina, integrante da Inspirali, Ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, entre outros.

Além da saúde humana, a UnP também atua na área de saúde animal por meio do Centro Médico Veterinário. Em 2025, o serviço registrou 2.194 atendimentos. O Núcleo de Prática Jurídica realizou 1.266 atendimentos do Direito Cível e o objetivo é expandir os atendimentos com a oferta dos atendimentos jurídicos na Unidade da UnP Zona Norte. Já o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal realizou mais de 484 atendimentos em mutirões do Imposto de Renda, regularização de CPF e apoio a microempreendedores.

Mossoró

Na capital do Oeste Potiguar, a Clínica Integrada de Saúde (CIS) realizou 3.916 atendimentos nas áreas de Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição e Psicologia. No espaço, a comunidade tem acesso a serviços, como consultas, vacinação, realização de curativos, sessões de fisioterapia e atendimentos psicológicos, contribuindo para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população.

No Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), a UnP contabilizou 1.236 atendimentos, incluindo audiências e suporte jurídico. Em 2025, além dos atendimentos realizados no campus e durante ações como o projeto Saúde na Praça, o NPJ ampliou sua atuação, levando a Prática Jurídica até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e o Albergue de Mossoró (Albem).

O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) realizou 120 atendimentos. Em parceria com a Receita Federal, o Núcleo prestou orientação gratuita para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, auxiliou a população com pendências fiscais e financeiras e ofereceu suporte a Microempreendedores Individuais (MEI).

Para 2026, a UnP prevê a ampliação dos serviços ofertados à comunidade com os atendimentos voltados à saúde animal. O Centro Médico Veterinário (CMV) oferecerá consultas clínicas, exames laboratoriais e de imagem.

UnP Natal – Atendimentos realizados em 2025:

  • Centro Integrado de Saúde (CIS): 27.307 atendimentos;
  • Centro Médico Veterinário (CMV): 2.194 atendimentos;
  • Núcleo de Prática Jurídica (NPJ): 1.266 atendimentos;
  • Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF): 484 atendimentos.

UnP Mossoró – Atendimentos realizados em 2025:

  • Clínica Integrada de Saúde (CIS): 3.916 atendimentos;
  • Núcleo de Prática Jurídica (NPJ): 1.236 atendimentos;
  • Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF): 250 atendimentos.

Foto: Divulgação

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STJ envia à Polícia Federal inquérito sobre respiradores do Consórcio Nordeste

STJ envia à Polícia Federal inquérito sobre respiradores do Consórcio Nordeste

Og Fernandes determina retomada de investigação sobre respiradores do Consórcio Nordeste

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes determinou o envio à Polícia Federal do inquérito que investiga possíveis desvios na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. A apuração envolve o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A Polícia Federal terá prazo de 90 dias para retomar as diligências e informar ao tribunal o andamento das investigações. A decisão acolhe manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de crimes e solicitou a continuidade da apuração.

Caso retorna ao STJ após decisão do STF

O processo estava sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do foro do atual ministro da Casa Civil. No entanto, o relator, ministro Flávio Dino, entendeu que os fatos investigados se referem ao período em que Rui Costa exercia o cargo de governador da Bahia.

Com isso, o inquérito foi devolvido ao STJ, instância responsável pela análise de casos envolvendo ex-governadores. Após o retorno, Og Fernandes solicitou parecer da PGR sobre a continuidade das investigações.

PGR defendeu retomada das diligências

No parecer encaminhado ao STJ, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, manifestou-se favoravelmente ao envio do inquérito à Polícia Federal para retomada das diligências investigativas.

O entendimento foi acolhido pelo ministro Og Fernandes, que determinou formalmente a remessa dos autos à PF para continuidade da apuração.

Investigação apura prejuízo milionário na pandemia

O inquérito apura um possível prejuízo de R$ 48 milhões na compra de respiradores realizada em 2020, no início da pandemia de Covid-19. À época, Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste.

Segundo as informações constantes na investigação, foi firmado contrato com pagamento antecipado integral a uma empresa que não possuía capacidade técnica para fornecer os equipamentos. Os respiradores contratados não foram entregues.

A Procuradoria-Geral da República apontou que o contrato foi firmado sem garantias ao poder público e que o inquérito analisa a possível participação de agentes públicos no caso.

Manifestação de Rui Costa

Procurado, Rui Costa afirmou, por meio de sua assessoria, que deseja que “os criminosos respondam por seus crimes” e reiterou que não há fatos que o vinculem a irregularidades investigadas no inquérito.

Foto: Divulgação/Carmem Felix/Governo do RN/Ilustração / Wagner Lopes | CC / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Maus-tratos a animais nem sempre aparecem como feridas, alerta médica-veterinária

Maus-tratos a animais nem sempre aparecem como feridas, alerta médica-veterinária

Professora da UnP, Kátia Freire explica que negligência, estresse e privação de necessidades básicas também caracterizam violência

Maus-tratos a animais nem sempre aparecem como feridas, alerta médica-veterinária

Reconhecer maus-tratos em animais não humanos, em muitos aspectos, se assemelha às formas como os próprios seres humanos sentem e demonstram sofrimento. Essas situações podem ser identificadas por sinais físicos, comportamentais e emocionais, não se restringindo apenas a lesões visíveis.

De acordo com Kátia Freire, professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, os maus-tratos podem ocorrer de maneira silenciosa e prolongada.

“Do ponto de vista físico, são indicativos comuns feridas, hematomas, falhas ou perda de pelagem, fraturas, mutilações, claudicações, alterações anatômicas, emagrecimento extremo ou obesidade, além de doenças não tratadas. Contudo, é fundamental destacar que muitos casos de maus-tratos não deixam marcas externas evidentes, podendo envolver lesões internas, dor crônica e sofrimento silencioso, afetando inclusive o psicológico do animal”, explica.

As alterações comportamentais também são importantes indicadores de sofrimento. “O sofrimento emocional pode se manifestar por meio de comportamentos estereotipados, como perseguição compulsiva da própria cauda, lambedura excessiva, automutilação ou coceiras persistentes, geralmente associados a estresse crônico, medo, dor ou à impossibilidade de expressar comportamentos naturais da espécie”, destaca a professora.

A docente ressalta que não apenas sede e fome caracterizam maus-tratos. A privação de alimentação adequada, acesso contínuo à água limpa e em temperatura apropriada, além da ausência de abrigo contra frio e calor, configuram, por si só, uma situação de violência. “O conceito contemporâneo de Bem-Estar Animal é norteado pelas Cinco Liberdades, amplamente reconhecidas pela ciência e adotadas por organismos internacionais: estar livre de fome e sede; livre de desconforto; livre de dor, ferimentos e doenças; livre para expressar comportamento natural; e livre de medo e estresse”, descreve.

Kátia também reforça que a alimentação incorreta pode trazer danos ao animal. “Ressalta-se que não basta oferecer qualquer alimento. Dietas inadequadas, ainda que culturalmente aceitas, podem causar danos fisiológicos graves e até levar o animal à morte ao longo do tempo. É preciso reconhecer que cada espécie tem suas particularidades e necessidades. Muitas vezes, o que é bom para um ser humano não é adequado nem para outro humano; imagine para uma espécie diferente”, pontua.

A docente da UnP destaca ainda que a falta de informação é um dos maiores desafios enfrentados pelos profissionais. “A diferenciação entre maus-tratos e falta de informação do tutor é apontada como um dos grandes desafios da Medicina Veterinária. Em muitos casos, práticas inadequadas decorrem de heranças culturais e desinformação histórica. Nesses contextos, a orientação técnica e educativa é fundamental. No entanto, quando há negligência persistente, recusa em corrigir condutas ou indícios de dolo, caracteriza-se o descaso, passível de responsabilização legal”, relata.

Disque denúncia

Diante da suspeita de maus-tratos, a orientação é que a população denuncie. No Brasil, esse tipo de violência é considerado crime, conforme o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com pena agravada pela Lei nº 14.064/2020, especialmente em casos envolvendo cães e gatos. As denúncias podem ser encaminhadas à Polícia Militar, Polícia Civil, delegacias especializadas, Ministério Público ou órgãos ambientais, preferencialmente acompanhadas de provas como fotos, vídeos e testemunhas.

Os registros também podem ser feitos de forma anônima, e qualquer cidadão pode contribuir para a proteção dos animais.

Foto: Divulgação

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Parto ocorre fora da sala e bebê cai no chão em unidade de saúde de Natal

Parto ocorre fora da sala e bebê cai no chão em unidade de saúde de Natal

Caso envolveu parto taquitócico e foi registrado na Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto

Após a exibição de uma reportagem no programa Via Certa, uma família denunciou uma ocorrência registrada na Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto, localizada em Natal. O caso envolve uma gestante que deu à luz durante o deslocamento interno da unidade, resultando na queda do recém-nascido no chão logo após o parto.

Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal divulgou nota oficial com esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente. Segundo a pasta, a gestante foi acolhida na unidade em trabalho de parto ativo, apresentando seis centímetros de dilatação e sem sinais de ruptura da bolsa amniótica, quadro considerado compatível com a fase clínica em que se encontrava no momento da admissão.

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a paciente recebeu acompanhamento e assistência da equipe multiprofissional durante todo o período em que esteve na maternidade. O deslocamento interno ocorreu como parte do protocolo para condução da gestante à sala de parto.

Durante esse trajeto, houve uma evolução súbita do quadro clínico, caracterizada como parto taquitócico. Esse tipo de ocorrência é definido pela evolução acelerada do trabalho de parto, que pode resultar no nascimento do bebê em curto espaço de tempo, inclusive fora do ambiente originalmente destinado ao parto.

A SMS informou que, após o nascimento, todos os procedimentos pós-parto foram realizados conforme os protocolos assistenciais. O recém-nascido passou por avaliação médica completa, incluindo exames de imagem, com o objetivo de identificar possíveis lesões decorrentes da queda.

Segundo a secretaria, os exames não apontaram lesões ou sequelas no bebê. O recém-nascido segue sob acompanhamento da equipe de saúde, conforme os protocolos clínicos adotados pela unidade.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades de saúde do município, que prestaram os esclarecimentos solicitados após a divulgação da ocorrência.

Foto: Reprodução/Arquivo/Prefeitura de Natal

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Verão intensifica sintomas de varizes e doenças venosas exigindo atenção com a saúde vascular

Verão intensifica sintomas de varizes e doenças venosas exigindo atenção com a saúde vascular

Com a elevação das temperaturas, sintomas como inchaço, dor e sensação de peso tendem a se intensificar durante o verão. A angiologista e cirurgiã vascular Ilana Barros alerta que esses sinais podem indicar doenças venosas e não devem ser tratados como algo normal da estação.

Verão intensifica sintomas de varizes e doenças venosas exigindo atenção com a saúde vascular

Diferente de outros períodos do ano, o verão costuma evidenciar problemas venosos que antes passavam despercebidos. O calor provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, dificultando o retorno do sangue das extremidades para o coração e contribuindo para o agravamento das varizes e da insuficiência venosa crônica, condições que afetam milhões de brasileiros.

Com isso, manifestações como inchaço ao longo do dia, dor, sensação de peso, queimação e cansaço tornam-se mais frequentes, especialmente no fim da tarde e à noite. Em muitos casos, esses sintomas são atribuídos apenas ao calor, o que pode atrasar a busca por avaliação especializada. Mas quando o desconforto deixa de ser algo pontual do verão e passa a indicar um problema de saúde vascular?

“O verão funciona como um período de maior sobrecarga para o sistema venoso. Quando há doença venosa instalada, o calor intensifica os sintomas e torna o desconforto mais evidente”, explica Ilana Barros.

As varizes estão entre as doenças venosas mais comuns na população adulta. Estudos amplamente utilizados na prática clínica indicam que entre 30% e 40% das pessoas apresentam algum grau de insuficiência venosa, índice considerado elevado do ponto de vista de saúde pública. No Brasil, o impacto dessas doenças é acompanhado por entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), que classifica a insuficiência venosa crônica como uma condição de alta prevalência e alerta para a piora dos sintomas em períodos de calor intenso.

Além da alta prevalência, especialistas observam que o verão concentra aumento na procura por atendimento vascular, especialmente por queixas relacionadas a inchaço, dor e piora das varizes. Esse crescimento sazonal da demanda reforça que os sintomas não devem ser banalizados e que a avaliação médica precoce é fundamental para evitar a progressão da doença.

Além do calor, hábitos comuns da estação contribuem para a piora do quadro venoso, como longos períodos em pé, redução da atividade física regular, uso de roupas mais ajustadas e menor ingestão de líquidos. Esses fatores dificultam a circulação e favorecem o avanço das varizes.

“Muitas pessoas só procuram ajuda quando a dor ou o inchaço se tornam intensos, mas sinais persistentes indicam que a saúde vascular precisa ser avaliada com atenção”, destaca a especialista.

Pessoas com histórico familiar de varizes, gestantes, pacientes com obesidade, usuários de hormônios e profissionais que permanecem muitas horas em pé ou sentados apresentam risco maior de agravamento durante os meses mais quentes e devem ter acompanhamento adequado.

As diretrizes médicas reforçam que o diagnóstico envolve avaliação clínica associada ao ultrassom doppler, exame essencial para identificar alterações no fluxo venoso e definir a conduta mais indicada para cada caso. O acompanhamento precoce ajuda a evitar complicações como inflamações, alterações na pele e, em estágios avançados, feridas venosas.

Medidas simples podem aliviar os sintomas no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar longos períodos na mesma posição, elevar as extremidades ao final do dia e praticar atividades físicas leves contribuem para melhorar o retorno venoso e reduzir o desconforto.

“O verão não precisa ser sinônimo de dor ou limitação para quem convive com varizes. Com diagnóstico correto e cuidados adequados, é possível controlar os sintomas e preservar a saúde vascular”, conclui Ilana Barros.

Para saber mais, acesse o Instagram:
@drailanabarros

Foto: Divulgação

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Sindsaúde/RN denuncia falta de alimentação para profissionais em hospitais do estado

Sindsaúde/RN denuncia falta de alimentação para profissionais em hospitais do estado

Segundo o sindicato, interrupções ocorrem por falhas contratuais e paralisação de empresa terceirizada

A falta de alimentação para profissionais da saúde em hospitais da rede estadual do Rio Grande do Norte voltou a ser denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN). De acordo com a entidade, a suspensão das refeições durante os plantões ocorre em razão de falhas em contratos de fornecimento e da paralisação da empresa terceirizada JMT.

Segundo o sindicato, a situação compromete as condições de trabalho dos servidores e afeta a rotina das unidades hospitalares. Relatos recebidos pela entidade apontam que profissionais enfrentam plantões prolongados sem a garantia de alimentação.

No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, um aviso interno comunicou a interrupção do fornecimento de refeições em razão do descumprimento de entregas por parte dos fornecedores. Em outras unidades, o Sindsaúde/RN relaciona a suspensão à greve da empresa terceirizada JMT, motivada por atrasos nos pagamentos.

As denúncias registradas pelo sindicato envolvem os seguintes hospitais da rede estadual: Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel; Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho; Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena; Hospital Regional Dr. Mariano Coelho; Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros; e Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal.

O Sindsaúde/RN afirma que o problema é recorrente na rede estadual de saúde e cobra do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a regularização dos pagamentos, o restabelecimento imediato do fornecimento de alimentação e a adoção de medidas para evitar novas interrupções. A entidade informou que seguirá monitorando a situação e denunciando irregularidades.

Em nota, a Sesap declarou que a alimentação dos pacientes está assegurada em todas as unidades da rede estadual. A secretaria informou ainda que trabalha para agilizar os pagamentos aos fornecedores, que teriam sido temporariamente afetados pelo fechamento do sistema financeiro estadual no início do ano fiscal.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Sol e calor exigem mais cuidados com o cabelo durante o verão

Sol e calor exigem mais cuidados com o cabelo durante o verão

Exposição ao sol, altas temperaturas, mar e piscina alteram a saúde capilar; dermatologista e tricologista orienta como manter os fios e o couro cabeludo saudáveis durante a estação.

Sol e calor exigem mais cuidados com o cabelo durante o verão

Durante o verão, a maior exposição ao sol e às altas temperaturas não afeta apenas a pele. O cabelo e o couro cabeludo também passam por alterações importantes nessa época do ano, exigindo cuidados específicos para preservar a saúde capilar. A combinação de radiação ultravioleta, calor, vento, sal do mar e cloro das piscinas pode favorecer ressecamento, quebra, opacidade e alterações no couro cabeludo.

De acordo com a dermatologista e tricologista Dra. Ingrid Tavares, a radiação solar atua diretamente sobre a fibra capilar, promovendo a degradação da queratina, proteína essencial para a resistência dos fios. “Esse processo deixa o cabelo mais frágil, com perda de brilho, textura mais áspera e maior predisposição à quebra e às pontas duplas, especialmente quando não há proteção adequada”, explica.

Cabelos tingidos, descoloridos ou submetidos a procedimentos químicos costumam apresentar danos mais evidentes durante o verão. O sol acelera o desbotamento da cor e intensifica a fragilidade da fibra capilar. Além disso, o couro cabeludo pode sofrer com sensibilidade, descamação, inflamação, alteração na oleosidade e desencadear um aumento temporário da queda capilar.

Segundo a especialista, a proteção capilar deve fazer parte da rotina diária nos períodos de maior exposição ao sol. Medidas simples, como o uso de chapéus, bonés ou lenços, ajudam a criar uma barreira física contra a radiação ultravioleta. Produtos capilares com filtro UV também auxiliam na redução dos danos causados pelo sol e pelo calor excessivo.

Antes do contato com mar ou piscina, molhar os fios com água doce é uma estratégia para reduzir a absorção de sal e cloro. Após essas exposições, a lavagem adequada é fundamental para remover resíduos que ressecam e fragilizam a fibra capilar.

A manutenção de uma rotina de hidratação é outro ponto essencial durante o verão. Máscaras nutritivas, óleos leves e leave-ins contribuem para a reposição de água e lipídios perdidos, devolvendo maciez e brilho aos fios. “Além disso, é importante evitar o uso excessivo de secador, chapinha e babyliss, reduzindo o estresse térmico sobre um cabelo que já foi exposto ao sol”, orienta a Dra. Ingrid Tavares.

A dermatologista e tricologista reforça que cada tipo de cabelo reage de forma diferente às agressões externas. Fios cacheados, crespos, claros, descoloridos ou quimicamente tratados exigem cuidados individualizados. “A avaliação com um dermatologista e tricologista é fundamental para orientar a prevenção de danos, tratar alterações do couro cabeludo e preservar a saúde capilar durante o verão e ao longo do ano”, conclui.

Para saber mais, acesse o Instagram: @dra.ingridrtavares

Sobre a especialista

A dermatologista Dra. Ingrid Tavares é médica pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com atuação em Dermatologia Estética e Tricologia. Possui pós-graduação em Cosmiatria e Tricologia pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay (IDPRDA/RJ) e é membro da International Trichoscopy Society. Realizou residência médica no Centro de Dermatologia Dona Libânia, onde recebeu o prêmio “Residente que fez a diferença”. Atualmente, atende no Instituto Regina Jales, unindo ciência, tecnologia e cuidado humanizado para resultados naturais.

Foto: Divulgação

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Sesap prorroga prazo para posse de concursados nomeados em 2025

Sesap prorroga prazo para posse de concursados nomeados em 2025

Governo do RN estende prazo de posse para mais de 1,5 mil concursados da Sesap; Portaria da Sesap amplia prazo para posse de aprovados em concurso público

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) publicou, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (27), uma portaria que prorroga o prazo para posse dos candidatos aprovados em concurso público e nomeados no final de dezembro de 2025.

A medida altera os prazos inicialmente estabelecidos para a investidura nos cargos e atinge os profissionais convocados para reforçar o quadro da rede estadual de saúde.

Novos prazos variam conforme data da nomeação

De acordo com a portaria, os candidatos nomeados em 25 de dezembro de 2025 passam a ter até o dia 26 de fevereiro para tomar posse. Já aqueles nomeados em 31 de dezembro de 2025 tiveram o prazo estendido até o dia 9 de março.

A prorrogação vale exclusivamente para os concursados nomeados nessas datas e não altera as demais etapas do processo de ingresso no serviço público estadual.

Medida busca garantir investidura dos aprovados

Segundo informações da Sesap, a decisão foi adotada em razão da alta demanda registrada no processo de posse, especialmente na Junta Médica do Estado, responsável pelas avaliações periciais obrigatórias para a investidura nos cargos públicos.

Com a ampliação do prazo, o governo estadual busca assegurar que todos os mais de 1,5 mil profissionais aprovados no concurso e convocados para atuar na rede pública de saúde tenham condições de concluir as etapas exigidas e efetivar a posse dentro do prazo legal.

Processos já iniciados seguem sem alterações

A Sesap informou que os candidatos que já realizaram o agendamento da perícia médica ou que já passaram pela avaliação permanecem com seus processos inalterados. Nesses casos, o cronograma individual segue normalmente, sem necessidade de novo agendamento ou reapresentação de documentos.

A portaria não modifica os procedimentos administrativos já iniciados nem interfere nas análises já concluídas pelas equipes responsáveis.

Reforço no quadro da saúde estadual

Os profissionais convocados por meio do concurso público foram chamados para reforçar diferentes áreas da Secretaria de Estado da Saúde Pública, ampliando o quadro de servidores efetivos da rede estadual.

A ampliação do prazo de posse ocorre em um contexto de necessidade de organização administrativa para absorção do volume de nomeações realizadas no fim do ano, período marcado por recesso em diversos setores do serviço público.

Publicação no Diário Oficial formaliza prorrogação

A prorrogação dos prazos foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado, instrumento legal que regulamenta atos administrativos no âmbito do governo estadual.

Com a publicação, os novos prazos passam a ter validade oficial, garantindo segurança jurídica aos candidatos nomeados e à administração pública.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Hospital Walfredo Gurgel volta a ficar sem tomógrafo pela segunda vez no mês

Hospital Walfredo Gurgel volta a ficar sem tomógrafo pela segunda vez no mês

Equipamento apresentou defeito na madrugada deste sábado (24); exames estão sendo realizados em outras unidades de saúde

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal unidade hospitalar do Rio Grande do Norte, voltou a ficar sem tomógrafo em funcionamento. Na madrugada deste sábado (24), o único equipamento disponível apresentou defeito e teve a operação interrompida.

De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap-RN), a falha ocorreu após uma queda de energia registrada durante a madrugada. A assistência técnica responsável pelo equipamento foi acionada para avaliar o problema e realizar os procedimentos necessários.

Esta é a segunda vez que o tomógrafo apresenta falhas em 2026. Ao longo de 2025, o equipamento também registrou sucessivas ocorrências de quebra, o que comprometeu a realização de exames de imagem na unidade em diferentes períodos.

Exames são transferidos para outras unidades da rede estadual

Enquanto o serviço de tomografia segue indisponível no Hospital Walfredo Gurgel, os exames estão sendo realizados em outras unidades da rede estadual de saúde. Segundo a Sesap-RN, os pacientes estão sendo direcionados para o Hospital Giselda Trigueiro, localizado em Natal, e para o Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, no município de Parnamirim.

A Secretaria informou que a transferência dos exames ocorre de forma emergencial, enquanto o equipamento do Walfredo Gurgel passa por avaliação técnica.

Novo tomógrafo segue fora de operação

A Sesap-RN informou ainda que um novo tomógrafo foi alugado e entregue ao Hospital Walfredo Gurgel no dia 26 de dezembro. No entanto, o equipamento ainda não entrou em funcionamento.

Segundo a Secretaria, o novo tomógrafo depende de um reforço na rede elétrica da unidade hospitalar para que possa operar. A previsão divulgada é de que o equipamento comece a funcionar na próxima semana, após a conclusão das adequações necessárias.

Foto: Divulgação/Sesap / Marcelo Soares/Sandro Menezes/Governo do RN

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Sesap emite alerta sobre risco de intoxicação por ciguatera no litoral do RN

Sesap emite alerta sobre risco de intoxicação por ciguatera no litoral do RN

Nota técnica orienta população, pescadores e comerciantes sobre prevenção; RN registra 77 casos entre 2022 e 2025

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) emitiu nota técnica alertando profissionais de saúde, pescadores, comerciantes e a população em geral sobre os riscos da intoxicação por ciguatera no litoral potiguar. A medida ocorre diante do aumento do consumo de pescados durante o verão e da proximidade do Carnaval, período em que cresce a circulação de pessoas nas áreas litorâneas.

De acordo com a Sesap, a orientação é voltada, principalmente, para regiões de praias e locais com presença de recifes e corais, ambientes propícios à proliferação de microalgas responsáveis pela produção das toxinas que causam a doença. Entre os anos de 2022 e 2025, o Rio Grande do Norte contabilizou 77 casos de intoxicação por ciguatera.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pela ingestão de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas marinhas. Essas toxinas se acumulam na cadeia alimentar, passando de peixes menores para espécies de médio e grande porte, especialmente as carnívoras.

Sintomas e evolução

Os sintomas da intoxicação por ciguatera podem surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo do pescado contaminado. Entre as manifestações clínicas mais frequentes estão dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, câimbras musculares, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca.

Segundo a Sesap, em alguns casos os sintomas podem persistir por semanas ou meses, exigindo acompanhamento clínico. Não existe tratamento específico ou antídoto para a ciguatera, sendo o manejo feito por meio de medidas de suporte, como hidratação, analgesia, controle das náuseas e monitoramento dos sinais clínicos.

Recomendações à população

Entre as orientações da Secretaria de Saúde estão a procura imediata por atendimento médico ao surgirem sintomas compatíveis com a intoxicação, com a informação sobre o consumo de pescado nas últimas 48 horas. A identificação da espécie ingerida também é considerada relevante para a investigação epidemiológica.

Outra recomendação é a preservação de eventuais sobras do peixe consumido, devidamente acondicionadas e congeladas, para possível análise pela Vigilância Sanitária. A Sesap também orienta evitar o consumo de peixes associados a relatos anteriores de intoxicação, sobretudo quando a procedência do produto for desconhecida.

Conforme a nota técnica, as ciguatoxinas são incolores, inodoras e insípidas, o que impossibilita a identificação da contaminação por meio de características sensoriais. Além disso, processos como cozimento, congelamento, salga ou defumação não eliminam a toxina, que permanece ativa mesmo após o preparo do alimento.

As maiores concentrações das toxinas costumam estar localizadas na cabeça, vísceras e ovas dos peixes contaminados, o que reforça a orientação para evitar o consumo dessas partes.

Atendimento toxicológico

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte (Ciatox-RN) permanece disponível para orientações e esclarecimentos sobre casos suspeitos de intoxicação. O serviço funciona 24 horas por dia e pode ser acionado pelos telefones 0800 281 7005 e pelo WhatsApp (84) 98883-9155.

Casos registrados no RN

No Rio Grande do Norte, o primeiro surto confirmado de ciguatera foi registrado em 2022, quando dez pessoas de uma mesma família apresentaram sintomas após o consumo do peixe conhecido como bicuda, também chamado de barracuda.

Entre fevereiro e maio de 2025, foram identificados três surtos envolvendo 18 pessoas, associados ao consumo de espécies como arabaiana, bicuda e dourado. Atualmente, cinco surtos permanecem em fase de investigação epidemiológica, com 36 pessoas expostas.

De acordo com os dados da Sesap, entre 2022 e 2025 foram registrados 77 casos notificados de intoxicação exógena, incluindo surtos confirmados e episódios ainda sob investigação. Os registros envolvem espécies como barracuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado.

Em algumas amostras analisadas, houve confirmação laboratorial da presença da ciguatoxina caribenha, o que reforça a necessidade de vigilância contínua nas áreas costeiras do estado.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Sesap identifica primeiro caso de “superfungo” Candida auris no Rio Grande do Norte

Sesap identifica primeiro caso de “superfungo” Candida auris no Rio Grande do Norte

Fungo foi identificado em paciente internado na capital e está sob monitoramento da vigilância em saúde

O Rio Grande do Norte confirmou o primeiro caso de contaminação pelo fungo Candidozyma auris, anteriormente denominado Candida auris. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), após a identificação do agente em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal.

De acordo com a Sesap, o paciente é do sexo masculino e está hospitalizado para tratamento de outra condição clínica. Após a identificação do fungo, o paciente foi colocado em isolamento. A secretaria informou que medidas de controle foram adotadas de forma imediata para evitar a disseminação do microrganismo entre outros pacientes e profissionais de saúde da unidade.

Monitoramento e medidas de controle

As equipes de vigilância em saúde do estado iniciaram o monitoramento e o rastreamento do caso confirmado. Segundo a Sesap, a transmissão do Candidozyma auris ocorre por contato direto, principalmente em ambientes hospitalares, e não apresenta elevado potencial de disseminação fora dessas unidades.

As ações incluem protocolos de controle de infecção hospitalar, reforço na higienização de ambientes e equipamentos, além do acompanhamento clínico do paciente contaminado. A secretaria reforçou que as medidas seguem orientações técnicas adotadas nacionalmente para casos envolvendo esse tipo de fungo.

O que é o Candidozyma auris

O Candidozyma auris foi identificado pela primeira vez em 2009 e, desde então, passou a ser monitorado por autoridades sanitárias em diferentes países. O fungo está associado a infecções que ocorrem principalmente em pacientes hospitalizados, sobretudo aqueles submetidos a procedimentos invasivos ou com condições clínicas específicas.

No Brasil, os primeiros registros do fungo ocorreram em dezembro de 2020, no estado da Bahia. Desde esse período, novos casos e episódios de disseminação em unidades hospitalares foram identificados em outros estados, levando ao acompanhamento contínuo por órgãos de saúde.

Uma das características observadas do Candidozyma auris é a capacidade de permanência em superfícies e equipamentos hospitalares por períodos prolongados, o que demanda protocolos rigorosos de controle ambiental. O fungo apresenta resistência a diferentes classes de antifúngicos, fator que dificulta o tratamento clínico das infecções associadas.

De acordo com dados amplamente utilizados por autoridades sanitárias, a taxa de mortalidade relacionada às infecções pode variar de acordo com o tipo de infecção e o quadro clínico do paciente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o fungo na lista de microrganismos classificados como prioritários para vigilância e controle.

Pesquisas da UFRN sobre resistência fúngica

Pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) têm contribuído para o acompanhamento do avanço da resistência apresentada por fungos desse grupo. Estudos conduzidos no âmbito acadêmico indicam relação entre o uso de determinados agrotóxicos e o surgimento de cepas com maior resistência aos medicamentos utilizados na medicina humana.

As pesquisas apontam que, embora o Candidozyma auris seja frequentemente associado ao ambiente hospitalar, o fungo não está restrito exclusivamente a esse contexto. A exposição a substâncias químicas utilizadas na agricultura pode influenciar mecanismos de resistência cruzada entre agrotóxicos e antifúngicos de uso clínico.

Dados apresentados em evento científico realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), indicaram que a maioria dos isolados de Candidozyma auris resistentes ao antifúngico fluconazol também apresentava resistência ao agrotóxico tebuconazol, substância amplamente utilizada no setor agrícola.

As informações reforçam a necessidade de integração entre vigilância em saúde, controle ambiental e acompanhamento científico para monitorar a circulação e a resistência desse tipo de fungo.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos, diz agência

Os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.

A Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.

A resolução sobre a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Haberdoedas Photography/Pexels/Ilustração

Da Agência Brasil

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Janeiro Branco: empresas potiguares adotam políticas de acolhimento ao luto

Janeiro Branco: empresas potiguares adotam políticas de acolhimento ao luto

Especialistas destacam que a perda de um familiar ou pessoa próxima pode impactar diretamente o desempenho, as relações e o bem-estar no trabalho

Janeiro Branco: empresas potiguares adotam políticas de acolhimento ao luto

Em um mês que convida a população a cuidar com mais atenção da saúde mental, o Janeiro Branco também é uma oportunidade das empresas avaliarem seus processos internos relacionados a quem está passando por um processo de luto. Nesse sentido, empresas potiguares têm revisado políticas internas e adotado práticas de acolhimento a colaboradores que atravessam o processo de luto.

De acordo com a legislação brasileira, o trabalhador tem direito a dois dias consecutivos de licença remunerada em caso de falecimento de cônjuge, ascendente (pais, avós), descendente (filhos, netos), irmãos ou dependente econômico. Entretanto, ir além do que estabelece a lei é o diferencial entre uma atuação correta e um acolhimento humanizado.

Para Ana Cláudia Medeiros, consultora de Gestão de Pessoas da Rui Cadete, o principal desafio que as empresas enfrentam é o dilema entre produtividade e humanização. “Ao mesmo tempo, existem metas, prazos, clientes e compromissos pendentes, e um processo de luto e dor do colaborador. Mas a cultura da empresa fará toda a diferença nesta situação”.

A profissional enfatiza que o luto não é uma doença a ser curada rapidamente, mas um processo profundo de reorganização da vida após uma perda significativa. “Permitir pausas frequentes durante o expediente, oferecer espaços privados para momentos de maior sofrimento, considerar jornadas reduzidas ou escalas flexíveis nos primeiros meses e não exigir que a pessoa deixe os problemas em casa são formas de aliviar a demanda que a pessoa tem na empresa, mas com flexibilidade”. 

Na Rui Cadete, Ana Claudia exemplifica, a empresa avalia se o colaborador tem férias que podem ser antecipadas, é mantido contato constante com o colaborador e oferecido apoio psicológico. “Também vemos a possibilidade, se for do interesse do colaborador, em flexibilizar home office com retorno gradativo para a empresa. Sabemos da situação difícil e específica que é este momento e buscamos sempre a empatia”, afirma.

Janeiro Branco
Janeiro Branco

Atenção para profissionais de saúde e segurança

De acordo com pesquisa do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), 74% dos brasileiros afirmam não falar sobre a morte no cotidiano. Em uma escala de 1 a 5 – em que 1 indica estar “nada preparado” e 5 “muito preparado” –, a nota foi de 2,6 para a avaliação sobre se o brasileiro está pronto para lidar com a morte.

Neste cenário, os profissionais que lidam rotineiramente com o luto de terceiros, como médicos, policiais e agentes funerários, também precisam dar atenção especial às suas emoções. Conforme explica Anna Cláudia Abdon, psicóloga especialista em luto da Empresa Vila, referência no setor funerário no RN, empresas desses mercados precisam investir na saúde mental dos times que acolhem pessoas em momentos de grande vulnerabilidade.

“Essas profissões oferecem suporte onde muitas vezes falta. Por isso, exigem uma presença maior, uma empatia maior e um equilíbrio emocional. Então investir no cuidado com a saúde mental, não apenas durante o Janeiro Branco mas ao longo do ano,  é uma forma de reconhecimento e valorização delas, porque cuidar de quem cuida é uma escolha consciente para o ambiente de um trabalho mais humano e mais sustentável”, destaca.

A profissional ainda lembra que procurar ajuda não é uma fraqueza, mas um ato de responsabilidade consigo mesmo. “A gente não precisa esperar chegar no nosso limite. O luto, ele atravessa a vida, o corpo e a mente, então é importante que se a pessoa perceber que não está bem, com um sofrimento que interfere na vida doméstica, na interação social, com dificuldade para dormir, por exemplo, busque essa ajuda profissional o mais rápido possível”, enfatiza a psicóloga.

Foto: Divulgação

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TOXINA BOTULÍNICA NO VERÃO: Professora da UnP esclarece mitos e orienta sobre cuidados no veraneio

TOXINA BOTULÍNICA NO VERÃO: Professora da UnP esclarece mitos e orienta sobre cuidados no veraneio

Professora esclarece mitos sobre toxina botulínica e orienta cuidados durante o veraneio

TOXINA BOTULÍNICA NO VERÃO: Professora da UnP esclarece mitos e orienta sobre cuidados no veraneio

Com a chegada do veraneio, aumenta a procura por procedimentos estéticos, especialmente aqueles que promovem rejuvenescimento e conforto, como a aplicação da toxina botulínica. Apesar das altas temperaturas e da maior exposição ao sol, o procedimento continua sendo seguro, desde que alguns cuidados específicos sejam seguidos.

Amanna Raquel, professora do curso de Biomedicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, explica o que muda e o que não muda ao realizar a aplicação do injetável durante essa estação.

Segundo a docente, o calor não interfere no resultado final da toxina botulínica, e o procedimento pode ser realizado no verão com total segurança, desde que a aplicação seja feita por profissional habilitado e em ambiente adequado. No entanto, é necessário evitar algumas situações nas primeiras horas após a aplicação.

“No pré-procedimento, a recomendação é manter-se hidratado, dormir bem e evitar o consumo de álcool. Já no pós-procedimento, é importante não massagear a região tratada nas primeiras quatro horas, não praticar exercícios intensos no mesmo dia, manter o rosto limpo e evitar a exposição ao sol por pelo menos 48 horas, sempre utilizando protetor solar ao retomar a rotina ao ar livre”, explica.

A professora destaca ainda que o suor excessivo não interfere no efeito da toxina, contrariando um dos mitos mais comuns entre os pacientes. “O que realmente pode atrapalhar é a combinação de calor intenso, atividade física precoce e massagens na área tratada.” Ela explica também que o calor típico do verão pode aumentar a tendência a pequenos inchaços ou hematomas, já que os vasos sanguíneos ficam mais dilatados.

Para quem planeja viagens envolvendo praia, piscina ou longos períodos ao ar livre, a orientação é realizar o procedimento com antecedência. “O ideal é aplicar o injetável pelo menos 15 dias antes, reduzindo a chance de inchaço e permitindo que os primeiros resultados já estejam visíveis durante a viagem. Inclusive, no verão, é quando mais realizamos toxina para hiperidrose (suor excessivo) em axilas, mãos e pés. O efeito é maravilhoso e ajuda no conforto nesse período”, diz a especialista.

Manutenção

Segundo a docente, a manutenção da toxina botulínica deve ser feita entre quatro e seis meses, conforme a resposta individual de cada paciente, e a duração dos efeitos não se altera durante o verão. “Embora muitos procedimentos estéticos possam ser realizados sem problemas na estação, alguns exigem atenção, como peelings profundos, laser fracionado e uso de ácidos em altas concentrações, que aumentam o risco de manchas quando há maior exposição solar. A toxina botulínica não se encaixa nessa lista e é considerada totalmente segura para o período”, finaliza.

Foto: Divulgação

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Ebserh abre concurso nacional para médicos com vagas em hospitais do RN

Ebserh abre concurso nacional para médicos com vagas em hospitais do RN

Concurso Ebserh área médica contempla hospitais universitários do Rio Grande do Norte e formação de cadastro reserva

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) publicou edital de concurso público nacional voltado para a área médica, com oportunidades distribuídas em hospitais universitários federais de todo o país, incluindo unidades localizadas no Rio Grande do Norte. O certame prevê mais de 150 vagas, distribuídas entre 96 especialidades médicas, com foco na formação de cadastro reserva.

No Rio Grande do Norte, o concurso Ebserh área médica contempla 72 especialidades, distribuídas em três hospitais universitários vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). As oportunidades estão divididas entre o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal; a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), também na capital; e o Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), situado no município de Santa Cruz.

De acordo com o edital, são 32 especialidades previstas para o Huol, 11 para a MEJC e 29 para o HUAB. Todas as vagas destinadas às unidades do Rio Grande do Norte são para cadastro reserva, o que significa que as convocações ocorrerão conforme a necessidade das instituições, durante o período de validade do concurso.

O edital informa que o concurso anterior da Ebserh, homologado em junho de 2025, resultou na convocação de mais de 1.240 médicos em todo o país. Esse número superou significativamente a quantidade inicial de vagas imediatas ofertadas naquele certame. Em diversas especialidades, o cadastro reserva foi integralmente utilizado. Os candidatos aprovados no concurso anterior, ainda vigente, mantêm prioridade nas convocações, conforme previsto nas regras editalícias.

Entre as especialidades médicas contempladas no novo concurso estão anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia cardiovascular, clínica médica, gastroenterologia, hematologia e hemoterapia, infectologia hospitalar, medicina intensiva, medicina paliativa, nefrologia, neurologia pediátrica, pneumologia e oncologia clínica. O edital também inclui áreas como oftalmologia, psiquiatria, radiologia, reumatologia, urologia, endoscopia digestiva, cirurgia pediátrica, cirurgia oncológica, genética médica, ecocardiografia, mastologia, medicina fetal e ultrassonografia, entre outras.

As inscrições para o concurso Ebserh área médica seguem abertas até as 23h59 do dia 30 de janeiro e devem ser realizadas exclusivamente por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame. A taxa de inscrição é de R$ 180, com prazo de pagamento até o dia 2 de fevereiro.

O processo seletivo será composto por provas objetivas, previstas para o dia 29 de março, com aplicação simultânea em 42 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais. A avaliação objetiva contará com 60 questões de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório. Além disso, haverá prova de títulos, que poderá impactar a classificação final dos candidatos.

A remuneração inicial varia de acordo com a carga horária. Para jornada de 24 horas semanais, o salário é de R$ 11.464,35. Já para a carga horária de 40 horas semanais, a remuneração pode chegar a R$ 19.107,31. Os profissionais aprovados serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O edital também estabelece as regras para ações afirmativas, com reserva de vagas para pessoas pretas e pardas (25%), pessoas com deficiência (10%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). A inclusão de vagas específicas para quilombolas é uma novidade neste concurso. O documento também prevê alteração na ordem de convocação, com prioridade para candidatos com deficiência.

Foto: Reprodução/Arquivo

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Saúde mental não cabe em um mês e janeiro pode ser emocionalmente mais pesado do que parece

Saúde mental não cabe em um mês e janeiro pode ser emocionalmente mais pesado do que parece

No mês do Janeiro Branco, a psicóloga Candice Galvão alerta que o início do ano costuma intensificar ansiedade, frustrações e autocobrança, e defende que o cuidado emocional vá além das campanhas simbólicas.

Saúde mental não cabe em um mês e janeiro pode ser emocionalmente mais pesado do que parece

Janeiro é marcado por campanhas de conscientização sobre saúde mental, como o Janeiro Branco, mas o sofrimento emocional vivido por milhões de brasileiros não começa nem termina com o calendário. Para a psicóloga Candice Galvão, o início do ano, longe de ser leve, pode se tornar um dos períodos mais desafiadores do ponto de vista psicológico.

Segundo Candice Galvão, existe uma expectativa social de que janeiro represente renovação imediata, motivação e disposição para mudanças. Quando esse estado emocional não se concretiza, muitas pessoas passam a se sentir frustradas e culpadas. “O discurso do recomeço cria a ideia de que todos precisam começar o ano bem. Quem não consegue entra em um ciclo de autocrítica, ansiedade e sensação de fracasso precoce”, explica a psicóloga.

Durante o Janeiro Branco, o debate sobre saúde mental ganha visibilidade, mas a especialista alerta para um risco comum: tratar o cuidado emocional como algo pontual. “Saúde mental não é campanha. O sofrimento psíquico não segue datas comemorativas. Quando limitamos esse cuidado a um mês, reforçamos a ideia de que ele é secundário”, afirma Candice Galvão.

Outro ponto levantado por Candice Galvão, psicóloga clínica, é a banalização do autocuidado nesse período. Para ela, o excesso de mensagens motivacionais e fórmulas prontas pode gerar o efeito contrário. “Autocuidado não é estética emocional nem pensamento positivo forçado. Quando cuidar de si vira performance ou obrigação, ele deixa de proteger e passa a gerar mais cobrança”, pontua.

Janeiro também concentra fatores que impactam diretamente o equilíbrio emocional. Retorno ao trabalho, dívidas acumuladas, metas irreais e conflitos familiares não resolvidos costumam se intensificar logo nas primeiras semanas do ano. “É um mês que reúne pressões financeiras, profissionais e emocionais ao mesmo tempo. Muitas pessoas não percebem o quanto isso afeta a saúde mental”, explica a psicóloga clínica.

Nesse contexto, Candice Galvão reforça que a psicoterapia não deve ser vista apenas como último recurso. “Terapia não é para quando tudo desmorona. Ela é prevenção, organização emocional e fortalecimento psíquico. O cuidado contínuo com a saúde mental precisa ser normalizado”, destaca.

Ao falar sobre o Janeiro Branco, a psicóloga defende que a campanha seja um ponto de partida, não um limite. “Janeiro é importante para abrir conversas, mas cuidar da saúde mental precisa ser um compromisso ao longo do ano. O sofrimento humano não cabe em um único mês”, conclui Candice Galvão.

Para saber mais, acesse o Instagram: @candicegalvaopsicologia

Foto: Divulgação

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Insolação em pets: risco aumenta no veraneio e exige atenção redobrada dos tutores

Insolação em pets: risco aumenta no veraneio e exige atenção redobrada dos tutores

Especialista alerta que altas temperaturas podem causar superaquecimento grave em cães e gatos, com risco de morte se não houver atendimento rápido

Insolação em pets: risco aumenta no veraneio e exige atenção redobrada dos tutores

Com o verão e o aumento da sensação térmica, a insolação em pets se torna um risco ainda maior, especialmente para cães e gatos expostos ao calor excessivo. Johnatan Henrique Santos, médico-veterinário do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, alerta que a condição é grave, pode evoluir rapidamente e, em casos extremos, levar o animal à morte se não houver intervenção imediata.

Segundo o especialista, a insolação acontece quando o organismo do pet não consegue regular adequadamente a própria temperatura. “Diferente dos humanos, cães e gatos não suam pelo corpo todo. Eles dissipam o calor principalmente pela respiração e pelas patas, o que limita bastante esse controle térmico”, explica Johnatan. Situações comuns do dia a dia, como passeios perto de casa em horários inadequados, atividades físicas sob sol intenso ou permanência em ambientes abafados, podem elevar perigosamente a temperatura corporal do animal.

Durante o veraneio, o cuidado precisa ser redobrado, principalmente entre tutores que costumam levar seus pets para a praia. De acordo com o veterinário, a combinação de sol intenso, areia quente e pouca sombra cria um ambiente extremamente hostil. “A areia pode causar queimaduras nas patas e o calor refletido intensifica ainda mais a sensação térmica, aumentando significativamente o risco de insolação. Nem todos os pets estão adaptados a esse tipo de exposição, por isso o ideal é evitar a praia nos horários mais quentes do dia”, afirma.

Algumas raças são naturalmente mais vulneráveis, como os animais braquicefálicos como Bulldog, Pug, Shih-tzu, Boxer e Persa, que possuem focinho curto e vias aéreas mais estreitas. “Essas características anatômicas dificultam a troca de calor pela respiração, fazendo com que esses pets se cansem mais rápido e tenham maior risco de superaquecimento”, destaca Jonathan.

Além deles, animais obesos, idosos e aqueles com doenças cardíacas ou respiratórias exigem atenção especial. No caso dos pets idosos, o profissional explica que o organismo já não responde ao calor com a mesma eficiência. “Com o envelhecimento, há redução da capacidade de termorregulação e, muitas vezes, da sensação de sede, o que favorece a desidratação”, pontua.

Os sinais de alerta incluem respiração ofegante e intensa, salivação excessiva, gengivas avermelhadas, fraqueza, vômitos e desorientação; nos quadros mais graves, podem ocorrer convulsões e perda de consciência. Diante de qualquer um desses sintomas, o atendimento veterinário deve ser buscado imediatamente, pois a insolação é uma emergência e o tempo de resposta é determinante para a recuperação do animal.

Medidas preventivas

A hidratação é um dos pilares da prevenção. Jonathan orienta que a água deve estar sempre limpa, fresca e facilmente acessível. Para pets que apresentam dificuldade na ingestão hídrica, algumas estratégias podem ajudar, como distribuir vários potes pela casa, utilizar fontes de água corrente, oferecer gelo próprio para pets, acrescentar pequenas quantidades de água à ração ou optar por alimentos úmidos, sempre com orientação veterinária. “Essas medidas estimulam o consumo de líquidos e ajudam a evitar a desidratação, especialmente em dias mais quentes”, explica.

Outra aliada importante são os banhos refrescantes, desde que realizados de forma adequada. “O banho pode ajudar na redução da temperatura corporal, mas deve ser feito com água em temperatura ambiente, nunca gelada, para evitar choque térmico”, orienta o especialista. Tapetes refrescantes, toalhas úmidas e ambientes climatizados também são boas alternativas para aliviar o calor.

Para prevenir a insolação, o médico-veterinário reforça medidas simples, mas essenciais: garantir acesso constante à água fresca, oferecer ambientes ventilados e com sombra, evitar passeios entre 8h e 16h, inclusive aqueles rápidos perto de casa, e nunca deixar o animal dentro de carros fechados, nem por poucos minutos. “A prevenção ainda é a melhor forma de cuidado. Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença para garantir o bem-estar e a saúde dos pets”, conclui.

Foto: Divulgação

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Bolsonaro será submetido a perícia médica após pedido da defesa ao STF

Bolsonaro será submetido a perícia médica após pedido da defesa ao STF

Defesa de Bolsonaro apresenta quesitos para perícia médica determinada por Moraes

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (16) uma lista de questionamentos técnicos que deverão orientar a perícia médica judicial determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo da perícia é avaliar o estado de saúde do ex-presidente e verificar a necessidade de eventual transferência para um hospital penitenciário.

No documento encaminhado ao Supremo, os advogados afirmam reiteradamente que Bolsonaro corre risco de morte súbita em razão de diferentes condições clínicas e da inadequação do ambiente prisional para o acompanhamento médico necessário. A defesa solicita que seja avaliado se a ausência de cuidados contínuos pode resultar em eventos fatais repentinos.

Segundo os advogados, o risco de morte não deve ser tratado como uma possibilidade remota, mas como um risco concreto e previsível, caso Bolsonaro não tenha acesso a uma estrutura de saúde considerada complexa e contínua.

Entre os pontos levantados, a defesa questiona a associação entre doenças cardiovasculares e respiratórias e se essa combinação aumenta o risco de arritmias potencialmente fatais, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

O documento também menciona que Bolsonaro apresenta quadro de apneia obstrutiva do sono classificada como severa, com cerca de 50 eventos por hora. A defesa questiona se a interrupção, irregularidade ou uso inadequado do aparelho CPAP eleva significativamente o risco de morte súbita, além de acidente vascular cerebral e deterioração cognitiva.

A perícia médica foi determinada por Alexandre de Moraes e deverá ser realizada pela Polícia Federal. O prazo estabelecido é de dez dias para a entrega do laudo médico ao Supremo Tribunal Federal.

No despacho, o ministro determinou que o perito responda se, à luz da boa prática médica, a permanência de Jair Bolsonaro no sistema prisional representa risco concreto e previsível à sua vida e à sua saúde.

Também deverá ser avaliado se o quadro clínico se enquadra como “grave enfermidade”, conforme previsto no artigo 117 da Lei de Execução Penal, hipótese que pode autorizar o cumprimento da pena em regime domiciliar.

A defesa questiona ainda se o ambiente prisional comum possui estrutura suficiente para garantir cuidados considerados essenciais, como o uso contínuo e adequado do CPAP, prevenção efetiva de quedas, dieta rigorosamente fracionada, vigilância clínica permanente, atendimento imediato em situações de urgência e administração regular de medicamentos.

No documento, os advogados afirmam que Bolsonaro apresenta múltiplas doenças crônicas e comorbidades, envolvendo os sistemas cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, renal, nutricional e psiquiátrico.

Entre as condições citadas estão apneia obstrutiva do sono grave, doença aterosclerótica, hipertensão arterial, insuficiência renal limítrofe, pneumonia aspirativa recorrente, esofagite erosiva, anemia, sarcopenia e sequelas de múltiplas cirurgias abdominais.

A defesa sustenta que o ex-presidente depende de acompanhamento médico contínuo e multidisciplinar, além de controle rigoroso da pressão arterial, hidratação constante, acesso frequente a exames e atendimento emergencial.

O texto também aponta risco elevado de quedas, confusão mental, traumatismo craniano, insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, infarto e morte súbita, especialmente na ausência de vigilância permanente.

Por fim, a defesa questiona de forma direta se o ambiente prisional comum é capaz de assegurar essas condições mínimas de cuidado e indica que, na avaliação apresentada no documento, a resposta é negativa.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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SAÚDE MENTAL ANIMAL: veterinário explica a importância de passear com os cães

SAÚDE MENTAL ANIMAL: veterinário explica a importância de passear com os cães

Estímulos mentais durante o passeio contribuem para o equilíbrio emocional e o bem-estar dos cães

SAÚDE MENTAL ANIMAL: veterinário explica a importância de passear com os cães

Passear com os cães vai muito além da prática de atividade física. O hábito tem impacto direto na saúde mental dos animais, contribuindo para o equilíbrio emocional e para uma rotina mais saudável, especialmente para cães que passam longos períodos dentro de casa.

De acordo com Johnatan Henrique Santos, médico-veterinário do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, o passeio funciona como um importante estímulo mental. A ausência desse tipo de estímulo pode favorecer o surgimento de comportamentos indesejados.

“Quando o animal sai para caminhar, ele é exposto a novos cheiros, sons e movimentos, o que ativa o cérebro e reduz o estresse do dia a dia. Pets que não passeiam com frequência tendem a apresentar ansiedade, agitação excessiva, destruição de objetos e até quadros de depressão”, alerta.

Além de desestressante, o passeio ajuda no gasto de energia acumulada. Segundo o veterinário, essa prática contribui para noites de sono mais tranquilas e melhora o humor do animal. “Um pet mentalmente estimulado é mais calmo, mais confiante e responde melhor à convivência com pessoas e outros animais”, afirma.

Outro ponto destacado é o fortalecimento do vínculo entre tutor e pet. “O passeio cria um momento de conexão e confiança. O animal se sente seguro ao lado do tutor, o que reflete diretamente no seu bem-estar emocional”, ressalta Jonatan.

Por fim, o veterinário reforça que os passeios devem respeitar o ritmo, a idade e as condições de saúde do pet, além de serem realizados em horários adequados. “Quando feitos de forma responsável, os passeios se tornam uma ferramenta simples e eficaz para promover saúde mental, qualidade de vida e felicidade aos animais”, conclui o médico-veterinário da UnP, Johnatan Henrique Santos.

Foto: Divulgação

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Raí, da banda Saia Rodada, segue internado e tem shows cancelados

Raí, da banda Saia Rodada, segue internado e tem shows cancelados

Artista foi hospitalizado após mal-estar e permanece sob acompanhamento médico

O cantor Raí, integrante da banda Saia Rodada, apresentou melhora significativa dos sintomas que motivaram sua internação na quinta-feira (15), no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada por meio de comunicado oficial do escritório responsável pelo gerenciamento da carreira do artista.

De acordo com a nota, o cantor apresentou sintomas iniciais compatíveis com um quadro clínico de ansiedade. Após avaliação médica, Raí vem demonstrando boa evolução desde a internação. Apesar da melhora, ele permanece sob cuidados e acompanhamento hospitalar, por orientação da equipe médica, como medida de precaução para a plena recuperação.

O comunicado não detalha previsão de alta hospitalar, informando apenas que o cantor continuará em observação até que os profissionais de saúde considerem o quadro totalmente estabilizado.

Cancelamento de agenda

Em razão da internação e da necessidade de acompanhamento médico, o escritório Modo Full, responsável pela agenda da banda Saia Rodada, informou o cancelamento dos compromissos profissionais do cantor previstos para os próximos dias.

Segundo a assessoria, foram cancelados os shows programados para ocorrer entre os dias 16 e 21 de janeiro. O comunicado não especifica se as apresentações serão remarcadas em outra data.

Internação ocorreu após apresentação

Raí foi internado na manhã da quinta-feira (15), após apresentar um mal-estar. O cantor deu entrada no Hospital Wilson Rosado em uma ambulância, sendo prontamente atendido pela equipe médica da unidade.

Nas redes sociais do artista, as últimas publicações nos stories indicam que ele havia se apresentado durante a madrugada do mesmo dia na cidade de Caraúbas, também localizada na Região Oeste do Rio Grande do Norte. As postagens mostram registros do show realizado horas antes da internação.

Após a divulgação da internação, fãs e seguidores passaram a acompanhar atualizações sobre o estado de saúde do cantor por meio dos canais oficiais do artista e do escritório responsável por sua carreira.

Até o momento, não foram divulgadas novas informações médicas além da confirmação da melhora do quadro clínico e da permanência do cantor sob observação hospitalar.

Foto: Divulgação

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Raí Saia Rodada passa mal e é internado em hospital de Mossoró

Raí Saia Rodada passa mal e é internado em hospital de Mossoró

Cantor foi encaminhado à unidade de saúde por precaução, segundo assessoria

O cantor de forró Raí Saia Rodada passou mal e foi internado em um hospital do município de Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, na noite desta quarta-feira (14). A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (15) pela assessoria responsável pela carreira do artista.

De acordo com a equipe que acompanha o cantor, ele apresentou um mal-estar e foi encaminhado à unidade hospitalar por precaução. A assessoria informou que Raí recebeu atendimento médico e permanece sob observação enquanto realiza exames de rotina.

Atendimento médico e acompanhamento

Segundo a nota divulgada, o cantor foi prontamente atendido pela equipe médica da unidade de saúde onde está internado. O acompanhamento segue os protocolos adotados pelo hospital, com a realização de exames para avaliação do quadro clínico.

A assessoria também informou que o cantor encontra-se bem durante o período de observação e segue sob cuidados médicos.

Agenda de shows

Ainda conforme o comunicado oficial, a previsão é de que Raí Saia Rodada retome sua agenda de compromissos artísticos após a liberação médica. Não foram divulgadas alterações específicas nos shows programados.

Na quarta-feira (14), antes da internação, o cantor utilizou as redes sociais para divulgar sua participação em apresentações realizadas no município de Caraúbas, também localizado na região Oeste potiguar.

Até o momento, não foram divulgados novos boletins médicos com informações adicionais sobre o estado de saúde do artista.

Foto: Reprodução

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Calor intenso pode provocar quedas e picos de pressão

Calor intenso pode provocar quedas e picos de pressão

Vasodilatação, desidratação e estresse térmico explicam alterações da pressão arterial em dias mais quentes

Calor intenso pode provocar quedas e picos de pressão

Com o aumento da sensação térmica, os casos de insolação e alterações na pressão arterial tendem a aumentar, exigindo atenção redobrada da população, especialmente entre pessoas com comorbidades. Segundo Sylton Mello, cardiologista e professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, Ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, assim como as baixas temperaturas, o calor intenso interfere diretamente no funcionamento do sistema cardiovascular e pode provocar tanto queda quanto elevação da pressão arterial.

Isso acontece porque o corpo reage ao calor tentando manter a temperatura interna estável. “Quando estamos expostos ao calor, ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos para facilitar a perda de calor pela pele. Esse mecanismo pode levar à queda da pressão arterial, causando tontura, fraqueza e até desmaios, sobretudo em pessoas desidratadas ou com doenças pré-existentes”, detalha.

A pressão arterial baixa, chamada de hipotensão, é geralmente considerada quando os valores estão abaixo de 90 por 60 mmHg. “No calor, a perda excessiva de líquidos e sais minerais reduz o volume de sangue circulante, o que favorece a queda da pressão, principalmente em idosos, diabéticos, pacientes renais e cardiopatas”, alerta.

Por outro lado, o calor também pode contribuir para a elevação da pressão arterial. A ciência explica que o estresse térmico aumenta a frequência cardíaca e pode desencadear picos de pressão, sobretudo em pessoas hipertensas ou com outras comorbidades. A pressão alta é caracterizada por valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg, enquanto o valor considerado ideal é em torno de 120 por 80 mmHg.

Em caso de queda ou pico de pressão, o médico orienta medidas imediatas. “Ao sentir tontura, mal-estar ou sensação de desmaio, a pessoa deve deitar-se em local fresco e, se possível, elevar as pernas para facilitar o retorno do sangue ao coração. Já em picos de pressão acompanhados de dor no peito, falta de ar, confusão mental ou dor de cabeça intensa, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente”, ressalta o especialista.

Sylton também reforça que a insolação pode agravar essas alterações, causando desregulação térmica e comprometendo a circulação. “A insolação é uma condição grave e pode potencializar tanto quadros de hipotensão quanto crises hipertensivas, principalmente em quem já convive com doenças crônicas”, afirma o cardiologista.

Prevenção

Como forma de prevenção, o especialista destaca a importância da hidratação adequada, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves, manter os medicamentos em dia e não suspender o tratamento sem orientação médica.

“Outro ponto fundamental é estar com o check-up cardiológico em dia, que deve ser realizado pelo menos uma vez por ano, especialmente por quem tem histórico de pressão alta, baixa ou outras comorbidades. Cuidar da saúde do coração é essencial para atravessar períodos de calor com mais segurança. O calor não é apenas desconforto, ele pode representar um risco real à saúde cardiovascular”, acrescenta o docente da UnP/Inspirali.

Foto: Divulgação

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Janeiro Verde alerta para mudanças no rastreamento do câncer do colo do útero

Janeiro Verde alerta para mudanças no rastreamento do câncer do colo do útero

Lançado na quinta-feira (8), novo guia prático reforça a importância da prevenção, vacinação e acompanhamento ginecológico regular

Janeiro Verde alerta para mudanças no rastreamento do câncer do colo do útero

O primeiro mês do ano ganha um importante alerta para a saúde feminina com a campanha Janeiro Verde, voltada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero. A iniciativa chama atenção para as novas diretrizes de rastreamento da doença, apresentadas na atualização do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, lançado na quinta-feira (8) pela Fundação do Câncer.

A nova cartilha traz mudanças significativas, como a ampliação do intervalo entre os exames de rastreamento quando o resultado é negativo, além do fortalecimento do diagnóstico precoce, fator decisivo para reduzir a mortalidade associada à doença. O material substitui diretrizes anteriores, que tinham como principal método o exame Papanicolau por citologia, vigente até então.

Apesar das mudanças, a primeira edição do guia, lançada em 2022, já destacava a importância da vacinação contra o HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e principal causadora do câncer do colo do útero. A versão atualizada amplia esse olhar, alinhando o Brasil às recomendações internacionais e reforçando a necessidade de políticas públicas e ações educativas voltadas à saúde feminina.

Para Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), essa cartilha representa um avanço importante no cuidado com a saúde das mulheres.

“As novas diretrizes trazem mais precisão ao rastreamento do câncer do colo do útero e permitem um acompanhamento mais adequado, baseado em evidências científicas. Isso significa mais segurança para as mulheres e maior efetividade na prevenção”, destaca o médico ginecologista e obstetra.

Atualmente, o câncer do colo do útero é o terceiro mais incidente entre as brasileiras. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se 17.010 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres. 

Apesar dos números alarmantes, segundo Robinson Dias, trata-se de uma doença altamente prevenível com acesso à informação de qualidade, vacinação contra o HPV e acompanhamento ginecológico regular.

“A vacinação contra o HPV, aliada ao rastreamento adequado, é uma estratégia fundamental para reduzir drasticamente os casos da doença. Por isso, é essencial que as mulheres procurem regularmente o ginecologista, mesmo na ausência de sintomas”, finaliza o especialista.

Foto: Divulgação

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Sesap investiga quatro casos suspeitos de ciguatera após consumo de peixe no RN

Sesap investiga quatro casos suspeitos de ciguatera após consumo de peixe no RN

Casos teriam ocorrido em Touros após consumo de peixe; amostras foram enviadas para laboratório de referência

A Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) investiga quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no estado. As informações preliminares apontam que as ocorrências teriam sido identificadas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe no município de Touros, localizado no Litoral Nordeste potiguar.

Segundo a Sesap, até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem da suspeita nem detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes envolvidos. A pasta informou apenas que os casos seguem sob acompanhamento por meio das ações da Vigilância em Saúde, enquanto aguardam a conclusão das análises laboratoriais.

Amostras foram encaminhadas para análise fora do estado

De acordo com a secretaria, quatro amostras relacionadas aos casos suspeitos foram recebidas pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN). O material será encaminhado para um laboratório de referência localizado na região Sul do país, responsável por realizar exames específicos para identificação da presença de ciguatoxinas.

A Sesap informou que não há previsão para a divulgação dos resultados dos exames laboratoriais. Enquanto isso, os casos permanecem sendo monitorados pelas equipes técnicas da secretaria, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.

Casos anteriores de investigação no RN

Essa não é a primeira vez que a ciguatera é investigada no Rio Grande do Norte. No ano anterior, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas compatíveis com intoxicação após consumirem peixe em um restaurante localizado na cidade de Natal.

Naquela ocasião, a principal suspeita foi a ingestão de ciguatoxina, substância associada à ciguatera. Entre os casos registrados na capital potiguar, dois evoluíram para um quadro considerado mais grave, envolvendo duas médicas, que precisaram ser internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da cidade.

O que é a ciguatera

A ciguatera é uma forma de intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por ciguatoxinas. Essas toxinas se originam a partir de determinadas algas marinhas, que são consumidas por peixes menores. A substância se acumula ao longo da cadeia alimentar, atingindo peixes de maior porte, que posteriormente podem ser consumidos por seres humanos.

O processo é conhecido como bioacumulação, no qual a toxina permanece no organismo do peixe sem causar danos aparentes ao animal, mas pode provocar intoxicação em humanos após o consumo.

Sintomas associados à intoxicação por ciguatera

Entre os sintomas mais comuns da intoxicação por ciguatera estão manifestações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Também podem ocorrer sintomas neurológicos, incluindo formigamento, fraqueza muscular e alterações na percepção térmica, conhecidas como inversão térmica.

Os sintomas podem persistir por semanas, conforme registros clínicos associados à intoxicação, embora os casos raramente evoluam para óbito.

Características da ciguatoxina

As ciguatoxinas não apresentam cor, sabor ou odor, o que dificulta a identificação da contaminação no alimento antes do consumo. Além disso, essas toxinas não são eliminadas por métodos convencionais de preparo, como cozimento ou congelamento.

Segundo informações técnicas já divulgadas em investigações anteriores, não existe tratamento específico para a ciguatera. Uma vez que o peixe esteja contaminado, procedimentos de resfriamento, cocção ou mesmo o processo de digestão não impedem o desenvolvimento da intoxicação.

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília / Tony Winston/Agência Brasília

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Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase

Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase

Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD/RN chama atenção para os cuidados com a doença

Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase

O mês de janeiro ganha a cor roxa para chamar a atenção para uma das doenças mais antigas da humanidade, mas que ainda registra altos índices no Brasil: a hanseníase. A campanha Janeiro Roxo busca conscientizar a população sobre os sintomas, a importância do diagnóstico precoce e, principalmente, combater o estigma que ainda cerca os pacientes. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Rio Grande do Norte – SBD/RN alerta sobre os sintomas e tratamento.

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de novos casos, ficando atrás apenas da Índia. No Rio Grande do Norte, as ações de saúde intensificam a busca ativa por pessoas que apresentam sinais da doença, já que, se tratada precocemente, a hanseníase tem cura e não deixa sequelas.

A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. O grande desafio médico é que os sintomas iniciais podem ser sutis.

Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase
Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase

Para a dermatologista Mirela Fulco (CRM 5930 RN – RQE 3149), quanto mais a sociedade estiver informada sobre o diagnóstico precoce, o número de casos deve diminuir. “Por isso, fique atento sobre os sinais de alerta: manchas claras, avermelhadas ou escuras na pele; perda ou diminuição da sensibilidade nas mãos e nos pés, dormência ou formigamento; além de fraqueza nas mãos ou pés”, alerta Dra. Mirela Fulco.

Diferente do que o senso comum prega, a hanseníase não é transmitida pelo abraço ou compartilhamento de objetos. “A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento. Após iniciar o tratamento, não há mais transmissão. O tratamento é eficaz, gratuito e está disponível na atenção básica. Quanto mais cedo iniciar, menores os riscos de sequelas. É importante saber que a doença tem cura com 6 a 12 meses de tratamento”, esclarece a Dra. Mirela Fulco.

Foto: Divulgação

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Hemonorte convoca doadores após queda nos estoques no início de 2026

Hemonorte convoca doadores após queda nos estoques no início de 2026

Doação de sangue no RN é essencial para manter atendimentos hospitalares

O Hemonorte convocou a população do Rio Grande do Norte a comparecer ao hemocentro para doação de sangue, diante da redução dos estoques registrada na primeira semana de 2026. Segundo a unidade, os níveis atuais são considerados críticos e podem impactar o atendimento em hospitais e unidades de saúde do estado.

A direção do hemocentro informou que a demanda por transfusões permanece constante, especialmente para procedimentos cirúrgicos, atendimentos de urgência e tratamento de pacientes com doenças crônicas. A queda nos estoques afeta todos os tipos sanguíneos, com maior preocupação em relação aos tipos com fator negativo, que possuem menor número de doadores.

De acordo com o Hemonorte, a redução compromete o funcionamento regular da rede hospitalar, uma vez que o sangue não possui substituto e depende exclusivamente da doação voluntária da população. A instituição reforça que a doação é fundamental para garantir o atendimento contínuo aos pacientes que necessitam de transfusões.

A unidade destaca que o processo de doação é simples e seguro, sendo realizado por profissionais capacitados e seguindo protocolos sanitários. Um único doador pode contribuir para o atendimento de até quatro pessoas, de acordo com critérios técnicos adotados pelos serviços de hemoterapia.

Para realizar a doação, é necessário atender aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O doador deve ter entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação precisa ter ocorrido até os 60 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados do responsável legal.

Também é exigido peso mínimo de 50 quilos, estar alimentado no momento da doação, evitando alimentos gordurosos nas três horas que antecedem o procedimento. Caso a doação ocorra após o almoço, é necessário aguardar pelo menos duas horas. O candidato à doação deve ainda ter dormido no mínimo seis horas nas últimas 24 horas.

No momento do atendimento, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação, carteira de trabalho, passaporte, registro nacional de estrangeiro, certificado de reservista ou carteira profissional emitida por conselho de classe.

Os interessados podem comparecer à sede do Hemonorte, localizada na Avenida Alexandrino de Alencar, nº 1800, bairro Tirol, em Natal. Também é possível realizar a doação no Espaço Hemonorte, situado no Partage Shopping, na Zona Norte da capital.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Jovem morre após suspeita de troca de medicação em UPA de Natal; caso é investigado

Jovem morre após suspeita de troca de medicação em UPA de Natal; caso é investigado

Paciente de 19 anos teve parada cardiorrespiratória após atendimento na UPA Potengi; sindicância segue sem prazo de conclusão

A jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, morreu nesta segunda-feira (5), após permanecer internada em estado grave desde o dia 17 de dezembro, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória registrada após atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Potengi, na Zona Norte de Natal. O caso é investigado pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) e por conselhos profissionais.

Gabriely procurou atendimento na unidade de saúde no dia 16 de dezembro, relatando sintomas gripais. Após avaliação médica, ela foi encaminhada para a sala de medicação. Durante a aplicação intravenosa dos medicamentos, apresentou piora clínica imediata e evoluiu para parada cardiorrespiratória, sendo reanimada e posteriormente transferida para um hospital particular, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até a confirmação do óbito.

A morte foi confirmada por familiares e pela própria Secretaria Municipal de Saúde.

Investigação apura possível troca de medicamentos na UPA

Segundo informações apuradas e confirmadas por órgãos de fiscalização profissional, a principal linha de investigação aponta para a possível administração de um medicamento diferente do prescrito. A suspeita envolve a troca entre um corticosteroide e um relaxante muscular de ação rápida, utilizado normalmente em procedimentos de entubação.

Os dois medicamentos possuem nomes semelhantes, o que está sendo considerado no processo investigativo. O medicamento prescrito teria sido o succinato sódico de hidrocortisona, enquanto o que pode ter sido administrado seria a succinilcolina, substância indicada para uso anestésico e procedimentos invasivos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que afastou preventivamente os servidores diretamente envolvidos no manejo dos medicamentos e instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão do procedimento.

Conselhos profissionais acompanham o caso

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) informou que acompanha o caso e realiza apuração própria sobre o fluxo de prescrição, dispensação e administração de medicamentos na unidade.

Além do Coren, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) também comunicou que adotará medidas para apurar o ocorrido, dentro de suas atribuições legais.

De acordo com a SMS, outros conselhos profissionais, como o de Farmácia, também acompanham a investigação, e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) poderá ser instaurado após a conclusão da sindicância.

Prontuário médico e evolução clínica

Após a ocorrência na UPA, familiares solicitaram acesso ao prontuário médico e apresentaram o documento à equipe do hospital privado responsável pela internação da paciente. No registro constam referências aos medicamentos hidrocortisona injetável por via venosa e succinato sódico 100 mg, informações que também fazem parte da apuração em curso.

Segundo o histórico clínico, Gabriely foi reanimada ainda na UPA, submetida à entubação e transferida em estado grave. Desde então, permaneceu internada na UTI até a confirmação da morte.

Paciente era indígena e caso foi comunicado a órgãos competentes

Gabriely Barbosa de Melo era indígena da etnia Potiguara. Familiares informaram que o caso foi comunicado a entidades responsáveis pela defesa dos direitos dos povos indígenas, incluindo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A família também informou que pretende buscar responsabilização judicial relacionada ao caso, após a conclusão das investigações administrativas e profissionais.

Secretaria de Saúde lamenta morte e mantém investigação

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal lamentou a morte da jovem, informou que presta apoio institucional à família e reiterou que a sindicância segue em andamento. A pasta reforçou que os servidores permanecem afastados e que novas medidas poderão ser adotadas após a apuração completa dos fatos.

Fotos: Reprodução

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“Nenhuma bebida substitui a água quando o assunto é hidratação”, alerta nutricionista

“Nenhuma bebida substitui a água quando o assunto é hidratação”, alerta nutricionista

Especialista alerta que sucos, refrigerantes e isotônicos não substituem a água e reforça a importância do consumo regular ao longo do dia

“Nenhuma bebida substitui a água quando o assunto é hidratação”, alerta nutricionista

A hidratação adequada é essencial para o funcionamento do organismo, especialmente em períodos de altas temperaturas ou aumento da atividade física. Apesar da variedade de bebidas disponíveis no dia a dia, a água continua sendo insubstituível quando o objetivo é manter o corpo hidratado de forma eficiente e saudável.

De acordo com Larissa Varela, nutricionista e professora da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, muitas pessoas acreditam que sucos, água de coco, refrigerantes, chás ou bebidas isotônicas podem cumprir o mesmo papel da água, o que não é verdade. “Nenhuma bebida substitui a água quando o assunto é hidratação. A água é a única bebida que hidrata sem adicionar calorias, açúcares ou substâncias que podem sobrecarregar o organismo”, explica.

Segundo a especialista, outras bebidas até contribuem com líquidos, mas não devem ser consideradas equivalentes à água. “Sucos industrializados, refrigerantes e energéticos contêm açúcares, sódio e aditivos que, em excesso, podem prejudicar o equilíbrio hídrico e metabólico do organismo, além de estimular um maior consumo calórico e deslocar o consumo adequado de água”, alerta Larissa Varela.

A nutricionista destaca ainda que bebidas alcoólicas e com cafeína merecem atenção especial. “O álcool e o excesso de cafeína têm efeito diurético, ou seja, aumentam a perda de líquidos, o que pode agravar a desidratação em vez de resolvê-la”, pontua.

Outro aspecto importante é a hidratação ao longo do dia, e não apenas em momentos de sede. “A sede já é um sinal tardio de desidratação. O ideal é fracionar o consumo de água durante o dia, respeitando as necessidades individuais”, orienta a professora da UnP.

Larissa Varela reforça que a quantidade ideal de água varia conforme idade, peso, clima e nível de atividade física, mas que manter uma garrafa por perto pode ajudar no hábito. “Criar estratégias simples, como estabelecer metas diárias ou associar a ingestão de água à rotina, facilita a adesão”, afirma.

Por fim, a nutricionista ressalta que a água é indispensável para funções vitais como digestão, circulação, controle da temperatura corporal e funcionamento dos rins. “Quando falamos em hidratação, não existe substituto: a água é e sempre será a base para a saúde e o bem-estar”, conclui a docente.

Foto: Divulgação

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Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Equipe médica confirma previsão de alta hospitalar, e defesa apresenta novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que a previsão de alta hospitalar está mantida para esta quinta-feira (1º). A informação foi confirmada em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (31) no Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde a véspera do Natal.

De acordo com os médicos Brasil Caiado e Cláudio Birolini, o ex-presidente apresentou melhora após os procedimentos cirúrgicos para correção de hérnias e registrou maior controle das crises de soluços, embora elas não tenham cessado completamente. Segundo a equipe, o quadro pós-operatório evolui dentro do esperado, o que sustenta a manutenção da previsão de alta.

Durante a coletiva, Cláudio Birolini explicou que a internação foi solicitada para realização das cirurgias e acompanhamento do pós-operatório em condições consideradas seguras. O médico afirmou que Bolsonaro completará sete dias de cirurgia na quinta-feira e que, até o momento, não houve intercorrências que justificassem alteração na previsão de alta.

A equipe médica informou que realizará uma visita de rotina na manhã desta quinta-feira e que a alta já está agendada, podendo ser revista apenas em caso de alguma nova intercorrência clínica. O horário da saída do hospital, no entanto, dependerá de decisões judiciais.

Os médicos relataram que as crises de soluços persistem, mesmo após a realização de um procedimento para bloqueio do nervo frênico. A hipótese levantada é de que os espasmos tenham origem no sistema nervoso, motivo pelo qual o tratamento segue com uso de medicamentos.

Segundo Birolini, as crises de soluços impactam o estado emocional do ex-presidente. Os médicos afirmaram que o próprio Bolsonaro solicitou o uso de medicação antidepressiva, que foi introduzida, com expectativa de que os efeitos ocorram ao longo dos próximos dias.

A equipe médica também destacou que Bolsonaro requer cuidados contínuos em razão de apneia do sono, condição que exige o uso de uma máscara específica durante o descanso. De acordo com os profissionais, essa condição pode aumentar o risco de quedas. Eles informaram ainda que o ex-presidente tem adotado uma rotina de autocuidado para tentar evitar novas crises de soluços e de refluxo.

Os médicos afirmaram que as recomendações clínicas são feitas de forma constante, mas que a execução dessas orientações depende das decisões da Justiça, considerando a situação judicial do ex-presidente.

No mesmo dia da coletiva médica, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento foi protocolado na tarde desta quarta-feira (31) e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que ficará responsável pela análise.

No pedido, os advogados argumentam que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas caso ele cumpra pena em regime fechado, motivo pelo qual solicitam a substituição da prisão por regime domiciliar após a alta hospitalar.

No documento, a defesa afirma que a permanência de Bolsonaro em estabelecimento prisional, após a alta, poderia submetê-lo a risco de agravamento súbito do estado de saúde. O texto sustenta que essa situação não estaria alinhada aos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde.

Em outro trecho, os advogados alegam que a execução penal não deve expor o apenado a riscos médicos relevantes e evitáveis. A defesa também citou como precedente a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, mencionando comorbidades, idade e necessidade de tratamento médico contínuo.

Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro, em decorrência de condenação judicial. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, após condenação por coordenar uma trama de golpe de Estado.

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa em pouco mais de um mês. Os requerimentos anteriores, protocolados em 22 de novembro e 19 de dezembro, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga e a garantia de acesso a cuidados médicos no sistema prisional.

No novo pedido, a defesa sustenta que existem circunstâncias novas, comprovadas por documentos médicos recentes. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou, em publicação em rede social, que teve acesso a relatórios médicos que apontam riscos de agravamento do estado de saúde caso não sejam mantidos cuidados específicos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Governo do RN nomeia mais 862 concursados da saúde

Governo do RN nomeia mais 862 concursados da saúde

Convocados serão distribuídos entre sete regionais de saúde; Maior número de nomeações foi destinado à Região Oeste

O Governo do Rio Grande do Norte nomeou, nesta quarta-feira (31), mais 862 profissionais aprovados em concurso público para atuação na área da saúde. Os novos servidores serão destinados ao interior do estado e distribuídos entre sete regionais de saúde: Agreste-Litoral Sul, Oeste, Mato Grande, Seridó, Trairi-Potengi, Alto Oeste e Vale do Açu.

Com a nova nomeação, o número total de concursados convocados pelo governo estadual ultrapassa 1,7 mil profissionais desde a homologação do concurso público para a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). As convocações têm como foco o reforço da assistência em serviços de alta complexidade da rede estadual de saúde.

A regional com maior número de profissionais nomeados foi a Oeste, que recebeu 428 convocados. Em seguida aparecem as regiões do Seridó, com 145 profissionais, e do Alto Oeste, com 315 nomeações. As demais regionais também foram contempladas, conforme a distribuição definida pela Sesap.

Entre os profissionais nomeados estão técnicos e profissionais de nível superior de diversas áreas da saúde. A maior parte das convocações corresponde a técnicos de enfermagem, com 593 nomeações. Também foram nomeados técnicos em farmácia (7), técnicos em laboratório (52) e técnicos em radiologia (37).

A lista inclui ainda profissionais de nível superior, como biomédicos (12), enfermeiros (69), farmacêuticos (14), analistas farmacêuticos (19), fisioterapeutas (43) e médicos. Entre os médicos convocados estão clínicos gerais (13), além de um cardiologista e dois anestesiologistas.

A nova chamada faz parte do cumprimento de um acordo judicial que prevê a substituição gradual de profissionais contratados de forma temporária por servidores efetivos aprovados em concurso público. A convocação anterior, realizada pelo governo estadual, contemplou 733 profissionais, com destino principalmente à Região Metropolitana de Natal.

A distribuição dos profissionais busca atender demandas específicas das unidades de saúde localizadas no interior do estado, fortalecendo o atendimento em hospitais regionais e serviços especializados vinculados à rede estadual.

Distribuição dos profissionais por regional de saúde

  • I – Agreste-Litoral Sul: 36 profissionais
  • II – Oeste: 428 profissionais
  • III – Mato Grande: 43 profissionais
  • IV – Seridó: 145 profissionais
  • V – Trairi-Potengi: 36 profissionais
  • VI – Alto Oeste: 315 profissionais
  • VIII – Vale do Açu: 39 profissionais

As nomeações seguem o cronograma estabelecido pelo Governo do Estado em conjunto com os órgãos de controle e atendem às necessidades identificadas na estrutura da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Governo do RN aluga novo tomógrafo para o Hospital Walfredo Gurgel

Governo do RN aluga novo tomógrafo para o Hospital Walfredo Gurgel

Equipamento substitui um dos tomógrafos existentes e reforça o centro de imagens da principal unidade de saúde do RN

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, localizado em Natal, recebeu, na tarde desta sexta-feira (26), um novo tomógrafo para reforçar o centro de imagens da unidade. O equipamento foi alugado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços de diagnóstico por imagem realizados no hospital.

O novo tomógrafo passa a substituir um dos dois equipamentos semelhantes que estavam em funcionamento na unidade. Segundo informações da Sesap, o tomógrafo anterior já foi desmontado e retirado da sala onde funcionava, possibilitando a instalação do novo equipamento no mesmo espaço físico.

Reforma estrutural e adequações técnicas

Para a instalação do novo tomógrafo, o local passou por reforma estrutural e por serviços de manutenção nas instalações elétricas. As intervenções foram coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, responsável pela adequação do ambiente às exigências técnicas necessárias para o funcionamento do equipamento de diagnóstico por imagem.

As obras incluíram ajustes na infraestrutura da sala, garantindo condições adequadas para a operação do tomógrafo, conforme os padrões exigidos para esse tipo de equipamento hospitalar.

Acompanhamento da Secretaria de Saúde

A chegada do novo tomógrafo ao Hospital Walfredo Gurgel foi acompanhada pelo secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta. Durante a visita, o gestor comentou sobre a importância da substituição do equipamento para o funcionamento da unidade hospitalar.

“Esse novo equipamento representa um avanço imenso na qualidade da assistência. E vai resolver as situações recentes que tivemos de dificuldade no hospital”, afirmou o secretário.

Capacidade de atendimento e volume de exames

De acordo com dados da Sesap, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel realiza, em média, cerca de 180 exames de tomografia por dia. Os procedimentos atendem tanto demandas de urgência quanto exames de controle clínico, sendo fundamentais para o suporte diagnóstico de pacientes atendidos na unidade.

O hospital é considerado a principal unidade da rede pública estadual de saúde, concentrando atendimentos de média e alta complexidade, especialmente nas áreas de urgência e emergência.

Substituição de equipamento e continuidade dos serviços

Segundo a Secretaria de Saúde, o novo tomógrafo é mais recente em comparação ao equipamento substituído e possui maior capacidade de realização de exames. A medida visa assegurar a continuidade dos serviços de diagnóstico por imagem, evitando interrupções no atendimento aos pacientes que dependem do exame para definição de condutas médicas.

A Sesap informou que a substituição do equipamento ocorre dentro do planejamento da pasta para manutenção e modernização do parque tecnológico das unidades hospitalares da rede estadual.

Investimento mensal e processo de aquisição

O aluguel do novo tomógrafo para o Hospital Walfredo Gurgel representa um investimento mensal de R$ 75 mil, conforme informado pela Sesap. O valor cobre a disponibilização do equipamento para uso na unidade, garantindo a oferta contínua do serviço enquanto outras medidas administrativas são adotadas.

Além do aluguel, a Secretaria de Estado da Saúde Pública informou que está em andamento um processo para a aquisição de mais um novo tomógrafo para o hospital. A compra está sendo encaminhada em parceria com o Ministério da Saúde, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento da unidade.

O processo de aquisição segue os trâmites administrativos previstos e faz parte das ações voltadas ao fortalecimento da rede pública estadual de saúde, especialmente no atendimento hospitalar de urgência.

Foto: Divulgação/Sesap / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Governo do RN homologa empresa vencedora da licitação do Hospital Metropolitano

Governo do RN homologa empresa vencedora da licitação do Hospital Metropolitano

Homologação foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (26); Obra será financiada com recursos do Novo PAC e terá 350 leitos em Parnamirim

O Governo do Rio Grande do Norte homologou, nesta sexta-feira (26), a Construtora Ramalho Moreira Ltda. como vencedora da licitação para a construção do Hospital Metropolitano do Estado, que será instalado no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O aviso de homologação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A proposta apresentada pela empresa vencedora foi no valor de R$ 200.777.000,00. A homologação ocorre após quatro meses de suspensão do processo licitatório e posterior reanálise determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O ato administrativo é assinado pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Fernandes Rosado Coêlho, que declarou ter constatado a regularidade dos atos procedimentais e o encerramento dos prazos para interposição de recursos administrativos. Com isso, o Governo do Estado confirmou oficialmente o resultado final do certame.

De acordo com o projeto, o Hospital Metropolitano será construído na Avenida Rio Jordão, no bairro de Emaús, em Parnamirim. Apesar da homologação da licitação, o início das obras ainda depende da assinatura da ordem de serviço, etapa que antecede a execução do contrato.

O cronograma apresentado pelo governo estadual prevê um prazo de dois anos para a conclusão do empreendimento, contado a partir da emissão da ordem de serviço. O financiamento da obra será realizado com recursos federais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

O projeto do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte prevê a construção de uma unidade com 350 leitos, dos quais 40 serão destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura também contará com 14 salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem, heliponto e sistemas voltados à sustentabilidade, conforme especificações divulgadas pelo governo estadual.

Suspensão e reanálise do certame

A homologação da licitação ocorre pouco mais de um mês após o Governo do Estado anunciar a retomada do certame, em novembro, depois de o processo ter sido suspenso pelo TCU em junho deste ano. À época, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) anulou o contrato que havia sido firmado com o consórcio inicialmente vencedor.

Com a suspensão, o governo determinou a reabertura da fase de julgamento das propostas, sob acompanhamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), conforme informado oficialmente.

O processo de reanálise envolveu todas as empresas participantes da licitação, sem a possibilidade de apresentação de documentos novos. Segundo o governo, foram admitidas apenas diligências destinadas a esclarecer ou corrigir erros materiais em documentos já existentes no momento original da disputa.

O Tribunal de Contas da União havia apontado possíveis irregularidades na fase de habilitação do certame. Entre os pontos destacados estavam a inabilitação de uma empresa sob alegação de ilegibilidade de documentos e a exigência de atestado técnico específico relacionado à instalação de elevadores com “seis paradas”.

De acordo com o entendimento do TCU, essa exigência foi considerada um formalismo excessivo, que teria restringido a competitividade do certame. A Corte de Contas avaliou que a manutenção desse critério poderia ter resultado em uma proposta R$ 3,29 milhões mais cara para a administração pública.

Após a reavaliação do processo licitatório, o Governo do Rio Grande do Norte concluiu o julgamento das propostas e formalizou a homologação, encerrando a etapa administrativa da licitação. A próxima fase dependerá da formalização contratual e da autorização para o início da execução da obra.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Convocados atuarão em hospitais e unidades da Região Metropolitana de Natal; Convocação visa substituir contratos temporários, informa a Sesap

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte convocou, nesta quarta-feira (24), 690 profissionais aprovados no último concurso público da saúde estadual. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado e integra o processo de recomposição do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Com esta nova chamada, o número de profissionais aprovados no concurso de 2025 convocados pelo governo estadual se aproxima de 1.000. A medida, segundo a Sesap, tem como objetivo principal a substituição de contratos temporários atualmente em vigor na rede pública de saúde.

A convocação contempla profissionais de níveis médio e superior, com previsão de atuação em hospitais e unidades de referência localizadas na Região Metropolitana de Natal. De acordo com a pasta, a distribuição dos convocados atende às necessidades atuais da rede estadual de saúde.

Profissionais convocados

A lista publicada no Diário Oficial do Estado reúne diferentes categorias profissionais. Entre os convocados estão 502 técnicos em enfermagem, 4 técnicos em farmácia, 49 técnicos em laboratório e 34 técnicos em radiologia. Também foram chamados 20 biomédicos, 44 farmacêuticos e farmacêuticos bioquímicos, 19 fisioterapeutas, 11 médicos clínicos gerais e 7 médicos nefrologistas.

Além dos nomes já publicados, o Governo do Estado informou que ainda serão convocados mais 43 enfermeiros. A lista complementar deverá ser divulgada em uma próxima edição do Diário Oficial do Estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública, a convocação foi planejada para atender, prioritariamente, as unidades hospitalares e serviços considerados estratégicos para o funcionamento da rede pública, especialmente na Região Metropolitana de Natal.

Etapas da convocação

De acordo com a Sesap, o processo de convocação está sendo realizado de forma escalonada. A estratégia foi adotada para permitir maior agilidade nos trâmites administrativos relacionados à posse e ao ingresso dos novos servidores.

“A convocação foi organizada em etapas para permitir que a Coordenadoria de Gestão do Trabalho da Sesap agilize o andamento dos processos, diante do grande volume de profissionais nomeados”, informou a secretaria, em nota.

Ainda conforme a pasta, as equipes responsáveis trabalham para garantir a posse célere dos profissionais convocados, de modo a minimizar impactos na prestação dos serviços de saúde à população.

Novas convocações previstas

O Governo do Estado também informou que os aprovados no concurso da saúde pública para atuação em outras regiões do Rio Grande do Norte deverão ser convocados ainda este ano. A Sesap não detalhou o cronograma das próximas chamadas, mas confirmou que o processo seguirá conforme a necessidade da rede estadual de saúde.

A ampliação do quadro efetivo por meio do concurso público busca reduzir a dependência de contratos temporários, prática que vinha sendo adotada para suprir demandas emergenciais nas unidades de saúde.

Outros concursos no Estado

Além do concurso da saúde, o Governo do Rio Grande do Norte possui aprovados em outras seleções públicas que aguardam convocação. Entre eles estão candidatos aprovados em concursos da área da Educação e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

O Estado também publicou, neste mês, edital para um novo concurso público destinado ao provimento de cargos de auditor fiscal da Secretaria Estadual de Fazenda. O certame prevê a oferta de 50 vagas.

Segundo o edital divulgado, as inscrições para o concurso de auditor fiscal serão abertas nesta sexta-feira (26). O governo não informou, na publicação, o número de candidatos esperados nem o cronograma completo do processo seletivo.

As informações referentes às convocações e aos concursos públicos estaduais seguem sendo divulgadas oficialmente por meio do Diário Oficial do Estado e dos canais institucionais do Governo do Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Joana Lima/Governo do RN

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Varizes calibrosas exigem diagnóstico preciso e tratamento especializado

Varizes calibrosas exigem diagnóstico preciso e tratamento especializado

Varizes de grande calibre atingem milhões de brasileiros e exigem avaliação com ultrassom doppler e abordagem individualizada. A angiologista e cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros explica como identificar e tratar corretamente.

Varizes calibrosas exigem diagnóstico preciso e tratamento especializado

Varizes são um problema de alta prevalência. Estimativas internacionais indicam que entre 30% e 40% dos adultos apresentam algum grau de doença venosa crônica, podendo chegar a até 50% em determinadas populações avaliadas por exames de imagem. Esses números colocam as varizes entre as condições vasculares mais comuns da atualidade.

Entre os diferentes tipos, ganham destaque as chamadas varizes calibrosas, veias superficiais significativamente dilatadas, muitas vezes originadas na veia safena. Pela classificação CEAP, padrão internacional da doença venosa, consideram-se varizes visíveis e palpáveis aquelas a partir de 3 mm. No entanto, na prática clínica, veias de grande calibre costumam ser aquelas com 8 a 10 mm ou mais, o que reforça a ausência de um consenso absoluto. Ainda assim, especialistas concordam: quanto maior o diâmetro, maior o risco de dor, sangramentos, complicações e recorrência.

De acordo com cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Ilana Barros, a avaliação correta começa sempre pelo duplex ultrassom, exame capaz de mapear o refluxo venoso e medir com precisão o calibre da veia comprometida.

“No consultório, muitos pacientes acreditam que todas as varizes são iguais. Mas quando falamos de varizes calibrosas, é fundamental entender a anatomia individual para decidir entre laser, radiofrequência ou até cirurgia convencional”, afirma a especialista.

Nos últimos anos, a evolução das técnicas endovenosas transformou o tratamento da doença. Revisões sistemáticas apontam que métodos térmicos, como laser (1.470 nm) e radiofrequência, apresentam taxas de oclusão superiores a 90%, inclusive em veias de grande calibre. Já técnicas não térmicas, como a espuma, tendem a apresentar desempenho menos uniforme quando aplicadas a veias muito largas, segundo meta-análises recentes.

Mesmo com os avanços tecnológicos, a doença venosa continua sendo um tema relevante em saúde pública. Um grande levantamento nacional que analisou 869.220 cirurgias de varizes registrou 49 óbitos, o que representa uma mortalidade estimada de 0,0056%, considerada baixa, mas que reforça a importância da indicação correta e da execução técnica segura.

As diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) reforçam como pilares do manejo: avaliação clínica detalhada, classificação CEAP, ultrassonografia e escolha do tratamento alinhada ao perfil do paciente. Para a especialista, o futuro da área está na personalização.

“Hoje temos múltiplas tecnologias, mas nenhuma substitui o olhar clínico. Varizes calibrosas podem ser tratadas com excelentes resultados, desde que avaliadas e conduzidas com precisão”, destaca a angiologista, Dra. Ilana Barros.

Em um país onde milhões convivem com sintomas como dor, sensação de peso nas pernas, inchaço e desconforto estético, entender o que são varizes calibrosas e quando procurar um especialista faz toda a diferença. A medicina moderna oferece soluções eficazes — a chave está no diagnóstico correto e no tratamento adequado para cada anatomia.

Para saber mais, e entender sobre o assunto, acesse o Instagram: @drailanabarros

Sobre Dra. Ilana Barros:


Formada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA, e com Residência Médica em Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife-PE. Além de sua formação inicial e residências, a Dra. é especializada em Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular na ANGIORAD, em Recife-PE, e Pós-graduada em Laser, Cosmiatria e Procedimentos no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo-SP.

Foto: Divulgação

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Excesso de açúcar nas festas pode agravar acne e oleosidade da pele, alerta dermatologista

Excesso de açúcar nas festas pode agravar acne e oleosidade da pele, alerta dermatologista

“Exagerei nos doces: e agora, minha pele?” A dermatologista Dra. Ingrid Tavares, especialista em Dermatologia Estética e Tricologia, explica como o consumo elevado de açúcar e carboidratos refinados impacta hormônios, inflamação e a saúde da pele.

Excesso de açúcar nas festas pode agravar acne e oleosidade da pele, alerta dermatologista

As festas de fim de ano costumam vir acompanhadas de mesa farta e muitas tentações — sobremesas, chocolates, rabanadas e o tradicional panetone. O problema é que, após os excessos, muitas pessoas percebem mudanças rápidas na pele, como aumento da oleosidade, surgimento de cravos e o retorno da acne, uma queixa cada vez mais comum nos consultórios dermatológicos.

De acordo com a dermatologista Dra. Ingrid Tavares, alimentos com alto índice glicêmico provocam picos de insulina no organismo. “Esse aumento estimula a produção de hormônios androgênicos e do IGF-1, que intensificam a atividade das glândulas sebáceas, favorecendo o entupimento dos poros e o aparecimento da acne, mesmo em pessoas que não tiveram o problema na adolescência”, explica.

Além disso, o consumo excessivo de açúcar está diretamente associado ao aumento de processos inflamatórios no corpo. Outro efeito relevante é a glicação, reação que compromete as fibras de colágeno e elastina, contribuindo para a perda de firmeza, do viço e para o envelhecimento precoce da pele.

Apesar dos impactos negativos, a especialista reforça que o quadro é reversível. Após o período festivo, a pele tende a se reequilibrar com mudanças simples de rotina. A recomendação é priorizar uma alimentação mais leve e antioxidante, rica em frutas, verduras, legumes e proteínas magras, além de reduzir o consumo de carboidratos simples e ultraprocessados.

Manter uma rotina adequada de cuidados com a pele também é essencial, incluindo limpeza conforme o tipo de pele, hidratação e uso diário de protetor solar. “Quando surgem sinais como acne persistente, brilho excessivo ou manchas, o acompanhamento dermatológico é fundamental para evitar agravamentos e possíveis cicatrizes”, orienta a médica.

“Cuidar da pele vai muito além dos cosméticos. Alimentação equilibrada, rotina de cuidados e orientação profissional caminham juntas. A saúde da pele reflete diretamente o que acontece dentro do organismo”, conclui a dermatologista e especialista em tricologia, Dra. Ingrid Tavares.

Para saber mais, acesse o Instagram: @dra.ingridrtavares

Sobre a especialista

A dermatologista Dra. Ingrid Tavares é médica pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com atuação em Dermatologia Estética e Tricologia. Possui pós-graduação em Cosmiatria e Tricologia pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay (IDPRDA/RJ) e é membro da International Trichoscopy Society. Realizou residência médica no Centro de Dermatologia Dona Libânia, onde recebeu o prêmio “Residente que fez a diferença”. Atualmente, atende no Instituto Regina Jales, unindo ciência, tecnologia e cuidado humanizado para resultados naturais.

Foto: Divulgação

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Erro de medicação na UPA Potengi é alvo de fiscalização do CRF-RN e do Coren-RN

Erro de medicação na UPA Potengi é alvo de fiscalização do CRF-RN e do Coren-RN

Jovem de 19 anos sofreu parada cardíaca após administração de fármaco diferente do prescrito

O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Norte (CRF-RN) realizou, na manhã desta sexta-feira (19), uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, localizada na zona Norte de Natal, após um caso de erro de medicação que resultou em parada cardíaca em uma paciente de 19 anos. A ação foi motivada pela repercussão do episódio, que segue sob investigação da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS).

De acordo com as informações apuradas pelo CRF-RN durante a fiscalização, houve divergência entre o medicamento prescrito e o efetivamente dispensado e administrado à paciente. A prescrição médica indicava o uso de Succinato de Hidrocortisona, na dosagem de 100 miligramas, enquanto o medicamento administrado foi o Succinil Colin (cloridrato de suxametonio), também na dosagem de 100 miligramas. A confirmação da troca foi repassada ao Conselho pela responsável técnica da farmácia da unidade.

Os dois medicamentos possuem indicações terapêuticas distintas. O cloridrato de suxametonio é um bloqueador neuromuscular, utilizado em situações específicas e que exige controle rigoroso em sua administração. Já o succinato de hidrocortisona é um corticoide, indicado, entre outros usos, para o tratamento de inflamações e reações alérgicas. Informações preliminares indicam que a paciente procurou atendimento na UPA Potengi com sintomas gripais.

Segundo o CRF-RN, ainda não é possível determinar responsabilidades nem identificar em qual etapa do processo ocorreu o erro, se durante a dispensação do medicamento ou em outro momento do fluxo assistencial. O Conselho informou que a fiscalização teve como objetivo verificar as condições técnicas da farmácia e os procedimentos adotados na unidade.

Após a ocorrência da parada cardíaca, a paciente foi estabilizada e posteriormente transferida para uma unidade hospitalar da rede privada, onde permanece internada em tratamento intensivo. Até a última atualização, a Secretaria Municipal de Saúde não divulgou informações sobre o estado de saúde da jovem.

Durante a fiscalização, o CRF-RN designou um fiscal e uma conselheira integrante da Comissão de Farmácia para acompanhar o caso e reunir dados técnicos que subsidiem a análise. O Conselho informou que, após a conclusão da apuração e da avaliação técnica, serão adotadas as medidas cabíveis, conforme previsto na legislação que regula o exercício profissional farmacêutico.

Paralelamente, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) também iniciou apuração sobre o caso. A entidade confirmou o afastamento de um enfermeiro e de uma técnica de enfermagem envolvidos no atendimento, como medida administrativa durante o andamento das investigações. O Coren informou que avalia, entre outros aspectos, a existência de sobrecarga de trabalho dos profissionais.

A confirmação do erro ocorreu após visita do Coren-RN à UPA Potengi. A verificação incluiu a análise do prontuário eletrônico da paciente, a comparação entre a prescrição médica registrada no sistema e o medicamento efetivamente administrado, cujos frascos apresentavam princípios ativos diferentes, apesar da mesma dosagem indicada em miligramas.

O Conselho de Enfermagem abriu um procedimento de averiguação a partir de denúncias relacionadas ao caso e informou que está elaborando um relatório técnico, com previsão de conclusão até a próxima semana. O documento deverá consolidar as informações coletadas durante a fiscalização e subsidiar eventuais encaminhamentos administrativos.

Em nota institucional, o CRF-RN informou que acompanha o caso e que a fiscalização teve como foco a apuração dos fatos e a verificação dos procedimentos de dispensação de medicamentos na unidade de saúde. O Conselho destacou que seguirá adotando as providências previstas em suas atribuições legais e que permanece à disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos de fiscalização profissional e pela Secretaria Municipal de Saúde, que conduz investigação administrativa para apurar as circunstâncias do ocorrido na UPA Potengi.

Foto: Reprodução / Elpídio Júnior/Câmara de Natal/Ilustração

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