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Mariana Pires

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de PessoasMariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

Na vida, você não é mais uma coisa; você está sendo alguma coisa, por Mariana Pires

Na vida, você não é mais uma coisa; você está sendo alguma coisa, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Lembro-me de quando eu era criança e, durante as minhas brincadeiras, eu dizia que seria uma aeromoça. Eu falava isso com muita convicção, mesmo não entendendo muito bem o que uma aeromoça exercia, além do fato de que ela viajava por vários lugares em um único dia, tendo contato com muitas culturas e conhecendo pessoas diferentes o tempo todo; além de se vestir de um jeito único e elegante, esboçando sempre um bonito sorriso. Esse contexto todo me encantava.

No começo, eu não entendia muito bem por que essa visão de aeromoça me encantava tanto. O tempo foi passando, fui evoluindo no jardim de infância, no Fundamental e no tenebroso Ensino Médio. Sim, tenebroso mesmo: o ano no qual eu deveria definir o que queria ser pelo resto de toda a minha vida. Nesse momento, você espera que eu diga: aviação, comissária de bordo e está tudo resolvido. Mas não, a essa altura eu nem me recordava mais do sonho de criança.

Eu só pensava no seguinte: escolher um curso bom (leia-se, na época, um curso que “dava” dinheiro), fazer a faculdade, conseguir um bom emprego que me proporcionasse a tranquilidade de uma estabilidade; em seguida, casar, constituir uma família e aproveitar o que o meu emprego feliz e a minha família pudessem me proporcionar. Isso era o sinônimo da definição de sucesso ou, em outro caso, prestar um concurso. Essas eram as opções apresentadas para se ter uma “vida tranquila”.

Não acredito que essa visão esteja errada, pelo contrário, ela funciona muito bem para alguns e é possível construir uma carreira e realizar os sonhos de vida por meio dela. Só que ela não é a única opção de crescimento, há outros caminhos; caminhos os quais proporcionam uma maior liberdade de escolhas e experiências. E foi nesse momento que eu entendi o meu desejo de ser uma aeromoça: eu simplesmente não me encaixava nos padrões normais que geralmente definem o que é sucesso.

Embora eu não tivesse considerado seguir a profissão, ela significava liberdade pra mim. A facilidade de ter contato com a maior quantidade de experiências possíveis, de poder absorver muito mais conhecimento por meio de pessoas diferentes e de culturas igualmente diferentes. Eu não precisaria ser uma aeromoça pra viver essa experiência, precisava apenas encontrar uma forma diferente de construir a minha carreira sem me encaixar em um padrão específico ou ter uma profissão para a vida inteira.

Esse modelo tradicionalista de construção de carreira teve solo fértil por muito tempo, uma vez que é um aspecto cultural dos nossos tempos; mas, a medida que as inovações avançam, esse formato de vida se redesenha. Com o tempo, percebemos que não era nada daquilo que queríamos de verdade e, no meio da jornada, fazemos uma transição de carreira.

Hoje, as nossas carreiras não são mais definidas apenas por nossas competências e cargos, mas por ciclos constantes de aprendizados, experiências e desenvolvimento de novas habilidades, que nos fazem ter contato com mais áreas, mais pessoas e mais culturas.

Essas experiências ampliam o nosso leque de referências, criam novos julgamentos, nos apresenta a novas perspectivas, a novas ferramentas, abrindo espaço para conectá-las com assuntos diferentes das nossas competências e criando novas oportunidades, novas necessidades, e, por fim, nos fazendo pensar fora da caixa.

As contínuas transformações exigem de nós uma capacidade de adaptabilidade maior. O desenvolvimento pessoal e profissional se tornaram um só, indissociáveis. Não podemos falar das nossas competências profissionais sem considerar a nossa marca pessoal como grande aliada da nossa percepção de valor. É uma via de mão dupla que se retroalimenta a todo momento.

“A faculdade te dá um diploma, não uma carreira”. Ouvi essa frase recentemente e ela faz muito sentido. Continuamos a escolher o curso que vai nos dá uma profissão com o mesmo afinco de antes; só que, diferente daquela época, passamos a escolher o que faz mais sentido pra nós, o que abre um oceano de possibilidades diante de nossos olhos. Não optamos apenas pelo dinheiro ou pela estabilidade, mas pelas oportunidades que podem ser geradas e pelas conexões que podemos fazer.

O fato é que podemos começar atuando fielmente ao que é proposto pela profissão, mas, a medida que vamos evoluindo em nossas habilidades, abrimos espaços para novas atuações. Me citando como exemplo novamente, comecei atuando em setores de RH em empresas, onde ainda permaneço; mas abri o meu leque e usei a minha bagagem para expandir, levar o conhecimento para mais longe por meio da consultoria. Eu, Mariana Pires, tenho muitos outros planos que abrem ainda mais esse leque, usando todas as ferramentas e competências adquiridas pelo caminho, sem deixar de me conectar a novas necessidades.

Meu ponto com você é: na vida, você não é mais uma coisa, você está sendo alguma coisa.

Com o dinamismo e a velocidade que as coisas evoluem, nossas aptidões também se defasam mais rápido. Se, antes, nós precisávamos apenas fazer um curso de 5 anos para exercer as nossas profissões, hoje precisamos nos manter em constante processo de aprendizagem além dos métodos tradicionais. O conhecimento, mais do que nunca, é uma necessidade vitalícia. Não apenas para nos manter em competitividade, mas também para nos manter conscientes das nossas evoluções enquanto indivíduo que vive em sociedade.

Hoje posso estar no escritório, amanhã em uma sala de aula. Hoje, posso está nas redes sociais e, amanhã, ministrando uma palestra. Percebe? Nada é fixo ou permanente.

É como dançar conforme a música: nós vamos abraçando os novos formatos de aprender e de executar, vamos explorando as nossas habilidades e quebrando barreiras que, antes, nos limitavam e, agora, nos impulsionam a crescer ainda mais. Isso é autoconhecimento na prática, a forma prática de sair da zona de conforto. Tudo é mutável, transitório e escalável.

É possível dividir o espaço do novo com a previsibilidade do que encontraremos ao final da jornada. Nem 8, nem 80. Sem impulsividade ou paralisia, mas com a convicção suficiente para atender os nossos desejos e nos sentir motivados a ser mais exploradores, e não apenas pessoas que buscam estabilidade.

Por fim, a única certeza de estabilidade que temos é a instabilidade. Baixar as barreiras de resistência sobre as mudanças é a forma mais inteligente de crescer e se sentir livre. Experimente!

Foto: Reprodução/Mathisa/Shutterstock

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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Não se sobrecarregue com o peso do "é só pensar positivo", por Mariana Pires

Não se sobrecarregue com o peso do “é só pensar positivo”, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

“É só pensar positivo que as coisas vão acontecer”. Quem nunca ouviu isso em um momento que nada parecia fazer muito sentido na vida, né? Eu já; e você, como se sentiu? Me recordo de ter ficado bem chateada, por dois motivos:

  1. Eu não conseguia pensar positivo no momento em que tudo estava fora dos trilhos e sentia que estava cometendo um erro, já que bastava me manter positiva para as coisas darem certo;

  2. Parecia que eu tinha uma visão limitada de tudo e era a única pessoa que não conseguia enxergar além do contexto, ao mesmo tempo que eu não me sentia autorizada a sentir o desconforto que o momento trazia.

Sou uma pessoa naturalmente muito positiva, não apenas no ser, mas também no fazer. Ser positiva é a soma das possibilidades de acertos que tenho à disposição junto à autoconfiança e à clareza de que, se a execução do plano não sair conforme o roteiro planejamento, terei entendimento o suficiente para sentar, recalcular a rota e buscar novas perspectivas de soluções.

Ter uma postura positiva vai além de apenas dizer para si mesmo: “vai dar tudo certo” quando tudo parece dar errado. Manter-se positiva, para mim, é acreditar que, apesar das circunstâncias não estarem alinhadas à minha visão do que é ideal e de não terem atendido as minhas expectativas, tenho a consciência de que tudo é apenas uma fase com começo, meio e fim; fase esta da qual irei sair cedo ou tarde. Um olhar confiante para o que vem depois, sem atropelar as minhas emoções e sem segurar a pressão dentro de mim só para parecer ser bem resolvida.

O problema não é ser positivo, nunca foi, é importante alimentar-se dessa positividade. O que pode estar nos sobrecarregando é a forma como lidamos com ela e internalizamos como sendo fator determinante para as coisas darem certo. Positividade é importante, mas não é premissa para a resolução de problemas.

Talvez essa postura de positividade esteja sendo mantida para não transparecer medo e vulnerabilidade para as pessoas, na tentativa de mostrar que está “tudo sob controle” quando, na verdade, nada faz muito sentido. Ou podemos pensar que se manter positivo vai aumentar a nossa motivação para não parar no meio do dia cansados, deixar tudo pela metade e não “fazer nada”.

Onde termina o pensamento positivo e começa a alienação?

Além de sustentar uma falsa alegria espontânea, é chato ouvir que “é só pensar positivo” para que tudo se conserte. Essa é uma manobra que sobrecarrega as nossas emoções e nos condiciona a manter essa postura em 100% dos nossos momentos, sem perceber gastamos uma energia absurda para nos manter firmes e receptivos.

Esse hábito que adotamos nos impede de sentir as emoções como elas realmente são, nos impende de enxergar as situações como elas realmente são; e, ao invés de, verdadeiramente, pensar positivo quando necessário, pegamos um “bode” por parecer que é uma obrigação.

E até onde esse comportamento não é uma forma de colocar os nossos óculos lentes de cor rosa para não encarar a realidade?

Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento. Evitar a dificuldade é uma dificuldade. Negar o fracasso é fracassar. A ideia de fugir das merdas é que é. Quanto mais evitamos sentir algo ou viver determinadas situações, mais isso nos assombra, mais nos causa ansiedade, volta no meio da noite e puxa nosso pé. Encarar a realidade de frente é encontrar a forma mais confortável de lidar com o desconforto.

Não resista ao que sente, permita que esses estados emocionais apenas passem pelo seu corpo e libere-os, despressurize. Nosso corpo é um canal, logo, sejamos um canal de manifestação e de expressão desse desconforto. Ao não resistir ao que sente, você se verá livre de cada sensação sem fazer esforço.

Esse é o poder da aceitação e de não lutar contra aquilo que nós somos. Desconecte de tudo que vem consumindo a sua vitalidade e mantenha a atenção apenas em você mesmo.

Pense positivo, mas seja realista com as circunstâncias; pense positivo, mas seja realista com as próprias expectativas. Pense positivo, mas acolha as próprias emoções. Pense positivo, mas reconheça o momento de parar e redesenhar a rota.

Pense positivo, mas não anule a realidade. O que é mais importante pra você do que você mesmo?

Foto: Reprodução

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Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

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Não há progresso sem autoperdão, por Mariana Pires II

Não há progresso sem autoperdão, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Compartilhar a minha história e os meus sentimentos têm me dado a oportunidade de conhecer outras histórias que se conectam com as minhas; e até outras histórias de vida que me ensinam mais do que já pude viver. Nessa troca de experiências e energia, observei o quanto possuímos o potencial para nos transformar e criar algo maior por nós mesmos e, ao mesmo tempo que sentimos essa força, é perceptível o quanto estamos dispostos a andar com um chicotinho na mão para nos punir sempre que temos oportunidade.

Deixe eu explicar melhor: você já parou pra se atentar a esse sentimento? Se sentir capaz de conquistar o mundo inteiro, seguir aquele chamado que vem de dentro de nós e afirma que somos capazes de fazer coisas difíceis, mas, ao mesmo tempo que alimentamos o sentimento de “quero muito realizar algo positivo e construtivo” e o vendemos de forma muito verdadeira para o mundo, também nos paralisamos por acreditar, lá em nosso íntimo, que somos merecedores da realidade em que estamos hoje, de estar no exato lugar em que estamos. É como se estivéssemos nos punindo por erros cometidos e decisões ruins que tomamos no passado; e, na verdade, nós estamos fazendo isso.

Notei que esse autojulgamento, além de ser muito comum entre nossas histórias, acaba sendo o principal fator paralisante das nossas ações hoje; e ele nos impede de abraçar a nossa versão do passado e aceitá-la como ela realmente é. Com isso, ficamos presos ao sentimento de culpa por não ter tido a maturidade suficiente para ser mais assertivo em determinada época ou até mesmo no presente. Inconscientemente, alimentamos esse sentimento diariamente; e ele acaba por fazer parte desde as pequenas até as grandes decisões de nossas vidas.

Alimentar esse autojulgamento é como contratar uma prestação de serviços que você não precisava, ter uma experiência ruim e se punir como forma de recompensa. E esse comportamento rapidamente se torna um hábito que aos poucos vai minando as nossas ações e o nosso senso de merecimento. Louco isso, né?

Isso tudo só me confirmou algo que já vinha observando no decorrer das nossas trocas: não há mudanças externas legítimas sem que antes a gente faça as pazes com o nosso interior, com a nossa biografia, de forma intencional e cirúrgica.

Não há ferramentas de gestão de tempo e planejamento que promovam resultados se não estivermos livres para promover mudanças. Precisamos deixar a nossa antiga versão apenas como um instrumento de consulta de aprendizados; e não há progressos sem autoperdão.

Podemos considerar esse o primeiro grande passo para o nosso crescimento: o autoperdão chega pra fazer morada quando entendemos que, por mais difícil que seja aceitar nossas antigas versões, nada seríamos hoje se não tivéssemos passado por elas. Ter o hábito de remoer situações passadas não muda o presente, pelo contrário, nos transforma em uma âncora.

É preciso dar um desconto e evitar esse perfeccionismo nocivo e aceitar o fato de que não há refinamento ou excelência sem que antes a gente caia e arranque a tampa do joelho várias vezes. Faz parte da capacidade natural do corpo humano regenerar tecidos, então porque ser tão insensíveis com nós mesmos?

Perdoar-se pela imaturidade das versões passadas, decisões ruins e comportamentos tóxicos é uma forma de regenerar o amor e a gentileza por nós mesmos. Só conseguimos doar aquilo que aceitamos como parte positiva de nós; e qualquer coisa de diferente disso é apenas uma idealização criada para vender algo que a gente não é.

Liberamos espaço para criar uma nova perspectiva de vida, nos colocamos no lugar de merecimento, nos responsabilizamos por nossas escolhas e unimos esse repertório como recurso para abrirmos caminhos que antes não conseguíamos enxergar. Não é sobre romper, é sobre andar de mãos dadas.

Foto: Ilustração

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Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

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O que eu quero sentir em 2022 Um novo olhar sobre sua criação de metas, por Mariana Pires

O que eu quero sentir em 2022? Um novo olhar sobre sua criação de metas, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Esperança: esse é o sentimento que povoa nosso coração quando começamos um novo ano. Aquela vontade ardente de deixar no ano anterior todas as frustações, todos os erros e até a nossa falta de comprometimento em muitos momentos. Viramos o ciclo, festejamos, e, de repente, é dia 2 de janeiro e tudo retoma seu devido lugar – as rotinas, as metas, as cobranças, o trabalho, os projetos, as realizações.

Nesse intervalinho de alguns dias de festejos e descanso, idealizamos uma realidade diferente da que já temos, prometemos a nós mesmos que haverá uma virada de chave e que agora ninguém nos tira do foco das nossas metas. Mas, que metas?

Aquelas que nós deixamos apenas no campo das ideias, não organizamos, não planejamos, não criamos micro metas e pensamos internamente “- Ah, planejar pra quê? Se tudo irá permanecer do mesmo jeito?”. Carregamos só a esperança e desejo de ter uma realidade diferente, porém, sem as ações necessárias. É um sentimento bem comum que, automaticamente, nos sabota. Não colocamos a devida fé em nossa capacidade de construir coisas maiores.

Sabemos que podemos, mas não alimentamos esse potencial por acreditar que, no fundo, não somos merecedores de tantas realizações. Mas estou aqui para te dizer que sim, você não é apenas merecedora de grandes realizações como também é muito capaz de construir tudo o que esse desejo ardente do teu coração fala todos os dias, baixinho, só pra você.

Antes mesmo de começar a colocar milhões de metas no papel para realizar em 2022, eu te convido a pensar junto comigo; quero te propor uma reflexão antes de, definitivamente, darmos o start; um exercício de visão, bora? Quero que você pare o que está fazendo nesse momento. Onde você estiver, fique numa posição confortável, feche os olhos e respire fundo algumas vezes até se sentir o corpo relaxado.

Quero que olhe pra si, como se estivesse sentada na sua frente e se pergunte: “O que desejo sentir esse ano?” Em seguida, comece a visualizar como se sente ao praticar cada hábito que quer implementar na sua rotina e visualize como se sente vivendo esse processo de mudanças.

Visualize como está cuidando da sua saúde, como está trabalhando e como está sendo sua relação com a família. Crie a imaginação de tudo o que você estará fazendo e vai perceber o quanto se aproxima do que deseja ser. Não imagine apenas imagens estáticas, imagine as ações. Tente sentir os movimentos, ouvir as palavras que fala e que ouve.

Qual transformação sente que está acontecendo com você?

Visualize a sua nova versão sendo atualizada diariamente, sem neuras, sem cobranças excessivas, praticando cada tarefa sem sentir pressa, consciente de que aquele ato é uma parcela importante para o seu crescimento. Nem devagar, nem rápido, mas no seu tempo. Como se sente agora que se visualizou vivendo diariamente uma versão mais presente e mais focada do que você é hoje?

Quero te propor um compromisso no momento que for sentar, refletir e transferir seus objetivos e metas para o papel. Vamos substituir o “o que eu quero ter” por “o que eu quero sentir” ao viver o processo de conquista dos seus objetivos. Qual a vida que você quer ter?

Antes de começar a criação metas altas e implementar todas elas na sua rotina de forma engessada, por que não refletir sobre qual vida você deseja ter e direcionar a construção da sua rotina baseada nessa reflexão?

Antes de se comprometer com números, se comprometa com o que deseja sentir no percurso da sua trajetória de realização, não apenas focar na sensação da conquista. Rotina é sobre construção diária e não há linha de chegada sem o compromisso de realizar um esforço todos os dias. Se a meta está na rotina, é porque se faz necessário e tem uma motivação maior. Sendo assim, por que não tornar a rotina mais prazerosa e conseguir se manter presente nas sensações que ela provoca?

Afinal, são os sentimentos cultivados e transformados dentro de si que irão proporcionar os aprendizados dos desafios, impulsionar as novas mudanças e te lembrar de mantê-los firmes mesmo nos dias em que a motivação não vem.

Foque em construir rotinas significativas e não só apenas no alcance de metas em números. Quem é você na linha de chegada do seu destino? O que mudou em você? É hora de se pergunta: qual é o meu ‘para quê’? Vai além da visão do que você deseja ter.

De onde vêm os seus objetivos e seus projetos? Cuidado para não ser aquela pessoa que sonha o sonho dos outros. Tem muita gente que vai no automático e segue a maioria, ou simplesmente quer o que o outro quer sem pensar se aquilo está alinhado com o seu propósito. Se comprometa a se ouvir, a se entender e ao que verdadeiramente deseja.

Quando extraímos esse néctar, passamos a ter mais clareza do que faz sentido para nós, mais encorajadas de começar mudanças sem medo de parar no caminho e mais focadas em se manter firme ao compromisso. Lembre-se: planejamento importa, mas é ferramenta. Não é ponto de partida. Comece sendo fiel a si mesma.

Foto: Ilustração

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Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

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O fim é, sobretudo, ir, por Mariana Pires

O fim é, sobretudo, ir, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Eu sempre tive dificuldade de entender o que significava ter ciclos na vida. Por qual razão precisávamos estar nesse movimento de entrar e sair, de ir e vir. Por qual motivo precisávamos mudar o que parecia está em perfeito funcionamento. Mudar as amizades. Mudar a profissão. Mudar os ambientes. Mudar os parceiros. Mudar as etapas.

Embora eu tivesse dificuldade de entender, sempre aceitei da forma como tudo isso era imposto e não forçava a barra para permanecer; aceitava, mas não me contentava em apenas aceitar.

Nunca fui uma pessoa conformista, gosto de ir a fundo pra entender o porquê de certos acontecimentos em minha vida. Acredito que há um motivo real e significativo por trás de tudo que nos move; e finalizar ciclos importantes tinha uma atenção maior nos meus questionamentos.

O engraçado é que passei quase uma vida inteira me questionando pelos motivos errados. Eu tentava entender o que havia faltado acrescentar, o que eu havia deixado de fazer, como se essa fosse a única justificativa. Procurar erros em mim era a minha forma de lidar com a impermanência das coisas. Mas a vida, desde o seu nascimento, é cíclica.

Quando nascemos e aprendemos a falar, vamos para a escola. Fazemos amizades, aprendemos o princípio de tudo e, quando já observemos tudo que havia de importante naquele lugar, somos chamados a ir adiante. Entramos na faculdade. Novas amizades, novos conteúdos, novas visões.

Saímos da faculdade e começamos nossa trajetória profissional, onde já não temos mais a certeza de habitar em apenas um lugar, somos convidados a desapegar-se dos fim dos ciclos e viver o que eles proporcionam em sua curta (ou não) estadia. Da mesma forma são com as amizades, são com os relacionamentos amorosos e com tudo que compõe as fases da vida.

A vida é finita por si só. Ela sabe exatamente onde começar e onde concluir as suas fases e essa é a moradia da sua grandiosidade. Depois de despertar para a finitude como algo natural da vida, passei a entender a impermanência das coisas como uma oportunidade de construir algo maior para mim.

Ora, se tudo tem o seu momento de encerrar, o que vou fazer para tornar o tempo vivido em uma experiência transformadora para mim e para quem compartilha desse ciclo? Entende? Não é sobre evitar viver por saber que terá um fim. É por se permitir viver e construir algo significativo pra você justamente por saber que terá um fim.

Umas das sensações mais libertadoras que existem é quando perdemos o medo de perder, isso faz com que nos entreguemos por completo aquele momento, aquela fase.

Isso não significa que não será doloroso e que será mais fácil. Permita sentir tristeza pelo fechamento de um ciclo sem que isso signifique que foi uma escolha errada ou que não deu certo o que viveu. Fazer escolhas coerentes com os nossos valores e com as nossas visões também não são fáceis, vamos senti-las da mesma forma, não deixa de ter novas adaptações.

O luto faz parte desse processo e vivê-lo de forma genuína o deixará mais leve para seguir, mesmo não achando que está pronto. É ressignificar os momentos e abstrair o aprendizado que levará consigo para a próxima fase. O nosso medo mora no desconhecido, no que vem depois do fim. Tememos em perder o controle, onde alimentamos uma falsa sensação de segurança e estabilidade. Preferimos o que é previsível.

E quando os ciclos são especiais, que criaram lindas memórias, seu fim também será sentido na mesma intensidade e abrir mão deles também não significa que fez a escolha errada, mas que deseja viver novas experiências, sentir novas sensações, construir algo maior que aquele espaço já não proporcionava mais.

Nada é fixo ou permanente: a vida não é linear.

Entendi que os altos e baixos são sinais que nos mostram onde precisamos colocar nossa atenção, como um gerador de mudanças. Os finais acontecerão independentemente das nossas escolhas, independentemente do quanto estamos apegados e enraizados em determinados lugares. A vida segue seu fluxo, flui naturalmente e fornece formas de você acompanhá-la.

É muito mais sobre (re)começos: o final é apenas um ritual de passagem que materializa o nascimento de algo maior que está por vir e por vezes, é algo que você já havia desejado e manifestado. Além de cíclica, a vida é feita de trocas. É preciso abrir mão da gostosa sensação de sentir no controle e dançar conforme a música.

As finalizações de um ciclo é um chamado para sair da inércia. Quase que um empurrão que a vida te dá impulsionando a experimentar sensações mais intensas e completas, até mesmo de construir algo que sua capacidade de realizar ainda não havia sido testada.

É preciso estar aberto às mudanças. Está confiante de que o novo trás consigo uma experiência mais transformadora do que a que se encerrou. Confiar em si, confiar na vida. É possível dividir o medo do novo com a esperança de mudanças positivas. Essa dualidade aguça a percepção, nos mantém atentos a sentir com presença e clareza tudo que ela nos provoca.

Há beleza nas disrupturas. É quando você é apresentado a versões de si mesmo que não teria acesso se não tivesse passado pelos encerramentos. É quando você se transforma e conhece potencialidades que estavam guardadas esperando o momento de se manifestarem.

Você pode não está entendendo tudo, mas abrace seus ciclos. Acredite que está tudo bem em ser provocada – você está crescendo, se conhecendo, ampliando seus tetos.

Faça sua parte: ceda a necessidade de ter controle e usufrua da liberdade de sentir e criar sua própria realidade. O novo só chegará a quem está aberto para recebê-lo. Permita que a vida atue na sua especialidade: transmutar.

Ao final, nunca foi sobre o fim, e sim sobre o (re)começo.

Foto: Reprodução

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Tudo ou nada, por Mariana Pires

Tudo ou nada, por Mariana Pires

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

“Querer é poder, basta ter força de vontade”… Se você já ouviu isso, com certeza se perguntou onde estava errando na hora de tirar os seus planos do papel ou de manter a constância necessária para colocar em prática aquilo que você planeja, não foi? Se você quer ter uma vida abundante e prospera em qualquer âmbito, basta querer e se empenhar para que os seus desejos se tornem tangíveis.

Não considero que essa visão esteja errada, mas você já se perguntou o que existe entre “o basta querer” e a “concretização das suas metas”? Qual o caminho será percorrido? O que será preciso ser feito e o que deve ser priorizado? Por último, mas não menos importante: como tudo isso será realizado?

Quando, finalmente, nos conectamos a um objetivo maior de crescimento pessoal e profissional, tendemos a traçar metas muito robustas e tentamos implementá-las a qualquer custo, com aquela ideia de que você está promovendo mudanças positivas e significativas na sua vida. A impressão de que fazer o “o muito, o grandioso” transmite a sensação de dever cumprido.

Você embarca nessa jornada esperançoso de que a constância será sua nova e mais forte parceira de caminhada, mas, em curto prazo, você começa a sentir o peso de mantê-la no mesmo ritmo acelerado com as metas que determinou lá no começo, não é mesmo?

Sabe por quê?

Porque nos cobramos excessivamente para provar a nós mesmos ou aos outros que somos capazes de realizar. Saímos de um estilo de vida que foi o nosso padrão de comportamento por anos e queremos mudá-lo em poucas semanas, poucos dias. No final das contas, o anseio pelo resultado final é muito mais intenso e evita que desfrutemos o que o processo de aprendizagem tem a oferecer.

Não consideramos que temos uma cultura que nos acompanhou a vida inteira, não consideramos que oscilamos diariamente, que teremos dias com mais energia e dias com menos energia, não consideramos que esse é um processo de mudanças e, como o próprio nome define, é a transição de um ciclo antigo para um ciclo novo.

Há um tempo necessário para maturação desse processo até que você consiga abraçá-lo com total aceitação e e torná-lo parte natural da sua rotina. O problema está em impor para si mesmo, engolindo no seco que deve realizar e ponto.

Essa atitude tira de cena todo o contexto significativo que te levou a promover a sua mudança e passa a se tornar um corrida contra você mesmo; quando, na verdade, deveria ser uma parceria movida pela gentileza.

Que tal fazermos um exercício?

  1. Você nunca foi pra academia ou foi praticante de exercícios físicos. Decide mudar e começar. Logo de cara, coloca uma meta de ir a academia todos os dias, pelo menos 1h por dia.
  2. Você não tem o hábito da leitura e coloca como meta essa prática. Inicia a meta para ler um ou dois livros por mês, pelo menos 10 páginas por dia.

Nesses dois exemplos, você acredita que foram metas realistas? Você acredita que uma pessoa que nunca teve esses dois hábitos inseridos na sua rotina, consegue realizá-los na primeira tentativa e mantêm sua constância?

Vivemos nos tempos do “Tudo ou Nada”

  • Se for para fazer apenas 20 minutos de exercício, melhor não fazer nada.
  • Se for para ler apenas duas páginas do livro por dia, melhor nem começar.

Percebe que nós queremos o muito, o resultado final, sem nem ao menos nos expor ao começo do processo e se comprometer em honrar o essencial? E é experimentando várias formas de executar a mesma tarefa que você vai entender como melhor funciona o seu tempo e o seu melhor momento de produzir.

O excesso de expectativa na realização das metas gera um excesso de autocobrança; e, como resultado, vai te deixar paralisado ou paralisada. Você deseja promover grandes mudanças, mas não entende e respeita a própria constância.

Constância é algo individual e tem mais a ver com manter o nosso ritmo, em nosso tempo: devagar e sempre; e ela é diferente para cada pessoa. Para mim, Mariana Pires, 30 minutos de academia é me manter constante; para você, isso pode significar ir duas ou três vezes na semana. Não há um padrão homogêneo.

Comprometa-se com a velocidade com a qual você consegue caminhar e de acordo com a sua realidade, velocidade esta que você consiga manter. Você não tem de seguir o ritmo de outras pessoas a ponto de se comparar com elas ou sentir-se atrasada diante de um progresso que não é o seu: tenha propósito e mantenha-se constante, independentemente da velocidade.

Lembre-se: o nosso maior gasto de energia está no início do processo de mudanças. Desistir em poucas tentativas faz com que gastemos mais energia na hora de recomeçá-lo. Inicie as suas metas de forma realista e experimente outras formas de realizá-las. Além disso, esteja atento à maneira com a qual você produz cada tarefa. É experimentando as novas abordagens de executar suas tarefas que você entenderá qual o seu ritmo produtivo.

Saia dos extremos sobre “produzir demais” ou “viver procrastinando” e busque o meio termo, o equilíbrio necessário para que mudanças significativas apareçam sem que você fique sobrecarregada de autocobrança. Lembre-se também de que grandes progressos começam com a execução eficiente daquilo que é essencial. O diferencial vem quando alcançamos a excelência de fazer aquilo que é básico.

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

Uma conversa real sobre a cultura do bem estar, por Mariana Pires

Uma conversa real sobre a cultura do bem estar, por Mariana Pires

O bem estar legítimo parte da eliminação daquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você e que são ditadas por terceiros.

Por Mariana Pires
Para o Por Dentro do RN

Há uma cultura enraizada de que, se você faz muitas coisas ao longo do seu dia, você é ‘produtivo’ e tem resultados significativos; mas o que muitos não entendem é que há uma linha bem tênue entre o ‘posso fazer tudo’ e o ‘posso fazer DE tudo’.

Entender essa distinção é a chave para ter uma vida saudável. Para quem nunca praticou hábitos saudáveis, como esta que vos escreve, ou até mesmo não entendeu o quão importante são para alcançar resultados, sente que é um objetivo quase impossível de atingir. Ter uma rotina saudável e equilibrada parece coisa de outro mundo.

Confesso que sempre achei muito bonito aquelas pessoas que tinham uma rotina cheias de atividades. Lembro-me até de achá-los mais importantes porque aparentavam ter uma vida mais ocupada que a minha. E eu, que sempre fui tão desorganizada, olhava para tudo aquilo e via uma realidade distante de mim, uma realidade tão impossível de acontecer.

Eu não tinha visão, não tinha minhas próprias opiniões sobre determinados assuntos. Andava com pessoas que tinham hábitos tão ruins quanto os meus e a mesma visão de rotina que a minha. Sempre sonhei alto, no fundo eu queria ser uma daquelas pessoas que tinham a vida bem ocupada, preenchidas de atividades importantes.

Com o passar dos anos, me distanciei de algumas pessoas, busquei novas oportunidades de trabalho, foquei na construção de uma carreira, busquei crescimento profissional, que naturalmente é o campo que mais colocamos atenção nas nossas vidas. Sempre tive uma postura muito proativa e ousada, mas embora tivesse certa facilidade para tomar iniciativas sobre mudanças e melhorias no meu trabalho, a minha falta de organização pessoal e até mesmo a negligência que coloquei em outros campos da minha vida não me deram os resultados que tanto idealizei.

Demorei muito tempo para entender isso; e precisei passar por diversas situações de fracasso até parar e decidir voltar o olhar para mim e buscar entender o que estava deixando de fazer e onde eu precisaria mudar e melhorar. Para uma pessoa centralizadora, admitir que parte do não sucesso provém da falta de organização e de uma vida de hábitos ruins não é exatamente a coisa mais fácil de aceitar. Mas cá estamos, fazendo a necessária autocrítica.

Quando se quer muito conquistar um objetivo maior, é preciso olhar para as situações com um olhar muito transparente e franco sobre si e sobre as circunstâncias, aceitar o que precisa ser mudado e se comprometer com isso; e é aí que começa todo o processo de autodesenvolvimento. Quando, finalmente, temos o mínimo de clareza do que precisamos promover mudanças, começamos a buscar conhecimento e a melhorar os nossos hábitos: é um mergulho profundo e legítimo na mudança de estilo de vida.

O bem estar legítimo parte da mudança de mentalidade

O início de todo processo de autoconhecimento e desenvolvimento do nosso bem estar traz consigo um misto de sentimentos entusiasmados, cheio de grandes expectativas e uma sede ferrenha por resultados rápidos. Mas paremos para raciocinar: ora, se estou fazendo uma mudança radical na minha vida, não seria justo cobrar por resultados imediatos a curto prazo?

Nessa sede por esses resultados, a gente mergulha na busca por conteúdos de profissionais de diversas áreas, compra livros e cursos, faz imersões e desafios, inicia um casamento firme e forte com a vida fitness, faz meditação todos os dias, faz yoga, lê algumas páginas de um livro diariamente, estuda uma hora, faz a própria comida saudável, tem um momento com a família, cuida dos filhos, confere e reorganiza o planejamento para o outro dia, organiza todas as demandas da casa para começar o dia mais livre, é ativa nas redes sociais, se faz presente nas amizades, tem os momentos de lazer; e, não menos importante, ainda temos de ter os nossos momentos de autocuidado.

A gente inicia essa transição de estilo de vida enchendo nossas agendas de atividades que estão ‘na moda’ e que todo mundo que tenta se mostrar bem resolvido e feliz diz fazer. E não para por aí, a gente encaixa todas elas de uma única vez para serem feitas no dia e ainda se compromete a mantê-las a qualquer custo no cronograma, ainda que isso deixe tudo mecânico.

Chega o final do dia e temos duas sensações:

  1. Estou cansada, mas consegui fazer tudo e estou realizada;
  2. Estou cansada, não consegui fazer tudo e me sinto culpada por não cumprir o que planejei.

Você já se viu em alguma dessas situações?

Você não tem a sensação de que as práticas que nos ajudariam a criar hábitos saudáveis e uma vida mais leve e com mais significados acaba se transformando em uma exaustiva competição de quem é mais produtivo, de quem tem um estilo de vida mais atrativo que o outro?

A consequência disso é que chegamos em um momento em que a gente passa a realizar tudo no piloto automático. O que antes eram práticas que ajudavam no autodesenvolvimento, na conexão com nós mesmos, no aumento da performance e dos resultados, passam a ser uma obrigação diária de manter o mesmo ritmo dos outros dias. Quando não conseguimos cumprir tal agenda, é inevitável o sentimento de fracasso.

Ficamos para ‘trás’ em comparação com a rotina ‘perfeita’ das pessoas que idealizamos perfeitas. Com isso, é inevitável que não nos perguntemos: E vem a pergunta mais cobiçada dos últimos tempos: ‘como dar conta de tudo isso?’.

Com a mudança obrigatória que foi preciso promover em nossos estilos de vida, nos fizeram acreditar que deveríamos cumprir listas enormes de afazeres ‘saudáveis’ se quiséssemos acreditar que estávamos fazendo de algo importante por nós mesmos, nos cuidando de verdade.

A realidade é que criamos uma performance a ser realizada sem considerar as nossas emoções e nos forçamos a cumprir tudo mesmo sem estar nos sentindo bem. Fixamos nessa ideia de ter uma rotina saudável a qualquer custo e nem percebemos que mantê-la dessa forma pode está sendo tóxico pra nós.

Bem estar baseado no faça menos, mas faça por você

O conceito de ter uma vida saudável e produtiva está diretamente ligada ao significado e qualidade do que promovemos, não da quantidade de afazeres que realizamos. Não precisamos criar uma lista infinita de tarefas a serem feitas no dia e desafiar nossos próprios limites saudáveis para ter a satisfação de ter uma vida saudável e chegar ao final do dia completamente esgotado.

Para ter uma rotina saudável e mais leve, elimine aquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você. Escolha um ou dois rituais para serem feitos diariamente e dedique-se a eles com intenção. Viva esses momentos com presença e sinta como pequenos gestos podem fazer uma grande diferença no seu dia.

Pare de tentar fazer tudo com a ilusão de ser produtivo e passe a fazer o necessário com intenção e presença. Você vai perceber que o pouco feito com qualidade te proporcionará muito mais benefícios e bem estar. Você não precisa cumprir milhares de tarefas que não gosta para se sentir bem consigo mesmo; e isso não te faz inferior ou melhor do que ninguém, além de resguardar a sua saúde mental e a sua energia para o que realmente importa.

Faça menos, mas faça por você!
Seu desenvolvimento é uma caminhada e crescer demanda tempo e consistência.

Foto: Ilustração/Pinterest

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Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN

Mariana Pires Por Dentro do RN Gestão de Pessoas

Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.

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