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Estudantes do SESI Escola São Gonçalo do Amarante vão participar da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática

Estudantes do SESI Escola São Gonçalo do Amarante vão participar da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática

Serão realizadas neste sábado (6.nov.2021) as provas da segunda fase da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) para alunos de escolas públicas e privadas de todo Brasil. Nesta etapa, os alunos do Nível 1 (6º e 7º Ano do Ensino Fundamental), Nível 2 (8º e 9º Ano do Ensino Fundamental) e Nível 3 (Ensino Médio) farão uma prova discursiva, diferenciada por níveis e composta por seis questões valendo até 20 pontos cada.

Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pelo Ministério da Educação (MEC), a OBMEP tem o objetivo de estimular o estudo da Matemática, identificar jovens talentosos, incentivar o ingresso dos estudantes em áreas científicas e tecnológicas e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento.

Uma das escolas participantes nessa segunda fase é o SESI Escola São Gonçalo do Amarante, localizada na região Metropolitana de Natal. Ao todo, 10 alunos da instituição farão as provas nos três níveis.

Alunas do 7º ano, Tainá Layla e Cecília Aine vão participar da prova pelo Nível 1. As duas são amigas e parceiras de outras competições pelo SESI, como na equipe no Torneio First Lego League, competição de Robótica Escolar, onde participaram junto com a Equipe Jovens Punarés, se classificando na competição regional e representando o RN em todo Brasil.

“Para mim, a OBMEP é uma grande oportunidade para crianças e jovens crescerem no mundo por meio da Matemática. Eu tenho grandes expectativas para a olimpíada, espero conseguir uma medalha, mesmo tendo muita gente na competição”, afirmou Tainá, que já foi premiada com a Medalha de Bronze no Concurso Internacional Canguru de Matemática – ciclo 2021. O concurso Canguru é a maior competição de Matemática do mundo, com mais de seis milhões de participantes por ano em mais de 80 países.

Cecília também tem boas expectativas, e afirma que deseja ter um bom desempenho na prova: “Eu estou muito animada para fazer a prova e que eu quero muito passar. Mas não apenas pela medalha, até porque o que importa não é só isso, é também o conhecimento que você vai conseguir com tudo”, afirmou a jovem.

O incentivo também ocorre pelo professor de Matemática da instituição, Smith Oliveira. Segundo ele, a competição possibilita identificar talentos na Matemática e promover a inclusão social através da difusão do conhecimento da ciência numérica: “Aqui no SESI Escola São Gonçalo nós estimulamos os nossos discentes a participação na competição e fomos agraciados com aprovações de estudantes para a segunda fase, como por exemplo, as estudantes Cecília e Tainá do 7⁰ ano, Maria Eduarda e Yhana do 9⁰ ano e Nathalia da 1⁰ série. A 2⁰ fase acontecerá no dia 06 de novembro de 2021”, relata o professor.

Na avaliação do gerente do Sesi Escola São Gonçalo do Amarante, Anderson Vieira, a OBMEP contribui com o incentivo para o aprendizado da Matemática por parte dos alunos, rendendo bons frutos aos estudantes: “A olimpíada tem sido uma ferramenta valiosa para o engajamento dos alunos do SESI Escola São Gonçalo no ensino da Matemática. A iniciativa desperta cada vez mais o interesse dos alunos pela disciplina, melhorando seu rendimento em sala de aula e despertando competências e habilidades necessárias para seu desenvolvimento acadêmico”, afirma Anderson.

Provas

Para ter acesso ao local de prova, o aluno deverá acessar este link (http://obmep.org.br/mapa_2afase.htm), informar seu estado, seu município, localizar sua escola e seu nome na lista. As escolas que desejem conferir o local em que seus alunos farão a prova da segunda fase devem informar seu código INEP no mesmo link.

A OBMEP recomenda que os alunos cheguem aos centros de aplicação com pelo menos 30 minutos de antecedência, portando documento original de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira escolar), o cartão informativo da OBMEP, lápis, borracha e caneta esferográfica azul ou preta. Para mais informações, acesse o regulamento (http://www.obmep.org.br/regulamento.htm).

Os candidatos terão três horas para concluir a avaliação. A divulgação dos premiados será em 18 de janeiro de 2022. Além disso, o uso de máscara é obrigatório durante a realização da prova.

Fotos: Divulgação

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O tempo e suas reflexões: evento de escola em Natal promove pesquisas e conhecimento entre os alunos

Exposição Pedagógica 2021 acontece em formato híbrido e vai até o início de outubro

Por um longo período durante a pandemia, o mundo precisou parar: escolas, empresas e instituições públicas fecharam. Para tentar controlar o contágio do novo coronavírus, fomos orientados a nos isolar indefinidamente, o que provocou, entre outras, reflexões, a efemeridade do tempo. Não à toa, esse é o tema da Exposição Pedagógica 2021 da Casa Escola, que segue até o dia 4 de outubro, trazendo diferentes abordagens que despertam interesse e curiosidade entre os visitantes.

“Nesta 30ª edição da Exposição, o tempo foi explorado e vivenciado pelas turmas com bastante aprofundamento. Assim, tiveram contato com o  conhecimento em toda sua abrangência, sem, necessariamente, precisar de classificações disciplinares”, explica Priscila Griner, diretora da Casa Escola.

Neste ano, a escola realiza o evento de forma híbrida, sendo presencial para os estudantes da Educação Infantil e a maioria do Ensino Fundamental 1. Já no Fundamental 2 a amostra dos trabalhos será na modalidade on-line, isso porque, mesmo com a volta do ensino ao presencial, ainda há famílias cujos filhos se mantêm em casa.

Quanto aos trabalhos dos alunos, a Educação Infantil está viajando no tempo com pesquisas sobre os ciclos da vida, o tempo de brincar, a medição do tempo na cultura indígena e o período do homem das cavernas. Neste último assunto, de acordo com a professora Géssika Bergma, os alunos do Grupo 5 matutino embarcaram na história e até produziram um mamute e um casal de humanos pré-históricos de tamanho “quase” real.

“Os alunos criaram um mural em arte rupestre, além de ferramentas do período neolítico e uma fogueira que ambienta uma caverna, também produzida em sala. É encantador perceber a empolgação dos alunos, para eles é uma maneira de conhecer mais profundamente a nossa história. Eles fazem comparações com os dias atuais e identificam em desenhos, os Flintstones por exemplo, tudo que veem nas aulas”, comenta a professora do Grupo 5.

Já o Ensino Fundamental 1 traz para a exposição temas  como o Egito Antigo, o corpo humano em sua evolução, a geologia, o cinema e a comunicação. Os estudantes do 1º ano vespertino, por exemplo, embarcaram na aventura de confeccionar artesanalmente papiros com papel higiênico. Com o auxílio da professora, eles pintaram as folhas com café, cortaram em tiras e colaram uma a uma, para que ficassem com a aparência de uma trama amarelada própria dos documentos antigos escritos no papiro.

Os alunos do Ensino Fundamental 2 irão apresentar seus trabalhos de forma remota no dia 25 de setembro, através do Google Meet na presença de seus familiares. Eles trarão reflexões segundo os questionamentos de pesquisa, tais como: que tempo é esse? É possível viajar no tempo? O tempo é relativo? Por quê?  e, ainda, apresentarão o tempo na perspectiva dos mitos que perpassam a história e evolução da sociedade.
 
Vânia Dias, mãe de Cecília, aluna da Educação Infantil, vê na Exposição Pedagógica a possibilidade de desenvolver habilidades essenciais nas crianças. “Durante o evento deu pra sentir o respeito e cuidado com as crianças em cada cantinho. Cecília esperava ansiosa pela apresentação. É lindo ver que cada criança no seu tempo, ao seu modo, conseguiu desenvolver sua habilidade, conduzida com naturalidade, segurança e confiança na medida necessária. A Casa Escola está de parabéns pela riqueza do trabalho desenvolvido e por cuidarem com tamanho capricho de cada detalhe para receber os visitantes”, conclui Vânia.

A diretora da Casa Escola enfatiza o processo de pesquisa: “durante os meses de estudo e preparação tudo foi sistematizado em forma de pesquisas, trocas, análise e compreensão, possibilitando múltiplos aprendizados. E, agora, com a sensação de missão cumprida, esperamos que boa parte desse conhecimento possa chegar ao público de visitantes a partir das vozes dos nossos alunos”, acrescenta.

Priscila pontua ainda, que “o olhar sobre o tempo depende da perspectiva de quem está focando nele, por isso, nos trabalhos, os alunos abordaram questões filosóficas, científicas, voltadas à evolução dos homens e à passagem do tempo”, explica a educadora. Para nossos alunos o momento é de conhecimento e curiosidade, já que são incentivados a pensar além dos limites dos livros e da sala de aula.

Cuidados com a biossegurança

Para garantir a segurança dos alunos, visitantes e da equipe escolar durante a Exposição, as apresentações da Educação Infantil e do Ensino Fundamental foram organizadas em dias separados, e cada aluno tem o direito a um número limitado de dois convidados.

Quanto à circulação dos adultos pela escola, ela está restrita ao local da apresentação e ao tempo de duração da exposição. Outras medidas também estão sendo tomadas, como a separação de um espaço de espera para início das apresentações e a restrição da cantina aos visitantes. Além disso, o uso de máscara e álcool gel é obrigatório a todos.

Fotos: Divulgação

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Câmara de Mossoró reafirma importância da Uern

Legislativo realizou, nesta quinta-feira (23), sessão solene em homenagem aos 53 anos da universidade

Em celebração ao seu aniversário de 53 anos, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foi homenageada em sessão solene da Câmara Municipal de Mossoró, na manhã desta quinta-feira (23). Na solenidade, o Legislativo reafirmou a importância da Uern e entregou honrarias a servidores, em reconhecimento ao trabalho pela universidade.

A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Câmara, Lawrence Amorim (Solidariedade). Ao iniciar a série de discursos, o proponente da sessão solene, vereador Professor Francisco Carlos (PP), lembrou o histórico da Câmara de apoio à Uern. Ele também reafirmou a necessidade de o Governo do Estado assegurar a autonomia financeira e orçamentária e instituir Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade), rememorou trabalho pela valorização da Uern, quando deputado estadual e, atualmente, como gestor público. Citou como exemplo a representação da Uern no secretariado da gestão.

Também agradeceu pelo apoio da universidade à campanha Mossoró Vacina. “Que a Uern possa avançar, crescer e ter atenção de toda a classe política para as melhorias que a Uern e a população necessitam”, defendeu.

Em nome dos homenageados, a professora Jéssica Neiva de Figueiredo Leite Araújo destacou a transformação de vidas realizada universidade, ao longo das últimas décadas. “Todos somos Uern”.

A reitora em exercício, Fátima Raquel, saudou o legado do reitor Pedro Fernandes. “Um visionário, que ajudou mudar a cara da universidade”, reconheceu, ao revelar privilégio por transmitir o cargo, próximo dia 28, à reitora eleita Cicília Maia e ao vice-reitor eleito Chico Dantas.

Novo ciclo

Cicília Maia, por sua vez, disse da honra de assumir a reitoria da Uern, de onde foi aluna e é professora. “Somos Uern, nosso sobrenome é Uern, que há mais de meio século forma profissionais e, mais do que isso, cidadãos do mundo”, destacou.

O padre Sátiro Cavalcante Dantas, ex-reitor, considerou “brilhante” a ideia dos vereadores de homenagear a universidade, instituição que, segundo ele, é identificada com os mais carentes. Lembrou da luta pela estadualização, nos anos 80. “A Uern continua a fazer história. Parabéns a todos e a todas”, saudou.

Compromissos

Representando a Assembleia Legislativa, a deputada estadual Isolda Dantas (PT), também egressa da Uern, disse ter orgulho por ser autora da lei que institui a assistência estudantil na universidade. Também informou estar pautada para hoje, na Assembleia Legislativa, votação do Governo do Estado que acaba com lista tríplice na eleição de reitor e vice-reitor. “Tem meu o apoio o projeto, que respeita o desejo da maioria”, frisa.

Por fim, o professor Gilton Sampaio, representante da governadora Fátima Bezerra no evento, assegurou que o Governo do Estado mantém compromisso de atender pleitos históricos da Uern. “O fim da lista tríplice, a autonomia financeira e a instituição do plano de Cargos e Carreiras são prioridades do governo Fátima Bezerra”, afirmou.

HOMENAGEADOS E HOMENAGEADAS

Jandilma Ferreira da Costa Silva

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Marckuty

Isabelle Cantídio Fernandes Diógenes

Medalha do Mérito Na Saúde “Dr. Duarte Filho” da Câmara Municipal de Mossoró

Autora: vereadora Carmem Júlia

Carla Luciana de Oliveira Marques

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Costinha

Carlos Alberto Lima Filgueira

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Edson Carlos

Aldo Gondim Fernandes

Medalha de Honra ao Mérito Funcionário Público Padrão Regina Maura Saboya

Autor: vereador Didi de Arnor

Jéssica Neiva de Figueiredo Leite Araújo

Título de Cidadão Mossoroense

Autor: vereador Professor Francisco Carlos

Franklin Alves Filgueira

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Genilson Alves

Ricardo Alfredo de Souza

Troféu Reitor Milton Marques de Medeiros

Autor: vereador Gideon Ismaias

Francisca Glaudionora da Silveira

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Isaac da Casca

Hulda Nunes da Paz Bezerra (in memoriam)

Medalha de Honra ao Mérito Funcionário Público Padrão Regina Maura Saboya

Autor: vereadora Lamarque Oliveira

Erison Natécio

Medalha do Mérito Professor Sólon Moura

Autora: vereadora Larissa Rosado

Jéssica Neiva de Figueiredo Leite Araújo

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Lawrence Amorim

Cicília Raquel Maia Leite

Troféu Reitor Milton Marques de Medeiros Da CMM

Autor: Vereador Lucas das Malhas

Arilene Maria Soares de Medeiros

Troféu Reitor Milton Marques de Medeiros

Autora: vereadora Marleide Cunha

Luziária Firmino Machado Bezerra

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Naldo Feitosa

Rejane Maria Dantas Pinto

Título de Cidadão Mossoroense

Autor: vereador Omar Nogueira

Rodrigo Guimarães de Carvalho

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Pablo Aires

José Cristovão de Lima

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Paulo Igo

Hubeônia Morais de Alencar

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Raério Cabeção

Wagner Miranda de Carvalho

Medalha do Mérito “Professor Sólon Moura” da CMM

Autor: vereador Ricardo de Dodoca

Olivá Leite da Silva Junior

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Tony Fernandes

Denys Tavares de Freitas

Medalha de Reconhecimento da Câmara Municipal de Mossoró

Autor: vereador Wignis do Gás

Foto: Edilberto Barros/CMM

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João Maia se reúne com ministros, FNDE e Funasa para tratar sobre ações para o RN

O deputado federal João Maia cumpriu mais uma agenda nesta terça-feira (14), em Brasília. O primeiro compromisso foi no FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, para uma reunião com o diretor de pagamentos, Gabriel Vilar, na presença do prefeito de Tenente Laurentino, Inácio Macedo, e o coordenador pedagógico Emanuel Vieira. Entre os assuntos a resolução de entraves técnicos dos municípios de Tenente Laurentino, Touros, Lucrécia Goianinha e Sítio Novo.

João Maia se reúne com ministros, FNDE e Funasa para tratar sobre ações para o RN

O deputado também esteve no Palácio do Planalto, onde se encontrou com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Sabendo da visita do ministro ao RN na próxima sexta-feira, João Maia fez o convite para Marcelo Queiroga visitar o Hospital de Campanha de Natal.

Em seguida, o parlamentar participou de importantes reuniões: a primeira com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o presidente nacional da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Miguel da Silva Marques, e o superintendente da Funasa no RN Pablo Tatim. A segunda com a ministra Flávia Arruda na Secretaria Nacional de Governo, acompanhado também de Miguel Marques e Pablo Tatim. Reuniões produtivas sobre a ampliação das ações da Funasa no Rio Grande do Norte.

João Maia se reúne com ministros, FNDE e Funasa para tratar sobre ações para o RN

Fotos: Divulgação

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Escola de Natal mantém diálogo permanente sobre enfrentamento ao cyberbullying

No RN, Lei Lucas Santos determina que instituições de ensino insiram em seus projetos pedagógicos ações de enfrentamento a práticas abusivas e ofensivas na internet, o cyberbullying.

Este mês é dedicado à campanha Setembro Amarelo e às ações voltadas à valorização da vida, com o intuito de promover mais empatia, respeito, acolhimento e enfrentamento ao suicídio. No Brasil, um estudo recente realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) revelou que uma em cada quatro crianças e adolescentes demonstra graves sinais de ansiedade e depressão durante a pandemia. Aliás, a pandemia aliada ao uso indiscriminado da internet são apontados como os grandes vilões responsáveis por essa realidade.

Na última sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que um em cada dez adolescentes brasileiros já se sentiu ofendido, humilhado ou sofreu ameaças em redes sociais ou aplicativos. Os dados são resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2019, que entrevistou quase 188 mil adolescentes, entre 13 e 17 anos, em 4.361 escolas do país. Vale ressaltar que o estudo foi realizado antes da pandemia.

Aqui no Estado, um caso de grande repercussão estampou a mídia nas últimas semanas, Lucas Santos, um adolescente de 15 anos, filho da cantora Walkyria Santos, tirou a própria vida após sofrer cyberbullying por causa de um vídeo publicado no Tik Tok. O acontecido gerou grande comoção e preocupação na sociedade, com isso, no último dia 02 a Governadora do RN, Fátima Bezerra, sancionou a Lei Lucas Santos, nº 10.981.

Escola de Natal mantém diálogo permanente sobre enfrentamento ao cyberbullying

O texto da lei determina que as escolas públicas e privadas incluam em seus projetos pedagógicos medidas de conscientização, prevenção e combate à depressão, à automutilação e ao suicídio que compreendam palestras, rodas de conversas, debates e distribuição de matérias de conscientização a toda comunidade escolar.

Atenta a isso, a Casa Escola mantém um diálogo permanente com alunos, profissionais e familiares, a fim de cuidar da saúde mental e promover empatia desde a infância. Uma rotina que já fazia parte da pedagogia da escola mesmo antes da chegada da pandemia e da lei.

Para reforçar este trabalho, a psicóloga da escola, Juliana Guedes de Melo, convidou Débora Sampaio, mestre em psicologia da adolescência, para que juntas conversassem com os estudantes. “Os alunos foram muito abertos ao debate e compartilharam suas experiências e opiniões. Oportunizar esses momentos ajuda a criar um espaço de confiança que aproxima os alunos da equipe escolar”, afirma Juliana.

De acordo com a psicóloga, o bullying e o cyberbullying partem das mesmas atitudes, resultam em agressões direcionadas a um indivíduo. O que as difere é o espaço em que são praticadas, uma na esfera física e a outra na virtual. A sociedade precisa estar atenta a esse comportamento, como alerta a psicóloga: “essas atitudes têm causado prejuízos de ordem emocional significativos às crianças e adolescentes”, explica.

Como identificar o bullying e o cyberbullying?

De acordo com Juliana Guedes de Melo, o bullying consiste na agressão física ou psicológica a outra pessoa. São atos intencionais que se repetem constantemente, como xingamentos, intimidações e danos físicos. Já o cyberbullying, acontece na esfera virtual da internet, principalmente nas redes sociais. “Com a rapidez da propagação e o encorajamento que o falso anonimato dá para a destrutividade, a internet acaba se tornando um ambiente capaz de ser ainda mais perigoso”, enfatiza a especialista.

A profissional alerta, ainda, que, ”as famílias precisam estar próximas e acompanhar as redes sociais dos seus filhos, o tempo dedicado e o que está sendo consumido, esse é o caminho para evitar a prática do cyberbullying e os danos causados por ele. No caso dos adolescentes, que estão estruturando a sua identidade através da identificação com os pares, lidar com exposições e comentários duros traz fragilidade para quem precisa do olhar dos amigos para se ver, se descobrir e se firmar”, explica Juliana.

As escolas e as famílias dos alunos precisam atuar, em parceria, buscando conscientização para o uso seguro das redes, alerta a especialista. “Não é porque as crianças e adolescentes têm habilidades com a tecnologia que são maduras o suficiente para lidar com algumas situações de forma consciente. Assim como são orientados para o que podem ou não fazer no dia-a-dia, crianças e adolescentes precisam ser orientados para o acesso à internet. Por isso, no intuito de somar com a educação e formação dos adolescentes, estamos realizando esse ciclo de conversas com os alunos da Casa Escola”, conclui a psicóloga.

Escola de Natal mantém diálogo permanente sobre enfrentamento ao cyberbullying II

Cyberbullying e direito à imagem

O direito à imagem da criança e do adolescente é protegido pelo direito fundamental e garantido pelo artigo 227 Constituição Federal, estando sob os cuidados da família, da sociedade e do Estado que têm o dever de assegurar-lhes essa proteção. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também regula esse direito: os pais ou responsáveis legais são encarregados pela vigilância e pela divulgação tanto da imagem desses indivíduos, quanto pelo que eles postam nas redes sociais.

O advogado e docente de Direito da Estácio Natal, André Franco, explica que, além do ECA, existem leis que preveem a proteção da criança e do adolescente quanto a qualquer constrangimento ou violação à sua imagem. Além disso, “têm também as leis específicas, como a Lei do Bullying, nº 13.185 de 2015, que também pode ser aplicada ao cyberbullying, e as leis próprias de cada cidade ou Estado”, pontua.

Quem responde pela violação de direitos realizada por menores?

Segundo André Franco, “os pais das crianças e dos adolescentes são responsáveis legais pelas imagens postadas por eles”, enfatiza. O advogado explica que, a partir do momento em que uma criança ou adolescente posta determinada imagem nas redes sociais e viola o direito de outra criança, quem responde pelo cyberbullying, ou seja, pela violação dos direitos cometidas por ela são os responsáveis legais.

Para aqueles que vivenciaram ou vivenciam situações de cyberbullying, a recomendação do advogado e professor da Estácio é que “procurem a Delegacia da Criança e do Adolescente, registrem a ocorrência do ciberbullying, utilizando as leis disponíveis, seja a lei federal acerca do bullying ou a lei do seu Estado em relação aos casos desse tipo, como por exemplo a Lei Lucas Santos”.

Fotos: Divulgação

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Novos rumos da Educação Básica - Casa Escola destaca experiências com ensino remoto

Novos rumos da Educação Básica: Casa Escola destaca experiências com ensino remoto

A obrigatoriedade do ensino remoto pegou as escolas e muitas famílias de surpresa. No entanto, o que de início se apresentou como um grande desafio para a comunidade escolar, foi se mostrando uma oportunidade, rompendo barreiras geográficas e possibilitando que a sala de aula estivesse a um clique de qualquer lugar do mundo. A Casa Escola já havia experimentado essa realidade em casos muito específicos, mas, com a pandemia, novos horizontes se expandiram.

Antes de o ensino remoto ser a única opção diante do cenário da pandemia, algumas famílias, por necessidades particulares, optaram por esse tipo de método, como conta Priscila Griner, diretora da Casa Escola: “Uma aluna do Ensino Fundamental II precisou passar seis meses no exterior. Durante esse período, ela foi matriculada por seus pais em uma escola em Lyon, na França. Por isso, enviamos apenas o material essencial para que ela pudesse se manter atualizada com os estudos da escola. Acompanhamos o desenvolvimento dela e já sabíamos que a experiência fora do país se somaria aos conhecimentos já adquiridos”, relembra.

Já em casos de viagens mais curtas, alguns pais aderem à modalidade remota para que os filhos não percam os conteúdos e atividades, como foi o caso de Maria Luíza, aluna do 1º ano do Ensino Fundamental. A família dela teve que passar alguns dias no Piauí e a mãe, Erica Guimarães, optou pela modalidade de ensino remoto: “ela já é bem adaptada à aula online. A vantagem desse modelo é que pode assistir às aulas sem perder os conteúdos, mesmo estando fora da cidade”, explica.

Assim como Erica, muitas famílias brasileiras, e do mundo, se adaptaram a esse tipo de método durante o isolamento social. De acordo com o estudo Diagnóstico Nacional da Educação, realizado em 2020 com 300 escolas particulares de todo país, o ensino remoto feito pelas instituições de ensino privadas tem aprovação de 82,4% das famílias.

É o caso de Regilane Fernandes, mãe de Bruna, do 6º ano. Mesmo estando em casa, “essa experiência trouxe a recuperação de uma rotina de escola, o senso de pertencimento a uma classe e isso estimulou Bruna a retomar o gosto pelo estudo no meio da pandemia. Isto foi fantástico. O ano de 2020 tinha sido muito desestimulante para ela”, relata Regilane, que manteve residência em Brasília enquanto a filha foi aluna da Casa Escola entre fevereiro e março deste ano.

Segundo ela, o acolhimento da escola foi determinante para a adaptação da aluna. “A relação próxima de diálogo nos ajudou a ir percebendo os caminhos de apoio à Bruna na transição das dinâmicas, tanto de mudança de escola, como de cidade, de abordagem pedagógica etc. Destaco, em especial, a adoção da metodologia de tutoria que faz parte da prática da Casa Escola. Contar com a presença, a sensibilidade e o diálogo permanente com uma professora que acompanha semanalmente, de perto, um pequeno grupo de alunos foi um verdadeiro diferencial em todo esse processo. Thayane, tutora da Bruna, foi muito importante para identificar desafios, escolher formas de abordagem e fazer ponte com todos os outros professores”, declara.

Novos rumos da educação

A experiência do ensino remoto mostrou-se tão positiva que Regilane Fernandes optou, apesar de agora residir em Natal, pela filha permanecer acompanhando as aulas remotamente, até que toda a família esteja imunizada contra a Covid-19. Para Priscila Griner, “independente de onde o aluno esteja, se tiver estrutura física e emocional, um lugar exclusivo para que possa estudar e se concentrar, além do acompanhamento de um responsável e, claro, do professor, ele conseguirá seguir as aulas e os conteúdos sem prejuízos”, afirma.

Casos como esses, em sua maioria, abrem caminhos para uma aproximação das famílias com o acompanhamento da aprendizagem dos estudantes, e isso tem sido muito positivo no relacionamento aluno-família-escola. Os dados da edição 2021 do Global Learner Survey (Pesquisa de Aprendizagem Global) mostram que o ensino remoto fez com que 90% dos pais brasileiros participassem de forma mais ativa da vida escolar dos seus filhos, possibilitando um maior envolvimento com o processo educacional.

O ensino que ultrapassa fronteiras internacionais

Com a possibilidade atual do ensino híbrido e a aderência à modalidade remota, muitas famílias se permitiram vivenciar novas experiências e estiveram ainda mais unidas em meio aos desafios da pandemia. Ricardo Valentim, pai de Ricardo, aluno do 6º ano, teve que se ausentar do Brasil durante 54 dias por motivos de trabalho, dividindo-se entre as cidades de Lisboa e Coimbra, em Portugal.

O filho estava matriculado na Casa Escola desde o início do ano e já havia se habituado ao ensino híbrido, tendo parte das aulas virtuais e parte presenciais. Quando surgiu a oportunidade de trabalho, a modalidade de ensino facilitou a experiência de morar em outro país e, ainda assim, continuar estudando na mesma escola. O aluno não perdeu as aulas e pôde participar das dinâmicas, atividades e conteúdos. Além disso, a hora de estudo foi também o momento de Ricardo, aluno, se socializar, já que em Portugal o lockdown não trazia muitas opções de convívio presencial.

“Para nossa família, achamos a experiência muito positiva. Eu acredito que a escola deveria manter o formato híbrido justamente por oferecer essa possibilidade aos pais que precisam ir a missões internacionais, para que possam levar seus filhos. A escola foi muito parceira nesse período, apoiou e entendeu esse momento que o Ricardo estava vivendo”, relembra o pai.

Foto: Reprodução/Ricardo, aluno do 6º ano

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Gestores escolares

Em Natal, prefeitura suspende temporariamente escolha de gestores escolares

O processo eleitoral para a escolha dos novos gestores escolares das escolas da rede municipal foi suspenso temporariamente pela Prefeitura de Natal. A suspensão foi confirmada ontem (24) em comunicado assinado pela secretária de Educação, Cristina Diniz. Parte da comunidade escolar já havia solicitado a secretaria para que os atuais mandatos fossem prorrogados por mais um ano a partir de 01 de janeiro de 2022, considerando a pandemia do coronavírus que levou à suspensão das aulas no ano passado e parte deste ano.

Antes da definição final sobre a prorrogação ou não dos mandatos, o prefeito Álvaro Dias (PSDB) resolveu fazer uma consulta mais ampla à comunidade escolar para melhor embasar e fundamentar a decisão da gestão. Por isso, a suspensão ocorre em caráter provisório. Segundo a prefeitura, a depender da definição, um novo cronograma do processo eleitoral para os gestores escolares será publicado.

Foto: SME

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Em Mossoró, Prefeitura lança processo seletivo com 279 vagas para Educação

A Secretaria Municipal de Educação de Mossoró, município da região oeste potiguar, abriu processo seletivo simplificado com 279 vagas para contratação e formação de cadastro reserva de professores e supervisor pedagógico. O edital nº 001/2021 foi publicado ontem (18), no Jornal Oficial de Mossoró (JOM).

De acordo com informações do edital, as inscrições devem ser feitas, exclusivamente, de modo virtual, através do site da Prefeitura de Mossoró (https://concursos.prefeiturademossoro.com.br/), entre os dias 23 de junho a 30 de junho. A taxa de inscrição é de R$ 60.

O edital oferta vagas para professores das seguintes áreas: Arte (1), Ciências (8), Geografia (11), História (9), Língua Inglesa (2), Língua Portuguesa (12), Matemática (8), Ensino Religioso (1), Educação Física (13), Educação Infantil e Anos Iniciais (196), além do cargo de supervisor escolar (18). Todos os cargos exigem cumprimento de 30 horas semanais e possuem remuneração de R$ 2.995,51.

Confira o edital: Jornal Oficial de Mossoró (prefeiturademossoro.com.br)

Foto: Reprodução

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