Manifestantes cobram assentamento de famílias e denunciam impactos do agronegócio e energia eólica
Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) interditaram totalmente a BR-406, uma das principais rodovias do Rio Grande do Norte, no município de João Câmara, localizado no Agreste potiguar, na manhã desta quinta-feira (13.mar.2025). O bloqueio, que começou por volta das 7h, também afetou a RN-120, via que dá acesso ao município de Parazinho. A manifestação continuava em andamento até a última atualização desta reportagem.

De acordo com informações divulgadas pelo MST em suas redes sociais, a ação faz parte da programação da Jornada das Mulheres Sem Terra. O objetivo é denunciar crimes ambientais cometidos pelo agronegócio e reivindicar pautas históricas relacionadas à reforma agrária no estado. Entre as principais demandas, está o assentamento de 100 famílias na região do Baixo Assu, que integram um total de 5 mil famílias acampadas em todo o Rio Grande do Norte, aguardando a desapropriação de terras.
Conceição Souza, líder do movimento, destacou que a manifestação visa alertar sobre os impactos do agronegócio e da exploração de energia eólica na região. “Estamos aqui para denunciar o agronegócio e o capital que vêm causando violência contra essas mulheres, contra os trabalhadores rurais. A energia eólica – a gente colheu esse espaço porque aqui está mais concentrada a energia eólica. A gente não é contra a energia, mas a forma como está sendo feita a manutenção”, afirmou.

A BR-406 é uma via estratégica para o transporte de combustíveis, gás de cozinha e equipamentos destinados aos parques eólicos da região. A interdição da rodovia impactou o tráfego de veículos pesados e o escoamento de produtos. A Guarda Municipal de João Câmara e a Polícia Rodoviária Federal enviaram equipes ao local para acompanhar a situação e garantir a segurança durante a manifestação.
A Jornada das Mulheres Sem Terra tem como foco ampliar a visibilidade das lutas das mulheres camponesas, especialmente em relação aos desafios enfrentados por elas no contexto do agronegócio e da exploração de recursos naturais. O MST reforça que a mobilização é pacífica e busca pressionar o governo para a resolução das demandas relacionadas à reforma agrária e à proteção do meio ambiente.
Foto: Divulgação/PRF / Reprodução/MST RN/Redes Sociais
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