Drogas foram encontradas em residência da Comunidade do Detran; idosa de 62 anos foi detida e passará por audiência de custódia
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte apreendeu, na tarde desta sexta-feira (2.mai.2025), 655 porções de skunk — droga conhecida por seu efeito mais potente que a maconha comum — em uma casa localizada na Comunidade do Detran, na Zona Oeste de Natal. A operação foi realizada por equipes da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam), por volta das 16h.
A residência onde o entorpecente foi encontrado pertence a uma mulher de 62 anos, que foi presa em flagrante e deverá passar por audiência de custódia. A idosa tentou fugir ao perceber a chegada dos policiais, mas foi detida. Durante a tentativa de evasão, ela deixou cair uma porção média da substância.

Segundo os agentes da Rocam, a atitude suspeita levou à busca na residência, onde foram localizadas centenas de porções de skunk acondicionadas em pequenos sacos plásticos. As drogas estavam escondidas em diversos compartimentos do imóvel, que é descrito como um barraco de madeira simples, o que surpreendeu os policiais pela quantidade armazenada.
“O local em si surpreendeu, por ser uma estrutura bastante simples. Encontrar tanta droga num barraco de tábua não é comum”, disse um dos policiais envolvidos na operação, que preferiu não se identificar.
A Comunidade do Detran já possui histórico de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas. Contudo, segundo os agentes, a apreensão dessa quantidade de skunk dentro de um imóvel ocupado por uma pessoa idosa chamou a atenção das autoridades.
O material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Plantão da Zona Sul, onde foi feito o registro da ocorrência. A mulher foi autuada por tráfico de entorpecentes e permanece à disposição da Justiça.
O skunk é uma droga sintética produzida por meio do cruzamento genético de variedades de Cannabis sativa, resultando em um produto com maior concentração de THC, o princípio ativo da maconha. Por essa razão, o entorpecente é conhecido por seus efeitos psicoativos mais intensos e por representar maior risco à saúde do usuário, segundo especialistas em segurança pública e toxicologia.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar se há outras pessoas envolvidas na distribuição da droga, bem como a possível ligação com facções criminosas que atuam na região. A comunidade permanecerá sob monitoramento das forças de segurança nos próximos dias.
Foto: Divulgação/PMRN
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