Obras paralisadas na Cidade Alta, em Natal, afetam comércio local e geram críticas de lojistas

Obras paralisadas na Cidade Alta, em Natal, afetam comércio local e geram críticas de lojistas

Empreendedores relatam prejuízos com atraso na revitalização de vias como João Pessoa e Coronel Cascudo, enquanto Prefeitura afirma seguir cronograma e negocia retomada dos serviços

As obras de revitalização na Cidade Alta, bairro histórico do centro de Natal, seguem incompletas e têm gerado insatisfação entre comerciantes e lojistas da região. Com a proposta de requalificar importantes vias e estimular o retorno da atividade econômica, os serviços estão paralisados em vários trechos, provocando queda no fluxo de consumidores e prejuízos ao comércio local.

O projeto abrange a reurbanização das avenidas João Pessoa e Coronel Cascudo, com intervenções como calçadas padronizadas, áreas de convivência, cobertura para pedestres e aterramento de fiação elétrica. No entanto, parte das obras permanece inacabada, e os comerciantes alegam que a paralisação tem desestimulado investimentos e afastado clientes.

Entre os trechos que apresentaram avanços, está o corredor entre a avenida Deodoro da Fonseca e a rua Princesa Isabel, onde foram entregues calçadas, bancos e elementos de urbanização. Porém, da Princesa Isabel até a avenida Rio Branco, apesar da instalação das fundações e colunas da futura cobertura, ainda não houve continuidade dos serviços, o que gera acúmulo de entulho, mato e falta de acessibilidade.

Além disso, na avenida João Pessoa, após a Rio Branco, no sentido da Praça André de Albuquerque, persistem relatos de poeira, resíduos de construção e calçadas inacabadas. Comerciantes apontam que clientes têm deixado de frequentar a área por insegurança e dificuldade de acesso às lojas. Há registros de acidentes com pedestres no local.

Outro ponto crítico é o aterramento da rede elétrica. Parte dos fios foi furtada nas últimas semanas, o que comprometeu ainda mais a conclusão dessa etapa da obra. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) informou que trabalha em conjunto com a empresa responsável pela execução do projeto para retomar os trabalhos em breve. A iluminação pública entre a avenida Deodoro e a rua Rio Branco foi restabelecida.

Na avenida Coronel Cascudo, os comerciantes também apontam problemas após a intervenção urbana. A reforma das calçadas, que previa instalação de bancos e mobiliário urbano, gerou pontos de alagamento após as chuvas de fevereiro deste ano. Segundo relatos de lojistas, a água chegou a invadir estabelecimentos, o que não ocorria antes da obra. Para tentar conter os alagamentos, alguns empresários instalaram batentes improvisados nas portas dos comércios.

A expectativa inicial do projeto era criar um novo ambiente de convivência urbana, com calçadões e redução do tráfego de veículos, favorecendo o comércio e a circulação de pedestres. No entanto, a paralisação das obras frustrou parte dos lojistas que acreditavam em um impacto positivo imediato. Muitos afirmam que o movimento de clientes caiu e que o comércio está em situação mais crítica do que no período anterior ao início dos trabalhos.

Nos últimos anos, o bairro tem enfrentado um processo de esvaziamento comercial. Grandes redes varejistas, como Americanas, Magazine Luiza e C&A, encerraram suas atividades na Cidade Alta, reduzindo o fluxo de pessoas e contribuindo para o fechamento de lojas menores. A falta de continuidade nas ações de revitalização urbana é apontada como um fator que agrava o cenário.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que o cronograma de execução está sendo cumprido em etapas. De acordo com o órgão, o trecho entre a avenida Deodoro da Fonseca e a rua Princesa Isabel já foi finalizado. Já o trecho da rua Princesa Isabel até a avenida Rio Branco teve as fundações e as colunas da estrutura metálica implantadas, mas aguarda a remoção do cabeamento aéreo pela Semsur para a próxima fase.

A STTU ainda destacou que a segunda etapa da obra contempla a região tombada da Cidade Alta, entre a avenida Rio Branco e a Praça Padre João Maria. Essa etapa também depende da remoção da fiação para avanço dos serviços. A Prefeitura de Natal afirma estar reavaliando as próximas ações no Centro Histórico.

O projeto de requalificação da Cidade Alta integra uma iniciativa mais ampla de adensamento e reocupação do Centro de Natal, que inclui programas habitacionais e incentivos à instalação de empreendimentos. No entanto, comerciantes da região cobram mais agilidade na retomada das obras e ações de curto prazo para garantir a sobrevivência do comércio local.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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