Editorial POR DENTRO DO RN

A recente desfiliação da prefeita de Sítio Novo, Andrezza Brasil, do Partido dos Trabalhadores (PT) para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), reforça o sintoma de declínio e isolamento político do PT no Rio Grande do Norte. Com sua saída, o partido passa a contar com apenas seis prefeitos no estado, todos homens, evidenciando a perda de representatividade – tão defendida pelos integrantes do partido – e reforçando sua dificuldade na influência política, diante de um cenário em que a principal personagem – a governadora Fátima Bezerra – ainda enfrenta um quadro de desaprovação acentuado.
Andrezza Brasil, única mulher prefeita eleita pelo PT no RN, justificou sua decisão pela falta de apoio institucional dos governos estadual e federal em momentos cruciais para o município. Ela destacou a ausência de parcerias administrativas e a frustração diante da falta de respostas a demandas importantes, como a reestruturação da RN-093.
A saída da prefeita ocorre em um momento delicado para o PT potiguar, que enfrenta desafios significativos para manter sua base política e viabilizar candidaturas competitivas nas eleições de 2026 – querendo, inclusive, aumentar o número de deputados estaduais e federais nas próximas eleições. A governadora Fátima Bezerra, principal liderança do partido no estado, já manifestou interesse em disputar uma vaga no Senado, o que implicaria sua renúncia ao cargo em abril de 2026.
Com a provável saída de Fátima, o PT aposta no nome do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, como candidato ao governo. Cadu enfrenta o desafio de consolidar sua imagem política e ampliar sua base de apoio em um cenário de enfraquecimento do partido e da alta rejeição de Fátima.
Além disso, a oposição no estado se reorganiza com nomes fortes, como o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que surge como um potencial candidato ao governo. A saída de Andrezza Brasil do PT para o PSD, presidido no RN pela senadora Zenaide Maia, também indica uma possível reconfiguração das alianças políticas no estado, com o PSD se fortalecendo como alternativa ao PT.
A desfiliação da prefeita de Sítio Novo evidencia a dificuldade do PT em manter coesão interna e apoio político em suas bases. A falta de diálogo e de parcerias administrativas com gestores municipais, mesmo aqueles eleitos pelo partido, revela um distanciamento entre a cúpula partidária e as demandas locais.
O cenário aponta para um desafio significativo para o PT no Rio Grande do Norte: reconstruir sua base política, fortalecer alianças e apresentar candidaturas viáveis em um contexto de perda de representatividade e influência. A saída de Andrezza Brasil é um sinal de alerta para o partido, que precisa repensar suas estratégias e reconectar-se com suas bases para evitar um PT – “Perda Total” – de sua relevância política no estado.
Foto: Arquivo/Reprodução/Redes Sociais
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