Policiais militares do RN ameaçam paralisação por fim de promoções na carreira

Policiais militares do RN ameaçam paralisação por fim de promoções na carreira

Categoria cobra solução administrativa após TJRN declarar inconstitucional lei das promoções de praças

Representantes das associações de praças da Polícia Militar do Rio Grande do Norte afirmaram, nesta segunda-feira (2.jun.2025), que a categoria poderá iniciar uma paralisação das atividades caso o governo estadual não apresente uma solução imediata para o impasse envolvendo o sistema de promoções da corporação. A situação gerou clima de tensão entre os militares e preocupa setores da segurança pública.

A declaração foi feita após reunião realizada no Quartel do Comando-Geral da PM, em Natal. O encontro contou com a presença do Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Alarico, de dirigentes das associações militares, além dos parlamentares Coronel Azevedo (deputado estadual), Sargento Gonçalves (deputado federal) e Subtenente Eliabe (vereador da capital), todos com atuação voltada à pauta da segurança pública e ligados às forças policiais.

O motivo da insatisfação foi a recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que declarou inconstitucional a lei estadual que regulamentava o processo de promoção dos praças da PM. Com a decisão, centenas de militares que aguardavam ascensão na carreira podem ter o processo interrompido ou indefinidamente suspenso, afetando diretamente a progressão funcional da categoria.

As associações de praças consideram a medida prejudicial e cobram do governo estadual uma solução administrativa urgente para reestabelecer o direito à ascensão. Durante a reunião, os representantes destacaram que o sentimento na tropa é de indignação e que a paralisação não está descartada.

“A Polícia pode, sim, cruzar os braços. A carreira das praças está sendo desmantelada. Sem ascensão, não há motivação para continuar na atividade. Esperamos uma solução rápida e efetiva”, afirmou um representante da categoria.

Segundo as entidades, o sistema de promoções vigente antes da decisão do TJRN era fruto de uma luta histórica dos praças e garantia um fluxo mínimo de progressão, permitindo planejamento de carreira e reconhecimento funcional dentro da corporação. Com a inconstitucionalidade da lei, os militares afirmam que a estrutura interna da PM ficou fragilizada.

Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de o Executivo estadual apresentar um novo projeto de lei que substitua o dispositivo anulado. Os parlamentares presentes se comprometeram a acompanhar a tramitação de qualquer proposta que busque restaurar a segurança jurídica das promoções e pressionar por celeridade no processo.

O Comando-Geral da PM informou que está ciente da situação e mantém diálogo com a Secretaria Estadual da Administração e com a Casa Civil para buscar uma alternativa legal viável, evitando prejuízos à tropa e à estrutura operacional da corporação.

A insatisfação da categoria ocorre em um momento de desafios para a segurança pública do estado. A possibilidade de paralisação levanta preocupações sobre os impactos no policiamento ostensivo, sobretudo em áreas com maior índice de criminalidade. O governo do estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação até a publicação desta matéria.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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