Governador Jorginho Mello cita separação do Sul e faz referência a presidenciáveis durante evento no Paraná

Governador Jorginho Mello cita separação do Sul e faz referência a presidenciáveis durante evento no Paraná

Declarações ocorreram durante painel com os governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite em evento de construção civil em Curitiba

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), fez referência ao movimento separatista “O Sul é o Meu País” durante participação em um evento do setor da construção civil, realizado em Curitiba, no Paraná, na última quinta-feira (12.jun.2025). A fala ocorreu enquanto o governador participava de um painel ao lado dos colegas Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.

Durante sua fala, Mello fez menção aos dois governadores como possíveis candidatos à Presidência da República e, em tom de brincadeira, sugeriu a separação dos estados do Sul caso “o negócio não funcione muito bem lá para cima”. “Temos dois candidatos à Presidência da República aqui. Daqui a pouco, se o negócio não funcionar muito bem lá para cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’, né?”, declarou, provocando risos da plateia.

Referência ao erro de divisa entre PR e SC

No mesmo evento, Jorginho Mello também comentou sobre o erro de medição de divisas entre os estados do Paraná e Santa Catarina. A falha resultou na reconfiguração do mapa dos dois estados, após constatação de que uma área correspondente a aproximadamente 500 campos de futebol pertencia a Santa Catarina, e não ao Paraná, como se acreditava anteriormente.

“As divisas estavam meio erradas, aí passamos a régua, ele foi generoso e deixou nós pegarmos. Mas não tinha muita coisa boa em cima, não”, afirmou o governador, rindo, ao se referir ao colega paranaense Ratinho Júnior.

Relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jorginho Mello fez menção a uma possível disputa presidencial e destacou a parceria entre os governadores dos três estados do Sul. Apesar de inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro segue ativo politicamente e vem articulando possíveis nomes para a eleição presidencial de 2026.

Nesta semana, Bolsonaro indicou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está disposto a apoiá-lo como candidato, inclusive em uma chapa que teria como vice a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Disputa interna entre possíveis sucessores

Além de Tarcísio, os nomes de Ratinho Júnior e Eduardo Leite também circulam como possíveis candidatos da oposição à Presidência. Leite, que recentemente trocou o PSDB pelo PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, tenta se consolidar como alternativa nacional, mas a preferência da legenda é lançar Ratinho, caso o governador do Paraná apresente viabilidade eleitoral.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada no início do mês, Ratinho Júnior aparece como o nome da oposição com maior potencial de apoio caso Tarcísio de Freitas não concorra. Leite, por sua vez, pode disputar o Senado, caso não tenha desempenho expressivo nas pesquisas.

Foto: Eduardo Valente/GOVSC / Roberto Zacarias/SECOM / Alan Santos/PR

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