Grupo de políticos brasileiros deixa Israel e segue para Arábia Saudita em meio a conflito

Grupo de políticos brasileiros deixa Israel e segue para Arábia Saudita em meio a conflito

Delegação participava de intercâmbio sobre cidades inteligentes; retorno ao Brasil deve ocorrer via Catar

Um grupo de 12 políticos brasileiros que estava em Israel deixou o país na noite de segunda-feira (16.jun.2025) e cruzou a fronteira em direção à Arábia Saudita. A entrada no território saudita foi autorizada por volta das 19h21 (horário de Brasília), após passagem pela Jordânia. A movimentação ocorre em meio à escalada de tensão entre Israel e Irã.

Segundo informações do secretário de Planejamento de Natal, Vágner Araújo, que integra a comitiva, o trajeto até a fronteira foi acompanhado por um diplomata brasileiro para facilitar os trâmites de entrada, uma vez que a passagem não havia sido previamente planejada.

A comitiva brasileira em Israel era composta por 18 pessoas e integrava uma delegação internacional organizada pela agência israelense Machave. A missão tinha como foco a troca de experiências nas áreas de inovação urbana, segurança cidadã e cidades inteligentes. Além dos representantes brasileiros, o grupo contava com participantes de outros países convidados pelo governo israelense.

Com o agravamento do conflito, as atividades presenciais previstas na programação foram suspensas. Algumas reuniões e palestras passaram a ocorrer nos alojamentos do grupo, com temas voltados à resiliência psicológica e à análise geopolítica da crise.

O conflito teve início após Israel lançar, na última quinta-feira (12), uma ofensiva preventiva contra o programa nuclear do Irã. Desde então, as autoridades israelenses suspenderam as atividades não essenciais e recomendaram que a população permaneça em casa. A situação elevou o nível de alerta em todo o país.

De acordo com o deputado federal Mersinho Lucena (PP-PB), parte da delegação brasileira deve embarcar nesta terça-feira (17), ao meio-dia no horário local (6h em Brasília), em um voo com conexão no Catar e destino final no Brasil. Outros nove integrantes do grupo aguardam a autorização do plano de voo de uma aeronave particular para deixar a região.

Mersinho Lucena viajou ao Oriente Médio para se encontrar com o pai, o prefeito de João Pessoa (PB), Cícero Lucena (PP), que estava em Israel no momento em que os ataques começaram.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou, em nota oficial divulgada na segunda-feira (16), que 27 autoridades brasileiras convidadas ainda permanecem em Israel. O governo brasileiro afirmou que as autoridades israelenses apresentaram uma proposta semelhante à realizada com o grupo que deixou o país pela Jordânia, com possibilidade de execução nos próximos dias, dependendo da avaliação de risco.

Segundo o Itamaraty, a saída de brasileiros do território israelense só é confirmada quando a fronteira com a Jordânia é efetivamente cruzada. A operação depende de uma análise de segurança no momento da execução.

Irã pressiona por cessar-fogo com apoio internacional

Em paralelo ao deslocamento dos brasileiros, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, publicou uma mensagem na rede social X direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando apoio para encerrar o conflito. Araghchi indicou que um contato direto entre os governos norte-americano e israelense poderia resultar em um cessar-fogo.

Segundo o ministro iraniano, uma ligação de Washington seria suficiente para conter as ações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Araghchi também afirmou que os ataques israelenses têm como objetivo comprometer possíveis acordos entre o Irã e os Estados Unidos.

O Irã está em tratativas com Catar, Arábia Saudita e Omã para intermediar uma negociação com os Estados Unidos, a fim de que pressionem Israel por um cessar-fogo imediato. Segundo informações da agência Reuters, o governo iraniano considera a possibilidade de flexibilizar posições nas negociações nucleares caso o cessar-fogo seja alcançado.

A ofensiva israelense, lançada como reação ao avanço do programa nuclear iraniano, reacendeu tensões históricas entre os dois países. O Irã declarou que o primeiro-ministro israelense deve ser responsabilizado por crimes de guerra. A situação contribui para o aumento da instabilidade na região do Oriente Médio.

Foto: Reprodução / jorono por Pixabay

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