Estado está entre os 12 do país com incidência em nível de alerta, segundo boletim da Fiocruz
O Rio Grande do Norte está entre os 12 estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta e com sinal de crescimento. A informação consta no Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (26.jun.2025).
O aumento nos casos de SRAG em estados com incidência variando de moderada a muito alta está associado à continuidade do crescimento de ocorrências ligadas à influenza A e ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em todo o Brasil, mais de 56 mil casos de SRAG já foram confirmados.
Segundo o boletim, os estados em alerta para crescimento da incidência de SRAG são Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.
Crescimento ligado à influenza A e ao VSR
A incidência de SRAG em jovens, adultos e idosos associada à influenza A apresenta sinal de queda ou interrupção do crescimento em grande parte das regiões Centro-Sul, Norte e alguns estados do Nordeste. Entre os estados com esse comportamento estão Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, no Centro-Sul; Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins, no Norte; e Bahia, Ceará, Maranhão e Sergipe, no Nordeste.

Apesar do sinal de queda ou estabilidade em parte do país, os níveis de incidência seguem altos em muitas dessas regiões. Além disso, casos associados à influenza A continuam aumentando em alguns estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Sul. Entre esses estão Rondônia e Roraima (Norte); Alagoas e Paraíba (Nordeste); e Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná (Centro-Sul).
Situação das crianças pequenas
Em relação às crianças pequenas, o Boletim InfoGripe aponta que as ocorrências de SRAG associada ao Vírus Sincicial Respiratório continuam em crescimento em diversas regiões do país.
Na região Sul, o crescimento foi observado no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Nordeste, os estados com aumento são Alagoas, Bahia, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. No Norte, o crescimento ocorre no Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além do Mato Grosso, no Centro-Oeste.
Indícios de queda em outras regiões
O boletim indica sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por SRAG associada ao VSR em outras áreas do país. Há registro desse comportamento no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), boa parte do Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul) e em alguns estados do Norte (Acre, Amapá e Tocantins) e Nordeste (Ceará, Maranhão e Pernambuco).

Mesmo com sinais de desaceleração em determinados estados, a incidência de hospitalizações por SRAG permanece em patamares elevados em muitas dessas localidades. A atualização do boletim é referente à Semana Epidemiológica 25, que corresponde ao período de 15 a 21 de junho.
Consolidação de tendência em algumas regiões
A análise do InfoGripe também aponta consolidação de sinais de queda ou estabilização do número de casos de SRAG em parte do território nacional. A tendência de interrupção do crescimento ou queda se destaca em algumas áreas do Centro-Oeste e Sudeste, além de partes das regiões Norte e Nordeste.
Em contrapartida, o Vírus Sincicial Respiratório, associado a hospitalizações principalmente em crianças pequenas, segue em crescimento em diversos estados das regiões Sul, Nordeste, Norte e no Mato Grosso.
Tendência nacional
Em nível nacional, o boletim mostra sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimos seis meses) e curto prazo (últimos três meses) para casos de SRAG. O cenário decorre do início da redução dos casos de SRAG provocados pela influenza A e pelo Vírus Sincicial Respiratório em diversos estados, embora os níveis de incidência permaneçam elevados.
O impacto das hospitalizações e óbitos por SRAG em crianças pequenas está relacionado principalmente ao Vírus Sincicial Respiratório, seguido pelo rinovírus e pela influenza A.
O boletim destaca também que há consolidação do início de queda do número de casos de SRAG em todas as faixas etárias em alguns estados, embora o cenário permaneça heterogêneo no país. As hospitalizações por SRAG entre crianças seguem em crescimento em grande parte das regiões Sul, Nordeste e Norte. Entre os idosos, os registros de hospitalizações continuam aumentando em alguns estados do Norte, Nordeste e Centro-Sul.
Perfil dos vírus identificados
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, a prevalência entre os casos positivos para SRAG no Brasil foi de:
- 37,5% para influenza A
- 0,9% para influenza B
- 45,6% para Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
- 19,2% para rinovírus
- 1,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19)
Em relação aos óbitos com resultado positivo no mesmo período, a distribuição foi:
- 75,4% para influenza A
- 1,3% para influenza B
- 13,4% para Vírus Sincicial Respiratório
- 8,9% para rinovírus
- 3,4% para Sars-CoV-2 (Covid-19)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil
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