Acidente em cerâmica na comunidade Picada Primeira será investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho
Um trabalhador morreu na manhã deste sábado (5.jul.2025) após sofrer um acidente em uma cerâmica localizada às margens da RN-117, na comunidade Picada Primeira, em Mossoró, no Oeste potiguar. Antônio Flávio Felipe Barbosa, de 43 anos, atuava no local há aproximadamente 15 anos.
De acordo com informações preliminares, ele caiu em um triturador de barro durante o expediente. Colegas de trabalho ainda tentaram socorrê-lo imediatamente. A vítima foi levada para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, mas não resistiu aos ferimentos graves causados pelo equipamento.

Após a constatação do óbito, o corpo de Antônio Flávio será encaminhado para o Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN) para realização de exames necroscópicos. A liberação para os familiares ocorrerá após a conclusão dos procedimentos legais. A família organiza o velório e o sepultamento, ainda sem detalhes públicos sobre data e local.
O acidente será investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que aguarda os laudos técnicos para esclarecer as circunstâncias exatas da queda. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também acompanhará o caso para averiguar as condições de trabalho oferecidas pela cerâmica.

A participação do MPT inclui verificar se a empresa atendia a normas de segurança do trabalho, se havia dispositivos de proteção no maquinário e se os protocolos de prevenção de acidentes estavam sendo seguidos. Caso sejam encontradas irregularidades, poderão ser aplicadas medidas administrativas ou judiciais.
As autoridades locais não divulgaram informações sobre interdições no local ou eventual paralisação das atividades. No entanto, é esperado que o MPT realize diligências para inspeção na cerâmica e verificação das condições gerais de segurança para os demais funcionários.

A Polícia Civil informou que já iniciou as diligências para colher depoimentos de testemunhas, funcionários e responsáveis pela empresa. O inquérito policial deverá apurar se há indícios de responsabilidade criminal.
Foto: Reprodução
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