Estado reduziu em mais de 500 casos em relação a 2023 e se destaca no Nordeste
O Rio Grande do Norte registrou uma redução de 20% no número de mortes violentas intencionais em 2024, totalizando 833 casos, contra 1.042 ocorridos em 2023. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24.jul.2025).
O total é o menor desde 2012, quando foram registrados 388 casos no estado. Em 2017, o RN teve o pico de violência da década, com 2.355 mortes violentas, e ocupa agora o primeiro lugar no Nordeste e o segundo no país em termos de redução desses crimes.

Em relação aos homicídios dolosos, o estado teve 655 casos em 2024, frente a 838 em 2023, uma queda de 22,1%. Latrocínios também diminuíram, passando de 53 para 38 casos (-28,3%). Lesões corporais seguidas de morte recuaram de 29 para 26 registros (-10,3%).
Apesar da melhora nos números absolutos, a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes no RN ficou em 24,2 em 2024. Isso posiciona o estado na 7ª colocação entre os nove estados do Nordeste e na 12ª entre os 27 estados brasileiros.
O cenário estadual segue a tendência nacional. Em todo o Brasil, houve uma redução de 5,4% nas mortes violentas intencionais em 2024, com 44.127 vítimas. Em 2023, o número foi de 46.441. Essa é a menor quantidade de registros desde 2012.

Em termos históricos, 2017 foi um marco de violência no RN, com uma taxa de 70,1 mortes para cada 100 mil habitantes. O ano ficou marcado por conflitos entre facções criminosas e pelo chamado Massacre de Alcaçuz, que resultou na morte de 27 detentos durante uma disputa entre grupos rivais dentro da penitenciária estadual.
No âmbito dos crimes contra o patrimônio, o anuário apontou redução em diversas modalidades entre 2023 e 2024:
- Roubos e furtos de veículos caíram de 5.682 para 5.163 casos (-13,3%);
- Roubos a comércios passaram de 1.060 para 729 registros (-31,4%);
- Roubos a residências recuaram 16,4%;
- Roubos a transeuntes apresentaram queda de 17,5%.
Especialistas em segurança apontam que fatores como o fortalecimento das forças policiais, investimentos em efetivo e equipamentos, e a reorganização institucional do sistema prisional têm colaborado para a queda dos indicadores.
Entre as medidas adotadas estão a ampliação de batalhões, o aumento do efetivo nas polícias Militar e Civil, e a aquisição de novas viaturas e armamentos. O controle e o isolamento de lideranças criminosas dentro dos presídios também têm sido apontados como estratégias relevantes no enfrentamento à criminalidade letal.
Entre 2015 e 2018, o estado vivenciou um agravamento nas condições de segurança pública, com expansão de facções, crescimento da violência e crise nos serviços públicos. A partir de 2019, houve maior articulação entre órgãos e investimentos estruturais que, segundo especialistas, contribuíram para a inflexão na tendência de aumento das mortes violentas.

O anuário é produzido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados oficiais enviados pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelos institutos de criminalística e medicina legal do país.
Foto: Sandro Menezes/Governo do RN
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