Ação é desdobramento da Operação Leviatã e resultou em prisões e apreensão de drogas e armas
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Kraken, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ou porte ilegal de arma de fogo em Baía Formosa. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar e pessoal contra dez alvos. Segundo o MPRN, o grupo monitorava as forças de segurança na cidade e utilizava intimidação para manter suas atividades ilícitas.


A operação é um desdobramento da Operação Leviatã, deflagrada pelo MPRN em 17 de dezembro de 2024. Na ação desta sexta-feira, também foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra dois investigados que já se encontravam detidos no sistema prisional potiguar. Durante a operação, houve prisões em flagrante por posse de drogas, que estavam enterradas na residência de um dos alvos.
A ação contou com apoio da Polícia Militar. Participaram dois promotores de Justiça, 15 servidores do MPRN e 64 policiais militares. As investigações tiveram como base a análise de dados extraídos de equipamentos eletrônicos apreendidos na Operação Leviatã, que revelaram a existência de uma estrutura criminosa com hierarquia definida.


De acordo com o MPRN, um dos investigados ocupava a posição de líder, sendo responsável por comandar as ações e negociar drogas e armas de fogo. Outros integrantes desempenhavam funções de comando e disciplina, fiscalizando e punindo moradores que descumprissem ordens do grupo.
As provas reunidas apontam o envolvimento direto dos investigados no tráfico de drogas e na posse ilegal de armas. Mensagens e áudios indicaram a negociação de entorpecentes como maconha, crack e cocaína, além de armas de fogo e munições.

O grupo utilizava canais de comunicação para monitorar a movimentação das Polícias Militar e Civil, alertando-se mutuamente sobre a presença de viaturas para evitar flagrantes. Segundo as investigações, os suspeitos operavam de suas próprias residências, onde armazenavam drogas, armas e recebiam clientes.
O MPRN destacou que o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente reforçou a necessidade da operação.
Na ação desta sexta-feira, foram apreendidos armas, drogas, dinheiro, cartões de crédito e aparelhos celulares. Todo o material será analisado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para identificar outros possíveis envolvidos e a prática de novos crimes.
O nome “Kraken” faz referência a uma criatura mítica da mitologia nórdica, associada a ataques contra embarcações, simbolizando a atuação da organização criminosa em Baía Formosa.
Foto: Divulgação/MPRN
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