Paralisação da saúde no RN é aprovada por servidores estaduais

Desabastecimento hospitalar afeta rede estadual de saúde no RN

Profissionais denunciam falta de insumos, medicamentos e condições precárias nas unidades públicas

Paralisação da saúde no RN é aprovada por servidores estaduais

Profissionais da saúde pública do Rio Grande do Norte decidiram realizar uma paralisação de 24 horas no dia 27 de agosto. A medida foi aprovada em assembleia da categoria como forma de protesto contra o colapso enfrentado pelo sistema estadual de saúde.

A mobilização será organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde RN) e contará com um ato público em frente ao Hemonorte, em Natal. Após o protesto, será realizada uma nova assembleia para apresentação de informes sobre as negociações da Campanha Salarial.

Segundo o Sindsaúde RN, a paralisação tem como objetivo denunciar a precarização das condições de trabalho nas unidades de saúde do estado. Entre os principais problemas apontados estão a falta de insumos básicos, escassez de medicamentos e infraestrutura inadequada, que afetam tanto os profissionais quanto os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pauta de reivindicações da categoria inclui:

  • Recomposição salarial para os servidores da saúde;
  • Implementação do piso da enfermagem, conforme legislação vigente;
  • Pagamento de adicional de insalubridade para profissionais expostos a riscos;
  • Regularização das férias dos trabalhadores de radiologia, que estão pendentes;
  • Mudança na carga horária de trabalho, com revisão das escalas;
  • Pagamento de plantões atrasados, que têm gerado insatisfação entre os profissionais;
  • Concessão de auxílio alimentação, considerado essencial para a categoria.

Além desses pontos, outras demandas específicas também foram incluídas na pauta, com foco na valorização dos profissionais e na melhoria do atendimento à população.

A categoria afirma que o sistema estadual de saúde enfrenta uma situação crítica, com unidades hospitalares operando em condições consideradas insustentáveis. A falta de recursos e de gestão adequada tem gerado sobrecarga nos profissionais e comprometido a qualidade dos serviços prestados.

O sindicato destaca que a paralisação é uma resposta à ausência de medidas efetivas por parte do governo estadual, liderado pela governadora Fátima Bezerra. A entidade aponta que, mesmo entre os membros do próprio sindicato, há consenso sobre o cenário de caos na saúde pública do RN.

A paralisação da saúde no RN também busca chamar a atenção da sociedade para a necessidade de investimentos urgentes no setor. Os servidores esperam que a mobilização pressione o governo a retomar as negociações e apresentar propostas concretas para atender às reivindicações da categoria.

O ato público em frente ao Hemonorte será aberto à participação de trabalhadores da saúde de diversas regiões do estado. A expectativa é de que a mobilização tenha ampla adesão, refletindo o descontentamento generalizado entre os profissionais do setor.

A paralisação da saúde no RN ocorre em um contexto de crise prolongada, com denúncias recorrentes sobre a falta de estrutura nas unidades hospitalares e postos de atendimento. A categoria reforça que a mobilização é legítima e necessária para garantir condições dignas de trabalho e atendimento à população.

Foto:  Vinicius de Melo/ Agência Brasília/ Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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