Problemas no Forte dos Reis Magos expõem falhas na preservação histórica

problemas no Forte dos Reis Magos

Monumento apresenta desgaste físico, limitações de acessibilidade e aguarda reparos estruturais

Problemas no Forte dos Reis Magos expõem falhas na preservação histórica

Forte dos Reis Magos, em Natal, enfrenta uma série de problemas estruturais e operacionais que afetam a experiência de visitantes e levantam preocupações sobre a preservação do patrimônio histórico no Rio Grande do Norte. O monumento, considerado o marco inicial da capital potiguar, recebe cerca de 5 mil visitantes por mês, mas apresenta sinais de desgaste físico e limitações de acessibilidade.

Estrutura danificada e acessibilidade limitada

Entre os problemas no Forte dos Reis Magos, estão a placa de identificação com pontas quebradas, rodas danificadas em dois canhões militares, a mão de uma das estátuas dos magos quebrada e quatro extintores de incêndio comprometidos. Além disso, o local não possui placas informativas em braille, dificultando o acesso de pessoas com deficiência visual.

Fundação José Augusto prevê reparos

A Fundação José Augusto (FJA), responsável pela administração do espaço, informou que abrirá processo para substituição das rodas dos canhões em outubro. Um restaurador foi convocado para reparar a estátua danificada. A fundação também afirmou que novas placas incluirão informações em braille e que aguarda licitação para reposição dos extintores.

Intervenções dependem de orçamento e aprovação do Iphan

A FJA informou que novos reparos estão condicionados à dotação orçamentária. Para 2026, estão previstos serviços de combate a incêndio, manutenção elétrica, reboco e pintura. Como o Forte é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1949, qualquer intervenção precisa de aprovação e fiscalização do órgão federal.

Cobrança de ingresso e fluxo de visitantes

Desde 2025, o Forte passou a cobrar ingresso de R$ 10 para visitantes de fora de Natal, com meia-entrada de R$ 5 para públicos específicos e gratuidade para moradores da capital e guias cadastrados no Cadastur/RN. A FJA afirma que não houve queda no número de visitantes após a adoção da taxa. A arrecadação é destinada à manutenção do espaço.

Histórico do Forte dos Reis Magos

O Forte foi fundado em 25 de dezembro de 1599, com início das obras em 6 de janeiro de 1598. Localizado próximo à ponte Newton Navarro, foi projetado pelo arquiteto jesuíta Gaspar de Samperes. Durante a União Ibérica, foi construído por ordem de Felipe II e já serviu como prisão e estação meteorológica. No século XVII, durante a ocupação holandesa, foi chamado de Kastell Keulen.

Trocas de gestão e atual funcionamento

O monumento já foi administrado pelo Iphan e retornou à gestão estadual em 2017, com cessão inicial de 20 anos. A última reforma ocorreu em dezembro de 2021, e o Forte foi reaberto ao público em janeiro de 2022. O espaço funciona de terça a domingo, das 8h às 16h, e abriga itens como canhões militares e o Marco de Touros, que marca a posse portuguesa da Terra de Santa Cruz.

Foto:  Giovanni Sergio/Divulgação/Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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