Secretário da Fazenda afirmou que a senadora não integra mais o mesmo campo político do PT e disse que só deixaria a disputa em caso de candidatura de Walter Alves
O secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e pré-candidato ao governo do estado, Cadu Xavier (PT), afirmou nesta quinta-feira (27) que a senadora Zenaide Maia (PSD) não faz mais parte do mesmo campo político da governadora Fátima Bezerra (PT) e do presidente Lula (PT). Segundo ele, a aproximação da parlamentar com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), posiciona Zenaide em uma aliança de oposição ao governo estadual.

As declarações foram dadas durante entrevista a um programa de rádio local em Natal, quando Xavier avaliou o cenário eleitoral para 2026.
Três candidaturas em formação
Atualmente, o quadro político no Rio Grande do Norte apresenta três candidaturas em articulação:
- Cadu Xavier, representando a situação pelo PT;
- Rogério Marinho (PL), pela direita;
- Allyson Bezerra, que deve viabilizar uma terceira via ao lado de Zenaide Maia.
“Allyson sempre esteve do outro lado, o prefeito de Mossoró nunca esteve próximo do nosso governo, nunca. Então se Zenaide vai estar caminhando ao lado dele, ela vai estar na oposição ao governo, que nós vamos ter um candidato de situação, que serei eu, e ela vai estar num palanque que é de oposição do governo, de outro campo político”, declarou Xavier.
Pré-candidatura mantida
O secretário reafirmou que sua pré-candidatura está consolidada e não deve sofrer alterações por parte do sistema governista. Questionado sobre a possibilidade de desistir, Xavier afirmou que só abriria mão caso o atual vice-governador, Walter Alves (MDB), ao assumir a cadeira de governador, decida disputar a reeleição.
“Eu acho que a única possibilidade de retirada da minha candidatura é se o futuro governador Walter Alves decidir ser candidato. É um direito dele. Aceito ser vice dele sem problema nenhum. De Walter, sem problema nenhum, porque é direito dele ser candidato”, disse.
Cadu Xavier fala sobre atrasos em repasses de consignados a servidores
Ainda durante a entrevista à rádio, o secretário Cadu Xavier comentou sobre os atrasos nos repasses de empréstimos consignados dos servidores estaduais, congelados desde 10 de julho.
Ele explicou que não se trata de apropriação indevida dos valores descontados, mas de gestão orçamentária, já que o Estado prioriza o pagamento da folha salarial.

“Não é que o Estado fica com o dinheiro do servidor. O dinheiro simplesmente não existe. Pagamos o salário líquido, e não sobra para o repasse do consignado porque priorizamos a folha. Quando terminamos de pagar a folha, não sobra um centavo”, afirmou.
Acordo em negociação
Segundo Xavier, os atrasos afetam apenas operações do Banco do Brasil, sem gerar negativação no Serasa ou cobranças indevidas. O governo está em negociação com a instituição financeira e projeta regularizar os repasses até dezembro, com expectativa de solução já em novembro.
Enquanto o bloqueio persistir, servidores podem recorrer a outras instituições que oferecem crédito consignado.
“Até dezembro é a previsão. Temos expectativa de resolver isso até novembro, pagando o que está atrasado e retomando o crédito para os servidores”, acrescentou o secretário.
Foto: João Gilberto/ALRN
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