Falta de insulina afeta pacientes com diabetes em Natal

Falta de insulina afeta pacientes com diabetes em Natal

Medicamento está em falta na Unicat desde maio e novo carregamento é aguardado

Falta de insulina afeta pacientes com diabetes em Natal

Pacientes com diabetes tipo 1 enfrentam dificuldades para manter o tratamento devido à falta de insulina de longa duração na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal. O medicamento está em falta desde maio, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Atualmente, 65 medicamentos estão indisponíveis na rede estadual, incluindo as canetas de insulina basal. O produto é essencial para o controle da glicemia em pacientes que não produzem insulina naturalmente. A ausência do medicamento tem levado a complicações graves de saúde, como insuficiência renal e necessidade de hemodiálise.

A insulina de longa duração é vendida em caixas com cinco unidades, com custo médio de R$ 200 por caneta. Para manter o tratamento em casa, o gasto pode chegar a R$ 1 mil a cada cinco semanas. Muitos pacientes têm recorrido a empréstimos entre si e a grupos de apoio para conseguir manter o uso contínuo da medicação.

A insulina de ação rápida ainda está disponível na rede pública, mas não substitui a de longa duração. Ambas têm funções distintas e são indispensáveis para o tratamento adequado. A insulina basal é responsável por manter os níveis de glicose estáveis ao longo do dia, enquanto a de ação rápida é utilizada antes das refeições.

A responsabilidade pela aquisição da insulina é do Ministério da Saúde, cabendo ao Estado a organização da distribuição. A Sesap informou que os carregamentos mais recentes enviados pelo governo federal foram insuficientes para atender à demanda. Um novo lote está previsto para ser entregue no próximo dia 25.

O Ministério da Saúde afirma que mantém contratos regulares para garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, a pasta informou que até outubro foram distribuídas mais de 60 milhões de unidades de insulina em todo o país. Apesar disso, há uma restrição global na oferta do medicamento, o que tem impactado o fornecimento nacional.

A situação em Natal reflete um problema recorrente na rede pública. Pacientes relatam que a falta de insulina de longa duração ocorre com frequência e, em muitos casos, é necessário recorrer à Justiça para obter o medicamento. A ausência de insulina representa risco de morte para quem depende exclusivamente da substância para sobreviver.

A diabetes tipo 1 é uma doença crônica e autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. O tratamento exige uso contínuo da medicação, além de insumos como glicosímetros, fitas reagentes, lancetas e agulhas para aplicação.

A Unicat é responsável pela distribuição dos medicamentos no estado. A unidade aguarda o envio do novo carregamento para regularizar a entrega à população. Enquanto isso, pacientes seguem enfrentando dificuldades para manter o tratamento e evitar complicações graves.

Foto: Eduardo Maia/ALRN/Marcello Casal jr/Agência Brasil

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