Operação investiga desvio de mais de R$ 53 milhões de entidades associativas
PF prende Careca do INSS e empresário por fraudes contra aposentados
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (12) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti. Ambos são investigados por envolvimento em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, com movimentação financeira superior a R$ 53 milhões.
A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma operação que apura fraudes cometidas por meio de sindicatos e associações ligadas a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com as investigações, Antônio Carlos atuava como intermediário entre entidades associativas e pessoas físicas e jurídicas. Os valores eram debitados indevidamente das contas de aposentados e pensionistas e repassados a servidores públicos, familiares e empresas com vínculos diretos com os operadores do esquema.
A Polícia Federal identificou que pessoas e empresas ligadas a Antônio Carlos receberam R$ 53.586.689,10 diretamente das entidades ou por meio de suas empresas. A atuação envolvia contratos e repasses sistemáticos, com indícios de irregularidades na prestação de serviços e na destinação dos recursos.
Maurício Camisotti é apontado como um dos beneficiários finais das fraudes. A investigação indica que ele teria recebido parte dos valores desviados por meio de empresas ligadas ao esquema. O empresário é alvo de medidas cautelares e segue sendo investigado por participação ativa na estrutura financeira montada para ocultar os repasses.

A operação da Polícia Federal tem como objetivo desarticular a rede de operadores que atuava na intermediação dos recursos, além de identificar servidores públicos e gestores que teriam colaborado com o esquema. A investigação também busca rastrear o destino dos valores desviados e apurar a responsabilidade de cada envolvido.
As prisões fazem parte de um conjunto de ações autorizadas pelo STF, que incluem mandados de busca e apreensão em diferentes estados. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que o esquema operava há vários anos, com ramificações em diversas entidades representativas de aposentados e pensionistas.
O caso levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de beneficiários do INSS diante de práticas fraudulentas envolvendo associações e sindicatos. A investigação aponta para a necessidade de maior fiscalização sobre os contratos firmados entre essas entidades e empresas prestadoras de serviços.
A Polícia Federal segue com as diligências para aprofundar a análise dos documentos apreendidos e das movimentações financeiras identificadas. Novas fases da operação não estão descartadas, e outros envolvidos podem ser responsabilizados conforme o avanço das investigações.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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