55% dos brasileiros admite entender pouco ou nada de educação financeira, revela pesquisa

55% dos brasileiros admite entender pouco ou nada de educação financeira, revela pesquisa

Em meio a um crescente cenário de endividamento, especialista alerta para os riscos do crédito fácil e as armadilhas do consignado

55% dos brasileiros admite entender pouco ou nada de educação financeira, revela pesquisa

Mais da metade dos brasileiros reconhece ter pouco ou nenhum conhecimento sobre educação financeira, segundo a 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). O levantamento, feito em junho com três mil pessoas em todas as regiões do país, mostrou que 55% dos entrevistados afirmaram entender pouco (40%) ou nada (15%) do assunto.

Além disso, 39% dos entrevistados declararam estar endividados. Entre eles, 23% acreditam que encerrarão 2025 com dívidas maiores do que no ano anterior, enquanto 48% esperam reduzir o endividamento. Nesse cenário, conforme analisa a gerente de Departamento Pessoal Amanda Rangel, o crédito consignado se apresenta como alternativa de financiamento acessível, mas que pode ampliar os riscos quando utilizado sem planejamento.

A preocupação, segundo ela, se intensifica após a criação do Crédito do Trabalhador, linha de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT), lançada em março. “Ao mesmo tempo em que é uma forma acessível de empréstimo que facilitou o acesso ao crédito com taxas de juros mais baixas, também pode se transformar em uma armadilha financeira”, afirma a gestora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciárias.

De acordo com ela, os reflexos do superendividamento são cada vez mais visíveis nas empresas. “Entre os principais efeitos estão a queda de produtividade, o aumento do absenteísmo e até a elevação do turnover, quando os profissionais buscam novos empregos apenas para melhorar o salário e tentar equilibrar o orçamento. A insatisfação financeira individual tende a impactar o clima organizacional, gerando desmotivação coletiva”, destaca.

Embora as empresas não possam controlar legalmente o nível de endividamento de seus empregados, Amanda defende que o setor de Recursos Humanos é uma peça-chave para mitigar os efeitos do problema. “O papel do RH e da Gestão de Pessoas é desenvolver sensibilidade para identificar sinais de que os colaboradores estão enfrentando dificuldades financeiras e emocionais”, observa a especialista.

O estudo do Ipespe destacou ainda o impacto emocional do endividamento: 77% dos entrevistados com dívidas afirmaram que a situação afeta diretamente a saúde mental e a qualidade de vida. Nesse sentido, a gestora da DPi enfatiza a importância da atuação conjunta entre profissionais de Recursos Humanos, Gestão, Contabilidade e áreas correlatas em iniciativas que unam acolhimento, orientação e capacitação.

“Vivemos em uma sociedade marcada pelo consumo imediato e pelas decisões impulsivas, e é justamente nesse contexto que a educação financeira pode transformar realidades. Ao estimular o planejamento, a disciplina e a visão de longo prazo, as empresas fortalecem a saúde financeira dos colaboradores, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para o aumento da produtividade organizacional. Por isso, é tão importante o engajamento das empresas”, conclui Amanda Rangel.

Foto: Divulgação

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