Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

José de Arimatéia foi recrutado na Rússia sob promessa de trabalho com tecnologia e não faz contato com a família desde 4 de agosto

Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

O potiguar José de Arimatéia do Nascimento de Melo, conhecido como Maicon, está desaparecido há 45 dias. Natural de Natal e residente em Bento Fernandes, no interior do Rio Grande do Norte, ele foi para a Rússia em março de 2025 após receber uma proposta de trabalho na área de tecnologia, com foco em drones e computação.

A proposta foi apresentada como uma oportunidade de emprego com bom salário, sem menção à participação em atividades militares. No entanto, ao chegar à Rússia, José de Arimatéia foi direcionado para atuar na linha de frente da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Antes disso, ele havia se mudado para Portugal em julho de 2024, onde trabalhou na área industrial. A mudança para a Rússia ocorreu em março de 2025, motivada pela promessa de trabalho na área tecnológica.

Desde o dia 4 de agosto, não há qualquer comunicação entre José de Arimatéia e seus familiares. A irmã dele, Maria Vanessa, divulgou o caso nas redes sociais e buscou apoio de órgãos públicos brasileiros, incluindo a embaixada, mas não obteve retorno.

Potiguar está desaparecido
Potiguar está desaparecido

O Ministério das Relações Exteriores foi procurado pela imprensa. Em nota, o órgão informou que não divulga dados pessoais de cidadãos que solicitam serviços consulares. O ministério também destacou que publicou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras.

O alerta, divulgado em 30 de julho, recomenda que propostas de trabalho com fins militares sejam recusadas. O comunicado aponta aumento no número de brasileiros que enfrentaram dificuldades ou perderam a vida após se envolverem em conflitos armados fora do país.

Uma imagem enviada por José de Arimatéia à família mostra uma declaração em russo, assinada por ele, indicando que prestou juramento militar em junho. O documento foi emitido em 12 de julho, em Moscou.

A família conseguiu contato com um amigo de José de Arimatéia, que relatou que ele teria sido capturado por tropas ucranianas. No entanto, essa informação não foi confirmada oficialmente.

Segundo relatos anteriores feitos por José de Arimatéia à família, as condições enfrentadas pelas tropas russas eram precárias. Ele mencionava casos de recrutados mortos em combate que não tinham direito a sepultamento.

A ausência de informações oficiais e a falta de resposta das autoridades brasileiras têm gerado preocupação entre os familiares. A irmã relata que a família é composta apenas por ela e o irmão, e que a situação tem causado sofrimento constante.

O caso segue sem desfecho. A família continua buscando apoio para localizar o potiguar desaparecido.

Foto: Reprodução/Kostiantyn Liberov/Fotos Públicas

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