Operação Asas Quebradas cumpriu mandados em três cidades e apura mortes de jovens desaparecidos em Martins
Um policial militar e outra pessoa foram presos durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (14), no Alto Oeste potiguar. A ação investiga a atuação de um grupo armado suspeito de envolvimento em crimes registrados na região.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados são apontados como integrantes de um grupo que atuava nos municípios de Martins e Serrinha dos Pintos. As investigações indicam possível participação do grupo na morte e na ocultação de cadáver de dois jovens que estavam desaparecidos desde dezembro de 2025.

As vítimas foram identificadas como Pedro Rafael da Silva, de 19 anos, e Cleidione Douglas da Silva, de 17 anos. Segundo a polícia, os dois desapareceram no dia 17 de dezembro, após deixarem a cidade de Martins em uma motocicleta com destino ao município de Serrinha dos Pintos, também localizado no Alto Oeste do estado.
A operação foi denominada “Asas Quebradas” e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Além das prisões, os policiais apreenderam duas armas de fogo, uma grande quantidade de munições de fuzil, munição de calibre .50 e materiais relacionados ao tráfico de drogas.
Os mandados foram cumpridos em diferentes cidades da região. Além de Martins e Serrinha dos Pintos, a operação também teve alvos no município de Pau dos Ferros, considerado um dos principais polos urbanos do Alto Oeste potiguar.
Segundo informações da Polícia Civil, no dia seguinte ao desaparecimento dos jovens, a motocicleta utilizada por eles foi encontrada incendiada no município de Pau dos Ferros. O fato passou a integrar o conjunto de elementos analisados durante o inquérito policial.

As investigações avançaram e, no dia 23 de dezembro, os corpos de Pedro Rafael da Silva e Cleidione Douglas da Silva foram localizados na zona rural do município de Serrinha dos Pintos. A partir desse momento, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio com ocultação de cadáver.
A corporação informou que as diligências seguem em andamento com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, detalhar a dinâmica dos crimes e identificar outros possíveis envolvidos no grupo investigado. Novas medidas judiciais não estão descartadas.
Os nomes dos presos, assim como detalhes sobre a participação individual de cada investigado, não foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil.
Foto: Arquivo / Reprodução
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







