Com a medida, Washington abre caminho para tarifas sobre países que abastecem Cuba com petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (29) uma ordem executiva declarando emergência nacional em relação a Cuba, abrindo caminho para a aplicação de tarifas sobre países que vendam ou forneçam petróleo à ilha caribenha. A medida amplia as ações econômicas de Washington direcionadas ao governo cubano.

De acordo com o texto da ordem, os Estados Unidos poderão impor tarifas adicionais às importações de bens provenientes de países que, de forma direta ou indireta, exportem petróleo ou derivados para Cuba. O documento não define valores automáticos nem lista imediata de países afetados.
Processo de definição das tarifas
A ordem executiva estabelece que caberá ao secretário de Comércio identificar os países fornecedores de petróleo à ilha. A partir desse levantamento, o secretário de Estado, em consulta com outras agências federais, avaliará a aplicação e o nível das tarifas, com a decisão final sendo atribuída ao presidente dos Estados Unidos.
Justificativa apresentada pela Casa Branca
A Casa Branca argumenta que as políticas e práticas do governo cubano representam uma ameaça extraordinária e incomum à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. O documento cita vínculos de Havana com países e grupos considerados hostis por Washington, incluindo Rússia, China, Irã, Hamas e Hezbollah.

A ordem também faz referência a violações de direitos humanos e à suposta presença de atividades de inteligência estrangeira em território cubano como elementos que fundamentam a decisão.
Contexto internacional e crise energética em Cuba
Especialistas internacionais apontam que a ampliação das pressões ocorre em um contexto de crise energética em Cuba, intensificada pela interrupção de remessas de petróleo da Venezuela após ações militares norte-americanas naquele país, além da redução dos envios do México.
Reação do governo cubano
Em resposta à medida, autoridades cubanas classificaram a ordem executiva como um ato de agressão, afirmando que a decisão busca aprofundar os impactos econômicos sobre a população e ampliar as dificuldades enfrentadas pela economia da ilha.
Foto: RS/Fotos Públicas / ©2026WEF/Benedikt von Loebell
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