Com temperaturas acima de 30 °C em grande parte do Brasil e alta incidência de radiação ultravioleta no verão, a dermatologista e tricologista Dra. Ingrid Tavares explica como cuidar dos cabelos no Carnaval e evitar frizz, quebra e danos ao couro cabeludo.
Frizz e queda após o Carnaval? Dermatologista explica como proteger o cabelo do sol e do suor
O Carnaval mal termina e muita gente começa a perceber os efeitos nos fios. Frizz mais intenso, pontas duplas, cabelo opaco e, em alguns casos, aumento da queda nos meses seguintes. A combinação de sol forte, suor constante, vento, sal do mar, cloro da piscina e excesso de produtos cria um ambiente agressivo para o cabelo durante a folia.
No verão brasileiro, quando os índices de radiação ultravioleta frequentemente atingem níveis muito altos, a fibra capilar sofre degradação das proteínas estruturais. O calor dilata as cutículas, favorece a perda de água e aumenta a absorção da umidade do ar, o que explica o frizz e o aspecto arrepiado após longos dias de exposição.
A dermatologista e tricologista Dra. Ingrid Tavares destaca que não é apenas o comprimento do fio que sofre. O couro cabeludo também é impactado pelo excesso de suor e acúmulo de fixadores e glitter, o que pode desencadear coceira, descamação e inflamação. Em alguns casos, esse estresse funciona como gatilho para um eflúvio telógeno, condição que pode levar ao aumento da queda de cabelo cerca de três meses após o Carnaval.
Para proteger o cabelo do sol e reduzir danos, os cuidados devem começar antes mesmo do primeiro bloco.
Reforçar hidratação e nutrição alguns dias antes ajuda a melhorar a integridade da fibra capilar, reduzir a porosidade e tornar os fios mais resistentes ao ressecamento e às agressões externas. Evitar procedimentos químicos muito próximos à festa e diminuir o uso excessivo de chapinha, babyliss e secador em alta temperatura também reduz o risco de quebra, especialmente em um cenário de calor e exposição intensa.
Durante os dias de folia, a proteção deve ser contínua. O uso de chapéus, bonés ou viseiras ajuda a reduzir a radiação direta no couro cabeludo e nos fios. Produtos com filtro UV contribuem para minimizar os danos solares e preservar a cor, principalmente em cabelos tingidos. Após praia ou piscina, enxaguar os fios com água doce reduz o impacto do sal e do cloro, que aceleram o ressecamento.
Os penteados de Carnaval também exigem atenção. Estilos muito apertados, com elásticos rígidos, tranças excessivamente tensionadas ou rabos de cavalo muito puxados podem aumentar a tração nos fios e no couro cabeludo, favorecendo quebra e até agravando quadros de queda, especialmente em quem já tem predisposição. Optar por versões mais soltas, que reduzam a tensão e o atrito, é uma forma simples de preservar a saúde capilar durante a folia.
No retorno à rotina, a atenção deve se voltar ao couro cabeludo. A limpeza deve remover resíduos de glitter, poluição e produtos acumulados sem agredir a região. Caso haja dor, descamação intensa ou aumento perceptível da queda, a avaliação dermatológica é recomendada.
Ignorar a proteção capilar nesta época pode significar semanas — ou até meses — de recuperação. Em um país com alta exposição solar no verão, preservar a saúde da fibra e do couro cabeludo é uma decisão preventiva que evita danos prolongados.
Para mais dicas, informações e conteúdos, acesse o perfil no Instagram: @dra.ingridrtavares
Sobre a especialista
A dermatologista Dra. Ingrid Tavares possui título pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, com atuação em Dermatologia Estética e Tricologia. Tem pós-graduação em Cosmiatria e Tricologia pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, no Rio de Janeiro, e é membro da International Trichoscopy Society. Realizou residência médica no Centro de Dermatologia Dona Libânia, onde recebeu o prêmio Residente que fez a diferença. Atualmente, atende no Instituto Regina Jales, unindo ciência, tecnologia e cuidado humanizado para resultados naturais.
Foto: Divulgação
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