EUA e Israel lançam ataque conjunto ao Irã; regime revida com mísseis e há mortes em escola

EUA e Israel lançam ataque conjunto ao Irã; regime revida com mísseis e há mortes em escola

Operação conjunta atinge Teerã e outras cidades; Governo Trump confirma ofensiva contra alvos militares

Os Estados Unidos e Israel deram início a uma operação militar conjunta contra o Irã na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, batizada de “Operação Fúria Épica”. A ação, que segundo as Forças de Defesa de Israel já atingiu “dezenas de alvos militares”, ocorre após semanas de ameaças do presidente americano, Donald Trump, e deve se estender por vários dias. Em resposta, o Irã lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel e atacou instalações militares americanas em países vizinhos, ampliando o conflito para além de suas fronteiras.

O ataque conjunto a Teerã e os alvos da operação

A capital iraniana, Teerã, foi palco de ao menos três explosões no início da manhã, com vídeos que circulam nas redes sociais mostrando grandes colunas de fumaça no centro da cidade. Informações iniciais da imprensa local indicam que um dos bombardeios ocorreu próximo a uma das residências do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Autoridades de segurança israelenses afirmaram à imprensa internacional que um dos principais objetivos da primeira onda de ataques era atingir o maior número possível de líderes do regime. Segundo a agência Reuters, o aiatolá Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estariam na mira, mas os resultados da ação ainda não foram confirmados.

Em comunicado oficial, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que a operação conjunta visa combater o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo Irã. Netanyahu declarou ainda que o ataque pode “criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”.

Trump confirma ataque e justifica defesa dos EUA

Em publicação na sua rede social, Truth Social, o presidente Donald Trump confirmou a ofensiva. Segundo ele, o objetivo é “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, que classificou como “um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis”.

Trump acrescentou que as atividades do Irã “colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo”. A Casa Branca ainda não detalhou se novas ondas de bombardeio estão previstas, mas a expectativa é que a operação se estenda ao longo dos próximos dias.

Irã responde com mísseis e amplia conflito na região

O contra-ataque iraniano não demorou. Por meio das agências de notícias estatais Fars e Tasnim, o Irã confirmou que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”. A primeira medida foi o lançamento de uma onda de mísseis e drones contra Israel, que acionou sirenes em todo o território e mobilizou sua força aérea para interceptar as ameaças.

Além disso, instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar também foram alvos. No Bahrein, o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA foi atacado com mísseis. No Kuwait, testemunhas relataram explosões próximas à sede do Comando Central dos EUA. Explosões também foram ouvidas no Catar.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã emitiu um comunicado orientando a população a evitar as áreas afetadas e informou que “medidas prévias” foram tomadas para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, mas os bancos continuam funcionando.

Ataque a escola de meninas deixa dezenas de mortos

Um dos episódios mais trágicos do conflito até agora ocorreu na cidade de Minab, na província de Hormozgan, sul do Irã. Um bombardeio israelense-americano atingiu uma escola de meninas, elevando o número de mortos para pelo menos 40, de acordo com a agência de notícias estatal IRNA. Outras 45 pessoas ficaram feridas.

A cidade de Minab abriga uma base da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã, mas não há confirmação oficial de que a escola era um alvo militar. Nem os EUA nem Israel comentaram o incidente até o momento.

Fechamento de espaços aéreos e novas frentes de tensão

Após o início dos ataques, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos. Iraque e Emirados Árabes Unidos também adotaram a mesma medida. Na Jordânia, sirenes soaram, mas não houve confirmação de ataques diretos.

Nos Emirados Árabes Unidos, estilhaços de um ataque à capital mataram uma pessoa, segundo a mídia estatal — a primeira fatalidade conhecida fora do Irã no contexto do contra-ataque iraniano.

Enquanto isso, dois altos funcionários houthis no Iêmen, sob condição de anonimato, afirmaram que o grupo apoiado pelo Irã prometeu retomar ataques às rotas de navegação do Mar Vermelho e a Israel. A decisão, no entanto, ainda depende de um anúncio oficial da liderança houthi.

Itamaraty condena ataques e pede contenção

O governo brasileiro manifestou-se por meio do Itamaraty ainda neste sábado. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã e expressou “grave preocupação” com a escalada do conflito.

“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota.

O Itamaraty apelou a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam “máxima contenção” para evitar o agravamento das hostilidades, assegurando a proteção de civis e da infraestrutura civil.

A pasta informou ainda que as embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos e que o embaixador brasileiro em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.

Hospitais em alerta e balanço de vítimas

O Ministério da Saúde do Irã informou que ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e que os hospitais estão em alerta. Ainda não há um balanço oficial consolidado sobre o número total de feridos e mortos, nem a confirmação dos locais exatos atingidos além da escola em Minab.

A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, afirmou que continuará respondendo aos “atos hostis”, enquanto Israel mantém suas forças em estado de prontidão máxima. A comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos capítulos do conflito, que já envolve diretamente pelo menos seis países do Oriente Médio.

Fotos: RS/via FotosPublicas / @IsraeliPM / @WhiteHouse

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

MAIS LIDAS DO DIA

Influenciadora Simone Maniçoba morre após procedimento estético Enem 2025: inscrições começam em 26 de maio e provas serão aplicadas em novembro Prefeitura divulga programação do São João de Natal 2025 com shows em toda a cidade iPhone 16 com 50% de desconto na TIM vira destaque no Dia das Mães Dupla de Páscoa 2025 tem prêmio recorde e apostas podem ser feitas até este sábado (20) Carnaval de Natal 2025: Programação, transporte gratuito e tudo que você precisa saber