Morte de Khamenei é confirmada pelo Irã após ataque; Itamaraty emite alerta e orienta brasileiros a evitarem 11 países

Morte de Khamenei é confirmada pelo Irã após ataque; Itamaraty emite alerta e orienta brasileiros a evitarem 11 países

Líder supremo do Irã morre em ataque conjunto de EUA e Israel; Brasil condena oficialmente os ataques

O governo do Irã confirmou, por meio da mídia estatal, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país por quase quatro décadas, em decorrência de um ataque atribuído a uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel. Em meio à escalada militar que já deixou centenas de mortos e atingiu diversos países da região, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um alerta consular urgente, recomendando que cidadãos brasileiros evitem viagens a 11 nações do Oriente Médio.

A morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada pelo governo do Irã e sua mídia estatal neste sábado (28). A confirmação oficial ocorre após horas de especulação e declarações de líderes ocidentais. A agência estatal iraniana Fars foi a primeira a divulgar a notícia, publicando uma nota oficial do gabinete do governo, presidido por Masoud Pezeshkian.

“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz a nota oficial iraniana.

Em sinal da comoção e da gravidade do evento, o governo declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral em todo o país.

Quem assume o poder no Irã após a morte de Khamenei

Com a morte do líder supremo, a mídia estatal iraniana detalhou rapidamente o plano de transição no poder. De acordo com a agência Fars, uma estrutura temporária composta por três altas figuras do regime assumirá o comando do país.

O comando provisório será formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e por um dos juristas do Conselho dos Guardiães do Irã. A medida visa garantir a continuidade do estado e a sucessão da liderança da Revolução Islâmica após “o martírio do Líder Revolucionário”.

Trump e Netanyahu: “Khamenei está morto”

Horas antes da confirmação oficial por Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia utilizado suas redes sociais para declarar a morte do aiatolá. Em publicação, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar das redes de inteligência e rastreamento norte-americanas, classificando-o como “uma das pessoas mais malignas da História”.

“Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu o presidente norte-americano.

A declaração de Trump veio na esteira das afirmações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Mais cedo, Netanyahu havia dito que forças israelenses destruíram um complexo utilizado pelo líder supremo em Teerã e que havia “elementos que indicavam que ele não existe mais”.

Ataque a Teerã deixa centenas de mortos e provoca retaliação

O ataque que vitimou Khamenei fez parte de uma ofensiva de grande escala contra alvos iranianos. Segundo a imprensa do Irã, que citou dados da rede humanitária Crescente Vermelho, a ação deixou um saldo de 201 mortos e 747 feridos. Explosões de grande magnitude foram registradas não apenas na capital, Teerã, mas também em outras cidades estratégicas como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

Em resposta ao ataque, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Explosões também foram registradas em países que abrigam instalações militares dos EUA, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O governo dos Estados Unidos informou que não houve militares americanos feridos e classificou como “mínimos” os danos às suas instalações.

Itamaraty emite alerta e recomenda evitar 11 países

Diante da rápida escalada do conflito e dos bombardeios que se espalharam por várias nações, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) emitiu um alerta consular neste sábado (28). A medida, segundo o comunicado, foi adotada “à luz da recente escalada das tensões no Oriente Médio”.

A orientação do governo brasileiro é que cidadãos não se desloquem para os seguintes países:

  • Irã
  • Israel
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Jordânia
  • Iraque
  • Líbano
  • Palestina
  • Síria

Para os brasileiros que já se encontram nesses países, o Itamaraty recomenda atenção redobrada e o cumprimento rigoroso das orientações das autoridades locais.

Orientações de segurança em caso de bombardeios

Em situações de bombardeios ou ataques aéreos, o ministério divulgou um protocolo de segurança detalhado. A orientação principal é buscar imediatamente o abrigo mais próximo. Quem estiver na rua deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Para quem está em residências, a recomendação é permanecer em cômodos internos, com ao menos duas paredes entre a pessoa e a área externa do prédio, mantendo portas e janelas fechadas. O Itamaraty também aconselha evitar permanecer na linha de visão do céu e priorizar áreas mais internas da estrutura. Outra dica é buscar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas telefônicas, além de manter uma reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes.

Contatos de emergência para brasileiros na região

O Itamaraty divulgou uma lista com os contatos das representações consulares brasileiras para situações de emergência envolvendo risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos no exterior.

Embaixada em Teerã (Irã): +98 (0) 912-148-5200
Embaixada em Tel Aviv (Israel): +972 54 803 5858
Embaixada em Doha (Catar): +974 6612 6585
Embaixada no Kuwait: +965 6684 0540
Embaixada em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos): +971 50 668 3258
Embaixada em Manama (Bahrein): +973 3364 6483
Embaixada em Amã (Jordânia): +962 7 7558 4460
Embaixada em Bagdá (Iraque): +964 780 929 1396
Embaixada em Beirute (Líbano): +961 70 108 374
Escritório de Representação em Ramala (Palestina): +972 59 205 5510
Embaixada em Damasco (Síria): +963 933 213 438

Brasil condena oficialmente os ataques

Além das orientações aos cidadãos, o governo brasileiro também se posicionou oficialmente sobre a crise. O Itamaraty condenou os ataques contra o Irã, classificando a ofensiva como um fator de agravamento da instabilidade regional e um risco à paz no Oriente Médio. A nota brasileira reforça a preocupação com a violação da soberania iraniana e com o potencial de expansão do conflito para além das fronteiras atuais.

Fotos: IRNA / RS/via Fotos Publicas

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