Presidente dos EUA afirma que 49 líderes iranianos foram mortos em ataques; Trump cita ‘surpresa’ com ataques do Irã a países árabes da região
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a “grande onda” de ataques ainda está por vir na guerra contra o Irã. Em uma conversa telefônica de nove minutos com o apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump disse que os EUA estão “dando uma surra” no Irã.
“Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve”, afirmou o presidente norte-americano. “Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as”, acrescentou.
Questionado sobre a duração do conflito, o republicano disse que não gostaria que a guerra se prolongasse. “Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma”, afirmou.
Presidente dos EUA afirma que 49 líderes iranianos foram mortos em ataques
Trump disse ainda que os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas que, por ora, todos devem permanecer em casa. “Não é seguro lá fora.”

O presidente afirmou não saber quem será a próxima liderança iraniana, mas que os iranianos “talvez tenham sorte e consigam alguém que saiba o que está fazendo”. Segundo Trump, 49 líderes iranianos foram mortos durante os ataques.
Ele também disse que tentou negociar com o regime iraniano, mas que não conseguiu chegar a um acordo sobre o enriquecimento de urânio. “Eles tinham todo aquele material enriquecido. Consideraram refazer o processo lá, mas estava em tão mau estado que a montanha basicamente desabou”, afirmou.
Trump cita ‘surpresa’ com ataques do Irã a países árabes da região
Segundo o presidente, “a maior surpresa” desde o início do conflito, no sábado (28), foram os ataques do Irã contra países árabes da região: Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.
“Ficamos surpresos”, disse Trump. “Dissemos a eles: ‘Nós resolvemos isso’, e agora eles querem brigar. E estão brigando agressivamente. Eles iam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver.”

A declaração indica uma escalada no conflito para além das fronteiras do Irã, envolvendo nações do Golfo que tradicionalmente mantêm relações complexas com as potências ocidentais e com o próprio Irã.
Presidente não descarta envio de tropas terrestres ao Irã
Mais cedo, em entrevista por telefone ao jornal New York Post, Trump disse que não descartava a presença de forças americanas no Irã caso “fossem necessárias”.
“Não tenho receio nenhum em relação ao envio de tropas terrestres. Tipo, todo presidente diz: ‘Não haverá tropas terrestres’. Eu não digo isso”, afirmou Trump ao jornal. “Eu digo: ‘Provavelmente não precisamos delas’, (ou) ‘se fossem necessárias’.”
A declaração contrasta com a postura de governos anteriores, que evitavam mencionar a possibilidade de invasão terrestre para não agravar ainda mais as tensões na região.
Reino Unido autoriza uso de bases para ataques após demora, diz Trump
Horas antes da divulgação da entrevista à CNN, Trump disse ao jornal britânico Daily Telegraph estar “muito desapontado” com a demora do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em permitir que os EUA utilizassem bases militares britânicas em operações contra o Irã.
Starmer cedeu posteriormente e autorizou o uso das bases britânicas para “fins defensivos específicos e limitados” e confirmou que os EUA poderiam utilizá-las para atacar instalações de mísseis iranianos, conforme solicitado por Washington. Entre as bases envolvidas está o estratégico complexo militar de Diego Garcia.

Durante a entrevista, Trump classificou a resistência de Starmer em relação à base nas Ilhas Chagos como algo “inédito entre nossos países”. “Levou muito tempo. Tempo demais”, disse.
Em coletiva na tarde desta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico afirmou que o Reino Unido não irá se juntar aos ataques neste momento, mas que continuará “nossas ações defensivas na região”.
Fotos: @TheWhiteHouse / RS/via Fotos Publicas
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