Rede de apoio a criminoso é alvo da Operação Auxilium em quatro cidades do RN e PE
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Auxilium com o objetivo de desarticular uma complexa rede de suporte a um líder de organização criminosa armada. As ações da corporação resultaram no cumprimento de um mandado de prisão preventiva, quatro medidas cautelares que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e 17 mandados de busca e apreensão.
Os trabalhos foram concentrados em quatro municípios: Caicó, Areia Branca e São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte, além de Petrolina, no sertão de Pernambuco. O alvo principal da investigação é um homem apontado como líder de uma facção criminosa, investigado por homicídio, associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.
Oito meses foragido e a rede de proteção ao líder
De acordo com as investigações da Polícia Civil, os suspeitos presos e alvos de busca nesta quarta-feira prestaram apoio direto e indireto ao líder do grupo criminoso durante o período em que ele permaneceu foragido. O homem ficou oito meses sem ser localizado pela polícia, após ser alvo da Operação Cerberus I, deflagrada em junho de 2025.

Segundo os investigadores, mesmo foragido, o suspeito continuava praticando crimes e exercendo o comando da organização criminosa. Para isso, contava com uma estrutura de suporte que o auxiliava na fuga e na manutenção das atividades ilícitas. O líder da organização foi preso somente em janeiro deste ano, em Campina Grande, na Paraíba.
Durante o período de fuga, o criminoso teria recebido suporte logístico e proteção em diferentes localidades. As investigações apontam que ele passou por Areia Branca (RN), Sousa (PB), Uberlândia (MG) e, por fim, Campina Grande (PB), onde foi capturado.
Tentativa de obstruir as investigações
No decorrer do cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Auxilium, um dos investigados foi autuado em flagrante. O suspeito tentou destruir e ocultar a localização do próprio aparelho celular, na tentativa de impedir o acesso dos policiais a conversas e dados armazenados no dispositivo.

A ação foi interpretada pela Polícia Civil como uma tentativa de embaraçar a investigação sobre a organização criminosa. Com isso, o suspeito deverá responder também por esse crime, que se soma às demais acusações que recaem sobre o grupo.
Próximos passos da investigação
Todos os envolvidos na Operação Auxilium deverão responder judicialmente pelo crime de obstrução de investigação de organização criminosa. O suspeito preso em flagrante foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que todo o material apreendido durante as buscas, incluindo documentos, equipamentos eletrônicos e outros itens de interesse, será encaminhado para análise pericial. O trabalho de perícia é fundamental para o avanço das investigações, podendo revelar novas conexões do grupo criminoso e aprofundar o entendimento sobre a atuação da rede de apoio ao líder da facção.
Fotos: Reprodução/Polícia Civil
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