A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, unidade conhecida como Hospital da PM, localizada em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar, após o primeiro caso ter sido confirmado no dia 22 de janeiro.
Até o momento, a pasta estadual não divulgou detalhes sobre o paciente ou as circunstâncias que envolveram a nova contaminação. Diante da confirmação do segundo caso, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da secretaria, para apresentar informações oficiais sobre o caso e as medidas adotadas.
Superfungo Candida auris tem segundo caso confirmado no Hospital da PM
O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi confirmado após exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, a Sesap informou que o paciente estava em isolamento e recebia tratamento por outra enfermidade, enquanto equipes do hospital e da vigilância epidemiológica realizavam monitoramento e rastreamento de contatos para evitar a disseminação do fungo.
A nova confirmação acende o alerta das autoridades sanitárias quanto à capacidade de propagação do microrganismo em ambientes hospitalares. O Hospital da PM segue com as medidas de contenção e os protocolos de prevenção estabelecidos pela vigilância em saúde.
Candida auris é considerado ameaça à saúde pública global
O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global devido às suas características. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas que já estejam hospitalizados.
Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também preocupa especialistas por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos disponíveis no mercado. Outro fator de preocupação é a capacidade do fungo de sobreviver por longos períodos em superfícies e ambientes hospitalares, o que aumenta significativamente o risco de surtos em unidades de saúde.
A Sesap deve detalhar, durante a coletiva de imprensa, as ações que estão sendo implementadas para conter a disseminação do fungo na unidade hospitalar e o estado de saúde do paciente mais recente. O Lacen-RN segue realizando a vigilância laboratorial para identificar possíveis novos casos.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração







