Polícia Civil vai escavar terreno onde possíveis vítimas podem estar enterradas; denúncia foi feita por irmã da investigada, que também apontou motivação racista no ataque que matou Francisco Paulo da Silva
A Polícia Civil está investigando a possibilidade de que Laís da Cunha Oliveira Galindo, 23 anos, dona do pitbull presa pela morte de um idoso em Extremoz, tenha cometido três assassinatos no município de Ceará-Mirim. Ela está presa temporariamente após seu cachorro ter atacado e matado Francisco Paulo da Silva, de 62 anos, na sexta-feira (6).
De acordo com as informações, um terreno onde teriam sido enterrados os corpos passará por escavação para confirmar se as vítimas foram realmente sepultadas no local. Os indícios que embasam a suspeita foram apresentados por uma irmã de Laís, que reside fora do Rio Grande do Norte.
Foi essa mesma pessoa que informou à Polícia que o ataque que resultou na morte do idoso teria sido motivado por racismo. A irmã da investigada, que mora fora do estado, fez as denúncias às autoridades apresentando conversas mantidas entre ambas por meio de mensagens de celular.
Conversas indicam premeditação
Nas mensagens reveladas à polícia, a irmã levanta a suspeita de que Laís teria premeditado a morte do idoso. A mesma denunciante também alertou os investigadores sobre a possibilidade de a irmã ter matado outros homens e ocultado os cadáveres.
A busca pelos supostas vítimas começou nesta quinta-feira (12). Devido à vegetação que já tomou conta da área, será necessário primeiro limpar todo o terreno para proceder a busca de maneira adequada. Esse trabalho só deverá começar na próxima semana.
Prisão temporária
A prisão temporária foi solicitada após o surgimento de novos elementos que apontam que o ataque pode não ter sido um acidente, como inicialmente relatado. Inicialmente, a ocorrência havia sido comunicada às autoridades como uma morte decorrente de ataque do animal.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima havia sido contratada pela mulher para realizar um serviço de limpeza na residência dela. Era a primeira vez que o idoso trabalhava no local e, no momento do ocorrido, apenas ele e a contratante estavam na casa.
Versão inicial da suspeita
Segundo o relato apresentado pela mulher à polícia no dia do fato, o pitbull estaria preso em um dos quartos da residência, mas teria conseguido abrir a porta e se dirigido até a vítima, quando ocorreu o ataque. Ela afirmou ainda que tentou prestar socorro ao homem, realizando um torniquete, além de ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a polícia.
Novas evidências
Durante as investigações, novos elementos levantaram suspeitas sobre a versão apresentada inicialmente. Ainda no local do ocorrido, a Polícia Civil realizou as primeiras diligências, incluindo o depoimento da mulher e a apreensão do celular dela para análise.

No sábado (7), a investigação ganhou novos rumos após uma testemunha procurar a polícia e entregar fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a morte da vítima.
Motivação e agravantes
De acordo com o material apresentado à polícia, o crime teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de que a mulher pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico, o que teria contribuído para o agravamento das lesões provocadas pelo ataque do animal e, consequentemente, para a morte do idoso.
Diante da gravidade das novas informações, a autoridade policial responsável pelo caso representou à Justiça pela prisão temporária da investigada, medida considerada necessária para garantir o aprofundamento das investigações e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
Fotos: Reprodução / Arquivo/Polícia Civil/Ilustração
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